Como Saber Qual A Pilula Certa Para Mim?

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*Tradução: Mariana Rezende

Coisas importantes a saber:

  • Atualmente, as pílulas combinadas têm menos estrogênio do que as pílulas originais compostas por estrogênio e progestagênio
  • O tipo de anticoncepcional que você usa depende de como você valoriza diferentes benefícios, efeitos colaterais e outros fatores
  • As pílulas anticoncepcionais genéricas são consideradas bioequivalentes e farmaceuticamente equivalentes a produtos de marca

Os anticoncepcionais orais são utilizados por mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e os anticoncepcionais orais combinados (AOCs) contendo estrogênio e progestagênio são um dos 50 medicamentos mais comumente receitados nos EUA (1, 2). As pílulas anticoncepcionais são a forma mais comum de contracepção reversível nos Estados Unidos (3).

Existem três tipos de pílula:

  • o AOC cíclico que causa sangramento menstrual mensal,
  • o AOC de uso prolongado, que pode ser tomado por períodos mais longos com menos sangramento menstrual,
  • e a pílula à base de somente de progestagênio, que é livre de estrogênio (2).

A pílula cíclica do AOC que conhecemos e amamos (ou odiamos) foi aprovada como método anticoncepcional em 1960 e as pílulas à base de somente progestagênio surgiram cerca de 10 anos depois (2).

O uso prolongado de AOCs ficou disponível em 2003 (84 comprimidos ativos seguidos, depois 7 comprimidos de placebo), com comprimidos contínuos (sem comprimidos de placebo) chegando ao mercado em 2007 (4).

Neste artigo, abordaremos o que mudou desde a invenção da pílula, o que pode vir no futuro e como escolher uma pílula (ou outro tipo de contracepção) ideal para você.

As pílulas anticoncepcionais: passado e presente

Desde que foram inventadas, as pílulas anticoncepcionais evoluíram para muitos formatos diferentes:

  • Níveis mais baixos de hormônios: o AOC original continha mais estrogênio e progestagênio do que as versões atuais (2, 5). Como a quantidade de estrogênio na pílula foi associada ao aumento do risco de derrame, ataque cardíaco e outros cenários negativos, hoje as pílulas contêm cerca de 20% a 50% da quantidade original de estrogênio (você pode ler mais sobre os efeitos colaterais dos anticoncepcionais hormonais atuais aqui) (6). Os tipos de estrogênio e progestagênio nos anticoncepcionais orais também foram alterados e, por definição, os anticoncepcionais à base de somente progestagênio não contêm estrogênio.
  • Mais fases: o primeiro AOC era monofásico. Cada comprimido ativo tinha a mesma quantidade de estrogênio e progestagênio (2). Na década de 1980, as empresas farmacêuticas introduziram pílulas bifásicas (duas doses diferentes de hormônios em um ciclo de tratamento) e trifásicas (isso mesmo, três doses diferentes de hormônios por ciclo), e a primeira pílula de quatro fases ficou disponível nos EUA em 2010 (2, 7). Atualmente, parece que não existem grandes diferenças entre a pílula monofásica e as diversas pílulas multifásicas, embora não haja um número de pesquisas suficiente para comprovar (8–10).
  • Uso estendido: os AOCs foram criados inicialmente para imitar o ciclo menstrual de 28 dias, com 21 pílulas ativas contendo hormônios seguidas por sete pílulas inativas para provocar o sangramento de retirada. No momento, algumas opções de tratamento usam combinações diferentes de pílulas ativas e inativas, incluindo 84 pílulas ativas com sete pílulas inativas ou nenhuma pílula placebo, como os anticoncepcionais à base de somente progestagênio (4). Pesquisas mostram que, em comparação com as pílulas cíclicas, os AOCs de uso prolongado e contínuo têm aproximadamente o mesmo número de dias de sangramento, mas estão associados a melhorias nos sintomas relacionados ao sangramento, como dores de cabeça, cansaço, inchaço e cólicas (11).

Qual é o futuro das pílulas anticoncepcionais?

Todo tipo de pílula anticoncepcional exige que as pílulas ativas sejam tomadas diariamente. No entanto, nem sempre é isso que as pessoas procuram. Um estudo mostrou que 30% das pessoas que usam a pílula pararam de usar contraceptivos orais por insatisfação (12).

Pesquisadores estão tentando criar novos tipos de pílulas anticoncepcionais (uma pílula que é tomada apenas no momento do sexo e a inatingível pílula anticoncepcional masculina, por exemplo (13, 14)), mas o processo é lento devido ao alto custo e riscos potenciais do desenvolvimento de produtos inovadores (15).

Qual é o tipo certo de pílula para mim?

Existem vários motivos que fazem as pessoas optar por usar pílulas anticoncepcionais em vez de outros métodos. Por exemplo, as pessoas podem preferir tomar seus medicamentos por via oral, em vez de usar um adesivo ou injeção. Ou o custo inicial da pílula pode ser o mais acessível.

Se você não tiver tempo para esperar a pílula anticoncepcional masculina e as palavras monofásica, bifásica, trifásica, quadrifásica e uso prolongado confundem sua cabeça, você não está só. Muitos fatores contam na hora de escolher um método contraceptivo.

Ainda não há muitas pesquisas que comparem tipos de pílulas anticoncepcionais, mas segue uma pequena lista dos recursos que tornam cada um dos três principais métodos de contracepção oral únicos e que podem ajudar na hora de tomar a decisão:

  • Anticoncepcional oral combinado (AOC) cíclico: Comparado a outros tipos de pílulas, os AOCs cíclicos resultam em sangramentos que imitam a menstruação, com um bom controle da regularidade do ciclo de sangramentos (ou seja, menos escape) (16).
  • Anticoncepcionais à base de somente progestagênio: Ao contrário dos AOCs, os anticoncepcionais feitos somente de progestagênio podem ser usados por pessoas que não podem usar estrogênio, incluindo aquelas que estão amamentando (a partir de seis semanas após o parto), pessoas que fumam e têm mais de 35 anos, pessoas com obesidade e pessoas que desejam evitar sintomas relacionados ao estrogênio (16).
  • AOC de uso prolongado: como já aprendemos, as pílulas de uso prolongado podem resultar em menos dias de “fluxo” que os AOCs cíclicos, além de menos sintomas relacionados, como dores de cabeça, cansaço, inchaço e cólicas (11).

Além de prevenir a gravidez, as pílulas anticoncepcionais e os contraceptivos hormonais em geral podem ter outros benefícios.

Dentre eles, regularidade do ciclo, tratamento de sangramento intenso, tratamento de dores menstruais, eliminação de sangramento, tratamento da TPM, risco diminuído de certos cânceres, tratamento de acne ou padrão masculino de crescimento de pelos, densidade mineral óssea aprimorada e tratamento de dor pélvica devido a endometriose (17).

Converse com seu(ua) médico(a) sobre quais fatores são importantes para você para encontrar um método contraceptivo ideal para suas particularidades.

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Genérico ou de marca?

Nos primeiros dias da pílula, a Federação de Planejamento Familiar dos EUA não distribuia contraceptivos orais genéricos, provavelmente preocupando-se em como se comparavam às versões de marca (19). Essa regra já não é usada há muito tempo, mas ainda ouvimos falar de pessoas que experimentam novos sintomas quando mudam para genéricos (20).

Por outro lado, o uso de genéricos pode reduzir os custos e, para ser aprovado para uso nos EUA, as empresas precisam mostrar que seu medicamento genérico é bioequivalente (absorção semelhante pelo organismo) e farmaceuticamente equivalente (mesma potência e dosagem de ingrediente ativos) ao produto de marca (21).

O que isso significa para você? Veja o que o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) tem a dizer: “A Food and Drug Administration dos EUA considera produtos contraceptivos orais genéricos e de marca clinicamente equivalentes e intercambiáveis.

A [ACOG] apoia solicitações feitas por pacientes ou profissionais de AOCs de marca ou continuação dos mesmos contraceptivos orais genéricos ou de marca, se a solicitação for baseada na experiência clínica ou preocupações com relação à embalagem ou conformidade, ou se o produto de marca for considerado uma escolha melhor para esse paciente individual.

” (20) Trocando em miúdos: você deve poder usar um anticoncepcional seguro para você e que atenda às suas necessidades.

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Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez

Antes de iniciar qualquer anticoncepcional, é importante ir ao ginecologista para que, mediante a história de saúde, a idade e o estilo de vida da pessoa, possa ser aconselhado o mais indicado.

É importante que a pessoa saiba que os anticoncepcionais como a pílula, adesivo, implante ou anel, previnem a gravidez indesejada mas não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e, por isso, é muito importante usar um método adicional durante o contacto íntimo, como o preservativo. Saiba quais as DSTs mais comuns.

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Que método escolher

O anticoncepcional pode ser utilizado desde a primeira menstruação até por volta dos 50 anos de idade, desde que sejam respeitados os critérios de elegibilidade. A maioria dos métodos pode ser usado sem restrições, no entanto, é importante ter em atenção as contra-indicações antes de iniciar a utilização do medicamento.

Além disso, o anticoncepcional pode ter vantagens além da sua ação como contraceptivo, mas para isso é importante saber escolher aquele que é mais adaptado, sendo que, nas adolescentes mais jovens, deve-se dar preferência às pílulas com 30 mcg de etinilestradiol, por terem menor impacto sobre a densidade mineral óssea.

A escolha deve ter em conta as características da pessoa, que deve ser avaliada pelo médico, assim como as suas preferências, podendo-se atender igualmente às recomendações específicas de alguns anticoncepcionais, como por exemplo, no tratamento do hiperandrogenismo, síndrome pré-menstrual e hemorragias disfuncionais, por exemplo.

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1. Pílula combinada

A pílula anticoncepcional combinada tem dois hormônios na composição, os estrogênios e progestativos, e é o contraceptivo mais usado pelas mulheres.

Como tomar: A pílula combinada deve-se tomar sempre à mesma hora, todos os dias, respeitando o intervalo mencionado na bula.

Existem, porém, pílulas com um esquema de administração contínua, cujos comprimidos devem ser ingeridos diariamente, sem fazer pausa.

Quando o anticoncepcional for tomado pela primeira vez, o comprimido deve ser ingerido no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia em que ocorrer a menstruação. Esclareça todas as dúvidas sobre a pílula anticoncepcional.

2. Minipílula

A minipílula é um anticoncepcional com progestativo na composição, que geralmente é utilizada por mulheres e adolescentes que estejam a amamentar ou por pessoas com intolerância aos estrogénios.

Como tomar: A minipílula deve ser ingerida diariamente, sempre à mesma hora, sem necessidade de fazer pausa. Quando o anticoncepcional for tomado pela primeira vez, o comprimido deve ser ingerido no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia em que ocorrer a menstruação.

3. Adesivo

O adesivo anticoncepcional é especialmente indicado para mulheres com dificuldades na toma diária, com problemas para engolir o comprimido, com antecedentes de cirurgia bariátrica ou ainda com doença inflamatória intestinal e diarreias crónicas e nas mulheres que já tomam muitos remédios.

Como usar: O adesivo deve ser aplicado no primeiro dia da menstruação, semanalmente, durante 3 semanas, seguidas de uma semana sem aplicação. As regiões para aplicação são as nádegas, coxas, parte de cima do braço e abdómen.

4. Anel vaginal

O anel vaginal é especialmente indicadas em mulheres com dificuldades da toma diária, com problemas para engolir o comprimido, com antecedentes de cirurgia bariátrica ou ainda com doença inflamatória intestinal e diarreias crónicas e nas mulheres que já tomam muitos remédios.

Como usar: O anel vaginal deve ser inserido na vagina no primeiro dia da menstruação, da seguinte forma:

  1. Verificar o prazo de validade da embalagem do anel;
  2. Lavar as mãos antes de abrir a embalagem e segurar o anel;
  3. Escolher uma posição confortável, como de pé com uma perna elevada ou deitada, por exemplo;
  4. Segurar o anel entre o indicador e o polegar, apertando-o até ficar com uma forma semelhante a um “8”;
  5. Introduzir o anel suavemente na vagina e empurrar ligeiramente com o indicador.

O local exato do anel não é importante para seu funcionamento, por isso, cada mulher deve tentar posicioná-lo no local que for mais confortável. Após as 3 semanas de uso, o anel pode ser retirado, introduzindo-se o dedo indicador na vagina e puxando-o suavemente para fora.

5. Implante

O implante contraceptivo, devido à sua elevada eficácia, associada à comodidade de utilização, representa uma alternativa viável, particularmente nas adolescentes que pretendem uma contracepção eficaz de longa duração ou que têm dificuldade na utilização de outros métodos.

Como usar: O implante anticoncepcional deve ser receitado por um médico e só pode ser inserido e retirado pelo ginecologista. Ele deve ser colocado, preferencialmente, até 5 dias após o início da menstruação.

6. Injetável

O anticoncepcional progestativo injectável não é aconselhado antes dos 18 anos, porque pode levar a uma diminuição da densidade mineral óssea. A sua utilização por períodos superiores a 2 anos deve limitar-se às situações em que os outros métodos não podem ser utilizados ou não estão disponíveis.

Como usar: Caso a pessoa não utilize outro método contraceptivo e esteja a usar a injeção pela primeira vez, deve receber a injeção mensal ou trimestral até ao 5º dia do ciclo menstrual, que equivale ao 5º dia após o primeiro dia da menstruação.

7. DIU

O DIU de cobre ou o SIU com levonorgestrel pode ser uma alternativa contraceptiva a considerar, principalmente em mães adolescentes, já que tem uma elevada eficácia contraceptiva, de longa duração.

Como usar: O procedimento para colocar o DIU dura entre 15 e 20 minutos e pode ser feito pelo ginecologista, em qualquer período do ciclo menstrual, no entanto, é mais recomendado que seja colocado durante a menstruação, que é quando o útero se encontra mais dilatado.

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Benefícios do anticoncepcional hormonal

Os benefícios não contraceptivos que um anticoncepcional hormonal combinado pode ter é a regularização dos ciclos menstruais, diminuição da cólica menstrual, melhoria da acne e prevenção dos quistos do ovário.

Quem não deve usar

Os anticoncepcionais não devem ser usados por pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, hemorragia genital de origem não conhecida, historia de tromboembolismo venoso, doença cardiovascular ou cerebrovascular, doenças hepato-biliares, enxaqueca com aura ou história de câncer de mama.

Além disso, também devem ser usados com cautela em pessoas com hipertensão arterial, fumantes, com obesidade, diabetes, que tenham valores de colesterol e triglicerídeos altos ou que estejam a tomar determinados medicamentos.

Remédios que interferem com o anticoncepcional

O processo de absorção e metabolização dos anticoncepcionais hormonais combinados pode ser afetado por determinados medicamentos ou alterar a sua ação:

Medicamentos que reduzem a eficácia do anticoncepcionalMedicamentos que aumentam a atividade do anticoncepcionalAnticoncepcional aumenta a concentração de:
Carbamazepina Paracetamol Amitriptilina
Griseofulvina Eritromicina Cafeína
Oxcarbazepina Fluoxetina Ciclosporina
Etossuximida Fluconazol Corticosteroides
Fenobarbital Fluvoxamina Clordiazepóxido
Fenitoína Nefazodona Diazepam
Primidona Alprazolam
Lamotrigina Nitrazepam
Rifampicina Triazolam
Ritonavir Propranolol
Erva-são-João (hipericão) Imipramina
Topiramato Fenitoína
Selegilina
Teofilina

Possíveis efeitos colaterais

Embora os efeitos colaterais variem entre anticoncepcionais, aqueles que ocorrem com mais frequência são dor de cabeça, náuseas, alteração do fluxo menstrual, aumento do peso, alterações no humor e diminuição do desejo sexual. Veja outros efeitos colaterais que podem ocorrer e saiba o que fazer.

Dúvidas mais comuns

  • O anticoncepcional engorda?
  • Alguns anticoncepcionais possuem como efeito colateral o inchaço e um ligeiro aumento de peso, entretanto, isto é mais comum nas pílulas de uso contínuo e nos implantes subcutâneos.
  • Posso ter relações no período de pausa entre as cartelas?
  • Sim, não há risco de gravidez nesse período se a pílula foi tomada corretamente durante o mês.
  • O anticoncepcional muda o corpo?

Não, mas no início da adolescência as meninas passam a ter um corpo mais desenvolvido, apresentando mamas e quadris mais largos, e isto não se deve ao uso do anticoncepcional, nem ao início das relações sexuais. No entanto, o anticoncepcional só deve ser iniciado depois do aparecimento da primeira menstruação.

Tomar a pílula direto faz mal?

Não existe comprovação científica de que o anticoncepcional de uso contínuo faça mal à saúde e pode ser utilizada por um longo período de tempo, sem interrupção e sem que ocorra menstruação. O implante e o injetável também são métodos contraceptivos em que nao ocorre menstruação, no entanto, podem ocorrer sangramentos esporadicamente.

Além disso, tomar a pílula direto também não interfere na fertilidade e por isso quando a mulher desejar engravidar basta deixar de tomá-la.

Pílula – Contraceção hormonal oral | Associação para o Planeamento da Família

Como Saber Qual A Pilula Certa Para Mim?

O que é?A pílula é um método contracetivo muito eficaz. Se tomada corretamente, a pílula apresenta um elevado grau de eficácia (99%). Cada comprimido contém hormonas sintéticas semelhantes às que são produzidas pelos ovários das mulheres:

  • O estrogénio; e
  • A progesterona.

Como atua?As hormonas libertadas fazem com que os ovários fiquem em repouso e, por isso, inibem as ovulações. Assim, a mulher que toma a pílula não tem período fértil, pelo que não engravida.

Que tipos de pílula existem?As pílulas diferenciam-se umas das outras pela dosagem e pelo tipo de hormonas que as constituem, com a finalidade de se adaptarem melhor a cada mulher, tendo em conta a sua idade e a sua história clínica.

Existem pílulas orais combinadas que são compostas por estrogénios e progestagénios, nas quais estão incluídas:

  • A pílula monofásica (todos os comprimidos têm a mesma dosagem);
  • A pílula bifásica (comprimidos com duas dosagens diferentes);
  • A pílula trifásica (comprimidos com três dosagens que visam imitar o ciclo menstrual).

Existe ainda a pílula contracetiva composta apenas por progestagénios, indicada para mulheres que não podem ou não devem tomar estrogénios (nomeadamente, quando estão a amamentar).

Início da toma da pílulaÉ importante, antes de mais, aconselhar-se com um profissional de saúde, para perceber se o método escolhido é adequado para si. Em caso afirmativo, deverá ser o profissional de saúde a recomendar o tipo de pílula que pode tomar.

  • A pílula deve ser tomada sempre à mesma hora, sem mastigar. 
  • Para criar uma rotina na sua toma, a mulher pode escolher associá-la a algo que faça diariamente mais ou menos à mesma hora.
  • No 1º mês de toma, a eficácia da pílula é garantida se for iniciada no primeiro ou segundo dia da menstruação.

Se, por alguma razão, decidir começar a tomar a pílula noutra altura do mês, pode fazê-lo, após excluir a hipótese de uma gravidez. Neste caso, a proteção contracetiva não é imediata, sendo necessários 7 dias consecutivos de toma para que a pílula atue com eficácia. Se tiver relações sexuais nessa altura, deve utilizar um outro método contracetivo, como, por exemplo o preservativo.

Pílula e outros medicamentosÉ importante comunicar ao profissional de saúde que está a tomar a pílula, a fim de verificar a interação medicamentosa. Também pode ligar para a Sexualidade em Linha (800 222 003) ou perguntar numa farmácia se existe ou não interação e quais as precauções/cuidados adicionais que deve ter.

Pílula e esquecimentosSe existe o esquecimento de um único comprimido e se o atraso for inferior a 24 horas, deve tomar o comprimido assim que der conta do esquecimento e continuar a tomar a pílula normalmente, tomando o comprimido seguinte à hora habitual. O esquecimento ou falha de um comprimido não compromete a eficácia da pílula, independentemente da semana em que ocorre.

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Se existe o esquecimento/falha de dois ou mais comprimidos, a eficácia da pílula fica comprometida, e os procedimentos deve ser os seguintes (dependendo da semana em que ocorram):

  • Se os esquecimentos ocorrem na primeira semana (do 1º ao 7º comprimido), a eficácia da pílula fica comprometida. Deve tomar os comprimidos esquecidos e ter em atenção se existiram relações sexuais nos 3 dias anteriores pois, se foi o caso, deve ponderar recorrer à contracepção de emergência e continuar a tomar a pílula normalmente. Para além disso, deve utilizar proteção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.
  • Se os esquecimentos foram na segunda semana (do 8º ao 14º comprimido), prosseguir a toma da embalagem e usar proteção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.
  • Se os esquecimentos acontecerem na 3ª semana (do 15º ao 21º comprimido) deve terminar a embalagem e iniciar outra sem fazer pausa, assim como usar contraceção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.

Neste âmbito, se houver dúvidas, deverá contactar um/a profissional de saúde ou ligar para a Sexualidade em Linha (800 222 003).

Pílula e vómitosSe acontecerem menos de 4 horas relativamente à hora da toma:

  • Tomar outro comprimido e continuar a toma da embalagem da mesma forma e à hora habitual. Assim, manter-se-á a proteção contracetiva. Caso não tome outro comprimido devido a mal-estar intenso, esta situação é semelhante a um comprimido esquecido. 

Se passaram mais de 4 horas relativamente à hora da toma:

  • Houve tempo suficiente para o comprimido ser absorvido, por isso a eficácia contracetiva está assegurada e continua protegida relativamente a uma gravidez. Deve continuar a tomar a pílula como habitualmente.

Pílula e diarreiasSó interferem na absorção da pílula se acontecerem mais do que 4 horas relativamente à hora da toma, forem inequivocamente diarreias líquidas e persistentes (5 ou mais episódios num mesmo dia):

  • Se possível, tomar outro comprimido e continuar a toma da embalagem da mesma forma e à hora habitual. Assim, manter-se-á a proteção contracetiva. Caso não tome outro comprimido devido a mal-estar intenso, esta situação é semelhante a um comprimido esquecido. 

Quais as vantagens?Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:

  • Não interfere na relação sexual;
  • Pode regularizar os ciclos menstruais;
  • Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia;
  • Não afeta a fertilidade;
  • Diminui o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
  • Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio; e
  • Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística.

E as desvantagens?

  • Algumas mulheres têm dificuldade em fazer a toma diária e regular da pílula; e
  • Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

ContraindicaçõesA pílula está contraindicada em situações de:

  • Gravidez;
  • Neoplasia hormono dependente;
  • Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo;
  • Tumor hepático ou doença hepática crónica;
  • Icterícia colestática na gravidez;
  • Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária; e
  • Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras.

São consideradas contraindicações relativas, se a mulher:

  • Sofrer de diabetes mellitus;
  • Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia;
  • Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave; e
  • Tiver varizes acentuadas.

Efeitos secundários (de ambos):

  • Náuseas e vómitos;
  • Alteração de peso;
  • Mastodínia – alteração da tensão e sensibilidade mamária;
  • Alteração do fluxo menstrual; e
  • Spotting – perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula.

O que fazer no caso de aparecerem perdas de sangue, fora da semana de pausa?Durante os três primeiros meses de utilização da pílula, é frequente aparecerem pequenas hemorragias, fora dos dias de pausa.

Estas hemorragias, geralmente de pouca intensidade, são chamadas de “spotting” e, normalmente, desaparecem espontaneamente. Significa apenas que o organismo se está a adaptar. A eficácia da pílula é mantida.

Se continuar com “spotting” para além dos 3 meses, é aconselhável recorrer a um profissional de saúde, pois pode ser necessário mudar a marca de pílula. No entanto, não pare a toma da pílula enquanto aguarda a consulta.

  1. Quais são as contraindicações da toma da pílula e quem não a pode tomar?
  2. A pílula previne alguma doença?

A pílula pode ser tomada por qualquer mulher em idade fértil, mas existem algumas situações em que se aconselha o uso de outros métodos contracetivos. Por isso, antes de iniciar a toma deste contracetivo, é aconselhável consultar um médico.A utilização da pílula parece ter alguns benefícios para a saúde, nomeadamente, na diminuição da ocorrência de doença inflamatória pélvica, de doença mamária benigna, de anemia e de cancro do endométrio e do ovário.

Produtos

  • Pílula Desdobrável
  • Preservativos Desdobrável

6 dúvidas frequentes sobre o uso da pílula anticoncepcional – PartMed – A maior rede de Clínicas Médicas do Brasil

Quem quer prevenir a gravidez sabe que existem diversos tipos de contraceptivos no mercado, certo? Entre eles, está a pílula anticoncepcional, um dos métodos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil.

Por questões hormonais e sexuais, é comum que seu uso comece na adolescência e siga até a vida adulta, quando a mulher decidir ter filhos. A pílula anticoncepcional é um pequeno comprimido que contém hormônios que impedem seus ovários de ovularem e, como consequência, de fecundarem.

Com uma taxa de sucesso bastante alta, é imprescindível optar por pílulas confiáveis e de qualidade, pois se trata da sua saúde e de um assunto sério: gravidez!

No entanto, quem está começando agora a explorar melhor esse universo pode ter algumas dúvidas. Pensando nisso, criamos este post para responder a 6 dúvidas frequentes sobre o uso da pílula anticoncepcional. Confira!

1. Quando começar a cartela?

Para ter a maior certeza possível de que não haverá risco de gravidez, o ideal é que a primeira pílula seja ingerida no primeiro dia de menstruação.

Isso porque é nesse dia que começa um novo ciclo de ovulação. Dessa forma, os hormônios encontrados no remédio impedirão o corpo de ovular e, portanto, a mulher não entrará no período fértil.

Ao começar uma cartela, não se preocupe, pois é comum sentir náuseas e alguns outros sintomas. Contudo, se os problemas persistirem por dias, não hesite em procurar o seu médico!

2. Como ela deve ser tomada?

A partir da primeira pílula, deve-se continuar tomando um comprimido por dia, sempre no mesmo horário até o fim da cartela. A hora escolhida fica de acordo com a preferência de quem toma. É imprescindível seguir os horários com cautela para que o efeito não seja diminuído ou comprometido.

Em casos de esquecimento, saiba que o comprimido pode ser ingerido em até 12 horas depois da hora certa. Após esse período, a pílula daquele dia não deve mais ser tomada e deve-se seguir com a cartela normalmente.

Quando a pílula é ingerida em horário diferente, é normal acontecer o que chamamos de escape de menstruação. Ele nada mais é que o vazamento de uma pequena quantidade de sangue, essa situação pode durar até a menstruação seguinte e se regularizar com o início de uma nova cartela.

Outra questão importantíssima é respeitar o período de pausa do remédio de acordo com a bula! Esse é o tempo de a menstruação descer e de o corpo começar um novo ciclo menstrual.

3. Há riscos de engravidar tomando anticoncepcional?

Quando ingerida corretamente, a eficácia da pílula é de mais de 90%. Mas deve-se sempre prestar atenção, pois algumas coisas podem cortar o efeito das pílulas, como remédios antibióticos, bebidas alcoólicas, vômitos e diarreias.

Por ser de grande eficácia se tomada de maneira certa, o uso de uma pílula do dia seguinte logo após relações sexuais não é necessário!

Na verdade, se estiver consumindo o comprimido anticoncepcional corretamente, ao tomar esse outro comprimido, você corre o risco de cortar o efeito dos dois e ainda causar reações adversas!

Lembrando de que a pílula não substitui o uso da camisinha. A camisinha, além de prevenir a gravidez, também impede o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a Aids. Por isso, seu uso é indispensável e independe do fato de tomar ou não anticoncepcional.

4. Quais os tipos de pílula anticoncepcional?

  • Existem, basicamente, dois tipos de pílulas: as de progesterona ou minipílulas e as de hormônios combinados.
  • Cada um dos tipos tem como função básica prevenir a gravidez, mas, dependendo da escolha, podem ter outros benefícios, como: melhorar a pele e o cabelo, diminuição da tensão pré-menstrual (TPM) e cólicas, regularização de acnes e de menstruação e controle de doenças, como o ovário policístico.
  • A escolha da pílula ideal vai depender do que combina mais com cada mulher.

Progesterona ou minipílulas

Esse tipo de pílula possui apenas um hormônio em sua fórmula, geralmente progesterona. Por conta disso, ele possui menor carga hormonal e é comumente encontrado em cartelas com 28 a 35 compridos, os quais devem ser tomados sem pausa. Como sua taxa hormonal é baixa, as pílulas não podem ser ingeridas com atraso e é comum que a mulher não menstrue;

Hormônios combinados 

as pílulas de hormônios combinados são as mais comuns de encontrar no mercado. Elas podem ser monofásicas (os comprimidos possuem a mesma quantidade de hormônios) ou multifásicas (os comprimidos têm quantidades diferentes de hormônios).

Além disso, possuem cartelas com 24 comprimidos e pausa de 4 dias; com 21 comprimidos e pausa de 7 dias; ou com 28 comprimidos sem pausa, mas os últimos 4 comprimidos são placebos.

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5. Existem efeitos colaterais?

Como qualquer remédio, as pílulas anticoncepcionais possuem, sim, efeitos colaterais, que variam de acordo com cada organismo.

Os sintomas mais comuns de ocorrer são dor de cabeça ou enxaqueca, náuseas, alterações de peso, queda de libido e ausência de menstruação.

Mulheres hipertensas ou com esse histórico familiar podem se tornar mais suscetíveis ao risco de doenças cardiovasculares, como a trombose. Por conta disso, a consulta com um médico é indispensável a fim de identificar o quadro do paciente e seus riscos. Dessa forma, o especialista poderá indicar o anticoncepcional mais adequado e que possua a menor quantidade de efeitos colaterais.

6. Poderei engravidar depois que parar de tomar?

O uso de contraceptivo hormonal não causa infertilidade. Grande parte das mulheres restabelecem a fertilidade logo após pararem de tomar a pílula.

Dependendo do organismo, esse processo pode demorar mais ou menos, mas é importante compreender que é uma evolução gradual. Independentemente do tempo de uso do contraceptivo, a fertilidade voltará ao nível anterior.

A procura por um médico ginecologista deve ser considerada se, após um ano de pausa do anticoncepcional, a mulher não conseguir engravidar ou a menstruação não retornar.

Para encontrar o melhor remédio para você, o recomendado é consultar um ginecologista. Ele irá solicitar exames e, a partir deles, recomendará a melhor escolha. Nem sempre a primeira que você tentar será a certa para você! Por isso, caso não esteja gostando ou sinta muitos efeitos colaterais, converse com seu médico para que possam efetuar mudanças.

Nunca comece a tomar a pílula anticoncepcional sem acompanhamento médico! Se perceber que a ingestão dos comprimidos está te afetando de alguma maneira incomum, procure um especialista.

A pílula é um método contracetivo oral que, quando tomada corretamente, apresenta um elevado grau de eficácia. Além do mais, pode ajudá-la a regular os ciclos menstruais e diminuir as cólicas e o fluxo menstrual (quantidade de menstruação).

Cada pílula contém hormonas específicas, conhecidas por estrogénio e progestagénios, (composto sintético derivado da progesterona, uma hormona natural). Essas hormonas têm como função inibir as ovulações: impedindo assim a fecundação do óvulo pelo espermatozoide e consequentemente uma possível gravidez.

  • Quais são os diferentes tipos de pílulas?
  • As características que diferenciam os vários tipos de pílula existentes no mercado são: o tipo de hormonas, a sua dosagem e o regime da toma.
  • As pílulas combinadas (compostas por estrogénio e progestagénios) são as mais comuns.
  • As pílulas sem estrogénio, estão geralmente indicadas para as mulheres fumadoras, com idade superior aos 35 anos ou durante a amamentação.
  • Como tomar?

A pílula deve ser sempre tomada à mesma hora. De forma a evitar esquecimentos, associe a sua toma a algo que faça diariamente mais ou menos à mesma hora ou coloque um alarme (por exemplo, o alerta de medicamentos da aplicação das Farmácias Portuguesas).

  • Pílulas combinadas – são tomadas diariamente, durante 21 ou 28 dias (dependendo do tipo de pílula) – no caso dos 21 dias existe um intervalo de 7 dias, durante os quais ocorre a menstruação;
  • Pílulas sem estrogénio – a sua utilização é contínua, portanto não existe uma semana de intervalo.

Oops… esqueci-me de tomar a pílula, e agora?

  • Se ainda não passaram mais de 12 horas: a eficácia da pílula não ficou comprometida. Deve tomar a pílula esquecida imediatamente assim que se lembre e continuar o regime habitual;
  • Se já passaram mais de 12 horas: a eficácia da pílula pode ter diminuído. Leia atentamente o folheto informativo e siga as instruções, diferentes consoante a semana da pílula do esquecimento, ou consulte o seu farmacêutico.

O que corta o efeito da pílula?

Existem situações que podem interferir com a eficácia da pílula. Vómitos ou diarreias nas horas seguintes à toma podem implicar uma nova toma. Além do mais, alguns medicamentos e produtos naturais (por exemplo o hipericão) podem afetar a absorção da pílula. Informe-se com o seu farmacêutico sobre os mesmos.

  1. Nestas situações use um método contracetivo adicional, como o preservativo.
  2. Fique atenta, a pílula protege contra uma possível gravidez, mas não confere proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, apenas o preservativo previne o contágio.
  3. Em caso de dúvida, a sua farmácia tem a porta aberta para responder a todas as suas perguntas.

Descubra qual a melhor pílula anticoncepcional para você

A pílula anticoncepcional tem uma eficácia de 97% quando o assunto é evitar uma gravidez indesejada. Todavia, há muito tempo o mundo dos comprimidos diários envolve benefícios além da prevenção.

Podemos dizer que controlar certas questões do corpo feminino é a segunda função pela qual a pílula é mais procurada, seja para regular a sangramento, as acnes, a queda de cabelo, o excesso de pelos, TPM, endometriose, mioma, síndrome de ovários policísticos…a lista é longa.

Para encontrar o anticoncepcional mais indicado para o seu caso, é preciso ter em mente: cada mulher tem um organismo único, que requer medicações específicas. Melhor dizendo, o que é ótimo para sua amiga pode não cair tão bem assim para você — algumas pessoas nem podem fazer uso da pílula, pois correm risco de morte.

“Ao usar qualquer pílula, pode ocorrer ganho excessivo de peso, piora a acne, diminuição ou perda da libido, piora do perfil lipídico, alteração no padrão de sangramento, risco aumentado de trombose e câncer de mama, dentre outros riscos”, avisa Denise Azevedo, ginecologista do Ambulatório Saúde da Mulher Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim).Por isso mesmo, saber o que está dentro daquilo que você ingere diariamente é urgente e a opinião de um ginecologista para seu caso, indispensável.

Você não pode

Algumas mulheres não devem fazer uso desses contraceptivos, existe até uma tendência entre as mulheres de abandonar as pílulas.

Segundo Denise, não podem usar quem toma medicações como anticonvulsivantes, tem antecedente pessoal ou familiar de trombose, histórico precoce de câncer de mama na família, enxaqueca com aura, hipertensão sem controle, algumas doenças hepáticas, tabagismo, diabetes, dentre outras doenças.

“A mais contraindicada é a pílula que oferece riscos para paciente, tanto risco de morte quanto riscos de piorar doenças pré-existentes ou propiciar o aparecimento de doenças como trombose e câncer de mama para aquelas que têm antecedentes. Por isso, a necessidade de consultar um ginecologista para juntos optarem pelo melhor método contraceptivo”, explica.

A pílula anticoncepcional é um comprimido que contém hormônios (substâncias químicas) parecidos com aqueles produzidos no corpo da mulher. São essas substâncias que impedem a ovulação, ou seja, o amadurecimento e saída do óvulo do ovário. Essencialmente, existem dois tipos de pílulas contraceptivas, a simples e a combinada.

O que diferencia uma da outra são os hormônios em sua composição.A pílula simples contém apenas a progesterona. A ação dela se dá no endométrio (camada interna do útero) e no muco cervical, impedindo que o espermatozoide adentre no útero e que encontro um endométrio receptivo.

“Tem muito bom efeito contraceptivo, mas geralmente não consegue regularizar o ciclo menstrual”, explica Eduardo de Souza, coordenador da ginecologia e obstetrícia do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Uma vantagem da dela é que, a longo prazo, apresenta menos efeitos colaterais.

 “Está indicada para quando houver contraindicações para o uso do estrogênio, como durante o aleitamento materno e diante de maiores riscos de complicações, principalmente cardiovasculares (como nas tabagistas)”, afirma Eduardo.

Diferença simples x combinada

A combinada, além da progesterona, conta também com o estrogênio e é mais eficaz na regularização do ciclo menstrual, na diminuição da menstruação e na redução das cólicas menstruais. Isso porque esse tipo de pílula inibe a ovulação. “A pílula combinada apresenta melhor resultado, além do efeito anticoncepcional, em relação a pele da mulher”, explica o ginecologista.

O tipo de estrogênio pode variar. Existe o valerato de estradiol, que é natural e mais indicada, e o etinilestradiol, que é sintético e está presente na maioria das pílulas. Em relação ao último, há também a variação da dosagem.

É considerada ultrabaixa a pílula com 15mcg. De 20 a 30 mcg, já é apontado como baixo, e acima de 35 mcg é uma quantidade média. A progesterona também pode mudar conforme o laboratório.

Entre os principais tipos estão: ciproterona, gestodeno, desogestrel, levonorgestrel e drospirenona.

Além do contraceptivo 

Agora que você já conhece os tipos de pílula, falta saber qual a mais indicada para os outros problemas do seu organismo. Para isso, preparamos a lista abaixo:

Acne e oleosidade: Segundo Eduardo, a pílula combinada apresenta melhor efeito em relação a pele da mulher. Entre as mais indicadas estão a ciproterona e drospirenona. Todavia, vale lembrar que a dosagem de estradiol é 35 mcg, ou seja, alta.

Isso resulta em mais efeitos colaterais.

Pelos em excesso: Se for causado pela chamada síndrome dos ovários policísticos, a pílula combinada é a mais indicada, principalmente as que contêm o acetato de ciproterona (um hormônio de efeito antiandrogênico).

Inchaço: as pílulas mais modernas, como por exemplo as com drospirenona, possuem um tipo de progesterona que pode estimular levemente a diurese, proporcionando leve perda de líquido corporal.

Queda de cabelo: de forma geral, pílulas combinadas podem melhorar o cabelo das mulheres, mas os casos de muita queda merecem ser analisados pelo dermatologista tricologista.

Libido: A ação farmacológica de qualquer pílula pode proporcionar diminuição do desejo sexual. Todavia, se tiver de tomar pílula, a progesterona é a mais indicada devido a necessidade de hormônios masculinos. Mas com eles, podem aumentar a quantidade de pelos.

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