Como Saber O Que Sao Contracoes?

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A contração de treinamento, também chamada de contração de Braxton Hicks, pode deixar as gestantes bastante assustadas. Mas, calma! É algo normal e não significa que o bebê vai nascer prematuramente.

Saiba, a seguir, o que são as contrações de treinamento, quais as diferenças entre as contrações de treinamento e as de parto, e o que fazer para lidar com elas.

Índice do conteúdo:

  • O que é?
  • Como identificar?
  • Dicas para aliviar

O que são as contrações de treinamento?

Como Saber O Que Sao Contracoes?

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São contrações que ocorrem antes do bebê nascer, a fim de preparar a gestante para o “grande dia”. É como se fosse um treino para o parto. Elas fortalecem o colo do útero para ele realizar a dilatação necessária no dia do nascimento do bebê.

Como Saber O Que Sao Contracoes?
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Embora sejam naturais, as contrações podem ser desencadeadas devido a alguns fatores, como relações sexuais, atividade física em excesso e até mesmo os movimentos do próprio bebê.

Quando ocorrem?

Normalmente, as contrações costumam acontecer entre o segundo e o terceiro trimestre de gravidez. Porém, não são raras as gestantes que se queixam de sentir as contrações já a partir da oitava semana. É importante lembrar também que nem todas as mulheres sentem as contrações de treinamento.

Como ocorrem?

Se você sentir um desconforto que lembra uma cólica menstrual e sua barriga um pouco endurecida, provavelmente as contrações de Braxton Hicks estão acontecendo. Ao identificá-las, fique tranquila e em repouso, pois são reações naturais do organismo e não costumam durar muito.

Contrações de treinamento X contrações de trabalho de parto

Há uma série de diferenças entre as contrações de treinamento e as contrações de parto. Dê uma olhada!

Como Saber O Que Sao Contracoes?

Contrações de treinamento

  • Desconfortáveis, porém, indolores: as contrações de treinamento são “chatinhas”, mas não causam dor. Lembram a sensação de contração do útero sentidas durante as cólicas menstruais.
  • Param quando você muda de posição: você percebe que são apenas contrações de treinamento quando vira de lado na hora de dormir ou se ajeita no sofá quando está sentada e elas vão embora.
  • Sem aumento de intensidade: o desconforto é aquele e pronto. Não vai piorando ao longo do tempo.
  • Curta duração: elas não acontecem mais do que duas vezes por hora e duram menos de 1 minuto.

Contrações de trabalho de parto

  • Dolorosas: as contrações de trabalho de parto causam dores parecidas com uma cólica, porém bem mais intensas.
  • Não param quando você muda de posição: não adianta mudar de posição ao dormir, nem no sofá, nem em pé, nem agachada… elas são contínuas.
  • Com aumento de intensidade: o grau da dor também vai aumentando entre uma contração e outra. Cada vez mais, até o parto acontecer.
  • Longa duração: as contrações de parto podem acontecer a cada 10 minutos, diminuindo o tempo entre uma e outra, até o momento do parto. Elas também duram, em média, 90 segundos.

Logo, se você se identificar com os sintomas da contração de treinamento, novamente, fique tranquila e repouse. Agora, se você está no final da gestação e se identificou com os sintomas das contrações de parto, comunique seu médico ou médica.

6 dicas para lidar com as contrações de treinamento

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Ainda que as contrações de treinamento sejam naturais e não haja a necessidade de intervenção médica para tratá-las, existem algumas dicas para lidar com o desconforto causado por elas. Veja só!

  1. Beba água: a desidratação pode causar diversas reações nas gestantes. Inclusive, evitar a desidratação do organismo é fundamental ao longo de toda a gestação.
  2. Tome um banho morno: o calor da água pode colaborar com o relaxamento dos músculos uterinos e diminuir as contrações.
  3. Evite fazer grandes esforços: exercitar-se na gestação é muito importante, porém, com cuidados. Nada de atividades intensas que podem colocar em risco a sua saúde e a do seu bebê.
  4. Vá ao banheiro: segurar o xixi pode desencadear uma contração, portanto vá sempre que sentir uma pequena vontade.
  5. Mude de posição: como dito lá em cima, mudar de posição ajuda na diminuição das contrações de treinamento. Não hesite em procurar sempre a posição mais confortável para realizar as suas atividades.
  6. Respire fundo: essa dica é simples, mas vale para muitos momentos de tensão durante a gravidez. Feche os olhos, se concentre na sua respiração e deixe a contração ir embora.

A gravidez é, sem dúvidas, um momento único na vida das mulheres. Várias dúvidas são despertadas e informação é sempre importante. Então, leia também sobre cólica na gravidez e entenda melhor o seu corpo.

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À medida que o grande dia se aproxima, você pode se perguntar se saberá quando está em trabalho de parto. Não se preocupe: o corpo da mulher quase sempre dá os sinais que ela precisa e a sabedoria interior para reconhecê-los.

Sinais de que o trabalho de parto está perto

Existem dois indicadores principais de que você entrará em trabalho de parto dentro de um ou dois dias.

1. Ruptura das membranas (bolsa amniótica)

Você também pode ter ouvido isso sendo chamado de “estouro da bolsa”. A quantidade de fluido amniótico que escapa da bolsa e flui para fora da vagina difere de mulher para mulher. Para algumas é um pingo; para outras pode ser um jorro.

Surpreendentemente, esse precursor do trabalho de parto é um primeiro sintoma em menos de 25 por cento das mulheres; e pode ocorrer durante o parto, em vez de antes dele. Mas quando isso acontece antes do parto, há uma boa chance de que o trabalho de parto comece dentro de 24 horas. Se sua bolsa estourar, avise o seu médico ou parteira imediatamente.

Observe que horas ela estourou, a cor e a quantidade de fluido, e se houve algum odor estranho. Repasse todas essas informações para o seu médico.

2. Tampão mucoso

Nem todas as mulheres notam essa secreção, em algumas, as contrações começam antes de o tampão mucoso ser secretado. Além disso, tenha em mente que o tampão mucoso não é o mesmo que a secreção acastanhada e sangrenta que poderá ocorrer depois de um exame vaginal em uma consulta pré-natal, a qual não é motivo para preocupação.

Os primeiros sinais de trabalho de parto: Contrações

O grande sinal de que você está em trabalho de parto é o início das contrações uterinas regulares. No início, as contrações parecem cólicas menstruais ou uma dor nas costas que vai e vem em intervalos de 20 a 30 minutos.

Aos poucos, a dor se torna mais forte e dura mais tempo. As contrações também se tornam mais frequentes, até que elas vêm em intervalos de três a cinco minutos. Para cronometrar as contrações, anote o tempo exato que cada uma começa e quanto tempo dura.

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Trabalho de parto real ou falso?

Fazendo a ligação

Você deve ligar para o seu médico se achar que está em trabalho de parto. Tenha suas anotações com você enquanto faz a chamada para que possa dar informações precisas sobre seus sintomas.

Não tenha medo de ligar a qualquer hora do dia ou da noite.

O seu médico sabe que o trabalho de parto nem sempre começa no horário comercial, e quando os médicos ou parteiras estão de plantão, eles esperam que o telefone possa tocar – a qualquer hora.

Além disso, tenha em mente que você pode não precisar ir para o hospital imediatamente.

Na verdade, se esse for seu primeiro bebê, a maioria dos médicos ou parteiras sugere que você fique no conforto da sua casa até que as contrações cheguem a intervalos de cinco minutos.

Se você já teve um trabalho de parto anterior e um nascimento, pode ser pedido que você venha ao hospital mais cedo, porque o seu trabalho de parto pode acontecer mais rapidamente.

Como Saber O Que Sao Contracoes?

Perceber que você está em trabalho de parto trará uma mistura de sentimentos, incluindo emoção, descrença e apreensão. Tente manter-se calma e focada. Organize-se para que seu parceiro, familiar ou um amigo esteja com você para ajudá-la a lembrar-se dos seus sintomas, fazer companhia e levá-la para o hospital quando chegar a hora.

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Acima de tudo, saiba que você consegue fazer o trabalho que vem pela frente: trazer seu bebê ao mundo!

Como Saber O Que Sao Contracoes?

Contrações de treinamento: o que são, para que servem e quando surgem

As contrações de treinamento, também chamadas de contrações de Braxton Hicks ou “contrações falsas”, são aquelas que normalmente surgem após o 2ª trimestre e que são mais fracas que as contrações do parto, que surgem mais para o final da gestação.

Estas contrações e treinamento duram em média de 30 a 60 segundos, são irregulares e causam apenas desconforto na região pélvica e costas. Não causam dor, não dilatam o útero e também não possuem a força necessária para fazer com que o bebê nasça. 

Como Saber O Que Sao Contracoes?

Para que servem as contrações de treinamento

Acredita-se que as contrações de Braxton Hicks acontecem para levar ao amolecimento cervical e fortalecimento da musculatura uterina, pois é preciso que o útero esteja macio e as fibras musculares fortes, para que aconteçam as contrações responsáveis pelo nascimento do bebê. É por esse motivo que são conhecidas como contrações de treinamento, pois preparam o útero para a hora do parto.

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Além disso, também parecem ajudar no aumento do fluxo sanguíneo rico em oxigênio para a placenta. Estas contrações não causam a dilatação do colo do útero, ao contrário das contrações do parto e, por isso, não conseguem induzir o nascimento.

Quando surgem as contrações

As contrações de treinamento geralmente surgem por volta das 6 semanas de gravidez, mas só são identificadas pela gestante por volta do 2º ou 3º trimestre, já que têm tendência a iniciar de forma muito leve.

O que fazer durante as contrações

Durante as contrações de treinamento não é necessário que a grávida tenha qualquer cuidado especial, porém, se causarem muito desconforto, é recomendado que a gestante se deite confortavelmente com o apoio de um travesseiro nas costas e embaixo dos joelhos, permanecendo nesta posição por alguns minutos. 

Outras técnicas de relaxamento ainda podem ser usadas como a meditação, yôga ou aromaterapia, que ajudam a relaxar mente e corpo. Veja como praticar a aromaterapia. 

Contrações de treinamento ou verdadeiras?

As contrações verdadeiras, que iniciam o trabalho de parto normalmente surgem a partir das 37 semanas de gestação e são mais regulares, ritmadas e fortes do que as contrações de treinamento. Além disso, são sempre acompanhadas de dor moderada a forte, não diminuem com o repouso e aumentam de intensidade com o passar das horas. Veja melhor como identificar o trabalho de parto.

No quadro a seguir estão resumidas as principais diferenças entre as contrações de treinamento e as verdadeiras:

Contrações de treinamento Contrações verdadeiras
Irregulares, surgindo em intervalos diferentes. Regulares, surgindo a cada 20, 10 ou 5 minutos, por exemplo.
Geralmente são fracas e não pioram com o tempo. Mais intensas e tendem a ser mais fortes com o tempo.
Melhoram ao movimentar o corpo. Não melhoram ao movimentar o corpo.
Causa apenas ligeiro desconforto no abdômen. São acompanhadas de dor forte a moderada.

Caso as contrações fiquem com intervalos regulares, aumentam de intensidade e causem dor moderada, é indicado ligar para a unidade onde o pré natal está sendo feito ou ir até a unidade indicada para o parto, principalmente se a mulher já tiver com mais de 34 semanas de gravidez.

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Como saber se estou em trabalho de parto? Observe os principais sinais do seu organismo

Esta é uma das questões que mais preocupam as grávidas. O início do trabalho de parto é diferente para cada mulher: algumas sabem imediatamente quando estão realmente no processo de nascimento. Outras podem confundir esse estágio inicial do processo, com gases, azia, dor lombar ou indigestão. Existem três sinais distintos que indicam que o trabalho de parto começou:

1.º Contrações regulares

As contrações, percebidas por algumas mulheres como endurecimento da barriga, são sentidas no abdome – na parte inferior – ou nas costas.

Elas ocorrem porque o útero está se contraindo e relaxando ao mesmo tempo, movimento que vai ajudar a abrir o colo e empurrar o bebê para o canal de nascimento.

Durante o estágio inicial do trabalho de parto, as contrações são sentidas como cólicas menstruais. Quando o processo de nascimento começar verdadeiramente as contrações se tornam regulares.

Nos estágios iniciais, geralmente ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos e duram entre 30 e 45 segundos. Conforme o trabalho de parto avança, essas contrações ficam mais frequentes e duram em torno de 60 segundos.

Na fase em que sentir de 2 a 3 contrações em 10 minutos e que duram por volta de 45 segundos ou mais, a gestante deve procurar o hospital e avisar seu médico.

As contrações se mantêm constantes, mesmo quando a grávida deita ou anda.

Se perceber contrações regulares e dolorosas antes da 37.ª semana, a gestante deve procurar imediatamente seu médico ou hospital, pois pode estar em trabalho de parto prematuro.

2.º Perda de água pela vagina

A perda de água pela vagina indica a ruptura das membranas, ou “bolsa das águas”, que mantêm o líquido amniótico durante a gravidez.

Quando isso ocorre, a grávida não sente dor, apenas a sensação de uma água morna escorrendo pelas pernas. Ela pode se romper no começo ou só no final do trabalho de parto.

É importante que a grávida avise o médico quando suspeitar da perda de líquido, especialmente se a ruptura ocorrer antes do início do trabalho de parto.

Usualmente, a mulher sente a perda de meio litro de água, mas a quantidade vai depender de onde a bolsa rompeu.

Em casos de rupturas altas, a perda de líquido pode ser pequena, apenas suficiente para umedecer a calcinha, sem escorrer. Você poderá continuar perdendo líquido conforme seu bebê continua a produzi-lo.

Tenha em mente que isso é natural, uma parte saudável de seu trabalho de parto, e não machuca seu bebê.

Muitas mulheres confundem perda de urina e corrimento vaginal excessivo com o rompimento da bolsa. Mas é relativamente simples diferenciá-los.

Quando a gestante esvazia a bexiga e aparentemente a perda de água desaparece, então provavelmente trata-se de incontinência urinária, e não ruptura das membranas.

Se o líquido é pegajoso, então provavelmente é corrimento. Quando não há uma certeza, o melhor é procurar o médico.

3.º Eliminação do tampão mucoso

Durante as últimas semanas de gravidez, o colo começa a ficar fino e dilatar em preparação para o parto, o que pode ocasionar a perda de um tampão mucoso. Quando isso ocorre, a grávida nota a saída de uma substância mucosa pela vagina, com alguns filetes de sangue.

Este não é exatamente um sinal de trabalho de parto, e sim que ele está se aproximando. Na verdade, o trabalho de parto, às vezes, só começa vários dias depois desse sinal. Qualquer quantidade de sangue maior que os filetes acima descritos deve ser relatada a seu médico.

Falso trabalho de parto

Contrações uterinas no final da gravidez são comuns. Por isso é preciso aprender a diferenciar as falsas – que não causam dilatação do colo do útero – das verdadeiras, que indicam o começo do trabalho de parto.

Alguns sinais ajudam: as contrações do falso trabalho de parto são irregulares; uma mudança de atividade, ou mesmo de posição, resulta na diminuição das intensidades das contrações. Não é raro ter um ou dois episódios de falso trabalho de parto durante a gravidez.

Quando não tem certeza, o melhor é a gestante procurar seu médico ou hospital.

Quando chamar seu médico

Durante a gravidez, tire suas dúvidas com seu médico sobre quando chamá-lo. Juntos, vocês determinarão qual a frequência e duração de contrações necessárias para que o médico seja localizado. Geralmente os obstetras pedem para serem chamados quando as contrações ocorrem duas ou três vezes a cada 10 minutos.

É importante também ficar atenta a estes três aspectos:

  1. Gestantes com tendência a partos rápidos devem chamar o médico logo no início das contrações uterinas regulares.
  2. Quem já passou da data provável do parto e ainda não sentiu as contrações também devem entrar em contato com o obstetra.
  3. Quando ocorre o rompimento da bolsa das águas também é o caso de falar com o médico.

Cronometrando as contrações

Ajuda a determinar em que estágio do trabalho de parto a gestante está. Pode-se medir a frequência das contrações controlando o tempo entre o início de uma e o início de outra. O parceiro poderá ajudar observando o intervalo entre as contrações, assim como a duração de cada uma.

Tipos de Contrações – Que contrações existem?

Em breve notará as primeiras contrações da gravidez. Estas são as contrações de Braxton Hicks, com as quais o útero se prepara para o parto bem antes da data marcada para o mesmo.

Do ponto de vista fisiológico, o útero é um músculo grande cuja atividade, ao contrário de outros músculos, você não pode controlar. Durante uma contração, esse músculo contrai-se automaticamente. Ainda falta aprofundar os estudos sobre o mecanismo através do qual as contrações se desencadeiam.

Os médicos e cientistas só conhecem alguns fatos sobre isso, ou seja, como a oxitocina, a hormona da sexualidade e das contrações é essencial para que estas funcionem. Quando as contrações são insuficientes e o trabalho de parto se bloqueia de forma permanente, a variante sintética da oxitocina, Syntocinon, pode ser administrada por via intravenosa.

Do ponto de vista médico, as contrações são divididas em contrações da gravidez e contrações do parto. Com exceção das verdadeiras contrações prematuras, que indicam parto prematuro ou um aborto, as contrações da gravidez são totalmente inofensivas para o bebé e para a continuidade da gravidez.

Contrações de Braxton Hicks: treino de longa duração para o parto

As primeiras contrações que sentirá são as contrações de Braxton Hicks, que deve o seu nome ao ginecologista britânico Braxton Hicks, quem as descobriu. Também são conhecidas por “falsas contrações de trabalho de parto”.

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A maioria das mulheres sentem-nas pela primeira vez a meio da gravidez, entre a 20ª e a 25ª semana, mas algumas começam a notá-las antes. Os músculos do útero contraem-se por um período de tempo, entre meio minuto e um minuto. Enquanto a contração ocorre, a barriga fica muito dura. As contrações de Braxton Hicks:

  • Causam pouca dor.
  • São irregulares.
  • Abrandam lentamente.

As contrações de Braxton Hicks não influenciam no orifício uterino, pois este dilata-se com as verdadeiras contrações do parto. Regra geral, essas contrações não ocorrem mais de três vezes por hora e geralmente não se intensificam.

Contrações Prévias ao trabalho de parto: o seu corpo faz os últimos preparativos para o parto

Se este é o seu primeiro filho, por volta da 36ª semana de gravidez, provavelmente notará uma dor abdominal intensa, acompanhada de dor nas costas e na virilha. A sua barriga ficará muito dura, e o útero e o bebé pressionarão a bexiga com força.

Com essas sensações físicas, notará as contrações prévias ao parto, com as quais o seu corpo faz os últimos preparativos para o nascimento do bebé. Até o início do parto ainda pode demorar dias ou semanas. As mães experientes sabem disso e muitas vezes percebem essas contrações um pouco antes do que as “novatas” As contrações prévias típicas:

  • Não são muito dolorosas, tal como as Braxton Hicks.
  • Aparecem em intervalos irregulares.
  • Descem de intensidade paulatinamente e desaparecem.
  • Dores de encaixe do bebé: ele prepara-se para o parto

Muitas vezes, as contrações prévias ao trabalho de parto tornam-se em contrações de encaixe do bebé mais dolorosas. Nas mães principiantes, geralmente não aparecem antes da 36ª semana. Essas contrações empurram a cabeça do bebé até à pélvis, de modo a colocar a mesma na posição para o parto.

Se essas dores lhe incomodam bastante, um banho quente ajuda a aliviá-las. Além disso, são uma boa oportunidade para praticar as técnicas de respiração que já conhece do curso de preparação para o parto. Se não tiver a certeza se estas contrações estão a iniciar o trabalho de parto ou não, fale com a parteira ou com o médico.

As dores de encaixe do bebé aliviam a mãe em alguns aspetos durante a última fase de gravidez. Assim que a cabeça do bebé estiver na região inferior da pélvis, será menos difícil para si respirar e comer. No entanto, de agora em diante, notará intensamente a pressão da cabeça do bebé no pavimento pélvico quando se sentar.

Contrações Uterinas Prematuras: podem aparecer em qualquer fase da gravidez

Ao contrário das outras contrações da gravidez, as uterinas prematuras não são inofensivas, pois podem causar parto prematuro. Os possíveis sintomas são:

  • Mais de três contrações por hora antes da 36ª semana de gravidez.
  • Dores que se intensificam.
  • Contrações em intervalos cada vez mais curtos.
  • Contrações e corrimento vaginal aguado ou ensanguentado, ou com dor nas costas.

Se notar um ou mais destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. As contrações prematuras podem indicar que excedeu a sua saúde física ou mental e que deve relaxar até que a gravidez termine.

O descanso, a tranquilidade e o magnésio ajudam com estas contrações. Se isto não tiver efeito, provavelmente será internada no hospital. Os médicos farão tudo o que estiver ao seu alcance para manter a gravidez durante o máximo de tempo possível, inibindo as contrações, entre outros meios.

Contrações de Dilatação: o parto anuncia a sua chegada

O processo de trabalho de parto começa com as contrações de dilatação, com as quais o útero se contrai em intervalos regulares, cada vez mais curtos. No início, essas contrações assemelham-se a uma dor menstrual e a sua intensidade aumenta gradualmente. As contrações de dilatação abrem o orifício uterino, que estava fechado, até cerca de dez centímetros para o bebé poder nascer.

As contrações de dilatação:

  • Aparecem regularmente, no início em intervalos irregulares, depois a cada dez minutos ou mais e, finalmente, a cada dois minutos e meio ou até mais frequentemente.
  • Duram cerca de um minuto e meio cada uma.
  • Começam por ser leves, atingem um ponto máximo e enfraquecem gradualmente.

Não precisa de ir imediatamente ao hospital quando as primeiras contrações de dilatação aparecerem. De facto, muitas parteiras recomendam que as gestantes fiquem em casa o maior tempo possível para ganhar forças para o parto.

É hora de avisar a parteira ou ir ao hospital quando uma das contrações de dilatação durar entre um minuto e um minuto e meio, se não se sentir mais à vontade em casa ou se precisar de instruções para respirar, ou algum analgésico.

Independentemente da intensidade e duração das contrações terá que ir imediatamente para o hospital quando o saco amniótico rebentar.

Contrações de “Pressão”: o bebé quer sair

Quando começa a fase de expulsão já não será capaz de resistir ao desejo de empurrar. As contrações de “pressão” empurram o bebé para fora da vagina, que é o ponto mais estreito do canal de parto.

Uma vez que a cabeça tenha passado por este ponto, o resto do corpo geralmente escorrega sem problemas, com a ajuda de mais algumas contrações.

Poucos minutos depois, terá o seu filho nos seus braços pela primeira vez.

Contrações “Posteriores” (fim da gravidez): agora também se desprende a placenta

Com a ajuda de contrações posteriores, a placenta também se desprende. Em comparação com as verdadeiras contrações de trabalho de parto, estas são muito mais fracas e parecem uma dor menstrual intensa. Geralmente duram entre dez e 15 minutos.

Se amamenta o bebé, isso também causa contrações no útero, as quais param a hemorragia. A responsável por isso é a hormona da amamentação e da sexualidade, a oxitocina, cuja produção é fomentada através do reflexo de sucção do bebé ao mamar.

A oxitocina é importante para o aumento do leite e, ao mesmo tempo, promove a involução uterina. Desta forma, evita hemorragias posteriores e inflamações do útero, o que se conhece como endometrite. Devido aos efeitos da oxitocina, vários dias após o parto, ainda sentirá essas contrações pontualmente.

A hora certa de ir para a maternidade

Quando a gestação vai chegando ao fim, vem a ansiedade de saber quais os sinais do trabalho de parto e, principalmente, o momento certo de acionar o médico ou ir para a maternidade. O ginecologista e obstetra da Unimed Vitória Jonnymar Lima, referência do Programa Viver Gestante, explica que a primeira etapa consiste no período chamado pródromos.

“É a primeira fase do parto. Pode ocorrer a perda do tampão mucoso – secreção bege que pode aparecer na calcinha, as vezes descrito como uma secreção semelhante ao catarro com surgimento de sangue ou não. Nesta fase, a gestante começa a sentir contrações, sensação de barriga dura, associada a cólicas, sendo que essas contrações são bem espaçadas durante o dia”, explica o médico.

Depois, vem a fase latente. “Nessa etapa, as contrações são suportáveis e têm intervalos irregulares, ou seja, uma pode vir com intervalo de cinco minutos e a outra com intervalo de 15 minutos”, pontua. Algumas mulheres relatam a dor desse período como semelhante à cólica menstrual, que pode ser mais forte ou mais fraca.

Quando está nessa etapa, a mulher é orientada a passear no parque, sair para comer, e fazer pequenas caminhadas, o que ajuda na descida do bebê na pelve. “Dá para ver filmes, conversar com tranquilidade, dormir, fazer um bolo, entre outras tarefas que ajudem a distrair a mente pois ainda não é a hora de ir para a maternidade”, diz o obstetra.

Fase ativa

Todas as mulheres vão perceber: existe uma diferença muito grande entre a fase latente e a fase ativa.

“A fase ativa, geralmente, começa quando a mulher está apresentando contrações de forte intensidade e com intervalos mais curtos, geralmente de 5 em 5 minutos, progressivamente diminuindo esse intervalo até o parto”, relata Jonnymar Lima. Este é o momento que vai culminar com o nascimento do bebê, ou seja, é a hora de estar na maternidade.

Na fase ativa, ocorre a dilatação do colo do útero chegando ao máximo de dilatação que são 10 cm e culminando com o nascimento fetal. “Pode ter uma duração média de 10 a 14 horas. É nesta etapa que são oferecidos mecanismos de alívio da dor não farmacológico (exercícios, banho quente, massagens, entre outros) e farmacológicos como analgésicos e analgesia (peridural)”.

Bolsa

O médico assinala que a bolsa pode romper em quatro situações: romper de forma espontânea fora do trabalho de parto, romper durante as contrações, romper no período expulsivo (quando a cabeça do bebê se exterioriza).

E o obstetra pode, em algumas situações, romper a bolsa. “Existem alguns casos em que o bebê nasce e permanece na bolsa de águas (parto empelicado). Posteriormente, ocorre a ruptura”, destaca.

Ele alerta ainda que, rompendo a bolsa, a gestante deve ir para a maternidade mesmo não estando na fase ativa.

Atenção: a gestante também deve procurar a maternidade se observar sangramento, perceber parada de movimentação fetal ou estiver com a pressão alta. “Náuseas e vômitos que não melhoram com medicação e dor de cabeça intensa também são razões para procurar a maternidade”, orienta o especialista.

Sinais que indicam que a gestante está começando o trabalho de parto

Tem gestante que sente exatamente quando a hora em dar à luz está chegando.

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No entanto, há quem confunda o estágio inicial do trabalho de parto com sintomas como gases, azia, dor lombar, indigestão ou diarreia.

Compreender as diversas mudanças que ocorrem no corpo de uma grávida e os sinais que indicam que o nascimento do bebê está próximo pode ajudar a mulher a se preparar para o parto e ter uma experiência saudável.

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Segundo Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, o trabalho de parto ocorre, gradualmente, podendo levar horas e até dias, até que a gestante perceba que as sensações fazem parte do início do nascimento do bebê.

— À medida que o parto se aproxima, o corpo da gestante sofre mudanças, uma delas é a eliminação do tampão mucoso pela vagina. É uma secreção gelatinosa branca que pode ter um pouco de sangue e ficar avermelhada ou marrom. O tampão mucoso está associado ao afinamento do colo do útero e início da dilatação. Isso pode ocorrer dias antes das contrações começarem – explica.

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É importante destacar que, ao entrar em trabalho de parto, a gestante sente contrações no abdome e nas costas que vão se tornando dolorosas, frequentes e intensas.

A partir do sétimo mês já é possível sentir algumas contrações uterinas, porém são mais fracas, rápidas e demoram para se repetir, diferentemente das contrações do trabalho de parto.

A melhor maneira de se certificar de que essas contrações sinalizam o início do trabalho de parto e não um alarme falso, é cronometrá-las.

— Marque os horários em que as contrações começam e quanto tempo duram, monitore-as por duas horas. Se ela não avançar ou der uma pausa, comece a cronometrar novamente para notar se houve alguma mudança. As contrações merecem mais atenção quando tiverem duração de 30 segundos com intervalos de cinco minutos entre elas – detalha a ginecologista.

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O trabalho de parto é diferente em cada mulher. Algumas gestantes notam os sintomas rapidamente, enquanto outras demoram a sentir contrações. Para aquelas que estão passando pela situação pela primeira vez, o trabalho de parto costuma durar até 16 horas.

Já na segunda gestação esse período fica em torno de 7h ou 8h. A dor e o cansaço sentidos no trabalho de parto também variam entre as gestantes. Por isso, é importante a futura mamãe não criar expectativas a partir de comentários de outras gestantes. Identificar os principais sinais do trabalho de parto serve de alerta e ajuda a grávida a perceber se é o momento certo de ir para o hospital.

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  • Colo do útero
  • O colo torna-se cada vez mais fino, amolecido, e dilata em até 10 centímetros.
  • — Essa mudança do colo do útero pode ser comprovada por meio do exame de toque feito pelo obstetra – ressalta a ginecologista.

Para diagnosticar trabalho de parto o colo tem que estar mais fino e acima de 3 – 4 cm de dilatação. Durante o trabalho de parto a dilatação aumenta cerca de 1 cm por hora.

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Contrações

Elas acontecem em intervalos regulares e cada vez menores, tornando-se mais longas e intensas. A gestante deve ficar atenta para não confundir as contrações de trabalho de parto com as de Braxton Hicks.

— É normal sentir dificuldade na hora de diferenciar uma contração verdadeira do alarme falso. As contrações que não dilatam o colo uterino são conhecidas como trabalho de parto “falso”. Já as verdadeiras são mais demoradas, fortes e têm intervalos menores entre elas – diz Erica Mantelli.

  1. Durante o trabalho de parto as contrações duram em média 30 – 40 segundos, com frequência de 2 – 3 contrações a cada 10 minutos.
  2. Dores no corpo
  3. A gestante sente uma dor constante na parte inferior das costas ou no abdome, ficando mais forte conforme aumenta a dilatação.
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  5. Saída do tampão mucoso

No final da gestação, o colo começa a dilatar e ficar fino, causando a perda do tampão mucoso. A partir disso, a mulher irá notar a saída de uma secreção de muco amarronzado ou avermelhado.

— Isso mostra que o trabalho de parto está se aproximando. Geralmente, a gestante entra em trabalho de parto após ocorrer a saída dessa secreção – afirma Erica Mantelli.

A bolsa rompeu

Isso indica a ruptura das membranas conhecida como bolsa d'água, onde fica o líquido amniótico.

— Quando a bolsa se rompe, a gestante não sente dor, apenas a sensação de uma água morna escorrendo pelas pernas, podendo ser confundido com urina.

A diferença é que o líquido amniótico é transparente como água, e em algumas situações pode estar esverdeado (se o bebê tiver evacuado, podendo ser sinal de sofrimento fetal). Normalmente, a mulher perde meio litro de água, mas a quantidade depende se a bolsa rompeu por completo.

Em casos de rupturas altas, a perda de líquido pode ser pequena, apenas suficiente para umedecer a calcinha, sem escorrer – explica a ginecologista.

Qualquer perda de líquido deve ser avaliada pelo obstetra, para identificar se não é líquido amniótico ou corrimento vaginal.

A coloração do líquido amniótico é muito importante para demonstrar se o bebê está bem ou não, então procure médico o quanto antes.

Vale destacar que nas últimas semanas de gestação, é comum ocorrerem contrações irregulares e indolores, sem que isso signifique o início do trabalho de parto.

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Não hesite em ligar para o obstetra ao notar qualquer mudança, contração frequente, perda de líquido ou sangramento, principalmente se for antes de completar a 37ª semana de gestação. É importante tirar todas as dúvidas em relação às contrações para identificar se a hora do parto está próxima.

  • — Alerte seu médico ao sentir um aumento na pressão pélvica, apresentar sangramento vaginal e/ou secreção abundante ou notar diminuição acentuada no nível de atividade do bebê – alerta a médica.
  • A gestante deve ir ao hospital quando as contrações durarem 30 segundos ou mais, com cinco minutos de intervalo entre elas, por pelo menos uma hora.
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Será trabalho de parto?

  • 13/11/2020
  • familia Theia
  • parto

Escrito por Família Theia e Dra Danielle Domingues (ginecologista e obstetra)

Uma das dúvidas mais frequentes no final da gestação é quais são os sinais de trabalho de parto e quando é o melhor momento para ir à maternidade. Para entender o que é trabalho de parto é importante saber como ele ocorre.

É muito comum sentir contrações de treinamento no último trimestre da gravidez que são contrações esporádicas e irregulares, sentidas como um endurecimento da barriga, normalmente indolor ou com leve desconforto. Esse tipo de contração pode melhorar com repouso ou medicação simples para dor.

Mas afinal o que é trabalho de parto?

Consideramos trabalho de parto quando a grávida começa a ter contrações regulares que modificam o colo do útero, ou seja, ele começa a dilatar e a afinar, chegando à dilatação total de 10 cm.

Inicialmente a gestante passa pela fase de latência, com dilatação até 5 cm e costuma durar até 12 horas. Nessa fase as contrações não são tão frequentes.

Quando atinge essa dilatação, normalmente se inicia a fase ativa do trabalho de parto, quando as contrações passam a ser mais dolorosas e normalmente a cada 5 minutos ou menos. Esse é o melhor momento para ir para a maternidade.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a fase ativa costuma durar até 12 horas nas pacientes que estão no primeiro parto ou 10 horas naquelas que já tiveram partos normais antes.

Quer saber o que levar para a maternidade? Leia mais no nosso guia Arrumando a mala da maternidade com especialistas.

E rompimento da bolsa, o que é?

Normalmente acontece uma perda de grande quantidade de líquido amniótico, que escorre pelas pernas e com um odor típico (semelhante a água sanitária). Na maioria das mulheres, isso ocorre durante a fase ativa do trabalho de parto, mas numa pequena parcela pode não romper ou até ocorrer antes das contrações, ou seja, antes de entrar em trabalho de parto.

  1. É importante ir à maternidade quando ocorrerem os seguintes sintomas:
  2. Contrações regulares a cada 5 minutos, normalmente dolorosas;
  3. – Perda de líquido em grande quantidade;
  4. – Sangramento vaginal;
  5. – Diminuição da movimentação do bebê (mais de 4 a 6 horas sem mexer).
  6. Saiba mais sobre o que é parto induzido, como é parto normal, parto cesárea e parto humanizado.

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