Como Saber A Quanto Tempo Estou Inscrito No Centro De Emprego?

Como Saber A Quanto Tempo Estou Inscrito No Centro De Emprego?

Está à procura de trabalho? Pode inscrever-se no Centro de Emprego para ter acesso a ofertas em várias áreas profissionais e candidatar-se a diversas oportunidades. A inscrição é realizada no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), podendo ser feita pela internet, através do portal iefponline, ou presencialmente num serviço de emprego da rede do IEFP. Neste artigo explicamos-lhe tudo o que tem de fazer para efetuar o registo e começar a sua pesquisa de emprego.

 O que é o Centro de Emprego?

Centro de Emprego é a entidade que atua localmente para atingir os objetivos do IEFP. Este é o serviço público de emprego nacional que visa promover a criação de postos de trabalho, melhorar as condições laborais e combater o desemprego em Portugal, através da execução de políticas ativas de emprego, com especial foco na formação profissional.

Desta forma, os jovens e adultos inscritos no Centro de Emprego têm acesso a oportunidades de qualificação escolar e profissional, com orientação para a sua integração na esfera laboral. Esta entidade fomenta ainda a reabilitação profissional das pessoas com deficiência.

Através do IEFP pode ter acesso a ofertas de trabalho, apoio na procura e inscrição para emprego, tanto em Portugal como no estrangeiro, e ainda oportunidades de formação e estágios.

O Centro de Emprego também disponibiliza outros benefícios, tais como o subsídio de desemprego, apoio ao regresso de emigrantes, reabilitação profissional, entre outros.

Quem se pode inscrever?

Qualquer pessoa se pode inscrever no Centro de Emprego, de forma gratuita, desde que cumpra os seguintes requisitos:

  • Tenha mais de 16 anos;
  • Tenha a escolaridade obrigatória (antes dos 18 anos, tem de ter o 12º ano, depois dos 18 anos pode ter qualquer nível de escolaridade);
  • Apresente capacidade e disponibilidade para trabalhar.

Um dos benefícios de se inscrever no Centro de Emprego é a possibilidade de dar mais visibilidade ao seu currículo entre as várias empresas que recorrem a esta entidade para recrutar colaboradores.

Quando e como se pode inscrever?

Pode inscrever-se no Centro de Emprego a qualquer altura e pode fazê-lo de duas formas: pela internet, através do portal iefponline, ou presencialmente num serviço de emprego da rede IEFP.

Se pretende inscrever-se no IEFP para pedir o subsídio de desemprego, tem de fazê-lo até 90 dias a contar da data em que ficou sem trabalhar.

Inscrever-se no Centro de Emprego online

O processo de inscrição mais simples será através da internet, podendo fazê-lo no conforto da sua casa, evitando filas. Para se inscrever no Centro de Emprego online, deve seguir os passos abaixo:

  1. Aceder ao portal iefponline e clicar em “Entrar” (caso já tenha efetuado o registo) ou em “Registe-se” (caso ainda não se tenha registado).
  2. Escolher a opção “Registo de Utente” e preencher o formulários com os dados pedidos para se candidatar a emprego.

Se ainda não tiver efetuado o registo, deve fazê-lo utilizando as suas credenciais da Segurança Social Direta ou através da Autenticação.GOV.PT, com o Cartão de Cidadão, códigos PIN e leitor de cartões ou Chave Móvel Digital.

Inscrever-se presencialmente

Se preferir inscrever-se presencialmente pode fazê-lo, dirigindo-se a um serviço de emprego da rede IEFP, fazendo-se acompanhar dos documentos necessários. Pode encontrar o Centro de Emprego mais próximo da sua área de residência através desta hiperligação.

Quais os documentos necessários para fazer a inscrição?

Para se inscrever no Centro de Emprego, vai precisar de apresentar os seguintes documentos:

  1. Documentos de identificação (se tiver nacionalidade portuguesa, deve apresentar o Cartão de Cidadão ou o Bilhete de Identidade e o cartão da Segurança Social);
  2. Documentos para subsídio de desemprego, caso pretenda pedir este apoio;
  3. Dados de acesso ao portal iefponline, se efetuar a inscrição pela internet.

Se for natural de outro país da União Europeia ou da Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça, deve apresentar o Cartão de Cidadão do seu país de origem ou o passaporte. Se tiver nacionalidade de outro país, tem de levar um documento válido que lhe permita residir e trabalhar legalmente em Portugal.

Direitos e deveres dos candidatos a emprego

Todos os cidadãos inscritos no Centro de Emprego e que estão à procura de uma oportunidade de trabalho têm direitos e devem cumprir um conjunto de deveres, sob pena de sofrerem sanções em caso de incumprimento.

A que tem direito?

Se já se inscreveu no Centro de Emprego e está a candidatar-se a ofertas, tem direito a:

  1. Receber prestações de desemprego, caso cumpra os requisitos para ter acesso;
  2. Ser tratado com respeito e urbanidade;
  3. Receber o apoio necessário para melhorar o seu perfil de empregabilidade;
  4. Usufruir de intervenções técnicas de qualidade e ter acesso às mesmas perto da sua área de residência, incluindo Balcões de Atendimento ou Gabinetes de  Inserção Profissional, sempre que possível;
  5. Ter acesso aos canais alternativos de prestação de serviços, sendo disponibilizado o devido apoio na sua utilização;
  6. Subscrever o Serviço de Notificações Eletrónicas (ViaCTT), de forma a receber informação atempada e acessível sobre as situações de procura de emprego;
  7. Usufruir de condições de espera e atendimento adequadas;
  8. Beneficiar do estatuto de trabalhador estudante, nos casos em que seja aplicável;
  9. Usufruir da dispensa do cumprimento das obrigações definidas para os beneficiários das prestações de desemprego, até ao limite de 30 dias consecutivos, por ano.

Quais são os seus deveres?

Para além destes direitos, enquanto candidato a emprego, também tem um conjunto de deveres que deve cumprir, sendo estes:

  1. Seguir o Plano Pessoal de Emprego (PPE), cumprindo o que neste estiver previsto;
  2. Aceitar ofertas de emprego adequadas ao seu perfil;
  3. Aceitar trabalho socialmente necessário;
  4. Frequentar formações profissionais que sejam propostas pelo IEFP, bem como aceitar outras medidas ativas de emprego adequadas ao seu perfil;
  5. Estar presente nas datas e locais determinados pelo Centro de Emprego;
  6. Procurar emprego ativamente, pelos seus próprios meios, comprovando essa ação junto do Centro de Emprego;
  7. Comunicar ao Centro de emprego o início de atividade profissional por conta de outrem ou por conta própria, no prazo de cinco dias úteis.

O Centro de Emprego não tem só como objetivo facilitar e incentivar a procura de trabalho, mas também promover ações de formação, estágios e educação no geral, bem como disponibilizar apoios financeiros a quem necessita e prestar apoio na inserção profissional, criando e acompanhando o seu plano de carreira.

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Estar no desemprego não é fácil, especialmente quando é uma situação já prolongada, mas é para apoiar nesta fase que existe o Centro de Emprego, por isso, se se encontra atualmente nesta situação e está a perder a esperança, não deixe de fazer a sua inscrição no iefponline e comece já a procurar novas oportunidades.

Obrigado por subscrever!

Guia do subsídio de desemprego: a quanto se tem direito e durante quanto tempo

O desemprego involuntário é uma situação delicada que gera muitas incertezas e que tem um grande impacto num orçamento familiar.

São muitos os fatores internos e externos – como é o caso da pandemia da Covid-19, que tem levado a muitos despedimentos – que colocam em cheque a estabilidade económica e ameaçam o pagamento das contas no final do mês.

Apesar de estar em vigor há muitos anos, muitos portugueses ainda têm dúvidas no que diz respeito à atribuição do subsídio de desemprego. É o teu caso?

Neste artigo, preparado pelo Doutor Finanças para o idealista/news, podes ficar a saber se tens direito a este apoio, quanto o podes receber e durante quanto tempo. 

O subsídio de desemprego é um benefício monetário, tem como objetivo compensar a falta de remuneração dos cidadãos que perderam o seu emprego de forma involuntária. Contudo, o valor a receber e a duração do mesmo, não é igual em todos os casos. 

Por isso, se te encontras numa situação de desemprego é importante que procures estar o mais informado e preparado possível e saber quais as opções que tens à tua disposição. 

Como posso calcular quanto vou receber? 

Para teres direito ao subsídio de desemprego tens de ter descontos feitos como trabalhador por conta de outrem durante, pelo menos, 360 dias, nos dois anos anteriores à situação de desemprego. Por isso, o valor vai sempre depender dos rendimentos declarados, embora estejam estipulados limites mínimos e máximos.

Assim, se ficaste desempregado vais passar a receber “65% da remuneração de referência”, sendo que isto se refere a rendimentos brutos e abrange todas as remunerações declaradas nos primeiros 12 meses dos últimos 14 meses, incluindo subsídios de Natal e de Férias. Em termos de rendimentos líquidos, está definido que, no máximo, podes receber até 75% do valor de referência.

Quanto aos limites monetários, está definido que no mínimo podes vir a receber o equivalente a um Indexante de Apoios Sociais (IAS), que em 2020 é de 438,81 euros.

Mas há exceções: “Se o valor líquido da remuneração de referência for inferior ao do IAS” o valor do subsídio poderá ser menor, explica a Segurança Social.

Já o limite máximo é de 2,5 IAS, que este ano corresponde a 1.097,03 euros.

Parece-te demasiado confuso? A pensar nisso, e para simplificar todos estes cálculos, o Doutor Finanças desenvolveu o Simulador de Subsídio de Desemprego 2020. Através desta ferramenta vais conseguir, de uma maneira rápida e fácil, saber com quanto podes contar no final do mês. Para isso basta que tenhas na tua posse as seguintes informações: 

  • Número de dias com contribuições, nos 24 meses anteriores ao desemprego;
  • Quantos meses contribuíste na totalidade da tua carreira;
  • Idade;
  • Salário médio dos primeiros 12 meses nos últimos 14 meses;
  • Número de meses com descontos nos últimos 14;
  • Valor do subsídio de Férias;
  • Valor do subsídio de Natal;
  • Situação do agregado familiar e número de dependentes.

Durante quanto tempo posso receber o subsídio de desemprego? 

O período de concessão deste subsídio depende de duas questões: a idade da pessoa e o número de meses com descontos para a Segurança Social.

Para a contagem dos meses com descontos conta, além do tempo que trabalhaste com contrato ou a recibos verdes, o tempo em que estiveste a receber subsídio de doença ou subsídios no âmbito da proteção na parentalidade. 

Em suma, quanto mais anos de descontos tiveres mais tempo durará o subsídio de desemprego. Por exemplo: uma pessoa com menos de 30 anos que cumprir com os requisitos mínimos, que são os 360 dias (ou seja, sensivelmente um ano), terá acesso a 150 dias de subsídio de desemprego, o que equivale a cinco meses.

Mas para eliminar dúvidas, o referido simulador também calcula a duração de acordo com o teu caso.

Como sei se tenho direito ao subsídio de desemprego?

Embora o desemprego seja por si só um período muito duro para qualquer pessoa e em qualquer circunstância, a verdade é que nem todos os desempregados reúnem os critérios obrigatórios que lhes dá o acesso a este apoio do Estado. 

Fazem parte da lista de pessoas com direito ao subsídio de desemprego os seguintes trabalhadores:

  • Por conta de outrem: que estão abrangidos pelo regime geral de Segurança Social e que tinham um contratado de trabalho e ficaram desempregados; ou os trabalhadores que tenham suspendido o contrato de trabalho devido a salários em atraso;
  • Do serviço doméstico: desde que a base de incidência contributiva corresponda a uma remuneração de um regime de contrato de trabalho mensal, a tempo completo.
  • Do setor aduaneiro
  • Agrícolas: que se tenham inscrito na Segurança Social a partir do dia 1 de janeiro de 2011
  • Agrícolas indiferenciados: que se tenham inscrito na Segurança Social até 31 de dezembro de 2010, no caso dos seus descontos terem sido calculados com base no salário real;
  • Nomeados para cargos de gestão: desde que à data de nomeação pertençam ao quadro da própria empresa como trabalhadores contratados, estando neste regime há pelo menos um ano, e estejam enquadrados no regime da Segurança Social dos trabalhadores por conta de outrem;
  • Trabalhadores contratados que, de forma cumulativa, são gerentes, sócios ou não, de uma entidade sem fins lucrativos. Estes trabalhadores têm direito ao subsídio de desemprego desde que não recebam qualquer remuneração pelo exercício dessas funções de gestão;
  • Professores do ensino básico e secundário;
  • Ex-militares em regime de contrato/voluntariado;
  • Pensionistas de invalidez do regime geral de Segurança Social: Desde que sejam declarados aptos para o trabalho em exame de revisão da incapacidade, e estejam ao mesmo tempo desempregados.

Além de teres de te enquadrar numa das situações profissionais referidas no tópico anterior, existem ainda condições para a atribuição do subsídio de desemprego. Fazem parte da lista de condições de atribuição:

  • Residires em Portugal;
  • Encontrares-te em situação de desemprego involuntário, mas teres capacidade e disponibilidade para trabalhar;
  • Estares inscrito no centro de emprego da tua área de residência, com efeito de procura de emprego;
  • Teres trabalhado 360 dias por conta de outrem com registo de remunerações nos 24 meses antes do desemprego. Se este período de descontos para a Segurança Social não estiver garantido, não é possível aceder a este apoio social. Se for este o teu caso, contacta a Segurança Social para saber se tens direito ao subsídio social de desemprego, cujo acesso foi simplificado pelo Governo no âmbito das medidas de ajuda à estabilização social e económica do país devido à pandemia da Covid-19.
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Contudo, na sequência do novo coronavírus, foram criadas várias medidas excecionais e alterações temporárias, por parte do IEFP, para quem recebe o subsídio de desemprego.

Onde e como posso solicitar o subsídio de desemprego?

Deves solicitar o subsídio de desemprego no centro de emprego, num prazo de 90 dias consecutivos, a contar da data que ficaste desempregado.

Para tal, e antes de entregares este requerimento, já deves estar inscrito no centro de emprego.

Se não entregares o requerimento dentro do prazo indicado, os dias a que tens direito ao subsídio serão reduzidos pelo período correspondente aos dias de atraso.

Também já podes requerer o subsídio de desemprego via online. Para tal, basta registares-te na plataforma iefponline, preencheres os dados pedidos, e ires ao separador relativo à requisição deste subsídio.

Em ambos os casos existem sempre documentos e informação que deves apresentar, que são:

  • Requerimento de prestação de desemprego (preenchido no centro de emprego);
  • Declaração de situação de desemprego;
  • Prova de ação judicial se o empregador terminar contrato de trabalho por justa causa ou vice-versa;
  • Declaração em mora e prova da comunicação à entidade patronal se o trabalhador suspender contrato devido a salários em atraso;

Caso tenhas dúvidas sobre alguns procedimentos, podes sempre consultar o Manual de Submissão Online de Requerimentos de Subsídio de Desemprego.

IEFP – Está inscrito no IEFP? Continua suspensa a procura ativa de emprego, mas as formações estão de volta e terá de comparecer

Está inscrito no IEFP? Continua suspensa a procura ativa de emprego, mas as formações voltam na próxima segunda-feira. E se for convocado, tem de comparecer.

Mantém-se suspensa a obrigação de procura ativa de emprego, mas se for convocado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional terá de comparecer — seja presencialmente, seja por videoconferência. As formações suspensas por força da pandemia regressam a 18 de maio.

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) definiu 18 de maio como data para o regresso às formações presenciais nas suas instalações, garantindo atender às recomendações de higiene e segurança devido à covid-19. Para compensar a interrupção, o IEFP já tinha iniciado formações à distância, inclusivamente através de videoconferência.

Em resposta às questões enviadas pelo SAPO24, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) disse estar “a preparar as orientações para uma retoma controlada e gradual da formação presencial a partir do dia 18 de maio, em cumprimento de acordo com as normas e orientações definidas pelo Governo e pela Direção Geral de Saúde”.

A data, explica o IEFP, foi definida tendo como referência o retorno “das atividades letivas nas escolas”. O instituto tinha suspendido toda a sua atividade a 15 de março por força da crise pandémica da covid-19, o que implicou o cancelamento de todas as atividades de formação em curso, bem como das que se encontravam programadas.

No entanto, o IEFP informa que os seus serviços de formação já tinham sido reprogramados e adaptados, “aquando decretado o Estado de Emergência, para formação à distância”.

“Neste momento decorrem nessa modalidade várias centenas de ações de formação, abrangendo mais de 17.000 formandos, o que equivale a aproximadamente 27% do número de formandos existentes aquando da suspensão da formação presencial”, explica o instituto.

  • Já no que toca a formações práticas, feitas em contexto de trabalho, o IEFP admite a sua continuidade “neste período, desde que as entidades onde esta componente de formação decorra se encontrem a laborar e que haja acordo entre as partes (formando/a, tutor/a e serviço de formação profissional)”.
  • Por força das medidas de segurança necessárias devido à covid-19, o atendimento por motivos informativos deixou de ser presencial nos centros do IEFP, passando a ser prestado exclusivamente por via telefónica, por videochamada, por email e através do site iefponline.
  • As únicas situações onde este é possível é para fins não informativos, mas apenas com pré-agendamento e ficando, em regra, limitado aos serviços que não podem ser prestados por via eletrónica e aos atos qualificados como urgentes.
  • Estas medidas, implementadas a 15 de março, levaram também ao cancelamento das convocatórias aos centros de emprego, mas estas já começaram a ser retomadas, conforme indica a secção de perguntas frequentes do site do IEFP, atualizada a 8 de maio.
  • Foi convocado? Tem de marcar presença

Segundo a informação prestada, é determinado que, em caso de convocatória presencial a um centro de emprego, a pessoa “deve comparecer uma vez que estão garantidas todas as condições de higiene e segurança”. As exceções são feitas aos grupos de risco definidos pela Direção-Geral da Saúde.

Para além disso, em caso de convocatória para uma sessão por videoconferência, também é obrigatório participar. Em ambas as situações, quem não cumprir incorre no risco de penalizações caso não justifique as faltas.

  1. No entanto, mantém-se “suspensa a obrigação de procura ativa de emprego por parte dos candidatos que se encontram a auferir prestações de desemprego”, não havendo penalizações para quem não aceite as propostas de emprego que lhe foram dadas.
  2. Quanto ao próprio volume de ofertas de emprego disponíveis, o IEFP dá conta de uma “redução que naturalmente se fez sentir nas oportunidades de trabalho”, mas adianta que existe “neste momento disponível um número significativo de postos de trabalho para preencher”.
  3. De acordo com instituto, as profissões mais procuradas são as de “condutores de veículos e operadores de equipamentos móveis’, as dos ‘trabalhadores dos serviços pessoais’ e ‘trabalhadores dos cuidados pessoais’, bem como vários trabalhadores qualificados da construção e não qualificados da indústria, construção e transportes”.

Os dados mais recentes agregados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, datados do dia de hoje, 11 de maio, dão conta de 381.328 pessoas inscritas no IEFP.

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Apesar das queixas, IEFP diz que já integrou 1332 pessoas em Equipamentos Sociais e de Saúde

Uma das medidas criadas pelo IEFP para mitigar a situação de cidadãos desempregados teve também como propósito ajudar a combater a covid-19. Com o nome de “Apoio ao Reforço de Emergência de Equipamentos Sociais e de Saúde”, a iniciativa consiste na integração de cidadãos, temporariamente, em instituições de saúde e apoio social, como lares e hospitais.

Este apoio foi desenhado para se dirigir não só a desempregados inscritos no IEFP, como a desempregados não inscritos, a trabalhadores em lay-off ou com contratos de trabalho a tempo parcial e a estudantes ou formandos, tendo sido pensado para uma duração de três meses.

Aos desempregados que recebem subsídio colocados nestas entidades é atribuída uma bolsa de 438,80 euros, que acumula com o subsídio de desemprego, enquanto os restantes usufruem de uma bolsa de 658,20 euros, assegurada em 90% pelo IEFP.

De acordo com a resposta do IEFP ao SAPO24, até dia 30 encontravam-se integrados através desta medida “1.332 pessoas” — sendo que, destas, “234 pessoas não eram desempregadas inscritos no IEFP” — em “332 entidades”.

  • No entanto, a iniciativa é destinada tanto a pessoas como às entidades que estejam interessadas em obter auxílio, estando o apoio dependente da sua participação e sendo dada preferência a quem tenha experiência e formação nas áreas da saúde e apoio familiar.
  • Em consequência desta variável, regista-se uma maior oferta de trabalhadores do que procura pelas entidades potencialmente interessadas, resultando em candidaturas sem seguimento.
  • O SAPO24 recolheu uma queixa por parte de uma profissional desempregada que viu frustrada a sua tentativa de se candidatar a este apoio, lamento que as candidaturas só sejam possíveis “se as entidades patronais se candidatarem e não se os empregados disserem que estão disponíveis”.
  • No seu caso, recebeu um email do IEFP, que partilhou com o SAPO24, onde se explicava essa situação: “Ainda que eventualmente possa reunir as condições de elegibilidade elencadas no instrumento legal que dispõe sobre esta medida, informamos que as candidaturas à mesma são exclusivamente apresentadas por entidades públicas ou pessoas coletivas de direito privado que desenvolvam atividades na área social e da saúde e que, assim, manifestam as suas necessidades no âmbito do atual contexto da pandemia COVID-19”.
  • Ao SAPO24, o IEFP indicou que o apoio recebeu mais de 4000 candidaturas “para integrar ações no âmbito desta medida”, havendo “um número razoável de pessoas que, tendo manifestado interesse e disponibilidade em serem integradas nas entidades, acabam por não o ser ou por pelo menos não o ser no imediato”.
  • A este propósito, o instituto justificou como causas da candidatura não ter seguimento a ausência de proximidade geográfica entre pretendente e entidade empregadora, assim como a ausência de “um ajustamento à profissão solicitada nas candidaturas”.

12.05.2020 in SAPO24

Desempregados inscritos no IEFP não têm de procurar trabalho durante surto de covid-19

Face à propagação de coronavírus em Portugal, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) decidiu cancelar todas as ações de formação, a partir da próxima segunda-feira, e suspender a obrigação de procura ativa de emprego por parte de quem se encontra atualmente a beneficiar de prestações de desemprego.

“Atento às últimas medidas adotadas e comunicadas pelo Governo português, no âmbito da pandemia de covid-19, o IEFP informa que, a partir de segunda-feira, dia 16 de março, estão canceladas todas as atividades de formação em curso, bem como as que se encontram programadas, até 9 de abril, data em que a situação será reavaliada”, explica o instituto, em comunicado.

Esta opção já tinha sido defendida pelo ex-presidente do IEFP Jorge Gaspar, que ao ECO explicou que, face ao surto de coronavírus, “ter-se-ia de acautelar um conjunto de procedimentos clínicos” no âmbito destas atividades, os quais disse não saber se eram “praticáveis em contexto formativo”.

Este decisão do IEFP chega, além disso, poucos dias depois do Governo ter anunciado aos parceiros sociais que, no pacote de medidas para apoiar as empresas face a esta epidemia, está incluído um regime de lay-off — suspensão do contrato de trabalho ou redução da carga horária — com formação. “Os trabalhadores em lay-off poderão beneficiar de ações de formação, com bolsa equivalente a 30% do Indexante dos Apoios Sociais (131,64 euros, metade para o trabalhador e metade para o empregador, suportada pelo IEFP”, explicou o Executivo.

Além disso, o ministro da Economia e a ministra do Trabalho prometeram lançar um plano extraordinário de formação e qualificação, no âmbito do qual as empresas afetadas pela epidemia receberão um apoio equivalente a 50% da remuneração do trabalhador até 635 euros, suportado pelo IEFP.

Além de ter cancelado as ações de formação, o IEFP escolheu suspender a “obrigação de procura ativa de emprego por parte dos candidatos que se encontrem a auferir prestações de desemprego”, até comunicação em contrário.

Segundo o Decreto-Lei n.

º 220/2006, esta procura ativa consiste em: respostas escritas a anúncios de emprego; respostas ou comparências a ofertas de emprego divulgadas pelo centro de emprego ou pelos meios de comunicação social; apresentações de candidaturas espontâneas; diligências para a criação do próprio emprego ou para a criação de uma nova iniciativa empresarial; respostas a ofertas disponíveis na Internet; registos do curriculum vitae em sítios da Internet.

No primeiro mês do ano, estavam inscritos no IEFP 320.558 desempregados, menos 8,6% do que em janeiro de 2019, mas mais 3,2% do que em dezembro do ano passado.

“Também na área do Emprego, se é um dos candidatos que recebeu convocatória para uma intervenção nos próximos dias, deve considerar a mesma sem efeito”, sublinha o IEFP, que frisa que os balcões continuam abertos, ainda que se aconselhe o uso preferencialmente dos meios digitais para comunicar com o instituto.

Os primeiros casos de coronavírus em Portugal foram registados a 2 de março e até ao momento já há 169 pessoas infetadas. Em todo o mundo, esta pandemia já fez mais de cinco mil vítimas mortais e infetou mais de 140 mil pessoas.

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