Como Saber Qual A Vontade De Deus Para Minha Vida?

Quando fazemos uma experiência pessoal com o amor de Deus, descobrir a vontade d’Ele a nosso respeito passa a ser uma das principais prioridades em nossa vida. Porém, existem situações onde não só desejamos, como, de fato, necessitamos saber o que Deus quer que façamos para continuarmos andando na presença d’Ele.

Então, nessa hora, corremos o grande risco de buscarmos qualquer lugar e ouvirmos a qualquer pessoa, contanto que nos diga o que devemos fazer e nos garanta que é isso que Deus quer. É preciso muita atenção! Mesmo que a necessidade seja urgente, tenha calma.

Deus não costuma falar sob pressão, e o caminho para o discernimento em todos os casos deve ser a oração apoiada na Palavra de Deus, essa fonte é segura e dessa água você pode beber que a sua alma será saciada.

Deus nos fala de várias maneiras

A partir disso, Deus pode falar também por meio das pessoas, das situações e, até mesmo, no silêncio do seu coração, mas é preciso ter calma. Experimente parar, nem que seja um pouco, e colocar-se na presença de Deus.

Peça a Ele que lhe oriente concretamente e desarme seu coração para ouvir o que Ele tem a lhe dizer, pois, muitas vezes, nós até oramos, mas já dizendo para Deus o que queremos e até determinando que só aceitamos se for assim.

Mas esse tipo de oração não agrada a Deus, Ele conta com nossa generosidade e espera que estejamos dispostos a ouvir a Sua voz, mesmo que não diga nada do que desejávamos ouvir, isso é pobreza, é confiança na infinita misericórdia e, isso, certamente agrada o coração de Deus. Portanto, se hoje você precisa de discernimento a respeito dos planos de Deus para a sua vida, ore pedindo essa graça ao Senhor e Ele lhe dará. Não siga suas emoções e nem mesmo a sua razão, como cristão cheios do Espírito Santo, precisamos viver de fé.

Você até pode procurar um conselho de alguém, que tenha um testemunho de vida coerente, com estrutura emocional e psicológica que poderá lhe oferecer uma direção da parte do Senhor, mas procure ajustar até mesmo essa direção à Palavra de Deus, pois, não conheço uma fonte mais segura a respeito da vontade de Deus para nossa vida do que a Sagrada Escritura. Vamos orar pedindo a Deus a graça de sermos orientados por Ele?

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Oração

Senhor, eu preciso de uma direção para minha vida, se o Senhor deseja me falar por meio de outra pessoa, ajude-me a perceber quem é essa pessoa e a compreender a Sua mensagem sob a luz da Tua Palavra.

Eu me desarmo em Tua presença e estou disposta a ouvir o que o Senhor tem a dizer e não apenas o que eu quero ouvir.

Que a Tua Palavra seja a luz que conduz os meus passos, orienta-me e conduz a minha vida, Senhor, amém.

Como Saber Qual A Vontade De Deus Para Minha Vida?

Como Saber Qual A Vontade De Deus Para Minha Vida?

Missionária da Comunidade Canção Nova, desde 1997, Djanira reside na missão de São Paulo, onde atua nos meios de comunicação. Diariamente, apresenta programas na Rádio América CN. Às sextas-feiras, está à frente do programa “Florescer”, que apresenta às 18h30 na TV Canção Nova. É colunista desde 2000 do portal cancaonova.com. Também é autora de livros publicados pela Editora Canção Nova.

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Tenho um amigo que é muito bom desenhando e pintando. Uma vez, sentei ao seu lado para ver como fazia o trabalho. Fiz duas descobertas importantes: A primeira, que não era minha área. A segunda, que existe um tipo de intuição que o artista desenvolve que o leva a identificar o que a obra precisa especificamente.

Pixel-Shot / ShutterstockComo Saber Qual A Vontade De Deus Para Minha Vida?

Quando perguntava para ele as razões do que fazia (supondo que eu poderia aprender), ele tentava arrumar uma explicação conceitual que me ajudasse a entender.

Mas percebi que, na verdade, ele desenvolveu um tipo de relacionamento com as cores, no qual não precisava de um longo processo para saber qual cor e qual forma a sua obra precisava.

Ele, de alguma forma, sabia a cor necessária.

Falar da vontade de Deus traz muitas considerações. Gostaria de focar num aspecto: ela convida a um tipo de relacionamento com o Autor de tal vontade. Antes de falar de como descobri-la, talvez valha a pena dizer como pode ser vivenciada: o amadurecimento na vida cristã leva a um tipo de “percepção imediata” do que Deus pede ao cristão.

Pois bem, como fazer isso na minha vida?

Es5669/ ShutterstockComo Saber Qual A Vontade De Deus Para Minha Vida?

A Palavra de Deus dá indicações ótimas. Foquemos no Evangelho segundo Mateus. Nele, o termo“vontade”é referido ao cumprimento do Plano do Pai apenas cinco vezes.

A primeira, no Pai Nosso, onde o Filho reconhece na oração o Pai Amoroso e busca santificar seu Nome, e que seu Reino possa chegar/vir a todos os homens. A última, no Getsêmani – talvez a mais emblemática, pois expressa a total abertura ao plano do Pai.

O que nos pede para rezar no Pai Nosso, Ele o realiza no Getsêmani. O que foi pronunciado pelas suas palavras, agora é realizado na sua obra. Sua vida se faz oração, e sua oração se faz vida.

As outras três se encontram em diversos contextos: Mt 7,21; 12,50; 21,31.

Focaremos agora em Mt 7,21. Vale a pena ler a passagem completa: Mt 7,21-27.

A segunda vez que Mateus fala da vontade de Deus é na conclusão do Sermão da Montanha.

Aquele ensinamento que começou pelas Bem-aventuranças, o chamado (e desejo) da felicidade que tem rosto concreto em Cristo, e que finaliza com uma afirmação sobre quem entrará no Reino dos Céus.

Não será o bem-sucedido, nem quem acumulou ações positivas, nem quem repetiu de forma vazia o nome do Senhor, mas, nas palavras de Jesus: “aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7,21).

O amigo que mencionei na história do início não começou sabendo pintar com a “intuição das cores”. O cristão recebe a vida de Cristo no Batismo, especialmente a Fé, Esperança e Caridade.

Ele é convidado a desenvolvê-las para chegar à “estatura da maturidade de Cristo” (Ef 4,13). A maior revelação de Cristo foi que Deus é nosso Pai e que Ele é o Filho. No Filho, que escuta e obedece ao Pai, expressa-se o caminho da vida cristã.

Como Ele, precisamos acolher a Palavra do Pai e fazer a sua obra (ver Jo 17,4).

Enfim, por onde começar? Tudo começa pela escuta à Palavra de Deus que nos é revelada (que guiou nossa reflexão, por exemplo).

Se formos inexperientes, precisamos ser guiados e formados por alguém experiente, com vida cristã. Ali se desenvolve esse “sentido”, que permite acolher o plano de Deus e fazê-lo vida.

Dessa forma, o Pai vai formando a imagem do seu Filho em nós.

Conhecendo a vontade de Deus

O trecho abaixo foi extraído com permissão do livro Tomando Decisões Segundo a Vontade de Deus, de Heber Campos Jr., Editora Fiel.

A visão confusa que evangélicos têm acerca de descobrir a vontade de Deus passa a noção de que Deus brinca de esconde-esconde com a sua vontade.

A verdade, porém, é que ele não falha como alguns pais, os quais repreendem seus filhos baseados em ordens que não ficaram claras e, assim, levam seus filhos à ira. Deus não esconde o que ele quer de nós. Não podemos culpá-lo disso.

Deus não brinca de esconder de nós a sua vontade. Ele se apresenta em toda a Escritura como um Deus revelador. Sua vontade precisa ser algo muito mais clara do que estamos acostumados a pensar.

Falamos de ‘descobrir’ a vontade de Deus, como se ele a estivesse escondendo. Porém, a Bíblia ordena que nós a compreendamos (“Procurai compreender qual a vontade do Senhor” Ef 5.17). Parte-se do princípio de que ela pode ser conhecida.

Não devemos ir atrás do que Deus não intentou revelar, mas devemos conhecer bem o que nos revelou. Desde o primeiro capítulo de Gênesis, até o ápice da revelação em Jesus Cristo (Hb 1.1-2), nosso Senhor é um Deus que fala.

E quando falo que Cristo é o ápice da revelação, me refiro ao fato de ele afirmar que ele nos deu a conhecer tudo quanto ouviu de seu Pai (Jo 15.15). Essa é uma frase impactante! Cristo não nos poupou de nada que precisávamos saber.

Pelo contrário, ele fez questão de enviar-nos o Espírito para reforçar e completar essa revelação, que atingiu seu clímax em Jesus (Jo 16.12-14). Tal reforço e complemento ocorrem no ministério dos apóstolos, que nos proporcionaram o fundamento da vida cristã (Ef 2.20). Não há nada além das Escrituras que precisemos conhecer para uma vida agradável a Deus.

Portanto, não podemos jamais culpar o Deus revelador de esconder coisas importantes de nós. Ele mesmo promete ao seu povo: “instruir-te ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” (Sl 32.8).

Além de um conceito distorcido de Deus, a confusão evangélica acerca do assunto tem gerado uma expectativa errada do que seja a vida cristã.

Primeiramente, fazer a vontade de Deus passa a ser algo totalmente incerto, e por intermédio de tentativa e erro vamos montando o complicadíssimo quebra-cabeça do plano de Deus para a nossa vida.

Esse delongado processo gera ansiedade na busca, como já mencionamos, e isso é pecaminoso.

Em segundo lugar, um senso de juízo aumenta o peso da responsabilidade nas decisões. Alguns cristãos sofrem a partir da premissa de que ‘a vontade de Deus para a minha vida’ implique em apenas uma das opções, como se a outra fosse errada, desagradasse a Deus.

Em questões onde não há escolha moralmente certa ou errada – como, por exemplo, escolher morar em uma cidade ou em outra –, não devemos imaginar que uma das escolhas seja inaceitável a Deus.

Esse tipo de raciocínio pode piorar, se julgarmos que a escolha errada trará juízo da parte de Deus, se entendemos uma situação em que tudo dá errado, porque não procuramos o caminho de Deus.

Escolhas imprudentes podem trazer consequências ruins, mas quando não há quebra de preceito, não há razão para julgar que haja juízo da parte de Deus. Se Deus nos responsabilizasse por não cumprir uma vontade escondida de nós, inacessível a nós, Deus seria mau.

Em terceiro lugar, o desejo por saber uma vontade não revelada nas Escrituras é buscar o que James Petty chama de “conhecimento tóxico”. Conhecimento futuro do que nos acontecerá, caso trilhemos esse ou aquele caminho, é vedado de nós para o nosso bem.

Seria danoso ter esse grau de conhecimento, pois Jesus nos diz que somos programados para lidar apenas com as preocupações de cada dia (Mt 6.34).

Assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal era um limite benéfico para o que Adão poderia conhecer, Deus edifica limites para o nosso conhecimento que nos são benéficos.

O perigo desse assunto não jaz, apenas, nas implicações para a vida cristã. Ele abre portas para meios ‘espirituais’ perigosos, utilizados por inúmeros evangélicos carismáticos em nosso país.

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Os meios usados nessa busca (profecias, sonhos e outros caminhos espirituais)

O grau com que se enfatiza o uso desses meios entre carismáticos varia. Por um lado, há teólogos como Wayne Grudem, que abrem brecha para seu conceito de profecia revelatória dentro de um entendimento ortodoxo da vontade de Deus.

Ele diz que Deus “não nos revela normalmente esses decretos (exceto em profecias sobre o futuro), e, portanto, constituem realmente a vontade ‘secreta’ de Deus.

” Grudem está dizendo que não deve ser nossa expectativa rotineira que Deus nos revele o futuro, embora possa ocasionalmente fazê-lo. Por outro lado, há escritores mais radicais como Herman H.

Riffel, que diz que Deus fala em várias línguas, dentre elas (e mui frequentemente), em sonhos e visões. O segredo está em cada pessoa aprender, por si mesma, a reconhecer a voz de Deus. A sugestão do autor é idêntica ao que o mundo expressa em músicas e filmes: ‘ouça o seu coração’.

Riffel ainda sugere que aprendamos a reconhecer a voz de Deus, obedecendo ao que “achamos que Deus está nos dizendo para nós”. Se estamos incertos de que é a voz de Deus, podemos pedir confirmação. Riffel então apoia sua alegação com as histórias de Gideão (Jz 6 e 7) e Acaz (Is 7.11-12).

Muitos evangélicos de igrejas tradicionais rejeitam tais métodos carismáticos sem perceber o perigo dos métodos adotados por eles mesmos.

Não é incomum cristãos, e mesmo pastores, julgarem que conhecemos o que Deus ‘quer’ para nós por intermédio de uma combinação de circunstâncias, ímpetos espirituais, vozes interiores e uma paz de mente.

Em outras palavras, se as condições são desfavoráveis, é sinal de que Deus não me quer fazendo aquilo; se algo interior me impulsionou a fazer algo, deve ser Deus; se minha consciência está tranquila, é porque é vontade de Deus que eu tome esse caminho.

Para um evangélico mais tradicional, tais métodos nunca podem fugir dos mandamentos de Deus e de uma vida de oração.

Isto é, eles nunca legitimariam alguém dizer que se sentiu impulsionado por Deus a fazer algo pecaminoso, ou permanecer em um estado imoral, só porque a consciência está tranquila.

Todavia, ser guiado por Deus nas decisões que estão dentro de um padrão correto de vida não acontece pelos meios ordinários (leitura da Palavra e vida de oração), mas por intermédio de meios ‘extraordinários’.

James Petty afirma que tal atitude ainda é uma forma de direcionamento imediato (contrapondo o direcionamento mediado pela iluminação de nossas mentes pela Palavra), que não requer interpretação, pois vem de forma aparentemente clara. Essa comunicação direta é o que muitos querem, isto é, que Deus me diga claramente o que fazer.

Qual é o problema desses meios de descobrir a vontade de Deus? Por que não são confiáveis? Diferente do que as pessoas estão acostumadas a pensar, a busca desses meios ‘sobrenaturais’ não é uma atitude “espiritual”. Pelo contrário, quem procura essas coisas passa a viver por vista e não por fé.

Muitos esperam um trailer antecipado do filme de suas vidas, uma amostra suficiente para lhes tranquilizar de que Deus está lhes guiando. Gostariam de abrir sua caixa de entrada de emails e encontrar algum recado de Deus.

Todavia, Deus nunca prometeu esse tipo de comunicação como estilo de vida, nem mesmo para quem o Senhor apareceu. Abrão, por exemplo, foi ordenado que fosse para uma terra que Deus lhe mostraria.

O capítulo da fé, Hebreus 11, afirma que o patriarca partiu “sem saber para onde ia” (Hb 11.8). Deus não lhe deu conhecimento antecipado, nem da jornada nem do destino final.

Há também o desejo de sermos poupados de sofrimento. Quando tomamos uma decisão, arcamos com suas consequências. Como ninguém gosta de tropeçar em suas decisões, ‘descobrir a vontade de Deus’ se torna fundamental. No fundo, queremos ser livres das consequências negativas.

Embora nem sempre articulemos assim, queremos a orientação divina na escolha da universidade, do emprego ou do ministério a ser seguido porque não queremos olhar para trás com lamento e curiosidade, “e se eu tivesse optado por outro caminho?” Acontece que Deus não promete poupar-nos de tropeços.

Muitas são as aflições do justo (Sl 34.19).

Em meio a tanta confusão precisamos buscar um caminho melhor. Nosso ensino não pode ser o de revelar a vontade de Deus para situações específicas na vida de alguém, mas de ensinar o crente a entender como persistir na vontade de Deus de forma frutífera.

Qual A Vontade de Deus Para Minha Vida?

A Bíblia nos fala em muitos lugares sobre a vontade de Deus. Em Romanos 12:2, diz que ela é “boa, agradável e perfeita”. Em Jeremias 29:11, garante que os planos do Senhor são de paz, para nos dar um futuro cheio de esperança. Mesmo sabendo disso, temos muitas dúvidas com relação à vontade específica que Deus tem para cada um de nós.

O que quer dizer conhecer a vontade de Deus?

Conhecer a vontade de Deus implica em conhecer a Deus. Saber quem Ele é, saber tudo aquilo que Ele é capaz de fazer e, até mesmo, o que Ele não pode fazer.

Há três coisas que Deus não pode fazer e que precisamos saber:

  1. Ele não pode mentir – Nm. 23:19;Tt. 1:2
  2. Ele não pode e não tenta ninguém a pecar – Tg. 1:13-15
  3. Ele não pode ser infiel (negar a Sua Palavra) – 2Tm. 2:13; Lc. 21:33

Deus nunca pode ir contra quem Ele é. Por isso, não adianta pedirmos para que Ele prejudique outras pessoas em nosso favor, seja injusto ou vá contra a Sua Palavra, isso não faz parte do caráter dele. Mas todo o resto Ele não só pode como quer fazer. Ele pode curar, levantar, restaurar, voltar o tempo, avançar o tempo.

Isso nos ajuda a discernir melhor o que é e o que não é vontade de Deus.

Onde podemos conhecer a vontade revelada de Deus?

Deus já revelou a Sua vontade na Sua Palavra, a Bíblia. E as vontades de Deus já reveladas são muitas (1Pe. 2:15-16; 1Ts. 4:3-5, 5:12-18). Alguns exemplos são:

  • Praticar o bem
  • Honrar os que servem e lideram
  • Viver em paz uns com os outros
  • Advertir os preguiçosos
  • Confortar os desanimados
  • Ajudar os fracos
  • Ser paciente para com todos
  • Não retribuir mal com mal
  • Ser sempre bondoso
  • Alegrar-se sempre
  • Orar continuamente
  • Dar graças em todas as situações
  • Que sejamos santos

Conhecer a vontade de Deus para nós é a mesma coisa que obedecê-la?

Na verdade, não. Deus pode revelar qual é a Sua vontade para nós e, mesmo assim, podemos escolher não obedecê-la. Jesus falou sobre isso em Mateus 21:28-32, quando conta sobre um pai e seus dois filhos.

O primeiro, quando o pai lhe pediu algo, disse que não ia fazer, mas, no final, acabou fazendo. Já o segundo, disse que faria, e acabou não fazendo.

A pergunta de Jesus no final da parábola é: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (v. 31).

Não precisamos pensar muito para responder que foi o primeiro, aquele que, apesar de dizer que não faria, acabou cumprindo com a vontade de seu pai.

Muitas vezes, nós queremos muito conhecer a vontade de Deus, mas não temos certeza se queremos obedecê-la. A Palavra nos garante que ela é boa, agradável e perfeita (Rm.

12:2), que os planos do Senhor são de bem, para nos dar um futuro de esperança (Jr. 29:11).

Sabendo disso, por que temos tanta dificuldade em cumprir a vontade de Deus? Porque ela também envolve correr riscos, fazer ajustes e mudanças, abandonar a zona de conforto, abrir mão do controle e deixar de ser o centro da própria vida. Quanto mais perto do Senhor andarmos, menos teremos controle da nossa vida e de mais fé precisaremos.

Deus quer que eu conheça a Sua vontade específica para a minha vida?

Com certeza! Se você soubesse orientar seu filho quanto a alguma situação, para que ele fizesse a melhor escolha, você não o faria? Com Deus é a mesma coisa. Ele quer nos ajudar a alcançar tudo o que Ele tem preparado para nós.

Colossenses 1:9 – Aqui, Paulo disse que ele estava orando para que aqueles irmãos fossem cheios do “pleno conhecimento da vontade de Deus” para que pudessem viver “de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo”. Deus quer que conheçamos a Sua vontade para que possamos viver de maneira digna, tendo tudo o que precisamos, sendo pessoas honradas, que crescem no conhecimento de Deus. Só coisas boas!

1 Coríntios 2:9-12 – Você ama a Deus? Se sim, esse texto é para você. Precisamos crer nessa palavra.

Todas as coisas boas que o Senhor tem para nós, Ele já nos revelou por meio do Seu Espírito.

Quando cremos em Jesus, o Espírito Santo de Deus vem habitar em nós, e Ele conhece a vontade de Deus. E esse mesmo Espírito diz que há coisas que nem sequer imaginamos que Ele quer nos revelar.

Os planos de Deus para nós estão dentro de nós!

Como, então, posso experimentar a vontade de Deus para mim?

O segredo está no texto de Romanos 12:1-2. Nos oferecer como um sacrifício vivo, santo e agradável é deixar de lado a nossa vontade para cumprir aquilo que o Senhor tem para nós. Adorá-lo de todo o nosso coração e colocá-lo em primeiro lugar.

Nós fomos treinados a pensar como este mundo pensa. Mas Deus nos chama para algo diferente. É como uma metamorfose, metanoia, mudança na maneira de pensar. Primeiro, precisamos pensar diferente. E isso acontece quanto mais lemos a Palavra, quanto mais convivemos com nossos irmãos, quanto mais nos entregamos ao discipulado.

  • Se nos entregarmos ao Senhor de todo o nosso coração e não nos amoldarmos a este mundo, seremos capazes de experimentar a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
  • Você quer conhecer e obedecer a vontade de Deus para a sua vida?
  • Para conhecer e experimentar a vontade de Deus precisamos do Espírito Santo, de uma mudança na nossa maneira de pensar, de fé e precisamos, simplesmente, obedecer.

Antes de fazer qualquer coisa, o Senhor quer que você conheça quem Ele é, quer falar com você e quer que você reconheça a Sua voz. Muitas vezes, queremos saber logo qual vai ser o final, mas nos esquecemos de que Deus está conosco durante o caminho. Ele está no controle e podemos conhecê-lo ainda mais nesse trajeto.

A vontade de Deus para todos está em Sua Palavra. Mas a vontade de Deus específica para a sua vida Ele quer revelar a você!

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O Senhor tem planos de paz para você. Converse com Ele antes de fazer qualquer coisa, de tomar qualquer decisão. Desprenda-se das suas vontades, das coisas que você quer muito, e renda-se à vontade de Deus.

Como saber a vontade de Deus para as nossas vidas?

Longe de fórmulas mágicas e de qualquer espécie de misticismo, investir em conhecer a vontade de Deus e trilhar em direção ao que Ele tem para nós é mais simples do que se imagina e mais fácil do que se espera.

“Venha a nós o teu Reino, seja feita a tua vontade…”. Milhões de pessoas no mundo todo conhecem, de cor e salteado, a oração do Pai Nosso ensinada por Jesus às multidões (Mt. 6: 9-14).

Ainda que não seja habitual fazer esta oração, a maioria dos cristãos já expressou, ao menos uma vez na vida, o desejo de realizar a vontade de Deus. Mas o que é a vontade de Deus? Como encontrá-la? Qual o propósito que Ele tem para a vida de cada pessoa, em particular? Como tomar decisões e pautar os acontecimentos diários sem sair dos planos de Deus?

É muito comum, principalmente em encontros evangelísticos, ouvir o pregador dizer a quem o assiste: “Deus tem um plano para a sua vida!”. Ainda que, em muitos púlpitos, essa expressão tenha virado um “chavão gospel”, ela contém o princípio de que Deus realmente tem uma vontade e deseja realizá-la na vida do ser humano.

E não só uma simples vontade ou desejo, mas o que Deus propõe ao homem é um plano maior e melhor do que ele possa imaginar. “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”, é o que diz o versículo 11 do capítulo 29 do livro de Jeremias.

O grande plano de salvação, assim como o desejo de Deus de ver o homem transformado e caminhando em verdade, não é oculto à grande maioria das pessoas. No entanto, saber a vontade de Deus para o cotidiano da vida é, para muitos, um desafio insuperável e o foco de muitas confusões.

Nem tudo que reluz…

“Se as portas se abrirem, eu saberei que é a vontade de Deus…”; “Se eu sentir paz em meu coração é da vontade de Deus…”; “Se foi inevitável, então era porque fazia parte da vontade de Deus!”.

Não dá para se ter a idéia de quantas vezes essas frases já foram ditas e ouvidas pela igreja. Movidos pelo desejo de seguir a vontade de Deus, muitos buscam respostas em todas as formas possíveis. Mas confiar em circunstâncias, sentimentos ou impressões é perigoso e pode levar ao engano.

“Eu trabalhava na locadora da minha irmã e meu sonho era sair de lá e trabalhar numa loja de tênis, que ficava ao lado. Há muito tempo eu sonhava com isso. Então, quando a dona da loja me chamou eu achei que fosse uma confirmação.

Já que as portas se abriram, achei que era a vontade de Deus para mim. Mas o que eu não sabia é que se tratava de uma loja de calçados falsificados e que os donos estavam envolvidos em crimes pesados.

No meu primeiro dia de trabalho a polícia bateu lá, prendeu os donos e quase me levou presa também”, disse a missionária Patrícia Queiroz, 24 anos, da Serra.

A Bíblia também cita a história de muitos outros que, como Patrícia, enganaram-se com relação à vontade de Deus. Assim foi com o profeta Jonas e com Sansão. Ambos confiaram em seus próprios corações, por não sentirem paz em fazer aquilo que Deus havia ordenado (Jn. 1 e Jz. 16), e tiveram que arcar com as conseqüências.

O pastor batista David Calvin Gardner, num de seus estudos sobre a vontade de Deus, explicou bem essa relação. “Há caminhos que parecem certos, que nos fazem sentir alegres e contentes, mas não são da vontade de Deus. Veja isso em Provérbios 14:12.

Com tempo e maturidade, a experiência nos ensina que confiar em sentimentos ou interesses não é seguro, porque o homem muda continuamente”, relatou.

O pastor também citou o perigo que há no método de se abrir a Bíblia aleatoriamente em busca de uma resposta específica. “Suponha que eu quero fazer algo errado, imagina que eu quero matar meu irmão Daniel e busco a vontade de Deus desta maneira. E por acaso eu abro a Bíblia e encontro I Samuel 14.7 que diz: ‘Faze tudo o que tens no coração’. Obviamente esse método não serve”, concluiu.

Bíblia: Fonte segura

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho…” (Sl. 119:105). A vontade de Deus, assim como seu caráter e seu propósito para o homem e para a Terra, estão contidos na Bíblia. Através da Bíblia conhece-se a Deus e, conhecendo a Deus, também é conhecida a sua vontade.

“A Bíblia é a melhor forma de se conhecer a Deus. Precisamos ler a Bíblia, estudá-la para saber quais os propósitos de Deus para nós. É simples. O que precisamos é desmistificar”, disse o professor de Teologia e pastor Josué Ribeiro.

A Palavra de Deus contém princípios para guiar qualquer pessoa em toda e qualquer situação. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2 Tm. 3:16).

A partir da Bíblia, todos os outros “métodos” de se conhecer a vontade de Deus são avaliados e testados. “A Bíblia é a fonte mais tangível e objetiva para o conhecimento da natureza e vontade de Deus”, diz o doutor T.B. Maston, em seu livro “A Vontade de Deus e Sua Vida”.

Ele defende que é a leitura correta, interpretação certa e aplicação exata dos ensinamentos específicos das Escrituras que vão ajudar aqueles que desejam realizar a vontade de Deus.

“As idéias e os ideais inerentes nestes princípios (bíblicos) fornecem sentido e direção para as nossas vidas.

Eles não apenas nos ajudarão a conhecer a vontade de Deus, mas também aumentarão o nosso desejo de andar nessa vontade”, escreveu Maston.

Vontade de Deus x Livre arbítrio

Que Deus é soberano e que sua vontade também é, a maioria concorda. Mas como explicar a questão do livre arbítrio e do direito de escolha de cada ser humano dentro desse contexto?

Para o pastor Josué Ribeiro, uma coisa não exclui a outra. “Deus nos dá uma margem e dentro disso há um universo de escolhas. Acredito que Deus nos permite escolher, tomar decisões e assumir responsabilidades. Creio que tanto Deus pode falar o que Ele quer de nós, quanto pode nos perguntar o que queremos Dele”, afirmou o pastor.

Para ele, o segredo de usar bem o direito de livre arbítrio, em harmonia com a vontade de Deus, está em ter uma vida de intimidade com o Senhor. “Às vezes ficamos travados, esperando Deus tomar a decisão que é para nós tomarmos. Nós queremos que Deus assuma toda a responsabilidade e não é plano Dele que isso ocorra”, disse.

Da mesma forma, ele explica a questão da vontade plena e da vontade permissiva do Senhor. “Deus aceita seu direito de livre arbítrio ou de escolha, mesmo que esse não seja parte do seu plano perfeito.

Ele te dá liberdade para escolher. Mas uma coisa precisa ser notada. Deus criou o homem para ser livre, mas não para ser independente.

A liberdade é oferecida por Deus, mas a independência é oferecida pelo Diabo”, concluiu.

Para o pastor José Ernesto Conti, da Igreja Presbiteriana Água Viva, a felicidade do homem se encontra no centro da vontade de Deus.

“Da mesma forma que um pescador se sente realizado quando seu barco está cheio de peixes, o cristão só se sente realizado e feliz quando está fazendo aquilo que Deus quer. Não podemos culpar Deus pelos nossos fracassos ou desilusões.

Mas se formos honestos e humildemente nos colocarmos nas mãos de Deus, Ele nos dirá o que quer e nós faremos, por mais simples ou radical que possa ser, se fizermos, seremos os cristãos mais felizes deste mundo”, enfatizou.

“Da mesma forma que um pescador se sente realizado quando seu barco está cheio de peixes, o cristão só se sente realizado e feliz quando está fazendo aquilo que Deus quer”.
Pastor José Ernesto Conti, Igreja Presbiteriana Água Viva

A vontade de Deus na Bíblia

Deus usa de diversas formas para revelar a sua vontade:

– Através de visões e sonhos: Gn. 15:1; Gn. 40;
– Das pedras Urim e Tumim, usadas pelos sacerdotes: I Sm. 28:6; Ne. 7:65;
– Por meio da natureza: Sl. 19:1; Rm. 1:20;
– Por meio do Espírito Santo: Jo. 16:13; At. 13:2;
– Por meio dos profetas: I Rs. 11:31; Ez. 37

– Através da Palavra de Deus: Is. 34:16; Jo. 5:39.

Dica de Leitura

“Pode Falar Senhor… Estou Ouvindo!”
Loren Cunningham

Betânia

IEBVG – Como saber a vontade de Deus para a minha vida?

Texto: Rom 12:2

Você já descobriu a vontade de Deus para sua vida? A vontade de Deus é muito importante, pois é Ele quem nos da direção e estabilidade. Conhecê-la traz paz e segurança ao nosso interior, e nos capacita a avançar na vida, nos deleitando na orientação que recebemos Dele.

Precisamos saber que nossas vidas estão ligadas ao alvo de Deus, e Ele o guiará. (Efésios 2:10) “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós praticarmos.”

A vontade de Deus não é estática, e sim dinâmica! A vontade de Deus não é um pacote mágico que desce do céu preso por uma corda e que devemos tentar agarrar de alguma forma. Pelo contrário, ela é como um rolo que se abre um pouco mais a cada dia. Deus nos guia hoje, amanhã e depois de amanhã. A vontade de Deus nos guia um dia de cada vez.

Se queremos saber qual é a vontade de Deus para nossa vida, qual será a primeira iniciativa que devemos ter? Procurar na Bíblia!

Obedeça ao que está escrito na Palavra e você estará dentro da vontade de Deus. Certo escritor afirmou o seguinte: “não deveríamos nunca orar pedindo orientação em áreas onde Deus já determinou o que é permitido e o que não é”. Os princípios ensinados na Palavra de Deus são a base para determinarmos qual é a vontade de Deus

Em (Rom12:2) Paulo usa três adjetivos identificadores para descrever a vontade de Deus.

  1. É boa – Independentemente do que o Senhor nos peça para fazer, será bom. É o diabo e a carne que nos dizem que as ideias do Senhor trarão sofrimento e problemas. Deus nunca nos pedirá para fazer qualquer coisa que não seja para o bem eterno. (Romanos 8:28) “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” Então não tenha medo da vontade de Deus para sua vida porque é bom!
  2. É Agradável– Agradável no sentido de que quando Sua vontade é revelada a nós, temos alegria em realizar.  Através das experiências da vida, Deus nos faz crescer e amadurecer para que, quando o Seu chamado vier, estejamos  preparados para realizar o que Ele nos chama para fazer.
  3. É perfeito – Nada que possamos adicionar ao plano de Deus melhoraria. Quando Ele revela Sua vontade para nós, precisamos perceber que Deus vê o fim do assunto antes do começo.
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PERGUNTAS:

  1. Você tem procurado seguir os princípios estabelecidos na Palavra de Deus em sua vida?
  2. Que circunstâncias confirmaram sua escolha como sendo a vontade de Deus para você?
  3. Que conselho você recebeu de amigos cristãos maduros que confirmam sua escolha?
  4. De que forma o Espírito Santo confirma sua decisão quando você ora a respeito dela?

Quando todos esses fatores convergem, normalmente é sinal que Deus está nos dirigindo e guiando.

Como saber a vontade de Deus para minha vida?

Nas últimas semanas, através de vários e-mails, foi-me proposta a pergunta acima. Por entender ser esta uma angústia de muita gente, resolvi transformar minha tentativa de resposta num texto público.

A vontade geral de Deus está exaustivamente registrada nas escrituras. Não mate, não adultere, não cobice, não seja idólatra, não minta, não roube, não se prostitua.

Caminhando mais, aprofundando o fato de que Deus prefere obediência no lugar do sacrifício, a vontade dEle nos desafia a amar, a Ele e ao próximo, com toda alma, coração e entendimento.

Um mundo que assim vivesse, sem dúvida, viveria melhor.

Mas penso que a pergunta que me foi feita anseia por respostas pessoais, específicas. Quem perguntou deve desejar saber a resposta sobre a vontade de Deus para sua vida particular.

Então, aqui vai a minha resposta, da forma mais direta e honesta que posso expor: não sei! Já perdi a conta do número de vezes que me fiz esta pergunta entre lágrimas, dores, perdas, derrotas.

Sem respostas, a resignação com os eventos da minha realidade junto a muita oração, clamor e espera, foram as únicas atitudes que consegui desenvolver.

E depois? Tive respostas? Algumas vezes, sim, outras, não. E minha fé? Minha vida? Com dificuldade ou não, tudo continuou. Desde cedo aprendi a não desistir, a não parar, a continuar lutando.

Albert Einstein tem um pensamento inspirador para fases difíceis: “A vida é como andar de bicicleta, para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento”.

Ou seja, parar e entregar-se a lamentações aceitando a derrota, numa passiva auto-comiseração tirará nosso equilíbrio, foco e força para lutar, para continuar.

Sim, não sei a resposta, mas sei de outras coisas. Sei do amor de Deus por todos nós. Sei do perdão do Pai para todos nós. Sei que a nossa justiça não passa de trapos imundos perante a santidade dEle. Sei que a nossa vida tem o propósito de glorificar a Deus e, lamentavelmente todos nós, sem excessão, falhamos.

Sei que sem Ele, somos menos que nada, mas em Cristo, somos filhos, imperfeitos e pecadores, mas filhos. Sei que Ele é o “Pai nosso que estás no céu”, portanto toda vez que oramos, no céu, o Pai está pronto, atento, recebendo nossas orações. Sei que o cair é nosso e o levantar é dEle.

Sei que as obras da nossa carne são exatamente isso, obras, orgulhosas, arrogantes, inconsequentes. Sei que o fruto do Espírito é exatamente isso, fruto, pois somente o Espírito Santo pode produzir em nós amor, paz, bondade, paciência, fé, mansidão, domínio próprio. Sei que nosso Senhor conquistou a vitória na cruz e nos desafia a tomarmos nossa cruz e seguí-lo.

Sei que pela graça somos salvos e que, em novidade de vida, devemos dar a outra face e caminhar a segunda milha. Enfim, sei que apenas saber e não praticar de nada nos adiantará.

Por tudo isso e muito mais, devemos continuar caminhando, lutando e esperando, aprendendo a viver numa total dependência do Eterno. Afinal, ainda que nossa compreensão muitas vezes não alcance satisfação, nossa fé deve continuar a crer que Ele sabe os “porquês”, que Ele nunca falha, que Ele nunca se atrasa.

Para esta caminhada encontrei um conselho, bíblico e prudente, deixado por João Calvino: “A mais segura fonte de destruição dos homens é obedecer a si mesmo”.

Bíblico porque esta é uma expectativa do céu, nossa espontânea e prazerosa obediência, não como pagamento para se conquistar a eternidade, simplesmente não é possível, mas como gratidão, reconhecimento e desejo de santificação em nossas vidas.

Prudente porque obedecer nossos caprichos e achismos muitas vezes nos levará para os riscos da destruição.

Na maioria das vezes, são as fases de sofrimento que provocam a pergunta sobre a vontade de Deus para nossas vidas. Nas fases de bonança, paz e prosperidade, dificilmente questionamos se é justa ou não a vontade de Deus.

No entanto, apesar das pressões, tensões e testes advindos das mais duras provas, devemos continuar crendo na proximidade e cuidado de Deus por nós, pelo menos foram estas as palavras do apóstolo Paulo à igreja de Corinto, com elas, termino este texto: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos”. II Coríntios 4.8-10.

Paz!

Pr. Edmilson Mendes

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: '”Adolescência Virtual”, “Por que esta geração não acorda?”, “Caminhos” e “Aliança”.

Contatos com o pastor Edmilson Mendes:

[email protected]

www.mostreatitude.com.br  

Como saber se algo é da vontade de Deus ou não para minha vida?

Como saber a vontade de Deus para minha vida

Antes de você ler o estudo, responda a uma pergunta rápida: Você quer estudar a Bíblia com o presbítero André Sanchez de Gênesis a Apocalipse, aí no conforto do seu lar, em vídeo-aulas, de seu computador, tablet ou celular? Clique aqui e saiba como

Você Pergunta: Sou nova convertida, ainda não conheço muita coisa da Bíblia.

Uma coisa que sempre me dá muita dúvida é sobre julgar se alguma coisa que vou fazer é da vontade de Deus ou não para minha vida.

Por exemplo, quando vou me aproximar de um rapaz, sempre me pergunto como poderei saber se me relacionar com ele é da vontade de Deus ou não. Como posso saber sobre isso? A Bíblia nos dá alguma direção sobre isso?

Cara leitora, essa é realmente uma dificuldade que muitas pessoas enfrentam. E não são somente os novos convertidos que enfrentam.

Eu diria, aliás, que a grande maioria das pessoas têm dificuldades de saber exatamente qual é a vontade de Deus para muitas ocasiões em suas vidas.

Mas como resolver isso? Será que tem solução? Vou compartilhar algumas formas de você saber se algo é ou não de Deus para sua vida.

Como saber a vontade de Deus para minha vida?

1-) Está escrito na Bíblia de forma clara?

A primeira forma e mais eficaz de saber se algo é da vontade de Deus é avaliando se aquilo está claramente explicito na Palavra de Deus, se a Bíblia diz sim ou não para aquilo que quer fazer.

Por exemplo: Você quer se relacionar com um rapaz e, dentre outras coisas, a sua dúvida é pelo fato dele não ser cristão e não servir a Deus. Para esse tipo de dúvida a Bíblia é clara quando diz para que os servos de Deus não entrem em jugo desigual com incrédulos (2 Coríntios 6:14).

Ou seja, a resposta está clara na Bíblia. Assim, a primeira coisa a se fazer diante de uma situação em que há dúvida sobre se Deus aprova ou não algo, é pesquisar na palavra de Deus se Deus já se pronunciou sobre aquilo.

No caso de uma pessoa nova convertida, que ainda não conhece bem a palavra de Deus, a solução é conversar com cristãos mais maduros na fé, que poderão esclarecer sobre isso, ou mesmo pesquisar sobre o assunto na Bíblia.

2-) Não está escrito na Bíblia de forma clara?

É bem possível que muitas questões não estejam descritas de forma clara e precisa na Bíblia. Por exemplo: É da vontade de Deus que fumemos cigarros? Não iremos encontrar na Bíblia nada diretamente falando sobre fumar. Nestes casos devemos então buscar princípios que possam ser aplicados a isso que buscamos.

No caso de fumar sabemos que a Bíblia fala contra os vícios prejudiciais e também fala sobre o servo de Deus ser templo do Espírito Santo. Nesse caso, podemos definir que fumar não é algo da vontade de Deus.

Assim, podemos usar princípios norteadores que estão na Bíblia para ter uma posição sobre a vontade de Deus para várias coisas.

É possível que haja questões que não estão claras na Bíblia e que também não encontremos princípios que nos ajudem definitivamente a definir se aquilo é ou não da vontade de Deus.

Por exemplo: O que é da vontade de Deus que eu faça, medicina ou advocacia? Certamente essa questão pessoal não encontrará resposta clara na Bíblia. Aqui entra algo que a Bíblia nos ensina muito, que é a comunhão com Deus.

É através da comunhão com Deus que poderemos orar ao Senhor e buscar respostas de oração para nossa dúvida. Geralmente Deus nos dá direções para definir esse tipo de questão, Deus fala conosco de alguma forma.

Evidentemente que o servo de Deus deverá estar na presença de Deus para conseguir enxergar aquilo que Deus está mostrando. Foi como o caso que aconteceu com Gideão. Ele buscava uma resposta de Deus para saber se Deus o abençoaria na batalha e pediu um sinal a Deus. Veja a história aqui: (Juízes 6:36-40)

4-) Princípios para identificar a vontade de Deus em alguns casos

Existe um princípio que uso muito em minha vida, que aprendi na palavra de Deus. Esse princípio está em Colossenses 3:15: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração…”. Esse verso nos ensina sobre duas coisas: O árbitro e a paz. Árbitro é o juiz, é o que julga questões.

A paz de Cristo deve ser esse “juiz” em nosso coração, deve nos mostrar a melhor decisão a tomar. Quando busco a Deus sobre alguma questão, sempre busco observar se Jesus tem me dado paz sobre aquela questão. Se sim, entendo que aquele deve ser o caminho que ele deseja para mim.

Um coração atribulado, deve avaliar bem se realmente o caminho que está buscando traçar é da vontade de Deus.

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