Como Saber Qual A Minha Agencia Cgd?

O mandato de Paulo Macedo à frente da Caixa Geral de Depósitos tem sido marcado pela recapitalização e reestruturação do banco estatal e ainda pelo regresso do banco aos lucros e aos dividendos.

Mas também por várias polémicas, como foi o caso da auditoria da EY aos atos de gestão do banco e da comissão de inquérito a que esta deu origem.

Veja o que marcou o mandato de Paulo Macedo no dia em que faz três anos que o gestor entrou na CGD.

| A recapitalização da CGDPaulo Macedo assumiu a liderança da Caixa Geral de Depósitos há três anos, substituindo António Domingues e a sua equipa. Os gestores encontraram prejuízos de 1.859,5 milhões de euros, que resultaram de um montante elevado de imparidades reconhecidas.

Nas suas mãos ficou a responsabilidade de avançar com uma recapitalização e a implementação de um plano de reestruturação, desenhado pelo seu antecessor.

O gestor já disse que a administração está focada em entregar, este ano, o plano totalmente cumprido, garantindo uma redução dos custos operacionais, uma melhoria da qualidade dos ativos, um reforço dos rácios de capital, mas também um aumento da rentabilidade da instituição financeira.

  • 3,9mil milhõesPaulo Macedo assumiu a liderança de um banco que estava a passar por uma recapitalização de 3,9 mil milhões de euros.
  • | Regresso aos lucros

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| Encerramento de balcões

O encerramento de balcões em todo o país, sobretudo nos centros urbanos, faz parte do plano de reestruturação do banco liderado por Paulo Macedo. Mas esta medida criou muita polémica – sobretudo em 2017 e em 2018 – junto dos partidos, da esquerda à direita, mas também das populações e autarquias. Críticas que levaram a administração da Caixa a definir uma “linha vermelha”: manter um balcão em todos os concelhos onde a instituição financeira já se encontrava. De acordo com o plano definido com as autoridades europeias, o objetivo passa por ter entre 470 e 490 agências até ao final de 2020, além de determinar um quadro de pessoal abaixo dos 6.650 trabalhadores.

510Agências O banco tinha, até setembro de 2019, 510 agências. De acordo com o plano, terá ainda de fechar entre 20 e 40 balcões.

| A auditoria da EY

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  1. | Comissão de inquérito parlamentar à CGD
  2. 3MesesA comissão de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos durou cerca de três meses e foram realizadas 36 audições.
  3. | Primeiros dividendos desde 2010

A auditoria da EY aos atos de gestão da Caixa Geral de Depósitos, entre 2000 e 2015, acabou por ser o mote para uma nova comissão parlamentar de inquérito ao banco estatal. Esta iniciativa arrancou em março de 2019 e voltou a pôr a Caixa no centro da polémica. Pelo Parlamento passaram responsáveis da EY, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, mas também Vítor Constâncio, Carlos Santos Ferreira, Joe Berardo e João Costa Pinto, entre outros. Paulo Macedo afirmou, em julho do ano passado, que, com esta comissão, “a Caixa reduziu a reputação em mais de dez pontos em 100” e passou a “ter um índice reputacional inferior a outros bancos”. Como Saber Qual A Minha Agencia Cgd?

| Idoneidade em risco?

A possibilidade de a idoneidade de Paulo Macedo vir a ser reavaliada foi levantada em setembro de 2019. Conforme o Público avançou, à data, o Banco de Portugal encaminhou ao Banco Central Europeu (BCE) uma auditoria interna realizada pelo BCP, para que a entidade supervisora pudesse voltar a avaliar a idoneidade do presidente da Caixa Geral de Depósitos. O gestor era na altura responsável pelos recursos humanos do BCP e, de acordo com a auditoria, foi o responsável pela contratação alegadamente fictícia de um ex-assessor do então ministro Manuel Pinho. No final do ano passado, Macedo afirmou que a sua idoneidade “não está em avaliação”. Até agora, não são conhecidos mais desenvolvimentos neste processo.

2008 AuditoriaOs factos na auditoria do BCP terão ocorrido entre 2008 e 2009, quando Macedo era vice-presidente executivo do banco.

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Caixa Geral de Depósitos pretende encerrar agência bancária em Mira Sintra

Como Saber Qual A Minha Agencia Cgd?Agência da Caixa Geral de Depósitos em Mira Sintra pode encerrar, já em janeiro

ACaixa Geral de Depósitos (CGD) está a ponderar o encerramento, da agência bancária em Mira Sintra, “já em janeiro”, tomou conhecimento Carlos Casimiro, presidente da União das Freguesias de Agualva e Mira Sintra, partilhando a informação, nas redes socais.

“Não há argumentos que justifiquem que o banco público pretenda encerrar a única agência bancária existente na Freguesia de Mira Sintra, com cerca de cinco mil pessoas, a maioria das quais idosas, privando-as de um serviço de que tanto necessitam”, lamenta Carlos Casimiro, acrescentando que “caso se confirme esta intenção, esta contará com a nossa frontal oposição”.

Como Saber Qual A Minha Agencia Cgd?Carlos Casimiro, presidente da União das Freguesia de Agualva e Mira Sintra | Foto / arquivo

(…)“Não há argumentos que justifiquem que o banco público pretenda encerrar a única agência bancária existente na Freguesia de Mira Sintra” — [Carlos Casimiro]

Recorde-se, a Caixa Geral de Depósitos reduziu 337 trabalhadores entre janeiro e setembro deste ano, em Portugal, segundo os resultados dos primeiros nove meses, divulgados recentemente para instituição bancária.

No final de setembro deste ano, a CGD tinha 6.763 trabalhadores na atividade doméstica, menos 337 do que os existentes no final de 2019 (7.100).

Já se a comparação for feita com setembro de 2019, a redução de trabalhadores no espaço de um ano é de 658 trabalhadores.

A CGD espera ter, no total deste ano de 2020, um custo de 75 milhões de euros com a saída negociada de empregados (sobretudo através de pré-reformas, mas também através de rescisões por mútuo acordo).

O banco mantém o objetivo de cumprir o número de empregados que constam do plano de Reestruturação acordado com a Comissão Europeia, pelo que espera que no final deste ano, tenha 6.629 pessoas no perímetro doméstico e pouco mais de 7.000 no total (atividade doméstica e internacional).

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De acordo com estes dados, ainda terão de sair mais de 100 trabalhadores da CGD em Portugal, pelo que a intenção de encerramento, da agência da CGD (Caixa Geral de Depósitos) de Mira Sintra, pode acontecer, já em janeiro de 2021.

[em atualização]

Transferência internacional com a CGD: custo e taxas

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) é um banco detido pelo estado português, e actualmente o maior grupo financeiro a operar no país. Fundado em 1876 em Lisboa, o banco tem hoje presença em mais de 20 países, como por exemplo Brasil, Macau, Estados Unidos, Canadá, Índia ou China.

É possível fazer transferência bancária internacional com a CGD – ou receber dinheiro através de transferência internacional. Para isso, basta ter uma conta no banco.

Wise: comece a poupar hoje

Em baixo, pode ver informação sobre o custo de uma transferência internacional bancária com a Caixa Geral de Depósitos. Poderá também ver o preço total de envio com a Wise. A tabela serve-se de um exemplo: envio de €1000 de uma conta bancária portuguesa para uma conta bancária em dólares nos EUA.

Instituição financeiraValor a enviarComissão e taxasTipo de câmbioCusto total
Caixa Geral de Depósitos €1000 mínimo de €15 de comissão + €12,5 de despesas SWIFT + IVA e Imposto de Selo Taxa de câmbio com margem de lucro €27,5 (valor mínimo) + IVA e Imposto de selo + margem de lucro no câmbio + potenciais comissões de bancos intermediários e do banco de destino¹
Wise €1000 0,5% Câmbio médio de mercado – sem margem de lucro €4,98

Os dados apresentados foram recolhidos no momento em que o artigo foi escrito, podendo vir a sofrer alterações. Note também que, caso você indique à Caixa Geral de Depósitos para enviar o seu dinheiro em euros (EUR), sem fazer conversão, nesse caso a taxa de câmbio (com margem de lucro) será aplicada pelo banco de destino no estrangeiro.

Como fazer uma transferência bancária internacional com a Caixa Geral de Depósitos

No balcão de uma agência CGD

Para fazer uma transferência bancária internacional com a CGD, você pode deslocar-se a um balcão da Caixa Geral de Depósitos e falar com um operador do banco. No entanto, é bom lembrar que esse serviço tem um custo adicional, quando comparado com os serviços online do banco.

Internet: transferência internacional com a CaixaDirecta

A Caixa Geral de Depósitos tem também o serviço online CaixaDirecta, opção que é disponibilizada aos clientes da CGD que fizerem o registo em balcão do banco, ou através de formulário preenchido online, que tem de ser enviado posteriormente para o banco.

Para realizar transferência internacional com a CaixaDirecta, o cliente deverá:

  • Entrar na Caixa Directa (através de aplicação de telemóvel ou do site da CGD)
  • Inserir número de contrato e código de acesso
  • Entrar no separador “transferências”
  • Escolher o país de destino e inserir os dados bancários

Preço de uma transferência internacional com a CGD dentro da área SEPA

A área SEPA (Área Única de Pagamentos em Euros) é composta por 34 países, entre os quais estão os Estados-Membros da União Europeia.

No caso de querer enviar uma transferência internacional bancária com a CGD para um país da área SEPA, a comissão do banco irá variar conforme o método escolhido.

Na tabela seguinte pode ver essa variação de comissão da CGD (outros custos não estão incluídos).

Canal de emissão da transferênciaTaxa
Presença em balcão € 6
CaixaDirecta (Internet) € 0,50
Multibanco Gratuito

Preço de uma transferência internacional CGD para fora da área SEPA

Os custos de uma transferência internacional para países fora da área SEPA irá variar de acordo com alguns fatores – conforme o método pelo qual prefira pagar e dependendo da conta de destino. De qualquer modo, as despesas SWIFT serão um custo a ter sempre em conta.

Informação fornecidaCanal de emissão da transferênciaTarifa mínimaDespesas SWIFT
Não indicando número IBAN/BIC/ABA Agência €30 € 12,5 + IVA + Imposto de selo
Não indicando número IBAN/BIC/ABA CaixaDirecta €20 € 12,5 + IVA + Imposto de selo
Indicando número IBAN/BIC/ABA Agência €20 € 12,5 + IVA + Imposto de selo
Indicando número IBAN/BIC/ABA CaixaDirecta €15 € 12,5 + IVA + Imposto de selo

Outros custos possíveis para transferência internacional com a CGD

Aos custos mencionados na tabela anterior, podem acrescer as seguintes despesas:

  • Taxa de câmbio da Caixa Geral de Depósitos estipulada pelo banco, o que significa que uma margem de lucro poderá ser adicionada
  • Possíveis custos cobrados pelo banco destinatário, que variam de acordo com o país e com o banco de destino

Dados necessários para fazer uma transferência bancária internacional com a Caixa Geral de Depósitos

Quando iniciar uma transferência internacional com a CGD, irá precisar de alguns dados relativos ao beneficiário:

  • Código SWIFT do banco estrangeiro
  • Nome e morada do Banco
  • País correspondente
  • IBAN ou Número de Conta
  • Nome do beneficiário

SWIFT Caixa Geral de Depósitos e outros dados para receber uma transferência internacional

O código SWIFT/BIC da Caixa Geral de Depósitos é um dos dados que o banco no estrangeiro irá pedir para você poder receber dinheiro no banco CGD em Portugal.

Poderá fornecer ao banco (ou ao remetente cliente desse banco) o código SWIFT da Caixa Geral de Depósitos: CGDIPTPLXXX.

Os primeiros 8 caracteres são obrigatórios – caso precise dos 3 últimos caracteres (definem a agência, e estão representados por X), pode entrar em contato com o seu banco.

Além disso, serão necessárias outras informações:

  • IBAN
  • Nome do beneficiário
  • A morada do beneficiário
  • O montante da transferência
  • O tipo de despesas a serem aplicadas (divididas entre remetente e beneficiário, por exemplo)
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No caso da transferência ser feita a partir de um país não abrangido da área SEPA, é possível que outros dados sejam necessários. Deverá informar-se junto do banco de origem no estrangeiro (ou a partir do cliente desse banco que lhe enviar o dinheiro) e então fornecer os dados requeridos.

Wise, uma alternativa justa

A Transferwise faz transferências internacionais de forma simples e justa.

A conversão do dinheiro é feita com o câmbio médio de mercado – é o valor praticado pelos mercados financeiros, que define quanto uma moeda vale em relação a outra.

Não existe, assim, margem de lucro na taxa de câmbio. Pode conferir o valor do câmbio no site da Wise, no site do XE, Yahoo Finanças, Reuters, ou outra plataforma online.

O preço total da transferência é mencionado no início da transferência, e não são adicionados custos extra. O serviço funciona do seguinte modo:

  • A Transferwise opera localmente. Ou seja, recebe o seu dinheiro de forma local e faz o envio do seu dinheiro para a conta bancária do beneficiário também de forma local
  • Como todas as operações bancárias são feitas através de transferências locais, não são cobradas as taxas dos bancos para transferências internacionais
  • Além disso, a conversão do dinheiro é feita com o valor de câmbio médio do mercado, evitando as tarifas e as taxas dos bancos

Dúvidas sobre as suas transferências com a CGD?

Se tiver questões sobre as suas transferências internacionais com a Caixa Geral de Depósitos (ou outras dúvidas), poderá contactar o banco através de telefone ou internet.

Em Portugal, pode ligar para:

  • 707 24 24 24
  • 21 790 07 90
  • 96 200 24 24
  • 91 405 24 24
  • 93 200 24 24

No estrangeiro, caso seja cliente da CGD, poderá ligar para um dos seguintes números:

  • Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça: 00 800 351351 00
  • EUA e Canadá: 011 800 351 351 00
  • Brasil: 0 800 888 12 13
  • Venezuela: 0 800 100 4698
  • Macau: 0 800 961
  • África do Sul: 0 800 98 09 64
  • Outros países: marque o código internacional 00351 e seguidamente digite um dos números de chamada local indicados em cima

Pode também usar o formulário de contacto online. Poderá encontrar e submeter o mesmo no website do banco.

Fontes:
1.https://www.cgd.pt/Precario/Documents/13.pdf – consultado quando o artigo foi escrito

Esta publicação foi redigida com o intuito de fornecer informações gerais, sem a pretensão de abranger todos os aspetos do tema em questão. Ela não se destina a fornecer orientação financeira. Você deverá procurar aconselhamento profissional e/ou especializado antes de tomar qualquer ação baseada no conteúdo deste artigo.

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Moradores de Sintra manifestam-se contra fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos

Duas dezenas de moradores de Agualva e Mira Sintra, e de Massamá e Monte Abraão manifestaram-se esta quarta-feira junto à sede da sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, contra o anunciado encerramento de duas agências bancárias naquelas freguesias de Sintra.

  • A iniciativa pretendeu inverter o encerramento das agências da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Mira Sintra e de Queluz Ocidental/Monte Abraão (distrito de Lisboa), zonas habitadas por população mais idosa que, caso esta intenção vá em frente, vai ter de se deslocar cerca de três quilómetros, para poder ter acesso a outra agência do banco público.
  • O presidente da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, Carlos Casimiro, explicou que a agência da CGD de Mira Sintra serve uma “comunidade muito idosa” e que com esta intenção de encerramento “ficam cinco mil pessoas sem uma única agência bancária ou ATM” nas proximidades.
  • “É uma decisão totalmente absurda, ainda mais em tempo de covid”, afirmou o responsável, considerando “incompreensível que se peça a cinco mil pessoas que residem em Mira Sintra e que vão todos os meses buscar as suas pensões que se desloquem em transportes públicos ou a pé”.
  • Segundo Carlos Casimiro, pela idade que têm, muitos com mais de 80 anos e já sem capacidade de ter automóvel, os utentes vão ter de se deslocar a “um centro populacional denso como é Agualva, onde já existem filas muito grandes”.

“Não consigo encontrar argumento válido”, declarou, acrescentando que “até podem existir argumentos economicistas, mas que não se podem sobrepor”. Para impedir o encerramento, disse, poderá ser entregue uma providência cautelar.

De acordo com o autarca, até hoje as duas freguesias unidas no mesmo propósito ainda não tinham tido uma resposta por parte da CGD, no entanto, quando anunciaram a intenção de entregar um abaixo-assinado com cerca de 4.000 assinaturas, souberam que iriam ser recebidas.

“Não sabemos se será o conselho de administração, a quem enviámos duas cartas, primeiro a Carlos Albuquerque, depois a Paulo Macedo, mas seremos recebidos enquanto representantes legítimos de 90 mil habitantes e estamos disponíveis para dialogar”, frisou.

O presidente da União de Freguesias Massamá e Monte Abraão, Pedro Brás, referiu que a CGD, sendo um banco público, deveria ter “uma dimensão de proximidade que outras instituições no setor não terão”.

“Estranhamos esta decisão de fechar um balcão. […] Quando falamos de serviço público temos de falar de proximidade e temos de ter outro tipo de dimensão que não apenas o custo”, salientou Pedro Brás.

  1. O responsável alertou ainda para o facto de no atual contexto de pandemia que se vive ser pior para a população ter de se “deslocar e concentrar em outras agências onde já há problemas de números de utentes”.
  2. Ambos os presidentes de junta mostraram-se expectantes com o que poderá sair do encontro de hoje com representantes da CGD, considerando que já é um “sinal de abertura” o facto de serem recebidos.
  3. À Lusa, Maria do Carmo Rosado e Rui Rosado, casados, explicaram que se tinham juntado à manifestação por ser uma questão “muito importante”, sobretudo para os mais idosos, que “têm muita dificuldade” para se deslocarem a outros sítios.
  4. Também Manuel Lourenço Marques, que é 'vizinho' do balcão da CGD de Monte Abraão, lembrou que vive numa freguesia “com muitos idosos” cujas capacidades de locomoção “não são grandes” e que a mudança irá trazer enormes transtornos.
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Quase trinta anos depois, Caixa Geral de Depósitos deixa de ter banco em Espanha

A Caixa Geral de Depósitos já não tem um banco em Espanha. A alienação do Banco Caixa Geral foi fechada esta segunda-feira, 14 de outubro, com a ida de Paulo Macedo ao país vizinho.

O banco deixa de estar presente com uma instituição autónoma depois de 28 anos em que esta presença nem sempre foi fácil, nem lucrativa – pelo contrário.

Ainda assim, o banco diz que continuará a apoiar as empresas portuguesas naquele mercado com o acordo de cooperação com o Abanca, o comprador do seu banco.

A formalização da venda de 99,79% do espanhol Banco Caixa Geral ao Abanca, por 384 milhões de euros, foi feita esta segunda-feira, segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A cerimónia contou com Paulo Macedo, numa altura em que está sob pressão pela subida das comissões bancárias que irão ocorrer no próximo ano.

A operação levou a uma revisão em alta dos resultados do primeiro semestre e contribui também para a melhoria dos rácios de capital (o mais exigente, o CET1, sente um impacto de 110 pontos base).

Cooperação comercial para manter presença

Ao mesmo tempo que vendeu o banco espanhol, a CGD também formalizou um “acordo de cooperação comercial” com o banco dirigido por Juan Carlos Escotet – que, em Portugal, adquiriu a rede comercial do Deutsche Bank.

O banco português, que tem uma sucursal em Espanha (mas que não é uma entidade autónoma nem tem balcões), vai colaborar com o Abanca “em várias áreas de negócio, nos segmentos de empresas e de particulares com atividade no mercado Ibérico e nos mercados internacionais onde os dois grupos bancários detêm presenças diretas”.

Para já, o acordo permitirá uma transição suave dos clientes de um banco para o outro, mas a CGD defende que ele servirá de base ao apoio a operações que envolvam Espanha – “continuará fortemente empenhada no apoio às empresas portuguesas com atividade no mercado ibérico”.

Com representação comercial no país, o banco diz que continuará com “produtos e serviços de apoio à internacionalização, abrangendo, nomeadamente, transferências, créditos documentários e remessas, gestão de cobranças e pagamentos, e apoio à tesouraria e ao investimento, bem como serviços de banca de investimento”.

Na verdade, a “continuidade do relacionamento e cooperação comercial com a CGD e os seus clientes” era um dos critérios para a escolha dos compradores do Banco Caixa Geral e também do sul-africano Mercantile Bank, a par do preço, entre outros.

Trinta anos de dificuldades

A Caixa deixa, assim, de ter um banco autónomo num mercado para onde entrou em 1991. O Banco Caixa Geral resulta da aquisição e posterior integração de três bancos: o Banco Simeón, o Banco de Extremadura e o Banco Luso Español (inicialmente Chase Manhattan Bank España).

A presença geográfica dos três bancos era marcada por uma dispersão regional, o que dificultou a complementaridade entre todas as instituições financeiras que o constituíam. Houve intenção de fazer mais aquisições, para o ganho de escala, mas a opção acabou por ser o crescimento órgânico. No final do ano passado, o Banco Caixa Geral tinha 110 agências, empregando 536 funcionários.

A investida em Espanha foi marcada por dificuldades, e a revista Sábado chegou a estimar as perdas em torno de 2 mil milhões de euros. Número difícil de estimar, já que o banco foi alvo de uma reestruturação, em que foi necessário fazer uma limpeza à custa da sucursal espanhola (que consolida diretamente nas contas da CGD).

A banca de investimento é apontada pelos antigos responsáveis da Caixa como a principal responsável pelas perdas registadas nesta operação. Foi na área internacional que estiveram antigos administradores do banco como Carlos Costa, atual governador, e Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

Perdas validadas em comissão de inquérito

A segunda comissão de inquérito concluiu que foram pesadas as perdas vindas do país vizinho: “A ‘operação Espanha’ custou à CGD mais de 582 milhões de euros em prejuízos para além dos valores despendidos em aumentos de capital do BCG [427 milhões] tendo contribuído de forma relevante para os aumentos de capital que o acionista Estado teve de efetuar na CGD em Portugal e que justificaram os trabalhos desta comissão parlamentar de inquérito”.

“Para além dos prejuízos diretos pode também considerar-se o imensurável custo de oportunidade, dado que a CGD poderia ter aplicado esses recursos noutras áreas mais seguras e alinhadas com a estratégia inicialmente delineada para a presença em Espanha, nomeadamente os apoios a pequenas e médias empresas portuguesas a operar no país vizinho”, continuava o relatório final da iniciativa parlamentar.

Sendo um mercado de reduzida rentabilidade para o banco em Portugal, Espanha é um daqueles de que a CGD tem de sair no seio do plano estratégico desenhado pelo Estado e pela Comissão Europeia, devido à ajuda estatal recebida em 2017. África do Sul e Brasil são geografias de que está a sair, sendo que o banco está a reduzir a presença em Cabo Verde.

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