Como Perceber O Que São Contrações?

À medida que o grande dia se aproxima, você pode se perguntar se saberá quando está em trabalho de parto. Não se preocupe: o corpo da mulher quase sempre dá os sinais que ela precisa e a sabedoria interior para reconhecê-los.

Sinais de que o trabalho de parto está perto

Existem dois indicadores principais de que você entrará em trabalho de parto dentro de um ou dois dias.

1. Ruptura das membranas (bolsa amniótica)

Você também pode ter ouvido isso sendo chamado de “estouro da bolsa”. A quantidade de fluido amniótico que escapa da bolsa e flui para fora da vagina difere de mulher para mulher. Para algumas é um pingo; para outras pode ser um jorro.

Surpreendentemente, esse precursor do trabalho de parto é um primeiro sintoma em menos de 25 por cento das mulheres; e pode ocorrer durante o parto, em vez de antes dele. Mas quando isso acontece antes do parto, há uma boa chance de que o trabalho de parto comece dentro de 24 horas. Se sua bolsa estourar, avise o seu médico ou parteira imediatamente.

Observe que horas ela estourou, a cor e a quantidade de fluido, e se houve algum odor estranho. Repasse todas essas informações para o seu médico.

2. Tampão mucoso

Nem todas as mulheres notam essa secreção, em algumas, as contrações começam antes de o tampão mucoso ser secretado. Além disso, tenha em mente que o tampão mucoso não é o mesmo que a secreção acastanhada e sangrenta que poderá ocorrer depois de um exame vaginal em uma consulta pré-natal, a qual não é motivo para preocupação.

Os primeiros sinais de trabalho de parto: Contrações

O grande sinal de que você está em trabalho de parto é o início das contrações uterinas regulares. No início, as contrações parecem cólicas menstruais ou uma dor nas costas que vai e vem em intervalos de 20 a 30 minutos.

Aos poucos, a dor se torna mais forte e dura mais tempo. As contrações também se tornam mais frequentes, até que elas vêm em intervalos de três a cinco minutos. Para cronometrar as contrações, anote o tempo exato que cada uma começa e quanto tempo dura.

Confira mais sobre os primeiros sinais do trablho de parto!

Trabalho de parto real ou falso?

Fazendo a ligação

Você deve ligar para o seu médico se achar que está em trabalho de parto. Tenha suas anotações com você enquanto faz a chamada para que possa dar informações precisas sobre seus sintomas.

Não tenha medo de ligar a qualquer hora do dia ou da noite.

O seu médico sabe que o trabalho de parto nem sempre começa no horário comercial, e quando os médicos ou parteiras estão de plantão, eles esperam que o telefone possa tocar – a qualquer hora.

Além disso, tenha em mente que você pode não precisar ir para o hospital imediatamente.

Na verdade, se esse for seu primeiro bebê, a maioria dos médicos ou parteiras sugere que você fique no conforto da sua casa até que as contrações cheguem a intervalos de cinco minutos.

Se você já teve um trabalho de parto anterior e um nascimento, pode ser pedido que você venha ao hospital mais cedo, porque o seu trabalho de parto pode acontecer mais rapidamente.

Como Perceber O Que São Contrações?

Perceber que você está em trabalho de parto trará uma mistura de sentimentos, incluindo emoção, descrença e apreensão. Tente manter-se calma e focada. Organize-se para que seu parceiro, familiar ou um amigo esteja com você para ajudá-la a lembrar-se dos seus sintomas, fazer companhia e levá-la para o hospital quando chegar a hora.

Há muito mais para saber sobre o que esperar sobre o terceiro trimestre e durante o parto

Acima de tudo, saiba que você consegue fazer o trabalho que vem pela frente: trazer seu bebê ao mundo!

Como Perceber O Que São Contrações?

Como saber que estou em trabalho de parto? | Fetalmed Medicina Fetal

Muitas gestantes se perguntam como será o trabalho de parto, quanto tempo levará e como saber se realmente é trabalho de parto ou apenas um alarme falso. É difícil responder todas essas perguntas, já que cada parto é diferente. Entretanto, conhecer os sinais de trabalho de parto, vai dar alguma pista de que está quase na hora de conhecer seu bebê!

Quais os sinais de trabalho de parto?

Desde a metade da gravidez, o útero apresenta algumas contrações irregulares, que são as contrações de treinamento, conhecidas como contrações de Braxton-Hicks.

Quando a gestação chega próxima ao seu fim, essas contrações ficam progressivamente mais longas e tem um intervalo mais curto. Num primeiro momento existe uma fase conhecida como pródromos do trabalho de parto.

A fase dos pródromos pode começar alguns dias ou até semanas antes do trabalho de parto propriamente dito.

Durante o verdadeiro trabalho de parto as contrações são bastante rítmicas. Elas ocorrem a cada 3 ou 4 minutos e duram no mínimo 30 segundos cada uma.

Então para saber se o verdadeiro trabalho de parto está começando, basta deitar, relaxar e colocar a mão sobre o abdome, próximo ao fundo uterino. Quando a contração iniciar o útero ira vir um pouco pra frente e ficar mais duro, como uma pedra.

Ao perceber que a contração começou, utilize um relógio para contar a duração da contração. As contrações podem ou não estar associadas a dor, vai depender da intensidade da contração e da sensibilidade da mamãe.

Estas dores geralmente estão localizadas na parte baixa do ventre mas podem irradiar para as costas. Faça isso por cerca de 10 minutos, se ocorrerem 3 contrações isso pode ser um sinal, talvez o mais importante, de que você está em trabalho de parto.

Como Perceber O Que São Contrações?

Como avaliar as contrações uterinas para identificar o trabalho de parto.

Atente que em algumas situações o útero pode ser estimulado e ter algumas contrações seguidas, entretanto depois de um tempo de repouso elas cessam. É o que acontece, por exemplo, quando a paciente caminha um pouco ou quando está muito estressada. Esse é o falso trabalho de parto.

Como ter certeza do trabalho de parto?

Para ter certeza se você está em trabalho de parto o ideal é fazer uma avaliação mais prolongada que 10 minutos. Nossa dica é, se você teve 3 contrações em 10 minutos, espere mais uma meia hora e faça uma nova avaliação. Se as contrações persistirem é o momento de você ir até o hospital para que possa ser avaliada pelo médico.

Além das contrações uterinas, alguns outros sinais podem ajudar a indicar que o momento do parto está se aproximando, veja abaixo alguns destes sinais:

  • O útero diminui de tamanho – próximo ao parto (alguns dias ou até semanas), o bebê encaixa. Neste momento a altura uterina diminui e parece que a “barriga caiu”;
  •  O colo do útero dilata – esse sinal você não irá ver pois é necessário um exame vaginal para avaliar a dilatação do colo uterino
  • Ocorre a perda do tampão mucoso – uma substância que parece um “catarro” e veda a cavidade uterina acaba saindo quando o colo começa a dilatar
  • A bolsa rompe – você irá perder um volume considerável de líquido amniótico pela vagina

Não esqueça, o diagnóstico de trabalho de parto é difícil. Se estiver em dúvidas vá ao hospital para que um obstetra possa avaliar e dizer o que está acontecendo.

Principalmente se você tem menos de 37 semanas pois eventualmente você pode estar em trabalho de parto prematuro.

O trabalho de parto prematuro é aquele que acontece antes de 37 semanas e talvez você tenha feito um exame para avaliar o risco de trabalho de parto prematuro junto com o exame morfológico de segundo trimestre.

Na eventualidade de um trabalho de parto prematuro é interessante chegar o quanto antes ao hospital para que o médico possa tomar alguma conduta no sentido de inibir as contrações ou fazer uma medicação para amadurecer mais precocemente os pulmões do bebê.

Quanto tempo pode durar o trabalho de parto?

O tempo de duração do trabalho de parto é bastante variável, mas geralmente é de 12 a 24 horas. Se considerarmos a fase dos pródromos do trabalho de parto (aquela aonde as contrações estão bem no começo), a duração pode ser até de alguns dias.

O que fazer para ajudar a entrar em trabalho de parto?

Apesar da medicina ter evoluído bastante, não está completamente esclarecido o mecanismo pelo qual o trabalho de parto se inicia. Na maioria das vezes é difícil determinar quando a natureza irá fazer com que o bebê venha a nascer.

Apesar de ouvirmos com frequência que a lua influencia o parto isto não é verdade! Na maioria das vezes, quando o bebê estiver pronto a mãe irá entrar em trabalho de parto! Mas será que existe alguma maneira de dar uma ajudinha para a natureza? Algumas situações, podem ajudar a desencadear o trabalho de parto, são elas:

  • Exercícios físicos leves como pequenas caminhadas ou o Yoga;
  • Relações sexuais fazem o útero contrair por 3 mecanismos distintos: pelo orgasmo, pela liberação de ocitocina (hormônio que faz o útero contrair) e por meio do sêmen que também pode provocar contrações;
  • Estimulação dos mamilos – pequenos beliscões também ajudam a liberar ocitocina! Se você já amamentou deve lembrar que durante a amamentação é comum sentir cólicas. Isso ocorre em função da liberação de ocitocina desencadeada pelo estímulo no mamilo durante a amamentação;

Muito legal não é? Agora que você já sabe identificar se está em trabalho de parto, aproveite para ler nosso post sobre a diferença entre um parto normal e um parto humanizado.

Contrações de treinamento: o que são, para que servem e quando surgem

As contrações de treinamento, também chamadas de contrações de Braxton Hicks ou “contrações falsas”, são aquelas que normalmente surgem após o 2ª trimestre e que são mais fracas que as contrações do parto, que surgem mais para o final da gestação.

Estas contrações e treinamento duram em média de 30 a 60 segundos, são irregulares e causam apenas desconforto na região pélvica e costas. Não causam dor, não dilatam o útero e também não possuem a força necessária para fazer com que o bebê nasça. 

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Como Perceber O Que São Contrações?

Para que servem as contrações de treinamento

Acredita-se que as contrações de Braxton Hicks acontecem para levar ao amolecimento cervical e fortalecimento da musculatura uterina, pois é preciso que o útero esteja macio e as fibras musculares fortes, para que aconteçam as contrações responsáveis pelo nascimento do bebê. É por esse motivo que são conhecidas como contrações de treinamento, pois preparam o útero para a hora do parto.

Além disso, também parecem ajudar no aumento do fluxo sanguíneo rico em oxigênio para a placenta. Estas contrações não causam a dilatação do colo do útero, ao contrário das contrações do parto e, por isso, não conseguem induzir o nascimento.

Quando surgem as contrações

As contrações de treinamento geralmente surgem por volta das 6 semanas de gravidez, mas só são identificadas pela gestante por volta do 2º ou 3º trimestre, já que têm tendência a iniciar de forma muito leve.

O que fazer durante as contrações

Durante as contrações de treinamento não é necessário que a grávida tenha qualquer cuidado especial, porém, se causarem muito desconforto, é recomendado que a gestante se deite confortavelmente com o apoio de um travesseiro nas costas e embaixo dos joelhos, permanecendo nesta posição por alguns minutos. 

Outras técnicas de relaxamento ainda podem ser usadas como a meditação, yôga ou aromaterapia, que ajudam a relaxar mente e corpo. Veja como praticar a aromaterapia. 

Contrações de treinamento ou verdadeiras?

As contrações verdadeiras, que iniciam o trabalho de parto normalmente surgem a partir das 37 semanas de gestação e são mais regulares, ritmadas e fortes do que as contrações de treinamento. Além disso, são sempre acompanhadas de dor moderada a forte, não diminuem com o repouso e aumentam de intensidade com o passar das horas. Veja melhor como identificar o trabalho de parto.

No quadro a seguir estão resumidas as principais diferenças entre as contrações de treinamento e as verdadeiras:

Contrações de treinamento Contrações verdadeiras
Irregulares, surgindo em intervalos diferentes. Regulares, surgindo a cada 20, 10 ou 5 minutos, por exemplo.
Geralmente são fracas e não pioram com o tempo. Mais intensas e tendem a ser mais fortes com o tempo.
Melhoram ao movimentar o corpo. Não melhoram ao movimentar o corpo.
Causa apenas ligeiro desconforto no abdômen. São acompanhadas de dor forte a moderada.

Caso as contrações fiquem com intervalos regulares, aumentam de intensidade e causem dor moderada, é indicado ligar para a unidade onde o pré natal está sendo feito ou ir até a unidade indicada para o parto, principalmente se a mulher já tiver com mais de 34 semanas de gravidez.

Como saber que chegou a hora do parto?

O início do trabalho de parto é diferente para cada mulher.

Algumas sabem imediatamente quando está chegando a hora, outras podem confundir o estágio inicial do processo como sendo gases, azia, dor lombar ou indigestão.

Esta é uma das questões que mais preocupa a futura mamãe. Mas fique tranqüila porque há três sinais distintos que você deve conhecer para saber se já começou o trabalho de parto.

Contrações regulares

As contrações (percebidas por algumas mulheres como endurecimento da barriga) são sentidas no abdômen – na parte inferior – ou nas costas. Elas ocorrem porque o útero está se contraindo e relaxando ao mesmo tempo, ajudando a abrir o colo e empurrar o bebê para o canal de nascimento. Durante o estágio inicial do trabalho de parto, as contrações são sentidas como cólicas menstruais.

Quando o processo de nascimento começar verdadeiramente, as contrações se tornam regulares. Nos estágios iniciais, usualmente ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos e duram entre 30 e 45 segundos. Conforme o trabalho de parto avança, essas contrações ficam mais freqüentes e duram em torno de 60 segundos.

Na fase em que você sentir de duas a três contrações em 10 minutos e que duram por volta de 45 segundos ou mais, deve procurar o hospital e avisar seu médico.

As contrações se mantêm constantes, mesmo se você estiver deitada ou andando.

Se perceber contrações regulares e dolorosas antes da 37ª semana, procure imediatamente seu médico ou o hospital, pois poderá estar entrando em trabalho de parto prematuro.

Eliminação do tampão mucoso

Durante as últimas semanas de gravidez, o colo começa a ficar fino e dilatar em preparação para o parto, o que pode ocasionar a perda de um tampão mucoso. Quando isso ocorre, você notará a saída de uma substância mucosa pela vagina, com alguns filetes de sangue.

Este não é um sinal de trabalho de parto, e sim que está se aproximando. Na verdade, o trabalho de parto, às vezes, só começa vários dias depois desse sinal. Qualquer quantidade de sangue maior que os filetes acima descritos deve ser relatada a seu médico.

Perda de água pela vagina

A perda de água pela vagina indica a ruptura das membranas, ou “bolsa das águas”, que mantêm o líquido amniótico durante a gravidez.

Quando isso ocorre, você não sente dor, apenas a sensação de uma água morna escorrendo pelas pernas. Usualmente, a mulher sente a perda de meio litro de água, mas a quantidade vai depender de onde a bolsa rompeu. Em casos de rupturas altas, a perda de líquido pode ser pequena, apenas suficiente para umedecer a calcinha, sem escorrer.

Além disso, você poderá continuar perdendo líquido, conforme seu bebê continua a produzi-lo. Tenha em mente que isso é natural, uma parte saudável de seu trabalho de parto, e não machuca seu bebê. Sua bolsa de água pode se romper no começo ou só no final do trabalho de parto.

É importante que seu médico seja informado quando você suspeitar da perda de líquido (especialmente se a ruptura ocorrer antes do início do trabalho de parto).

Trabalho de parto falso

A maioria das gestantes sente contrações leves antes de realmente entrar em trabalho de parto. Tais contrações são chamadas de contrações de Braxton Hicks.

Pode ser difícil diferenciar essas contrações das verdadeiras, principalmente se acontecerem perto da data marcada. Se as contrações não estiverem dilatando o colo uterino, entretanto, isso é conhecido como trabalho de parto “falso”.

Enquanto as contrações verdadeiras se tornam mais demoradas, fortes e têm cada vez menos intervalo entre elas, as contrações falsas são normalmente:

Irregulares. As contrações de Braxton Hicks são esporádicas, não têm padrão previsível e geralmente param se você descansar ou trocar de posição.

Sentidas na barriga e na virilha. As contrações do trabalho de parto verdadeiro, por sua vez, normalmente “dão a volta” desde as costas até a barriga. Se as contrações de Braxton Hicks a fizerem se sentir desconfortável, tome um banho quente de imersão e bastante líquidos para controlá-las e aliviar o desconforto.

Quando ligar para o médico?

Alerte seu médico caso sinta um aumento na pressão pélvica, tiver sangramento vaginal ou secreção abundante, ou se notar uma diminuição acentuada no nível de atividade do bebê. O médico pode conversar sobre essas mudanças e decidir se há necessidade de realizar um exame.

E, claro, avise o médico quando as contrações regulares começarem. A sensação pode ser de que o útero está “dando um nó”.

As contrações podem não ser dolorosas no início, mas há um aumento gradual na intensidade, começando da parte superior do útero e irradiando-se pela barriga e parte inferior das costas.

O médico terá de saber que outros sintomas são sentidos, o intervalo das contrações, e se você consegue falar quando elas acontecem.

Uma vez que o trabalho de parto tenha realmente começado, quando você deve ir ao hospital? Cada situação é diferente da outra, mas, geralmente, é aconselhável que as gestantes devam ir para o hospital quando as contrações durarem 60 segundos ou mais, com cinco minutos de intervalo entre elas por pelo menos uma hora.

Parto pré-termo

Às vezes, as contrações fazem com que o colo uterino se dilate antes de 37 semanas de gestação. Isso é denominado parto pré-termo. Uma infecção vaginal ou uterina, ou vários outros problemas de saúde podem provocar o parto pré-termo. Por razões desconhecidas, algumas mulheres têm mais tendência a ter esse tipo de parto que outras.

Os sintomas do parto pré-termo são semelhantes aos do parto a termo.

Se notar alguns do sinais pré-trabalho de parto listados acima ou sentir contrações fortes e regulares antes de 37 semanas, ligue imediatamente para o médico.

Após examiná-la para verificar se o colo uterino está dilatando, ele pode recomendar que você evite relações sexuais, esforço e estresse, e que descanse o máximo possível para evitar novas contrações.

Em caso de algum desses sintomas ou dúvidas, procure o Atendimento Adulto 24 horas do Hospital Vila da Serra, com entrada pela Rua da Paisagem. Para melhor atendê-la, possuímos um plantão obstétrico 24 horas para você.

Contrações: entenda os tipos e saiba quando ir para a maternidade

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(Foto: Jgi/Jamie Grill/Getty Images)

Tudo começa com um enrijecimento no fundo da barriga, que progride para a pelve, em processo de abertura.

Muitas vezes, a sensação vem combinada com pontadas na vagina e dor irradiada para a lombar, os ossos do púbis e até a parte interna da coxa.

As contrações são respostas das mudanças no colo do útero, que se prepara para o nascimento do bebê, provocadas pelo estiramento do músculo e por estímulos hormonais.

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Essa série de movimentos corporais são as famosas (e temidas) contrações específicas do fim da gravidez, um anúncio de que o parto está realmente chegando.

Foram elas que fizeram com que a bancária Valquíria Dietrich, 35 anos, em março de 2016, com 38 semanas de gestação, distinguisse que as dores que a despertaram em uma certa manhã estavam bem diferentes das que tinha sentido ao longo da gravidez, e que o filho Arthur estava a caminho. “Eu vinha me preparando para esse momento e já havia tido contrações antes, mas não tão fortes como essas”, relembra. 

“A barriga endurecia e, após alguns segundos, voltava ao normal”, conta. Ela não teve dúvidas e correu para o hospital.

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Como não tinha dilatação, voltou para casa e precisou suportar as contrações, cada vez menos espaçadas, por mais um dia inteiro até que seu filho finalmente nascesse.

“Nos últimos dias da gestação, há a liberação de duas substâncias químicas que atuam como aceleradoras do parto: a prostaglandina, que dilata o colo do útero, e a ocitocina, que o contrai”, explica a ginecologista e obstetra Priscila Cury, da Maternidade Pro Matre Paulista (SP).

Apesar de esse ser o caso mais comum da contração (de quando o parto se aproxima), ela pode aparecer muito antes, ainda no segundo trimestre de gravidez.

O fenômeno, que começa a ensaiar o útero para o trabalho de parto e ajuda a posicionar o bebê de cabeça para baixo, é chamado contrações de treinamento ou de Braxton Hicks (em homenagem ao médico inglês John Braxton Hicks, que as descreveu pela primeira vez em 1972).

Essas também têm um perfil próprio: são relativamente curtas, com duração de 15 a 30 segundos. “Diferente das contrações de trabalho de parto, que são longas e ritmadas, as preparatórias são breves e descompassadas.

A mulher sente uma agora, outra dali meia hora, depois passa dias sem notar mais nada”, afirma a ginecologista e obstetra Luciana Cima, do Grupo Perinatal (RJ).

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Outra característica – e boa notícia –  é que o enrijecimento da barriga nesse caso não vem acompanhado de dor. Por causa disso, algumas gestantes, especialmente as de primeira viagem, só percebem o que está acontecendo ao apalpar a barriga.

Porém, quando surgem dores nessa época da gestação, é motivo de alerta. A auxiliar administrativa Najla Caroline Santos, 22, sentiu a primeira contração na 26ª semana de gravidez. “As sensações eram tão intensas que corri para o hospital achando que meu bebê ia nascer.

Tive um pouco de sangramento, o que me assustou bastante”, diz.

Com os exames, descobriu que o bebê estava bem, mas a gestação era de risco, já que o corpo dela produzia pouca progesterona, o que aumentava o perigo de aborto. A partir daí, todas as suas contrações eram muito intensas e tinham de ser acompanhadas por ultrassonografia.

Felizmente, Zion Gabriel nasceu saudável e acaba de completar seu primeiro ano de vida.

“As contrações preparatórias são normais e esperadas, mas, se a paciente nota que elas vêm com muita frequência e intensidade, se há dor envolvida, sangramento ou perda de líquido, deve relatar ao médico imediatamente”, orienta Luciana. 

Não se assuste também se, após a relação sexual, você sentir contrações. Isso acontece graças à liberação de ocitocina no corpo pelo orgasmo ou estimulação intensa dos seios. Se a gravidez não for de risco, a prática é normal e não há chance de desencadear o parto prematuro – e   não prejudica o bebê.

  Na gravidez do segundo filho, a professora de Educação Física, Viviane Viana, 35, mãe de Arthur, 7, e Clarisse, 4, sentia contrações todas as vezes que tinha relação com o marido, o que começou no quarto mês de gestação. “No início, ficava com muito medo, e cheguei a ir diversas vezes para o hospital. Mas meu médico pediu que eu ficasse tranquila.

E realmente não influenciou no nascimento da minha filha”, diz.

Para aliviar qualquer desconforto ao sentir esses movimentos corporais de “treinamento”,  mude de posição – procure deitar e relaxar, se estiver de pé; ou levantar e caminhar, se estiver sentada. Massagem na região da lombar e da pelve também são indicadas.

Aproveite esse ensaio para praticar os exercícios de respiração. Inspire devagar contando até três ou quatro e, quando soltar o ar,  faça novamente a contagem.

A repetição desse processo ajuda no relaxamento e vai preparando corpo e mente para lidarem com as contrações mais intensas que virão adiante.

(Foto: Jgi/Jamie Grill/Getty Images)

CHEGOU A HORA!

Uma vez identificada a contração (na dúvida, fale sempre com o seu médico), como saber quando ela marca, de fato, o início do trabalho de parto? Essa é talvez a principal dúvida das gestantes.

A resposta, no entanto, é tão simples quanto prestar atenção na fase inicial da movimentação. E aí entra uma conta simples. “O que mais importa é o ritmo.

Se a gestante tem cerca de três contrações de 40 segundos a um minuto a cada dez minutos, e esse ritmo se mantém por um período de duas horas, ela está entrando em trabalho de parto ativo”, explica o obstetra Paulo Nowak, da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp). Existem alguns aplicativos que fazem todo o trabalho para você e ainda guardam um histórico das suas contrações, como o Gravidez.Sprout e o Gravidez +.

Ainda assim, ao chegar no hospital, pode ser que você não tenha dilatação suficiente – como aconteceu com Valquíria, citada no começo desta reportagem – e tenha que conviver algum tempo com as contrações.

Felizmente, existem algumas técnicas usadas pelos especialistas que também minimizam as dores nessa reta final, que passam por medicação até terapias alternativas, como hidroterapia (banho com água morna na barriga e nas costas para relaxar a musculatura pélvica), musicoterapia (que ajuda tanto em técnicas de respiração como na concentração para diminuir a percepção da dor), livre caminhar durante o parto, hidratação, infusão de chás e até acupuntura. “O melhor remédio ainda é o conhecimento do próprio corpo. Só assim a gestante é capaz de identificar o método de alívio que mais funciona para ela”, defende a doula Samara Barth, professora do curso de gestantes Unimed e fundadora da Casa da Doula, em Itapetininga (SP).

O medo e a ansiedade geram tensão muscular e aumentam a dor, que também depende da sensibilidade de cada mulher. Por isso, o conforto físico e psicológico é fundamental. “Quanto mais segura a mulher se sentir, mais fluido será o parto”, diz. Portanto, respire (ainda mais!) fundo e foque no principal: logo todo esse incômodo será substituído pela alegria de estar com o seu filho no colo.

+ Estou grávida de 38 semanas e meu obstetra disse que se o bebê não nascer até a 40ª é o caso de pensar em uma cesárea. Mas já ouvi que os bebês nascem até a 42ª. Até quando é seguro esperar? Discuta com outras mães no FÓRUM CRESCER

CÓLICA OU CONTRAÇÃO?

Diferente da contração, que só acontece depois da 26ª semana, as cólicas podem acompanhar as gestantes ao longo de toda a gravidez e, nas fases mais iniciais, é possível que venham com um pouco de sangramento. Nessa fase, as conversas com o médico e a ultrassonografia transvaginal são valiosas para nortear a evolução da gravidez.

No primeiro trimestre de gravidez, a cólica é frequente. Isso acontece principalmente por causa da implantação do saco gestacional, que está invadindo a parede do útero. “Sempre que um órgão tenta colocar alguma coisa para fora, ele está dilatando e não contraindo.

A cólica nada mais é do que a dilatação em resposta ao crescimento do útero”, explica o obstetra Paulo Nowak, da Sogesp.

Vale lembrar que existe também uma lista de coisas que podem confundir você a respeito das contrações: distensão abdominal por gases, cólicas, retenção urinária, lesão pélvica e, no início da gestação, gravidez ectópica (que ocorre fora do útero e pode trazer dor abdominal e pélvica) e até mesmo a movimentação do bebê. “O endurecimento isolado da barriga ou a dor sem endurecimento não é contração. Além disso, ela sempre acontece no útero inteiro”, esclarece Nowak.

  • NO BALANÇO DAS HORAS
  • Abaixo, dicas que ajudam você a diferenciar as contrações durante a gravidez
  • Contrações de Braxton HicksCurta duração: de 15 a 30 segundosDescompassadas e ocorrem poucas vezes por dia
  • Geralmente são indolores
  • Contrações de trabalho de partoLonga duração: de 40 segundos a um minutoMantêm ritmo constante, que começa com cerca de três a cada dez minutos e vai aumentando a frequência conforme o parto se aproxima
  • Provocam desconforto e dor

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Como cronometrar as contrações do parto antes de ir para o hospital

Conforme os meses vão passando e o nascimento do bebê se aproxima, todas as atenções da mulher são voltadas ao seu corpo. Afinal, é ele quem comunicará os principais sinais do trabalho de parto, notificando que o pequeno está prontinho para chegar ao mundo.

Mas no meio de tanta ansiedade e apreensão, pode ser que no primeiro endurecimento da barriga a mãe queira ir correndo para o hospital – e acabe ficando por lá mais tempo que o necessário. Para que isto não aconteça, e para tranquilizar a gestante, conversamos com especialistas para saber a melhor forma de cronometrar as contrações e assim ter mais controle sobre a fase em que se encontra.

Quando começar a cronometrar?

A partir das 37 semanas, é comum que a mulher apresente contrações esporádicas e não dolorosas, como explica a ginecologista, obstetra e mastologista Dra. Thais Santarossa. “São as chamadas contrações de treinamento ou de Braxton Hicks, que preparam o colo do útero até entrar em trabalho de parto”, acrescenta.

Em seguida, a gestante caminha para a fase de latência, em que as contrações são sentidas como um desconforto ou permanecem assintomáticas e ainda não possuem tanta regularidade.

“Já na segunda fase, que chamamos de fase ativa, é quando temos a ritmicidade das contrações, cujo intervalo de tempo vai diminuindo e a intensidade aumentando”, esclarece o Dr.

Kleber Cassius Rodrigues, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo.

E é justamente neste segundo momento que vale ter o reloginho em mãos. “Recomendo que a mulher comece a cronometrar assim que perceber, independente do tempo entre as contrações, que elas estão ritmadas e provocando maior sensibilidade“, afirma o médico.

Ele exemplifica dizendo que se a gestante teve uma contração, depois de meia hora teve outra e, em seguida, passou-se entre vinte e trinta minutos e sentiu novamente, vale a pena prestar atenção na contagem.

Nesta hora, bloco de notas, cronômetro e até aplicativos do celular podem ser aliados para que os pais saibam quanto tempo se passou – dando o “start” assim que uma contração acaba e parando quando a próxima começar.

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Quanto tempo dura cada contração?

De acordo com a doutora, o início do trabalho de parto costuma ser marcado quando a mulher apresenta duas a três contrações em um intervalo de dez minutos. Como Dr. Kleber pontua, elas começam durando menos até que, mais próximo da hora de buscar atendimento médico, giram em torno de 45 segundos a um minuto.

Quando ir para o hospital?

Como tudo que envolve a gravidez, a resposta é variável e a orientação médica individual fala sempre mais alto. “Não há um momento que vale para todas. Indico que a mulher vá para o hospital se estiver muito incômodo ficar em casa com a dor, independente do tempo em que as contrações estão vindo“, diz o ginecologista.

No entanto, se a gestante estiver em um processo duradouro e de frequência crescente, pode ser o momento de buscar ajuda especializada. “Se estiver com contrações há cerca de duas a três horas, por exemplo, e a dor estiver ficando mais intensa e ritmada, vale a pena ir ao hospital para verificar como está o trabalho de parto, assim como a dilatação do colo do útero”, complementa Kleber.

Outro sinal que pede a visita ao hospital é a ruptura da bolsa amniótica, que se manifesta pela perda de líquido que escorre entre as pernas da grávida. Segundo o doutor, o aspecto do líquido dirá se a mulher deve se apressar ou pode ir tranquilamente.

“O líquido amniótico normal tende a adquirir um aspecto semelhante ao da água de coco, que não é totalmente transparente, mas sim um pouco translúcida. Agora, se o líquido sair esverdeado, indico que procure ajuda com certa urgência para avaliar o bem-estar do bebê”, explica ele.

Sinais de alerta

Além da coloração da substância, a própria reação da mulher pode sinalizar que há algo de errado.

Embora cada gestante tenha uma sensibilidade diferente, o obstetra comenta que não é comum que neste início do trabalho de parto a paciente apresente contrações extremamente dolorosas.

“Precisamos ficar atentos, pois pode haver alguma complicação, como um descolamento de placenta”, comenta.

Um sangramento excessivo – que não aquele sutil e comum de quando há a perda do tampão – também funciona como sinal de alerta para que a mulher procure imediatamente o hospital. Entenda como acontece a saída do tampão mucoso e veja outros sinais que indicam que o parto se aproxima.

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  • Gravidez – Parto
  • Parto e pós-parto
  • Parto Normal

Tipos de Contrações – Que contrações existem?

Em breve notará as primeiras contrações da gravidez. Estas são as contrações de Braxton Hicks, com as quais o útero se prepara para o parto bem antes da data marcada para o mesmo.

Do ponto de vista fisiológico, o útero é um músculo grande cuja atividade, ao contrário de outros músculos, você não pode controlar. Durante uma contração, esse músculo contrai-se automaticamente. Ainda falta aprofundar os estudos sobre o mecanismo através do qual as contrações se desencadeiam.

Os médicos e cientistas só conhecem alguns fatos sobre isso, ou seja, como a oxitocina, a hormona da sexualidade e das contrações é essencial para que estas funcionem. Quando as contrações são insuficientes e o trabalho de parto se bloqueia de forma permanente, a variante sintética da oxitocina, Syntocinon, pode ser administrada por via intravenosa.

Do ponto de vista médico, as contrações são divididas em contrações da gravidez e contrações do parto. Com exceção das verdadeiras contrações prematuras, que indicam parto prematuro ou um aborto, as contrações da gravidez são totalmente inofensivas para o bebé e para a continuidade da gravidez.

Contrações de Braxton Hicks: treino de longa duração para o parto

As primeiras contrações que sentirá são as contrações de Braxton Hicks, que deve o seu nome ao ginecologista britânico Braxton Hicks, quem as descobriu. Também são conhecidas por “falsas contrações de trabalho de parto”.

A maioria das mulheres sentem-nas pela primeira vez a meio da gravidez, entre a 20ª e a 25ª semana, mas algumas começam a notá-las antes. Os músculos do útero contraem-se por um período de tempo, entre meio minuto e um minuto. Enquanto a contração ocorre, a barriga fica muito dura. As contrações de Braxton Hicks:

  • Causam pouca dor.
  • São irregulares.
  • Abrandam lentamente.

As contrações de Braxton Hicks não influenciam no orifício uterino, pois este dilata-se com as verdadeiras contrações do parto. Regra geral, essas contrações não ocorrem mais de três vezes por hora e geralmente não se intensificam.

Contrações Prévias ao trabalho de parto: o seu corpo faz os últimos preparativos para o parto

Se este é o seu primeiro filho, por volta da 36ª semana de gravidez, provavelmente notará uma dor abdominal intensa, acompanhada de dor nas costas e na virilha. A sua barriga ficará muito dura, e o útero e o bebé pressionarão a bexiga com força.

Com essas sensações físicas, notará as contrações prévias ao parto, com as quais o seu corpo faz os últimos preparativos para o nascimento do bebé. Até o início do parto ainda pode demorar dias ou semanas. As mães experientes sabem disso e muitas vezes percebem essas contrações um pouco antes do que as “novatas” As contrações prévias típicas:

  • Não são muito dolorosas, tal como as Braxton Hicks.
  • Aparecem em intervalos irregulares.
  • Descem de intensidade paulatinamente e desaparecem.
  • Dores de encaixe do bebé: ele prepara-se para o parto

Muitas vezes, as contrações prévias ao trabalho de parto tornam-se em contrações de encaixe do bebé mais dolorosas. Nas mães principiantes, geralmente não aparecem antes da 36ª semana. Essas contrações empurram a cabeça do bebé até à pélvis, de modo a colocar a mesma na posição para o parto.

Se essas dores lhe incomodam bastante, um banho quente ajuda a aliviá-las. Além disso, são uma boa oportunidade para praticar as técnicas de respiração que já conhece do curso de preparação para o parto. Se não tiver a certeza se estas contrações estão a iniciar o trabalho de parto ou não, fale com a parteira ou com o médico.

As dores de encaixe do bebé aliviam a mãe em alguns aspetos durante a última fase de gravidez. Assim que a cabeça do bebé estiver na região inferior da pélvis, será menos difícil para si respirar e comer. No entanto, de agora em diante, notará intensamente a pressão da cabeça do bebé no pavimento pélvico quando se sentar.

Contrações Uterinas Prematuras: podem aparecer em qualquer fase da gravidez

Ao contrário das outras contrações da gravidez, as uterinas prematuras não são inofensivas, pois podem causar parto prematuro. Os possíveis sintomas são:

  • Mais de três contrações por hora antes da 36ª semana de gravidez.
  • Dores que se intensificam.
  • Contrações em intervalos cada vez mais curtos.
  • Contrações e corrimento vaginal aguado ou ensanguentado, ou com dor nas costas.

Se notar um ou mais destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. As contrações prematuras podem indicar que excedeu a sua saúde física ou mental e que deve relaxar até que a gravidez termine.

O descanso, a tranquilidade e o magnésio ajudam com estas contrações. Se isto não tiver efeito, provavelmente será internada no hospital. Os médicos farão tudo o que estiver ao seu alcance para manter a gravidez durante o máximo de tempo possível, inibindo as contrações, entre outros meios.

Contrações de Dilatação: o parto anuncia a sua chegada

O processo de trabalho de parto começa com as contrações de dilatação, com as quais o útero se contrai em intervalos regulares, cada vez mais curtos. No início, essas contrações assemelham-se a uma dor menstrual e a sua intensidade aumenta gradualmente. As contrações de dilatação abrem o orifício uterino, que estava fechado, até cerca de dez centímetros para o bebé poder nascer.

As contrações de dilatação:

  • Aparecem regularmente, no início em intervalos irregulares, depois a cada dez minutos ou mais e, finalmente, a cada dois minutos e meio ou até mais frequentemente.
  • Duram cerca de um minuto e meio cada uma.
  • Começam por ser leves, atingem um ponto máximo e enfraquecem gradualmente.

Não precisa de ir imediatamente ao hospital quando as primeiras contrações de dilatação aparecerem. De facto, muitas parteiras recomendam que as gestantes fiquem em casa o maior tempo possível para ganhar forças para o parto.

É hora de avisar a parteira ou ir ao hospital quando uma das contrações de dilatação durar entre um minuto e um minuto e meio, se não se sentir mais à vontade em casa ou se precisar de instruções para respirar, ou algum analgésico.

Independentemente da intensidade e duração das contrações terá que ir imediatamente para o hospital quando o saco amniótico rebentar.

Contrações de “Pressão”: o bebé quer sair

Quando começa a fase de expulsão já não será capaz de resistir ao desejo de empurrar. As contrações de “pressão” empurram o bebé para fora da vagina, que é o ponto mais estreito do canal de parto.

Uma vez que a cabeça tenha passado por este ponto, o resto do corpo geralmente escorrega sem problemas, com a ajuda de mais algumas contrações.

Poucos minutos depois, terá o seu filho nos seus braços pela primeira vez.

Contrações “Posteriores” (fim da gravidez): agora também se desprende a placenta

Com a ajuda de contrações posteriores, a placenta também se desprende. Em comparação com as verdadeiras contrações de trabalho de parto, estas são muito mais fracas e parecem uma dor menstrual intensa. Geralmente duram entre dez e 15 minutos.

Se amamenta o bebé, isso também causa contrações no útero, as quais param a hemorragia. A responsável por isso é a hormona da amamentação e da sexualidade, a oxitocina, cuja produção é fomentada através do reflexo de sucção do bebé ao mamar.

A oxitocina é importante para o aumento do leite e, ao mesmo tempo, promove a involução uterina. Desta forma, evita hemorragias posteriores e inflamações do útero, o que se conhece como endometrite. Devido aos efeitos da oxitocina, vários dias após o parto, ainda sentirá essas contrações pontualmente.

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