Como Responder A Uma Pessoa Que Te Ofende?

Como Responder A Uma Pessoa Que Te Ofende?

Texto de Jennifer Delgado Sêneca disse que, um dia, enquanto Cato visitava os banheiros públicos, ele foi empurrado e espancado. Quando eles interromperam a luta, ele se recusou a aceitar um pedido de desculpas do agressor dizendo: “Eu nem lembro de ter sido atingido “.

Embora seu comportamento possa parecer estranho para nós, Cato simplesmente decidiu não se apegar ao que aconteceu. Ele não ficou preso em humilhação, frustração ou raiva, mas rapidamente virou a página.

Ele escolheu agir em vez de apenas reagir. Ele escolheu recuperar o controle da situação e responder de forma mais madura.

Ele escolheu ser fiel aos princípios do estoicismo, que nos ensinam como responder a um insulto de forma inteligente.

Insultos desencadeiam uma intensa resposta emocional Todos, em maior ou menor grau, já provaram o gosto amargo dos insultos. Não é agradável. Não há dúvida.

Mas responder com raiva, frustração ou mesmo agressividade é tão inútil quanto tomar veneno esperando para prejudicar outra pessoa.

Quando palavras tolas vibram ao nosso redor, precisamos aprender a dar respostas inteligentes a insultos, a nosso próprio bem-estar psicológico.

O principal obstáculo, no entanto, é o nosso cérebro emocional. Quando ouvimos um insulto, geralmente reagimos automaticamente, tornando-nos defensivos. Ficamos com raiva e estressados, por isso não devemos apenas lidar com o insulto, mas também com as emoções desagradáveis ​​que ele gerou.

Para parar este mecanismo, devemos entender que o cérebro emocional não funciona racionalmente. Preencha os espaços em branco e corra para tirar conclusões, independentemente de a crítica ser válida.

Para responder a um insulto de forma inteligente, precisamos evitar um seqüestro emocional. Em vez de deixar as emoções assumirem, temos que ativar nosso pensamento lógico, concentrando-nos nos fatos.

O sequestro emocional ocorre quando nós consideramos que o insulto como um ataque ao nosso ego. Então a amígdala reage como se estivéssemos em perigo e parasse de se comportar racionalmente.

Em vez disso, precisamos estar cientes de que a linha entre um insulto e uma crítica construtiva pode se tornar muito boa e subjetiva.

De fato, Epícteto pensava que o insulto não é a pessoa, seus atos ou palavras, mas nosso julgamento sobre o que aconteceu. É uma coisa difícil de digerir, mas, para sermos insultados, devemos permitir que esse insulto se estabeleça em nós. Este filósofo acrescentou: ” Ninguém pode prejudicá-lo sem o seu consentimento, você será ferido no momento em que lhe permitir prejudicá-lo “.

As 3 telas dos estóicos para avaliar os insultos Os estóicos sugeriram que antes de responder a um insulto, passemos por essas três peneiras:

Veracidade Se nos sentimos insultados, Seneca sugere que paremos por um momento para considerar se as palavras são verdadeiras. Se alguém está se referindo a uma de nossas características, por exemplo, não é um insulto, independentemente do tom usado, é apenas um ponto óbvio.

Se não queremos que isso aconteça novamente, talvez devêssemos fazer algo para mudar essa característica, ou apenas aceitá-la, para que ela não se torne um ponto sensível que nos faça pular toda vez que alguém a tocar.

Nível de informação O próximo passo que devemos dar para responder a um insulto de maneira inteligente vem da mão de Epíceto, que nos recomenda avaliar se nosso interlocutor está pelo menos bem informado.

Se for uma pessoa informada, devemos valorizar o que ele está dizendo, mesmo que a princípio nos cause rejeição ou não caia em nossa cosmovisão. Talvez ele esteja certo. Se você não é uma pessoa informada, mas está falando da ignorância, nós simplesmente não devemos levar em conta sua opinião ou ficar com raiva disso.

Autoridade A última tela pela qual devemos passar um “insulto” é avaliar sua origem. Se estamos aprendendo a tocar piano e o suposto “insulto” vem do nosso mestre de piano, talvez seja uma crítica construtiva que devemos ouvir, em vez de ficar com raiva. Seja melhor do que quem te insulta

Marco Aurélio, proeminente imperador romano e estóico, pensava que não deveríamos conceder àqueles que nos insultam a possibilidade de manipular nossas emoções. Ele escreveu: ” A melhor vingança não é ser como aquele que machucou você “.

Sêneca, por outro lado, pensava que a raiva sempre dura mais do que a dor, por isso não faz sentido ficar com raiva de um insulto. Não devemos permitir que esse insulto arruine nosso dia ou dê mais importância do que merece.

Ele escreveu: “ Uma grande mente despreza as queixas feitas a ela; A maior forma de desdém é considerar que o adversário não é digno de vingança. Quando se vingam, muitos levam muito a sério pequenas humilhações.

Uma grande e nobre pessoa é aquela que, como um grande animal selvagem, escuta impassível as pequenas maldições que lhe são lançadas ”. Ignorar o insulto de alguém é a maneira mais poderosa de reagir porque demonstra autocontrole e nos impede de cair no jogo.

A chave é levar um momento antes de reagir. Respire, pense e depois decida o que fazer.

Quando aumentamos o tempo entre o estímulo / insulto e nossa reação, podemos dar uma resposta mais reflexiva. Podemos recorrer à lógica e ir além da emoção inicial. Os estóicos não tinham nada contra as emoções, mas se é uma emoção indesejada que pode causar danos, é melhor deixá-la seguir seu curso e não segurá-la.

Epicteto compartilhou essa ideia. Ele se perguntou: “ Quem é invencível? Aquele que não pode ser perturbado por outra coisa senão sua decisão fundamentada .

Isso significa que, se nos atacarem, não devemos nos defender? Claro que não. Mas se os estóicos tivessem a oportunidade de escolher, prefeririam que a paz fosse correta. Levantar-se acima dos insultos é uma postura mais madura que lhe permitirá proteger sua paz interior . Afinal, não faz muito sentido discutir com um tolo .

Olhando para o positivo no insulto Podemos até procurar o positivo em insultos.

Podemos deixar de lado a grosseria e a maldade para procurar por pepitas de ouro que possam estar escondidas em críticas ácidas. Podemos usar esses comentários para melhorar.

De fato, os estóicos costumavam ver o insulto de um amigo ou mentor de confiança como um favor pessoal, uma oportunidade de superação que deveria ser recebida com gratidão.

Toda vez que alguém nos insulta e conseguimos nos controlar, é uma vitória pessoal.

Responder a um insulto com outro insulto, ao contrário, implica reproduzir a cadeia de raiva, imaturidade ou estupidez humana. Isso não vai mudar as coisas.

Se reagirmos com calma e até mesmo com gratidão, levaremos a pessoa que nos insultou de surpresa, de modo que é mais provável que reflitamos sobre seu comportamento.

Para nos controlarmos e insultos não nos afetam, devemos trabalhar para reduzir a sensibilidade às nossas próprias imperfeições, adotando a idéia de que temos falhas e fraquezas e que, às vezes, as pessoas as apontam.

Nós não somos perfeitos e temos que assumir isso. Se aprendermos a acalmar o ego , os insultos passarão sem nos tocar.

Seria muito pior viver em uma espécie de mundo de sonhos onde todos fingem que não temos defeitos, para que não tivéssemos a possibilidade de mudar e crescer.

  • Texto de , Ricón de la Psicología, adaptado pela Revista Pazes.

Como se Proteger das Ofensas – Dicas Simples e Práticas

Recebemos ofensas quase todos os dias, de graça, sem pedir, e é impossível fugir delas sem fugir da convivência social. Saiba como se fortalecer internamente para lidar e aprender com elas!

Quando começamos a enxergar os efeitos desastrosos que uma comunicação deficiente causa, é comum que surja o desejo de que todas as pessoas do mundo fossem mais cuidadosas com o poder da linguagem que elas detêm.

Ou seja, que elas parassem de ofender as pessoas de uma vez por todas, para que a paz se instalasse.

Mas nós vivemos no mundo real. E em grande parte dele, felizmente, todos temos o direito de expressar nossas opiniões e ideias. Inclusive as que podem desagradar outras pessoas.

A liberdade de expressão deve ser um direito de todos, até mesmo das pessoas com ideias que te incomodam muito. E que não medem o tom de voz e a forma de dizer.

Somos todos diferentes. Não só na aparência física, personalidade, preferências mas também em relação ao bom senso. O meu bom senso é diferente do seu, e o seu é diferente do outro. O que é óbvio para mim, pode não ser para o você.

O que é ofensa para uma pessoa, não é para a outra. Ofensas podem vir sem querer ou de propósito. Um dia você é ofensor, e no outro é ofendido.

Por isso, precisamos, além de fazer a nossa parte para melhor conviver em grupo e criar medidas para conter a violência, nos proteger dos ataques em forma de ofensas que certamente nos atingirão.

“Paz não é ausência de conflito. É administrar o conflito em paz.”

Desconhecido

Mas por que é tão importante que saibamos nos proteger?

Jessica Thomasson apresenta bons argumentos sobre por que temos que conseguir conviver com ideias contrárias, e com as ofensas. Não perca a chance de escutá-la!

  • (Ative as legendas em português)
  • Temos que nos proteger das ofensas para nos preservar legítimos como indivíduos, para nos manter com a mente sã.
  • Mas também para que não nos isolemos, no temor das ofensas que possam nos atingir.
  • Para continuarmos a nos expor a novas experiências, a conhecer novos lugares e novas pessoas, e possamos continuar aprendendo com elas.
  • Em um mundo em que a tecnologia favorece tanto o isolamento, é preciso um esforço consciente para que não terminemos escondidos atrás das redes sociais, sozinhos em nossos apartamentos com nossas ideias imutáveis.

O filósofo Heinrich von Kleist cita o provérbio francês “O apetite surge do comer”, e observa que é igualmente o caso de “As ideias surgem do falar”. Os melhores pensamentos, no ponto de vista dele, são quase impossíveis de entender quando emergem; o que mais importa é a conversa arriscada e emocionante como caldeirão de descobertas. 1

Falar é arriscado, podemos sem querer ofender alguém, e sermos ofendidos. Mas é necessário nos expor aos riscos da vida.

“Não podemos criar um mundo em que todas as circunstâncias e todos os seres sejam e ajam de acordo com os nossos desejos.

A terra está cheia de pedras e espinhos e, à medida em que andamos por aí, certamente iremos bater nossos dedos em pontas afiadas.

Então, o que faremos? Vamos atapetar o mundo inteiro para que tudo sob os nossos pés seja macio? Não é possível, nem mesmo com todo o dinheiro do mundo. Mas não há necessidade de ir a tal extremo.

Necessitamos somente de um pedaço de couro sob as solas dos nossos pés em forma de sandálias ou sapatos e então poderemos caminhar em qualquer lugar.” 2

Leia também:  Como Tratar Um Cliente Que Reclama?

Mas como criar esse ‘pedaço de couro’? Como nos proteger das pedras e espinhos que encontraremos no caminho?

Como podemos nos proteger das ofensas?

“O que é dano?

Suponhamos que você esteja no metrô e alguém grande e pesado pise sem querer em seu pé. Suponhamos que seu pé fique bem machucado – talvez até com alguns ossinhos quebrados. Isto é um dano; ou seja, um ferimento físico em sua pessoa.

Agora, suponhamos que você precise de pés saudáveis para fazer seu trabalho; que seja, talvez, carteiro ou bailarino. Com o pé quebrado, estaria temporariamente impedido de ganhar a vida. Este é um dano colateral; ou seja, um obstáculo ao cumprimento de seus deveres e interesses normais, que só desaparece quando o dano desaparecer.

Se a pessoa que pisou no seu pé lhe pediu desculpas, com certeza você tem o poder de aceitá-las. Contudo, as desculpas e sua aceitação delas não revertem o dano causado ao seu pé ou o dano colateral à sua carreira.

De qualquer modo, um dano é causado ativamente a uma vítima não consentida que não tem possibilidade de aceitar nem de rejeitar o ato e que não concorda com ele. Ou seja, as vítimas de dano não buscam sofrer o dano. Se alguém tenta lhe causar dano, você pode ou não ser capaz de defender-se.

O que é Ofensa?

Agora suponhamos que você está no metrô, com pés saudáveis, e observa que um outro viajante fita os dedos que saem de sua sandália. Isso lhe parece um pouco estranho ou ameaçador (o olhar fixo é uma ameaça entre primatas adultos) ou, no mínimo, bem pouco educado, e assim, pergunta:

– O que você está olhando?

– Seus pés – vem a resposta. – São os pés mais feios que já vi; mal posso acreditar em meus olhos!

Você se sente provocado, zangado e irritado; experimenta mal-estar. Foi ofendido.

No entanto, não sofreu nenhum dano. Seus pés estão ótimos e também não houve dano colateral.  Pode continuar andando ou dançando, vivendo sua vida cotidiana, realizando o seu trabalho sem impedimentos.

Agora tenho uma novidade para você: os ofendidos têm um papel ativo ao serem ofendidos. A ofensa é meramente oferecida alguém, que deve então decidir se aceita ou não.

Se alguém tenta ofendê-lo, você sempre tem a opção de recusar-se a se ofender, contanto que saiba como exercê-la. Não se pode ser ofendido sem seu próprio consentimento.

(Mas pode-se sofrer dano sem consentimento próprio. Vê a diferença?)

Se alguém pede desculpas por olhar seus pés, você pode perdoá-lo e não se sentir insultado. E se a ofensa é oferecida mas não aceita, não há ofensa nem dano e nenhum mal estar.

É possível maximizar seu bem-estar recusando-se a se ofender, ou maximizar seu mal estar buscando a ofensa a cada passo.”

“O veneno só funciona se for bebido.”

Somos emoção e razão

Nós somos seres sensíveis, emotivos. Sim, as ofensas afetam profundamente nossos sentimentos.

O sistema límbico é a região do cérebro responsável pelas emoções. Dentro do sistema límbico estão as amígdalas, que são os centros de comando que transmitem nossas reações emocionais ao cérebro.

Uma reação instintiva de medo, por exemplo, estimula a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina na corrente sanguínea para que o corpo entre em estado de alerta.

Ocorre o aumento da frequência respiratória, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. 4

Queremos nos proteger! É assim que descemos do salto, reagimos de forma irracional, perdemos a razão.

Felizmente, a natureza é sábia.

A evolução nos muniu de mais uma estrutura, o neocórtex, cujos Lobos Frontais são responsáveis pelo nossa capacidade de raciocínio e planejamento. É onde ocorre a mediação das emoções, permitindo estruturar o caos e manter as amígdalas em controle. 4

Portanto, por mais que uma ofensa atinja nossos sentimentos de imediato, nós temos atributos que permitem a mediação dessas reações instintivas, sejam de autodefesa ou de ataque. É comum que fiquemos paralisados, tristes ou irados após alguém nos ofender, direta ou indiretamente. Mas dê um tempo para que o seu cérebro processe racionalmente suas emoções.

Converse consigo mesmo, reflita

Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo. 5

Pensa que se ofendeu? Pense de novo. Questione-se sobre a ofensa que você está abraçando. Reflita, interrogue-se.

Refletir sobre a ofensa nos ajuda não só a nos proteger delas. Mas quem sabe, a aprender algo com elas também. Afinal, dizem que os olhos não são capazes de se enxergar.

Este é um trecho de uma palestra ministrada por Leandro Karnal, onde ele discorre e exemplifica construção de pensamentos para lidar com as ofensas.

A quem pertence a sua paz?

Leandro Karnal

Nós escolhemos a quem pertence a nossa paz. Muitas vezes a deixamos nas mãos dos outros, até mesmo de pessoas que nem mesmo conhecemos.

Escutar o que não é dito

A capacidade essencial na consciência social é a empatia – sentir o que os outros estão pensando e sentindo, sem que eles nos digam em palavras.

Estamos continuamente recebendo sinais dos outros sobre seus sentimentos por meio do seu tom de voz, da expressão facial, dos gestos e numerosos outros canais não verbais.

A empatia cognitiva é “eu sei como você vê as coisas; posso entender sua perspectiva.” 4

Neste trecho da palestra, Leandro Karnal se coloca na posição de receptor e de gerador de uma possível ofensa. E coloca exemplos de ambas situações sob o ponto de vista da empatia.

“O que me irrita revela muito sobre mim, e muito pouco sobre o outro.”

Leandro Karnal

Tentar entender as dores que o ofensor esteja sentindo é uma forma de lembrar que aquela ofensa mais pertence a quem te fez, do que a você mesmo.

“Recebi as palavras dele não como ataques, mas como presentes de outro ser humano que estava disposto a compartilhar comigo sua alma e suas profundas vulnerabilidades.”

Marshall Rosenberg

Marshall Rosenberg, criador da Comunicação Não Violenta, nos ensina a reformular a maneira pela qual nos expressamos e escutamos os outros. A ver as críticas, insultos e ofensas não como tais, mas como necessidades não atendidas da pessoa que as emite.6 Isso requer uma grande dose de empatia.

  1. Assista o vídeo a seguir, onde Marshall discorre sobre as expressão de necessidades humanas (Ative as legendas em português):
  2. Mas segue aqui uma importante ressalva sobre oferecer sua empatia a quem te ofende.

A capacidade de entender e sentir nossas próprias emoções é crítica para o entendimento e a empatia com as emoções dos outros. Sintonizarmo-nos com como estamos nos sentindo desempenha um papel central em como sentimos e entendemos o que qualquer outra pessoa está sentindo.4

É impossível dar algo a alguém se nós próprios não o temos. Precisamos de empatia para podermos dar empatia.6

A sociedade, o mundo, os bilhões de habitantes do planeta, nunca se encontrarão em um completo e permanente estado de paz. Em uma sociedade, as conquistas acontecem em meio a retrocessos. Mas isso não significa que deixamos de progredir. O mundo real nunca estará ‘resolvido’, e mesmo assim, temos que procurar viver da melhor maneira possível nele.

Enquanto são realizadas iniciativas de promoção de igualdade e contenção de todas as formas violência, podemos nos fortalecer e nos proteger das ofensas, para que estejamos aptos a contribuir para um mundo melhor.

Referências

  1. Turkle, Sherry. Reclaiming Conversation: the power of talk in a digital age. New York: Penguin Books, 2015.
  2. Marinoff, Lou. Pergunte a Platão – 6ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008.
  3. Palmo, Jetsnunma Tenzin. No coração da vida: sabedoria e compaixão para o cotidiano. Rio de Janeiro: Lúcida Letra, 2014.
  4. Goleman, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
  5. Chaui, Marilena. Convite à filosofia. 13ª. São Paulo: Ática, 2003.
  6. Rosenberg, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionai. São Paulo: Ágora, 2006.

10 Maneiras de não se deixar afetar por ofensas

Nem sempre tudo acontece como queremos. Diariamente precisamos encarar ofensas e situações que fogem do nosso controle.

Como resultado, perdemos o controle sobre as nossas vidas e nos deixamos dominar pelos nossos próprios pensamentos.

Mas por que não lidar com essas situações de uma outra maneira? Por que não parar de se sentir ofendido e simplesmente começar a viver? Por que não encarar uma ofensa com um pouco de bom humor?

Confira as dicas que trazemos hoje e vença os sentimentos negativos que nos cercam todos os dias.

Inconscientemente, as pessoas acham que os outros sempre devem algo a elas. Esperamos que o mundo nos entenda, nos aprove e nos dê presentes. Quando isso não acontece, nos ofendemos.

Isso não está certo: ninguém nos deve nada. Em geral, inventamos um mundo ideal e ficamos irritados com a realidade porque nem tudo sai como o planejado.

Lembre-se de que nem todo mundo precisa realizar todos os nossos desejos. Desta forma, a vida será muito mais gostosa. Ficar feliz com os presentes inesperados é muito mais importante do que se ofender pela impossibilidade de obter algo desejado.

É muito comum as pessoas incluírem sentimentos em tudo, exagerarem e distorcerem as emoções. Vemos duplo sentido em brincadeiras e com frequência nos deixamos enganar pela nossa imaginação.

Tente olhar para os acontecimentos que te fazem mal com distanciamento. Procure olhar para eles de fora, baseando-se em fatos concretos. Muitas vezes, as coisas não acontecem para nos fazer mal.

Te disseram algo desagradável? Levantaram a voz? Te ofenderam? Traduza tudo isso mentalmente para uma linguagem normal. Algumas pessoas não sabem como expressar os pensamentos de maneiras diferentes, ou não conhecem outros idiomas. Tente não se ofender pelo que elas dizem.

As traduções mentais do 'ofensivo' para o neutro são boas para a sua saúde mental e te deixam mais relaxado e animado.

Levamos muito a sério as pessoas que falam mal de nós e nos fazem coisas desagradáveis. Nos ofendemos porque achamos que estamos sempre lidando com pessoas adultas e inteligentes, ou até mesmo superiores a nós. Será?

Tente pensar que seus abusadores são bobos e medíocres e que a opinião deles não tem importância. Procure pensar que essas pessoas são apenas crianças que querem chamar a sua atenção. Ao fazer isso, você vai perceber que elas são muito mais desimportantes do que você imagina. E você não se ofenderia com crianças, certo?

Exageramos o que o momento atual significa. Pensamos que as coisas que acontecem são para sempre, que a raiva jamais vai passar. Mas quantas vezes nos ofendemos e esquecemos? É impressionante como sofremos por coisas insignificantes.

Tente olhar para esse rancor no futuro. Provavelmente os sentimentos vão parecer sem sentido amanhã, e não vale a pena estressar-se tanto hoje se pensarmos no amanhã.

Com frequência, a pessoa que ofende está passando por um mal momento, ou está com problemas. Muitas vezes, fazer mal aos outros é parte disso. Tente entender a pessoa grosseira. Talvez ela precise de ajuda ou apoio. Você não vai se sentir tão incomodado por palavras desagradáveis se encontrar a razão da ira do seu ofensor.

Todos sofremos ofensas todos os dias. Cada um de nós precisa enfrentar situações desagradáveis e, como não podemos nos isolar completamente, deveríamos aprender a perceber o ressentimento como um componente desagradável e natural da comunicação humana.

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Você pode simplesmente não reagir a comentários ofensivos. Perceba-os como o som de um passarinho histérico, ou como latidos de cães fora da janela. Ou seja, como irritantes, mas naturais. Em algum momento tudo isso passa.

Você não precisa enfrentar os insultos ou fingir que não percebeu a agressividade do outro. Às vezes, uma pergunta direta e tranquila ao agressor sobre as razões do seu comportamento ajuda a colocá-lo no seu devido lugar. É provável que ele não possa te responder, se sinta envergonhado e simplesmente saia de cena.

Muitas vezes, amigos e conhecidos com 'boas' intenções ultrapassam as nossas fronteiras com conselhos desagradáveis ou reflexões sem nenhum tato.

Mas os comentários ofensivos e as piadas sem graça nos atingem até onde permitimos. Muitas vezes, não vale a pena discutir com o seu ofensor. Uma alternativa é encarar a situação com humor e responder ironicamente para desarmar a outra pessoa.

Pense naquele pequeno insulto que não te deixa em paz e te faz pensar sem parar no que aconteceu. Você deixa todo restante da vida em pausa apenas por algo que outra pessoa te falou. E tudo não passa de uma ofensa sem sentido.

Converse com você mesmo. De que adianta se sentir ofendido? Isso resolve algum problema? Se você for um masoquista moral, então tudo bem. Mas por que levar tudo tão a sério? Tente se liberar do rancor e libere os sentimentos de agonia.

Você acha que essas dicas vão te ajudar a eliminar os pensamentos negativos e a encarar melhor as ofensas? Conhece outras maneiras de lidar com essas situações?

Ilustrador Alena Tsarkova exclusivo para Incrível.club

Como responder a um comentário ofensivo no trabalho

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 (Foto: David Ramos/Getty Images)

De repente, seu colega de trabalho se vira e diz: “Só podia ser mulher”. Ele está tentando ser engraçado, mas o comentário é inapropriado – e não se aplica. Acontece muito no trabalho. Em outro momento, poderia ser ofensivo ou até racista. Ainda que não seja com você, a questão é: e agora? Você explica que ele não deveria dizer isso, dá uma cortada na conversa ou simplesmente não diz nada?

saiba mais

Em um artigo para a Harvard Business Review, a colunista Amy Gallo conversou com especialistas para saber como lidar melhor com a situação.

Pese a situação antes de dizer algo

O primeiro passo é decidir se vale a pena responder ao comentário. “Preservar seu próprio senso de integridade” e “acabar com o racismo no ambiente de trabalho” podem ser atitudes nobres, segundo Joan Williams, fundadora do Center for WorkLife Law, que lida com o aspecto legal do ambiente de trabalho.

Para ela, é comum não saber qual a melhor atitude a tomar, já que você não tem certeza se o comentário necessariamente expressa a opinião da pessoa (você pode estar diante de um colega “sem noção”) ou sua reação pode criar um ambiente de hostilidade que, no médio prazo, levaria até à demissão (caso venha de um superior ou de um colega que tem respaldo da empresa).

Se for um comentário único, menos mal. Mas é importante lembrar que o silêncio nem sempre é resposta para todas as questões irritantes. “Se não se posicionar, você está concordando com o que foi dito. E praticamente dando permissão à pessoa para que faça isso de novo”, diz a consultora.

Se você ocupa um cargo de chefia, a questão se torna ainda mais importante.

Pessoas em posição de gerência e liderança têm a responsabilidade (em alguns casos, até perante a lei) de se certificar que ninguém se sinta desconfortável ou ameaçado no trabalho.

Quando o chefe é o primeiro a dizer que o comentário é “sexista”, “ofensivo” ou “racista” – e, portanto, não tem espaço no local de trabalho – a tendência é que os funcionários ouçam e sigam a diretriz.

Abordar comportamentos ofensivos “de maneira positiva no momento certo podem mudar as coisas no futuro”, diz Alexander Czopp, diretor do Center for Cross-Cultural Research na Western Washington University, nos Estados Unidos. Isso quer dizer conversar com a pessoa, em lugar de se levantar e apontar o dedo.

É importante considerar sempre com quem você está lidando e quais seriam as reações dessa pessoa.

O colega pode ignorar o que você disser (“Você está exagerando, era só uma piada”) ou passar para a defensiva (“Do que é que você está me acusando?”).

Então vale se perguntar: como essa pessoa reage normalmente quando alguém a desafia? Ela é normalmente bem intencionada ou costuma arrumar confusão?

Não faça suposições

Se você decidir que é preciso se posicionar, o melhor é assumir que a pessoa não tinha a intenção de ofender ninguém.

Na maioria das vezes, “a pessoa é do tipo sem noção e não se dá conta de que seu comportamento está afetando outros”, diz Joan Williams. Nesse caso, ela sugere paciência.

“Será que todos nós já não fizemos um comentário idiota na vida? Claro que sim. Ninguém é perfeito”, diz a consultora.

Uma dica de como lidar com o comentário é compartilhar com esse colega a sua experiência de ter dito algo de que se arrependeu depois. Ao explicar que você já esteve numa situação parecida, a pessoa ficará mais aberta a ouvir o seu ponto de vista.

Começar a conversa com “Isso que você disse é racista” em geral resulta em reações mais defensivas.

De acordo com Alexander Czopp, a maioria das pessoas tem uma “visão exagerada” do significado desses termos, por isso reage mal.

“Se alguém nos acusa de sermos racistas, nós logo pensamos em supremacia branca, Ku-Klux-Klan”, diz ele. “É correto apontar que o comentário foi ofensivo, mas ninguém quer ouvir que está sendo sexista ou racista”.

Explique sua reação

Explicar como você se sente gera sempre uma resposta mais positiva. Você pode dizer algo como “Sei que não era essa a sua intenção, mas o que você disse me deixou mal” ou “Eu não sei entendi bem o que você disse”. Não se trata de “evitar” o problema, diz Czopp. “É uma abordagem muito mais efetiva que tem mais chances de mudar o comportamento dali para frente”.

Faça o outro refletir

Ao abordar o seu colega, você pode questionar: “O que você quis dizer com aquele comentário?” ou “Com que base você está dizendo isso?”. Ao trazer a pessoa para uma discussão racional, você pode ajudá-la a pensar mais profundamente sobre o que foi dito e o efeito do comentário sobre outras pessoas, dando-lhe a chance de voltar atrás e até se desculpar.

Se a pessoa sugeriu que uma funcionária do setor está sendo “preguiçosa” ao sair cedo do escritório, você pode dizer algo como: “Eu vi um estudo bem interessante que mostrava que ao vermos uma mulher que tem filhos deixar o escritório, logo imaginamos que é para cuidar das crianças. Mas quando um homem que tem filhos sai do trabalho, nós nem notamos”. Quanto menos agressivo e irônico for seu comentário, maior a probabilidade de que seu colega preste atenção e absorva a informação.

Tente abordagens alternativas

Se você decidir que não se sente à vontade em mencionar o tal comentário ofensivo, há outras maneiras de fazer isso, diz Alexander Czopp.

Uma boa tática é mudar de assunto, o que daria a “mensagem sutil” de que você não aprova e não está interessado no que foi dito.

“Nesse caso, você precisa confiar na inteligência emocional de seu colega para perceber sua intenção”, diz ele. Vale ainda esperar um pouco para ver se a pessoa percebe a gafe e quer se desculpar.

Apele para um superior

Se mesmo falando com o colega, os comentários continuam, você pode levar a coisa adiante – para o gerente do departamento.

Segundo Joan Williams, antes de tomar esse passo, você pode conversar com outros colegas de trabalho e ver se eles se sentem da mesma maneira em relação aos comentários.

Você pode começar a conversa dizendo que muitas pessoas da equipe estão sentindo a mesma coisa e por isso está lá para pedir conselhos de como agir. Nesse caso, siga os conselhos à risca para não transformar uma questão profissional em rixa pessoal.

Uma aula de Steve Jobs sobre como responder a um insulto

São Paulo – Steve Jobs, 20 anos atrás, ensinou como você deve responder a um insulto do jeito perfeito. Como lembra o Inc, durante a conferência para desenvolvedores da Apple, em 1997, uma pessoa da plateia fez um comentário ofensivo a Jobs, que havia retornado à companhia havia pouco tempo.

Ele disse o seguinte: “Sr. Jobs, você é um homem brilhante e influente. É claro e triste que, em vários pontos do seu discurso, você não sabe sobre o que está falando.

Eu gostaria, por exemplo, que você expressasse em termos claros como, digamos, o Java e qualquer outra de suas encarnações lida com as ideias incorporadas no OpenDoc.

E quando você terminar com isso, talvez você possa nos dizer o que você tem feito pessoalmente nos últimos sete anos “.

Por 10 segundos, Jobs fez uma pausa e ficou em silêncio. Essa técnica, aliás, também já foi adotada por Barack Obama para falar melhor em público. “Sabe, você pode agradar algumas pessoas por algum tempo, mas…” disse, fazendo outra pausa de mais oito segundos para pensar na resposta adequada.

Então, ele concorda com a pessoa que o insultou publicamente. “Uma das coisas mais difíceis quando você está tentando promover mudanças é que pessoas assim como esse cavalheiro…

estão corretas! Em algumas áreas”, afirmou o cofundador da Apple, reconhecendo que existem do OpenDoc com os quais ele não estava familiarizado.

Então, ele ajuda a plateia a ver o caso com uma visão mais ampla, demonstrando que o seu papel na Apple não era conhecer todos os detalhes de tecnologia da sua empresa, mas, sim, ajudar os clientes com a tecnologia que ela cria.

“A coisa mais difícil é isso: como isso se encaixa em uma visão coesa e maior, que lhe permitirá vender oito bilhões de dólares, dez bilhões de dólares por ano? E uma das coisas que eu sempre pensei é que você deve começar com a experiência do cliente e trabalhar para trás com a tecnologia. Você não pode começar com a tecnologia e tentar descobrir onde você vai tentar vender”, disse Jobs.

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“E eu cometi esse erro provavelmente mais vezes do que qualquer outra pessoa nesta sala. E tenho cicatrizes que provam isso. E eu sei que esse é o caso”, declarou, falando sobre sua falta de conhecimento sobre o ponto perguntado.

Ele então elogia sua equipe, dizendo que a Apple tem centenas de pessoas dando o melhor de si para ajudar os consumidores com a sua tecnologia.

Para finalizar, ele usa declarações poderosas, fazendo da sua nota de saída a mais forte de seu discurso.

“Alguns erros serão cometidos ao longo do caminho. E isso é bom. Porque, ao menos, algumas decisões vão se tornando maiores pelo caminho. E vamos encontrar os erros e corrigi-los”, afirmou Jobs.

Fazendo uma pausa, ele voltou a se dirigir ao questionador da plateia. “Erros serão cometidos…algumas pessoas não vão saber sobre o que você está falando, mas eu acho que isso é tão melhor do que como as coisas eram não muito tempo atrás.

E penso que chegaremos lá”, finalizou Jobs.

A maneira mais inteligente de se defender dos ataques verbais

  • Sheldon Cooper disse: “Eu sou um receptor polimerizado, e você um reagente inorgânico, então qualquer projétil verbal que você lançar na minha direção será refletido, voltará pela mesma trajetória, e irá te atingir.”
  • Tenha certeza disso: quando um ser humano ofende o outro com palavras de ódio e furor, ele atrai para si, um amontoado de negatividades que faz com que o universo inteiro se volte contra ele, ou seja, no fim, não é o receptor do ataque que sofre e sim o seu emissor (efeito boomerang).
  • Infelizmente algumas pessoas do nosso convívio são ignorantes, hostis e pouco educadas, o que torna nossa interação social um desafio constante e estressante por vários momentos em nossa vida, cabendo a nós, seres inteligentes, criar estratégias para lidar eficientemente com essa questão.

Vale mencionar que quando um troglodita age dessa forma, ele está demonstrando as duas maiores falhas emocionais do homem, a conhecer: à insegurança e o medo. A primeira existe porque ele não acredita que pode ter crédito com alguém através de uma postura equilibrada e ética, assim ele pensa que a força está na imposição e não na influência.

Já a segunda é por conta da psicose e do pânico por aquilo que ainda não chegou, ou seja, como se o futuro estivesse prestes a abraça-lo, enforcando sua aura e secando para sempre seu espírito, restando para ele, apenas a opção de reagir com agressividade.

Obviamente, atitudes como essas tem o poder de machucar muito uma pessoa, fazendo com que a mesma se sinta coagida e pressionada além do que pode suportar, principalmente se tal criatura gozar de um temperamento sensível e frágil.

Desta forma, é inaceitável que alguém insulte a outra parte e não sofra nenhuma punição por isso.

Em muitos casos e relatos contemplamos a multiplicidade de pessoas que foram prejudicadas por comportamentos assim e tiveram ferimentos gravíssimos em sua alma: tiveram sua psique triturada, sua motivação debulhada e sua autoestima esmagada.

Sabendo então da gravidade da questão, qual seria a estimada solução? Muitos pensam que rebater é uma forma inteligente de mostrar coragem e ausência de intimidação, porém afirmo com veemência que essa é uma escolha estúpida e ineficaz.

Ora, nos igualarmos aos nossos inimigos consiste em transferir a ignorância deles para dentro de nossas casas, fazendo com que nossos telhados sejam recheados de malignidades que farão com que as toxinas endiabradas do inferno permeiem nossas cabeças sem que possamos notar.

Por isso Dalai Lama brilhantemente disse: “Responder à ofensa com ofensa é como lavar a alma com lama! O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater.”

Outros acham ainda, que adotar uma posição “tartaruguiana” é a resolução mais eficaz para desvendar o enigma. Assim, se omitem, abaixam a cabeça e permitem serem pisoteados, sem dó nem piedade.

Sob uma outra perspectiva, eles possuem medo de iniciar conflitos e de herdarem possíveis inimigos por conta de uma ação que pode impulsionar um ambiente turbulento e desagradável ocasionado por uma possível opinião mal vista ou de uma postura que pode não ser bem aceita pelo outro lado moeda.

Sem dúvidas, nenhuma dessas atitudes mudará o cenário caótico que fora criado por esses vampiros emocionais, haja vista que o segredo não é olvidar e tampouco copiar o adversário, mas sim criar uma terceira via, que é a síntese dessas duas e uma solução definitiva para o mistério em questão.

Com toda certeza, o que devemos fazer é provar para essas pessoas, através de nossas ações e exemplos que elas podem conseguir o que querem de uma forma muito mais fácil e rápida se fizerem exatamente o contrário (trocar a IRA pelo AMOR).

Em outros termos, o cerne da interrogação é influenciar esses néscios a pensarem de uma maneira mais lúcida e racional, gerando dentro deles uma essência nova que fará com que eles sejam seres humanos mais desenvolvidos e realizados.

Tentando ajudar meus semelhantes e procurando identificar os pontos mais importantes a serem tratados na presente variável, irei complementar os parágrafos expostos acima compartilhando 4 passos que julgo serem fundamentais para enfrentarmos e vencermos essa importante e desafiante esfera. Confira:

Saiba identificar as mentiras criadas por esses ignorantes

Primeiramente seu rival atacará o seu ego, tentando lhe convencer de que você veio ao mundo para ser um derrotado, pois tem defeitos e marcas incuráveis.

Por exemplo: ele tentará deixa-lo mais feio, menos competente e completamente inseguro através da propagação de falsas verdades.

Geralmente, isso acontece de forma ininterrupta, causando grandes complicações para a vítima que acaba acreditando nessas coisas que nem de longe correspondem a realidade.

  1. Neste caso, é preciso que tenhamos certeza de nosso potencial para envergonharmos tais criaturas, fazendo com que elas vejam a diferença de pensamento, de nível de entendimento e por consequência, parem de ostentar esse comportamento ridículo de querer crescer em cima dos outros.
  2. É preciso registrar que somente aceita ser escada dos outros quem não teve instrução ou oportunidade de pensar por si mesmo, haja vista que qualquer um que tiver o mínimo de lucidez saberá discernir entre o certo e o errado e entre um caráter moldado na rocha e um fabricado na areia.
  3. Se prepare para determinadas situações

Inicialmente, temos que compreender e aceitar que seremos humilhados em algum momento de nossa vida. É inevitável que algumas balas atinjam nosso corpo diante das pelejas existentes, daí a importância de estarmos sempre blindados e preparados para essas calamidades que certamente chegarão.

Desta forma, saber suportar esses ataques e humilhações, não deixando que eles nos afetem emocionalmente é uma das melhores maneiras de superar tal questão. Com o passar do tempo você verá que eles perderão força e sua mente herdará uma base sólida e gélida diante de tais negatividades.

Certamente, é necessário muito treino diante dessas situações constrangedoras, de modo que quanto mais “espetadas” levamos, mais robustos nos tornamos.

Em outros termos é como uma espécie de acúmulo de experiências ruins que com o tempo se tornam boas pela armadura que herdamos ao receber tais bordoadas.

Tenha autoestima elevada

Você foi gerado para ser um sucesso e tudo que gravite fora dessa instância é pura e absoluta tolice. Acredite, seu âmago é poderosamente sublime e nada nessa vida pode mudar ou sobrepujar isso.

O problema é que desde o seu nascimento até hoje, você foi bombardeado de críticas por ser cercado de pessoas que existem somente para rebaixá-lo e atirá-lo nas masmorras, de maneira cruel e fétida.

Automaticamente, ao crescer, seu subconsciente guardou essas falsas percepções e o transformou em uma criatura que acredita em tudo (Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Extraterrestre, etc…

) menos nas próprias potencialidades.

Pode parecer paranoia, mas o parágrafo acima é a maior verdade do universo, pois o homem moderno sabe muito sobre coisas e pouquíssimo sobre si mesmo. Basta olharmos as clínicas de psiquiatria e psicologia e veremos que ele vive rodando em círculos e constantemente precisa de ajuda para se reencontrar.

Portanto, o segredo é acreditar que tudo é possível se nos desenvolvermos e tivermos motivação para buscarmos nossos sonhos: sem titubear, estagnar e, principalmente, desanimar.

Se imponha com tenacidade e fibra

É importante também que saibamos de uma coisa: ás vezes é necessário nos impormos diante de alguns acontecimentos. Deste modo, em determinados momentos precisamos engrossar nosso tom de voz, adotando uma conduta mais firme para que essas pessoas se sintam pressionadas e parem de executar suas práticas idiotas, mostrando para elas que nosso rugido é imponente e digno de reações espaventas.

Além disso, precisamos demostrar para essas criaturas o quão pequenas elas são através de uma escolha extremamente simples, a saber: ser antítese fiel de todas essas malignidades, fazendo com que nossos algozes nos enxerguem como seres de pensamentos antagônicos.

Automaticamente, isso fará os vizinhos perceberem o raio de sabedoria que nos separa desses estultos e isso nos deixará com uma credibilidade maior no ambiente externo e por ilação, fará o vigor adversário ser afetado, sofrendo uma ruptura natural que fará sua base ser menos rígida e mais flexível.

Quando isso acontecer, teremos mais facilidade para caminhar, tendo em conta que o espaço terá ficado mais amplo e as estradas mais fáceis de serem vislumbradas, o que ocasionará em uma viagem mais tranquila e segura.

Destarte, poderemos acelerar e chegar ao nosso destino mais rapidamente, pois não teremos que nos preocupar com pedras, buracos no asfalto e quaisquer outra barreira que possa nos atrasar ou até mesmo nos causar algum acidente no percurso.

E com a mente livre dessas cercas refratárias, aumentaremos nossas chances de êxito e alcançaremos nossas vitórias de uma forma mais amena, ou seja, sem comprometer em demasia nossas qualidades emocionais. Sem dúvidas, essa será uma etapa que nos trará não só um grande reconhecimento por parte de nossos semelhantes, mas um enorme regozijo para os nossos corações.

Concluindo afirmo que ninguém tem autoridade para tirar sua paz interior e também sua alegria de viver, porquanto as forças superiores jamais permitiriam que um ser vivo viesse para a Terra sem ter o direito de ser feliz.

Assim, que possamos compreender que são as nossas escolhas presentes que influenciaram o nosso passado e influenciarão o nosso futuro, e que o nosso desenho pode ser colorido ou preto e branco, dependendo da capacidade artística e da fé de cada escultor aqui existente.

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