Como Posso Fazer Um Teste De Dna Para Saber De Que Origem Sou?

Como Posso Fazer Um Teste De Dna Para Saber De Que Origem Sou?

Os testes de DNA para consumidores já existem há um tempo em outros países, sendo que alguns deles já são utilizados inclusive para detectar o risco de câncer em um indivíduo. Agora, a empresa Mendelics está lançando o meuDNA, um kit 100% brasileiro para teste genético.

Com o preço promocional de Black Friday, dá para comprar o kit pelo site por R$ 159 até 29 de novembro — o preço regular é R$ 399.

Depois, é só esperar receber sua caixa com um cotonete e um pequeno tubo para realizar a coleta na parte interna da bochecha e enviar a amostra para a Mendelics.

Segundo o site, o relatório com os resultados é enviado em aproximadamente 6 semanas, revelando a origem genética da sua família de 5 a 8 gerações atrás.

Por enquanto, o objetivo do teste é mostrar “a origem geográfica dos seus antepassados” e ajudar você a “entender melhor a história da sua própria família”, mas a empresa afirma que, no futuro, a ideia é que o kit possa fornecer uma análise genética completa do DNA, detectando a predisposição a doenças como câncer, diabetes e colesterol alto, além de indicar os medicamentos mais adequados de acordo com o mapa genético de cada pessoa. Segundo comunicado da Mendelics, eles também esperam que futuramente o teste possa indicar o potencial risco de um casal ter um filho portador de alguma doença genética.

De acordo com a empresa, essas análises são resultado de um trabalho já feito em seus laboratórios de sequenciamentos de DNA e a utilização de um programa de inteligência artificial, desenvolvido pela Mendelics, chamado Abracadabra.

É bom saber que agora temos uma opção brasileira (e relativamente mais acessível) para realizar os testes de DNA.

Mesmo assim, vale lembrar que esses exames não são 100% precisos e representam mais uma oportunidade de ter seus dados expostos — no caso, suas informações genéticas, o que pode ser ainda mais preocupante.

O site meuDNA afirma que “todas as suas informações são sigilosas, protegidas pelo meuDNA e não são compartilhadas”, mas casos internacionais já mostraram que isso nem sempre é mantido quando envolve alguma força policial, por exemplo.

Quer saber a origem de sua família? Testes genéticos mais acessíveis e baratos podem ajudar

Como Posso Fazer Um Teste De Dna Para Saber De Que Origem Sou?| Foto: Bigstock

Quando o roteirista Jacob Galon, de 33 anos, decidiu realizar um teste de DNA para fins de ancestralidade, não poderia imaginar o quanto descobriria a respeito das próprias origens. Do lado paterno, chegou aos suevos, um dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano no século V e se deslocaram para a Península Ibérica. Da linhagem paterna da mãe dele, soube que tem origens nos celta-alpinos, mais especificamente dos celtas gauleses que habitaram a região do Norte da Itália na antiguidade. “O curioso é que sempre gostei de música ou coisas de temática celta”, brinca.

Ele começou a fazer esses testes há quatro anos e não parou mais. Sempre que possível, realiza outro que seja ainda mais específico e que possa fornecer novas informações sobre a origem da família. Virou um entusiasta do que se chama genealogia genética, uma especialização que usa testes de DNA para determinar relações entre pessoas e encontrar parentes em comum a elas.

“Decidi fazer por pura curiosidade, de saber minha origem. Nunca tive a oportunidade de ir a fundo na busca documental.

Mas o pouco que sabia da minha família, acabou se confirmando pelos testes”, conta Jacob, que se juntou às mais de 26 milhões de pessoas que haviam testado o próprio DNA nas quatro maiores empresas do ramo dos Estados Unidos até o fim de 2018 – o levantamento é do MIT Technology Review.

Se o ritmo de crescimento dos últimos cinco anos se mantiver, serão mais de 100 milhões de testes realizados até o fim de 2020.“Eu acho que é inerente à natureza humana querer saber de onde viemos.

Quanto mais nós, como famílias, vivemos separados um do outro, mais desejamos ter conexão um com o outro”, diz a microbiologista e especialista em genealogia genética, Diahan Southard. Ela explica que a maioria busca descobrir as etnias que compõem o DNA e os mapas que entregam estimativas de porcentagens de cada uma delas.

Por outro lado, há pessoas que usam os resultados do teste para complementar as pesquisas documentais, ou seja, a genealogia como se conhecia até então.Seja qual for o objetivo ou nível de aprofundamento, o acesso a esses testes é cada vez mais fácil e barato.

Por US$ 79 (aproximadamente R$330) é possível receber um kit em casa, coletar o próprio DNA de dentro das bochechas com uma espécie de cotonete, embalar, enviar ao laboratório e aguardar os resultados pela internet. O tipo mais simples é chamado de autossômico e consegue mapear quatro a seis gerações, dos lados paterno e materno.

No fim, fornece um mapa com estimativas de etnias. Por exemplo, alguém pode ter 33% de origem na Península Ibérica, 19% nas Ilhas Britânicas, 13% na África Ocidental, e assim por diante.Apesar de curioso e esclarecedor, esses números podem passar longe da realidade, com variações significativas entre laboratórios. “Quando você procura informações sobre etnia, geralmente vê lugares que não reconhece e sente que estão faltando. Há uma variedade de fatores que influenciam esses resultados. O importante é lembrar que essas são apenas estimativas e dependem muito das populações de referência, que são as pessoas com as quais a empresa está comparando você”, esclarece Diahan.

Há testes mais aprofundados que analisam uma parte específica do DNA e traça linhagens paternas (Y-DNA) e maternas (mtDNA), e vão mais longe no tempo e com mais precisão. Jacob, por exemplo, só chegou a seus ancestrais suevos e celtas graças ao Y-DNA. Esses testes se apoiam em partes do material genético que são passados de geração a geração sem qualquer modificação.

Matches

Mais que um mapa com estimativas ou linhagens específicas, os testes de DNA entregam ao usuário uma infinidade de parentes.

Quando o laboratório finaliza a análise do material genético, ele é compartilhado na base de dados da empresa e comparado com o de outras pessoas que também fizeram o teste.

E se elas compartilham um segmento idêntico de DNA, são considerados correspondências, no jargão, matches. Ou seja, são parentes de alguma forma. Quanto mais material em comum, mais próximos são.

Isso abre um novo mundo em relação à história da própria família. Um match pode ser simplesmente um primo de quinto ou sexto grau, mas também pode ser um primo que não se tinha conhecimento.

Ou até mesmo um irmão ou tio desconhecidos, quem sabe. Não por acaso os laboratórios alertam de antemão que ao realizar o teste de DNA, algumas surpresas podem surgir.

Em outros casos, há quem use esse artifício para tentar encontrar os pais biológicos.

Ao entrarem na base de dados, as pessoas podem se comunicar com as outras para tentar encontrar o elo comum. Em geral chega a esse ponto quem já estuda a genealogia da família e quer desatar algum nó ou avançar em algum ramo que ficou parado. “As correspondências de DNA podem fornecer pistas para ajudá-lo a decidir qual caminho genealógico você precisa seguir para encontrar seu ancestral”, esclarece Diahan.

Mas entrar em contato com pessoas desconhecidas pode ser um tanto quanto constrangedor, especialmente quando se trata de um match mais próximo.

“Eu digo às pessoas para tratar esse primeiro contato como um primeiro encontro. Todo o objetivo desse primeiro encontro é obter um segundo encontro. O mesmo acontece com a nossa correspondência.

O objetivo é levá-los a escrever de volta”, sugere a especialista.

Privacidade

Ao mesmo tempo em que os testes de ancestralidade ampliam o horizonte sobre a origem das pessoas, eles também trazem à superfície questões éticas e de privacidade. Ao compartilhar o material genético com uma empresa, perde-se o controle sobre eles, mesmo que os termos de privacidade prevejam que as informações não serão passadas para outras pessoas ou companhias.

A questão é que tais dados já são compartilhados. As forças policiais dos Estados Unidos, por exemplo, passaram a ter acesso ao material das empresas sediadas no país obedecendo a decisões da Justiça. Em alguns casos, assassinatos foram solucionados após os investigadores percorrerem as informações genéticas das pessoas que testaram o próprio DNA.

Mas no momento em que isso veio à tona, os usuários foram pegos de surpresa. Rapidamente as empresas correram para atualizar suas políticas de privacidade, deixando claro que o material genético pode ser repassado às forças policiais. Por enquanto, essa é a única situação em que o compartilhamento é previsto.

Cada empresa tem um procedimento distinto, mas em geral permitem que o usuário apague todos os dados que estão com a companhia. Em alguns casos é possível pedir até mesmo a destruição do material genético que foi coletado.“As pessoas têm que prestar atenção no que elas estão assinando e concordando, entender a política da empresa em relação à sigilosidade dos dados.

Dependendo da situação, pode até buscar aconselhamento jurídico para entender no que aquilo implica”, alerta a advogada especialista em Bioética e presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-DF, Thaís Maia.No Brasil, o assunto ainda está longe de ter uma previsão na legislação.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aprovada ainda em 2018 durante o governo de Michel Temer e que vai entrar em vigor em agosto de 2020, não vai a fundo nas informações pessoais de saúde das pessoas. Isso gera uma incerteza em relação à atuação das empresas que realizam testes de DNA, tanto estrangeiras com filiais no Brasil como as sediadas em território nacional.

“A LGPD trata dos dados de modo geral, e como ela é tão genérica, não trata especificamente dados de saúde, apenas existe a menção. Por não ser especializada em dados de saúde, não temos uma delimitação do tipo de empresa que vai precisar se submeter à lei”, explica a advogada.

O certo é que as empresas terão os dados e a dificuldade será garantir que as informações não sejam compartilhadas, inclusive com a polícia, visto que não há previsão legal para tal.

Por ser genérica, a LGPD também não especifica qual será o órgão responsável por fiscalizar a atuação das companhias. De qualquer maneira, a especialista aponta para a Constituição brasileira para tranquilizar os usuários.

“Ainda que não tenhamos uma norma específica para isso, há questões mais abertas envolvidas, como direito à privacidade, que é uma garantia constitucional”, finaliza Thaís.

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Qual fazer?

Existem três tipos de testes de DNA. Veja as características e as vantagens e limitações de cada um deles.

  • DNA autossômico
  • mtDNA
  • Y-DNA

É a porta de entrada dos testes de ancestralidade, por isso é mais simples e mais barato. Ele analisa dados dos dois lados da família, do pai e da mãe, e avança entre quatro e seis gerações. No fim, fornece porcentagens étnicas e lista de possíveis parentes genéticos que tenham feito o mesmo teste e na mesma empresa. O exame autossômico pode ser feito por homens e mulheres.O teste analisa um segmento de DNA dentro das mitocôndrias das células. Tanto homens como mulheres podem fazer o exame, mas o DNA mitocondrial é passado somente pelas mães. O resultado traça a linha materna e vai mais a fundo, ajudando a identificar de onde os ancestrais vieram e as rotas migratórias que realizaram ao longo do tempo. Por ser mais aprofundado e com correspondências mais precisas, é mais caro que o teste autossômico.

Este teste analisa o cromossomo Y, que só os homens carregam. Dessa forma, somente homens podem fazê-lo.

A grosso modo, um homem hoje tem o mesmo, ou quase o mesmo, Y-DNA que o pai, avô, bisavô e assim por diante.

Por isso, o resultado traça a linha paterna do indivíduo, podendo recuar até 10 mil anos, e fornece informações migratórias, assim como o teste de DNA mitocondrial. É também o mais caro.

Onde fazer?

Os principais laboratórios, com as maiores bases de dados, estão fora do Brasil. Mas por aqui já há empresas que realizam o teste para fins de ancestralidade. No caso de encomendar kits de companhias estrangeiras, é preciso se informar sobre custos de frete e impostos de importação.

23andMe

www.23andme.comAutossômico: US$ 99

Ancestry

www.ancestry.comAutossômico: US$ 99

FamilyTreeDNA

www.familytreedna.comAutossômico: US$ 79mtDNA: US$ 199Y-DNA: US$ 169 a US$ 649, dependendo do tipo

Genera

www.genera.com.brAutossômico: R$ 199Autossômico + mtDNA + Y-DNA: R$ 1.897

meuDNA

www.meudna.comAutossômico: R$ 339

MyHeritage

www.myheritage.com Autossômico: R$ 340

Como funciona o teste de ancestralidade por DNA?

Como Posso Fazer Um Teste De Dna Para Saber De Que Origem Sou?

Você tem curiosidade em descobrir sobre suas origens e sua ancestralidade? Saber onde viveram seus antepassados e identificar se você tem ascendência de alguma população exótica? Tudo isto é possível, através da realização de um teste de Biologia Molecular conhecido como Teste de Ancestralidade!

Esse teste, baseado em uma simples amostra de DNA, está despertando a curiosidade de bastante gente. Só para se ter uma ideia, em 2018 um kit comercializado por US$ 75 (cerca de R$ 300,00) foi o produto mais vendido na Black Friday da Amazon nos Estados Unidos!

Apesar de alguns cientistas questionarem o resultado deste exame, o teste de ancestralidade pode ser realizado de forma bem simples.

Como sabemos que este é um teste que gera muita dúvida e curiosidade, tentaremos elucidar algumas delas neste post. Por isso, continue a leitura!

Sequenciamento do genoma humano

Antes de falarmos sobre o teste de ancestralidade em si, é preciso explicar sobre o Projeto do Genoma Humano e quais foram suas revelações. 

Iniciado formalmente em 1990, o Projeto Genoma Humano foi planejado para ser completado em 15 anos, porém com a evolução das tecnologias este prazo foi diminuído, e em 2003 o projeto foi concluído. A data coincidiu com o aniversário de 50 anos da publicação da estrutura do DNA por Watson e Crick, que foi um dos grandes passos fundamentais para a biologia molecular.

Com o Projeto do Genoma Humano foram compreendidas e descobertas várias questões, como por exemplo que a similaridade entre diferentes pessoas é de 99,9%! Então com tanta semelhança entre nós como podemos saber sobre a nossa ancestralidade?

Porque no nosso DNA há polimorfismos, onde o mais comum deles são os Polimorfismo de Nucleotídeos Únicos (chamados de SNP), que diferem entre pessoas. Através deste conhecimento em 2005 um conjunto de pesquisadores de 6 países realizaram um mapeamento dos padrões de SNPs encontrados na população da África, Ásia e Estados Unidos.

Outro ganho com o desenvolvimento de novas tecnologias para o sequenciamento é que esta metodologia se tornou mais acessível.

Para se ter uma ideia, há dez anos era necessário um investimento de US$ 30 bilhões (R$ 106 bilhões) para se mapear um genoma; atualmente esse custo baixou para US$ 500 (cerca de R$ 1.773).

Seu custo decrescente permitiu que os testes de ancestralidade tivessem uma diminuição significativa no seu preço, aumentando a sua acessibilidade para a população.

Ancestrais ao redor do mundo

No DNA encontram-se armazenadas as informações transmitidas de geração em geração desde os nossos antepassados mais distantes e que herdamos diretamente dos nossos pais.

Mutações no DNA ocorrem ao longo dos anos e pode diferir de acordo com os continentes onde os indivíduos vivem, estas alterações são herdadas ao longo das gerações e possibilitam não só conhecer as relações familiares de um indivíduo, como também rastrear a sua ancestralidade em termos genéticos e geográficos.

Este exame se tornou popular porque as pessoas têm curiosidade em saber a origem da sua linhagem familiar. Por mais que se tenha uma noção de onde nossos avós vieram, algumas informações podem ser perdidas ao longo das gerações influenciando no verdadeiro conhecimento da nossa árvore genealógica.

À medida que as populações se expandiram para diversas regiões ao redor do mundo, ocorreu a miscigenação das diferentes etnias, permitindo a combinação de diferentes polimorfismos, o que permitiu a criação de padrões de características genéticas que servem de base para se traçar a origem de um indivíduo.

O resultado dessas variações genéticas formam a base das análises de ancestralidade. Alguns padrões genéticos são compartilhados entre pessoas de origens diferentes, porém outros padrões são específicos de cada população. Portanto quanto mais diversificada a origem de um indivíduo maior a quantidade de padrões genéticos compartilhados.

Realizando o teste

Hoje é possível realizar um teste de ancestralidade facilmente, onde diversos laboratórios já oferecem este exame a seus clientes. A coleta do material a ser analisado é bem simples, basta um pequeno furo no dedo ou a coleta utilizando um swab na parte interna da bochecha.

As células obtidas nesta coleta terão seu DNA extraído, sequenciado e analisado.

O estudo de ancestralidade se dá em um primeiro momento pelo conhecimento dos polimorfismos no DNA do indivíduo, que são então comparados com os polimorfismos encontrados em bancos de dados representativos de populações de distintas regiões do Planeta, sendo possível rastrear a ancestralidade geográfica individual, uma viagem ao passado guiada pelo DNA!

O resultado é apresentado em forma de porcentagem de representação de cada etnia no seu DNA, como por exemplo: 75% do Norte da Europa, 17% da África e por aí segue.

Tipos de Testes de Ancestralidade

Alguns testes de ancestralidade realizados em laboratórios especializados costumam levar em conta mais dois exames para definir a ancestralidade: o teste do DNA mitocondrial e o teste do cromossomo Y. Com isso, a genealogia se torna mais completa e precisa.

Confira abaixo como estes dois exames são realizados:

Teste do DNA mitocondrial

Esse teste pode ser realizado em ambos os sexos, pois é levado em consideração as mitocôndrias (estruturas celulares produtoras de energia), as quais são herdadas exclusivamente das mães. Neste caso são fornecidas informações genéticas herdadas de nossa progenitora, definindo a linha direta das mulheres das famílias.

Teste do cromossomo Y

A pesquisa no cromossomo Y pode fornecer informações herdadas na linhagem masculina direta. Como o cromossomo Y, que é passado de pai para filho, (mulheres não possuem o cromossomo Y), sua análise pode trazer informações genéticas muito importantes sobre antepassados do sexo masculino.

Utilização do teste em casos de fertilizações in vitro

Muitas vezes um casal tem dificuldade para a geração de um feto por problemas diversos e precisam de doadores de gametas, mas mesmo assim desejam que seus filhos tenham características físicas semelhantes as suas.

Nestes casos pode-se ser realizando o teste de ancestralidade no doador, ou quando possível, selecionado aquele com as características desejadas como: cor da pele, dos olhos, dos cabelos, altura, peso, entre outras.

Lembrando que a escolha de embriões com características genéticas específicas é uma prática muito controversa e ainda proibida no Brasil, apesar de ser amplamente utilizada em alguns países.

Como por exemplo nos Estados Unidos são fornecidas informações dos doadores como características físicas, histórico de saúde, hobbies e em alguns casos inclusive a foto do doador na infância, tudo isto para permitir a escolha do doador com as características desejadas, como feito pela influenciadora Karina Bacchi. 

Você gostou do conteúdo e quer descobrir de onde vieram seus antepassados? Deixe sua opinião nos comentários! Aproveite a visita e baixe o nosso e-book sobre teste de DNA.

Melhores kits de teste de DNA 2021: da ancestralidade à genética

  • Esta página foi traduzida usando IA e aprendizado de máquina.
  • (Pocket-lint) – Todos nós provavelmente gostaríamos de saber de onde viemos e se somos suscetíveis a doenças ou condições relacionadas ao histórico de saúde de nossa família.
  • Infelizmente, nem todo mundo tem acesso a esse tipo de informação, geralmente porque sua ancestralidade não está bem documentada.

No entanto, graças ao advento dos kits de teste de DNA nos últimos anos, as pessoas podem, pela primeira vez, usar a ciência – em casa e de forma relativamente barata – para aprender mais sobre suas raízes étnicas, genótipo, características, riscos à saúde e muito mais . O problema é que existem muitas opções para escolher.

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É difícil determinar o que é melhor para você, mas tudo depende do seu orçamento e do que você deseja obter de um kit. Se você pesquisar por “kits de teste de DNA” agora, receberá milhões de resultados, e muitos deles o deixarão coçando a cabeça.

Para facilitar, detalhamos os mais populares.

MyHeritage

Os kits de teste de DNA fazem uma ampla variedade de coisas.

Alguns permitem que você saiba se você está predisposto a doenças genéticas, enquanto outros ajudam a descobrir de onde você vem no mundo e podem até mesmo colocá-lo em contato com parentes.

De qualquer forma, neste guia, cobriremos os testes que você pode fazer em casa, nos quais você limpa a parte interna da bochecha ou cuspiu em um tubo para enviar seu DNA para teste.

Alguns provedores de teste de DNA, como aqueles relacionados aos ancestrais, mantêm bancos de dados para os membros, permitindo-lhes construir árvores genealógicas e encontrar e se conectar com outros parentes.

Normalmente, os clientes podem optar por não tornar seus dados de DNA acessíveis a outros membros.

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No entanto, ao tentar identificar o assassino do Golden State em 2018, a polícia conseguiu acessar facilmente um desses tipos de bancos de dados.

Isso ajudou a polícia a encontrar e prender o autor do crime.

E embora isso seja uma boa notícia, levantou uma série de questões e preocupações sobre como a polícia foi capaz de usar os dados de um usuário involuntário do kit de DNA para pegar seu homem.

Portanto, se você permitir que seus dados de testes de DNA sejam armazenados e compartilhados para fins genealógicos, de pesquisa ou outros fins, esteja ciente de que sua privacidade não está mais garantida.

  1. Além disso, a qualquer momento, as agências governamentais e policiais dos EUA podem tentar acessar legalmente suas informações genéticas pessoais.
  2. squirrel_widget_148719
  3. 23andMe | O que pode fazer:

23andMe analisa seu DNA para obter informações sobre sua ancestralidade e relações.

Ele coletou DNA de mais de três milhões de pessoas até agora e deu a cada um desses clientes relatórios on-line detalhados sobre sua ancestralidade – mergulhando em suas linhagens maternas e paternas, até mesmo dizendo a eles quanto DNA de Neandertal eles têm – e forneceu acesso a ainda mais, testes de saúde opcionais baseados em DNA.

23andMe oferece dois kits: Saúde e Ancestrais e Ancestrais. O plano de Saúde e Ancestrais inclui testes para riscos genéticos à saúde (como Parkinson), status de portador para doenças (como fibrose cística).

Ele também tem um relatório de Bem-Estar e Características, o primeiro dos quais determina sua predisposição genética para, por exemplo, estar acima do peso, enquanto o último mede sua probabilidade de queda de cabelo, etc.

O Ancestral está focado em sua ancestralidade.

Você pode ver sua família de DNA estendida e quaisquer parentes famosos (você pode escolher se permite que outras pessoas o encontrem pelo nome e se mostra seu nome para possíveis pares).

Ele também mostra uma lista de países de ancestralidade e sobrenomes principais entre seus parentes. Você também pode ver quanto DNA de Neandertal você tem em seu DNA.

Seus resultados serão classificados em algumas categorias: Composição de Ancestrais, Linhagem Materna, Linhagem Paterna e Ancestrais Neandertais, enquanto uma página Visão Geral de Ancestrais fornece um gráfico de sua composição de ancestrais e uma visão geral de todos os resultados de sua amostra.

23andMe | Como funciona:

Ao solicitar um kit 23andMe, você precisa concordar com os termos de serviço da empresa. Então, ao recebê-lo, você o ativa usando o código de barras e abre uma conta no 23andMe. Depois, você deve fornecer seu nome, data de nascimento e sexo e reconhecer “você pode obter informações sobre si mesmo que não prevê” (por exemplo, se seu avô é realmente relacionado ao sangue).

O kit de coleta do 23andMe pede que você não coma, beba, fume cigarrinhas, masque chiclete, escove os dentes ou use enxaguatório bucal 30 minutos antes de fornecer sua amostra.

Requer que você cuspa em um tubo até que a amostra atinja a linha de enchimento.

Em seguida, feche a tampa, que libera o líquido de estabilização na amostra, deslize o tubo no saco plástico incluído, coloque-o no envelope pré-pago e envie pelo correio.

Seus resultados devem chegar em seis a oito semanas.

23andMe | Seus dados são privados?

23andMe disse que “não vai vender, alugar ou alugar suas informações de nível individual ” a terceiros ou para fins de pesquisa sem o seu “consentimento explícito”.

No entanto, ele “usa e compartilha informações agregadas com terceiros” para realizar “o desenvolvimento de negócios, iniciar pesquisas e enviar e-mails de marketing”.

Sua página de privacidade tem mais detalhes sobre como ele trata os dados.

23andMe também disse que suas informações “podem estar sujeitas a divulgação de acordo com uma intimação judicial ou outro governo governamental, mandado ou ordem, ou em coordenação com autoridades regulatórias”.

Se tal situação surgir, a 23andMe cumprirá e notificará você – a menos que a solicitação legal o impeça de fazê-lo.

Confira seu relatório de transparência para ver todas as solicitações governamentais de dados que recebeu.

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AncestryDNA | O que pode fazer:

A Ancestry lançou um dos primeiros kits de teste de DNA para consumidores. Ele analisa o DNA e integra esses dados à sua árvore genealógica se você for assinante do serviço.

Mesmo que não seja, ele testa seu DNA para determinar sua ancestralidade. A ancestralidade coletou DNA de mais de cinco milhões de pessoas.

Embora você não obtenha informações sobre saúde, aprenderá quanto DNA de Neandertal você possui.

Seus resultados incluem um painel online que mostra um gráfico com uma estimativa de etnia e correspondências de DNA com outros.

Você pode ver um mapa de onde seus ancestrais viveram, aprender mais sobre suas correspondências étnicas e seus países, ver como você se compara à população nativa.

Dependendo de sua composição genética, você também pode ver “regiões de rastreamento” em sua estimativa de etnia, etc.

AncestryDNA é uma maneira divertida de aprender (ou confirmar) sua ancestralidade. Se precisar de ajuda, você pode ligar para o suporte da Ancestry sete dias por semana ou acessar seus fóruns e seção de perguntas frequentes. E, se você cancelar sua conta, poderá baixar seu relatório de DNA e mantê-lo com você para sempre.

AncestryDNA | Como funciona:

A Ancestry envia a você um kit de coleta. Seu kit deve chegar em cerca de uma semana ou mais. Ao receber o kit, a primeira coisa que você precisa fazer é ativá-lo online usando um código exclusivo no kit.

Você precisará enviar seu nome e clicar em Ativar.

Em seguida, você pode vincular seu kit à sua árvore genealógica Ancestry (se seu Ancestry detectar uma correspondência com outros membros, ele irá compará-lo com sua árvore genealógica).

Depois de terminar de ativar seu kit e configurar sua conta, você precisa cuspir em um tubo de plástico até a linha de preenchimento. Você não pode comer, beber ou fumar 30 minutos antes de fornecer sua amostra.

Em seguida, você abre o funil e rosca a tampa incluída para liberar um fluido estabilizador.

Em seguida, você agita o tubo, coloca-o na sacola de coleta incluída, coloca-o em uma caixa de remessa pré-paga e envia pelo correio.

Você receberá uma confirmação de recebimento com um número de ativação e informações sobre como os resultados devem chegar nas próximas seis a oito semanas.

No entanto, em muitos casos, os resultados ficam prontos em apenas duas semanas.

Um adulto que faz um teste de DNA é considerado o proprietário desse teste, embora ele possa permitir que outros membros da família ou amigos gerenciem os resultados e que outras pessoas também os vejam.

AncestryDNA | Seus dados são privados?

A Ancestry disse que seus dados são armazenados em um banco de dados seguro que é protegido de “acesso não autorizado de pessoas fora do AncestryDNA” e que suas informações privadas, como nome e endereço, não podem ser acessadas por seu laboratório. Uma análise completa dos dados pessoais que a Ancestry coleta sobre você está disponível aqui , enquanto a página de privacidade da empresa entra em detalhes sobre como ela tenta proteger todos os seus dados.

A Ancestry também disse que “não coopera voluntariamente com a aplicação da lei” e exige que todas as agências governamentais que buscam dados sigam um “processo legal válido”, o que significa que cumpre as solicitações legais. No entanto, a Ancestry não permite que as autoridades policiais usem seus serviços para “investigar crimes”. Confira seu relatório de transparência para ver todas as solicitações governamentais de dados que recebeu.

MyHeritageDNA

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HomeDNA | O que pode fazer:

O HomeDNA permite que você descubra sua ancestralidade, paternidade ou até mesmo a composição genética de seus animais de estimação.

Você verá informações sobre pools de genes e padrões de migração familiar e muito mais.

Aqui estão os diferentes testes disponíveis: GPS Origins Ancestry Test, DNA Origins Maternal Line, DNA Origins Paternal Line, HomeDNA Starter Ancestry Test e Vitagene Health Report and Ancestry.

Para este guia, vamos dar uma olhada no Teste de Ancestrais de Origens do GPS, que pode determinar a cidade ou vila exata onde diferentes grupos de seus ancestrais se encontraram. O teste analisa 800.

000 marcadores genéticos autossômicos, 862 populações de referência e 36 pools de genes. O HomeDNA não tenta rastreá-lo até a África, como outros testes podem fazer, embora ainda tenha muitos detalhes.

Ele não busca correspondências genéticas, como muitos outros serviços, e não possui software de árvore genealógica.

Mas pode fazer testes de saúde e de identificação de raça para cães, testes específicos para humanos (como peso saudável e cuidados com a pele) e aconselhamento personalizado sobre nutrição e condicionamento físico.

É preciso examinar profundamente seus ancestrais, incluindo seus ancestrais viveram na pós-África e para onde migraram ao longo do tempo.

A empresa também tem um número para o qual você pode ligar se tiver alguma dúvida sobre como analisar os dados de seus resultados.

HomeDNA | Como funciona:

O kit de extração do HomeDNA contém quatro cotonetes e dois envelopes. Você limpa cada bochecha duas vezes, coloca os cotonetes em um envelope, fecha e coloca o envelope dentro do envelope pré-pago.

Nenhum líquido estabilizador e não há necessidade de comer, beber ou mastigar. Sua amostra não tem seu nome nela. Existe um código de barras exclusivo que mantém sua privacidade e facilita o rastreamento.

Antes de enviar sua amostra, você deve registrar seu kit online para visualizar seus resultados.

O envelope pré-pago levará até 10 dias para chegar ao laboratório do HomeDNA e os resultados levarão outras duas a três semanas para serem processados. Você receberá uma notificação quando seus resultados estiverem prontos.

Nesse ponto, você entra no site do HomeDNA e pode visualizar os resultados ou baixar os dados brutos para manter para sempre.

HomeDNA | Seus dados são privados?

HomeDNA disse que, com exceção dos testes de paternidade legais, ele destrói todas as amostras.

Também não mantém uma base de dados acessível ao público e não “partilha ou vende quaisquer dados de clientes com empresas ou entidades que não estejam ligadas à empresa-mãe da HomeDNA, DDC”.

Um exame mais detalhado da declaração de privacidade da empresa confirmou que ela compartilha suas informações com parceiros de negócios e afiliados.

A HomeDNA também disse que divulgará suas informações às autoridades policiais se acreditar que tal divulgação seja necessária para “cumprir as leis relevantes ou para responder a intimações ou mandados entregues”. Também o fará para “proteger ou defender” os seus direitos e para “fins de gestão de risco”.

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MyHeritage DNA | O que pode fazer:

MyHeritage DNA oferece teste de DNA com correspondência de árvore genealógica gratuita. Você pode ver onde seus antepassados viveram e seus resultados podem ser expandidos se você criar uma árvore genealógica.

Você pode obter acesso a ferramentas como correspondência inteligente, que encontra perfis correspondentes nas árvores genealógicas de outros membros e correspondência de registros. MyHeritage afirma classificar bilhões de registros históricos.

Ele também oferece seu próprio software de árvore genealógica gratuito.

Com isso, você pode convidar outros parentes para colaborar na árvore genealógica também.

Ao clicar no e-mail de notificação para acessar seus resultados, você verá um globo girando com música regional e um mapa que revela seus resultados, com áreas destacadas indicadas sua etnia (suas porcentagens estão listadas à esquerda). Você pode ampliar e reduzir o mapa online para ver suas raízes étnicas, mas não haverá dados profundos.

Também não haverá nenhuma informação de DNA de Neandertal de longo alcance. Então, se você quiser ver onde os ancestrais viveram e o que pode ter feito com que eles migrassem para outra parte do globo em algum ponto, você deve procurar outros serviços como AncestryDNA e outros.

MyHeritage DNA | Como funciona:

Para solicitar um kit, basta informar seu ano de nascimento e sexo. Você receberá seu kit em uma semana, quando poderá registrá-lo adicionando o código de barras à sua conta. Os kits são rastreados por número.

Depois de registrá-lo, você pode fazer a parte do cotonete. Este kit de DNA contém duas zaragatoas e dois frascos com uma solução estabilizante.

Depois de esfregar uma amostra, quebre a parte de plástico e coloque o cotonete na solução.

Depois de colocá-los nos frascos, coloque-os no envelope fornecido. Você deve fornecer postagem, infelizmente. Seus resultados devem estar disponíveis em algumas semanas. MyHeritage tem um centro de ajuda com mais informações se você precisar de ajuda para entender seus resultados de DNA.

MyHeritage DNA | Seus dados são privados?

O DNA do MyHeritage disse que usa suas informações pessoais para fornecer seus serviços, como calcular um caminho de relacionamento entre você e parentes; para fins internos, como o desenvolvimento de novas ferramentas; e para pesquisa – com o seu consentimento. Ele afirma nunca vender seus dados a anunciantes, parceiros ou terceiros. Confira a política de privacidade do MyHeritage DNA na íntegra aqui.

O DNA do MyHeritage também disse que fornece “informações pessoais genéticas” para a aplicação da lei quando exigido por uma ordem judicial ou intimação válida.

23andMe Health and Ancestry dá um mergulho profundo não apenas na sua saúde, mas também na sua ancestralidade. No entanto, se você for um usuário do Ancestry.com, o AncestryDNA olhará profundamente em seu passado e o conectará com as árvores de outros membros. Ambos são serviços de primeira linha que superam em muito os rivais.

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Escrito por Maggie Tillman. Edição por Stuart Miles.

Origem desvendada: o que teste de DNA significou para dois pais e seu filho

Juntos há 11 anos, o empresário Omar Ghanem, 44, e o fisioterapeuta Reges Bessa, 40, revelaram o desejo de serem pais de um menino logo no segundo encontro. Oito anos depois (sendo quase dois no processo de adoção), o casal completou a família com a chegada do Theo, 5.

Decidiram neste ano fazer testes genéticos para descobrir detalhes sobre a origem dos três —um processo conhecido como teste de ancestralidade. O objetivo, segundo os pais, seria fortalecer os laços como família e matar a curiosidade sobre suas origens. No mesmo pacote, aproveitaram para incluir a análise de predisposição a doenças e condições de saúde.

Tudo o que a família de Joinville (SC) precisou fazer foi enviar amostras de saliva para um laboratório e aguardar alguns dias.

Entre as descobertas, o fisioterapeuta observou que a sua origem é dividida entre África (46%) e Europa (43%).

Nascido em Minas Gerais em uma família de pais negros, Bessa acreditava até então que os seus antepassados haviam vindo majoritariamente do continente africano.

“Aqui no Sul tem muito isso de saber de onde veio. Em Minas não. Brinco que sou um vira-lata, a gente é uma mistura muito grande. O teste comprovou isso”, destacou. “Dá uma sensação de que a gente não vem do nada, de que a gente tem uma história.”

Já Ghanem, que é farmacêutico e bioquímico, confirmou o que já sabia: que sua origem envolvia principalmente a Itália e um pouco do Líbano. Em relação ao Theo, os pais descobriram que as raízes do filho estavam divididas entre Europa (78%), Ibéria (29%), Europa Ocidental (20%), Leste Europeu (15%) e Sardenha (5%).

Omar (esq.), Theo e Reges (dir.) durante viagem em família

Imagem: Arquivo pessoal

Aspectos de saúde

Com as mesmas amostras de material genético, foi possível solicitar análises relacionadas a doenças e condições de saúde, como risco de diabetes, deficiência de vitaminas e expectativa de vida. Aqui é bom reforçar: possuir indicativos no DNA não significa que a pessoa irá desenvolver determinadas doenças.

Na visão de Ghanem, obter as informações detalhadas dos três permitiu refletir sobre seus hábitos, além de pensar em formas de manter uma rotina saudável. A família afirma se preocupar em ter alimentação balanceada e praticar exercícios.

Semanas antes do processo de adoção ser finalizado, Theo precisou passar por uma cirurgia cardíaca. Não foi nada muito grave, mas exigiu cuidados no início. Ter conhecimento sobre aspectos da saúde vai ajudá-los também nesse cuidado com o filho, segundo eles.

De acordo com os resultados do teste genético, 68% (dos 53 pontos) analisados são comuns entre os três. Alguns exemplos são:

  • Maior chance de desenvolver intolerância à lactose;
  • Maior índice de armazenamento de gordura;
  • Ingestão de açúcar em quantidades mais elevadas;
  • Maior risco para fotoenvelhecimento;
  • Risco aumentado para diabetes tipo 2.

“O Omar e eu sabíamos que tínhamos intolerância à lactose, mas não sabíamos do Theo. Nós três gostamos muito de doce, somos formigas. Mas sabemos agora que a ingestão de açúcar precisa ser observada. Vamos ter uma atenção redobrada com alguns pontos”, explicou o empresário.

Para o médico especializado em genética reprodutiva Ciro Martinhago, testes que envolvem o genoma humano ficam cada vez mais avançados e são importantes para avanços em estudos da área. Mas é preciso ter cuidado para não interpretar resultados de exames do tipo como verdades absolutas.

“Os testes para ancestralidade funcionam muito bem. Mas é importante reforçar que as doenças são multifatoriais. Existem os fatores genéticos, mas muitas dependem também do meio externo para se desenvolverem. É muito mais complexo, com um monte de variáveis”, explicou Martinhago, que também é diretor da Chromosome, centro de medicina genômica em São Paulo.

O geneticista recomenda que, dependendo do teste genético, o consumidor procure especialistas para ajudá-lo na interpretação dos resultados. Se for preciso, mais exames podem ser solicitados para investigar melhor certas doenças.

Como funciona a análise do DNA?

Os testes genéticos viraram febres nos Estados Unidos há alguns anos. Famosos como a cantora Demi Lovato e a empresária influencer Kim Kardashian já recorreram a exames do tipo.

No Brasil, os testes existem há alguns anos, mas se tornaram populares recentemente. Hoje é possível encontrá-los em diferentes laboratórios por valores a partir de R$ 200 (na versão mais simples).

Em geral, o processo segue um padrão: a pessoa coleta uma pequena amostra de saliva, envia para o laboratório (alguns retiram na própria residência) e aguarda a análise do material genético.

Na etapa final, um mapeamento detalhado é enviado para o(a) interessado(a). No caso dos testes de ancestralidade, o consumidor tem acesso a um documento com os países e regiões de onde os respectivos ancestrais vieram.

As empresas pesquisadas para a reportagem afirmam fazer comparações de cinco a oito gerações passadas. As referências genéticas de milhares de pessoas são coletadas a partir de resultados de estudos científicos públicos.

Segundo o laboratório Genera, onde Ghanem, Bessa e Theo realizaram o teste da família, existe uma etapa de extração do DNA após o material coletado. A célula da amostra é quebrada com a ajuda de substâncias químicas e assim chega-se até o código genético de determinada pessoa.

Na sequência, o material passa por um processo que decodifica a ordem das bases do DNA, e a sequência é determinada com um algoritmo. O resultado entra em um banco de dados, onde é processado e comparado com marcadores genéticos de risco de doenças.

Os padrões de referência e de comparações são atualizados constantemente, explicou Ricardo Di Lazzaro, médico fundador da empresa.

Sobre os aspectos de privacidade e segurança, Di Lazzaro afirmou que os dados passam por um processo de criptografia e que empresas especializadas em segurança são pagas para testar se existem vulnerabilidades.

“Sou pink”

Segundo Ghanem, descobrir as informações da ancestralidade do Theo foi positiva por dois aspectos: ajudá-lo a entender de onde ele veio se ele desejar saber, e o de resgatar o conhecimento sobre as regiões pelas quais os antepassados dos três pertenceram.

“Gostamos muito de viagens e agora elas vão ter um sentido diferente. No quarto do Theo tem um mapa, tem livros e ele se interessa muito pelos lugares. A gente vai querer trabalhar isso com ele. Explicar para ele: 'o papai Reges veio daqui, o papai Omar veio dali'”, explicou Ghanem.

Sobre as diferenças de origem e raciais da família, o casal pretende educar o filho para que ele aprenda valores acima de tom de pele e orientação sexual. “O que importa é o caráter. Um dia o Theo virou para mim e falou: 'papai, você é brown [marrom em inglês]'. Eu perguntei para ele de que cor ele era e ele respondeu 'sou pink'. E está tudo certo”, contou Bessa.

“Procuramos explicar para ele também o quanto é legal ter dois papais e as vantagens disso. Alguns amigos do Theo falam que também gostariam de ter”, acrescentou o empresário.

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