Como Saber Em Que Posição O Bebe Está?

Como Saber Em Que Posição O Bebe Está?

Mas por que usar uma técnica tão antiga se hoje em dia existem aparelhos moderníssimo de ultrassom capazes praticamente de fotografar o bebê em alta resolução na barriga da mãe? A parteira GAIL TULLY acredita no empoderamento das mulheres em relação ao seus corpos ao desvendar o que passa com o seu bebê de maneira autônoma. Eu particularmente também adoro, é uma delícia sentir as partes do bebê…o bumbum, a cabeça, descobrir para que lado está a coluna.

Médicos, parteiras, doulas e principalmente as mães (gestantes) podem aplicar a técnica do Belly Mapping.

O método funciona melhor depois das 32 semanas, e quanto mais adiantada estiver a gestação, mais fácil será sentir o bebê. Geralmente requer mais de uma tentativa para conseguir descobrir a posição.

A maioria dos bebês estão na vertical com a cabeça para cima ou para baixo no início do terceiro trimestre. Sentir o seu bebê com precisão dependerá de alguns fatores, tais como: tônus muscular, gordura corporal, quantidade de líquido amniótico e posição da placenta, pois se está estiver anterior, ou seja, na parte da frente do útero, você terá um pouco mais de dificuldade em sentir o bebê.

Um excelente momento para mapear a barriga é logo antes de dormir, pois o bebê tende estar mais ativo quando mãe relaxa. A posição deitada também é a mais indicada para a mãe, possibilitando assim que o bebê se acomode melhor dentro do ventre. Lembre-se de colocar um travesseiro em baixo dos joelhos para aumentar seu conforto e relaxar os ligamentos do útero.

Uma dica na hora de identificar as partes do corpo do bebê é saber a diferença entre saliência e protuberância. Partes pequenas como joelhos e cotovelos são saliências, já parte grande como bumbum é protuberância.

  • Quando estiver apalpando a barriga, muito provavelmente encontrará dois elementos: um mais firme – as costas e uma protuberância, localizada no final das costas.
  • Fonte:
    Livro – Guia prático de Belly Mapping – Gail Tully
  • Como Saber Em Que Posição O Bebe Está?
  • Soraya Lares Longui escreve artigos para o Mamãe Tagarela.
  • Soraya é doula, especialista em exercícios para gestantes e atua na sua área na cidade do Rio de Janeiro.
  • Conheça o site do projeto dela: Em 9 Meses.

Melhor posição para grávida dormir é do lado esquerdo

Como Saber Em Que Posição O Bebe Está?É o que diz um novo estudo. Ele mostra que gestantes que deitam viradas para o lado direito nas últimas noites antes do parto têm duas vezes mais chance de terem bebês natimortos. 

Quando vai chegando perto dos últimos meses, os desconfortos na hora de dormir aumentam.

Além da vontade de ir ao banheiro a todo momento, você gasta um tempo virando de lá para cá até encontrar uma posição ideal para acomodar o barrigão.

E ela é fundamental! De acordo com uma nova pesquisa feita na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, dormir do lado esquerdo é mais seguro para a saúde do seu bebê.

Segundo os cientistas, gestantes que dormem sobre o lado direito do corpo ou com a barriga para cima no fim da gravidez têm duas vezes mais chances de morte prematura do bebê do que as mães que dormem apoiadas sobre o lado esquerdo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 310 mulheres neozelandesas que estavam grávidas e outras 155 que tiveram bebês natimortos quando estavam por volta da 28ª semana de gravidez, entre 2006 e 2009. As mães responderam a perguntas sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez, durante o último mês, semana e noite antes do parto.

Os cientistas queriam examinar também o efeito de distúrbios do sono, como apneia e ronco, na gravidez, já que eles poderiam causar a diminuição do oxigênio que chega ao bebê. No entanto, a análise dos casos mostrou que a posição em que as mães dormiam era um fator determinante das mortes prematuras.

Uma das possibilidades apontadas pela análise é a de que quando a mãe dorme de costas ou sobre o lado direito, o feto poderia comprimir sua veia cava inferior, que leva o sangue para o coração. Isso diminuiria a quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebê.

Para o obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo, a pesquisa é o pontapé inicial para outras maiores.

“O estudo reforça uma recomendação dos médicos para as gestantes, pelo fato de que ela vai se sentir melhor ao se deitar do lado esquerdo. Nessa posição, ela não comprime a veia cava”, diz.

De barriga para cima ou deitada do lado direito, a grávida pode sentir falta de ar, sudorese fria e enjoo.

Mas fique calma! Isso não quer dizer que, se você despertar no meio da noite em uma dessas posições menos confortáveis, seu bebê corre risco de vida. “Outros estudos ainda são necessários para se afirmar essa relação”, afirma a pesquisadora Tomasina Stacey, da Universidade de Auckland.

Publicado originalmente na revista Crescer.

A gravidez na semana 32: é hora de discutir como será o seu parto

Nesta semana você provavelmente vai sentir que tudo te irrita, até sua própria sombra e está esperando ansiosamente o dia “D”.

Embora o tempo de nascimento tenha vindo e ido, não sinta que você está passando pela gravidez mais longa da humanidade, menos de 5% das mulheres têm seu bebê na data prevista. Isso ocorre porque geralmente há dúvidas quanto à data exata em que o bebê foi concebido.

Alguns bebês simplesmente demoram um pouco mais do que outros para “estarem prontos”. Mesmo se você não sentir isso agora, sua gravidez terminará mais ou menos na semana que vem.

Semana 41

Nesta semana você provavelmente vai sentir que tudo te irrita, até sua própria sombra e está esperando ansiosamente o dia “D”.

Embora o tempo de nascimento tenha vindo e ido, não sinta que você está passando pela gravidez mais longa da humanidade, menos de 5% das mulheres têm seu bebê na data prevista. Isso ocorre porque geralmente há dúvidas quanto à data exata em que o bebê foi concebido.

Alguns bebês simplesmente demoram um pouco mais do que outros para “estarem prontos”. Mesmo se você não sentir isso agora, sua gravidez terminará mais ou menos na semana que vem.

Quando isso vai acabar?

Você pode ter discutido com seu médico sobre a possibilidade de induzir o parto esta semana, mas normalmente deve haver uma série de coisas a ser consideradas para que isso seja feito, incluindo o seu próprio bem e o bem-estar do seu bebê.

Algumas mulheres estão tão sobrecarregadas com a excitação de estarem na semana 41 que é necessário induzir o parto, elas estão tão ansiosas que o estresse da espera pelo parto não é considerado bom para sua saúde mental e, portanto, é melhor iniciar o procedimento.

Outras mulheres têm um estado de tranquilidade de “esperar e ver”. Em suma, cada mulher tem sua própria maneira de lidar com os atrasos da gravidez.

Leia também:  Como Lidar Com Marido Que Nao Conversa?

As mudanças físicas desta semana

  • Na semana 41, seus exames pré-natais incluem a proposta de datas específicas ou a validação das datas propostas anteriormente. É possível que o médico te peça para fazer alguns CTG (Cardiotocografias) ou talvez um ultrassom. Eles podem medir a quantidade de líquido amniótico que envolve seu bebê, bem como seu tamanho e colocação na placenta.
  • É possível que o médico peça para você manter um registro do movimento e atividade do seu bebê durante esta semana, se houver uma mudança significativa ou seus movimentos diminuírem, você deve ir ao hospital.
  • Esta semana, você pode sentir pressão sobre o colo uterino, será uma sensação difícil de descrever, semelhante à dor de um teste de Papanicolau, e pode ir e vir, dependendo de quanta pressão exerce a cabeça do bebê. Além disso, seu colo uterino está amadurecendo agora, o que significa que está ficando mais fino e preparando-se para se dilatar. Durante o trabalho de parto, seu colo uterino deve dilatar-se 10 centímetros para permitir que a cabeça e o corpo do bebê saiam.
  • Você pode sentir um aumento de corrimento à medida que as células do colo uterino produzem uma substância branca e aquosa, algumas mulheres também produzem mucosa durante esta semana e, embora este não seja um verdadeiro sinal do parto, isso significa que algo está acontecendo.

As mudanças emocionais desta semana

  • Cada cãibra e cada dor pode ser um sinal de que chegou a hora e a espera acabou, ir para cama não permitirá que você descanse e você vai se perguntar se você vai acordar no meio da noite com a dor das contrações. Manter a calma na semana 41 é bastante difícil e parece impossível fazer planos, você sentirá que toda a sua vida depende de um grande evento.
  • Você tem todo o direito de se sentir frustrada, emocionada, ansiosa, exausta, inquieta, assustada, desconfortável e inquieta. Tente descansar, se quiser, e faça trabalhos simples que não exijam muita energia.
  • Tente consumir seu tempo com algum livro ou série, procure atividades que ajudem o tempo a passar mais rápido e a limpar a mente. Visite seus amigos, ou melhor, ainda, peça para que eles te visitem. Faça algo pela manhã e descanse um pouco à tarde, separe as atividades ao longo do dia.
  • Tente se imaginar no parto, imagine que está sendo forte e que está fazendo tudo o que seu corpo precisa para permitir que seu bebê nasça. Confie em seus médicos e tenha em mente a importância da sua saúde e a de seu bebê, isso deve ser o mais importante para todos.
  • Você pode ter visões ou sonhos estranhos sobre seu bebê esta semana, você pode sonhar que você já teve seu bebê ou que seu sexo não é o que você queria. Você pode se sentir mais cansada do que quando você foi dormir, sua imaginação pode voar quando há uma demora.

Mudanças do seu bebê esta semana

  • Você pode sentir que seu bebê está literalmente prestes a sair, especialmente se você já teve filhos. Tomara fosse tão simples. Seu bebê amadureceu, mas ainda não está pronto para sair.
  • Seu bebê já está bem desenvolvido e está mais do que pronto para respirar, comer, digerir, chorar e fazer todas as suas necessidades, caso ele decida chegar esta semana.

Nova técnica ajuda bebê sentado (pélvico) ou deitado (transverso) a virar para o parto normal

  • WhatsApp
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Linkedin
  • Copiar Link

(Foto: Thinkstock)

“O bebê já virou?” Quanto mais imponente a barriga, maiores as chances de a grávida ouvir essa pergunta.

E para quem deseja um parto normal, saber a posição da criança não é mera curiosidade, já que o ideal é que ela esteja com a cabeça voltada para baixo, encaixada na pélvis materna, e o restante do corpo para cima, o que é conhecido como posição cefálica.

Geralmente, os bebês adotam essa posição até a 36ª semana de gravidez, mas alguns demoram um pouco mais ou, às vezes, simplesmente não dão a tão esperada cambalhota.

Em um estudo que é a maior referência sobre o assunto até hoje, pesquisadores do Centro Médico Hospitalar Sueco em Seattle, nos Estados Unidos, apontam que entre 96% e 97% dos bebês ficam de cabeça para baixo até o parto, mas de 3% a 4% permanecem sentados ou, o que é ainda mais raro, deitados.

A explicação dos especialistas para a predominância da posição cefálica está relacionada ao formato do útero, que parece uma pera invertida.

Conforme o espaço vai diminuindo, os bebês procuram maneiras de ficar mais confortáveis ali dentro, o que significa deixar a área maior e mais móvel, formada pelo bumbum e pelas pernas, para cima, e a cabeça, que é mais densa, para baixo.

Por que, então, alguns bebês não viram? Muitas vezes, não se trata de uma simples divergência em relação ao que é conforto, mas algo que os impede de fazer o movimento mais natural.

De acordo com o ginecologista e obstetra Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da Comissão Nacional Especializada em Medicina Fetal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), algumas das causas possíveis são más-formações fetais ou uterinas, cordão umbilical curto, que restringe o movimento, ou excesso de líquido amniótico, o que pode fazer com que o bebê se movimente muito dentro do útero sem se acomodar. Porém, há casos que a medicina simplemente ainda não consegue explicar.

A única certeza é a de que a posição cefálica é a mais segura para o parto normal. Um dos motivos para isso, segundo o obstetra, é que quando o bebê está virado para baixo, a dificuldade do parto é decrescente.

“A cabeça tem o maior diâmetro quando comparada às outras partes do corpo e, depois que ela sai, o resto é mais fácil”, explica. “No parto normal, o ideal é que o queixo esteja bem próximo ao peito para diminuir essa medida.

Se o bebê estiver sentado, um dos problemas é que, pelo próprio sentido do movimento das contrações, existe mais chance de o queixo apontar para cima, e isso pode fazer com que a cabeça ‘entale’, mesmo depois de o corpo inteiro sair.”

Uma boa ajudaFelizmente, é possível dar uma “mãozinha” para os bebês virarem antes do parto.

Uma das abordagens que vêm ganhando força entre doulas e enfermeiras obstétricas, e foi destaque no Simpósio Internacional de Assistência ao Parto (Siaparto), em setembro deste ano, é o Spinning Babies (em tradução livre, bebês girando).

Criado pela norte-americana Gail Tully, o método combina uma série de exercícios baseados em três pilares: equilíbrio, gravidade e movimento.

Segundo Gail, se os músculos do útero e do assoalho pélvico estiverem flexíveis, condição que, muitas vezes, pode ser conquistada com exercícios, o bebê vira espontaneamente. “Algumas parteiras dirão que os bebês nascem pélvicos [quando não viram] porque querem.

Pode até ser, mas sugiro que abordemos um possível desequilíbrio do útero. Acredito que o bebê vai ficar na melhor posição possível, de acordo com o espaço no ventre.

Leia também:  Como É Que Se Faz Bolo De Cenoura?

Não é que existam mulheres imperfeitas por dentro, mas a área ideal depende do alinhamento pélvico e de ligamentos que podem estar desbalanceados por movimentos repetitivos, como cruzar as pernas ou pisar no pedal do acelerador”, explica.

A maioria dos exercícios propostos por Gail para retomar o equilíbrio do organismo é simples e pode ser realizada em casa.

Em um deles, chamado de “inversão inclinada para a frente”, a mulher fica de joelhos em uma poltrona ou sofá e se apoia com os antebraços no chão, deixando a cabeça relaxada.

A posição deve ser mantida entre 30 segundos e um minuto e pode ser repetida até três vezes por dia. A intenção é fazer com que o bebê se movimente no útero e assuma a melhor posição, com os músculos pélvicos da mãe relaxados e alinhados.

A empresária Mariana Menezes, 30 anos, descobriu o método por meio de sua doula e começou a fazer os exercícios na 33ª semana da gestação de seu primeiro filho. Apenas sete dias depois, o bebê apareceu no ultrassom de rotina em posição cefálica e não mudou mais.

“Me ajudou muito, não só durante a gravidez, mas também no trabalho de parto”, conta a mãe de Pedro, hoje com um mês. “Fiz os exercícios no intervalo das contrações e eles me ajudaram a relaxar e diminuíram o desconforto. Toda a preparação me deu a confiança de que seria capaz de ter um parto normal em casa e sem anestesia – e foi o que aconteceu”, conta.

Isso porque os movimentos de Spinning Babies também ajudam na rotação do bebê, para facilitar a descida dele pelo canal de parto.

(Foto: Thinkstock)

Além dos exercíciosPara o obstetra Renato Augusto Moreira de Sá, o importante é que, antes de adotar qualquer medida para ajudar na rotação do bebê na barriga, os pais pesem os possíveis benefícios e também as complicações.

“Muitas gestantes optam por fisioterapia e posições de ioga. Não há bibliografia comprovando a eficiência desses métodos, mas se o bebê ficar na posição cefálica, a vantagem é muito grande, então vale a pena quando o risco é mínimo”, aponta.

Outra opção ao alcance das mães é a moxabustão, técnica de acupuntura térmica feita com uma combustão de ervas. Nela, um bastão quente com plantas específicas é aproximado do dedinho do pé da gestante, ponto relacionado ao útero.

Para testar a eficiência da prática, pesquisadores da Universidade de Módena, na Itália, fizeram um estudo com 226 grávidas com bebês pélvicos, em que 114 não adotaram nenhum método e 112 aderiram ao tratamento da medicina chinesa.

No primeiro grupo, a taxa de versão cefálica foi de 36,7% e no segundo, de 53,7%.

A hipótese dos cientistas é de que o calor provocado pelo bastão chega até o útero e deixa o bebê mais ativo e propenso a virar.

A acupunturista pediátrica Márcia Lika Yamamura, chefe do Ambulatório de Acupuntura Infantil da Unifesp (SP), ressalta, porém, que é preciso escolher bem o profissional para realizar o procedimento: “É muito importante que seja um médico, porque, além da posição do bebê, é preciso avaliar outras condições, como diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia, para decidir se a técnica é a melhor opção. Vale ressaltar também que não é recomendado colocar as agulhas da acupuntura na barriga das gestantes em nenhum período da gestação”.

Última cartadaSe você já fez exercícios, Spinning Babies, acupuntura e o bebê continua sentado ou transverso, calma. Ainda há mais uma carta na manga para dar uma força e ajudar seu filho: a versão cefálica externa (VCE). A técnica possui grande respaldo científico e deve ser realizada por obstetras, em ambiente hospitalar.

Na manobra, o profissional manipula a barriga da mãe, tocando no bebê através das camadas de pele em partes específicas, para fazê-lo dar uma cambalhota.

O procedimento é relativamente simples, mas, por ter uma chance pequena de complicações graves como início prematuro do trabalho de parto, compressão de cordão, descolamento de placenta e até mesmo ruptura uterina, costuma ser feito no hospital, depois de tentativas menos invasivas.

A taxa de sucesso do procedimento, de acordo com uma pesquisa feita na Malásia com 142 mulheres, é de 51,4%.

A obstetra Andrea Campos, da Casa Moara (SP), ressalta que a manobra é indicada pela Organização Mundial da Saúde e leva poucos minutos.

“A VCE pode ser realizada a partir da 36ª semana em gestantes que não tenham contraindicações para o parto normal, como placenta prévia, líquido amniótico muito abaixo do normal, entre outros fatores”, explica.

A VCE foi a opção da educadora Kelley Betti, 28, depois de descobrir que sua segunda filha, Marina, continuava em posição pélvica na 37ª semana de gestação.

“Não posso dizer que é confortável, mas, perto do benefício obtido quando dá certo, o desconforto é mínimo”, afirma a mãe, que desejava ter um parto normal, como foi o de sua primeira filha, Júlia, 2 anos, que nasceu em casa.

“Marina estava muito encaixada e não conseguimos virá-la, mas não me arrependo e não tenho dúvidas de que faria a VCE novamente, se precisasse”. Até o fim da gestação, Kelley tentou várias outras técnicas, incluindo acupuntura e Spinning Babies, mas sem sucesso.

Como não havia uma equipe especializada em parto pélvico na região de Presidente Prudente (SP), ela passou por uma cesárea, que trouxe Luísa, hoje com 1 mês, ao mundo com saúde.

Assim como aconteceu com Kelley, nem sempre o parto é exatamente como a mãe imagina ou espera. A jornada até o momento em que você finalmente pode ver seu bebê pela primeira vez é longa, mas muito gratificante.

Por isso, vale fazer o possível, incluindo exercícios, alimentação saudável e trabalho para obter bem-estar emocional, para que tudo corra da melhor forma, esteja o pequeno na posição pélvica, cefálica ou transversa.

O mais importante é escolher o tipo de parto com o qual você se sinta mais confortável, com aprovação do profissional de saúde que atenda seu pré-natal. E aproveitar o tão esperado encontro.

saiba mais

Entenda as posições em que o bebê pode estar na hora do parto

A gravidez é um período da vida conhecido por trazer à cabeça das mulheres centenas de dúvidas que não diminuem conforme a gestação avança – muito pelo contrário! Se logo que você descobre que está esperando um bebê vêm todos aqueles medos iniciais, é no último trimestre que as perguntas em relação ao parto e a como o seu pequeno está posicionado dentro do útero começam a aparecer. E você já deve ter ouvido dizer que, para um parto vaginal acontecer, é preciso que o bebê esteja pronto para “encaixar”, ou seja, de cabeça para baixo. Assim, uma vez percebendo que o seu filhote não quer saber de virar, seus planos de dar à luz de forma natural parecem ir por água abaixo. Mas a verdade é que nem sempre a cesariana é a única saída. Entenda quais são as posições em que o bebê pode ficar dentro do útero, o que elas implicam e quais são as recomendações para cada uma. 

Leia também:  Como Imprimir O Que Está No Ecrã?

Cefálica

Camilla Loureiro

Essa é a posição mais esperada pelas grávidas que desejam o parto normal, afinal, é a apresentação ideal para quem quer dar à luz dessa forma. Felizmente, ela é também a mais comum, correspondendo a 96% dos bebês.

“O pequeno pode estar com o dorso à direita ou à esquerda da mãe e ambas as posições podem estar voltadas para a região anterior ou posterior dela”, explica Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Para facilitar o entendimento: o dorso equivale à coluna do feto. Já a posição posterior é quando a nuca do bebê está “apoiada” na coluna da mãe, enquanto, na anterior, a nuca está apontando para a sua pelve.

Entretanto, embora a cefálica seja a posição em que a maioria dos bebês se encontram no momento do parto, o que vimos no Brasil nas últimas décadas foi um considerável crescimento da cesariana – inclusive em casos em que ela não seria necessária – por ser vista como mais segura para algumas pessoas ou até mesmo mais cômoda. A boa notícia é que, nos tempos recentes, essa tendência tem perdido força e o parto vaginal tem voltado a ser desejado por um grande número de mulheres. Se esse é o seu caso, mas o seu pequeno ainda não virou, fique calma! Isso deve acontecer por volta da 34ª/35ª semana.  

Pélvica

Camilla Loureiro

Muito conhecida como “bebê sentado”, essa posição também tem algumas variações.

“A apresentação pélvica pode ser completa (quando o bebê fica sentado, como se estivesse com as pernas cruzadas igual ‘índio’) e incompleta se estiver com uma perna para cima e outra para baixo, ou ainda com as duas para cima, sendo essa última também chamada de cócoras”, esclarece o obstetra. Os pélvicos podem ainda estar à direita anterior ou posterior da mãe, bem como à esquerda, e correspondem a 3,5% dos casos. 

Continua após a publicidade

Embora essa apresentação tenha sido indicativa de cesárea na imensa maioria dos casos ao longo dos últimos anos, Caio Antonio de Campos Prado, especialista em obstetrícia e ginecologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, afirma que é, sim, possível dar à luz um bebê nessa posição por meio do parto vaginal: “O que aconteceu é que depois do boom de cesáreas no Brasil, os médicos passaram a ser pouco treinados para as possíveis intercorrências de um parto pélvico, por isso ele é evitado”.

Por isso, o parto normal pode, sim, acontecer em casos de bebê pélvico, mas essa possibilidade deve ser avaliada caso a caso, já que tende a ser mais arriscado, demandando atenção a alguns fatores que costumam facilitar a saída do pequeno, como um parto normal prévio de bebê cefálico. Uma alternativa às mulheres que têm todas as condições para um parto vaginal, mas o filhote se encontra sentado, é a Versão Cefálica Externa (VCE), técnica que permite girar o pequeno dentro do útero.

Transversal

Camilla Loureiro

“Os transversos são também chamados de córmicos (de ombros) e, como nas outras posições, podem ter variações, com o polo cefálico à direita ou à esquerda da mãe e com o dorso anterior ou posterior”, conta o especialista do Santa Joana.

Polo cefálico equivale à cabeça do pequeno, portanto, o bebê transverso fica atravessado no útero da mãe.

Quando isso acontece e o pequeno não muda até o fim da gestação, a cesárea se torna obrigatória, já que não há espaço suficiente para que a criança passe pelo canal vaginal.

Embora dar à luz de forma natural tenha muitos benefícios, é fato que em determinados casos – como o do bebê córmico – a cesariana é a única opção. 

A posição transversal corresponde a 0,5% dos casos e, caso a mãe não apresente contraindicações ou outras questões que impeçam o parto normal, também pode ser revertida com a manobra da Versão Cefálica Externa.

Continua após a publicidade

  • Gravidez
  • Gravidez – Parto
  • Parto e pós-parto

Conheça as posições do bebé dentro da barriga da mãe

A posição ideal para um feto antes do parto é a chamada posição anterior, em que a cabeça aponta para o chão e o bebé está voltado para as costas da mãe. A maioria dos fetos adota esta posição no último mês de gravidez.

A posição anterior, também conhecida como posição anterior do vértex, cefálica ou occipital, ajuda a reduzir as hipóteses de complicações durante a gravidez. Um artigo da Medical News Today explica as várias posições do feto.

Posição anterior

A melhor posição para o feto antes de nascer. A maioria dos bebés encaixa-se assim antes do início do trabalho de parto. Isto significa que a cabeça do feto está na pélvis, de frente para as costas da mãe. Já as costas do bebé estão de frente para a barriga da mãe. A cabeça do feto pode ser dobrada, permitindo que o topo pressione o colo do útero.

Posição posterior

Também conhecida como posição “costas com costas”, é aquela em que a cabeça do feto aponta para baixo e as suas costas estão encostadas às da mãe. Nesta posição, pode ser difícil o feto colocar corretamente a cabeça, o que torna mais difícil a passagem. Tal situação pode levar a um trabalho de parto mais lento e mais longo e provocar dores fortes nas costas da mãe.

O feto corre mais riscos de terminar a gestação assim se a mãe passar muito tempo sentada ou deitada, nomeadamente se estiver em repouso.

Falsa posição transversal

É quando o feto está deitado horizontalmente no útero. A maioria não permanecerá assim nas semanas e dias que antecedem o dia do parto.

Se o feto ainda estiver nesta posição imediatamente antes do nascimento, será necessária efetuar uma cesariana, já que, sem ela, mãe e bebé correm o risco de uma emergência médica conhecida como prolapso do cordão umbilical, quando o feto comprime o cordão durante o trabalho de parto.

Posição da culatra

Quando o feto permanece com a cabeça erguida em vez de descer na pélvis da mãe.

Existem vários tipos de posição da culatra: quando as pernas do feto se posicionam frente ao corpo, colocando os pés muito próximos do rosto; quando ele se “senta” com as pernas cruzadas à frente do corpo, com os pés junto às nádegas; se o feto tem um ou ambos os pés pendurados – nestes casos, e se houvesse um parto vaginal, um ou os dois pés do bebé sairiam primeiro.

Qualquer uma destas posições pode ser provocada pela existência de pouco líquido amniótico à volta do feto, miomas uterinos, um útero irregular ou uma gravidez de gémeos. Neste último caso, um dos fetos pode estar numa posição anterior ou posterior, enquanto o outro em posição de culatra.

Este tipo de posição é seguro enquanto o bebé permanecer no útero. Existem, porém, alguns riscos se não se alterar no momento em que começa o trabalho de parto.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*