Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?

Quem nunca ficou horas e horas pensando em qual profissão seguir, que atire a primeira pedra. Todo mundo sabe do drama que é escolher uma bendita faculdade pra fazer, mas ninguém falou que ia ser fácil também.

Na hora de escolher um curso, além das dúvidas, muitas “verdades absolutas” aparecem.

  • “Faça o que você gosta!”;
  • “Faça um curso que tenha relação com a matéria em que você é bom”;
  • “Vai tocar o negócio da família, né?!”;

Todas elas são alternativas possíveis e que te ajudam a escolher um curso, estabelecendo um objetivo para seguir. Porém, a alternativa “fazer o que gosta” carrega com ela uma dúvida:

Como saber do que eu gosto?

  • Antes de você refletir sobre como escolher o curso, deve entender que fazer o que gosta é diferente de gostar do que faz pra saber qual profissão seguir.
  • Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?
  • Não entendeu nada?
  • Eu te dou um exemplo:

João, quando criança, queria ser jogador de futebol (quem nunca?), mas por vários motivos não conseguiu fazer o que gosta.

Hoje, João é formado em Educação Física, trabalha em uma escolinha de futebol com o objetivo de fazer com que as crianças se apaixonem pelo esporte da forma com que ele se encantou. João gosta do que faz.

  1. Entendeu a diferença?
  2. Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?
  3. O conselho aqui é “gostar do que faz”.
  4. Voltando à analogia do futebol, fazer o que gosta seria simplesmente se sustentar jogando bola.

Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?

Agora, gostar do que faz, seria escolher ser um jogador profissional mesmo com todos os “deveres”:

  • Treinar com dedicação;
  • Manter-se saudável;
  • Lidar com a pressão da torcida, jornalistas, dirigentes;
  • Sempre estar evoluindo, ou pelo menos manter o nível de jogo.

Mas eu não sei do que gosto! Qual profissão seguir?

  • Pesquise sobre as profissões em que você se imagina trabalhando, coloque na balança os prós e “contras” e veja se ainda se sente animado pra seguir uma carreira naquela área.
  • É muito importante que você tenha uma certa afinidade com a profissão que está escolhendo.
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O Teste Vocacional do Na Prática é diferente de todos os outros: nele, você conversa com nosso robô (bot ou assistente virtual): o Fê. Ele será responsável por analisar o seu perfil, para te contar mais sobre suas características profissionais e carreiras que fazem sentido de acordo com seus resultados!

Ah, também é um teste vocacional rápido, bem mais do que você encontra por aí. 

Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?Trecho do Teste Vocacional do Na Prática (Imagem: Reprodução).

O que é teste vocacional profissional

O teste vocacional, ou exame vocacional, é uma avaliação aplicada por diversos tipos de profissionais – como psicólogos, coachs, orientadores –  a fim de trazer mais clareza para quem está em busca de definir uma carreira a seguir. Eles podem se basear em várias teorias criadas por especialistas que mapearam perfis e agruparam em categorias, de acordo com critérios em particular.

Basicamente, a ideia de cada teste vocacional é, a partir da análise de um conjunto de características específicas da personalidade e traçando um paralelo com o que dizem um ou mais desses especialistas, conseguir apontar áreas ou profissões em que você pode se adequar melhor.

Teste de Personalidade: faça e descubra como pode ajudar na sua carreira

Teste de vocação x teste de aptidão

Embora tenha possibilidade de ajudar no autoconhecimento necessário para uma decisão de carreira, o teste de aptidão não serve para o mesmo fim que o teste vocacional. Na prática, o teste de aptidão avalia se a pessoa possui a capacidade exigida para um trabalho ou função. Por conta disso, muitas vezes é aplicado pelas organizações durante processos seletivos.

Na contramão, existem opções de testes de aptidão que buscam mapear as habilidades do profissional para, então, sugerir funções que combinem com seu ramo de competências. Então, da mesma forma que os testes vocacionais funcionam melhor como complemento, os de aptidão podem ser utilizados em conjunto com outras ferramentas – e reflexões – para ajudar na decisão de carreira. 

Por que os testes vocacionais não são o bastante (sozinhos!)

Não tem nada de errado em fazer um teste vocacional, nem em acreditar em seu resultado. O problema é: ele não é nem de longe o suficiente para você fazer uma escolha acertada de carreira.

Infelizmente, é impossível que, com algumas perguntas, qualquer avaliação do tipo consiga contemplar toda a complexidade do seu perfil – incluindo sonhos, medos, valores, ambições e propósito.

Além disso, os testes vocacionais não medem todo seu potencial nem conseguem refletir o quanto você muda com cada escolha. Tem também outro ponto: o mercado de trabalho é grande demais e está em constante transformação. Muitas das profissões que existem hoje não existiam há cerca de 10 anos.

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Para você ter ideia, muitas pesquisas indicam que 50% das profissões que existem hoje desaparecerão ou mudarão radicalmente nos próximos 20 anos. Ou seja: as profissões do futuro ainda nem foram criadas – como um teste vocacional pode prevê-las?

Então, eles no máximo conseguem te dar um norte ao calcular o que está num círculo de possibilidades que podem fazer sentido de acordo com características superficiais da sua personalidade.

O processo de escolha profissional, para ser completo e satisfatório, precisa envolver outros fatores – como seus interesses, influências e habilidades, além da sua curiosidade como ferramenta. Só assim você conseguirá sair do retrato do seu momento e passar a atuar como protagonista da sua vida.

Então, como descobrir minha vocação? (e como aproveitar o teste vocacional)

O processo de decisão profissional, para ser completo e satisfatório, precisa envolver outros fatores – como seus interesses, influências, valores, missão e habilidades. Há diversas formas de mapear alguns desses pontos importantes da sua personalidade.

Uma delas, por exemplo, é a mandala Ikigai, um exercício que, basicamente, aborda diversas áreas e intercessões da vida pessoal e profissional e te dá clareza como levar em conta todos esses aspectos na hora de decidir a carreira.

Como Saber O Que Seguir Profissionalmente? Mandala Ikigai

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Se preferir, coloque tudo que te importa e te move no papel da forma que achar melhor. Assim, visualiza o que deve ser levado em conta.

A partir disso, faz sentido listar áreas, setores e profissões que se encaixem com tudo que você busca e tem a oferecer (ou quer ter a oferecer).

Para se guiar por entre profissões existentes, vale fazer um teste vocacional e incrementar sua lista de possibilidades com os resultados.

Mesmo com essas dicas, descobrir que caminho profissional seguir é um processo complexo – por envolver várias facetas, como explicamos – e que pode ser diferente para todo mundo. Portanto, a fim de auxiliar com ferramentas e teorias sobre caminhos profissionais e processos de decisão, a Fundação Estudar lançou o curso Decisão de Carreira Na Prática.

Viu como o teste vocacional deixa de fora muitos fatores importantes? Agora que você já sabe que a decisão de carreira está longe de parar por aí, entenda o que você pode fazer a partir dos resultados sobre as profissões que combinam com seu perfil, que você tira do Teste Vocacional do Na Prática, para se encaminhar profissionalmente. 

Depois de decidir no que quer atuar com nosso teste de orientação vocacional, como montar um plano de carreira

O plano de carreira serve para levá-lo do seu estado atual(como você está hoje profissionalmente) ao estado desejado (como gostaria de estar dentro de um período determinado de tempo).

Assim, é interessante que ele seja trabalhado quando você escolher de fato qual trajetória quer seguir, após o processo de investigação complexo que envolve uma decisão tão grande quanto a de carreira.

Inteligência Emocional: entenda o que é, a importância e como desenvolver

O objetivo pode ser de médio ou longo prazo, adaptado e remodelado com o passar do tempo. Para começar, basta ter papel e caneta.

Passo 1: Defina seu estado desejado

Você já parou para pensar quem deseja ser profissionalmente daqui a dois, cinco ou dez anos? Essa reflexão é importante para alcançar a felicidade e plenitude nesse setor da sua vida, e nenhum teste vocacional vai te dar essa resposta. 

Quando você define seu objetivo, é capaz de guiar melhor sua carreira e aproveitar as oportunidades. Por fim, toma as rédeas da sua vida profissional e não fica à mercê dos acontecimentos.

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Passo 2: Valide seu estado desejado

Mas não adianta apenas definir qual é seu estado desejado. Para se sentir efetivamente motivado e chegar até ele, você precisará compreender o que está por trás dessa vontade. Então, algumas questões podem ajudá-lo nessa reflexão:

  • Por que valerá a pena alcançar tal objetivo?
  • Por que isso é importante para você?

As respostas devem estar totalmente alinhadas aos seus valores e ao que você quer para sua vida. Somente assim será possível manter o foco durante toda a execução do seu plano de carreira.

Passo 3: Trace metas

Enfim, agora que você já tem seu ponto de largada e o de chegada, só faltam os degraus que ligarão um ao outro. Para defini-los, faça o seguinte:

  • Identifique a distância que o separa do seu estado desejado
  • Divida essa distância em espaços menores
  • Mapeie o que você precisa aprender, adquirir ou mudar para chegar lá

Passo 4: Invista em autoconhecimento e conhecimento de mercado

Identificar o que precisa aprender, adquirir ou mudar fica muito mais fácil quando você investe em autoconhecimento – algo que vai muito além do teste vocacional. É muito importante descobrir quem você é, quais são seus pontos fortes e fracos, o que você que faz bem e o que precisa melhorar para desenvolver as habilidades e competências que permitirão que seu objetivo seja alcançado.

Também é importante conhecer de fato sua área de interesse e aquilo que você precisa saber para atuar naquele mercado. Para tanto, você pode:

  • Fazer uma pesquisa aprofundada sobre o setor e entender quem são as grandes empresas e grandes modelos, quais são as tendências, desafios e oportunidades
  • Conversar com profissionais da área que podem lhe oferecer conselhos úteis e atualizados
  • Conectar-se com o meio através de cursos, projetos e eventos

Passo 5: Estipule prazos para cumprir cada meta

Agora que você partiu do seu teste vocacional e criou metas, elas devem ser organizadas no plano de carreira de modo a permitir que você alcance determinado objetivo em um período bem definido. Isso exige que cada etapa seja cumprida dentro de um prazo. Ao estipular tais datas, você deve considerar realisticamente as dificuldades e os obstáculos que enfrentará.

FAQ

O teste vocacional, ou exame vocacional, é uma avaliação feita com objetivo de trazer mais clareza para quem está em busca de definir uma carreira a seguir.

A ideia de cada teste vocacional é, a partir da análise de um conjunto de características específicas da personalidade, apontar áreas ou profissões em que a pessoa possa se adequar melhor de acordo com seu perfil.

Embora não seja necessariamente uma resposta decisiva por si só, o teste vocacional pode ajudar na orientação de decisões profissionais, já que mostra traços do perfil e carreiras relacionadas. Os testes vocacionais são aplicados por diversos tipos de profissionais, como psicólogos, coachs, orientadores de carreira.

Atualmente, no entanto, estão disponíveis em larga escala na internet para que o profissional consiga acessar seus resultados independentemente. Apesar disso, a interpretação completa e mais apurada dos resultados é propriedade dos profissionais especializados.

Para fazer um teste vocacional, você pode procurar profissionais especializados, como coaches, psicólogos e orientadores de carreira. Outra forma é fazer os que estão disponíveis na internet, como o do Na Prática, que é conduzido por um assistente virtual, que mapeia o perfil profissional e indica carreiras. Enquanto o teste vocacional mapeia carreiras de acordo com o perfil, o teste de aptidão avalia se a pessoa possui capacidades exigidas para um trabalho ou função.

Infográfico feito pela parceira Venngage.

Qual carreira seguir? 7 fatores que vão ajudá-lo a escolher

Durante a juventude, é normal ter afinidade com várias atividades e se imaginar seguindo diversas profissões. Esse é um dos grandes motivos pelo qual escolher uma carreira é tão difícil. Nessa hora algumas pessoas ficam indecisas com medo de se arrepender depois, já outras iniciam um curso sem nem pensar no amanhã.

A verdade é que essa escolha deve ser feita com cautela, porque será decisiva para seu futuro. Por essa razão, listamos os 7 principais fatores que você deve considerar ao escolher a profissão que vai seguir. Confira:

Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?

1. Habilidades pessoais

Reflita sobre como suas habilidades são aplicadas no cotidiano e veja o que as pessoas com essas habilidades fazem profissionalmente. Por exemplo, alguém com facilidade em lidar com matemática pode trabalhar na área de ciências contábeis.

Alguns testes vocacionais se baseiam na teoria das múltiplas inteligências — do psicólogo americano Howard Gardner. Esses testes ajudam a descobrir em quais áreas cognitivas você tem mais habilidade. Segundo Gardner, os tipos de inteligência são:

  1. lógica-matemática;

  2. verbal-linguística;

  3. musical-rítmica;

  4. visual-espacial;

  5. corporal-cinestésica;

  6. intrapessoal;

  7. interpessoal;

  8. naturalista;

  9. existencial.

2. Afinidade e preferências

As disciplinas com as quais você teve afinidade no ensino médio podem indicar as atividades que gostará de fazer no trabalho. Seja na área de humanas, exatas ou biológicas, considere suas preferências e elimine aquilo em que não terá prazer em estudar e trabalhar.

Ouça também as opiniões da família e amigos sobre suas qualidades, a fim de se conhecer melhor. A profissão escolhida precisa estar de acordo com seus valores. Portanto, o autoconhecimento é fundamental nesse processo.

3. Mercado de trabalho

Pesquise sobre o mercado de trabalho e veja quais profissões combinam com suas habilidades e preferências. Observe o mercado atual, analisando as profissões que estão em alta e as que estão em declínio. Dessa forma, você reduz o leque de opções, diminuindo os riscos de escolher errado e se aproximando da carreira ideal.

4. Cursos recomendados

Analise as características dos cursos recomendados para as profissões do seu interesse, como as disciplinas que serão estudadas e quais atividades o profissional dessa área pode exercer. Com isso, você terá certeza se os conteúdos vão ajudá-lo a desenvolver as habilidades necessárias e se estará disposto a enfrentar os desafios.

5. Possibilidade de atuação

Algumas carreiras permitem que você trabalhe em diversas modalidades. Nelas, você poderá atuar como profissional liberal ou por meio contrato formal. Também é possível ter um negócio próprio. Nesse caso, pense em como você pretende atuar e defina as profissões mais adequadas para esse objetivo.

Além disso, alguns cursos são mais abrangentes — como direito e medicina — e permitem que o profissional trabalhe em várias atividades. Portanto, estude também as oportunidades e decida se você quer atuar em um mercado mais amplo ou mais específico.

6. Retorno financeiro

Não basta ter afinidade, é preciso garantir que a profissão proporcionará o retorno financeiro que você deseja. Sendo assim, relacione suas habilidades e preferências às opções de carreira que proporcionarão estabilidade econômica e qualidade de vida.

7. Desafios da profissão

Por mais que algumas profissões pareçam mais fáceis do que outras, todas têm seus pontos de dificuldade. Por conta disso, converse com profissionais experientes e pesquise os desafios da carreira que você pretende seguir. Pense sobre os profissionais que você admira, que serviram de inspiração e descubra o que eles já enfrentaram.

Ademais, analise o ambiente de trabalho e as atividades exercidas para saber se você estará satisfeito com a profissão na prática. Isso evita que você crie falsas expectativas e se frustre com algo que não esperava na profissão.

Erros que precisam ser evitados

Por não considerarem os fatores citados, há alunos que erram ao escolher a profissão. Por isso, para que você não se arrependa após tanta dedicação, evite os seguintes erros:

Acreditar que a escolha é para sempre

Tenha cuidado ao escolher a profissão, mas não fique com medo de mudar de ideia posteriormente, pois uma carreira não precisa ser seguida por toda a vida. O mercado de trabalho está em constante mudança, exigindo dinamismo das profissões e obrigando os profissionais a se adaptarem às novas necessidades.

Considerar apenas as opiniões dos pais e amigos

É recomendado ouvir a opinião das pessoas próximas, mas se basear apenas nisso é um erro, porque as pessoas nem sempre consideram os objetivos que você tem. Isso faz com que muitos alunos se frustrem após um tempo na faculdade ou na profissão.

Desejar apenas o retorno financeiro

A remuneração é um bom atrativo, mas não será tão importante se você não tiver afinidade com a profissão. Porque o retorno financeiro nem sempre recompensa o estresse causado no ambiente de trabalho.

Alguns alunos desistem de uma carreira por não ser tão lucrativa quanto outras, mas saiba que a realização pessoal é fundamental para o crescimento e sucesso profissional. Para evitar esse erro, tente balancear a lucratividade com a afinidade pelas carreiras disponíveis.

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Pensar apenas nas profissões que estão em alta

Algumas profissões podem estar em alta no mercado por diversos motivos, seja por conta do avanço tecnológico, pelo cenário econômico etc. Porém, isso não significa que ela permanecerá em alta por muito tempo.

Algumas outras podem saturar o mercado, aumentando a concorrência ou desvalorizando o profissional. Dessa forma, fique atento às tendências e previsões sobre a carreira e o mercado, para não ficar no prejuízo futuramente.

Escolher a profissão apenas pela disciplina preferida

A maioria das profissões exigirá alguma tarefa que talvez você não goste de fazer, por isso escolher uma carreira apenas por gostar de uma matéria ou outra não é recomendado. Nesse caso, faça uma pesquisa mais aprofundada sobre a profissão e o curso desejado.

Trocar de curso frequentemente

Abandonar um curso por acreditar que você não se identificou com a área é normal. O problema é quando o aluno troca de curso frequentemente e não define uma área de atuação. Isso faz com se perca o foco e tenha dificuldade de crescer profissionalmente.

Decidir qual carreira seguir envolve pesquisas, autoconhecimento e análise do mercado de trabalho. Portanto, não tenha pressa em fazer a escolha.

Reflita cuidadosamente sobre cada questão e anote as opções mais interessantes para você.

Além disso, imagine qual cargo deseja alcançar, como pretende estar economicamente, que estilo de vida pretende ter, entre outros fatores. Com isso, certamente você terá uma carreira de sucesso.

Agora que você já sabe como escolher a profissão ideal, escolha o curso mais adequado para alcançar seus objetivos. Boa sorte! 

Como Saber O Que Seguir Profissionalmente?

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10 passos simples para descobrir sua vocação profissional – Blog daFaculdade FARO

Quem nunca ouviu aquela famosa pergunta: “o que você quer ser quando crescer?”? Encontrar a melhor resposta não é uma tarefa fácil, porque é necessário muito estudo e dedicação para identificar a vocação profissional.

Nem sempre um estudante está preparado emocionalmente para escolher a carreira. A falta de experiência e orientação, além da pressão para tomar uma decisão, aumentam as chances de ele optar por uma profissão com a qual não tem afinidade.

Para ajudá-lo a enfrentar essa situação da melhor forma, separamos 10 passos simples para descobrir a sua vocação profissional e ajudar na definição dos melhores rumos para a sua carreira. Continue a leitura e saiba quais são!

1. Busque o autoconhecimento

O autoconhecimento é o ponto de partida para descobrir a vocação profissional, mas não é simples alcançá-lo de maneira plena: esse é um processo constante na nossa vida. Mesmo assim, você pode analisar as suas características pessoais para visualizar a profissão que pretende exercer no futuro.

Por exemplo, uma pessoa extrovertida e com facilidade de comunicação pode avaliar a possibilidade de trabalhar com relações públicas ou jornalismo, que exigem essa desenvoltura.

No caso dos mais compenetrados e que gostam de fazer cálculos, os diversos segmentos da engenharia e outras profissões no ramo de tecnologia da informação podem ser alternativas interessantes.

Mas essa não é uma regra definitiva: o recomendado é unir as características mais presentes no seu comportamento com os aspectos essenciais para um bom desempenho na profissão. Seguindo essa dica, aumentam suas chances de acertar na escolha.

2. Mantenha-se bem informado sobre as carreiras

Se você gosta de animais, provavelmente já lhe disseram que poderia ser veterinário. Sem dúvida, esse é um fator que pode ser considerado ao optar por essa carreira, mas não é suficiente para definir o seu futuro profissional.

Antes de decidir, avalie os conhecimentos necessários para exercer uma profissão e veja as oportunidades disponíveis no mercado de trabalho. Quanto mais estiver informado sobre as atividades envolvidas na carreira, mais fácil será tomar uma decisão consciente, evitando falsas expectativas.

Você pode (e deve!) ouvir a opinião de familiares e amigos sobre qual carreira pretende seguir. Porém, a sua decisão deve ser feita avaliando os aspectos positivos e os negativos de seguir uma determinada profissão, de acordo com os seus desejos.

3. Converse com profissionais mais experientes

Imagine-se bastante empolgado em ser professor de inglês. Um dos motivos é que tem uma grande fluência nesse idioma, que é um ponto favorável para seguir essa carreira. Mas você já sabe como é o dia a dia da profissão? A rotina de preparar aulas, provas, fazer correções e lidar com alunos pode não ser adequada ao seu perfil.

Por isso, é interessante verificar como é a rotina dos profissionais da área, as condições de trabalho e a remuneração. Para não ter uma decepção, o indicado é conversar com pessoas que já estão no mercado de trabalho e esclarecer todas as suas dúvidas.

Elas vão ajudá-lo a mostrar como é a realidade da carreira, para que você identifique se essa é realmente a sua vocação profissional. Infelizmente, o fato de apresentar uma habilidade para exercer um cargo não é sinônimo de sucesso profissional, nem de realização pessoal.

4. Tenha calma para descobrir a vocação profissional

Como diz o ditado popular: a pressa é inimiga da perfeição. Ficar muito ansioso para definir a carreira não é o melhor caminho para resolver essa situação. Por isso, procure ler, com muito cuidado, os guias que falam sobre as características das profissões, como:

  • áreas do conhecimento mais cobradas durante a faculdade;
  • oportunidades de trabalho na área;
  • requisitos necessários para ser um profissional acima da média;
  • melhores instituições de ensino superior para fazer um bom curso e estar mais bem preparado para o mercado de trabalho.

Se você chegou ao ensino médio e não tem uma visão clara da profissão que deseja seguir, a dica é buscar informações em blogs, como o da Faculdade de Rondônia (FARO), e em sites especializados no auxílio a estudantes que querem descobrir a sua vocação profissional.

Essa é uma decisão que deve ser feita com calma, com base em várias informações e de forma consciente. Portanto, também não deixe para decidir somente no momento de se inscrever para o vestibular.

5. Saiba unir os interesses pessoais com os profissionais

Conhecer a vocação profissional é o primeiro passo para o sucesso. Portanto, escolher uma carreira que o deixe feliz consigo mesmo, inegavelmente, é uma grande vantagem. Apesar disso, você não pode ignorar algo importante para uma boa qualidade de vida: a remuneração.

Imagine que você deseje se casar e ter dois filhos. Porém, a carreira que escolheu não oferece uma renda familiar que garanta o padrão de vida que espera. Nesse caso, existem duas opções: buscar complementar a renda com outras atividades ou procurar outra profissão que lhe permita dar melhores condições para os seus familiares.

É fundamental conciliar os interesses profissionais com os anseios da vida pessoal e o padrão de vida desejado. Assim, você conseguirá ter um desempenho melhor na carreira e poderá construir bons relacionamentos com amigos e familiares.

6. Busque ajuda para escolher uma profissão

Conversar com profissionais renomados, dialogar com parentes e estudar bastante o mercado de trabalho são iniciativas que ajudam a definir a melhor opção.

Se isso não for o suficiente para facilitar a escolha, você também pode fazer uma orientação de carreirapara encontrar as mais adequadas para o seu perfil.

A internet oferece diversas opções de testes, com perguntas simples que podem dar uma boa noção sobre a sua vocação.

Outra opção interessante é o apoio profissional de psicólogos, pedagogos ou coaches. Eles auxiliam na busca pelo autoconhecimento e na identificação de afinidades. Além disso, aplicam testes mais complexos e profundos, analisando as suas características e habilidades para encontrar as opções mais adequadas para o seu perfil.

Com base nessas informações, você consegue limitar as alternativas e pesquisar mais profundamente cada profissão. Assim, também fica sabendo as áreas de atuação e habilidades necessárias em cada uma, facilitando a sua escolha.

7. Considere a possibilidade de tornar o hobby uma profissão

Você tem algum hobby? Muitas vezes, eles podem se tornar uma profissão ou, ao menos, ajudar a encontrar uma boa carreira. Por exemplo, se você gosta de leitura, escrita e interpretação, o curso de Direito oferece diversas áreas de atuação. Por outro lado, se você gosta de cálculos ou de desenvolver projetos e desenhos, a engenharia pode ser uma boa alternativa.

Porém, se seus hobbies são mais específicos, como pintar, fazer artesanato ou cozinhar, também vale a pena investir.

Você pode começar a fazer itens para vender e escolher um curso que ajude na profissionalização do seu negócio.

O curso de administração, por exemplo, pode ajudar a montar uma empresa de sucesso e monetizar o seu hobby, para que tenha ótimos rendimentos e inicie uma carreira de sucesso.

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8. Tenha atitude para mudar de ideia

Pense que seus pais sejam médicos exemplares no segmento em que atuam. Por isso, você optou, inicialmente, por seguir a trajetória deles no âmbito profissional, mas, com os anos de estudo no colégio, percebeu que tinha mais afinidade com carreiras da área de ciências humanas (advocacia, publicidade, jornalismo etc.).

Isso é muito comum, mas algumas pessoas ficam com medo ou vergonha de mudar de ideia e reavaliar a sua vocação profissional. Com certeza, é necessário coragem para isso, principalmente porque alguns familiares e as pessoas mais próximas podem não compreender essa mudança.

Por isso, se você quer encontrar sua verdadeira vocação, é fundamental que analise o que realmente quer, e, se mudar de ideia, mostre as razões que influenciaram a sua decisão. Explique-as com calma e clareza para transmitir confiança e provar que está no rumo certo.

9. Esteja sempre estudando

O mercado de trabalho passa por constantes transformações, principalmente nos últimos anos, por causa do avanço tecnológico e da nova mentalidade das empresas, que agora priorizam a inovação e o consumo consciente, reduzindo despesas desnecessárias.

Entender a dinâmica das profissões e definir a ideal para você exige bastante estudo. A construção da carreira é um processo constante, por isso, a vocação profissional é tão importante. Afinal, escolher uma profissão da qual realmente goste facilita esse processo de buscar sempre novos conhecimentos e acompanhar a evolução do mercado.

Isso é importante para planejar a sua trajetória no mercado de trabalho da melhor maneira possível e manter expectativas alinhadas às possibilidades reais da sua carreira.

10. Permita-se mudar

Um erro muito comum ao escolher uma carreira é acreditar que essa deve ser uma decisão para a vida toda. É certo que várias pessoas conseguem escolher uma profissão ao sair do ensino médio e trabalham felizes com essa decisão até a aposentadoria.

Porém, tenha em mente que é possível mudar de ideia e descobrir outra vocação profissional no futuro. Isso é normal e não significa que você errou na primeira decisão: muitas vezes, a sua própria evolução na carreira indica novos caminhos para seguir.

O importante é estar pronto para traçar novas metas e buscar as qualificações necessárias para ingressar na nova profissão. Uma segunda graduação ou uma especialização podem ajudar a atingir esses objetivos.

Como vimos, escolher uma profissão não é uma tarefa fácil, mas existem diversas formas de tornar essa missão bem mais simples, como seguir essas dicas sobre como descobrir a sua vocação profissional. Basta ter foco, dedicação, planejamento e vontade de aprender para colocar todas em prática.

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7 estratégias para descobrir a sua vocação profissional

A vocação profissional é ainda o principal critério utilizado por estudantes na hora de optar por um curso superior, de acordo com pesquisa da Companhia de Estágio.

Os dados também mostram que aqueles que escolheram a profissão baseando-se em gostos pessoais são mais otimistas em relação ao mercado de trabalho.

E segundo relatórios de órgãos de educação, a falta de vocação profissional é um dos principais motivos de jovens abandonarem cursos superiores.

A palavra vocação é uma variação do verbo em latim vocare, cujo o significado é chamar.

Se refere a uma habilidade, aptidão ou pré-disposição que uma pessoa tem que a leva a um determinado exercício profissional.

O psicólogo Filipe Buranelli chama atenção para o fato de que o termo vocação se tornou desatualizado para profissionais que trabalham com a orientação profissional, expressão mais usual para o processo.

“O jovem hoje chega mais despreparado na hora de escolher uma carreira. A grande maioria das escolas não oferecem essa orientação, e os estudantes entram cada vez mais cedo nas universidades, sem preparo algum. Muitos deles não sabem o que escolher por não conhecerem suas potencialidades, além de existir uma demanda específica de certos pais”, explica.

#1 Observe suas características pessoais

Para Filipe, o processo de vocação profissional deve ser baseado tanto nas vivências pessoais do estudante como nas profissões atuais do mercado. “É preciso escolher baseado não apenas em aptidões, mas no panorama do mercado.

O jovem precisa entender o trabalho e a realidade dele, o que pode ser feito procurando profissionais dentro do mercado de trabalho.

Outro ponto é que existe uma grande diferença sobre como é um curso superior de uma profissão e como ela é exercida na prática, que por vezes a maioria das pessoas desconhece”, aponta. 

#2 Saiba o que você não quer

E existem diversos caminhos para chegar até uma escolha profissional. “Saber o que você não quer é um deles. Os jovens são preparados para o vestibular mas não para fazer escolhas de carreira.

Pode ser que a melhor opção para ele seja fazer um curso técnico, dependendo de com que ele quer trabalhar. Importante ressaltar que as escolhas de carreira também são feitas no momento. Elas podem mudar. Arrependimentos acontecem.

Descobrindo do que gosta, o jovem consegue traçar um panorama e ter consciência para tomar decisões”, pondera.

#3 Faça uma escolha consciente

Orientadora vocacional da Colmeia, instituição de assistência social que busca desenvolver jovens, Maria Stella Leite acredita que a escolha de uma vocação profissional deve ser feita conscientemente, sem ser delegada a algum teste ou outra pessoa.

“Também não acredito que a decisão deve ser baseada na crença de que alguém tem um dom especial para determinada coisa. Mas do que uma inclinação, podemos dizer que as pessoas têm interesse em atuar em certas áreas.

E a pessoa pode até não ter habilidade para isso, mas se tiver interesse, ela vai se dedicar e desenvolver um talento”, salienta.

#4 Busque atividades prazerosas

Maria Stella aponta que não é porque alguém tem uma determinada habilidade, que a pessoa gosta disso ou tenha vocação profissional. “Porque ela não vai se aplicar para se desenvolver. A coisa mais importante é gostar do que se faz.

O filósofo Santiago Kovadloff defende que a vocação é algo para qual se tem uma inclinação, mas não é uma profissão propriamente, e sim uma atividade. Por exemplo, escrever, ajudar, lecionar ou desenhar. E para cada fazer, existem um conjunto de profissões.

É uma boa abordagem para o assunto”, descreve.

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#5 Conheça a si mesmo e ao mercado

As escolhas profissionais estão baseadas em um tripé, segundo a psicóloga: autoconhecimento, o mundo das profissões e o mundo educacional. Simone Pita, professora de carreiras da HSM University, concorda e percebe que os alunos têm muita dificuldade em encontrar sua vocação profissional.

“Eu sempre falo para eles que a gente vive um momento em que é necessário buscar o autoconhecimento. Não existe fórmula pronta.

Primeiro, eles tem que observar suas características pessoais, gostos e traços de personalidade por meio de um exercício diário.

Segundo, é interessante observar as necessidades do mercado e como essas questões pessoais e o que eu desejo para mim podem contribuir para essa realidade. Além disso, conciliar os desejos de carreira com expectativas pessoais”, aconselha.

#6 Confira tendências e realidade profissionais

Contudo, a docente aponta que apenas isso não é suficiente. “Também é preciso analisar as profissões do futuro, ver se existe espaço e demanda para esse tipo de atuação. Porque muitos cargos e posições estão sendo reinventados e alguns não existirão no futuro.

Se o estudante estiver em dúvida sobre sua vocação profissional, é interessante falar com profissionais que atuam na área para entender melhor como é a rotina profissional, as condições de trabalho e o tipo de remuneração para ver se isso realmente se encaixa com as aptidões e anseios dele.

O LinkedIn é uma plataforma muito interessante para isso”, indica.

#7 Faça testes e converse sobre o assunto

Simone também recomenda fazer testes vocacionais para conhecer opções de carreira e analisa que é importante se divertir na busca pela vocação profissional.

“A gente precisa entender que podemos descobrir a nossa vocação muitas vezes conversando com um amigo ou familiares, se relacionando com pessoas, falando do que se deseja em uma carreira porque assim conseguimos pegar dicas e trocar experiências de forma mais fluida”, observa.

Este texto foi originalmente publicado no portal Na Prática, parceiro do Guia do Estudante.

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