Como Posso Saber De Que Origem Sou?

O Ancestry é um aplicativo que permite pesquisar mais sobre a história de seus ancestrais e, consequentemente, do sobrenome de sua família.

Se alguma vez você já quis saber mais sobre a história de sua família, os caminhos que a trouxeram até onde estão hoje e, de quebra, descobrir curiosidades interessantes, ele com certeza é uma boa ferramenta.

Isso porque o site conta com cerca de 20 bilhões de registros e 100 milhões de árvores genealógicas, que podem ser encontrados com base em documentos de instituições em cada país.

O Ancestry não é gratuito, mas pode ser testado gratuitamente por cerca de 14 dias – e a assinatura pode ser cancelada a qualquer momento. Veja o tutorial de como usar o site logo a seguir:

Passo 1: baixe o aplicativo em seu smartphone Android ou iOS e toque em “Get Started” (“Começar”).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? O aplicativo Ancestry é pago (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 2: aceite os termos de uso e toque em “Continue” (“Continuar”).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Você também pode autorizar o app a enviar e-mails (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 3: comece o processo de criação de sua conta no Ancestry inserindo seu endereço de e-mail (lembre-se de inserir um endereço válido).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? O e-mail será usado para fazer login e pesquisar a história de seu sobrenome (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 4: agora, insira seu nome e seu sobrenome no Ancestry e toque em “Next” (“Próximo”).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Você será identificado por seu sobrenome por possíveis parentes que usem o app (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 5: crie uma senha de acesso válida ao site para começar a pesquisar sobre seu sobrenome. Depois, toque em “Sign Up” (“Entrar”).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? A senha deve ser segura e conter ao menos um número ou caractere especial (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 6: escolha um dos planos disponíveis. Por estar em território brasileiro e não estadunidense, é necessário escolher a opção “World Explorer” (“Explorador do mundo”).

Como Posso Saber De Que Origem Sou? O período de teste dura 14 dias e o usuário será avisado quando ele estiver chegando ao fim (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 7: toque em “Continuar” para criar a sua conta no Ancestry e iniciar a pesquisa a respeito de seu sobrenome.

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Toque em “Continuar” para usar o assinar o app com seu cartão de crédito (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 8: caso queira, você já pode começar a criar sua árvore genealógica no Ancestry. Já, se você ainda não quer fazer isso, é só tocar em “Skip”, no canto superior direito da tela.

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Você pode criar sua árvore genealógica mais tarde (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 9: para começar a sua pesquisa por seu sobrenome, toque em “Search” (“Pesquisar”), na parte inferior da tela.

Para pesquisar por um antepassado, é só incluir seu nome e nome do meio, seguido do sobrenome – que é fundamental para uma boa pesquisa.

Em “Place your ancestor might have lived” (“Local onde seu antepassado pode ter vivido”), insira a cidade, estado e país. Já, em “Birth year”, insira o ano de nascimento de seu parente distante.

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Insira o sobrenome e quantos detalhes forem possíveis para identificar um antepassado (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 10: toque em “Show more options” (“Mostrar mais opções”) para exibir eventos, membros da família, palavras-chave e gênero do antepassado. Uma vez que você tiver incluído todas essas opções, toque em “Search” (“Pesquisar”) para concluir a busca.

Como Posso Saber De Que Origem Sou? Você também pode inserir palavras-chave para completar as buscas (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 11: possíveis registros com o nome e sobrenome de seu antepassado aparecerão na tela. Basta tocar sobre eles para encontrar mais informações.

Examine os registros cuidadosamente (Captura de tela: Ariane Velasco)

Passo 12: no ícone localizado no canto superior direito da tela, é possível modificar os filtros de pesquisa e refinar ainda mais os resultados. Toque em “Done” (“Feito”) depois de configurá-los.

Os filtros ajudarão a refinar as buscas para além de nome e sobrenome (Captura de tela: Ariane Velasco)

Além do sobrenome: outras funções do Ancestry

O Ancestry também permite criar árvores genealógicas de sua família, que podem ser encontradas através do sobrenome cadastrado e facilitam a interação entre parentes distantes que podem estar buscando por registros de seus ancestrais. Para isso, basta tocar em “Tree” (“Árvore”), na parte inferior da tela e adicionar suas informações.

Além disso, em “More” (“Mais”), no canto inferior direito da tela, você pode acessar suas mensagens e configurações de sua conta, além do FAQ e da central de ajuda do aplicativo.

Você pode receber mensagens no Ancestry (Captura de tela: Ariane Velasco)

O aplicativo, por permitir a interação entre pessoas com o mesmo sobrenome, funciona como uma espécie de rede social voltada especialmente para registros familiares.

Ancestry premium

Os planos do Ancestry são o U.S Discovery (Descoberta nos EUA) e World Explorer (Explorador do Mundo). O primeiro é exclusivo para assinantes nos EUA e custa R$ 99,99 por mês. Já o segundo, disponível para o mundo inteiro, é um pouco mais caro por ter informações mais complexas e recorrer a instituições de vários países – ele custa R$ 164,99/mês.

Você já conhecia o Ancestry? Já chegou a utilizá-lo para pesquisar mais sobre seu sobrenome? Compartilhe sua experiência com a gente nos comentários!

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Como encontrar seus antepassados na Itália?

Na internet há diversos sites de “buscas de sobrenome”, muitos deles em italianos, alguns bem completos, outros grátis e outros a pagamento, fato é: hoje temos muito mais facilidade de termos acesso às informações, mesmo do outro lado do oceano. Não é uma tarefa tão fácil, mas também não é nada impossível.

Vamos ao nosso post do dia? Como encontrar seus antepassados na Itália? Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!!! Conheça também nossa Seção Hospedagens na Itália – Dicas para suas Férias!

Nossa Introdução

Alguns bancos de dados possuem fotos, documentos, livros de registros e outras informações que podem te ajudar a encontrar suas raízes italianas.

Não vamos te iludir: algumas vezes não é possível encontrar nenhuma informação, há também documentos que estão ilegíveis e, portanto, inutilizados.

Para encontrar o maior numero de informações possíveis é necessário paciência, MUITA paciência! Como você pode encontrar seus antepassados na Itália? Vamos agora em busca dos ancestrais… Vamos apresentar agora alguns sites. Leia também Você é descendente de italiano?

1) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA ANTENATI

Na Itália há um site bem completo que se chama Antenati (Antepassados em tradução livre).

O site é administrado pela Direção Geral dos Arquivos e do Ministério do Patrimônio Cultural e Atividades e Turismo, de varias cidades, que uniram dados, documentos e disponibilizaram o serviço ao publico.

O lado bom é que é grátis e não precisa fazer login, o lado ‘ruim’ é que o site é todo em italiano e não disponibiliza (por enquanto) todas as regiões, porém é bem completo e, dentro da proposta que tem, cumpre seu papel.

Para procurar documentos relacionados aos seus antepassados no portal Antenati, clique em ‘trova nomi’ (encontre nomes), no canto superior direito.

Em seguida, preencha o formulário que lhe é proposto indicando o máximo possível de informações (nome, sobrenome, tipo de escritura a ser encontrada, cidade/local de origem e ano) o que vai facilitar muito sua pesquisa.

Depois clique no botão ‘cerca’ (pesquisar) para ver os resultados. Se você não tiver todos os detalhes, não tem problema, mas a pesquisa levará mais tempo, já que você vai precisar olhar documento por documento para ver se encontra o que deseja.

O site contém muita informação, então não é dos mais rápidos, mas vai que você encontra justo aquele documento que estava faltando para dar entrada na papelada, não é?! ; )

2) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA FAMILY SEARCH

Outro site excelente para busca de documentação é o FamilySearch (busca de família, em tradução livre).

Esse site já tem sua versão em português e é bem mais completo, claro que certas informações também não estarão disponíveis, mas não custa tentar.

Acesse o site, que requer um breve cadastro e depois de fazer o login preencha os dados do parente que você está buscando e clique em pesquisar.

É possível salvar as pesquisas, fazer ‘caixas de documentos’ e manter tudo bem organizado. O interessante é que, ao clicar no nome da pessoa que você pesquisou, junto ao documento, caso haja disponível, aparece também as ligações familiares relacionados a essa pessoa. É ótimo! DICA: existe também o app para iOS e Android.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?Passeios em grupo em língua portuguesa nas principais cidades italianas?  

Reserve agora mesmo!Quero saber mais!

3) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA MY HERITAGE

Uma opção é o site My Heritage (minha herança, em tradução livre). Uma parte do site é grátis, para informações detalhadas, porém, é necessário fazer uma assinatura.

Para quem busca documentos, acaba valendo investir. Além do mais é possível também solicitar exames de DNA para saber qual sua origem.

Interessante, no mínimo! Após o registro e o pagamento, você pode iniciar sua pesquisa.

A pesquisa é realizada da mesma maneira que nos outros: você preenche os dados, coloca local, tipo de documento que está buscado e clica em pesquisar. Lembre-se de que quanto mais informações você preencher, mais fácil fica para localizar o documento que você precisa. Também há app para os sistemas iOS e Android.

Leia também:  Como Saber Quem São Nossos Guias Espirituais?

4) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA ANCESTRY

Outro site especializado em árvore genealógica é o Ancestry (ancestrais). Sempre no mesmo estilo dos outros já citados, apresenta uma base de dados mundial. Faça o cadastro e preencha o formulário, assim como o My Heritage, há uma parte gratuita e outra paga, que apresenta mais detalhes. Também disponível como app para o celular.

5) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA ALTRE ITALIE

Como opções não faltam, há ainda outro site disponível para pesquisas: Altre Italie. Este site apresenta documentação dos EUA, entre 1880 e 1891, da Argentina entre 1882 e 1920 e do Brasil, entre 1858 e 1899.

Muitas vezes não há registros na Itália, mas certa documentação importante pode estar disponível em outros países e nem pensamos nessa possibilidade. O site é grátis e está disponível em italiano e inglês.

Depois de se cadastrar, faça sua pesquisa e veja se você encontrar as informações que procura.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?

6) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA LIBERTY ELLIS FOUNDATION

Este próximo site é dedicado a cidade de New York, é o Liberty Ellis Foundation, que apresenta documentação de imigrantes italianos que entraram nos EUA por NY entre 1892 e 1924 (há alguns registros que vão até 1957). Requer um pequeno cadastro e é totalmente grátis.

7) Como encontrar seus antepassados na Itália? PELA COGMIX

O último site interessante é o Cogmix, que é mais como uma pesquisa de sobrenomes. O mais fácil de usar, apresenta, principalmente, informações relativos ao sobrenome e onde ele se concentra, principalmente, na Itália. Vale pela curiosidade.

Quem tem direito a solicitar cidadania italiana?

Complementando esse post, muitas pessoas procuram os documentos para poderem fazer a cidadania italiana, verdade? Mas quem tem direito a solicitar cidadania italiana?

  • Tem direito todos àqueles que forem descendentes de italianos, porém com algumas limitações quanto à transmissão pela linha materna – apenas os nascidos após 1948 têm o direito.
  • Os filhos nascidos de união não matrimonial, casos de reconhecimento de paternidade ou maternidade durante a minoridade do filho e adoção são casos inclusos no direito de cidadania italiana.
  • Outra maneira é através do casamento com descendentes de italianos (caso o conjunge que tem o direito faça solicitação da cidadania – vale para casais hétero e homossexuais). Já os homens não poderão ter a dupla-cidadania reconhecida se se casarem com italianas ou descendentes de italianos (as), nesse caso somente os filhos do casal poderão ter o reconhecimento. Os homens, neste caso, podem requerer a naturalização italiana.
  • Para a cidadania herdada via casamento é necessário aguardar três anos para solicitar a cidadania. Os documentos necessários são a certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de identidade do cônjuge.

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Quais documentos que eu preciso para solicitar a cidadania italiana?

Para os filhos de italianos nascidos fora da Itália é necessário reunir: certidão de nascimento da criança e dos pais, certidão de casamento dos pais, certidão de óbito (caso ascendente tenha falecido) e carteira de identidade original do pai ou mãe e do requerente.

Para os netos, bisnetos ou trinetos de italianos, basta a própria certidão de nascimento, certidão de casamento dos parentes em questão, certidão de óbito dos mesmos (caso o ascendente seja falecido) e a certidão de naturalização negativo (caso exista) de todos os ascendentes da família.

Atenção

  • Brasileiros que queiram obter a cidadania precisam também apresentar (junto aos documentos já citados): certidões de inteiro teor (nascimento, casamento, óbito e eventuais divórcios) apostiladas, em segunda via original, recentes e em bom estado, a Ficha de Cadastro, formulário de pedido de reconhecimento de cidadania italiana, Cópia do RG ou folha de identificação do passaporte (não são aceitas CNH ou carteiras de identidade profissionais); Certidão de título de eleitor emitido pela Justiça eleitoral incluindo o domicílio do eleitor; Titulo de eleitor original e cópia; Comprovante de residência recente (emitido, no máximo, há seis meses) e nominal (em caso de menores, serão aceitos comprovantes de residência no nome dos pais ou responsáveis; Árvore genealógica: segundo a embaixada, cada requerente maior de idade deverá preencher o próprio modelo e antecedentes criminais.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?

Como funciona o processo de solicitação de cidadania?

Reúna toda a documentação e marque um horário no Consulado Italiano da sua cidade. Depois disso aguarde a convocação para a inscrição e, após a conclusão do processo, entre com o pedido do passaporte italiano via agendamento.

Importante Saber

  • A cidadania, por direito do Estado Italiano, pode ser NEGADA, mesmo com todos os documentos em mãos. Outra coisa: após a entrega dos documentos, não adianta ligar no consulado a cada dois dias: ELES te informarão quando você precisará se apresentar no consulado. Não estranhe se eles agendarem uma ‘entrevista’. A prática também está prevista em lei italiana e eles têm o direito de solicitar quando e se acharem necessário, O.K.?!

Quanto custa e quanto demora a solicitação?

É aqui que o bicho pega: a autorização para obter a cidadania italiana pode demorar de 5 a 10 anos.

Mesmo que você reúna TODOS os documentos por conta própria, muitas vezes deverá traduzir alguns documentos, os documentos solicitados para serem traduzidos devem ser TRADUÇÕES JURAMENTADAS, ou seja: deverá ser feita por um tradutor em línguas estrangeiras, nomeado e matriculado na junta comercial, tradução simples não é válida!  Durante o processo você pode ser convocado para revisão de documentos, solicitação de tradução juramentada ou solicitação de retificação; é normal!

O valor para ‘acertar’ toda a documentação pode chegar a 5.000 Reais (evidente que são casos e casos!). Como você sabe, fazendo pela Itália, esse processo dura muito menos em média 3 meses.

Portanto depois que tiver todos documentos em mão (traduzidos e juramentados) você pode escolher essa opção, além disso na Itália existem diversas agencias e advogados especialistas nesse tipo de processo.

Serviços Personalizados

Muitas vezes é o lembrete das origens que atraí os parentes de muitos lugares diferentes e vemos os descendentes dispostos a parar por um pouco mais de tempo ‘para visitar lugares diferentes’.

E então serei capaz de atender a essa nova meta, com serviços personalizados em locais de partida da maior emigração italiana, começando com a minha terra adotada, a Calábria.

Saiba mais sobre essa região através do meu outro blog feito especialmente para minha Calábria Viajando para a Calábria

Agora você pode encontrar os vários parentes, os lugares, as origens e as tradições da Calábria que foi deixada para trás para buscar novas oportunidades. Quem quer seja que tenha a intenção de encontrar suas origens e não sabe como fazer, basta saber que há vários modos disponíveis e úteis nessa busca. Somos uma ferramenta valiosa, segura e profissional.

O que faço?

Um itinerário personalizado na cidade de partida dos bisavôs, até a assessoria para uma eventual reunião de família. Garanto que será uma experiência memorável e única na sua vida! Nós também podemos indicar uma empresa séria para procurar os seus documentos italianos!!

Como Posso Saber De Que Origem Sou?Cliente Roseli Bertelli sentada ao lado do Prefeito de Malito, Cosenza e eu, Ana Patricia como acompanhante.

Parceria

Ao Norte da área de Cosenza, especificamente em Morano Calabro, há uma parceria com a cidade brasileira de Porto Alegre que já se arrasta há anos, apenas para testemunhar o objetivo e de reforçar ainda mais a emigração de milhares de habitantes de Morano Calabro no Brasil, após a Segunda Guerra Mundial.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?Como encontrar seus antepassados na Itália?

Assista esse vídeo e saiba: Como passar pela imigração italiana? 

Quer saber quem são seus antepassados? 4 sites de busca mostram

Como Posso Saber De Que Origem Sou?Foto: Reprodução|||

A curiosidade é grande pra descobrir nossos antepassados. Tanto, que os sites de busca, incluindo os de governo, são os mais acessados.

E as opções são inúmeras. Desde os particulares, estrangeiros, até os de museus que pesquisam os ascendentes que vieram na grande imigração para o Brasil, nos dois últimos séculos.  Quando se trata de italianos, japoneses, judeus, espanhóis, então nem se fala. O Brasil receptivo tem descendentes de quase toda a Europa.

Testamos quatro sites de busca familiar. Veja abaixo como funcionam e como pesquisar neles.

  • Arquivo Nacional
  • Descendentes de imigrantes que desembarcaram no Rio de Janeiro, no período de 1875 a 1910, podem ter acesso fácil a informações dos seus antepassados.
  • O Arquivo Nacional tem um link em sua página na internet, para acesso à base de dados com o nome “Entrada de Estrangeiros no Brasil – porto do Rio de Janeiro”.
  • Os arquivos contêm 1,3 milhão de nomes de estrangeiros que entraram no país durante o período.
  • Basta entrar neste link e escolher a opção consulta, na aba do lado esquerdo.
  • Family Search
  • O site Family Search também vem ajudando a encontrar os parentes.
  • Nele é possível buscar informações e documentos de imigrantes que chegaram no Brasil entre 1902 e 1980.
  • Para quem procura informações de antepassados mais distantes, o site pode ser uma comovente mina de ouro, afinal era incomum que nossos avós, ou bisavós, tirassem registros em fotografias.
  • Basta clicar no link e fazer a busca.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?árvore genealógica – MyHeritage

  1. MyHeritage
  2. No MyHeritage é possível traçar a árvores genealógica e mais um serviço superinteressante.
  3. Você pode saber suas origens étnicas com o MyHeritage DNA.
  4. Demos uma matéria extensa e explicativa aqui no SóNotíciaBoa sobre como funciona e o que é este site de busca de família.

Os sites de família de MyHeritage são baseados em assinaturas. A assinatura Básica é gratuita.

Leia também:  Como Fazer Que Dois Gatos Se Deem Bem?

E o link é este aqui. Antes, você deve fazer um cadastro básico.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?Foto: Reprodução Museu da Imigração

  • Museu da Imigração
  • O Museu da Imigração do Estado de São Paulo  herda do antigo Memorial do Imigrante toda a história de preservação da memória das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes.
  • Pra quem tem interesse, além de consulta do acervo on-line, você também pode visitar a antiga Hospedaria, no Brás, onde são expostas fotografias, móveis, objetos e até o cenário do antigo local por onde passavam imigrantes vindos de outros países, em especial da Europa.
  • O endereço é Rua Visconde de Parnaíba, 1316, São Paulo, capital.
  • No acervo, tem livro de bordo, jornais, registros, fotos, lista de imigrantes desembarcados no Porto de Santo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e uma série de informações úteis e sentimentais.

Pra quem quiser, a busca é bem completa. Basta entrar neste link.

Como Posso Saber De Que Origem Sou?

Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa

Quer saber a origem de sua família? Testes genéticos mais acessíveis e baratos podem ajudar

Como Posso Saber De Que Origem Sou?| Foto: Bigstock

Quando o roteirista Jacob Galon, de 33 anos, decidiu realizar um teste de DNA para fins de ancestralidade, não poderia imaginar o quanto descobriria a respeito das próprias origens. Do lado paterno, chegou aos suevos, um dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano no século V e se deslocaram para a Península Ibérica. Da linhagem paterna da mãe dele, soube que tem origens nos celta-alpinos, mais especificamente dos celtas gauleses que habitaram a região do Norte da Itália na antiguidade. “O curioso é que sempre gostei de música ou coisas de temática celta”, brinca.

Ele começou a fazer esses testes há quatro anos e não parou mais. Sempre que possível, realiza outro que seja ainda mais específico e que possa fornecer novas informações sobre a origem da família. Virou um entusiasta do que se chama genealogia genética, uma especialização que usa testes de DNA para determinar relações entre pessoas e encontrar parentes em comum a elas.

“Decidi fazer por pura curiosidade, de saber minha origem. Nunca tive a oportunidade de ir a fundo na busca documental.

Mas o pouco que sabia da minha família, acabou se confirmando pelos testes”, conta Jacob, que se juntou às mais de 26 milhões de pessoas que haviam testado o próprio DNA nas quatro maiores empresas do ramo dos Estados Unidos até o fim de 2018 – o levantamento é do MIT Technology Review.

Se o ritmo de crescimento dos últimos cinco anos se mantiver, serão mais de 100 milhões de testes realizados até o fim de 2020.“Eu acho que é inerente à natureza humana querer saber de onde viemos.

Quanto mais nós, como famílias, vivemos separados um do outro, mais desejamos ter conexão um com o outro”, diz a microbiologista e especialista em genealogia genética, Diahan Southard. Ela explica que a maioria busca descobrir as etnias que compõem o DNA e os mapas que entregam estimativas de porcentagens de cada uma delas.

Por outro lado, há pessoas que usam os resultados do teste para complementar as pesquisas documentais, ou seja, a genealogia como se conhecia até então.Seja qual for o objetivo ou nível de aprofundamento, o acesso a esses testes é cada vez mais fácil e barato.

Por US$ 79 (aproximadamente R$330) é possível receber um kit em casa, coletar o próprio DNA de dentro das bochechas com uma espécie de cotonete, embalar, enviar ao laboratório e aguardar os resultados pela internet. O tipo mais simples é chamado de autossômico e consegue mapear quatro a seis gerações, dos lados paterno e materno.

No fim, fornece um mapa com estimativas de etnias. Por exemplo, alguém pode ter 33% de origem na Península Ibérica, 19% nas Ilhas Britânicas, 13% na África Ocidental, e assim por diante.Apesar de curioso e esclarecedor, esses números podem passar longe da realidade, com variações significativas entre laboratórios. “Quando você procura informações sobre etnia, geralmente vê lugares que não reconhece e sente que estão faltando. Há uma variedade de fatores que influenciam esses resultados. O importante é lembrar que essas são apenas estimativas e dependem muito das populações de referência, que são as pessoas com as quais a empresa está comparando você”, esclarece Diahan.

Há testes mais aprofundados que analisam uma parte específica do DNA e traça linhagens paternas (Y-DNA) e maternas (mtDNA), e vão mais longe no tempo e com mais precisão. Jacob, por exemplo, só chegou a seus ancestrais suevos e celtas graças ao Y-DNA. Esses testes se apoiam em partes do material genético que são passados de geração a geração sem qualquer modificação.

Matches

Mais que um mapa com estimativas ou linhagens específicas, os testes de DNA entregam ao usuário uma infinidade de parentes.

Quando o laboratório finaliza a análise do material genético, ele é compartilhado na base de dados da empresa e comparado com o de outras pessoas que também fizeram o teste.

E se elas compartilham um segmento idêntico de DNA, são considerados correspondências, no jargão, matches. Ou seja, são parentes de alguma forma. Quanto mais material em comum, mais próximos são.

Isso abre um novo mundo em relação à história da própria família. Um match pode ser simplesmente um primo de quinto ou sexto grau, mas também pode ser um primo que não se tinha conhecimento.

Ou até mesmo um irmão ou tio desconhecidos, quem sabe. Não por acaso os laboratórios alertam de antemão que ao realizar o teste de DNA, algumas surpresas podem surgir.

Em outros casos, há quem use esse artifício para tentar encontrar os pais biológicos.

Ao entrarem na base de dados, as pessoas podem se comunicar com as outras para tentar encontrar o elo comum. Em geral chega a esse ponto quem já estuda a genealogia da família e quer desatar algum nó ou avançar em algum ramo que ficou parado. “As correspondências de DNA podem fornecer pistas para ajudá-lo a decidir qual caminho genealógico você precisa seguir para encontrar seu ancestral”, esclarece Diahan.

Mas entrar em contato com pessoas desconhecidas pode ser um tanto quanto constrangedor, especialmente quando se trata de um match mais próximo.

“Eu digo às pessoas para tratar esse primeiro contato como um primeiro encontro. Todo o objetivo desse primeiro encontro é obter um segundo encontro. O mesmo acontece com a nossa correspondência.

O objetivo é levá-los a escrever de volta”, sugere a especialista.

Privacidade

Ao mesmo tempo em que os testes de ancestralidade ampliam o horizonte sobre a origem das pessoas, eles também trazem à superfície questões éticas e de privacidade. Ao compartilhar o material genético com uma empresa, perde-se o controle sobre eles, mesmo que os termos de privacidade prevejam que as informações não serão passadas para outras pessoas ou companhias.

A questão é que tais dados já são compartilhados. As forças policiais dos Estados Unidos, por exemplo, passaram a ter acesso ao material das empresas sediadas no país obedecendo a decisões da Justiça. Em alguns casos, assassinatos foram solucionados após os investigadores percorrerem as informações genéticas das pessoas que testaram o próprio DNA.

Mas no momento em que isso veio à tona, os usuários foram pegos de surpresa. Rapidamente as empresas correram para atualizar suas políticas de privacidade, deixando claro que o material genético pode ser repassado às forças policiais. Por enquanto, essa é a única situação em que o compartilhamento é previsto.

Cada empresa tem um procedimento distinto, mas em geral permitem que o usuário apague todos os dados que estão com a companhia. Em alguns casos é possível pedir até mesmo a destruição do material genético que foi coletado.“As pessoas têm que prestar atenção no que elas estão assinando e concordando, entender a política da empresa em relação à sigilosidade dos dados.

Dependendo da situação, pode até buscar aconselhamento jurídico para entender no que aquilo implica”, alerta a advogada especialista em Bioética e presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-DF, Thaís Maia.No Brasil, o assunto ainda está longe de ter uma previsão na legislação.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aprovada ainda em 2018 durante o governo de Michel Temer e que vai entrar em vigor em agosto de 2020, não vai a fundo nas informações pessoais de saúde das pessoas. Isso gera uma incerteza em relação à atuação das empresas que realizam testes de DNA, tanto estrangeiras com filiais no Brasil como as sediadas em território nacional.

“A LGPD trata dos dados de modo geral, e como ela é tão genérica, não trata especificamente dados de saúde, apenas existe a menção. Por não ser especializada em dados de saúde, não temos uma delimitação do tipo de empresa que vai precisar se submeter à lei”, explica a advogada.

O certo é que as empresas terão os dados e a dificuldade será garantir que as informações não sejam compartilhadas, inclusive com a polícia, visto que não há previsão legal para tal.

Por ser genérica, a LGPD também não especifica qual será o órgão responsável por fiscalizar a atuação das companhias. De qualquer maneira, a especialista aponta para a Constituição brasileira para tranquilizar os usuários.

“Ainda que não tenhamos uma norma específica para isso, há questões mais abertas envolvidas, como direito à privacidade, que é uma garantia constitucional”, finaliza Thaís.

Qual fazer?

Existem três tipos de testes de DNA. Veja as características e as vantagens e limitações de cada um deles.

  • DNA autossômico
  • mtDNA
  • Y-DNA
Leia também:  Como Posso Saber Os Seguros Que Tenho?

É a porta de entrada dos testes de ancestralidade, por isso é mais simples e mais barato. Ele analisa dados dos dois lados da família, do pai e da mãe, e avança entre quatro e seis gerações. No fim, fornece porcentagens étnicas e lista de possíveis parentes genéticos que tenham feito o mesmo teste e na mesma empresa. O exame autossômico pode ser feito por homens e mulheres.O teste analisa um segmento de DNA dentro das mitocôndrias das células. Tanto homens como mulheres podem fazer o exame, mas o DNA mitocondrial é passado somente pelas mães. O resultado traça a linha materna e vai mais a fundo, ajudando a identificar de onde os ancestrais vieram e as rotas migratórias que realizaram ao longo do tempo. Por ser mais aprofundado e com correspondências mais precisas, é mais caro que o teste autossômico.

Este teste analisa o cromossomo Y, que só os homens carregam. Dessa forma, somente homens podem fazê-lo.

A grosso modo, um homem hoje tem o mesmo, ou quase o mesmo, Y-DNA que o pai, avô, bisavô e assim por diante.

Por isso, o resultado traça a linha paterna do indivíduo, podendo recuar até 10 mil anos, e fornece informações migratórias, assim como o teste de DNA mitocondrial. É também o mais caro.

Onde fazer?

Os principais laboratórios, com as maiores bases de dados, estão fora do Brasil. Mas por aqui já há empresas que realizam o teste para fins de ancestralidade. No caso de encomendar kits de companhias estrangeiras, é preciso se informar sobre custos de frete e impostos de importação.

23andMe

www.23andme.comAutossômico: US$ 99

Ancestry

www.ancestry.comAutossômico: US$ 99

FamilyTreeDNA

www.familytreedna.comAutossômico: US$ 79mtDNA: US$ 199Y-DNA: US$ 169 a US$ 649, dependendo do tipo

Genera

www.genera.com.brAutossômico: R$ 199Autossômico + mtDNA + Y-DNA: R$ 1.897

meuDNA

www.meudna.comAutossômico: R$ 339

MyHeritage

www.myheritage.com Autossômico: R$ 340

Como saber minha descendência? 3 dicas você para descobrir!

Uma dúvida muito comum entre as pessoas é: como saber minha descendência? Afinal, existem diversos motivos para querer descobrir o local de onde a sua família veio, como por curiosidade ou para obter a cidadania do país de origem de seus antepassados.

Ter dupla cidadania proporciona diversas vantagens, como a possibilidade de morar e trabalhar em outros países legalmente, mas para tanto, o primeiro passo deve ser conhecer qual é sua descendência e comprová-la.

Se você deseja conhecer mais sobre o tema e aprender 3 maneiras fáceis de descobrir a origem da sua família, acompanhe o artigo que apresentaremos todos os detalhes. Confira!

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Como saber minha descendência?

1. Histórico familiar da Descendência

O primeiro passo deve ser buscar dentro de sua própria família pelo histórico de seus antepassados. Assim, questione seus parentes sobre datas, como de nascimento e morte, e nomes de seus parentes mais distantes.

Esse histórico familiar o ajudará a compreender quem eram os seus antepassados e suas histórias, além de ser possível ainda conhecer tradições e lendas familiares que foram passadas a cada geração.

É possível que durante tais entrevistas você se depare com algumas lembranças criativas que fujam da realidade. No entanto, a maior parte das histórias de família tem fundamento e oferecem pistas importantes para pesquisas mais aprofundadas posteriormente.

2. Sobrenome

Nomes e sobrenomes são capazes de fornecer diversos indícios sobre o passado. Após realizar pesquisas e obter o seu histórico familiar, analise os nomes que foram encontrados — para tanto, é possível examinar documentos e certidões antigas, buscar por fotos de família e recortes de jornais que tenham notícias sobre obituários e anúncios de casamento, por exemplo.

Os sobrenomes podem conter diversas pistas sobre a região geográfica de origem das gerações anteriores, pois existem os que são típicos de determinados locais.

Também há a possibilidade de procurar pelos nomes de solteira das mulheres da família, pois dessa maneira, é possível identificar os seus pais, por exemplo, e encontrar uma nova geração em sua árvore genealógica que pode ser originária de outro local, o que oferece mais uma possibilidade de nacionalidade, por exemplo.

No entanto, é válido ressaltar que não é difícil encontrar variações ortográficas nos nomes e sobrenomes dos antepassados e o sobrenome que sua família usa atualmente pode não ser o mesmo que era utilizado inicialmente. Isso ocorre porque a língua evolui com o tempo e, também, em razão de pessoas que fizeram a escrita foneticamente, por exemplo.

3. Exames

Atualmente é possível realizar um exame de DNA para traçar o seu perfil genético. Dessa maneira, após coletar uma amostra do DNA (em geral, por meio da saliva) o teste oferece informações acerca da ancestralidade por meio de um relatório de etnia.

Tal relatório mostra de quais países os seus ascendentes vieram, no entanto, não é possível descobrir os seus nomes e nem sequer o grau de parentesco. Por essa razão não é possível utilizar as informações obtidas para adquirir a cidadania de outro país, mas há a possibilidade de usá-las como um direcionamento sobre como saber minha descendência.

Além disso, as regras mudam de acordo com cada nação, assim, o grau de descendência exigido para poder obter a cidadania depende de cada país. Na Itália, por exemplo, não há limites de gerações, dessa maneira, filhos, netos, bisnetos e assim por diante de italianos tem direito a cidadania.

Já em outros países da Europa, como na Alemanha, apenas os filhos podem obter a dupla cidadania.

Assim, a pergunta “como saber minha descendência” pode ser respondida utilizando os métodos que apresentamos. No entanto, é importante consultar as regras do país de seus ascendentes para conferir se você tem direito a dupla cidadania, por exemplo.

Se você se interessou sobre o tema e deseja conhecer mais sobre o assunto, continue a visita no nosso blog e descubra quais são as certidões necessárias para a dupla cidadania!

Fiz dois testes genéticos de ancestralidade e os resultados me surpreenderam

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A repórter Marília Marasciulo (Foto: Acervo Pessoal)

Confesso que fiquei preocupada quando recebi a proposta de fazer testes genéticos de DNA de ancestralidade para a reportagem de capa da GALILEU de abril de 2019. Não porque achasse que descobriria algo esquisito. Pelo contrário. Meu medo era que meus resultados não mostrassem nada de interessante. Afinal, cresci sabendo que sou uma mistura de italiana, espanhola e portuguesa.

A única coisa que me atraía, de fato, era a perspectiva de saber se eu tinha ou não variantes BRCA, que podem causar câncer de mama — quer dizer, me atraía e me assustava, visto que várias mulheres na família (inclusive minha mãe) tiveram a doença, o que faz de mim uma forte candidata.

Leia também:+ Testes de DNA estão mudando a forma de conhecermos nossas famílias

Qual foi minha surpresa ao receber o primeiro resultado, do Ancestry: 28% espanhola, 22% inglesa, 19% francesa e 12% portuguesa.

Imediatamente enviei mensagem a todos meus parentes próximos que poderiam ter alguma explicação: a parte francesa fazia sentido, minha bisavó descendia de francesa.

Mas e os ingleses? Cheguei a mandar mensagem para vários “primos” ingleses que apareceram no app. Eu estava inconformada. Não que não quisesse ser inglesa; eu simplesmente queria saber de onde vinha essa ancestralidade.

Nunca me interessei muito por isso. Quando Juliana Sakae, uma das fontes da reportagem, me fez uma pergunta sobre sobrenomes (“Se você tivesse que colocar todos os sobrenomes de seus antepassados no seu nome, quais seriam?”) travei no da minha bisavó paterna. Eu não sei o sobrenome dela. Talvez viesse dela a explicação?

Existe, inclusive, uma área da psicologia que estuda a ancestralidade para melhor compreender a relação de cada pessoa com a família.

É dos anos 1970 a “psicogenealogia”, um método de psicanálise que enfatiza a relação da origem dos problemas da pessoa com situações não resolvidas pelos seus antepassados. Parece, inclusive, que cada família tem uma pessoa que vai se “encarregar” de traçar a genealogia.

A minha de fato teve algumas dessas pessoas — e não fui eu. Mas, diante da revelação da ancestralidade inglesa, estava pronta para investigar o assunto.

A agonia durou pouco. Dois dias depois, chegou o resultado do outro exame, o 23andMe: 36% espanhola e portuguesa, 13% italiana, 9% francesa e alemã, 3% sarda e 3% inglesa.

A parte inglesa continua sendo estranha, visto que não consegui traçar nenhuma linhagem direta, mas o resto fez sentido. O que fazer com essa informação? Não sei. Não sei se devo criticar a outra empresa pela imprecisão.

Não sei se devo me sentir intrigada com o fato de que a linhagem inglesa apareceu no mapa.

O teste definitivamente abriu uma portinha para um passado que eu desconhecia e nunca tinha feito muita questão de conhecer. Pedi para uma prima para ver minha árvore genealógica materna, um trabalho de história incrível feito por ela e ao qual eu nunca tinha dado o devido valor.

E teve toda a parte de informações sobre saúde, muitas das quais eu já desconfiava, mas foi legal ter uma espécie de validação genética para elas.

Por exemplo, agora sei que sou com certeza sou uma pessoa noturna, e meu horário ideal para acordar é 8:51.

Também obtive a explicação genética para não precisar de tanta cafeína quanto o restante das pessoas, gostar de coentro, não me mexer muito quando durmo e ter medo de altura. E, claro, o mais importante, descobri não ter nenhuma variante BRCA.

Para saber mais sobre testes de DNA que revelam ancestralidade, leia a reportagem de capa da GALILEU de abril de 2019, já nas bancas e nas edições digitais. 

Revista Galileu de abril de 2019 (Foto: Dulla)

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