Como Saber De Que Povo Sou Descendente?

Como Saber De Que Povo Sou Descendente?Foto: Divulgação

Quem sou eu? De onde venho?

Milhões de brasileiros já podem descobrir de onde vieram seus familiares e antepassados.

Uma nova ferramenta na internet ajuda nessa busca, principalmente para quem teve avós e bisavós estrangeiros e quer informações, por pura curiosidade, ou para tirar a cidadania.

MyHeritage, a famosa rede social de história familiar, adicionou 6 milhões de registros históricos brasileiros ao site. Os usuários se beneficiam do imenso conteúdo histórico e de uma tecnologia que é capaz de procurar coincidências entre as árvores genealógicas de todos os usuários, em segundos, e tudo isto em 40 idiomas diferentes.

Como funciona?

A tecnologia de MyHeritage se encarrega de fazer o trabalho de busca para você e pesquisa automaticamente o banco de dados de mais de 75 milhões de usuários.

Ela compara seus dados aos registros e cruza informações. São registros de batismo, de casamento, cartões de imigração e registros civis, cobrindo 17 milhões de nomes brasileiros.

  • Os registros de batismo vão desde 1688.
  • Os de casamento a partir de 1739.
  • Os cartões de imigração a partir de 1900.
  • E os registros civis desde 1829.
  • Fora do país
  • Como muitos brasileiros tem raízes na Europa, o site incorporou centenas de milhões de registros de vários países europeus também: Alemanha, Suécia, Holanda, Portugal e Itália são alguns dos exemplos.
  • Cadastro

Para usar os dados, basta se cadastrar. Mas, atenção: o site é gratuito por apenas 7 dias, para você conhecer.

  1. Se gostar, são 14,99 dólares por mês, cerca de 36 reais, ou 6,25 dólares, cerca de 15 reais, se a adesão for anual.
  2. Serviço
    Clique aqui para entrar no My Heritage.

Consigo descobrir se sou descendente da realeza de Portugal com um teste de ancestralidade?

Fazer parte da realeza é uma fantasia que em algum momento já habitou a mente de muitas pessoas ao redor do mundo. Talvez você mesmo(a) já tenha se imaginado sendo príncipe ou princesa, por exemplo.

Mas como seria possível pertencer à família real em um país que há muito abandonou a monarquia? No caso do Brasil, o “sangue real” ainda circula nas veias de descendentes da coroa portuguesa, como consequência de sua vinda para nossas terras há mais de 200 anos.

Quando a família real desembarcou em solo brasileiro, no ano de 1808, trouxe consigo muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor.

Sua vinda também favoreceu o estabelecimento de indústrias, a construção de estradas, reformas em portos, criação do Banco do Brasil, entre outros aspectos.

Entretanto, logo foi anunciado o retorno da coroa para sua terra natal, em 1820, após a eclosão da revolução liberal em Lisboa.

Antes de partir, D. João VI nomeou seu próprio filho como príncipe regente, e o deixou na colônia para que pudesse governar em sua ausência. Pouco tempo depois, em 7 de setembro de 1822, a independência do Brasil foi proclamada por D. Pedro de Alcântara Bragança, que se tornou imperador.

É nessa parte da história que o sangue real passou a se difundir, já que D. Pedro teve filhos que deram origem a novas gerações, que por sua vez também carregavam o material genético da coroa portuguesa.

Atualmente, contamos com 30 trinetos da princesa Isabel, e nosso país possui, ao todo, 37 princesas descendentes da família real.

Como Saber De Que Povo Sou Descendente?Retrato de D. João VI

Além dos membros da família real oficialmente reconhecidos, alguns brasileiros alimentam a esperança de um parentesco distante com a coroa portuguesa.

Com o objetivo de investigar essa possibilidade, algumas dessas pessoas procuram saber mais a respeito dos cada vez mais conhecidos testes de ancestralidade, na expectativa de que, a partir de uma amostra de DNA, possam descobrir uma possível ascendência da realeza.

A motivação para tal curiosidade pode vir de diversas fontes como semelhanças no sobrenome, posse de objetos que podem ter feito parte do acervo da coroa trazidos para o Brasil, ou até mesmo histórias de família que são transmitidas verbalmente ao longo das gerações. Motivos não faltam para o questionamento, mas a dúvida acerca do resultado permanece.

Este tipo de teste genético, no entanto, não consegue trazer essas respostas. Testes de ancestralidade podem informar as origens biogeográficas de seu material genético, porém não são capazes de traçar sua árvore genealógica. Mesmo que o seu resultado indique ancestralidade majoritária de Portugal, por exemplo, isso não é o suficiente para afirmar a qual família da região você pertenceria.

As chances de possuir DNA real aumentam se a sua análise indicar parentesco com alguém que pertença à Casa Bragança – o que, por sua vez, depende de algum membro da Casa já ter realizado um teste do tipo.

No entanto, mesmo esse dado não seria completamente conclusivo para atestar pertencimento à linhagem, já que a análise não tem capacidade de apontar quem seria o possível ancestral comum.

Sendo assim, traçar a genealogia inevitavelmente dependeria de outros tipos de registro que pudessem permitir a reconstrução da história familiar. 

De qualquer forma, os testes de ancestralidade podem trazer muitas informações interessantes sobre seu material genético e contribuir para seu autoconhecimento a partir do entendimento a respeito de suas origens. 

Quer saber a origem de sua família? Testes genéticos mais acessíveis e baratos podem ajudar

Como Saber De Que Povo Sou Descendente?| Foto: Bigstock

Quando o roteirista Jacob Galon, de 33 anos, decidiu realizar um teste de DNA para fins de ancestralidade, não poderia imaginar o quanto descobriria a respeito das próprias origens. Do lado paterno, chegou aos suevos, um dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano no século V e se deslocaram para a Península Ibérica. Da linhagem paterna da mãe dele, soube que tem origens nos celta-alpinos, mais especificamente dos celtas gauleses que habitaram a região do Norte da Itália na antiguidade. “O curioso é que sempre gostei de música ou coisas de temática celta”, brinca.

Ele começou a fazer esses testes há quatro anos e não parou mais. Sempre que possível, realiza outro que seja ainda mais específico e que possa fornecer novas informações sobre a origem da família. Virou um entusiasta do que se chama genealogia genética, uma especialização que usa testes de DNA para determinar relações entre pessoas e encontrar parentes em comum a elas.

“Decidi fazer por pura curiosidade, de saber minha origem. Nunca tive a oportunidade de ir a fundo na busca documental.

Mas o pouco que sabia da minha família, acabou se confirmando pelos testes”, conta Jacob, que se juntou às mais de 26 milhões de pessoas que haviam testado o próprio DNA nas quatro maiores empresas do ramo dos Estados Unidos até o fim de 2018 – o levantamento é do MIT Technology Review.

Se o ritmo de crescimento dos últimos cinco anos se mantiver, serão mais de 100 milhões de testes realizados até o fim de 2020.“Eu acho que é inerente à natureza humana querer saber de onde viemos.

Quanto mais nós, como famílias, vivemos separados um do outro, mais desejamos ter conexão um com o outro”, diz a microbiologista e especialista em genealogia genética, Diahan Southard. Ela explica que a maioria busca descobrir as etnias que compõem o DNA e os mapas que entregam estimativas de porcentagens de cada uma delas.

Por outro lado, há pessoas que usam os resultados do teste para complementar as pesquisas documentais, ou seja, a genealogia como se conhecia até então.Seja qual for o objetivo ou nível de aprofundamento, o acesso a esses testes é cada vez mais fácil e barato.

Por US$ 79 (aproximadamente R$330) é possível receber um kit em casa, coletar o próprio DNA de dentro das bochechas com uma espécie de cotonete, embalar, enviar ao laboratório e aguardar os resultados pela internet. O tipo mais simples é chamado de autossômico e consegue mapear quatro a seis gerações, dos lados paterno e materno.

No fim, fornece um mapa com estimativas de etnias. Por exemplo, alguém pode ter 33% de origem na Península Ibérica, 19% nas Ilhas Britânicas, 13% na África Ocidental, e assim por diante.Apesar de curioso e esclarecedor, esses números podem passar longe da realidade, com variações significativas entre laboratórios. “Quando você procura informações sobre etnia, geralmente vê lugares que não reconhece e sente que estão faltando. Há uma variedade de fatores que influenciam esses resultados. O importante é lembrar que essas são apenas estimativas e dependem muito das populações de referência, que são as pessoas com as quais a empresa está comparando você”, esclarece Diahan.

Há testes mais aprofundados que analisam uma parte específica do DNA e traça linhagens paternas (Y-DNA) e maternas (mtDNA), e vão mais longe no tempo e com mais precisão. Jacob, por exemplo, só chegou a seus ancestrais suevos e celtas graças ao Y-DNA. Esses testes se apoiam em partes do material genético que são passados de geração a geração sem qualquer modificação.

Leia também:  O Que É Sarna E Como Se Pega?

Matches

Mais que um mapa com estimativas ou linhagens específicas, os testes de DNA entregam ao usuário uma infinidade de parentes.

Quando o laboratório finaliza a análise do material genético, ele é compartilhado na base de dados da empresa e comparado com o de outras pessoas que também fizeram o teste.

E se elas compartilham um segmento idêntico de DNA, são considerados correspondências, no jargão, matches. Ou seja, são parentes de alguma forma. Quanto mais material em comum, mais próximos são.

Isso abre um novo mundo em relação à história da própria família. Um match pode ser simplesmente um primo de quinto ou sexto grau, mas também pode ser um primo que não se tinha conhecimento.

Ou até mesmo um irmão ou tio desconhecidos, quem sabe. Não por acaso os laboratórios alertam de antemão que ao realizar o teste de DNA, algumas surpresas podem surgir.

Em outros casos, há quem use esse artifício para tentar encontrar os pais biológicos.

Ao entrarem na base de dados, as pessoas podem se comunicar com as outras para tentar encontrar o elo comum. Em geral chega a esse ponto quem já estuda a genealogia da família e quer desatar algum nó ou avançar em algum ramo que ficou parado. “As correspondências de DNA podem fornecer pistas para ajudá-lo a decidir qual caminho genealógico você precisa seguir para encontrar seu ancestral”, esclarece Diahan.

Mas entrar em contato com pessoas desconhecidas pode ser um tanto quanto constrangedor, especialmente quando se trata de um match mais próximo.

“Eu digo às pessoas para tratar esse primeiro contato como um primeiro encontro. Todo o objetivo desse primeiro encontro é obter um segundo encontro. O mesmo acontece com a nossa correspondência.

O objetivo é levá-los a escrever de volta”, sugere a especialista.

Privacidade

Ao mesmo tempo em que os testes de ancestralidade ampliam o horizonte sobre a origem das pessoas, eles também trazem à superfície questões éticas e de privacidade. Ao compartilhar o material genético com uma empresa, perde-se o controle sobre eles, mesmo que os termos de privacidade prevejam que as informações não serão passadas para outras pessoas ou companhias.

A questão é que tais dados já são compartilhados. As forças policiais dos Estados Unidos, por exemplo, passaram a ter acesso ao material das empresas sediadas no país obedecendo a decisões da Justiça. Em alguns casos, assassinatos foram solucionados após os investigadores percorrerem as informações genéticas das pessoas que testaram o próprio DNA.

Mas no momento em que isso veio à tona, os usuários foram pegos de surpresa. Rapidamente as empresas correram para atualizar suas políticas de privacidade, deixando claro que o material genético pode ser repassado às forças policiais. Por enquanto, essa é a única situação em que o compartilhamento é previsto.

Cada empresa tem um procedimento distinto, mas em geral permitem que o usuário apague todos os dados que estão com a companhia. Em alguns casos é possível pedir até mesmo a destruição do material genético que foi coletado.“As pessoas têm que prestar atenção no que elas estão assinando e concordando, entender a política da empresa em relação à sigilosidade dos dados.

Dependendo da situação, pode até buscar aconselhamento jurídico para entender no que aquilo implica”, alerta a advogada especialista em Bioética e presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-DF, Thaís Maia.No Brasil, o assunto ainda está longe de ter uma previsão na legislação.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aprovada ainda em 2018 durante o governo de Michel Temer e que vai entrar em vigor em agosto de 2020, não vai a fundo nas informações pessoais de saúde das pessoas. Isso gera uma incerteza em relação à atuação das empresas que realizam testes de DNA, tanto estrangeiras com filiais no Brasil como as sediadas em território nacional.

“A LGPD trata dos dados de modo geral, e como ela é tão genérica, não trata especificamente dados de saúde, apenas existe a menção. Por não ser especializada em dados de saúde, não temos uma delimitação do tipo de empresa que vai precisar se submeter à lei”, explica a advogada.

O certo é que as empresas terão os dados e a dificuldade será garantir que as informações não sejam compartilhadas, inclusive com a polícia, visto que não há previsão legal para tal.

Por ser genérica, a LGPD também não especifica qual será o órgão responsável por fiscalizar a atuação das companhias. De qualquer maneira, a especialista aponta para a Constituição brasileira para tranquilizar os usuários.

“Ainda que não tenhamos uma norma específica para isso, há questões mais abertas envolvidas, como direito à privacidade, que é uma garantia constitucional”, finaliza Thaís.

Qual fazer?

Existem três tipos de testes de DNA. Veja as características e as vantagens e limitações de cada um deles.

  • DNA autossômico
  • mtDNA
  • Y-DNA

É a porta de entrada dos testes de ancestralidade, por isso é mais simples e mais barato. Ele analisa dados dos dois lados da família, do pai e da mãe, e avança entre quatro e seis gerações. No fim, fornece porcentagens étnicas e lista de possíveis parentes genéticos que tenham feito o mesmo teste e na mesma empresa. O exame autossômico pode ser feito por homens e mulheres.O teste analisa um segmento de DNA dentro das mitocôndrias das células. Tanto homens como mulheres podem fazer o exame, mas o DNA mitocondrial é passado somente pelas mães. O resultado traça a linha materna e vai mais a fundo, ajudando a identificar de onde os ancestrais vieram e as rotas migratórias que realizaram ao longo do tempo. Por ser mais aprofundado e com correspondências mais precisas, é mais caro que o teste autossômico.

Este teste analisa o cromossomo Y, que só os homens carregam. Dessa forma, somente homens podem fazê-lo.

A grosso modo, um homem hoje tem o mesmo, ou quase o mesmo, Y-DNA que o pai, avô, bisavô e assim por diante.

Por isso, o resultado traça a linha paterna do indivíduo, podendo recuar até 10 mil anos, e fornece informações migratórias, assim como o teste de DNA mitocondrial. É também o mais caro.

Onde fazer?

Os principais laboratórios, com as maiores bases de dados, estão fora do Brasil. Mas por aqui já há empresas que realizam o teste para fins de ancestralidade. No caso de encomendar kits de companhias estrangeiras, é preciso se informar sobre custos de frete e impostos de importação.

23andMe

www.23andme.comAutossômico: US$ 99

Ancestry

www.ancestry.comAutossômico: US$ 99

FamilyTreeDNA

www.familytreedna.comAutossômico: US$ 79mtDNA: US$ 199Y-DNA: US$ 169 a US$ 649, dependendo do tipo

Genera

www.genera.com.brAutossômico: R$ 199Autossômico + mtDNA + Y-DNA: R$ 1.897

meuDNA

www.meudna.comAutossômico: R$ 339

MyHeritage

www.myheritage.com Autossômico: R$ 340

Origem do sobrenome: descubra como encontrar suas raízes

Qual é o seu sobrenome? Você conhece sua origem? Em quais países no mundo seu sobrenome é mais popular? E qual é a importância de um sobrenome? Para que saber tudo isso? Neste artigo, você vai entender por que é importante saber a origem do sobrenome.

Como descobrir a origem do sobrenome?

Existem várias formas de você saber suas raízes. As principais e mais eficazes são os sites de busca de sobrenomes e árvore genealógica e a conversa com familiares e amigos.

Nesse vídeo, explicamos em menos de 5 minutos como encontrar as suas origens, dê o play e acompanhe! Se preferir ver em texto, prossiga a leitura abaixo.

Procure em sites de busca sobre seu sobrenome

Diversos sites podem ajudar a investigar seu passado e saber mais sobre suas origens, por meio do seu sobrenome. Apresentamos em detalhes os dois mais usados a seguir, confira:

Depois de testarmos as principais alternativas do mercado (Paypal, Western Union, Moneygram, etc), a plataforma que nós recomendamos é a Wise. É seguro, rápido e fácil de utilizar.

Family Search

O Family Search é um site internacional, ligado ao maior acervo genealógico do mundo. Basta você fazer o seu cadastro nele e preencher os dados pessoais, bem como o nome, a data e o local de nascimento e casamento e, também, a data de falecimento de seus familiares.

A partir daí, é traçada uma árvore genealógica, um gráfico de linhagem, com as principais informações sobre a sua família. O serviço é gratuito e estendido a todos que tiverem interesse!

O Family Seacrh permite, ainda, que você busque documentos digitalizados de pessoas com o mesmo nome que nasceram antes de 1920. Assim, a árvore genealógica fica mais completa e facilita uma investigação profunda sobre seus antepassados.

Para conhecer melhor o site e seu funcionamento, você pode consultar o artigo que fizemos sobre o Family Search ensinando como usar a plataforma.

Forebears

Você imagina quantas pessoas no mundo carregam o mesmo sobrenome que você? Sabe onde seu sobrenome surgiu? E em que país ele é mais popular? No site Forebears, você tem acesso a essas informações e é possível descobrir, de forma simples, a origem do seu sobrenome.

Leia também:  Como Saber Quem É O Dono De Um Terreno?

Com base em dados coletados em diversos países, o site mostra onde está a maior parte de pessoas com sobrenomes iguais. É só digitar seu sobrenome no buscador do site e, em seguida, aparecem as informações sobre sua origem e significado, bem como a frequência com que ele aparece nos países. Veja como é fácil:

Meu sobrenome é “Carvalho”. Insiro o meu sobrenome ao lado da lupa. Aparece, então, uma página falando sobre a procedência, o significado e quantas pessoas, aproximadamente, possuem o mesmo sobrenome que eu. Logo embaixo desta mesma página, vemos que meu sobrenome é comum no Brasil e também em Portugal.

De acordo com o Forebears, os sobrenomes Silva, Santos e Souza são os mais populares no Brasil.

MyHeritage

Um dos sites mais avançados para a busca de informações para encontrar as origens e o sobrenome, é o MyHeritage. São 105 milhões de usuários no mundo todo, 2,5 bilhões de árvores genealógicas, 9,7 bilhões de registros históricos e 42 idiomas diferentes.

O site disponibiliza um recurso chamado “DNA Matching”. De acordo com o site, milhões de pessoas encontraram novos parentes e descobriram suas origens étnicas, por meio de tecnologia inovadora e teste de DNA. Funciona da seguinte forma: você compra o kit de DNA online, envia a sua amostra e, em até um mês, vê o resultado no site.

Se seu objetivo for conhecer ainda mais a história dos membros de sua família, vale a pena conversar com seus parentes e amigos de seus familiares.

Confira também quais os nomes e sobrenomes mais comuns em Portugal.

Outros sites

O site Origem do Sobrenome é outra forma bem interessante para pesquisar sobre a sua origem. Ele mostra uma série de sobrenomes, separados por letras. Além da raiz do nome, ele também apresenta um breve histórico e uma explicação para quem deseja uma pesquisa aprofundada sobre suas origens.

Ao pesquisar meu sobrenome neste site, comprovei que ele não surgiu no Brasil. Entre outras informações, no site consta que a família Carvalho teve sua origem em Portugal e é uma das 72 famílias da alta nobreza do país. Faça o teste com o seu sobrenome também!

Outro site que disponibiliza o recurso para pesquisa de sobrenomes é o do Museu da Imigração do estado de São Paulo. Por meio dele, é possível entender mais sobre o processo migratório no Brasil, graças ao acervo com toda a história de preservação da memória das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes.

O site Geneanet também é outra maneira de pesquisar mais sobre sua árvore genealógica, seus antepassados, assim como a origem do seu nome e do seu sobrenome.

Trata-se de uma comunidade com mais de 3 milhões de membros, que compartilham, de forma gratuita, suas informações genealógicas: mais de 6 bilhões de indivíduos nas árvores genealógicas, além de alguns registros de arquivos digitalizados, fotos de família e índices.

No site Super Interessante, também é possível saber mais sobre a origem dos 50 sobrenomes mais comuns no Brasil.

Busque informações com a família

Conversar com a família e amigos talvez essa seja a maneira mais simples de conseguir informações sobre seus antepassados.

Você pode conversar com parentes informalmente, telefonar, enviar um e-mail, uma mensagem ou lhes fazer uma visita. Comece por pessoas próximas, como seus pais e seus avós.

Faça perguntas objetivas e específicas

O ideal é fazer perguntas que deem início a uma conversa. Perguntas abertas são as mais indicadas, em que as respostas não ficam limitadas em “sim” ou “não”. Por exemplo: “Onde meus avós se casaram?”.

Assim, muitas vezes, conseguirá mais do que o local de casamento como resposta; poderá saber a data, os nomes deles antes de se casarem, alguns locais onde aconteceram fatos importantes naquela época, etc.

Seus familiares podem saber mais do que você imagina

Se possível, peça cópias das coisas que pertenciam à sua família, como cópias de diários, fotos ou registros antigos. Escreva todas as informações, quem as forneceu e como você as conseguiu. Organizar essas informações vai te ajudar bastante!

Conversar com familiares e amigos próximos a eles é uma maneira fácil e agradável de descobrirmos histórias de nossas famílias e conhecermos com mais detalhamento o que nossos avós e bisavós faziam, quais eram seus sonhos, etc.

Por meio de diálogos informais, podemos descobrir as datas de nascimento, casamento ou de falecimento que procurávamos. Nossos ancestrais são mais que apenas dados nos gráficos de uma árvore genealógica; são personagens da nossa história.

Claro, a tecnologia também ajuda muito na busca por informações e pode ser sua aliada, junto à conversa informal. Assim, suas chances de saber mais sobre seus ancestrais aumentam.

Veja também como buscar mais informações sobre origem do seu sobrenome italiano.

Vale a pena investigar a origem do sobrenome?

Sim. Nosso sobrenome nos diz de onde veio nossa família e de onde somos. Ao pesquisar sobre a história da sua família, você descobre quem eram seus antepassados, assim como informações superinteressantes sobre eles. Além disso, tem a possibilidade de viajar por terras distantes!

Descobrir a origem do sobrenome pode ajudar a requerer a cidadania?

Sim, muito! Além das vantagens de saber mais sobre a sua origem e viajar por terras distantes, quando você pesquisa sobre a origem do sobrenome e sua árvore genealógica, pode descobrir se possui descendências estrangeiras e, assim, requerer sua dupla cidadania, uma das principais vantagens de conhecer suas origens!

Como descobrir quem são os seus ancestrais e onde viveram – Qual o nosso DNA?

Sempre tivemos curiosidade com relação à nossa história, assim, fomos pesquisando nossa ascendência e tentando construir uma árvore genealógica. Mas tudo terminava nos países europeus de onde partiram os imigrantes que chegaram no Brasil.
Sempre desejamos saber mais sobre nossa história e, principalmente, sobre as características de nosso DNA, que revela, além da história, as possibilidades de problemas e virtudes. E aí aliou-se o desejo com a possibilidade.

Tudo começou com a Mariana (filha do Rômulo, minha enteada) que nos enviou os dados do teste de DNA que havia feito. Um teste relativamente fácil para quem vive em Nova York, já que basta fazer a compra pelo site https://www.23andme.com/  e aguardar o kit que chega, contendo um potinho, com uma substância que deverá ser misturada à saliva que você terá que cuspir numa cavidade deste kit. Depois é só devolver pelo correio e aguardar. Foi o que fizemos, motivados pelos relatos da Mariana. Em menos de 30 dias recebemos nosso resultado por e-mail. Pagamos um pouco menos de US$ 100,00 por cada teste (por sorte havíamos comprado dólares antes da alta, ao longo de 2019). Vi que no Brasil já há algumas empresas fazendo testes, mas achei bem mais caro do que o de Nova York. De qualquer forma, se tiverem interesse,  pesquisem e encontrarão informações sobre a Genera, meuDNA e outras. Mas é bom checar avaliações, antes de mais nada. No caso da 23andMe, nós já tínhamos boas referências.
De minha família, pai do meu pai, consegui construir um bom caminho dos Fávero, que na verdade eram Favaro (grafia correta), até chegar à Itália, na Região do Vêneto, mais precisamente em Treviso, na pequena cidade de Lória.
Dos Piccinato, mãe de meu pai, chegamos também ao Vêneto, mas desta vez na cidade de Verona (ou próximo).
Dos Bolezina, mãe de minha mãe, conseguimos descobrir que nossos antepassados vieram de Robecco Sul Naviglio, região de Milão, Itália.
Dos Remus, sabemos que vieram da Polônia, mas enquanto era território disputado e que, possivelmente, tenham vindo da antiga Prussia (mas disso eu não tenho documentos). Bem, meus resultados não foram tão surpreendentes. Sabia que eu deveria ter origem europeia, mas pensei que poderia ter tido alguma mistura. Gosto da ideia dos cruzamentos fortalecendo e tornando mais una nossa humanidade. Mas descobri que sou 98,8% europeia! Sim, praticamente 100% europeia. Destes, 37% italiano (justo do Norte), 16,1% francês e alemão, possivelmente de Berlim (bem que muitas vezes ouvi que tinha características destes países) e 20% do leste europeu. Este último, porém, não precisou a região, mas cita que pode ser da Polônia. De qualquer forma, descobri que bem antes disso eu tenho traços do Neanderthal, ainda bem presentes, com 2% do DNA, o que é bastante, diz o estudo, o que faz com que, por exemplo, eu não fique com raiva quando estou com fome e tenha um senso de direção um pouco falho (até que não). Muito interessante também detectar o Haplogrupo materno. Sim, todos viemos da África. No caso, meus ascendentes há 180.000 anos. Todos os membros do H2 descendem de uma mulher que viveu no Oriente Médio cerca de 12.000 anos atrás, perto do final da Era do Gelo. Embora concentrado na Turquia e no Cáucaso ao longo de sua história, o haplogrupo atravessou a Europa desde o Oriente Médio até a região basca do norte da Espanha e depois mais gradualmente até as Ilhas Britânicas. Embora o H2 ainda possa ser encontrado em baixos níveis entre as populações da Arábia Saudita, Daguestão e outros países do Oriente Médio, é surpreendentemente comum na Suécia, onde até 11% dos suecos do sul carregam H2. Somente 1 em cada 1.700 pesquisados são deste haplogrupo, sendo que além de mim, Lucas, o evangelista, é do mesmo grupo. Incrível, não?! O estudo do DNA ainda aponta algumas características pessoais. Descobri, enfim, que minha aversão ao Coentro não é coisa de quem não se esforça para gostar de alimentos e temperos. É mesmo uma característica do meu DNA, já que sinto o mesmo gosto de sabão.

Leia também:  Como Impedir Que O Periodo Venha?

Também descobri que minha irritação ao ouvir o som da mastigação, especialmente quando tento me concentrar, chamada de Misofonia, é outra característica do DNA, assim como a tendência a enjoar com o movimento. Duas características bem reais de meu ser! Mas não é somente de aversões que é feita a minha leitura de DNA. Descobri que gosto tanto de doce quanto de salgado, que prefiro baunilha do que chocolate, como sabor de sorvete, que meu medo de falar em público é equilibrado pelo prazer de fazê-lo, entre outros dados, como a cor da pele (clara) e dos olhos (azuis ou azuis esverdeados). Claro que isso são as maiores probabilidades, já que tudo vem em percentuais no estudo, e que se confirmaram no meu caso. Mas, numa família de 7 irmãos, vamos ter algumas características que se posicionam nas minorias. No meu caso, o único que não bateu no percentual maior foi com relação ao tipo de lóbulo de orelha, já que o meu é unido e no estudo a maior parte dos meus parentes o tem separado. Sim, até isso é derivado do DNA e apontado no estudo, entre tantas outras características.

Sempre tive interesse sobre as origens de minha família, sobre os Freitas e Anjos (avôs e avó paternos), os Dieguez e Bertolaso (avô e avó maternos). Ainda não consegui perquirir a genealogia dos Anjos (avó materna), o que farei oportunamente. Sei que essa minha avó nasceu em Pelotas e outras duas avós, nasceram e se criaram em Colônia do Sacramento, no século XVII, quando aquele território era de domínio português. Meu avô paterno, de sobrenome Freitas, nasceu em Portugal, no Município de Águeda, na localidade denominada Óis da Ribeira Eles se conheceram em Pelotas e lá casaram.  Meu avô materno, de sobrenome Dieguez, nasceu na Espanha, no município de Vilaboa (Pontevedra). Minha avó materna, de sobrenome Bertolaso, nasceu na Itália, no município de Concamarise (região de Verona, no Vêneto). Eles emigraram para o Uruguai, lá casaram e vieram para o Rio Grande do Sul.

O Programa 23andMe, com o DNA extraído de meu sangue, constatou que basicamente meus ancestrais são do Sul da Europa (70,7%, principalmente espanhol, português e italiano) e do Norte da Europa (19,6%, principalmente francês e alemão, o que foi uma surpresa para mim). As demais origens são da Ásia Ocidental e do Norte da África (9,7%).

Quanto a algumas características indicadas, uma delas é a dificuldade de combinar com o tom musical, o que é verdade; confirmou que a minha possibilidade era de ter olhos azuis ou verdes (o que foi é real); também informou que eu teria propensão a medo de altura (isso é terrivelmente verdadeiro); quanto a menos probabilidade de ter medo de falar em público, penso que acertou, pois também sou professor; em relação ao sabor, viu probabilidades de eu não gostar de coentro, o que errou largamente, pois sou apaixonado por coentro.

De acordo com esse estudo do DNA, minha origem remonta a uma mulher que viveu na África há aproximadamente 7.000 anos (280 gerações atrás). Quanto ao homem que teria originado a minha linha, ele viveu provavelmente na Europa há em torno de 30.000 (1.200 gerações).

Concluindo

Nós nos divertimos e nos informamos muito vendo os dados que compõem nosso ser, tanto físico quanto comportamental. E este também é um presente para nossos irmãos, que dividem o mesmo DNA. Há outros dados e informações que poderíamos pagar mais para obter, inclusive um livro impresso, mas paramos por aqui mesmo. E vocês, já tiveram curiosidade em fazer este estudo?

Importante

  • O Viajante Maduro viaja como ideal de vida e profissão.
  • Esta matéria contou com a colaboração da futura publicitária Lúcia Fávero Moraes.
  • A opinião aqui expressa é a nossa verdade!

Como saber minha descendência? 3 dicas você para descobrir!

Uma dúvida muito comum entre as pessoas é: como saber minha descendência? Afinal, existem diversos motivos para querer descobrir o local de onde a sua família veio, como por curiosidade ou para obter a cidadania do país de origem de seus antepassados.

Ter dupla cidadania proporciona diversas vantagens, como a possibilidade de morar e trabalhar em outros países legalmente, mas para tanto, o primeiro passo deve ser conhecer qual é sua descendência e comprová-la.

Se você deseja conhecer mais sobre o tema e aprender 3 maneiras fáceis de descobrir a origem da sua família, acompanhe o artigo que apresentaremos todos os detalhes. Confira!

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Como saber minha descendência?

1. Histórico familiar da Descendência

O primeiro passo deve ser buscar dentro de sua própria família pelo histórico de seus antepassados. Assim, questione seus parentes sobre datas, como de nascimento e morte, e nomes de seus parentes mais distantes.

Esse histórico familiar o ajudará a compreender quem eram os seus antepassados e suas histórias, além de ser possível ainda conhecer tradições e lendas familiares que foram passadas a cada geração.

É possível que durante tais entrevistas você se depare com algumas lembranças criativas que fujam da realidade. No entanto, a maior parte das histórias de família tem fundamento e oferecem pistas importantes para pesquisas mais aprofundadas posteriormente.

2. Sobrenome

Nomes e sobrenomes são capazes de fornecer diversos indícios sobre o passado. Após realizar pesquisas e obter o seu histórico familiar, analise os nomes que foram encontrados — para tanto, é possível examinar documentos e certidões antigas, buscar por fotos de família e recortes de jornais que tenham notícias sobre obituários e anúncios de casamento, por exemplo.

Os sobrenomes podem conter diversas pistas sobre a região geográfica de origem das gerações anteriores, pois existem os que são típicos de determinados locais.

Também há a possibilidade de procurar pelos nomes de solteira das mulheres da família, pois dessa maneira, é possível identificar os seus pais, por exemplo, e encontrar uma nova geração em sua árvore genealógica que pode ser originária de outro local, o que oferece mais uma possibilidade de nacionalidade, por exemplo.

No entanto, é válido ressaltar que não é difícil encontrar variações ortográficas nos nomes e sobrenomes dos antepassados e o sobrenome que sua família usa atualmente pode não ser o mesmo que era utilizado inicialmente. Isso ocorre porque a língua evolui com o tempo e, também, em razão de pessoas que fizeram a escrita foneticamente, por exemplo.

3. Exames

Atualmente é possível realizar um exame de DNA para traçar o seu perfil genético. Dessa maneira, após coletar uma amostra do DNA (em geral, por meio da saliva) o teste oferece informações acerca da ancestralidade por meio de um relatório de etnia.

Tal relatório mostra de quais países os seus ascendentes vieram, no entanto, não é possível descobrir os seus nomes e nem sequer o grau de parentesco. Por essa razão não é possível utilizar as informações obtidas para adquirir a cidadania de outro país, mas há a possibilidade de usá-las como um direcionamento sobre como saber minha descendência.

Além disso, as regras mudam de acordo com cada nação, assim, o grau de descendência exigido para poder obter a cidadania depende de cada país. Na Itália, por exemplo, não há limites de gerações, dessa maneira, filhos, netos, bisnetos e assim por diante de italianos tem direito a cidadania.

Já em outros países da Europa, como na Alemanha, apenas os filhos podem obter a dupla cidadania.

Assim, a pergunta “como saber minha descendência” pode ser respondida utilizando os métodos que apresentamos. No entanto, é importante consultar as regras do país de seus ascendentes para conferir se você tem direito a dupla cidadania, por exemplo.

Se você se interessou sobre o tema e deseja conhecer mais sobre o assunto, continue a visita no nosso blog e descubra quais são as certidões necessárias para a dupla cidadania!

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