Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebê e deve ser incentivada por todos da família, sendo a melhor opção para a alimentação do bebê desde o nascimento até, pelo menos, seus 6 meses de vida, embora ser prolongada até os 2 anos de idade ou até quando o bebê e a mãe quiserem.

No entanto, a mulher não nasce sabendo amamentar e é comum surgirem dúvidas e problemas durante esta fase, e por isso é importante que o pediatra possa esclarecer todas as dúvidas e apoiar a mulher durante toda a amamentação. Saiba como solucionar problemas comuns da amamentação.

Para amamentar corretamente existem certos passos que a mãe deve seguir sempre que for amamentar o bebê. São eles: 

Passo 1: Perceber que o bebê está com fome

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Para a mãe perceber que o bebê está com fome deve estar atenta a alguns sinais, como:

  • O bebê procura abocanhar qualquer objeto que toque na região da boca. Por isso se a mãe colocar o dedo perto da boca do bebê ele deverá virar seu rosto e tentar colocar o dedo na boca sempre que estiver com fome;
  • O bebê procura o mamilo;
  • O bebê chupa os dedos e fica com a mão na boca;
  • O bebê está inquieto ou chora e seu choro é forte e alto.

Apesar destes sinais, há bebês que são tão calmos que esperam ser alimentados. Por isso, é importante não deixar o bebê sem comer mais do que 3-4 horas, colocando-o no peito mesmo que ele não apresente estes sinais.

A amamentação deve ser feita dentro deste intervalo durante o dia, mas se o bebê estiver ganhando peso adequado, não será preciso acordá-lo a cada 3 horas para mamar durante a noite.

Neste caso, a mãe pode dar de mamar somente 1 vez durante a madrugada até o bebê completar 7 meses.

Passo 2: Adotar uma posição confortável

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Antes de colocar o bebê no peito, a mãe deve adotar uma posição confortável. O ambiente deve estar calmo, de preferência sem ruídos, e a mãe deve manter as costas retas e apoiá-las bem para evitar dores nas costas e no pescoço. No entanto, as posições que a mãe pode adotar para amamentar podem ser:

  • Deitada de lado, com o bebê deitado também de lado, virado de frente para ela;
  • Sentada num cadeirão com as costas retas e apoiadas, segurando o bebê com os dois braços ou com o bebê por baixo de um braço ou com o bebê sentado em uma das suas pernas;
  • De pé, mantendo as costas retas.

Qualquer que seja a posição, o bebê deve estar com o corpo virado para a mãe e com a boca e o nariz  na mesma altura da mama. Conheça as melhores Posições para amamentar o bebê em cada fase.

Passo 3: Colocar o bebê no peito

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Após estar numa posição confortável a mãe deve posicionar o bebê para mamar e deverá primeiro ter muito cuidado ao posicionar o bebê. Primeiramente, a mulher deve encostar o mamilo no lábio superior ou no nariz do bebê, fazendo com que ele abra bem a boca. Em seguida, deve mover o bebê para que ele abocanhe a mama quando estiver com a boca bem aberta. 

Nos primeiros dias após o parto, deve-se oferecer as 2 mamas ao bebê, ficando cerca de 10 a 15 minutos em cada para uma para estimular a produção de leite.

Após a descida do leite, por volta do 3º dia após o nascimento deve-se deixar o bebê mamar até o peito esvaziar e só depois oferecer a outra mama. Na mamada seguinte o bebê deve começar pela última mama.

A mãe poderá prender um alfinete ou um laço na blusa do lado que o bebê terá que mamar primeiro na próxima mamada para não se esquecer.

Esse cuidado é importante porque normalmente a segunda mama não fica tão vazia como a primeira, e o fato de não esvaziar completamente pode diminuir a produção de leite nesta mama.

Além disso, a mãe deve alternar as mamas porque a composição do leite altera durante cada mamada.

No início da mamada o leite é mais rico em água e no final de cada mamada é mais rico em gordura, o que favorece o ganho de peso do bebê.

Por isso se o bebê não estiver ganhando peso suficiente, é possível que ele não esteja recebendo essa parte do leite. Veja como aumentar a produção de leite materno.

Passo 4: Observar se o bebê está mamando bem

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Para perceber que o bebê está conseguindo mamar corretamente, a mãe deve observar que:

  • O queixo do bebê toca na mama e que o nariz do bebê está mais livre para respirar;
  • A barriga do bebê toca na barriga da mãe;
  • A boca do bebê está bem aberta e o lábio inferior deve estar virado para fora, como o dos peixinhos;
  • O bebê abocanha parte ou a totalidade da aréola da mama e não somente o bico do peito;
  • O bebê está calmo e pode-se ouvir o barulho dele engolindo o leite.

O modo como o bebe pega a mama durante a amamentação influencia diretamente na quantidade de leite que o bebe ingere e, consequentemente, promove seu ganho de peso, além de também influenciar no aparecimento de fissuras nos mamilos da mãe, o que provoca dor e entupimento do ducto, resultando em muito desconforto durante as mamadas. As fissuras nos mamilos é um dos principais fatores do abandono da amamentação.

Passo 5: Identificar se o bebê mamou o suficiente

Para identificar se o bebê mamou o suficiente, a mulher deve verificar se o peito que o bebê mamou está mais vazio, ficando ligeiramente mais mole do que antes dele começar a mamar e poderá pressionar perto do bico do peito para verificar se ainda sai leite. Se o leite não sair em grande quantidade, restando apenas pequenas gotas, isso indica que o bebê mamou bem e conseguiu esvaziar a mama.

Outros sinais que podem indicar que o bebê está satisfeito e com a barriguinha cheia são a sucção mais lenta no final da mamada, quando o bebê larga espontaneamente a mama e quando o bebê fica mais relaxado ou dorme no peito. No entanto, o fato do bebê adormecer nem sempre significa que ele mamou o suficiente, pois há bebês que ficam sonolentos durante a mamada. Por isso, é importante a mãe verificar se o bebê esvaziou ou não a mama.

Passo 6: Como retirar o bebê da mama

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Para retirar o bebê da mama, sem correr o risco de se machucar a mãe deve colocar o seu dedo mindinho no cantinho da boca do bebê enquanto ele ainda está mamando para ele largar o mamilo e só depois retirar o bebê da mama.

Depois de o bebê mamar, é muito importante colocá-lo para arrotar para ele eliminar o ar que engoliu durante a mamada e não golfar.

Para isso, a mãe pode colocar o bebê no seu colo, na posição vertical, encostado no seu ombro e dar palmadinhas suaves nas costas.

Pode ser útil colocar uma fralda no seu ombro para proteger a sua roupa porque é comum a saída de um pouquinho de leite quando o bebê arrota.

Horários para amamentar

Quanto aos horários da amamentação, o ideal é que a ela seja feita em livre demanda, isto é, sempre que o bebê quiser.

Inicialmente o bebê poderá ter a necessidade de mamar a cada 1h 30 ou 2h durante o dia e a cada 3 a 4 horas à noite.

Aos poucos sua capacidade gástrica irá aumentando e já será possível comportar uma quantidade maior de leite, aumentando o espaço de tempo entre as mamadas.

Existe um consenso geral de que o bebê não deve passar mais de 3 horas sem mamar, mesmo durante a noite, até os 6 meses de vida. Recomenda-se que se ele estiver dormindo a mãe acorde-o para mamar e se certifique que realmente mamou, pois alguns dormem durante a amamentação.

A partir dos 6 meses de vida o bebê já poderá comer outros alimentos e poderá dormir a noite toda. Mas cada bebê têm seu próprio ritmo de crescimento e cabe a mãe a decisão de dar de mamar de madrugada ou não.

Quando parar a amamentação

Saber quando parar a amamentação é uma dúvida comum de praticamente todas as mães. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses do bebê e que se prolongue pelo menos até os 2 anos de idade. A mãe pode parar a amamentação a partir desta data ou esperar que o bebê decida não querer mamar mais.

A partir dos 6 meses o leite já não fornece a quantidade de energia suficiente de que o bebê precisa para desenvolver-se e é nesta fase que há a introdução dos novos alimentos.

Por volta dos 2 anos de idade além do bebê já comer praticamente tudo o que um adulto come, ele também já será capaz de encontrar conforto em outras situações que não seja o seio da mãe, que para ele inicialmente representa um porto seguro.

Saiba também como manter a amamentação após a volta ao trabalho.

Cuidados importantes

A mulher deve ter alguns cuidados no período da amamentação e hábitos de vida saudáveis, como:

  • Alimentar-se adequadamente, evitando alimentos condimentados para não interferir no sabor do leite. Veja como deve ser a alimentação da mãe durante a gestação;
  • Evitar o consumo de álcool, pois pode passar para o bebê prejudicando seu sistema renal;
  • Não fumar;
  • Fazer exercícios físicos moderados;
  • Usar roupa confortável e sutiãs que não apertem os seios;
  • Evitar tomar remédios.
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Caso a mulher fique doente e tenha que tomar algum tipo de medicamento, deve perguntar ao médico se poderá continuar amamentando, pois existem vários medicamentos que são secretados no leite e podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Durante esta fase, pode-se recorrer ao banco de leite humano, oferecer o seu próprio leite materno se a mulher tiver congelado alguma quantidade ou, em último caso, oferecer o leite em pó adaptado para bebês, como o Nestogeno e o Nan, por exemplo.

Qual o melhor momento para trocar o seio durante a mamada

Como Perceber Que A Mama Esvaziou? Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Se tem uma dúvida muito comum entre as mamães na fase da amamentação é essa: quando trocar o seio durante a mamada. Aliás, quando o assunto é amamentação, surgem inúmeras dúvidas. É preciso trocar de seio a cada mamada? Por que é importante esvaziar a mama e como saber se está vazia? Enfim, são vários questionamentos acerca desse assunto.

No post de hoje, nossa colunista, consultora de amamentação, Dayse Melo, explica qual o melhor momento para trocar o seio durante a mamada. Confira e compartilhe com alguma mamãe que esteja passando por esse período.

Qual o melhor momento para trocar o seio durante a mamada, evitando que a mama fique com diferença de tamanho?

Essa é uma dúvida comum para as mães porque envolvem duas questões importantes. 1. como saber se posso trocar o seio indicando que o meu bebê mamou bem. 2. E evitar um aspecto estético de tamanho diferenciado das mamas.

Fato é que o segredo do processo de amamentação é a observação e informação adequada de como ele ocorre de maneira fisiológica.

O corpo da mãe responde imediatamente à sucção do bebê quando ele está no peito. Automaticamente, a hipófise – glândula responsável pelo processo fisiológico de produção e ejecção de leite materno, começa a “trabalhar” com a finalidade de alimentar o bebê.

O seu bebê antes, se alimentava pelo cordão umbilical e depois do parto ele precisa realizar todo o movimento propiciando uma mamada adequada para que o processo fisiológico da mãe se desenvolva também. Este ajuste entre a díade – mãe e bebê – é imprescindível para o desenvolver da amamentação.

A mãe precisa observar se, ao estar no seio, o seu bebê suga e engole com eficiência, aumentando um padrão mecânico de deglutição durante a mamada, com resposta ritmada.

Leia também: Leia também: o sutiã ideal no período da amamentação

É exatamente neste momento, que ele recebe o maior aporte calórico. Assim, podemos afirmar de forma cristalina, que a maior parte do leite materno é produzido durante a mamada. Quanto mais o bebê mamar em livre demanda e adequadamente, melhor a produção de leite materno.

A observação é fator primordial para a eficiência da amamentação.

O bebê deve vir ao seio para mamar de maneira eficiente e adequada.

Importante que em todas as mamadas sejam ofertadas ambas as mamas, em sistema de rodízio. A última mama ofertada é a que se inicia no processo seguinte.

Antes de amamentar, o ideal é que seja feita uma massagem em toda a mama e aréola. Isso facilita a fluidez da passagem e transferência do leite materno e um esvaziamento da estrutura da glândula mamária.

Uma vez observado esse padrão de aumento de deglutição do bebê e uma percepção de conforto e esvaziamento da mama, a mãe pode alternar oferecendo a segunda mama. E recomeçar o processo de observação de mudança de padrão, buscando uma eficiência da ingestão do bebê.

Por isso, na mamada seguinte, inicia-se pela última mama ofertada.

Leia também: um guia de amamentação para pais

Cada bebê oferece segundo o seu grau de desenvolvimento um padrão de força de sucção e deglutição que nos remete a uma avaliação na drenagem efetiva do leite materno.

O rodízio das mamas é importante para manutenção da produção de leite e ingestão do leite materno. O que resulta em um desenvolvimento adequado do bebê. E, também, evita o desconforto de diferenciação do tamanho das mamas, que gera, inclusive, reflexos emocionais para as mães, afetando a autoimagem.

A amamentação é um processo psicofisiológico, envolve cabeça e corpo. Portanto, ambos devem trabalhar em conjunto. Mas, atenção! Requer também, um manejo clínico adequado e uma escuta atenta dos desejos e dúvidas da mãe, que uma vez esclarecidas caminha com maior tranquilidade.

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Como saber se o bebê mama o suficiente?

A chegada de uma criança gera muitas dúvidas e é comum que as mães, em especial as de primeira viagem, se perguntem como saber se o bebê mama o suficiente.

Como Perceber Que A Mama Esvaziou?

Uma das dúvidas mais comuns que afligem as mães que acabaram de dar à luz é como saber se o bebê mama o suficiente. Afinal, aquilo que pode parecer ser muito simples de identificar quando temos mamadeiras graduadas em mililitros não é tão perceptível assim durante o aleitamento materno.

Em consequência disso, a ansiedade e as frustrações se tornam uma constante na vida das mães, principalmente as que estão amamentando seu primeiro filho. Pensando nisso, nós elaboramos este guia para ajudar você a descobrir se o seu bebê está mamando conforme o esperado.

Conhecendo seu bebê

Ainda que não sejam nossos primeiros filhos, é normal lidar com a insegurança nos primeiros dias de vida. Nesse momento, o mais importante é ter calma, já que o tempo, a prática e a intimidade entre você e a criança tornarão esse processo bem mais tranquilo.

A sensibilidade da mãe em perceber as sutilezas e as características do seu bebê é fundamental, já que cada criança tem suas particularidades, inclusive quanto aos seus hábitos alimentares.

É importante destacar que os nenéns não choram apenas quando estão com fome. O choro pode indicar também que eles estão sentindo frio, calor ou até mesmo algum incômodo, como as temidas cólicas.

Inclusive, muitas vezes, nossos pequenos mamam mesmo não estando com fome simplesmente porque o movimento da mamada e o contato físico com a mãe acalentam e acalmam a criança.

Percepções sobre seu próprio corpo

A descida do leite normalmente ocorre em torno do 5º dia após o nascimento. Até então, o leite produzido pela mãe é chamado de colostro, um leite amarelado, rico em nutrientes e anticorpos que vão ajudar a proteger o recém-nascido.

Com a descida do leite, a mulher sente os seios mais pesados e volumosos e eles muitas vezes chegam a “vazar” quando estão cheios ou quando o horário da próxima mamada do bebê está próximo, já que é a própria amamentação que condiciona a produção materna do leite.

Após as mamadas, é possível que a mãe consiga sentir uma diferença no volume e peso dos seios, muitas vezes sendo perceptível até mesmo a olho nu.

A troca de fralda pode dizer muito

  • Além desses fatores, a frequência da troca de fraldas também pode ser um indicativo da eficiência da amamentação, pois o bebê recebe todos os seus nutrientes por meio do leite materno.
  • Tendo isso em mente, um bebê que faça pouco xixi, o que significa poucas trocas de fraldas diárias, ou faça um xixi com cheiro forte ou mais escuro provavelmente está recebendo pouco líquido, assim como um bebê que faça fezes secas ou escuras.
  • Considerando que a recomendação médica e a orientação do Ministério da Saúde são de se manter os bebês exclusivamente no aleitamento materno até os seis meses de vida, a ingestão de líquido deve ser sempre suprida com o oferecimento de mais leite, e não com água ou chás.

Mudanças no peso do bebê

Outro indício que ajuda quando o assunto é como saber se o bebê mama o suficiente é o próprio peso da criança.

Nos primeiros dias de vida, é normal que os recém-nascidos percam cerca de 5 a 10 por cento do peso que apresentaram no parto, mas a partir da segunda semana eles já devem estar recuperando este peso perdido.

Os principais sinais disso são as bochechas ficando mais arredondadas e as perninhas e bracinhos ficando mais gordinhos.

Novamente, não existe uma fórmula certa, e cada criança apresenta um crescimento diferente. Porém, a partir da curva de ganho de peso feita pelo pediatra e das características genéticas da família, é possível determinar se é necessário ter alguma atenção especial.

O mito do “leite fraco”

É muito importante deixar claro que não existe “leite materno fraco”. O leite materno é produzido naturalmente para atender as necessidades do bebê na fase em que ele se encontra, mas muitas mães ainda escutam comentários ultrapassados sobre esse assunto.

Na verdade, o que acontece é que alguns fatores podem prejudicar a amamentação e fazer com que o bebê não mame o suficiente, mas eles não se tratam de “leite fraco”. Conheça os principais:

    • a pega incorreta da criança, que pode fazer com que ela não consiga sugar leite suficiente;
    • o estresse materno, que influencia diretamente a produção de leite, podendo fazer com que ele diminua ou até mesmo cesse;
    • a alternância precoce de seio sem que a criança consiga mamar o leite mais gorduroso, que sai apenas no final da mamada e traz maior saciedade;
    • a baixa ingestão de líquidos pela mãe, bem como uma alimentação pobre em nutrientes; e
    • uma simples fase de crescimento da criança na qual ela demanda mais leite: nesse caso, saiba que a produção materna se adapta naturalmente a essa nova demanda.
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Sinais de que o bebê está mamando pouco

Os médicos estimam que, em média, os bebês mamam entre 8 e 12 vezes por dia nas primeiras semanas de vida e costumam molhar no mínimo 6 fraldas diariamente. Portanto, se o seu bebê apresentar números mais baixos do que esses, é preciso investigar.

Conheça outros sinais que podem ajudar a identificar que ele está mamando de forma insuficiente:

    • O bebê não apresenta ganho de peso ou continua perdendo peso a partir da terceira semana de vida;
    • O bebê machuca os seios da mãe ou apresenta covinhas enquanto mama, indicando que ele pode estar com a pega incorreta. Isso faz com que ele engula muito ar e acabe mamando menos do que deveria;
    • O bebê ainda se mostra agitado ou irritado após as mamadas, quando o esperado seria que ele estivesse calmo e relaxado. Nesse caso, embora ele ainda possa estar fome, não descarte outros fatores como cólica e a relutância em dormir.

Caso você se identifique com essas situações, vale a pena procurar uma consultoria de amamentação para que você e seu filho enfrentam e resolvem as dificuldades juntos. Se você tiver alguma dúvida sobre como saber se o bebê mama o suficiente, não deixe também de procurar um pediatra experiente e que se mostre disposto a ouvir o seu relato. Confie em seus instintos maternos.

  1. Fonte(s): Bebê Mamãe, Baby Center e Bebê a Bordo.

Amamentação: tudo o que precisa de saber | CUF

A amamentação é um ato de amor e carinho, que proporciona uma relação íntima entre mãe e bebé, sendo um fator fundamental para o seu desenvolvimento psicoafetivo.

Para uma mãe, alimentar o seu filho é também um gesto muito natural, assim como o é para o bebé. O que não significa que, sem que a mulher saiba, não sejam cometidos alguns erros. O mais importante é estar informada.

Encontre neste guia da amamentação tudo aquilo que precisa de saber para que esta fase decorra às mil maravilhas.

Amamentação: benefícios para o bebé e para a mãe

O leite materno é o melhor e mais completo alimento que existe para o bebé: previne infeções, obesidade e diabetes. Além disso, está sempre pronto e à temperatura ideal, sendo económico e de fácil digestão.

Para a mãe, a amamentação previne hemorragias no período pós-parto e promove a involução uterina. Reduz o risco de osteoporose, cancro da mama e cancro do ovário, ajudando ainda a mãe a recuperar o seu peso habitual.

No entanto, apesar de se tratar de um ato natural e com inúmeros benefícios para a mãe e para o bebé, a amamentação requer um período de adaptação e a mãe deve estar bem informada para que usufrua desta fase com tranquilidade. Vamos ajudá-la!

Leite Materno

A quantidade de leite produzida não depende da mãe, sendo regulada pelo bebé segundo vários fatores: intervalo entre as mamadas, volume de leite ingerido de cada vez e se obtém leite de uma só mama ou das duas.

Pode haver uma grande variabilidade no intervalo entre as mamadas e no volume de leite ingerido por refeição, mas não no volume total ingerido diariamente. O choro é um sinal tardio de fome e nem todos os bebés choram após a manifestação dos sinais precoces de fome.

Durante a amamentação, sempre que o bebé suga, as terminações nervosas do mamilo iniciam um ciclo em que intervêm hormonas (ocitocina e prolactina) que levam ao processo de produção de leite e à sua passagem da mama para o bebé.

A ocitocina estimula a contração das células musculares à volta dos alvéolos e o leite que está armazenado na mama flui mais facilmente durante a amamentação. Se o reflexo da ocitocina não funcionar bem, o leite permanece na mama e não sai, reduzindo a quantidade de leite necessária para o bebé.

Fatores como a mãe sentir-se contente, ter prazer quando vê ou sente o bebé, mesmo quando este chora, vão ajudar o reflexo da ocitocina, assim como o facto de a mãe ter confiança na sua capacidade de amamentar e a convicção de que o seu leite é o melhor para o bebé. Deve, por isso, evitar fatores de stress ou ansiedade.

A prolactina atua na mama, fazendo com que as células secretoras produzam leite. A prolactina faz com que a mãe se sinta relaxada e algumas vezes sonolenta.

Cerca de 30 minutos após a amamentação, a prolactina atinge o pico máximo de concentração no sangue, o que faz com que a mama produza leite para a mamada seguinte. Assim, quanto maior for o número de mamadas, maior a quantidade de leite produzida.

A produção de prolactina aumenta à noite, o que significa que amamentar durante a noite é especialmente importante para manter a produção de leite.

Existe no leite uma substância que, se permanecer na mama, atua como fator inibidor, faz com que as células deixem de o produzir, “controlando” a produção excessiva de leite. Se o leite materno for removido, via amamentação ou outra, o fator inibidor também é removido e, então, a mama vai produzir mais leite.

A composição do leite materno altera-se ao longo do tempo, do dia, e da mamada. Varia de acordo com as necessidades do bebé e adapta-se ao seu ritmo de crescimento. Durante a alimentação exclusiva com leite materno o bebé não necessita de ingerir água ou outros suplementos.

  1. Colostro: Tem cor amarelada e/ou transparente e é produzido em pequena quantidades até ao 2º a 3º dias após o parto. É pobre em gorduras e lactose, mas muito rico em proteínas e anticorpos que vão proteger o bebé contra infeções. Tem efeito laxante e promove a maturação do intestino.
  2. Leite de transição: Tem uma cor mais parecida com a do leite. Tem maior concentração de gorduras, vitaminas e lactose (maior aporte energético). Entre o 2º e o 3º dia, as mamas ficam mais tensas e poderá surgir um pico febril – isto deve-se ao aumento do volume de leite produzido (descida do leite).
  3. Leite maduro: Surge a partir do 15º dia até ao desmame. Durante a amamentação inicialmente o leite é mais líquido e açucarado (rico em água e hidratos de carbono) e vai se tornando cada vez mais espesso e rico em lípidos (gorduras).

Amamentação: dicas e conselhos

    • A mãe deve procurar manter o bebé perto de si, especialmente ao início, para conhecê-lo bem
    • Dar de mamar sempre que o bebé apresentar sinais precoces de fome e em horário livre
    • Assegurar uma pega correta
    • Manter as mamadas da noite
    • Evitar a utilização de mamilos artificiais, chuchas e biberões (o diferente posicionamento da língua confunde o bebé, que começa a ter dificuldade em mamar)
    • Ponderar devidamente a introdução de substitutos do leite materno (que interferem no processo para estabelecer e manter a produção e a quantidade de leite). Se estiver insegura, peça ajuda a um técnico de saúde

A amamentação deve ser frequente, em horário livre, sem restrições na duração, nos intervalos ou no acesso a uma ou duas mamas em cada refeição. Não existe relação entre o tamanho do peito e a capacidade de produção de leite.

  1. Ofereça primeiro a mama em que o bebé não mamou da última vez ou a que mamou em último lugar;
  2. Deixe o bebé esvaziar completamente a mama e só depois ofereça a outra;
  3. O bebé deve mamar até ficar satisfeito;
  4. O intervalo livre entre as mamadas habitualmente não ultrapassa as quatro horas.
    • Lave bem as mãos
    • Escolha um lugar agradável e adote uma postura confortável para que se sinta relaxada
    • Se der de mamar sentada, as suas costas devem estar direitas e apoiadas assim como os braços. Os seus pés devem assentar completamente no chão. Coloque uma almofada no colo para apoiar o bebé
    • Se der de mamar deitada, deite-se bem de lado, com uma almofada debaixo da sua cabeça e o ombro repousado na cama
    • Uma vez que o bebé esteja a mamar bem, será capaz de o alimentar confortavelmente em qualquer local

É importante assegurar que o bebé faz uma boa pega pois, de outra forma, pode não conseguir ingerir a quantidade de leite suficiente durante a amamentação, podendo esta ser dolorosa e os seus mamilos ficar magoados e/ou gretados.

    • A mãe deve segurar o bebé bem aconchegado a si
    • A barriga do bebé deve estar encostada à barriga da mãe (cabeça, ombros e corpo numa linha reta)
    • O nariz ou lábio superior do bebé devem estar na direção do mamilo
    • Deve esperar que o bebé abra bem a boca (pode roçar levemente os lábios contra o seu mamilo);
    • Mova-o rapidamente para a mama, ou seja, “bebé para a mama e não mama para o bebé” (o mamilo e a auréola devem ficar na boca do bebé)
    • Verifique se a boca do bebé está bem aberta, o queixo encostado à mama e o lábio inferior voltado para fora
    • A auréola é mais visível por cima do que por baixo da boca do bebé
    • O padrão de mamar do bebé muda de sucções breves para longas, profundas e com pausas
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Nos primeiros dias é difícil perceber se o bebé está a ingerir a quantidade de leite que precisa. As dúvidas aumentam se estiver sempre a chorar ou não acalmar depois da amamentação. A maioria dos bebés mama entre oito a 10 vezes por dia e, ao fim da 1ª semana entre seis a oito vezes por dia (mais ou menos de três em três ou de quatro em quatro horas).

  1. Durante a mamada observe a deglutição do bebé, (a forma como este engole)
  2. As mamas esvaziam e ficam mais moles depois do bebé mamar
  3. A urina do bebé deve ser clara e sem cheiro, em média com seis a oito fraldas molhadas por dia
  4. As fezes devem ser semilíquidas e amareladas, a partir do 5º dia e tem pelo menos três dejeções diárias
  5. O bebé apresenta uma pele firme e hidratada

Dieta e estilo de vida da mãe durante a amamentação

Enquanto estiver a amamentar, a mãe deve procurar manter uma dieta equilibrada e variada com ingestão de líquidos. Não deve ingerir bebidas estimulantes como chá preto e café ou bebidas alcoólicas, fumar ou tomar medicamentos sem receita médica.

Problemas que podem surgir durante a amamentação

Saiba como prevenir e tratar situações muito frequentes:

1. Mamilos gretados

Os mamilos podem ficar doridos ou com fissuras logo no início da amamentação, tornando este um processo doloroso.

  • Como prevenir:
    • Verificar se o bebé pega bem na mama
    • Não interromper a amamentação, deixando que seja o bebé a fazê-lo. Se necessário, deve colocar um dedo entre a auréola e a língua do bebé de modo a interromper a sucção
    • Lavar os mamilos apenas uma vez por dia (hora do banho)
    • Evitar a utilização de discos absorventes impermeáveis
    • Utilizar conchas de arejamento sob o soutien
    • Aplicar e deixar secar algumas gotas de leite materno e pomada para o efeito (hidratante/cicatrizante) no mamilo e auréola, após o banho e cada mamada
  • O que fazer
    • Iniciar a amamentação pelo mamilo menos doloroso e continuar as indicações para prevenção

2. Ingurgitamento mamário 

Quando ocorre a “descida” do leite, entre o 2º e o 3º dia, as mamas podem ficar tensas, quentes e dolorosas. Pode surgir febre (38º) durante 24 horas.

  • Como prevenir:
    • Iniciar a amamentação logo após o parto em “horário livre” (sempre que o bebé quiser) e assegurar uma pega correta
  • O que fazer:
    • Aplicar calor (placa térmica/compressas quentes ou chuveiro com água morna) e massajar suavemente a mama com movimentos circulares em direção ao mamilo
    • Colocar o bebé a mamar primeiro na mama mais cheia
    • Se a mama continuar congestionada após a amamentação, a mãe deve esvaziá-la manualmente ou com ajuda de uma bomba extratora de leite, até sentir-se confortável
    • Quando terminar, deve aplicar frio (placa térmica/gelo protegido ou compressas frias) durante 5 minutos, suspender por 2 minutos e aplicar por mais 5 minutos
    • Na mamada seguinte deve-se repetir o mesmo procedimento na outra mama

3. Mastite (mama inflamada) 

Nesta situação, a mama fica vermelha, tensa, quente e bastante dolorosa, provoca mal-estar e é acompanhada de febre. Está associada ao bloqueio de ductos (canal onde passa o leite) ou a situações infeciosas associadas à contaminação por microrganismos através dos mamilos gretados.

  • Como prevenir
    • Tratar o ingurgitamento e os mamilos gretados
    • Evitar a compressão excessiva da mama com os dedos durante a amamentação
    • Evitar roupas que comprimam a mama
  • O que fazer:
    • Continuar a amamentar
    • Após a amamentação do lado afetado, esvaziar manualmente ou com ajuda de uma bomba extratora de leite, até sentir-se confortável
    • Seguir as indicações de como tratar o ingurgitamento
    • Consultar o médico obstetra
    • Repousar

Extração e conservação de leite materno

Antes de iniciar a extração do leite, a mãe deve lavar bem as mãos. Os materiais utilizados na extração e armazenamento podem ser lavados na máquina da loiça ou com água quente e sabão e enxaguados abundantemente com água. Seque-os e guarde-os em local limpo.

    • A mãe deve procurar manter-se tão confortável e relaxada quanto possível
    • Aplique calor (placa térmica/compressas quentes ou chuveiro com água morna)
    • Massaje suavemente a mama com movimentos circulares em direção ao mamilo
    • Estimule levemente os mamilos entre o dedo indicador e o polegar
    • A mãe deve fazer um “C” com a sua mão para apoiar a mama e colocar o polegar acima e o indicador abaixo da linha da aréola
    • Mantendo os dedos na mesma posição, deve exercer uma ligeira pressão para trás
    • Deve comprimir e pressionar para a frente, em simultâneo, o polegar e o indicador, sem deslizarem na pele
    • Suspenda a pressão e repita o movimento anterior alternadamente (comprimir, pressionar e soltar)
    • Pode-se rodar a posição da mão em volta da aréola

1. Bombas Manuais

São mais fáceis de usar quando a mama está cheia do que quando está menos firme.

2. Bombas Elétricas 

São rápidas e fáceis de utilizar porque funcionam automaticamente. São especialmente indicadas se houver necessidade de extrair leite por um período de tempo prolongado (por exemplo, se o bebé ficar internado na neonatologia).

Não se esqueça: se utilizar uma bomba manual ou elétrica, siga as instruções do respetivo fabricante.

    • Em cada extração deve-se identificar o recipiente para recolha e conservação do leite com a data e hora
    • Congele o leite que não tenciona utilizar dentro de 24 a 48 horas
    • Descongele o leite lentamente no frigorífico ou à temperatura ambiente
    • Depois de descongelado, conserve o leite no frigorífico e utilize-o dentro de 24 horas
    • Aqueça o leite em banho-Maria e nunca no microondas
    • Uma vez aquecido à temperatura ambiente, o leite deverá ser utilizado ou deitado fora

O leite conserva-se durante os seguintes períodos de tempo:

  • Três meses no congelador do frigorífico com porta separada
  • Seis meses na arca congeladora
  • Três dias no frigorífico a uma temperatura de 2-4ºC

Como saber se o bebê esvaziou o peito? Uma grande dúvida na amamentação

E a verdade é que não tem como saber se o bebê esvaziou o peito da mãe simplesmente porque a mama nunca fica, de fato, “vazia”. O leite é produzido de forma contínua no peito e 80% deste leite, inclusive, é produzido durante a mamada. Lembra que o peito é fábrica e não estoque?

>> Mamadas frequentes: o bebê quer o peito sempre que chora?

Talvez saber se o bebê esvaziou o peito se torne algo confuso justamente por que ela não quer dizer literalmente o que esta escrito. Na verdade significa: como saber se o bebê mamou o suficiente.

>> Como ordenhar leite materno: aprenda a técnica

>> Produção de leite materno: como ela acontece?

Quando o bebê mama o suficiente em uma mama, você tem a sensação de alívio com o peito mais macio e leve. Se você aperta um pouco esta mama ela não sai mais aquele jato de leite forte, mas sim algumas gotas.

>> Técnica de compressão da mama ajuda o bebê a mamar mais

Se ao tocar suas mamas você sentir que elas estão duras e com algumas áreas duras, significa que ainda tem bastante leite nesta mama. Dependendo, você pode dar a mesma mama para o bebê na próxima mamada primeiro e logo em seguida a outra

Uma mama com o leite mais branco é a que provavelmente esta mais “vazia” e ainda precisa dar para mamar . A mama com o leite mais transparente é o que está “enchendo” e pode ser deixada para a próxima mamada ou dada depois desta se o bebê ainda quiser mamar mais.

É sempre bom dar a mama que o bebê mamou por último e, depois de uns minutos, colocar o bebê no outro peito, assim você tem certeza que ele mamou tudo

  • >> Tempo de mamada e troca de peito, como assim?
  • É importante o bebê mamar tranquilamente em uma mama até ele mesmo indicar a você que quer mudar de mama, ou seja, até você perceber que esta mama esta mais vazia e é era hora de trocar.
  • Quando o bebê mamou bem em um peito, ele começa a reclamar nesta mama e assim que você o coloca no outro peito, ele volta a mamar tranquilo.

Ter a consciência de peito vazio e peito cheio é algo que você começa a ter logo, não demora muito tempo depois que se inicia o processo de amamentação em livre demanda

Isto porque você passa a entender os hábitos de mamada de seu bebê, seu corpo passa a produzir de acordo com a demanda do seu bebê e caso ele “atrase” a mamada ou pule alguma, seu corpo sinaliza deixando o peito cheio e duro, que esta passando da hora de dar mamar.

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