Como Saber De Quem É Uma Conta Bancaria?

Hoje em dia, ninguém está a salvo de ter seus dados pessoais, números de documentos, dentre outras informações, roubadas e/ou clonadas. Esses dados, em mãos maliciosas, podem gerar muita dor de cabeça e grande prejuízo financeiro.

Uma delas, é abertura de contas corrente e até mesmo poupança, em instituições financeiras. No Brasil, esse tipo de fraude vem crescendo assustadoramente devido a popularização dos bancos digitais e a facilidade que eles apresentam no processo de abertura de contas, deixando todo mundo em alerta.

Mas, existe uma maneira de se proteger desse tipo de fraude, basta consultar o CCS.

Como Saber De Quem É Uma Conta Bancaria?

Com esse artigo pretendemos te ensinar como descobrir todas as contas abertas, em qualquer banco, pelo número do seu CPF e se antecipar, evitando problemas maiores.

O que é o CCS? 

CCS é a sigla para “Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional”. Segundo o BACEN (Banco Central), o CCS “é um sistema onde são registradas todas as informações relativas aos correntistas e clientes de todas as instituições financeiras e seus representantes legais ou convencionais”.

Para que serve o CCS?

O CCS serve para registrar todas as contas que foram abertas e encerradas, em todas as instituições financeiras, desde 01/01/2001.

Nesse sistema, estão registrados os dados de pessoas jurídicas e físicas, com a data do início dos relacionamentos com as instituições, e se for o caso, a data do fim (encerramento da conta).

O CCS não disponibiliza dados de saldo, extrato, limites, aplicações, nem nada relativo a movimentação das contas. 

O CCS possibilita verificar a exatidão das informações como, por exemplo, identificar o eventual uso indevido do CPF ou CNPJ no sistema financeiro. Também é possível, em caso de espólio, localizar relacionamentos bancários mantidos por pessoa falecida, desde que o consulente tenha poderes legais para tal.

Quem pode acessar o CCS?

Todo cidadão ou pessoa jurídica, que deseje ter conhecimento do seu registro pessoal no CCS, pode acessar o sistema.

Além de você mesmo, as autoridades para tanto legalmente legitimadas, como o Poder Judiciário, as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), também podem solicitar o acesso as informações constantes no CCS.

Pago alguma coisa para consultar o CCS?

Não. O cadastramento e acesso ao Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional é um serviço gratuito.

O que posso fazer no sistema do CCS?

Após efetuar o seu cadastro no Registrato, você poderá acessar o CCS e requisitar a consulta por CPF, CNPJ ou conta; consultar requisições realizadas; consultar histórico de atualização de cliente; listar arquivos detalhados e imprimir as requisições de consulta.

O Bance disponibiliza em formato PDF, um arquivo que ensina como utilizar o sistema do CCS e ter acesso a todos os serviços disponíveis.

Como consultar o CCS?

O acesso ao CCS é individual, você só terá acesso as informações relativas ao seu CPF. Para quem deseja consultar as contas abertas em nome de sua empresa, deverá consultar pelo número do CNPJ.

Existe a possibilidade desse acesso ser cedido a terceiro, mas, somente por meio de procuração, por pedido de herdeiro legítimo, herdeiro testamentária, inventário judicial ou extrajudicial ou curador / tutor.

Para saber os documentos necessários para os pedidos de acesso ao CCS de pessoa física, realizados por terceiros, consulte o Manual do Usuário. Além da documentação, você deverá imprimir e preencher um formulário para a Solicitação de relatórios ou cadastramento Sisbacen(pessoa física).

Para consultar o CCS e saber todas as contas que um dia foram abertas e até mesmo encerradas ou ainda mantidas, você precisará fazer um cadastro no Bacen, no Registrato.

Com esse cadastro, você terá acesso as informações do CCS e do SCR (Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, para saber mais sobre ele, clique aqui).

Saiba como fazer o seu cadastro e ter acesso ao CCS e ao SCR, lendo o passo a passo a seguir.

Passo a passo de como consultar contas abertas em banco pelo CPF

Passo 1 – Se você ainda não tem um cadastro no Registrato, esse é o primeiro passo. Acesse o site do Registrato.

*Caso já possua cadastro no Registrato, vá direto para o passo 10.

Passo 2 – Clique em “Sou pessoa física”.

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Passo 3 – Clique em “Obter frase de segurança”.

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Passo 4 – Você será direcionado a outra página. Para obter frase de segurança, preencha os campos com os dados solicitados e clique em “Confirmar”.

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Passo 5 – Clique em “Copiar”, para copiar a frase de segurança.

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Passo 6 – Acesse o Internet Banking da instituição financeira que você informou no passo 4, para validar a frase de segurança.

Passo 7 – Após validar a frase de segurança, volte para o site do Registrato e clique em “Cadastrar”.

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Passo 8 – Preencha os dados solicitados, copie a frase de segurança, forneça o código e clique em “Confirmar”.

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Passo 9 – Será gerada uma senha de acesso, que deverá ser trocada no seu primeiro acesso. Clique em entrar e com essa senha, você poderá acessar o site do Registrato e consultar o seu CCS.

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Passo 10 – No site do Registrato, clique em “Acessar o Registrato”.

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Passo 11 – Selecione “CPF”e informe o número do seu CPF e a senha cadastrada. Clique em “Entrar”.

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  • Passo 12 – Clique em “CCS – Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional”.
  • Passo 13 – Leia e selecione “Estou ciente…” , clique em “Gerar relatório”. 
  • Passo 14 – O relatório será gerado, faça o download clicando no logotipo do Adobe, para ter acesso ao relatório. 

No relatório irão estar listadas todas as informações das contas abertas e encerradas em seu CPF. As informações fornecidas são: número da conta, instituição financeira e datas ( abertura e encerramento, se for o caso).

Outra maneira de se proteger contra fraudes é sempre consultar seu CPF. O Serasa e o Boa Vista SCPC disponibilizam a consulta grátis e oferece o serviço de monitoramento do seu CPF, com custo bem acessíveis.

Esses serviços tem o objetivo de te manter informado sobre qualquer operação feita com o seu Cadastro de Pessoa Física.

Viabilizando a consulta de débitos existentes e a possibilidade de acompanhar todos os cadastros, consultas, abertura de contas e qualquer coisa realizada com o seu CPF, e até mesmo informar caso você perca ou tenha seus documentos roubados. 

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Como consultar contas bancárias existentes em um CPF?

Pergunta do leitor: “Desconfio que alguém abriu uma conta-corrente em meu CPF sem a minha autorização. Como faço para consultar todas as contas bancárias que estão atreladas ao meu CPF? É possível fazer essa consulta pela internet? Obrigado“

Olá leitor! Sim, é possível verificar pela internet todas as contas bancárias que estão atreladas ao seu CPF (Cadastro de Pessoa Física).

O Banco Central do Brasil (BCB) disponibiliza uma ferramenta gratuita chamada de REGISTRATO, por meio dela é possível verificar a existência de qualquer conta bancária em seu CPF, o sistema também informa o limite de crédito que possui em cada instituição financeira.

Além do número de conta-corrente e poupança que estão vinculadas ao seu CPF é possível também consultar a existência de cartões de crédito e outros produtos financeiros que demandem limite.

Já fizemos um tutorial passo a passo ensinando como fazer o cadastro no REGISTRATO e posteriormente validação da chave de acesso no internet banking.

Como Saber De Quem É Uma Conta Bancaria?

Registrato permite descobrir todas as contas bancárias, empréstimos e limites vinculados ao seu CPF.

O REGISTRATO do Banco Central é atualizado constantemente. O sistema também é utilizado pelas instituições financeiras (com autorização do consumidor) para análise de crédito, pois elas conseguem ter acesso ao limite liberado por outras instituições para o consumidor.

A ferramenta também serve para proteger o Sistema Financeiro Nacional, evitando que as instituições financeiras disponibilizem limite de crédito muito além da capacidade de pagamento dos consumidores.

Caso o consumidor desconheça alguma instituição financeira, deve entrar em contato com a instituição financeira para verificar a existência de conta bancária ou cartão de crédito, pois alguém pode estar usando o seu CPF sem que você saiba.

Outra dica para coibir fraudes é monitorar o CPF nos órgãos de proteção ao crédito, a Serasa e a BoaVista disponibilizam ferramentas pagas de monitoramento de documentos, dessa forma é possível descobrir todas as empresas que consultam o seu CPF para a concessão de crédito e/ou início de relacionamento.

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Saiba como identificar se tem conta aberta sem o seu conhecimento

Como Saber De Quem É Uma Conta Bancaria?

Abrir uma conta bancária está muito mais fácil. Nem é preciso ir até uma agência. Basta mandar fotos dos documentos pelo celular (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Abrir uma conta bancária está muito mais fácil. Nem é preciso ir até uma agência. Basta escolher a instituição financeira e enviar fotos dos documentos pelo aparelho de celular. Serviços de checagem das informações são usados pelos bancos e depois de alguns cliques e selfies, a conta está aberta.

Apesar da tecnologia ter eliminado a burocracia e de todos os investimentos em segurança, a era digital pode contribuir para fraudes. E pessoas mal intencionadas podem adulterar documentos e abrir uma conta bancária no seu nome. Saiba como identificar se isso aconteceu com você.

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É possível descobrir tal situação no site do Banco Central. Em sua coluna no UOL, Flávio Tasinaffo explica que após confirmar uma conta que você não abriu, pela página da autoridade monetária, é necessário entrar em contato com a instituição financeira e pedir o bloqueio imediato.

Depois, faça um Boletim de Ocorrência, envie para o banco e reforce que você não abriu a conta. Também é recomendável fazer uma reclamação no Procon da sua cidade e no Banco Central, que é responsável pela regulação das instituições financeiras.

Por fim, faça consultas periódicas para garantir que ninguém abriu conta em seu nome.

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TIPOS DE CONTAS BANCÁRIAS

Guardar dinheiro, receber salário, aposentadoria, fazer transferências, depósitos, pagamentos, poupança, empréstimos, investimentos… Para ter acesso a produtos e serviços financeiros, você precisa de uma conta bancária.

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Com ela, você também pode movimentar seus recursos usando cheques, cartões de débito, máquinas de autoatendimento, internet e outros.

Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode abrir uma conta bancária, inclusive estrangeiros residentes no País.

A abertura e a manutenção de contas são baseadas em um contrato firmado entre o banco e o cliente

Menores de 16 anos devem ser representados e, jovens entre 16 e 18 anos, devem ser assistidos pelos pais ou tutores

Os bancos oferecem, basicamente, 3 tipos de contas:

  • Conta de depósitos à vista: é o modelo mais usual, conhecido como conta-corrente. Seus recursos estão sempre disponíveis e podem ser sacados a qualquer momento. As contas-correntes podem ser:
    • Individual (1 titular) ou conjunta (2 ou mais titulares)
    • Simples ou especial, diferenciando-se pelas tarifas, produtos e serviços oferecidos
    • Simplificada: para pessoa física ou microempreendedor de baixa renda, com saldo máximo de R$ 2 mil

  • Conta de depósito em poupança: conhecida como conta-poupança, foi criada para estimular a economia popular. A cada 30 dias, na data de aniversário do depósito, oferece rendimentos mensais sobre os recursos aplicados. Pode ser aberta em nome de pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Para saber mais, leia a matéria sobre conta-poupança
  • Conta de depósito de salários: é um tipo especial de conta para receber salários, proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares. Não permite nenhum outro tipo de depósito além do feito pela entidade pagadora e não pode ser movimentada através de cheques. A abertura de uma conta-salário é iniciativa da empresa pagadora, mas o assalariado ou beneficiário pode indicar o banco de sua preferência
  • Para abrir uma conta-corrente

    É necessário preencher a ficha-proposta de abertura de conta e apresentar os originais – ou cópias autenticadas em cartório – dos seguintes documentos:

  • Pessoa física:
    • Documento de identificação (RG, CNH)
    • CPF
    • Comprovante de residência, como conta de luz, água ou telefone

  • Pessoa jurídica:
    • Contrato social e registro na junta comercial
    • Documentos que qualifiquem e autorizem os responsáveis a movimentar a conta
    • CNPJ

    A instituição financeira pode estabelecer critérios próprios para abertura de conta-corrente, desde que siga os procedimentos previstos na regulamentação vigente.

    Na hora de escolher um banco, considere:

    • Localização: agências, horários de funcionamento, disponibilidade de máquinas de autoatendimento
    • Tarifas: mensais, por cheque, solicitação de extratos, uso das máquinas de autoatendimento
    • Demais custos: operações no internet banking, talões de cheques adicionais, tarifas de transferência de fundos (DOC e TED) e outras
    • Aspectos diferenciais: cheque especial, internet banking, cartões de crédito, limites de crédito

    Os bancos devem fornecer gratuitamente 1 cartão de débito, para movimentação de sua conta, ou 1 talão de cheques com 20 folhas por mês, mas podem cobrar pelo uso extra e pela emissão de cheques.

    Cuidados antes de abrir uma conta-corrente:

    • Leia atentamente o contrato de abertura de conta (ficha-proposta)
    • Não assine nenhum documento antes de esclarecer todas as suas dúvidas
    • Solicite cópia dos documentos que assinar
      Informar o cliente sobre as condições para:

    • Manutenção da conta
    • Fornecimento de talonário de cheques
    • Inclusão do nome no CCF
    • Manutenção e destruição dos cheques liquidados e microfilmados
    • Disponibilizar tabela de tarifas de serviços nas agências e na internet
    • Comunicar previamente e por escrito a intenção de encerrar a conta do cliente
      O cliente deve comunicar:

    • Mudança de endereço ou número de telefone
    • A intenção de encerrar a conta, por escrito e com antecedência
      • E também:
    • Manter saldo suficiente para pagamento de compromissos assumidos com o banco (tarifas e juros)

    Encerramento de uma conta-corrente

    Mesmo inativas, as contas não são encerradas automaticamente. Para encerrar sua conta, siga os procedimentos abaixo:

    • Solicite ao banco, por escrito, o encerramento da conta e peça que assinem 1 via indicando que receberam a solicitação
    • Verifique se todos os cheques emitidos foram compensados, para evitar que seu nome seja incluído no CCF
    • Entregue ao banco os cartões magnéticos e as folhas de cheque não utilizadas ou apresente uma declaração por escrito de que foram devidamente inutilizados
    • Solicite o cancelamento dos débitos automáticos em conta
    • Mantenha saldo suficiente para o pagamento de compromissos assumidos com o banco

    O banco deve informar a você a data efetiva de encerramento, por correio ou via eletrônica.

    Direitos do consumidor

    • O banco não pode fazer débitos em sua conta sem a sua autorização
    • O cliente não é obrigado a contratar produtos adicionais ou cestas e serviços junto com a conta-corrente
    • Em caso de problemas com a conta, o cliente deve buscar a solução na própria agência. Se não resolver, pode recorrer ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do banco ou acionar a Ouvidoria da instituição

    Caso passe por todas as etapas sem encontrar uma solução satisfatória, procure o Banco Central do Brasil

    O Serviço de Atendimento ao Público do Banco Central do Brasil também pode ser acessado pelo telefone 0800 979 2345 | Deficiente auditivo/fala: 0800 642 2345

    É possível ter conta em moeda estrangeira no exterior?

    Depende da regulamentação do país em que se pretende abrir a conta. As remessas ao exterior podem ser realizadas diretamente na rede bancária autorizada a operar em câmbio, observados os princípios de legalidade e de fundamentação econômica das transferências.

    Pessoas físicas e jurídicas, residentes, domiciliadas ou com sede no Brasil, podem pagar suas obrigações com o exterior utilizando essa conta.

    No entanto, estão obrigadas a informar ao Banco Central do Brasil os ativos mantidos no exterior, observados os valores e prazos indicados na regulamentação em vigor.

    Os residentes no exterior podem ter conta em reais no Brasil?

    Sim. Pessoas físicas ou jurídicas, residentes, domiciliadas ou com sede no exterior, podem ser titulares de conta em reais em banco autorizado a operar no mercado de câmbio.

    Quando superiores a R$ 10 mil, as movimentações de tais contas estão sujeitas à comprovação documental, registro no sistema informatizado do Banco Central e identificação, tanto da proveniência e destinação dos recursos como da natureza dos pagamentos e da identidade dos depositantes e dos beneficiários das transferências efetuadas.

    Posso abrir uma conta em moeda estrangeira no Brasil?

    Sim, desde que você seja estrangeiro transitoriamente no Brasil ou de nacionalidade brasileira, mas domiciliado no exterior. Para outras situações, confira a regulamentação cambial.

    O que eram as “contas CC5”?

    Eram contas em moeda nacional mantidas por residentes no exterior, regulamentadas, previstas na Carta circular nº 5, editada pelo Banco Central em 1969, revogada há mais de 15 anos.

    Portanto, não se aplicam às atuais contas em moeda nacional tituladas por pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior.

    Hoje, as disposições sobre essas contas constam do capítulo 13 do título 1 do Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI).

    Para saber mais

    1. Para outras informações sobre contas bancárias, acesse:
    2. Banco Central do Brasil
    3. Por ser um contrato voluntário e por tempo indeterminado, uma conta bancária pode ser encerrada tanto pelo banco quanto pelo cliente, mediante comunicação prévia

    Tudo Golpe – Você pode ter uma conta bancária e nem saber! Cuidado com seus documentos

    Imagem: Kaique Rocha/Pexels

    Há alguns anos, abrir uma conta bancária era uma maratona.

    Você tinha que ir até uma agência, levar documentos originais e cópias, além de ser submetido a uma entrevista interminável.

    Hoje, na era digital, você nem precisa mais sair de casa. É só escolher o banco e enviar os documentos com fotos tiradas do seu próprio celular.

    As instituições financeiras contratam ou criam serviços de validação digital de documentos; alguns clicks e selfies depois e a conta bancária está aberta.

    É incrível que a tecnologia tenha eliminado boa parte da burocracia envolvida neste processo. Mas é preciso atenção!

    Cuide dos seus documentos, pois fraudadores conseguem adulterá-los com muita facilidade e os utilizam para abrir contas bancárias em seu nome.

    Dicas para se proteger deste golpe

    • Quais documentos estão em sua bolsa ou carteira neste momento? Por qual razão você anda com sua CNH e seu RG simultaneamente? Não é preciso estar com os dois documentos juntos.
    • Você sabia que alguns Detrans estaduais disponibilizam a e-CNH (carteira nacional de habilitação eletrônica)? Você pode colocar sua e-CNH no celular e não precisa andar com o documento na carteira. Pesquise no Detran do seu estado, pois é muito mais seguro.
    • Como saber se há uma conta bancária com seus dados?
    • Acesse este link
    • Siga os passos solicitados, faça seu cadastro e, depois, pesquise em quais bancos você tem ou já teve contas.
    • O que fazer se descobrir uma conta que foi aberta sem seu conhecimento?
    • Uma conta bancária em seu nome, aberta por um fraudador, te deixará com dívidas elevadas e muita dor de cabeça, já que o golpista é quem estará fazendo as movimentações. Então, se isso acontecer com você, preste muita atenção nestas orientações:
    1. Ligue no banco, informe que você não reconhece aquela conta e peça o bloqueio imediatamente.
    2. Faça um boletim de ocorrência, envie para a instituição financeira e reforce que você não autorizou a abertura daquela conta.
    3. Recomendo que você abra uma reclamação no PROCON do seu estado, pois o banco tem que garantir que a conta foi encerrada e que você não está devendo nada.
    4. Faça uma manifestação no Banco Central, o órgão que regula bancos e demais instituições financeiras com bastante rigor, e peça explicações sobre como alguém abriu uma conta em seu nome, com documentos adulterados. Siga os passos descritos neste link; a instituição terá que demonstrar ao Banco Central como anuiu com a abertura desta conta, inclusive enviando os documentos utilizados.

    Pesquise sempre

    Uma vez que você se registrou no sistema do Bacen (Registrato), faça consultas periódicas para garantir que ninguém abriu contas em seu nome.

    Seus dados vazaram? Serviço do BC mostra se abriram conta no seu nome

    Com os dados pessoais de mais de 220 milhões de brasileiros à venda na deep web (incluindo falecidos), você precisa estar atento para que seu nome não seja usado para abrir contas bancárias, contratar financiamentos, solicitar crédito e até gerar dívidas. A boa notícia é que o BC (Banco Central) tem uma ferramenta que ajuda a descobrir isso.

    No Registrato, qualquer pessoa com uma conta bancária consegue acessar isso. Você pode usar o aplicativo do seu banco —se for correntista da Caixa Econômica Federal, dos bancos do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú, Sicoob e Sicredi—, o internet banking ou um certificado digital.

    Em cada app existe um caminho para conseguir o PIN necessário para finalizar o cadastramento. No caso do internet banking, você precisa primeiro preencher seus dados na página do BC para obter uma frase de segurança, que deverá ser validada dentro do seu site bancário. Só depois disso você consegue cadastrar uma senha para acessar o Registrato.

    Essas etapas todas servem para certificar que você é de fato você para o Banco Central, já que os relatórios produzidos pelo serviço são sigilosos e só podem ser consultados pelo titular da conta. Uma regulamentação do Banco Central determina que todos os bancos repassem as informações dos correntistas em um cadastro atualizado.

    Dentro do Registrato você vai encontrar quatro tipos de informações:

    • Suas chaves Pix;
    • Suas operações de câmbio;
    • Seus endividamentos;
    • Seus relacionamentos financeiros.
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    Imagem: Reprodução

    No caso específico de fraude, você precisa atentar principalmente aos dois últimos.

    “O SCR [sigla da sessão relativa ao endividamento] mostra as operações de dívida que você tem. Todos os bancos precisam informar ao Banco Central o que o cidadão deve para ele”, explica Hiago Kin, presidente da Abraseci (Associação Brasileira de Segurança Cibernética). Segundo ele, essa sessão mostra se alguém pediu crédito a alguma instituição financeira no seu nome e não pagou.

    Na última sessão, você pode ver uma lista com os nomes de todos os bancos com que você tem ou teve algum relacionamento, sejam físicos ou digitais. Também entram nessa relação serviços como PayPal, corretoras de valores (tipo XP Investimentos, Easyinvest, etc,) e até instituições que oferecem crédito pessoal (como a Crefisa).

    O Banco Central informa que cada seção do Registrato tem sua própria dinâmica de atualização. Alterações nas chaves do Pix, por exemplo, levam um dia útil para entrar no sistema. Pode levar até dois dias úteis para que o nome da instituição financeira onde foi aberta uma nova conta no seu nome apareça na seção CCS (Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional).

    Infelizmente, existe um gargalo na seção SCR, que contém dívidas e financiamentos no seu nome.

    Ela têm a maior defasagem no que diz respeito a atualização, que, segundo o Bacen, pode ser de até 59 dias. “O prazo para remessa ao Banco Central dos dados é o 9º dia útil do mês subsequente.

    Além disso, é preciso considerar o prazo de processamento dos dados de até três dias úteis”, esclarece o órgão.

    Além disso, lembre-se que você não vai receber alertas do Banco Central sobre novas contas ou dívidas no seu nome. É preciso entrar no cadastro do Registrato e acompanhar isso pelo site.

    O que fazer se não reconhecer dívida ou conta bancária?

    Seguiu os passos e identificou contas no seu nome em bancos em que não é cliente? A dica é entrar em contato imediatamente com o banco em questão para encerrar a conta.

    É importante ir fisicamente à agência. Se for um banco digital, você vai precisar ligar e buscar informações por telefone de como encerrar a conta. Assim que conseguir encerrar a conta, precisa fazer um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima, porque você foi vítima de fraude.

    Também deve pedir informações mais detalhadas sobre a conta ou cartão de crédito falsos ao banco, como endereço e telefone usados.

    Afinal, o fraudador não deve ter colocado o endereço real da vítima, porque senão chegaria a correspondência na casa dela e alertaria o golpe.

    Com essas informações extras, o boletim de ocorrência fica mais completo e ajuda a acionar a Justiça para investigar a fraude.

    Se o fraudador conseguir contrair um cartão de crédito ou um financiamento no seu nome, infelizmente você só vai saber pelo Registrato quando a dívida for gerada. Esteja sempre de olho nas informações de cadastro das contas bancárias. Mantenha-as atualizadas e monitore qualquer alteração desconhecida.

    Hiago Kin, da Abraseci, também recomenda você acessar com frequência o internet banking da sua conta pelo computador em vez de usar apenas o aplicativo, porque geralmente a versão desktop mais funções e informações que o app.

    O que é conta corrente? Como ela funciona? – Fala, Nubank

    A conta corrente é uma forma prática de movimentar o dinheiro do dia a dia. Trata-se de uma conta de depósito, geralmente mantida em um banco, que pode ser gratuita ou ter taxas, ser individual ou conjunta, ou até mesmo ter tarifas especiais dependendo da sua idade (Atualizado em setembro de 2019).

    O que a maioria das contas corrente têm em comum, no entanto, é o fato de não serem a melhor opção para fazer o dinheiro render.

    Por isso, na hora de planejar como guardar ou usar seu salário, é importante entender não apenas “o que é conta corrente” mas também quais tipos de contas existem e, principalmente, como o seu dinheiro vai render ou ser taxado em cada uma delas.

    Neste post você vai encontrar:

    1. O que é conta corrente;
    2. Quais os tipos de contas;
    3. Como abrir conta corrente;
    4. O que é cheque especial;
    5. Diferenças entre débito e crédito;
    6. Como fechar conta corrente.

    1. O que é conta corrente?

    Conta corrente é um tipo de conta bancária que oferece fácil acesso aos fundos depositados nela. Ao contrário de outros tipos de contas bancárias — incluindo contas poupança — as contas correntes normalmente permitem retiradas e depósitos ilimitados, o que faz delas uma boa escolha para o uso no dia a dia.

    Para acessar seu dinheiro em uma conta corrente, você pode:

    • Usar o serviço de internet banking para checar extrato, transferir dinheiro ou pagar boletos;
    • Visitar a agência local ou caixa eletrônico para fazer saques e depósitos;
    • Fazer compras com um cartão de débito conectado à sua conta;
    • Fazer saques e depósitos com seu cartão de caixa eletrônico;
    • Possuir um cartão de crédito vinculado à sua conta;
    • Escrever cheques.

    Contudo, cada serviço desses pode vir com a cobrança de uma tarifa, dependendo do tipo de conta corrente que você possui.

    2. O dinheiro rende na conta corrente?

    • Na maioria das vezes, não, o dinheiro não rende na conta corrente.
    • Em outras palavras, a maioria das contas correntes não paga juros (ou paga taxas baixíssimas) se comparadas a outros tipos de conta – como as contas poupança, certificados de depósito bancários (CDBs) e outras.
    • Por isso, pode ser uma boa ideia usar uma conta corrente apenas para manejar o dinheiro que você deseja acessar para compras comuns e pagamento das faturas mensais.
    • Se o objetivo é fazer o dinheiro render, todo o resto deve entrar em contas que oferecem ganhos maiores.
    • As contas digitais e contas de pagamentos também podem ser uma boa opção para o dinheiro do seu dia a dia – afinal, ao mesmo tempo em que seu dinheiro rende enquanto fica parado, você consegue usá-lo quando quiser para fazer pagamentos, transferências e até gastá-lo no débito.
    • Veja aqui tudo sobre a NuConta, a conta digital do Nubank.

    3. Quais são os tipos de contas?

    Antes de abrir uma conta corrente, é útil saber que, além dela, existem diferentes tipos de contas disponíveis. Para começar, aqui está um guia rápido para te ajudar a escolher a melhor opção:

    Conta corrente gratuita

    Poucas pessoas sabem, mas o Banco Central obriga toda instituição bancária a oferecer ao menos um tipo de serviço de conta sem tarifas.

    Esse tipo de conta possui um pacote mínimo de serviços sem cobrar nenhuma mensalidade, mas poderá cobrar por serviços específicos. O pacote mínimo exigido pelo Banco Central inclui:

    • Duas transferências bancárias entre contas da instituição;
    • Dez folhas de cheque por mês e consultas pela internet;
    • Fornecimento de cartão com função de débito;
    • Dois extratos bancários por mês;
    • Quatro saques por mês.

    Alguns bancos oferecem verificação gratuita se você se inscrever para declarações eletrônicas ou configurar o recebimento do seu salário na conta, o que permite ao seu empregador depositar eletronicamente seu contracheque em sua conta bancária a cada período de pagamento.

    No entanto, lembre-se de que pode haver um depósito mínimo necessário, por exemplo, de R$ 250,00 por mês. Se você ficar abaixo disso ou os depósitos diretos pararem, você perderá o benefício da gratuidade.

    E, claro, grátis não significa que não há taxas: lembre-se que ainda é possível pagar juros e multas caso a conta fique negativa (o cheque especial é o maior exemplo).

    Conta corrente com mensalidade

    A conta corrente paga oferece mais benefícios do que uma conta padrão. Essas vantagens vêm em troca do pagamento de uma mensalidade (taxa de manutenção).

    Os benefícios variam por banco e podem incluir cheque especial sem juros por determinados dias, taxas renunciadas (por exemplo, serviços notariais gratuitos e ordens de pagamento gratuitas), aconselhamento financeiro gratuito e descontos em outros produtos financeiros do banco.

    Em alguns bancos, você pode ganhar pontos de recompensa ao fazer compras – e esses pontos podem ser resgatados por produtos e serviços.

    Normalmente, essas contas exigem um saldo maior do que as contas padrão: é necessário um saldo diário mínimo para se qualificar para alguns tipos de contas, mas isso varia entre os bancos. Em algumas instituições, basta ter o saldo para pagar a taxa de manutenção todos os meses.

    Conta digital

    Uma conta digital possui as mesmas características de uma conta normal, como a possibilidade de fazer transferências, pagar boletos, receber salário ou sacar dinheiro, além de fazer seu dinheiro render mesmo quando está parado.

    A grande diferença é que não existe interação com os operadores de caixa ou gerentes para realizar essas funções: o cliente normalmente usa os caixas eletrônicos, o internet banking e apps instalados no smartphone para gerenciar seu dinheiro.

    Mas atenção! Aqui é preciso fazer uma diferenciação entre as contas digitais de bancos tradicionais e de bancos digitais.

    1. Contas digitais de bancos tradicionais: os grandes bancos, ao identificar uma demanda cada vez maior de pessoas que querem resolver tudo pela internet, passaram a oferecer contas digitais. Elas podem ser abertas por apps no celular e ter isenção de tarifas para movimentações pela internet. Contudo, nem todas são 100% digitais — vale checar com o banco antes de assinar algum contrato.
    2. Contas digitais de bancos digitais: os bancos digitais são aqueles que só existem na internet e não possuem agências físicas. Todo o contato do cliente é feito pelo aplicativo ou canais de atendimento. Porém, o que pode parecer uma desvantagem, na verdade traz vários benefícios — as contas nos bancos digitais oferecem rendimentos para aquele seu dinheiro que está parado, como na conta poupança, só que melhor. Além disso, o cliente tem isenção total de tarifas para transferências online e pode fazer depósitos gerando um boleto em poucos minutos pelo app.
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    Conta conjunta

    Uma conta conjunta é uma conta bancária compartilhada por duas ou mais pessoas, geralmente parentes ou parceiros de negócios. Uma conta corrente conjunta funciona como uma conta corrente padrão, mas cada titular da conta pode contribuir e usar o dinheiro na conta.

    Essas contas são populares para casais (casados ​​ou não), pais de adolescentes e filhos adultos ajudando pais idosos a administrar suas finanças. Como todos os membros da conta têm acesso aos fundos, é importante definir expectativas claras desde o início para evitar possíveis problemas e retiradas em excesso.

    Conta para estudantes

    As contas correntes para estudantes funcionam como as contas correntes padrão, mas tendem a oferecer taxas mais baixas, e às vezes até isenção total. Muitos bancos e cooperativas de crédito, por exemplo, oferecem uma isenção de taxa de manutenção mensal — ou pelo menos um desconto na mensalidade — para contas correntes de estudantes.

    Tal como acontece com outras contas correntes, o cliente pode evitar taxas se definir um depósito direto, manter um saldo mínimo diário ou efetuar um determinado número de compras com cartão de débito todos os meses.

    Contas correntes estudantis estão normalmente disponíveis para alunos com idades entre 17 e 24 anos; você pode ser obrigado a fornecer prova de matrícula ativa em uma escola secundária, faculdade ou universidade.

    4. Como abrir uma conta corrente?

    A conta corrente pode ser aberta por pessoas físicas maiores de 18 anos. Menores de idade entre 16 e 18 anos incompletos precisam estar acompanhados dos responsáveis legais para abrir uma conta (a não ser que sejam emancipados legalmente).

    Frequentemente, os bancos pedem comprovante de renda na hora de abrir uma conta. Nesses casos, a carteira de trabalho, holerite, contrato de estágio, entre outros costumam funcionar.

    Estou negativado. Posso abrir uma conta corrente?

    Infelizmente, quem está com o CPF cadastrado como inadimplente em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, tem chances menores de conseguir abrir uma conta corrente em um banco tradicional.

    Isso porque os bancos podem disponibilizar, junto da conta corrente, crédito pré-aprovado, cartão de crédito e cheque para os seus correntistas. O risco de inadimplência do negativado torna a abertura da conta desvantajosa para o banco.

    Neste caso, a conta digital é uma ótima alternativa. A gente explica aqui como abrir uma conta digital para negativados.

    5. O que é cheque especial e como funciona?

    O cheque especial é o que os bancos chamam de “produto de crédito”. Ele é um valor de empréstimo pré-aprovado para quem tem uma conta corrente – ou seja, você não precisa fazer solicitação ao banco se precisar usar uma quantia extra no mês.

    Quando a conta corrente é usada sem ter fundos, automaticamente o cliente entra no cheque especial. Preste atenção: na maioria das vezes, estar com “saldo negativo” na sua conta do banco significa estar no cheque especial.

    A quantia disponível vai depender do tipo de conta que você possui e da avaliação do seu perfil. Como em todo produto de crédito, no cheque especial há cobrança de juros sobre o valor utilizado.

    Por que o cheque especial tem juros tão altos?

    O cheque especial é caro porque o banco oferece esse crédito sem pedir nenhuma garantia.

    No empréstimo pessoal, por exemplo, você precisa ir até o banco, negociar as condições e assinar um contrato para conseguir o dinheiro emprestado.

    Com o cheque especial, o limite fica ali disponível para que você use sempre que precisar. É fácil e prático – e é por isso que muita gente comete o erro de usar o limite do cheque especial como se fosse uma extensão da conta corrente.

    Como nesse caso a instituição está se arriscando mais, os juros desse tipo de crédito são muito mais altos. Para se ter uma ideia, enquanto a cobrança de juros em um empréstimo consignado chega a uma média de 42,8% ao ano, no cheque especial os juros sobem para 341% ao ano, de acordo com o último levantamento do Banco Central.

    Isso significa que o cheque especial nunca deve ser usado?

    Não necessariamente. O cheque especial pode ser útil em alguns casos, especialmente para emergências em que você precisa de dinheiro por um período curto.

    Por exemplo: quando algum parente ficou doente e você precisa comprar os remédios do tratamento, mas o salário está no final – nesse caso, o valor usado será coberto assim que sua próxima fonte de renda cair e você para de pagar juros.

    Contudo, para situações em que você precisa do dinheiro a longo prazo, empréstimos pessoais ou financiamentos são melhores opções.

    Veja tudo sobre o cheque especial neste post sobre o assunto.

    6. Débito e crédito: quais as diferenças?

    Quando você abre uma conta corrente, é comum que um dos produtos oferecidos seja o cartão de crédito. Ele pode ser vinculado ao mesmo cartão que você utiliza a função débito (ganhando o nome de cartão múltiplo).

    Mas você conhece as principais diferenças entre as duas funções? Sabe dizer qual a melhor opção para o seu tipo de orçamento?

    Cartão de Crédito Cartão de Débito
    Com ele, você leva o produto agora e o dinheiro dessa compra sairá da sua conta quando a fatura chegar, ou seja, ele funciona no estilo “compre já, pague depois”. O dinheiro sai da sua conta na hora. E, se você tiver o cheque especial, ele consome esse empréstimo quando sua conta fica sem dinheiro.
    Você pode pedir no banco onde possui conta corrente, em uma loja ou por telefone, com uma emissora de cartões, sem vínculo com sua conta bancária. Você precisa ter uma conta, pois é deste local que o dinheiro gasto no cartão será descontado.
    É um empréstimo que o banco faz, afinal, quando você usa um cartão de crédito, ganha um prazo para poder pagar as compras realizadas. Existe um limite de crédito, ou seja, um valor máximo que você pode gastar mensalmente. É um dinheiro que sai direto da sua conta. Se você tentar fazer uma compra acima do valor que tem disponível no banco, ela não será aceita – exceto nos casos em que você tem o limite do cheque especial liberado.
    É possível parcelar as compras e, dependendo da loja, nem sempre você paga juros nesse parcelamento. Não é possível parcelar — as compras são pagas à vista.

    Quando usar crédito ou débito?

    Afinal: é melhor usar crédito ou débito? Para cada situação em que o cliente se encontra, há uma forma de pagamento que se encaixa mais à sua realidade, e em cada caso um deles será o melhor. Você pode conferir aqui as diferenças entre crédito e débito e quando usá-los.

    7. Como fechar uma conta corrente

    A melhor maneira de encerrar uma conta corrente é solicitar formalmente por escrito ao banco. É importante também guardar uma cópia do requerimento para ter um comprovante da solicitação. Esse cuidado é uma forma de proteger o ex-correntista (no caso, você) de futuras cobranças indevidas.

    De acordo com normas do Banco Central, depois do pedido, a instituição financeira deve encerrar a conta em até 30 dias. Além disso, deve entregar ao consumidor um termo de encerramento.

    É importante lembrar que a conta não será encerrada enquanto houver saldo devedor ou débitos com o banco, e por isso o cliente deve quitar todas as suas dívidas com a instituição antes de encerrar sua conta.

    A partir do pedido de encerramento, a instituição deve cessar a cobrança de tarifas de manutenção (caso existam). No entanto, no mês em que ocorrer a solicitação, ela pode sim cobrar tarifa proporcional pelos de tempo de utilização da conta.

    Depois de concluído o processo, o banco deve enviar aviso ao correntista, informando a data real do encerramento da conta corrente.

    É importante ficar atento a alguns detalhes antes de encerrar sua conta corrente:

    1. A solicitação de encerramento pode ser feita em qualquer agência do banco, não necessariamente na que a conta foi aberta;
    2. Algumas instituições podem oferecer um formulário específico para o encerramento da conta. Nesse caso, solicite uma cópia. Mas, na dúvida, leve seu próprio documento com o pedido;
    3. Além da carta, o consumidor deve levar as folhas de cheque e cartões relacionados àquela conta ao banco e solicitar que sejam destruídos (quebrados, rasgados) em sua presença;
    4. Caso queira encerrar a conta mas manter o cartão de crédito vinculado à instituição financeira, é preciso indicar essa intenção ao banco – que poderá aceitar ou não o pedido;
    5. Caso tenha débito automático, é recomendável que o correntista vá, ao longo do mês, suspendendo os serviços assim que os pagamentos forem realizados;
    6. No ato do fechamento, é obrigação do banco entregar um termo de encerramento com todas as informações sobre a conta encerrada, incluindo demonstrativo de compromissos e valores a serem quitados. Depois de concluído o processo, o banco deve enviar aviso (por carta ou e-mail), informando a data real do encerramento;
    7. O pedido de encerramento deve ser aceito mesmo que haja cheques sustados, à contraordem ou cancelados. Porém, se a conta estiver encerrada, quem passou o cheque deverá arcar com suas obrigações legais;
    8. Os bancos são obrigados a fornecer todas as informações a respeito das exigências para o encerramento da conta corrente (rescisão do contrato). Essas exigências mínimas para encerramento de conta corrente devem, obrigatoriamente, estar na chamada ficha-proposta desde a abertura da conta.

    Não deixe sua conta inativa!

    Muita gente acha que basta retirar todos os fundos da conta e deixá-la inativa para “acabar com o problema”. Contudo, sua conta só é encerrada se o pedido for feito formalmente ao banco — do contrário, você pode acabar tendo surpresas desagradáveis lá na frente.

    O Banco Central exige que as instituições financeiras avisem os clientes que não movimentaram suas contas em um período de 90 dias. Caso esse período chegue a 6 meses, ela poderá ser encerrada, de acordo com a política do banco. Porém, durante todo esse período, caso haja taxa de manutenção na sua conta, você será cobrado pelas mensalidades normalmente.

    Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

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