Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

  • 4 min
  • Ouvimos muitas vezes no nosso dia a dia sobre Débito e Crédito, por exemplo no mercado, no nosso serviço, na conversa com amigos ou familiares.
  • Mas quando nos deparamos com Débito e Crédito na contabilidade é diferente do que estamos acostumados a ouvir, mas para começar vamos aos sentidos das palavras.

DÉBITO

Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

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Segundo o dicionário Michaelis, a palavra vem do latim debitum que significa “quantia que se deve; dívida; dívida moral; entre outras.

Desse modo, quando ouvimos débito no cotidiano sabemos que estamos com alguma dívida a sanar ou algo que foi pago. O exemplo é o débito automático dos bancos, onde o correntista autoriza um desconto mensal em sua conta de um determinado produto ou serviço sem ter de ir pessoalmente pagar esta dívida.

CRÉDITO

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Segundo o dicionário Michaelis, a palavra vem do latim creditus que significa “confiança; boa reputação; estima; entre outras.

Desse modo, quando ouvimos crédito no cotidiano sabemos que estamos com uma vantagem, que temos a confiança de alguém para cumprir o combinado. Um exemplo são instituições financeira com propaganda, como “Crédito Fácil” ou “Crédito sem Burocracia”.

Para entender essas duas palavras em contabilidade, vamos deixar de lado o seu significado e pensar em operações.

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DÉBITO E CRÉDITO EM CONTABILIDADE

A contabilidade é tão antiga quanto a humanidade. Em 2.000 a.C.

, o povo da Babilônia já faziam controles dos impostos com uma forma de escrituração, contabilizando assim os negócios efetuados pelo governo de seu país.

Dessa época em diante e com o surgimento da moeda como meio universal de troca, foram criadas por diversos estudiosos ferramentas para melhorar o controle das transações.

Sendo assim surgiu a necessidade de sistemas confiáveis de registro de controle e mensuração contábil para comportar todas as operações em modelos únicos de apresentação e formas de cálculos. Foi nesse senário que houve uma revolução no processo de contabilização, surgindo assim pelo estudioso Frei Luca Pacioli o Método das Partidas Dobradas.

Este é considerado por muitos como o pai da contabilidade moderna, pois seu modelo é usado até hoje, onde para cada crédito existe uma contrapartida de débito, ou seja, para cada destinação de recurso a uma origem.

FUNÇÃO E DEFINIÇÃO

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  1. Primeiramente vamos as definições:
  2. Débito na Contabilidade – É uma aplicação de recurso
  3. Crédito na Contabilidade – É a origem de um recurso.

  4. Na contabilidade, assim como em diversas disciplinas, existem regras para facilitar as transações ou executar algumas operações.
  5. Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

Mas ATENÇÃO, para toda regra, existem exceções e em contabilidade não é diferente. Neste blog apresentaremos apenas a regra simples e mais utilizada na maioria dos lançamentos.

  • Debitar significa anotar na coluna do Débito de uma conta, para aumentar o seu valor, quando a conta representa um Bem ou um Direito, ou para diminuir seu valor, quando a conta representa uma obrigação.
  • Creditar significa registrar uma importância na coluna de Crédito de uma conta, para aumentar seu valor quando a conta representa uma obrigação, ou para diminuir seu valor quando a conta representa um Bem ou Direito.
  • O mesmo procedimento vale para as contas de resultado, onde as Receitas aumentam a Crédito e diminuem a Débito, acontecendo o oposto na Despesa, que aumenta a Débito e diminui a Crédito.
  • Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?
  • Agora que sabemos um mais sobre Débito e Crédito, vamos para as definições das contas.
  • Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

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  1. Conta é um nome técnico para representar componentes do Patrimônio – Bens, Direitos e Obrigações; e cada elemento de resultado – Receita e Despesa.
  2. As contas patrimoniais são aquelas que representam o Ativo e o Passivo e por meio delas o Patrimônio da empresa, através do Balanço Patrimonial.

  3. Já as contas de resultado são as representadas pelas Receitas e Despesas do período, que são encerradas no final de cada exercício para a apuração do resultado do exercício, este mostrando se houve lucro ou prejuízo que por sua vez será incorporado ao Patrimônio através da conta Prejuízos acumulados, quando o resultado da empresa for negativo, ou Reserva de lucros quando o resultado da empresa for positivo.

Nesse Blog trouxemos um pouco sobre débito e crédito e uma comparação da tradução da palavra no cotidiano e na tradução de sua função na contabilidade.  É a partir daqui que começa a contabilidade, passando para os lançamentos, a escrituração, os relatórios gerenciais e as demonstrações contábeis.

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Referências:

http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/historia.htm

http://contabeissemsegredos.com/contabilidade-origem-e-historia/

http://socontabilidade.com.br/conteudo/deb_cred.php

http://socontabilidade.com.br/conteudo/contas2.php

Débito e crédito na contabilidade: o registro das vendas no cartão

Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

O aumento na disponibilidade de equipamentos para vendas no cartão gera reflexos também no trabalho do contador. Afinal, seu cliente muitas vezes tem dúvidas quanto ao registro das operações de débito e crédito na contabilidade da empresa. Você está pronto para ajudá-lo e sair ganhando com isso?

Como Saber O Que É Debito E Credito Na Contabilidade?

O avanço das vendas no cartão

Contra números, é bem difícil ter bons argumentos, não é mesmo? Alguns deles têm reforçado o crescimento nas vendas no cartão e, por consequência, a necessidade de registro das operações de débito e crédito na contabilidade. Confira:

  • Em 2016, o aumento nessas transações chegou a 6,3%, na comparação com o ano anterior;
  • Já no primeiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 5,9%;
  • Estima-se que 95% dos clientes que têm cartão de crédito o utilizam todo mês.

Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e mostram um avanço em ritmo superior ao da economia brasileira, inclusive.

Em parte, tal crescimento se deve à proliferação de maquininhas para a oferta deste meio de pagamento. Modelos que funcionam sem fio, conectados ao celular e sem mensalidade vêm tornando as vendas no cartão acessíveis mesmo a pequenos empreendimentos.

Mas o que isso tudo tem a ver com o seu escritório? Um contador atento, que não deixa escapar uma boa oportunidade de crescimento, já sabe. Afinal, o maior uso da ferramenta implica no aumento da necessidade de seu suporte. Em outras palavras, novos e antigos clientes precisam de você para registrar corretamente as transações no débito e crédito na contabilidade.

Para muitos deles, inclusive, esse é um tópico desconhecido. Além da incidência de juros, tem a particularidade dos prazos nos recebimentos serem diferentes das vendas. Tudo isso gera uma série de dúvidas, e um bom contador deve prestar auxílio e marcar presença para respondê-las.

Débito e crédito na contabilidade: caixa ou competência?

Como acabamos de ver, há bons motivos para você dedicar atenção a esse tópico. Afinal, muitos dos seus clientes talvez vendam no cartão hoje e, futuramente, muitos outros passem a vender.

A primeira entre as principais dúvidas que eles têm sobre o registro contábil dessas operações diz respeito ao regime escolhido, se por caixa ou competência. O cartão é sempre um exemplo clássico utilizado para explicar as particularidades de cada um. E não é por acaso.

Tanto no débito quanto no crédito, a data da venda nunca é a data do recebimento. O prazo previsto para o dinheiro entrar na conta varia bastante conforme a operadora. Em alguns casos, vendas no débito são creditadas em apenas 1 dia útil. Por outro lado, operações no cartão de crédito podem demorar até 31 dias para o recebimento ser concretizado.

Se o cliente adotar o regime de competência, a receita é registrada na data do fato gerador. Ou seja, isso deve ocorrer no dia exato em que a venda foi realizada. A particularidade aqui é que independe de o pagamento ter sido realizado ou não.

Já se ele adotar o chamado regime de caixa, o registro contábil da venda ocorre tão somente quando o dinheiro entra na sua conta. É como uma cópia fiel do extrato bancário. Isso pode ser interessante para que não seja registrada uma despesa ou receita não realizada.

Leia também:  Como Evitar Que O Cão Fazer Necessidades No Lugar Certo?

Esse é um assunto que um contador domina com tranquilidade, mas não o seu cliente. Perceba aí que você pode se aproximar das oportunidades ao agir quase como um tradutor. É preciso ser didático, pois, ao ajudar o cliente, seu escritório ganha pontos importantes.

Como auxiliar o cliente a fazer os registros

Vencida a etapa da definição quanto ao regime para registro dos lançamentos contábeis, é chegada a hora de entrar nos detalhes da operação. Como você sabe bem, esse tipo de transação costuma ter taxas que variam bastante. Há descontos diferentes para o débito e o crédito e datas e prazos que mudam conforme a maquininha usada.

Se o seu cliente já é o tipo de empreendedor que foge de números e de cálculos, esse é um assunto bastante espinhoso. Mas lembre-se da dica que acabamos de dar: seja didático.

Sua estratégia aqui deve ser a de conquistar o cliente pela confiança. Ao estar ao seu lado como um provedor de soluções, você ganha mais do que respeito, pois favorece a construção de um relacionamento de longo prazo.

Caracterize como venda a prazo

Operações de venda à vista não se restringem ao dinheiro, certo? De fato, do ponto de vista do consumidor, essa regra está correta. Mas pelo prisma da contabilidade, sempre que um cartão é usado como meio de pagamento, o registro de débito e crédito na contabilidade conta como uma venda a prazo.

A razão é simples e já abordada: a venda nunca gera receita imediata no caixa. Na melhor das hipóteses, o dinheiro oriundo dela estará disponível em 1 dia útil. Na pior, quase 1 mês depois.

Identifique os prazos

Se o seu cliente fez o dever de casa, ao escolher sua maquininha ele já se atentou a essa questão. Assim, sabe bem quais são os prazos de recebimento, tanto no débito quanto no crédito. Mas se houver dificuldade da parte dele, não julgue, apenas esteja pronto para ajudar.

O que muitas vezes atrapalha os empreendedores é a existência de prazos diferentes conforme o cartão utilizado. Quer um exemplo? Há equipamentos que estabelecem 5 dias úteis para uma determinada bandeira e 15 para outras. Isso aumenta a exigência por controle e organização.

Confirme o peso das taxas

A variação encontrada nos prazos aparece nas taxas, que são diferentes não apenas entre as máquinas, mas também entre as vendas no débito, no crédito à vista, no crédito parcelado e no crédito parcelado em longo prazo. É muita coisa para pensar, concorda?

Trabalhe com exemplos

Mostrar no papel o comportamento dos registros é a ação mais efetiva para que haja compreensão do cliente. De quebra, quando melhor preparado, ele contribui com informações contábeis mais precisas.

A partir da sua realidade e das vendas realizadas, vale detalhar como é construído o registro contábil. Explique, por exemplo, que o total a receber da operadora por suas vendas é um tipo de ativo circulante, enquanto os impostos sobre elas representam um passivo circulante.

Quanto mais acostumado ele estiver a conceitos e suas aplicações práticas, menos erros cometerá e mais satisfeito ficará com o apoio do contador à sua empresa.

Atenção às oportunidades

Neste artigo, vimos como é importante que o contador esteja atento a todos os movimentos do mercado. Sem essa postura, oportunidades podem escapar, como seria o caso ao ignorar o avanço das maquininhas.

Com mais tecnologia e novos concorrentes nesse mercado, a tendência indica que cada vez mais clientes terão esse tipo de demanda. Para sua sorte, o que para eles é um problema, para você é solução!

Como você tem auxiliado seus clientes no registro desse tipo de operação? Comente!

Razonetes

Por mais que evoluam os meios eletrônicos, o profissional da Contabilidade sempre estará às voltas com o raciocínio contábil e a pura aplicação do método das partidas dobradas para a identificação da melhor forma de se registrar determinado fato contábil. Não há sistema que substitua o juízo desse profissional no momento da análise de um fato.

É nessa hora que, automaticamente, o profissional da Contabilidade larga todos os recursos eletrônicos disponíveis e se utiliza de um dos mais importantes instrumentos existentes na contabilidade, qual seja, o razonete. Mas o que vêm a ser esse bendito razonete?

Em uma rápida pesquisa na internet, chegamos à conclusão que o razonete deriva do famoso razão, sendo sua representação gráfica (em formato de “T”), didática e simplificada.

Dizemos didática, pois esse instrumento é uma importante ferramenta para o desenvolvimento do raciocínio contábil, além de ajudar o entendimento da mecânica dos lançamentos contábeis.

Através do razonete são feitos os registros individuais por conta, bem como a apuração dos saldos de todas as contas que são movimentadas pela empresa.

O uso do razonete é muito simples, sendo necessário apenas uma folha de papel e uma caneta. Com esses dois itens o profissional da Contabilidade já pode rabiscar alguns razonetes suficientes para a identificação da operação em questão e fica simulando as possibilidades de registro.

Para quem inicia na profissão e no estudo da contabilidade, o razonete também é um grande aliado. A estrutura do patrimônio e o funcionamento das contas seriam quase que impossíveis de ser visualizados sem o auxílio desse instrumento.

Feitos esses brevíssimos comentários, veremos mais detalhadamente nos próximos capítulos o conceito de razonete, bem como um exemplo prático de sua aplicabilidade.

Fonte: Equipe Valor Consulting.

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2) Razonete:

Conforme visto na introdução desse trabalho, o razonete deriva do famoso razão, sendo sua representação gráfica, didática e simplificada. Dizemos didática, pois esse instrumento é uma importante ferramenta para o desenvolvimento do raciocínio contábil, além de ajudar o entendimento da mecânica dos lançamentos contábeis.

Sua representação gráfica apresenta-se na forma de um “T”, conforme figura abaixo:

Figura 1: Representação gráfica do razonete.

Como podemos observar, como no Balanço Patrimonial (BP), o razonete possuí 2 (dois) lados. No lado esquerdo do razonete são lançados os débitos (saldos devedores) e no lado direito são lançados os créditos (saldos credores), ficando o nome da conta na parte de cima do “T”.

Em outras palavras, de um lado do razonete registram-se os aumentos e do outro as diminuições, sendo que a natureza de cada conta (Ativo, Passivo, resultado e Patrimônio Líquido) que determinará o lado a ser utilizado para aumentos e o lado a ser utilizado para diminuições.

Toda conta de Ativo e todo acréscimo de Ativo são lançados no lado esquerdo do razonete (lado do débito). Toda conta de Passivo ou Patrimônio Líquido, bem como os acréscimos, serão lançados no lado direito do razonete (lado do crédito). Toda diminuição de Ativo será lançada no lado direito e toda diminuição de Passivo ou Patrimônio Líquido serão lançadas no lado esquerdo do razonete.

Agora, com todos esses conceitos aprendidos, podemos melhorar a representação gráfica do razonete visando deixá-lo mais prático:

Figura 2: Representação prática do razonete.

Nessa segunda figura, podemos perceber que o razonete é o resumo da ficha de razão da conta analítica, onde são identificados o nome da conta com o respectivo grupo ou subgrupo, os lançamentos a débito e a crédito, sempre numerados, os totais de débitos e créditos e o saldo da conta, pela confrontação dos totais de débitos e créditos.

Fonte: Equipe Valor Consulting.

2.1) Regra do débito e crédito:

A lógica de débito e crédito da contabilidade é diferente da usada no senso comum e gera confusão para quem não a compreende. No senso comum, crédito é sinônimo de recebimento de dinheiro, por exemplo, enquanto débito é à saída de dinheiro. Na contabilidade é “tudo ao contrário”! A Tabela abaixo resume como funciona essa lógica e é explicada, em seguida:

Regra do débito e créditoTipo de contaDébitoCrédito
Ativo Aumenta Diminui
Passivo Diminui Aumenta
Patrimônio Líquido Diminui Aumenta
Receita Diminui Aumenta
Custo Aumenta Diminui
Despesa Aumenta Diminui
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Essa Tabela mostra que:

  • um aumento do Ativo deve ser debitado e uma diminuição creditada;
  • um aumento do Passivo ou do Patrimônio Líquido deve ser creditado e uma diminuição debitada;
  • um aumento da Receita deve ser creditado e uma diminuição debitada;
  • um aumento do Custo ou da Despesa deve ser debitado e uma diminuição creditada.

É desnecessário tentar definir débito e crédito, pois são meras convenções, nomes que se dão ao lado do razonete ou cada conta. Débito é o nome que se da ao lado esquerdo do razonete e, por sua vez, crédito é o nome que se da ao lado direito do razonete.

Estão submetidos às regras acima no registro dos lançamentos. Isso é suficiente para realizar os lançamentos corretamente.

O problema maior para o iniciante é se habituar com a grande quantidade de contas e entender quais contas são afetadas pelas diferentes operações, que também apresentam uma variedade enorme.

No capítulo 3 abaixo ilustraremos através de um exemplo prático como isso funciona, mas são essas instruções que definem quando um registro é débito ou crédito.

Por fim, é importante nosso leitor ter em mente que as contas redutoras, como “Depreciação”, “Provisão para Devedores Duvidosos” e “Capital Social a Integralizar”, entre outras, funcionam de modo inverso.

Por exemplo: a depreciação é uma conta do Ativo, mas por ser redutora, já que contabiliza perda de valor do patrimônio, é creditada quando aumentada e debitada quando diminuída.

O “Capital Social a Integralizar” é conta redutora do Patrimônio Líquido (PL), portanto é debitada quando aumenta e creditada quando diminui.

Fonte: Equipe Valor Consulting.

2.2) Apuração do saldo do razonete:

Conforme visto na “Figura 2” do capítulo 2 acima, o saldo de uma conta é o valor da diferença entre a soma dos débitos e a soma dos créditos do razonete.

Somamos os valores do lado do débito e somamos os valores do lado do crédito. Após isso, subtraímos o débito do credito ou vice-versa.

O saldo será devedor se a soma dos débitos for maior que a soma dos créditos e será credor se a soma dos créditos for maior que a soma dos débitos.

Uma vez apurado o saldo da conta, o próximo passo é colocar um traço horizontal logo abaixo dos lançamentos, de lado a lado, com o qual limpamos o razonete, passando a valer apenas os valores lançados a partir do respectivo traço. Em seguida, lançamos o saldo final (SF) no débito ou no crédito, conforme o caso.

Fonte: Equipe Valor Consulting.

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2.3) Método das partidas dobradas:

O método das partidas dobradas constitui a metodologia básica da contabilidade, e seu perfeito entendimento pelo profissional da Contabilidade é de fundamental importância.

A essência deste método, é que o registro de qualquer operação implica que um débito em uma ou mais contas deve corresponder um crédito equivalente, em uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos valores creditados.

Simplificando esse conceito, temos que “não há débito sem crédito correspondente; débito = crédito, ou origens = aplicações.

Na praxe contábil, o termo débito é abreviado pela sílaba “de” e o termo crédito, pela letra “a“, conforme exemplo abaixo:

  • Descrição e data do lançamento:
  • De “Nome da conta a debitar” _ R$ 1,00
  • a “Nome da conta a creditar” _ R$ 1,00

Nos lançamentos, havendo clareza, podem-se omitir as partículas “de” e “a“, hipótese que teríamos a seguinte estrutura:

  1. Descrição e data do lançamento:
  2. D – “Nome da conta a debitar” _ R$ 1,00
  3. C – “Nome da conta a creditar” _ R$ 1,00
  4. ou simplesmente:
  5. Descrição e data do lançamento:
  6. “Nome da conta a debitar” _ R$ 1,00
  7. “Nome da conta a creditar” _ R$ 1,00
  • Nos casos de partidas múltiplas, que ocorrem quando se agregam lançamentos mensais, é usual colocarem-se as expressões de diversos antecedendo o conjunto de lançamentos a débitos e a diversos antecedendo o conjunto de lançamentos a créditos.
  • Interessante observar que as contas representam os registros de débito e crédito da mesma natureza ou espécie identificadas por um título que qualifica os elementos do patrimônio (bem, direito, obrigação ou situação líquida) ou uma variação patrimonial (receitas e despesas).
  • São 6 (seis) os elementos de uma conta:
  1. Título: é o nome da conta;
  2. Data: marcação do tempo do fato (dia, mês e ano);
  3. Histórico: é a narração do fato ocorrido;
  4. Débito: estado de dívida da conta;
  5. Crédito: estado haver da conta;
  6. Saldo: é a diferença entre o débito e o crédito.

Fonte: Equipe Valor Consulting.

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3) Exemplo da aplicação do razonete:

Suponhamos que a empresa Vivax Indústria e Comércio de Eletrônicos Ltda., empresa com sede no Município de Campinas/SP, adquira de uma concessionária, também localizada nesse Município, um caminhão novo no valor de R$ 350.

000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) para uso do seu departamento de logística, dando como parte do pagamento outro caminhão usado pertencente a seu Ativo Imobilizado (AI) avaliado nessa negociação pelo valor de R$ 130.

000,00 (cento e trinta mil reais).

Suponhamos, também, que o valor do caminhão dado em pagamento esteja registrado na contabilidade (valor de compra) da empresa Vivax pelo valor de R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais) e a depreciação acumulada do mesmo seja de R$ 100.000,00 (cem mil reais), assim, teremos a seguinte apuração do valor residual do bem:

DescriçãoValor (R$)
Valor de compra (Custo de aquisição) 220.000,00
Depreciação Acumulado 100.000,00
Valor residual do caminhão 120.000,00

Considerando essas informações hipotéticas, teríamos os seguintes lançamentos contábeis a serem realizados pela empresa Vivax por ocasião da aquisição de bem do Ativo Imobilizado (AI), mediante pagamento com bem usado (lançamentos efetuados com base no método das partidas dobradas):

  1. 1) Pela baixa do custo de aquisição do bem usado dado como pagamento:
  2. D – Ganhos ou Perdas de Capital (CR) _ R$ 220.000,00
  3. C – Veículos (AI) _R$ 220.000,00
  4. 2) Pela baixa da depreciação acumulada do bem usado dado como pagamento:
  5. D – Depreciação Acumulada de Veículos (CR-AI) _ R$ 100.000,00
  6. C – Ganhos ou Perdas de Capital (CR) _ R$ 100.000,00
  7. 3) Pela aquisição de veículo adquirido novo, mediante pagamento com bem usado:
  8. D – Veículos (AI) _ R$ 350.000,00
  9. C – Ganhos ou Perdas de Capital (CR) _ R$ 130.000,00
  10. C – Fornecedores (PC) _ R$ 220.000,00 (1)
  11. Legenda:
  12. AI: Ativo Imobilizado;
  13. CR: Conta de Resultado (Não operacional);
  14. CR-AI: Conta Redutora do Ativo Imobilizado; e
  15. PC: Passivo Circulante.

Efetuado esses lançamentos contábeis, os razonetes das respectivas contas devem apresentam a seguinte configuração:

Figura 3: Exemplo de razonete – Aquisição de Ativo Imobilizado (AI).

No razonete da conta “Veículos (AI)”, o valor de R$ 220.000,00 (lançto.

1) foi creditado (lado direito) pois gerou uma diminuição no Ativo (bens e direitos) da empresa, correspondente à baixa na contabilidade do caminhão dado como parte de pagamento, por outro lado, o valor de R$ 350.

000,00 (lançto. 3) foi debitado (lado esquerdo) pois gerou um aumento no Ativo da empresa, correspondente à entrada na contabilidade do caminhão novo.

No razonete da conta “Depreciação Acumulada de Veículos (CR-AI)”, o valor de R$ 100.000,00 (lançto. 2) foi debitado (lado esquerdo) pois gerou uma baixa em conta redutora do Ativo Imobilizado da empresa, correspondente à baixa na contabilidade da depreciação acumulada do caminhão dado como parte de pagamento.

Já no razonete da conta de resultado intitulada “Ganhos ou Perdas de Capital (CR)” tivemos as seguintes movimentações:

  1. o valor de R$ 220.000,00 (lançto. 1) foi debitado (lado esquerdo) pois gerou uma despesa para empresa na apuração do ganho de capital;
  2. o valor de R$ 100.000,00 (lançto. 2) foi creditado (lado direito) pois gerou uma receita para empresa na apuração do ganho de capital;
  3. o valor de R$ 130.000,00 (lançto. 3) foi creditado (lado direito) pois gerou uma receita para empresa na apuração do ganho de capital.
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Por fim, no razonete da conta “Fornecedores (PC)”, o valor de R$ 220.000,00 (lançto. 3) foi creditado (lado direito) pois gerou um aumento de passivo.

No que se refere aos saldos finais nas contas envolvidas na operação, os razonetes acima demonstram:

  1. conta “Veículos (AI)”: demonstra um saldo final de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais), correspondente ao valor do caminhão novo recém adquirido;
  2. conta “Ganhos ou Perdas de Capital (CR)”: demonstra um saldo final de R$ 10.000,00 (dez mil reais), correspondente ao ganho de capital apurado na operação, que nada mais é do que a diferença entre o valor residual do caminhão (R$ 120.000,00) e o valor pelo qual este foi negociado (R$ 130.000,00) (2);
  3. conta “Fornecedores (PC)”: Demonstra um saldo final de R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais), correspondente ao valor da dívida assumida com a concessionária, que nada mais é do que a diferença entre o valor do veículo novo (R$ 350.000,00) e o valor pelo qual o veículo usado foi negociado (R$ 130.000,00).

Notas Valor Consulting:

(1) Quando do pagamento do Ativo Imobilizado (AI) adquirido (caminhão, no nosso exemplo), independentemente se a aquisição foi à prazo ou à vista, basta debitar o valor correspondente da conta “Fornecedores (PC)” e creditar a conta “Caixa (AC)” ou “Banco Cta. Mvto. (AC), conforme o caso.

(2) Lembramos que se na apuração dos Ganhos ou Perdas de Capital resultar ganho, esse valor deverá ser computado como receita não operacional na determinação do Lucro Real e na apuração da Base de Cálculo (BC) da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Da mesma forma, se da apuração resultar perda de capital, seu valor deverá ser computado como despesa não operacional para fins de apuração do Lucro Real e da Base de Cálculo (BC) da CSLL.

Por outro lado, no caso de alienação por troca ou permuta de bens sem torna de valores para qualquer das partes, não será apurado nem ganho nem perda de capital, pois o valor da receita a ser reconhecida deverá corresponder ao valor de entrada do bem recebido.

(3) A fim de facilitar o entendimento da temática por parte de nossos leitores, não estamos levando em conta nos lançamentos contábeis acima os créditos de ICMS, PIS/Pasep e Cofins que eventualmente a empresa faça jus, assim, recomendamos que numa situação prática nosso leitor verifique na legislação desses tributos a possibilidade de lançar crédito fiscal nas aquisições de bens para integração ao Ativo Imobilizado (AI). Para maiores detalhes, recomendamos a leitura do nosso Roteiro de Procedimentos intitulado “Apropriação de crédito na aquisição de bens para o Ativo Permanente”.

Base Legal: Art. 2º da Lei nº 7.689/1988 e; Art. 501 do RIR/2018.

Contabilidade básica? Método das partidas dobradas. Débito e Crédito

Você é um empreendedor que busca entender sua empresa integralmente? Conhecer os relatórios contábeis é essencial para tomada de decisão bem como analisar a saúde financeira da sua empresa.

Nem sempre é uma tarefa fácil, exige o entendimento de conceitos básicos. Sendo assim, iniciamos a série contabilidade básica onde explicaremos temas importantes da contabilidade.

O assunto de hoje é o famoso débito e crédito, mas não posso falar sobre eles sem antes explicar o método das partidas dobradas. Confira abaixo:

Um pouco de história…

Desde os primórdios o homem sentiu a necessidade de contar e mensurar valores, é possível identificar esta necessidade ao longo da história, homens primitivos contavam seus rebanhos utilizando pedras, cada pedra representava um animal, mas ainda assim não sabiam mensurar quanto valia cada item do seu patrimônio. Ao longo dos anos, o homem desenvolveu muitos meios para estabelecer e mensurar valores mas foi apenas em 1494 que o Frei Luca Pacioli escreveu sobre o método das partidas dobradas.

  • O que é débito e crédito?
  • Débito: Registro realizado para aumentar o valor de uma conta do ativo ( bens e direitos) ou diminuir uma conta do passivo ( obrigações).
  • Crédito: Registro realizado para aumentar o valor de uma conta do passivo (obrigações) ou diminuir uma conta do ativo (bens e direitos).

*Falaremos em breve sobre ativo e passivo em um artigo exclusivo. Aguardem!

O que são as partidas dobradas?

O método das partidas dobradas determina que para cada lançamento a débito em uma conta deve haver um lançamento corresponde a crédito em outra conta. Ou seja, não pode haver um valor credor sem um valor devedor correspondente.

O nome partidas dobradas refere-se justamente a esta operação: para registrar um fato contábil, precisa registrar duas vezes: débito em uma conta e crédito em outra.

( Existem outras formas de lançamento, uma conta a débito e várias a crédito, várias contas a débito e uma a crédito… Enfim, o importante é que o valor final dos lançamentos a débito e a credito sejam correspondentes).

Parece confuso eu sei! Mas uma forma de entender isto é utilizar os termos origem e aplicação.

A origem sempre será credora e a aplicação devedora ou seja:

Preciso pagar meus fornecedores:

Qual é a origem? ( De onde sairá o recurso para pagar esta dívida?)  Do banco ou o caixa!

Qual é aplicação? ( Uma vez que retirei o recurso do caixa/banco onde eu o aplicarei? Onde eu o utilizarei?) Para pagamento dos fornecedores

Sendo assim os lançamentos podem ser representados de duas formas:

D – Fornecedores                  C – Banco/ Caixa

Mas como assim ? O crédito refere-se a algum valor que entrou na minha conta bancária certo? do mesmo modo o débito é quando algum valor sai da minha conta bancária… Então como posso creditar da conta para fazer um pagamento ?

Eu sei que é confuso, estudantes de contabilidade levam um tempo para entender este conceito, mas ele não é tão complexo. O crédito sempre será origem e o débito sempre será aplicação. O que acontece é que os registros feitos no extrato e os registros contábeis são opostos . Veja:

  1. Suponhamos que novamente você precisa pagar o seu fornecedor:
  2. Registro contábil: O valor sairá da sua conta ou seja: vai creditar (origem) da sua conta e debitar (aplicação) na conta do fornecedor.
  3. Registro bancário: O valor sairá da sua conta ou seja: vai debitar da sua conta e creditar na conta do fornecedor.
  4. Mas por que são opostos?

As informações são iguais a forma de escriturar é diferente! Ao emitir um extrato, você tem um relatório referente a movimentação bancária da sua empresa sob a ótica do banco. Veja:

  • Quando a empresa tem um saldo credor na conta, a contabilidade precisa invertê-lo para devedor, pois este saldo é um direito que a empresa tem, sendo assim, compõe o ativo e as contas do ativo são devedoras pois representam os bens e diretos da empresa.
  • Por outro lado, o banco tem uma obrigação para com o correntista, sendo assim o saldo fica credor para o banco pois compõe o passivo (obrigações).
  • Como você está com um relatório cuja ótica é do banco, você vê um direito como credor, pois para o banco é uma obrigação, entretanto, para você enquanto correntista é um direito, sendo assim, a contabilidade deve lançar o saldo como devedor.
  • Ainda com dúvidas?

Tudo bem! é um assunto um tanto confuso mas não é complexo, o entendimento provém do exercício, existem muitos exercícios que podem auxiliá-los a entender estes conceitos.

Esclarecer dúvidas com o contador sempre é uma opção! Estamos sempre a disposição para ajudá-los.

Deixem nos comentários abaixo, dúvidas e sugestões! Em breve faremos mais posts explicando temas como: ativo, passivo, despesa, custo e demais assuntos pertinentes a contabilidade!

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