Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

Inês Pinto Miguel 20 Maio 2019, 12:22 Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

  • Depois da votação antecipada que teve lugar no domingo, onde os eleitores podiam votar nos locais que fossem mais convenientes, chega agora o dia oficial para os restantes portugueses, 26 de maio.
  • O número de eleitor foi descartado e para saber o local de votação, o Ministério da Administração Interna disponibilizou uma plataforma onde os eleitores podem aceder com o número do cartão de cidadão e a data de nascimento.
  • Quando acede à ligação com os seus dados pessoais, a mesma disponibiliza o posto de recenseamento, local de voto, seguido pela respetiva morada, e pela secção de voto.
  • É de destacar que os “cidadãos portadores de Cartão de Cidadão, residentes em território nacional, continuam a ser automaticamente inscritos na freguesia correspondente à morada indicada no referido cartão”, explica a secretaria-geral do ministério da Administração Interna.
  • Com o fim do número de eleitor, os “cadernos eleitorais serão organizados, dentro de cada freguesia ou posto de recenseamento, por ordem alfabética dos nomes dos respetivos eleitores”.
  • Além de conseguir consultar o seu local de voto através da plataforma do recenseamento eleitoral, existe também a aplicação para telemóvel MaiMobile.

Também é possível saber onde votar através do envio de uma mensagem para o número 3838 com os dados: inserir RE no início, seguido do número de identificação civil sem digito de controlo, no final inserir a data de nascimento (no formato AAAAMMDD). Exemplo:  RE 12344880 19891007.

Por sua vez, as inscrições de cidadãos estrangeiros no recenseamento só são pesquisáveis por nome.

Voto antecipado: Uma hora e meia de espera para votar em Lisboa

Como Saber Onde Votar Europeias 2019? André Cabrita-Mendes e José Varela Rodrigues 20 Mai

Nas últimas eleições houve 3.300 inscritos para o voto antecipado, valor que atingiu as quase 20 mil este ano. Em Lisboa, existiam apenas 10 mesas de voto para oito mil inscritos. Nos Paços do Concelho tiveram de ser distribuídas senhas para garantir que quem estava na fila conseguia votar depois das 19 horas.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019? Jéssica Sousa e com Lusa 19 Mai

Entre 12 e 16 de maio, perto de 20 mil portugueses solicitaram a antecipação do voto. Lisboa é o distrito com mais pedidos.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

Termina hoje o prazo para a inscrição do voto antecipado nas eleições europeias, caso se encontre fora do país no próximo dia 26 de maio. A inscrição acontece numa plataforma e só tem de escolher o distrito onde vai praticar o voto.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019? Jornal Económico com Lusa 13 Mai

Alterações às leis eleitorais foram aprovadas no ano passado mas é nas europeias de 26 de maio que se estreiam.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019? Económico Madeira com DECO 16:35

As sobras alimentares de ontem podem ser recriadas e tornarem-se pratos principais hoje.

Pode encontrar alternativas muito interessantes e saudáveis para as refeições em casa e até para os almoços e lanches para o seu trabalho ou para a escola. Evitar o desperdiço alimentar também envolve criatividade.

Usar as sobras de carne num empadão, transformar pão duro em torradas ou fruta madura em batidos são formas simples e fáceis de reutilizar alimentos.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

O estudo da Randstad contrasta com o que era sentido em 2020, altura em que havia uma clara preferência em trabalhar remotamente. Hoje, 77% dos inquiridos prefere trabalhar no local de trabalho.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

A conta é movimentada através de um cartão pré-pago que pode ser carregado com um mínimo de 10 euros para depois, através da ‘app’, fazer levantamentos de dinheiro, pagamentos de serviços e de faturas por débito direto, transferências via MB Way ou a crédito. “Tem a simplicidade de juntar num único ponto de contacto todos os pagamentos, como água, luz ou Netflix”, diz a diretora Marília Araújo ao JE.

Eleições Europeias 2019! Saiba já onde irá votar

Em Portugal, as eleições europeias acontecem a 26 de maio de 2019. A partir dos 18 anos de idade todos os cidadãs têm direito ao voto. Com o fim do Cartão de Eleitor, que levou ao fim do número de eleitor, é preciso saber afinal em que freguesia ou distrito consular pertence para ir votar.

Saiba já como obter essa informação.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

Com a Lei n.º 47/2018, de 13 de agosto, foram introduzidas profundas alterações ao Regime Jurídico do Recenseamento Eleitoral, sendo consagradas novas medidas de simplificação, das quais se destacam a abolição do número de eleitor e, as especialmente dirigidas aos portugueses residentes no estrangeiro – saber mais aqui.

Segundo informações  do Ministério da Administração Interna (MAI) “com a eliminação do número de eleitor, os cadernos eleitorais estão agora organizados por ordem alfabética e basta a apresentação, no momento da votação, do documento de identificação civil (Cartão de Cidadão, Bilhete de Identidade ou outro documento oficial de identificação civil)”.

Como saber o meu local de voto para as Eleições Europeias?

  • Via SMS
  • Os eleitores em Portugal devem votar na assembleia de voto que corresponda à área da sua residência.
  • Para saber onde votar, consulte a sua comissão recenseadora (Junta de Freguesia), este portal ou envie uma SMS para 3838, escrevendo a mensagem RE número de identificação civil data de nascimento no formato AAAAMMDD – saber mais aqui.
  • Exemplo: RE 1234567 19820803

Segundo informações recentes, 1,7 milhões de cidadãos já enviaram SMS para saber local de voto.

Via Portal do Recenseamento

Através do Portal do Recenseamento é também possível consultar os cadernos de recenseamento. Para tal basta aceder aqui e indicar o seu número de Identificação Civil e também a sua data de Nascimento.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

via app MAI Mobile

Através da app MAI Mobile o cidadão pode também ter acesso à informação sobre o Recenseamento Eleitoral – Pesquisa do local de voto.

Como Saber Onde Votar Europeias 2019? Como Saber Onde Votar Europeias 2019?

Em 2019, os eleitores elegem 21 eurodeputados, ou seja, o mesmo número do que nas eleições de 2014.

Veja aqui como é o boletim de voto e como votar

O boletim de voto para as eleições europeias 2019 publicado no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE):

A ordem dos partidos nos boletins de votos das eleições europeias, a 26 de maio, foi sorteada no Tribunal Constitucional a 16 de abril último.

Como votar a 26 de maio

  • Para saber onde votar, pode consultar a sua junta de freguesia, o portal do Ministério da Adminitração Interna ou envie uma SMS – gratuita – para 3838, escrevendo a mensagem:
  • RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento (ordenada por ano, mês e dia AAAAMMDD)
  • Exemplo: RE 1234567 19820803
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Pessoas cegas podem votar nas europeias através de voto em braille

As pessoas cegas poder votar nas eleições europeias de forma autónoma, segura e secreta através dos boletins em braille disponíveis em todas as mesas de voto.

Matriz de braile para sobrepor ao boletim de voto

NUNO FOX / LUSA

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência explicou que quando a pessoa cega se dirigir à sua mesa de voto, ser-lhe-á entregue uma matriz que já tem um boletim de voto no interior, e graças à qual a pessoa consegue identificar os partidos e assinalar a cruz num quadrado recortado, sendo que cada partido corresponde a um número.

Antes de votar é entregue uma folha explicativa onde é feita a correspondência entre o número da candidatura e o respetivo partido para que depois a pessoa identifique facilmente na matriz o número que quer assinalar.

“Uma vez feito o voto, a pessoa tira o boletim do interior da matriz, dobra-o em quatro. Tem uma linha guia colocada na parte branca para saber que é aquela parte que tem de ficar para fora no momento que dobrar o voto em quatro”, explicou Ana Sofia Antunes.

Voto eletrónico

No caso do voto eletrónico, a máquina funciona de forma tátil, através de um sistema de voz e com recurso a auriculares. Está ligada a uma impressora que, no final do processo, imprime o voto em papel para depois ser colocado na urna.

ANTÓNIO CARRAPATO / LUSA

Não sabe em quem votar? Uma “bússola eleitoral” dá uma ajuda

Compare a suas preferências políticas com as posições dos principais partidos que concorrem às eleições europeias através desta aplicação desenvolvida pelo Instituto Universitário Europeu e pela Universidade de Lucerna.

Com 20 questões, que vão de questões sociais a económicas, a aplicação euandi2019 ajuda-o a identificar qual é o partido que está mais perto das suas convicções políticas.

Transporte “alternativo” para ir votar

A empresa de trotinetas elétricas Lime oferece as viagens para as assembleias de voto no dia de eleições na maior parte dos países das UE a 26 de maio.

Quiz: Acha que conhece a União Europeia?

Pode testar o que sabe sobre a UE neste este questionário elaborado pelo gabinete do Parlamento Europeu em Portugal.

Há dois níveis: um para principiantes e outro, caso se sinta confiante, para peritos.

Como votar nas eleições europeias em Portugal?

Em Portugal, as eleições europeias vão realizar-se a 26 de maio de 2019. A partir dos 18 anos de idade, todas as pessoas têm direito de voto. Verificadas certas condições, é possível votar no estrangeiro.

Em Portugal, as eleições para o Parlamento Europeu terão lugar a 26 de maio de 2019.

  • Os eleitores em Portugal devem votar na assembleia de voto que corresponda à área da sua residência.
  • Para saber onde votar, consulte a sua comissão recenseadora (Junta de Freguesia), este portal ou envie uma SMS para 3838, escrevendo a mensagem RE número de identificação civil data de nascimento no formato AAAAMMDD.
  • Exemplo: RE 1234567 19820803

Em Portugal, pode exercer o direito de voto a partir dos 18 anos.

Em 2019, os eleitores elegem 21 eurodeputados, ou seja, o mesmo número do que nas eleições de 2014.

O recenseamento é oficioso e automático para maiores de 17 anos, quer residam em Portugal quer no estrangeiro, desde que sejam portadores de Cartão de Cidadão.

Caso tenha recentemente mudado de residência, verifique aqui se foi feita a atualização automática da sua inscrição no recenseamento.

Deve ser portador do documento de identificação civil (Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade) ou qualquer outro documento oficial que contenha a sua fotografia atualizada (Passaporte ou Carta de Condução, etc.).

Não. O voto é exercido direta e presencialmente pelo eleitor no dia das eleições.

Não. O voto é exercido presencialmente

Não. O voto é exercido presencialmente.

Se tem Cartão de Cidadão, a inscrição no recenseamento é automática.

Sim, pode. Deve inscrever-se previamente na comissão recenseadora (junta de freguesia) correspondente ao domicílio indicado no seu título de residência até ao dia 26 de março de 2019.

Nas eleições europeias, todo o território nacional constitui um único círculo eleitoral, o que significa que os cidadãos votam nas mesmas listas de candidatos, independentemente do lugar onde residam.

Segundo a legislação portuguesa, não há um limite mínimo.

Segundo a legislação europeia aplicável, todos os Estados-Membros devem aplicar sistemas eleitorais que garantam a representação proporcional, o que significa que o número de eurodeputados eleitos por cada partido depende dos votos obtidos pelo partido.

Portugal adotou o sistema de listas fechadas, o que não permite aos eleitores alterar a ordem dos candidatos na lista.

Os partidos políticos e as coligações de partidos políticos que desejem concorrer às eleições europeias devem apresentar as suas listas de candidatos no Tribunal Constitucional, até ao 41º dia anterior ao da eleição.

As listas são afixadas à porta do Tribunal Constitucional e publicadas por editais afixados à porta das câmaras municipais. No dia das eleições, as listas são novamente publicadas por editais afixados à porta e no interior das assembleias de voto.

A informação por país está disponível em inglês e na(s) língua(s) do país selecionado.

Os eleitores invisuais terão boletins de voto em braille. Passam também a poder votar de forma autónoma, utilizando uma matriz em braille, disponibilizada pela mesa de voto. A matriz, sobreposta ao boletim de voto, possibilita o exercício de voto com uma cruz no recorte do quadrado da lista de candidatos escolhida.

Eleições Europeias 2019: Tudo o que precisa de saber

O aumento da participação dos cidadãos nas eleições para o Parlamento Europeu deste ano é um dos principais objetivos no sufrágio agendado para maio, o primeiro, presume-se à data de hoje, após uma inédita redução da União Europeia.

A dois meses da abertura das mesas de voto em Portugal, descubra neste artigo o que vai acontecer entre 23 e 26 de maio na União Europeia, fique a saber como votar, a conhecer os diferentes processos de eleição dos deputados europeus e o que se espera deles nos plenários de Bruxelas e Estrasburgo.

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Impacto do “brexit”

O Reino Unido está em vias de sair do bloco, através da implementação do Artigo 50.° do Tratado de Lisboa, vulgarmente conhecido como “brexit”.

Bruxelas deu dois prazos distintos a Londres para um divórcio que pode nem sequer acontecer: 12 de abril, se não aceitarem o acordo já estabelecido; 22 de maio, se aceitarem o acordo.

O cancelamento do “brexit” mantém-se possível e nas mãos do governo britânico, sendo que o parlamento já votou contra um “divórcio” sem acordo.

Ao mesmo tempo, o crescimento de forças políticas nacionalistas e protecionistas entre os restantes “27” está a preocupar os “europeístas”. O receio de um colapso do projeto comum aumenta e estas eleições serão um importante barómetro para o aferir.

As Europeias têm vindo a perder o interesse dos cidadãos nos últimos 30 anos. Em Portugal, depois dos 39,93% de participação de 1999, tem sido sempre a descer e abaixo da média europeia que era de 49,51% há 20 anos.

  • Em 2004, a ida às urnas para escolher os representantes nacionais em Bruxelas e Estrasburgo fixou-se nos 38,60% (45,47%, na média europeia); em 2009 ficou pelos 36,77% (42,97%); e em 2014, em pleno processo de resgate internacional, não foram além dos 33,67% (42,61%) os portugueses que fizeram questão de tomar posição nas urnas europeias — menos de metade do primeiro sufrágio europeu no país (72,42%) em 1987.
  • As explicações para a queda na participação nas europeias são várias, passam pela complexidade de entender o funcionamento das instituições em Bruxelas e Estrasburgo, as implicações das mesmas e, sobretudo, por uma descrença na capacidade do bloco em ajudar localmente os eleitores.
  • Para o ajudar a entender o que está em jogo a Euronews elaborou este documento explicativo.

O que vai acontecer?

  1. Entre 23 e 26 de maio, cerca de 350 milhões de cidadãos europeus são chamados às urnas para eleger 705 deputados no Parlamento Europeu.

  2. Há cinco anos, havia 751 assentos por ocupar, mas com a esperada saída do Reino Unido, a assembleia europeia foi reestruturada e, dos 73 lugares dos representantes britânicos, alguns foram redistribuídos e outros mantêm-se livres para futuros processos de alargamento.

  3. O reajustamento foi relacionado com o número de habitantes de cada Estado-membro, sendo a Alemanha a mais representada com 96 lugares, seguida de França e Espanha.
  4. Franceses e espanhóis vão contar este ano com mais cinco assentos a votação, passando respetivamente para 79 e 59 deputados europeus.

  5. Tal como a Alemanha, Portugal não faz parte dos Estados-membros com presença reforçada no Parlamento Europeu, por isso, vai eleger os mesmos 21 deputados de 2014.

O primeiro Estado-membro a fazer-se “ouvir” será a Holanda, a 23 de maio. Portugal estabeleceu o domingo, 26 de maio, para a chamada dos portugueses às urnas.

Como votar?

  • Se é cidadão português, o recenseamento é automático para todos os residentes no território nacional que sejam maiores de 17 anos.
  • Se mudou de residência, a atualização dos dados no documento de identificação tinha de ser realizada até 60 dias (dois meses) antes do ato eleitoral para permitir a transferência automática da sua inscrição no recenseamento, mas se levantar o novo cartão de cidadão durante o período em que o recenseamento se encontre suspenso, deve votar no local correspondente à anterior morada
  • Se ainda não atualizou a morada, nestas eleições europeias terá de exercer o seu direito de voto no local de recenseamento referente à anterior morada.
  • A inscrição no recenseamento não pode ser transferida para uma área diferente da freguesia correspondente à morada que consta no documento de identificação.
  • Se detetar uma discrepância entre a morada atual inscrita no documento de identificação e o local de recenseamento afeto a uma morada anterior, deve reclamar até ao dia 22 de abril junto da comissão recenseadora, que encaminhará a mesma para a Administração Eleitoral da Secretaria Geral do MAI.
  • Em Évora, o Governo vai colocar em funcionamento um projeto-piloto de voto eletrónico presencial, anunciou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no início de fevereiro.
  • Se está recenseado como residente no estrangeiro, o voto será presencial na representação diplomática, acontecendo no dia anterior ao marcado para a eleição, entre as 08 horas e as 19 horas (hora local), e no próprio dia, entre as 08 horas e a hora limite do exercício do direito de voto em território nacional (20 horas, em Lisboa).
  • Para votar no estrangeiro, basta indicar o nome ao presidente da mesa de voto e apresentar o documento de identificação civil ou qualquer outro documento oficial com fotografia atualizada, por exemplo, o passaporte ou a carta de condução.

Pode votar acompanhado se tiver uma deficiência física notória e impeditiva que o impeça de, sozinho, desenhar a cruz que assinala a opção de voto. “Se a mesa não reconhecer a deficiência pode exigir que seja apresentado atestado comprovativo da impossibilidade de praticar os atos de votação”, lê-se na página da CNE.

Se necessitar de uma matriz do boletim de voto em braille deve requere-la na mesa, que a deve disponibilizar sobreposta ao boletim de voto para que o possa ler e expressar o seu voto. Após, a deposição do voto deve devolver a matriz à mesa de voto.

Para saber onde está recenseado, entre no portal oficial para o efeito disponibilizado pelo Governo português, insira o número do seu cartão de cidadão, a data de nascimento e preencha o espaço de verificação com o código apresentado.

Como são eleitos os deputados europeus?

Os sistemas de voto diferem entre Estados-membros, mas todos são proporcionais de acordo com o número de votos que cada partido consegue, desde que consiga mais do que 5% dos votos.

Em alguns países, os partidos apresentam listas de nomes, mas são os símbolos dos partidos a surgir no boletim.

Por exemplo, se um partido recebe 30% dos votos num país com direito a 10 deputados, esse partido terá direito a 30% dos assentos, o que equivale a três deputados. Os nomes no topo da lista do partido para estas eleições são escolhidos primeiro.

Noutros países, as listas são abertas e os eleitores votam nos partidos ou no candidato preferido, podendo influenciar a ordem dos deputados elegidos em primeiro lugar.

Alguns deputados representam regiões no respetivo país, outros são eleitos pelo Estado-membro.

Quais as funções dos deputados europeus?

Os deputados estão incumbidos de debater e votar a implementação de leis a nível europeu e do orçamento dos “28” (dos “27” após a saída do Reino Unido), em complemento ao Conselho Europeu, composto pelos chefes de Governo de cada Estado-membro.

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Cabe aos deputados eleger o presidente da Comissão Europeia, uma função atualmente ocupada pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker, o candidato do PPE. Os candidatos são eleitos pelo Conselho Europeu de acordo com os resultados eleitorais e o presidente é depois escolhido pelos deputados.

Organização dos deputados no plenário

A organização dos deputados europeus faz-se pelos grupos políticos europeus e não pelos países de origem. Desta forma, o Partido Socialista (PS), que está no poder em Portugal, está integrado na bancada do Partido Socialista Europeu (PSE).

  1. O Partido Social Democrata (PSD) e o partido do Centro Democrático Social – Partido Popular (CDS-PP) integram a bancada do Partido Popular Europeu (PPE).
  2. O Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) fazem parte da coligação das Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Nórdica Verde (GUE/ NGL).
  3. Existe também um grupo para partidos eurocéticos.

O que pode a Europa fazer por mim?

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Voto eletrónico : É fácil como ″ir ao multibanco″

Sistema de voto eletrónico funcionou na União de Freguesias Malagueira e Horta das Figueiras, Évora.

© ANTÓNIO CARRAPATO/LUSA

O projeto-piloto de voto eletrónico no distrito de Évora, para as eleições Europeias deste domingo, pode não convencer todos os eleitores, mas já ganhou “fãs”, alguns deles mais velhos, que o consideram tão fácil como ir ao multibanco.

“Optei por ir à mesa eletrónica porque é mais fácil. Escolhemos logo ali, e é como a gente ir ao multibanco levantar dinheiro, é quase igual”, afiançou à agência Lusa Luísa Brito, de 65 anos, eleitora em Viana do Alentejo.

A habitante desta sede de concelho, a 30 quilómetros de Évora, que falava depois de votar na assembleia de voto, composta por duas secções com mesas tradicionais e uma secção com mesa eletrónica, ainda teve dúvidas sobre se iria experimentar o projeto-piloto, mas arriscou.

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“Disseram-me que a eletrónica era fácil e realmente até foi, gostei. Aparece tudo no ecrã, carregamos lá onde queremos, confirmamos, sai o papelinho que dobramos e metemos também na urna”, explicou, admitindo gostar “das novas tecnologias” e de “evoluir”, e de já “há muito tempo” efetuar “os pagamentos todos por multibanco”.

© ANTÓNIO CARRAPATO/LUSA

Os cartões “são o futuro” e é tudo “muito mais seguro”, sublinhou, corroborada por João Realista, de 60 anos, também eleitor em Viana do Alentejo que, tal como a esposa, votou na mesa eletrónica.

“Fui o votante número 100”, disse à Lusa, ao final da manhã, confirmando que o processo “foi simples”, e que há que “acompanhar estas evoluções e as estas tecnologias”.

“E ser hoje ou ser amanhã, porque não já hoje? E já está”, argumentou, consciente de que, nestas primeiras vezes, o sistema “ainda terá as suas condicionantes”, mas, depois, “isto vai ser como beber um copo de água”.

  • Os dados do Ministério da Administração Interna (MAI) indicam que o projeto-piloto de voto eletrónico decorre em 23 freguesias dos 14 concelhos do distrito de Évora, abrangendo 136 912 eleitores recenseados para as Europeias 2019.
  • De um total de 232 mesas de voto no distrito, 50 delas são eletrónicas (de adesão voluntária e onde se vota com redundância, ou seja, por computador e por papel que é colocado na urna), sendo as outras convencionais, com votação só através do boletim em papel, acrescentou o MAI.
  • Na cidade de Évora, na assembleia de voto no Colégio Luís Verney, com uma mesa de voto tradicional e outra eletrónica, durante a manhã, esta última registou problemas, durante alguns minutos.

“Houve uma pequena paragem para desligar e voltar a ligar.

Como é normal nestas questões da tecnologia, a melhor forma de tentar resolver um problema é sempre desligar e voltar a ligar, por isso, suspendemos a mesa, fizemos reset a todos os dispositivos, e voltámos a funcionar normalmente”, disse à Lusa o presidente da mesa eletrónica, Natanael Vinha, frisando que a votação “parou durante cinco ou seis minutos”.

Segundo o responsável, “há pessoas de todas as faixas etárias a escolherem votar na mesa eletrónica”, mas essa decisão também tem muito de estratégia: “Escolhem a mesa que tem menos fila. Há alturas em que é a tradicional, que é mais rápida, e há outras em que é a eletrónica”.

“A tendência para o futuro”

Nesta assembleia de voto, Luísa Silva nem hesitou em optar pela votação eletrónica, porque “a tendência para o futuro” é esta, e quis “começar a exercitar”, mas Manuel Pingarilho votou na tradicional por descuido: “Quando aqui cheguei nem me lembrei disso, senão tinha ido”.

Na Escola Secundária André de Gouveia (ESAG), igualmente na cidade de Évora, o eleitor Manuel Branco experimentou o projeto-piloto, que nem lhe pareceu “difícil”, mas confessou algumas apreensões e, para “muitas pessoas” que conhece, “sem ajuda não vão lá”.

© ANTÓNIO CARRAPATO/LUSA

“Estamos a delegar no big brother aquilo que já parecia um sistema que, não diria que tinha atingido a perfeição, mas que tinha uma segurança muito grande. Agora, não sei se vai bater tudo certo e se a tendência disto não será uma simplificação tal que vai alhear muita gente do processo eleitoral“, afirmou.

Novamente em Viana do Alentejo, Francisco Miguel, de 60 anos, não cronometrou o tempo que passou a votar de forma eletrónica, mas “não levou mais de que um minuto”, e achou o processo “igual a preencher o boletim de voto”.

“É ela por ela. [O sistema] tem o boletim de voto no ecrã, marcarmos o que queremos, sai o papel, dobramos, metemos na urna e vamos embora. Acho seguro e, se no futuro não houver papel, ainda será melhor, sempre se poupa mais qualquer coisa”, opinou.

A ouvir a conversa, António Joaquim Lopas, de 52 anos, é que não parece mais convencido. Votou na mesa tradicional e deixou uma eventual experiência para umas próximas eleições: “Não percebo nada disso, então pedi o papelinho, fiz a cruzinha e vim-me embora. Fica para a próxima, pode ser que tenha mais vagar“.

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