Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?

Ao contratar uma proteção veicular, o consumidor recebe a apólice de seguro. No documento estão registradas as coberturas escolhidas, assim como os dados do veículo e as franquias disponíveis. Certos de que muitos termos podem causar dúvidas nos motoristas, explicamos cada seção do contrato.

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O que é a apólice de seguro

  • De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a apólice do seguro do carro é o documento emitido pela empresa formalizando a aceitação da cobertura solicitada pelo consumidor.
  • O seguro, por sua vez, é o contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a outra pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos previstos nas condições contratuais.
  • O segurador e o segurado são obrigados a guardar, no contrato de seguro, a mais estrita boa-fé e veracidade a respeito do objeto segurado e das declarações a ele concernentes.

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?Verificar todas informações registradas na apólice de seguro auto é essencial (Foto Shutterstock)

A primeira parte o documento registra os dados do segurado, do corretor e da seguradora, incluindo telefones, para que as partes consigam entrar em contato em casos de necessidade.

Logo abaixo, os dados do seguro. Essa seção da apólice traz informações muito importantes, como:

  • Código de Identificação (CI);
  • Tipo de Seguro; e
  • Classe de Bônus.

Bônus da apólice de seguro

O bônus é o critério definido pela seguradora para permitir uma redução no valor do prêmio quando o segurado apresentar um número de anos sem sinistros (acidentes).

Vale ressaltar que a SUSEP não define regras para a aplicação ou suspensão de bônus. Por essa razão, consulte o seu corretor e entenda como funciona a política na seguradora que escolheu.

A próxima parte da apólice de seguro auto é a que aponta os dados do bem segurado. Nela, informações como veículo, fabricante, modelo, ano de fabricação, placa, combustível, blindagem, CEP de pernoite, alienação e isenções são registradas.

Importante conferir os dados ao receber o contrato, já eles são essenciais para a garantia da prestação dos serviços.

Coberturas

Em seguida, as coberturas incluídas no contrato são descritas no documento.

As coberturas geralmente oferecidas pelo seguro de carro – chamadas de “compreensiva” – são: colisão, furto/roubo e incêndio (perda parcial e perda total).

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?Confira quais são as cobertura inclusas no seguro do seu carro

A cobertura do seguro de automóvel pode, ainda, ser conjugada com cobertura de responsabilidade civil facultativa de veículos (RCF-V) e de acidentes pessoais para passageiros (APP).

A cobertura de RCF-V pode ser dividida em duas modalidades: a que cobre danos materiais causados a terceiros (DM) e a que cobre danos corporais causados a terceiros (DC).

O valor da indenização integral é recebido quando os prejuízos resultantes de um mesmo sinistro atingirem ou ultrapassarem 75% (ou percentual inferior, quando previsto na apólice) do valor contratado pelo segurado. Em caso de roubo ou furto do veículo sem que o mesmo seja recuperado também aciona a indenização integral.

Franquias na apólice do seguro de carro

Depois das coberturas, a apólice de seguro automotivo trata das franquias.

A franquia é, de acordo com a Susep, o valor expresso na apólice do seguro que representa a parte do prejuízo que deverá ser arcada pelo segurado em casos de sinistro.

Se o consumidor esbarra o carro, por exemplo, deve avaliar se o conserto será mais caro ou mais barato que o valor da franquia. Isso porque, se o valor do prejuízo de determinado sinistro não superar a franquia, a seguradora não indenizará o segurado.

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?Nem todos os sinistros são passíveis de franquia

Quando pagar franquia?

  1. A franquia não poderá ser cobrada do segurado nos casos de sinistro com indenização integral por qualquer causa, além dos sinistros que resultarem de incêndio, queda de raio e/ou explosão, ainda que esses acarretem indenizações parciais.

  2. Entretanto, se o veículo roubado/ furtado for recuperado e necessitar de conserto, o segurado arcará com a franquia, pois neste caso a indenização é parcial (desde que o prejuízo não ultrapasse o percentual máximo previsto na apólice).

  3. O segurado arcará com tantas franquias quantas forem os sinistros.

Questionário de risco

As duas últimas seções da apólice de seguro são questionário de risco e pagamento.

No questionário de risco, o segurado responde as questões referentes aos perigos a que o veículo está exposto. As informações são usadas para calcular o valor do seguro. Veja exemplos:

  • Estado civil do condutor principal;
  • Relação direta com pessoas na faixa etária de 17 a 25 anos;
  • Estacionamento ou garagem; e
  • Quilometragem que o veículo deverá percorrer em um ano.

Para que não haja uma possível negativa de sinistro, todas as informações devem ser respondidas verdadeiramente.

Dados de pagamento

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?O prêmio total é composto pelo prêmio líquido, impostos e juros

O que é o prêmio do seguro?

O prêmio descrito na apólice do seguro auto é o valor que o segurado paga à seguradora para transferir a ela o risco relativo ao seu bem. Pagar o prêmio é uma das principais obrigações do segurado.

O valor do prêmio, como foi dito, será fixado pela seguradora a partir das informações que lhe foram enviadas sobre o bem segurado (automóvel) e, em geral, sobre o segurado e o condutor (questionário de avaliação de risco).

O I.O.F, adicionado ao prêmio líquido, é o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros. Um tributo federal criado em em 1990.

Antes de escolher uma seguradora, acesse o site da Susep e confira se a empresa está autorizada a prestar o serviço.

4 situações em que NÃO deve acionar o seguro do carro

Há casos em que acionar o seguro do carro é perda de tempo. Como quando ocorre um pequeno arranhão no seu veículo. Acompanhe o texto e saiba tudo sobre quando não acionar o seguro auto.

Se você possui um seguro auto, sabe que o seu veículo está protegido, e por isso, provavelmente, trafega mais tranquilamente pelas ruas.

Ainda assim, alguns prejuízos não são quitados pela seguradora, e não adianta acionar o seguro do carro.

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  • Afinal, não são todos os sinistros cobertos por um seguro de veículo.
  • Diferente do que muita gente pensa, a primeira coisa a se fazer após um sinistro não é acionar o seguro do carro.
  • Na verdade, o usuário precisa avaliar o dano ao veículo, e então decidir se vale a pena acionar a proteção.
  • Por mais que pareça estranho, em algumas situações não compensa, financeiramente, acionar o seguro.
  • Nelas, é melhor resolver a situação de outra forma, geralmente assumindo os prejuízos do próprio.
  • Acompanhe a seguir os cenários em que não é indicado acionar o seguro do carro.

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?

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Quais as situações em que o usuário não deve acionar o seguro do carro?

Precisa de um guincho 24 horas, mecânico 24 horas ou outras proteções, mas não sabe se deve acionar seguro de veículo?

Confira aqui situações em que você não deve acionar o seguro do carro!

1. Quando o seguro não possui a cobertura

  1. Como já citado, o seguro de carro nem sempre cobre tudo o que acontece com o veículo.
  2. Na verdade, a seguradora só garante a proteção contra os itens que você contratou.
  3. Imagine que você possui um seguro básico, que só cobre roubo, furto e incêndio.

  4. Caso uma colisão aconteça, a seguradora não cobrirá os danos.
  5. Afinal, o seu plano não possui essa cobertura.
  6. Por isso, antes de contatar a seguradora, saiba muito bem o que sua apólice contempla e quais são os serviços que você pode ou não utilizar.

  7. As coberturas mais comuns são as que protegem o carro contra furto, roubo, colisão, incêndio e queda de raios.
  8. Além dessas, o consumidor pode adquirir coberturas adicionais, como para a proteção de acessórios (como o kit gás) e para o uso da assistência 24 horas.

  9. Na hora de definir as melhores coberturas ao seu veículo, será interessante contar com um corretor.
  10. Especialista no assunto, ele poderá te auxiliar na definição das proteções essenciais, e das dispensáveis.

  11. Para um usuário que não possui rádio veicular, por exemplo, a proteção para o equipamento é desnecessária.
  12. O custo de um seguro é definido com base nas coberturas contratadas.
  13. Ele também varia por seguradora, além de pelo perfil de risco do usuário.

  14. Quanto maior as chances de um indivíduo sofrer um sinistro, mais caro costuma ser seu seguro.
  15. Para essa análise, são considerados dados como a idade do motorista, tempo de habilitação, histórico de sinistros e número de condutores do veículo.

2. Acidente provocado por terceiro

  • A regra é simples: quem provoca o acidente e os danos é o responsável pelo pagamento do reparo de todos os veículos envolvidos.
  • Assim, se você estava andando pela rua e um carro bateu no seu, ele deverá providenciar os reparos.
  • Logo, você não precisará acionar o seu seguro.
  • Se o terceiro possui um seguro, ele poderá acionar a cobertura de Responsabilidade Civil do plano dele.
  • Caso ela ou o seguro não existam, será preciso que ele arque com o prejuízo tirando valores do próprio bolso.
  • Para maior segurança de que o seu prejuízo será pago, é importante registrar um Boletim de Ocorrência na polícia.
  • O documento permitirá que, se problemas acontecerem, o motorista vitimado abra processo judicial contra o culpado pelo acidente.
  • Apesar da obrigação de pagamento pelo culpado infelizmente ela nem sempre ocorre.
  • Como no caso da fuga do outro motorista, sem que seja possível identificá-lo.
  • Nessas situações, o usuário pode acionar o seu seguro para fazer a reparação do veículo.
  • Aqui, a seguradora poderá não cobrar franquia, já que a culpa do ocorrido foi de um terceiro.
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Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?

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3. Pequenos danos e avarias

  1. Você já parou para verificar qual o valor da sua franquia de seguro?
  2. O mais comum é que ela possua valores acima de R$ 1 mil, pois assim a divisão de custos entre segurado e seguradora é mais equilibrada.

  3. A franquia é a parcela de responsabilidade do consumidor no pagamento de danos parciais.
  4. Danos parciais ocorrem quando o custo do reparo é menor do que 75% do valor do carro.
  5. Luís contratou um seguro com franquia de R$ 1 mil, e bateu o carro.

O custo para o reparo será de R$ 2.500, valor menor do que 75% do valor do carro.

Logo, para o conserto do veículo, Luís terá que pagar R$ 1 mil à oficina (já que este é o valor da sua franquia).

Já a seguradora irá quitar os R$ 1,5 mil restantes.

Casos de perda total não cobram franquia

  • Tudo isso quer dizer que, ao acionar o seguro por um sinistro parcial, o usuário precisa pagar sua franquia de seguro para ter o veículo reparado.
  • Porém, se o valor do reparo for menor do que a franquia, a seguradora não arcará com o prejuízo.
  • Até porque, a opção não compensaria ao usuário.
  • Por exemplo: seu carro sofreu um pequeno amassado, com custo de R$ 400 para o conserto.
  • O valor é bem menor do que a sua franquia de R$ 1 mil, e por isso vale mais a pena levar o carro amassado à oficina por conta própria.
  • Outra vantagem de não acionar o seguro do carro é que, assim, o usuário mantém a sua classe de bônus.
  • Os bônus funcionam como pontos, que são acumulados todas as vezes que o seguro é renovado sem nenhum sinistro ocorrido no contrato anterior.
  • É possível chegar a até 10 classes de bônus, e cada uma delas rende um percentual de desconto no custo do seguro.

4. Quilometragem acima da contratada

  1. A assistência 24 horas pode ser bastante útil para te ajudar em casos de problemas mecânicos, elétricos ou pane seca.
  2. A questão é que, muitas vezes, ela possui um limite de quilometragem para atender aos segurados.

  3. Isso significa, por exemplo, que se o limite é de 20 km, e você está a 100 km da sua cidade de residência, o serviço não será autorizado pela seguradora.
  4. Por isso, é melhor não acionar o seguro do carro.
  5. Se você viaja muito, compensa mais ter uma quilometragem ilimitada.

  6. Assim, você poderá ser atendido em todo país.
  7. Caso contrário, estará por conta própria.
  8. É importante dizer, de qualquer forma, que o acionamento da assistência 24 horas e do guincho não configuram um sinistro.
  9. Por isso, não há o pagamento da franquia, e a classe de bônus não é afetada.

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Quando perco o bônus do seguro ao acionar a seguradora? 

Quando você contrata o seguro auto, é importante saber sobre a classe de bônus do seguro. Saiba que se trata de uma pontuação que, ao renovar o contrato converte em desconto no seguro de carro. 

Mas, conforme você aciona o seguro para carros, vai perdendo pontuação. Porém, essa perca não ocorre em todos os tipos de proteção. Então, veja com sua seguradora sobre a questão. 

Vale saber que essa pontuação varia de 0 a 10 e diz respeito a uma porcentagem de desconto. Assim sendo, além de saber sobre as situações em que você não deve acionar o seguro do carro, é importante saber que, ao acionar e conforme o tipo de sinistro, você perde pontuação no bônus do seguro auto. 

Além disso, algumas seguradoras não diminuem a pontuação do bônus em caso de guincho 24 horas, para carros ou guincho para moto, conserto de farol, conserto radiador, funilaria de moto ou carro, carro arranhado ou chaveiro para chave do carro.

Mas pode tirar a pontuação para o acionamento de um mecânico 24 horas, em caso ou não de carro amassado.  

Portanto, é importante que você se informe sobre o que diminui o bônus do seguro. Afinal, se você quer economizar e contratar ou renovar um seguro de moto barato ou de outros veículos, o bônus vai te ajudar. 

Quando ACIONAR o seguro do carro?

  • Fora as situações citadas antes, você sempre pode acionar o seguro do carro.
  • Afinal, a proteção é contratada exatamente para que você possa contar com a seguradora em caso de sinistro.
  • Assim que um sinistro acontece, é importante que o usuário entre em contato com a seguradora.
  • Geralmente, esse contato pode ser feito por um número de telefone disponibilizado pela empresa.
  • Algumas seguradoras também trabalham com aplicativos próprios.
  • Então, o segurado pode acessar seu smartphone e registrar o ocorrido.
  • Em situações como colisões e incêndio, você precisará fazer um Boletim de Ocorrência.
  • O documento servirá como um comprovante da situação.
  • Comprovante este que, quando apresentado à seguradora, permitirá a liberação da indenização.
  • Após o contato com a seguradora, o segurado recebe instruções sobre os próximos passos.
  • Normalmente, esses passos incluem a entrega dos documentos e a espera pela indenização.
  • De acordo com as regras da Superintendência de Seguro Privado (Susep), as seguradoras têm até 30 dias para pagar a indenização do seguro.
  • Seja ela parcial, seja integral.
  • Esse prazo pode ser suspenso caso seja preciso completar algum documento ou informação.
  • Depois, ele será retomado de onde parou, até que os valores sejam pagos ao usuário.

Como funciona o seguro auto?

  1. Na hora de contratar um seguro auto, é importante saber como esse serviço funciona.
  2. Como citado, um seguro cobre perdas parciais e totais do carro.
  3. Isso desde que o sinistro ocorrido tenha tido cobertura contratada pelo segurado.

  4. Uma perda parcial acontece quando os danos ao veículo são inferiores a 75% do seu valor de mercado.
  5. Nessa situação, o auto é levado à oficina, para conserto.
  6. Então, a seguradora paga parte do valor necessário, enquanto o segurado paga o restante.

  7. A parte paga pelo segurado é a franquia do seguro.
  8. Seu valor é determinado na apólice da proteção, e pode ser fixo ou percentual.
  9. Já a perda total, ou integral, acontece quando os danos ao carro são superiores a 75% do seu valor de mercado.
  10. Nessa situação, o veículo não pode ser consertado.

  11. Então, o usuário recebe a indenização integral, para que possa adquirir um novo carro.

Sobre indenização do seguro

  • A indenização integral também é paga quando o carro é roubado ou furtado e não recuperado pela polícia.
  • No pagamento da indenização integral pela seguradora, a franquia do seguro não é cobrada.
  • O valor também não é exigido no acionamento da cobertura para terceiros, nem da Assistência 24 horas.
  • Para conhecer as regras do seu seguro, leia a apólice com atenção.
  • Nela ficam listados todos os aspectos importantes para contar com a proteção da seguradora.
  • Entre elas, você pode ver sobre os serviços de benefícios, como chaveiro para chave do carro, guincho 24 horas, incluindo guincho para moto, entre outros.
  • Mas, também constam os serviços que você terá direito, como mecânico 24 horas, carro amassado, conserto radiador, conserto de farol, carro arranhado, funilaria de moto, entre outros.
  • Agora você já sabe em quais situações não acionar o seguro do carro.
  • Lembre-se de obter a maior cobertura possível ao seu veículo, e avalie bem os danos causados pelos sinistros.
  • Assim, você terá a certeza de não perder tempo tentando negociar um atendimento pela seguradora quando ele não for possível.

O seguro do seu carro cobre danos por fenômenos da natureza?

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre? O seguro completo cobre danos por fenômenos naturais, mas a perda total é definida pela seguradora (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)  

Cena comum durante as tempestades que castigaram a Grande-BH nos últimos dias foram os carros arrastados por fortes enxurradas, submersos em áreas alagadas ou destruídos sob árvores caídas. E a pergunta que muitos se fazem diante de tamanho prejuízo é: o seguro cobre esse tipo de dano? Geralmente, sim, desde que o contrato seja de seguro compreensivo, aquele completo, que cobre todos os tipos de ocorrência. Mas se a seguradora descobrir que o motorista contribuiu de alguma forma para envolver o veículo naquela situação, agindo de forma negligente, a cobertura pode ser negada.

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Para Bruno Niggli Giorgini, especialista em seguro automotivo do marketplace Compara, para evitar surpresas desagradáveis depois do fato ocorrido, é preciso ter muita atenção na hora de assinar a apólice.

Ele revela que o seguro automotivo tradicional, chamado de compreensivo, cobre roubo, furto, colisões, incêndio e danos por fenômenos da natureza.

Mas existem modalidades de seguro de custo mais baixo, que cobrem só furto e roubo, por exemplo, livrando a seguradora da obrigatoriedade de pagar por danos de outra natureza.

E o que são os chamados fenômenos da natureza? São tempestades, inundações, chuva de granizo, raios e queda de árvores.

Mas Bruno lembra que a cobertura do seguro só é feita em caso de imprevisto, ou seja, se o motorista foi pego de surpresa naquela situação e não contribuiu para que o carro sofresse o dano.

Por exemplo, se o veículo está estacionado na rua, começa a chover forte e o mesmo é arrastado pela água, o seguro cobre. Ou então, se o carro está no trânsito e a via é inundada, deixando-o submerso, a seguradora é obrigada a pagar o seguro. A mesma regra se aplica a queda de árvores nas ruas.

O especialista em seguros lembra que é preciso respeitar as informações prestadas na hora de preencher o perfil do segurado.

Se o cliente afirma que tem garagem na residência e no trabalho e a informação for falsa, a seguradora certamente não vai pagar o seguro caso ocorra algum sinistro.

Mas isso não significa que se ocorrer um dano por fenômeno da natureza enquanto o carro estava estacionado na rua a seguradora pode se negar a pagar.

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre? As quedas de árvores são comuns durante as tempestades e também causam danos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press) “As seguradoras fazem perícias antes de pagar o seguro, e se constatarem, por exemplo, que o motorista saiu de casa durante uma chuva de granizo ou depois de um alerta prévio de tempestade, podem se recusar a pagar”, informa Bruno. Nesses casos, geralmente, a decisão acaba ficando a cargo da Justiça, levando tempo para se chegar a uma solução. Ele acrescenta que carros danificados por enchentes por água salgada, quando a maré sobe, também não têm a cobertura. Nesse caso, a seguradora entende que o veículo estava em local inapropriado.

Outra dúvida comum em relação aos casos de danos por fenômeno da natureza diz respeito ao fato de o carro ser reparado ou condenado por perda total em situação de inundação.

Bruno explica que a regra padrão determina que a perda total só é determinada quando a recuperação do dano ultrapassa 75% do valor do carro. E essa definição depende de análise feita pela seguradora, que considera a tabela Fipe para estipular o valor do veículo.

Outro detalhe importante é que, se o carro for reparado depois de sofrer danos por fenômenos da natureza, o segurado paga a franquia da mesma forma como nos casos de colisão.

Diante das severas alterações climáticas que vêm afetando o Brasil nos últimos tempos, fazer o seguro automotivo completo passa a ser quase uma obrigação. Em média, ele é cerca de 30% mais caro do que o seguro com cobertura só para furto e roubo, mas oferece o diferencial de pagar pelos estragos feitos pelos fenômenos da natureza.

Conheça as coberturas do Seguro Auto

Como Saber O Que O Meu Seguro Cobre?

Ao contratar o seu seguro de automóvel, veja se ele cobre todas as necessidades que você procura. É importante estar ciente se em casos de sinistros você estará amparado pelo seu plano.

Além das coberturas básicas do seguro auto, como de colisão, roubo e furto, você pode contratar as opcionais, como proteção aos vidros, carro extra e higienização em caso de alagamento. Veja abaixo todas as modalidades de coberturas que o Porto Seguro Auto oferece para você.

Coberturas básicas do Porto Seguro Auto

Colisão, roubo/furto e incêndios: o Porto Seguro Auto garante a indenização por dano parcial ou integral em colisões, incêndio, roubo ou furto.
Danos a terceiros: essa cobertura faz o reembolso dos valores consequentes de danos materiais e/ou corporais sofridos por terceiro em razão de acidente causado pelo veículo segurado.

Coberturas opcionais do Porto Seguro Auto

Acessórios: tenha a garantia de reembolso para acessórios danificados em sinistros do seu carro no seguro auto.
Proteção aos vidros*: com essa opção, todos os vidros do seu veículo estarão segurados para reparo ou substituição da peça.
Passageiros: são reembolsadas todas as despesas hospitalares e médicas para passageiros acidentados em sinistro envolvendo o veículo segurado.
Carro extra: não fique a pé enquanto seu carro está no conserto. Essa cobertura do seguro auto da Porto Seguro garante a liberação de um carro reserva para usar durante os reparos do seu automóvel.
Carro extra de porte médio: nessa opção o segurado pode optar por um veículo com motor mais potente para locar enquanto seu carro está na oficina.
Auto + Vida: esse serviço oferece cobertura para morte natural, acidental ou invalidez permanente por conta de um acidente envolvendo o carro segurado.
Reembolso de despesas extraordinárias: com essa cobertura, você tem o reembolso de despesas em casos de sinistros com indenização integral até o limite máximo contratado.
Seguro da franquia: trata-se do pagamento integral da franquia no primeiro sinistro registrado, quando as despesas forem maiores que a franquia indicada na apólice. Após utilizar essa cobertura, é possível reintegrá-la novamente.
Lucros Cessantes: essa opção é para quem utiliza seu carro para trabalhar e não pode ficar sem a renda. O Porto Seguro Auto garante um valor de diária enquanto o veículo estiver parado. Esse valor é previamente combinado na apólice.
Higienização em caso de alagamento: cobre a limpeza do seu veículo atingido por enchentes, alagamentos ou inundações, quando o evento não atingir o valor da franquia. A utilização desse serviço não implica em perda de bônus para o segurado.

*Para a troca de vidros (exceto laterais), de retrovisores, de lanternas e de faróis haverá cobrança de franquia.

Obs: Os serviços e os benefícios estão vinculados ao tipo de veículo, ao modelo, à região e às condições de contratação.

Seguro automotivo: saiba as situações em que o seguro cobre os danos do seu veículo

julho 14, 2016

Depois de comprar um veículo novo, é fundamental pensar na proteção desse bem tão precioso. O ideal é que, antes de sair da concessionária, você já contrate um seguro automotivo. As opções de cobertura e de preços são tantas que podem deixar qualquer um confuso.

Para contratar uma boa apólice para seu perfil e bolso, é importante saber quais os serviços que estão sendo pagos e também quais as coberturas do seguro automotivo. Dessa forma, você pode evitar algumas surpresas desagradáveis na hora da emergência. Nesse post, vamos mostrar quais as situações em que o seguro cobre os danos do seu veículo. Continue a leitura!

Os diferentes tipos de seguro automotivo

A maioria grande dos proprietários contrata um tipo de cobertura compreensiva ou total contra colisões, roubo e incêndio. Esse pacote geralmente é mais caro, mas, em compensação, é a melhor maneira de ficar mais protegido.

Também é possível contratar cobertura apenas contra roubo e incêndio, o que pode ser vantajoso, pois o seguro contra colisão costuma ter um custo mais elevado devido ao valor das peças de reposição. Isso acontece com carros importados e antigos.

É interessante contratar um seguro total, incluindo cobertura para terceiros, já que a frequência desse tipo de sinistro é bastante alta no Brasil. Os proprietários que não tiverem condições financeiras para contratar um seguro total, devem garantir pelo menos uma cobertura para reparar danos contra terceiros. O risco maior sempre será o dano físico, não o material.

Os itens que não estão inclusos no seguro

Antes de contratar, é importante saber que seguros de automóveis protegem apenas o casco, isto é, a estrutura geral que inclui carroceria, chassi, caixa e motor.

Demais acessórios como aparelhos de som/DVD e equipamentos adicionais como kit de gás natural, rodas esportivas e blindagem não estão cobertas.

Entretanto, é possível contratar essas coberturas separadamente, o que consequentemente aumenta o valor do seguro.

Vale ressaltar que estarão cobertos somente acidentes provocados pela natureza ou pelo homem que ocorrer em condições normais.

A não ser que haja exclusões de contrato, ficam cobertos todos os tipos de acidentes de trânsito, até mesmo os causados por desastres naturais como enchentes, ventanias temporais, terremotos, queda de árvore, chuvas de granizo ou outras casualidades, como o desabamento de um prédio ou a queda de algum objeto sobre o veículo estacionado.

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Apesar disso, a seguradora poderá recusar o pagamento do seguro caso o motorista tenha colocado o automóvel a um risco desnecessário. Um exemplo é quando o carro é danificado por água salgada porque o motorista deixou seu veículo na areia da praia. Em casos como esse, geralmente, as seguradoras não pagam pelo prejuízo.

Um seguro automotivo feito no Brasil cobrirá sinistros ocorridos apenas dentro do território nacional. No entanto, o segurado poderá contratar uma extensão que abrange também os países da América do Sul, ampliando a área de cobertura do seguro para países que a seguradora tenha convênio.

Além do mais, para poder fazer viagens com destino a países do Mercosul, é obrigatória a contratação de uma carta verde, um tipo de seguro destinado à indenização de terceiros por perdas materiais, danos corporais e também o reembolso das despesas pelas quais o segurado seja civilmente responsável.

A cobertura para terceiros

Existem os seguros de responsabilidade civil facultativa (RCF), que são acionados somente quando a culpa do acidente for do segurado.

Atualmente, quase todas as apólices têm esse tipo de cobertura, que protege o segurado de pagar grandes indenizações para as vítimas dos acidentes que porventura causar.

As seguradoras recomendam essa como a cobertura mínima, para garantir que o motorista arque com, pelo menos, as suas obrigações civis.

Ainda que a cobertura mais indicada seja de R$ 50.000 para prejuízos materiais e R$ 100.

000 para danos corporais, especialistas aconselham que o valor contratado para o seguro seja ainda mais alto, pois caso o valor do prejuízo seja maior que o da apólice, o segurado terá que pagar o restante por conta própria.

O ideal seria um valor próximo de R$ 80.000 para saldar danos materiais (o equivalente ao valor de muitos automóveis em circulação) e de R$ 100.000 a R$ 150.000 reais para danos corporais.

No caso de terceiros, eles têm liberdade para consertar o carro onde quiserem, não sendo obrigatório levá-lo a uma oficina que tenha convênio com a seguradora de quem causou o acidente. Porém, se a indicação da oficina for aceita, o processo certamente será mais rápido.

O terceiro também poderá realizar os reparos na oficina que achar mais conveniente, mas para isso deverá assinar um termo de responsabilidade. A diferença é que, caso ele prefira outra oficina, a seguradora não será responsável por qualquer problema posterior àquele reparo. Quando o veículo é levado a uma conveniada, a garantia será sempre maior.

O funcionamento dos seguros automotivos

Podemos dizer que seguro automotivo é um tipo de contrato em que o proprietário do veículo paga um valor para que a seguradora corra os riscos em seu lugar. Se porventura acontecer uma das ocorrências previstas no contrato, é responsabilidade da seguradora indenizar o segurado.

Apesar disso, os motoristas também devem assumir uma parte do risco. Deste modo, em caso de sinistros, o segurado deverá pagar uma indenização que é estipulada no contrato, conhecida como franquia.

Para poder contratar um seguro, é exigido por lei que o dono do veículo seja representado por um corretor. É ele quem deverá montar o perfil do segurado, cotar valores em várias seguradoras, esclarecer como os cálculos são feitos e orientar o cliente para fazer a melhor escolha.

Além disso, ele responde um questionário de perfil, que servirá de base para calcular o valor da apólice. O motorista terá que optar entre várias coberturas, sem falar dos demais serviços que são oferecidos atualmente pelas seguradoras.

Em casos de sinistro, o segurado receberá da seguradora uma indenização na mesma proporção das perdas. Caso o prejuízo seja ocasionado a um terceiro, não será preciso que o segurado pague a franquia e poderá utilizar até 100% da verba contratada.

Se o dano foi no carro segurado, o seguro só vai cobrir se os custos do reparo forem maiores que o valor da franquia. Do contrário, o motorista terá que arcar integralmente com as despesas do conserto, isso ocorre também quando o carro sofre pequenos arranhões ou amassados.

Agora que você sabe as situações em que um seguro automotivo cobre os danos do seu veículo, escolha uma opção que atenda as suas necessidades e também o seu bolso. O mais importante é não deixar o seu carro desprotegido, pois nunca se sabe quando um sinistro vai acontecer.

O que o seguro auto não cobre

Algumas situações relativamente comuns não contam com a cobertura do seguro auto. As seguradoras não cobrem, por exemplo, riscos considerados muito elevados, imprevisíveis ou casos em que o próprio segurado expõe seu carro a risco.

Veja a seguir os itens e situações que o seguro auto não cobre:

Acessórios

O seguro auto só cobre danos ao casco, isto é, à estrutura geral, que inclui chassi, carroceria, motor e caixa.

Adicionais não estão cobertos. Assim, acessórios de alto valor, como sistema de som, rodas esportivas e kit gás ficam de fora. Blindagem também não costuma ser coberta.

Para proteger esses itens é preciso contratar coberturas adicionais específicas, o que nem todas as seguradoras oferecem.

A cobertura para vidros pode ou não estar incluída na cobertura básica. De todo modo, é possível contratar uma cobertura adicional para vidros que não está sujeita à franquia do veículo.

Isso é uma grande vantagem, uma vez que danos aos vidros podem, frequentemente, ter valor de reparo inferior ao valor da franquia.

Riscos excluídos e perda de direitos

Mau uso do carro, exposição deliberada a grandes riscos, eventos altamente imprevisíveis e desgaste natural do veículo não são cobertos pelo seguro auto.

Por exemplo, se seu veículo tiver danos porque você trafegou com ele na areia da praia, eles não serão cobertos. Afinal, praia não é lugar de carro andar.

Passar com o veículo pelo meio de uma manifestação também é um risco sem cobertura. Além de você estar expondo o seu carro a riscos deliberadamente, trata-se de um tipo de risco difícil de prever.

Alagamentos e enchentes são eventos que geralmente suscitam dúvidas. Existe cobertura para esses desastres naturais, mas não quando o proprietário do veículo o expõe a risco.

Por exemplo, se o carro estava estacionado e uma enchente ou alagamento causou-lhe estragos, o evento está coberto. Mas se o motorista tentar atravessar uma área alagada, expondo seu motor a danos, os estragos não terão cobertura.

Veja a lista dos riscos excluídos e das situações em que os segurados perdem o direto à cobertura

  • Guerra, rebelião, insurreição ou revolução;
  • Confisco, nacionalização, destruição, requisição ou apreensão efetivada por qualquer ato de autoridade civil ou militar;
  • Tumultos, motins, greves, “lock-out” e quaisquer perturbações de ordem pública;
  • Desastres naturais diferentes daqueles normalmente cobertos, que são alagamento, enchente, inundação, ressaca, vendaval, granizo e terremoto;
  • Trânsito por estradas ou caminhos impedidos, não abertos ao tráfego ou de areias fofas ou movediças;
  • Radiações ionizantes e contaminação por radioatividade;
  • Participação do veículo segurado em competições, apostas e provas de velocidade;
  • Inobservância das disposições legais, como lotação de passageiros, transporte de passageiros em locais não apropriados, reboque por veículo não apropriado;
  • Desgastes, depreciação pelo uso, falhas de material, defeitos mecânicos ou da instalação elétrica;
  • Multas, fianças e despesas relativas a ações ou processos criminais;
  • Poluição ou contaminação ao meio ambiente;
  • Mentiras ou omissões de informações que possam influenciar no preço do seguro ou na aceitação do risco, na hora da contratação;
  • Condução do veículo por pessoa sem habilitação legal;
  • Uso do veículo para fins diferentes daqueles declarados na apólice (por exemplo, usar o veículo como Uber sem informar o fato à seguradora – veja aqui como fazer seguro Uber);
  • Sinistro provocado intencionalmente, com má intenção;
  • Fraude ou tentativa de fraude por parte do segurado, com a intenção de obter benefícios ilícitos do seguro;
  • Agravamento intencional do risco por iniciativa do segurado ou do condutor do veículo (como dirigir intencionalmente por uma área alagada);
  • Acidentes ocorridos em consequência direta e indireta de alterações mentais do condutor, devido ao uso de álcool, drogas, entorpecentes ou substâncias tóxicas;
  • Descumprimento, pelo segurado, das obrigações contratuais do seguro.

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