Como Pedir Dinheiro A Quem Nos Deve?

Contas, financiamento, IPTU, IPVA, seguro e várias outras despesas. São tantas que podemos ter no orçamento que, muitas vezes, fica difícil saber para onde o dinheiro vai, o que facilita a contração de dívidas. É nessas horas que surge a ideia de recorrer a recursos de terceiros e, com ela, a dúvida de como pedir ajuda financeira a um amigo ou parente.

Pedir é uma das tarefas mais complexas em uma relação, principalmente pelo fato de que muita gente sente que precisa fazer tudo com as “próprias mãos”. Mas, na verdade, as coisas não precisam ser assim tão complicadas, e esse processo pode ser menos árduo do que parece.

Trouxemos este material para você saber quando é necessário e como pedir ajuda financeira de forma simples e sem mal-entendidos. Também abordamos a importância de criar uma reserva de emergência a fim de evitar ter que recorrer a terceiros para equilibrar as finanças. Continue a leitura!

Quando é necessário pedir ajuda?

  • Antes de saber como pedir ajuda financeira a alguém, é preciso entender quando você deve recorrer a outras pessoas para ajudar a acertar as finanças.
  • Em linhas gerais, pedir ajuda financeira para amigos e familiares é uma alternativa a ser considerada quando não há recursos para pagar contas essenciais, ou quando há débitos em aberto em modalidades que cobram juros muito altos. Você precisa pedir ajuda quando:
  • • não tem recursos financeiros para pagar contas essenciais, como aluguel, condomínio e despesas de consumo;
  • • se vê envolvido em dívidas que cobram juros muito altos, como cheque especial e cartão de crédito;
  • • não tem acesso a outras formas de crédito e/ou está sem renda no momento.

Como pedir ajuda financeira?

Pedir ajuda financeira a familiares e amigos é uma alternativa para sair de situações difíceis e apresenta algumas vantagens, como não ter que arcar com juros (ou, certamente, pagar menos do que ao pedir dinheiro emprestado ao banco) e ter mais flexibilidade no pagamento.

No entanto, muitas pessoas têm dúvidas em relação à melhor abordagem nesse cenário delicado. Confira algumas dicas de como pedir ajuda financeira para terceiros.

Elimine o sentimento de culpa

Ao perceber que a melhor solução para eliminar as dívidas é pedir dinheiro emprestado, muitas pessoas desenvolvem de cara um sentimento de culpa ou de vergonha.

Conviver com esses sentimentos tão pesados pode atrapalhar outras áreas da sua vida, como relacionamentos e até produtividade no trabalho.

Portanto, o primeiro passo é reconhecer que as coisas saíram do controle, talvez por pouca organização financeira, e tomar providências para que isso não aconteça de novo. Elimine a sensação de culpa e a substitua pela coragem de colocar tudo no devido lugar.

Essa atitude também já ajuda nas etapas seguintes, uma vez que a pessoa para quem você vai pedir ajuda entende ser essa uma situação esporádica e que não vai se repetir todos os meses.

Defina a quantia necessária

Tão importante quando saber como pedir ajuda financeira é montar um orçamento e determinar a quantia de dinheiro de que precisa. Assim, você vai pedir apenas o necessário para cancelar as dívidas e reduzir as possibilidades de precisar de mais dinheiro.

É preciso que você seja honesto e realista, listando com prioridade as obrigações financeiras pendentes e identificando de forma objetiva as que precisam ser quitadas com mais urgência.

Saiba onde o dinheiro será aplicado

Tão importante quanto saber de quanto dinheiro você precisa para eliminar as dívidas é conhecer a fonte delas. Para isso, utilize a lista criada das suas despesas atrasadas e defina como você vai encerrá-las de vez.

Por exemplo, se você tem dívidas no cartão de crédito, nas quais os juros são extremamente altos e podem criar uma bola de neve de débitos, sua primeira ação com o dinheiro em mãos deve ser a de eliminar esse custo.

É interessante ter esse passo definido, pois muitas pessoas, ao receber os recursos financeiros, podem se perder e acabar gerando novas dívidas em vez de excluir as existentes.

Planeje a forma de pagamento

Para que você elimine o acúmulo de dívidas de uma vez por todas, é preciso planejar-se financeiramente. Caso contrário, essa situação pode se repetir no futuro. Portanto, você precisa ter um planejamento bastante claro de como vai devolver o dinheiro a quem lhe emprestou.

Mais uma vez, é preciso ser realista com a sua situação atual e definir uma maneira e quantia de pagamento que caibam no seu orçamento. Aproveite esse momento para identificar seus maiores gastos no mês e ver onde você pode economizar para arcar com esse novo compromisso.

Você pode combinar de realizar parcelas mensais ou de até devolver tudo de uma vez. Para essa última opção, considere utilizar uma renda extra, como venda de férias, FGTS, 13° salário ou comissão de vendas.

Também é interessante pensar em uma remuneração do empréstimo, que pode ser medida pelo rendimento da poupança ou pela inflação.

Formalize o pedido de ajuda

Para muitos, essa é a etapa mais complicada de todo o processo. Como pedir ajuda financeira pode ser algo delicado, a conversa com o parente ou amigo para esclarecer sua situação deve ser feita pessoalmente. Assim, você pode explicar sua necessidade “olho no olho”.

Ligações e e-mails são formas completamente impessoais de fazer isso. Logo, marque um café ou combine uma visita para formalizar seu pedido.

Explique para a pessoa por que você precisa de um empréstimo, quais dívidas serão quitadas com o dinheiro e qual é seu planejamento para devolver o valor, mas sem fazer com que ela sinta pena da sua situação.

Esse sentimento não serve para deixar a circunstância mais fácil — pelo contrário, apenas incomodará a ambos. Exponha seus pontos com honestidade e tente reduzir os dramas ao máximo.

Para que as duas partes fiquem mais tranquilas, certifique-se de elaborar um contrato especificando os dados pessoais, o valor emprestado e o prazo de pagamento. Assim, seu amigo ou familiar também ficará mais tranquilo em fazer o empréstimo.

Entenda caso a resposta seja negativa

É preciso estar com a mente aberta para a possibilidade de a pessoa não estar em condições ou não se sentir confortável em emprestar o dinheiro. Isso não quer dizer que ela tem algo contra você ou que mágoas foram geradas.

Todo mundo tem sua realidade, e pode ser que, nesse momento, seu amigo ou parente também esteja passando por imprevistos financeiros. Nesses casos, é preciso ter outro plano para conseguir o dinheiro, que pode ser consultar outra pessoa ou acabar optando por uma instituição financeira, caso exista essa possibilidade.

Já se a resposta do seu contato for positiva, a melhor forma de agradecer é realizando o pagamento dos valores, como vamos abordar a seguir.

Honre com seus compromissos

Uma das etapas essenciais depois de pedir o dinheiro para o amigo ou familiar é a de devolver o valor de fato. Lembre-se de que você também não pode ser o responsável pela desorganização financeira da vida da pessoa que lhe estendeu a mão em um momento difícil.

É por isso que o planejamento do pagamento é tão importante; afinal, você não vai querer comprometer sua relação de afeto com seu fiador.

Precisar de auxílio com recursos pode ser mais comum do que parece, e passar por essa tarefa não precisa ser tão complicado quanto se imagina.

O que fazer para conseguir criar uma reserva de emergência?

Pedir ajuda financeira é uma alternativa que deve ser considerada em um momento difícil. No entanto, para não ter que passar por essa situação delicada novamente, a melhor forma é prevenir-se para possíveis imprevistos financeiros na vida.

Para isso, criar uma reserva de emergência é ação inegociável. Esse fundo, como o próprio nome deixa claro, é a sua segurança caso tenha um gasto que não foi planejado, ou se veja em um cenário difícil, como a perda de uma renda. Veja algumas dicas para conseguir criar uma reserva de emergência.

Gaste menos

Criar sua reserva de emergência só é possível ao encarar essa missão como uma prioridade financeira. Nesse sentido, é importante rever seus gastos domésticos. Assim, você consegue direcionar parte da renda para compor esse fundo reservado a despesas que não previstas.

Comece sempre pelos gastos não tão necessários, como serviços pouco utilizados e supérfluos. Depois, analise outras áreas do seu orçamento e veja em que categorias é possível reduzir despesas a fim de ter recursos suficientes para montar a reserva.

Você pode começar com depósitos menores e, depois, aumentá-los conforme suas possibilidades. O ideal é que a reserva de emergência tenha valor referente a cerca de seis meses de despesas mensais da casa ou a seis meses de renda.

Estabeleça metas

Depois de analisar o orçamento para avaliar em que categorias é possível cortar despesas, o próximo passo para criar uma reserva de emergência é estabelecer metas de gastos. Dessa forma, você acompanha como estão suas despesas mensais e consegue colocar o pé no freio caso identifique que extrapolou em determinada área.

É importante, ainda, estabelecer metas de depósito para compor seu fundo de emergência. O ideal é reservar 15% da sua renda líquida até ter a reserva composta. Se não for possível, mesmo um valor mais baixo já ajuda. Só é importante manter a constância dos depósitos para construir uma reserva sólida.

Tenha um planejamento financeiro

Planejar as finanças é passo importante para manter o controle da sua vida financeira.

Isso é indispensável não só para pagar dívidas como para criar a reserva que protegerá sua família em caso de imprevistos, sem ter que recorrer a empréstimos, seja de amigos ou de familiares, seja de instituições financeiras. Assim, mesmo que você saiba bem como pedir ajuda financeira, não vai precisar dela!

O ideal é criar um planejamento financeiro composto por objetivos e metas de curto, médio e longo prazo. Ao ter isso definido, economizar fica mais fácil, pois você saberá exatamente para onde seu dinheiro está indo.

Outra dica é incluir seguros no seu planejamento financeiro. Com um seguro de vida, por exemplo, você garante a cobertura em casos de imprevistos como acidentes, doenças e até cirurgias, evitando ter que mexer na sua reserva nesses casos.

Leia também:  Como Saber De Quem É Este Numero?

Envolva toda a família

Como Pedir Dinheiro A Quem Nos Deve?

Construir uma reserva de emergência é uma missão possível, mas que exige dedicação e, principalmente, o envolvimento de toda a família. O primeiro passo nesse sentido é explicar aos moradores da casa a importância de contar com um fundo de emergência.

Em seguida, defina como cada um pode ajudar a construir essa reserva, seja economizando, seja contribuindo com uma renda extra, por exemplo. É essencial não pular essa etapa de conscientização. Afinal, apenas com educação financeira é possível ter uma relação melhor com o dinheiro e, até mesmo, tornar-se um investidor no futuro.

Escolha a aplicação com sabedoria

Outro passo importante em relação à criação da reserva de emergência é decidir onde o dinheiro ficará guardado. O ideal é escolher uma aplicação que ofereça liquidez; afinal, você poderá precisar do dinheiro a qualquer momento.

Além disso, garanta que o produto em que aplicará a quantia é seguro e com menor risco de perdas.

Acompanhe sua reserva

Quando finalmente conseguir ter uma reserva financeira equivalente a seis meses de despesas mensais ou seis meses de renda líquida, você já deu um passo importante rumo à segurança das suas finanças. No entanto, é importante não parar por aqui.

Você deve acompanhar de perto a sua reserva. Na prática, isso quer dizer que, se retirar parte do valor do fundo, é importante repor a quantia o mais rapidamente possível.

Por mais que rentabilidade não seja prioridade no caso do fundo para imprevistos, você pode checar esse ponto mês após mês. Avalie se vale a pena manter sua reserva na aplicação atual, ou se vale mudar para outra que ofereça melhores condições.

Torne-se um investidor

Criar uma reserva de emergência é a primeira etapa para garantir a segurança financeira. Depois de concluir essa missão com sucesso, é hora de dar um passo além e buscar investir seus recursos financeiros para outras conquistas, como uma aposentadoria tranquila ou dar a entrada na casa própria.

A partir do momento que você passa a ter uma relação saudável com o dinheiro, tornar-se um investidor fica muito mais fácil. Afinal, você consome de forma consciente e passa a usar seus recursos financeiros em objetivos que são realmente importantes para você.

  1. Agora que sabe em que momentos e como pedir ajuda financeira a alguém nesse momento delicado, já pode se preparar para fazer isso com tranquilidade e, mais importante, planejar-se para que esse seja um evento único na sua vida.
  2. Nesse sentido, não se esqueça da importância de construir uma reserva de emergência e, assim, ter recursos financeiros suficientes para lidar com os imprevistos.
  3. Como Pedir Dinheiro A Quem Nos Deve?

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Como cobrar uma dívida de alguém que está lhe devendo? | André Bona – Finanças e Investimentos

Cobrar uma dívida é sempre uma tarefa incômoda. Não importa se você é tímido ou mais aberto ao diálogo, muitas vezes nos vemos em situações que não sabemos como reagir por medo de sermos mal interpretados. E os momentos em que precisamos pedir para que paguem o que nos devem é um desses.

Essa situação, no entanto, pode acabar acontecendo com todo mundo. Se você é  alguém que simplesmente emprestou dinheiro para outra pessoa, saber como lidar com esse imprevisto sem criar mal estar entre as partes é essencial.

Quer saber como cobrar dívidas de maneira eficaz? Então acompanhe o texto e siga as dicas!.

O que NÃO fazer na hora de cobrar uma dívida

Antes de entrar propriamente nas dicas para se cobrar uma dívida, é importante saber o que não se deve fazer. Ás vezes, queremos tanto que a pessoa nos pague que podemos ter atitudes que podem deixar a pessoa mais desconfortável ainda.

Se isso ocorrer, no final, essa pessoa poderá não querer quitar o débito existente com você. Para evitar esta situação, confira a seguir algumas ações que devem ser evitadas nesses momentos.

1. Não ameace a pessoa

Ameaçar, fazer algum tipo de chantagem ou falar que vai processar (seja um cliente inadimplente ou um devedor pessoa física) pode piorar as coisas. Há pessoas que demoram para pagar o que precisam e, infelizmente, têm aqueles que tentam dar o famoso “calote”.

Por mais que seja estressante (e ficar com raiva seja normal), tenha cuidado com as palavras. Afinal, dependendo do que for dito, a pessoa poderá não querer saldar a dívida por ter criado essa desarmonia ou pode simplesmente “sumir”.

Ou seja, dificultará o contato entre vocês e os meios para encontrá-la, seja por raiva ou até por medo. Além disso, lembre-se que ameaçar alguém é um crime.

2. Não invente juros ou taxas que não existem

Há quem comece a defender que, se a dívida não for quitada até uma determinada data, passará a cobrar juros e taxas que antes não foram acordadas entre as partes. Isso é bastante comum em empresas, por exemplo.

Começar a insistir criando essas “desculpas” podem tornar a relação mais desarmônica. Lembre-se que ninguém gosta de ser pego de surpresa ouvindo que deve pagar um valor maior por não cumprir com a obrigação no prazo, se não ajustado dessa forma, não é?

O ideal é ser o mais honesto possível e entender que, com determinados devedores, essa tática poderá atrapalhar e atrasar ainda mais o pagamento. Se a pessoa já apresenta resistência na hora de pagar o que deve, imagina quando esse valor sofrer um aumento por causa de taxas que antes não existiam?

3. Não cobre a dívida em horários absurdos

Cuide para não parecer estar desesperado pelo dinheiro. Mesmo que você precise muito do pagamento, em hipótese alguma cobre-o em momentos inapropriados. Ou seja, evite ligar tarde da noite ou mandar mensagens nos finais de semana, principalmente entre sábado a tarde e no domingo.

A pessoa certamente se estressará e isso poderá desgastar a relação.  Além disso, você corre o risco de ser ignorado ou bloqueado e todo seu esforço terá sido em vão.

4. Cuide da linguagem

Redobre sua atenção neste item. Mantenha a postura e evite fazer movimentos que demonstrem nervosismo. Afinal, a linguagem corporal pode entregar o que a pessoa sente em várias situações.

Mostre que você é uma pessoa controlada e que tem total domínio da situação. Mostre-se amigável, principalmente dando sorrisos enquanto fala e dispondo-se a ouvir o que o outro tem a dizer. Seja interessado e calmo.

O que falamos pode definir se a dívida será paga tranquilamente ou apresentando resistência. Por isso, cuidar do tom de voz e saber bem as palavras que devem ser utilizadas é essencial para que não haja o risco de pôr tudo a perder.

5. Não difame o devedor

Um grande erro que muitos cometem é dizer aos outros que determinada pessoa não cumpre com sua palavra e não paga suas dívidas. Muitos podem acabar dizendo isso sem perceber, seja por causa da raiva do desgaste causado por causa do atraso.

Se uma informação dessas chegar aos ouvidos do devedor, ele poderá se sentir ofendido. Como consequência, poderá discutir com você ou até mesmo processá-lo, causando maiores transtornos.

O que você DEVE fazer na hora de cobrar uma dívida

Agora que você viu as cinco atitudes que você não pode ter quando quiser cobrar algum débito, veja o que você pode fazer para resolver essa situação de maneira eficaz.

1. Converse com o devedor de forma amigável

Seja sempre prestativo e amigável com o devedor, seja ele um amigo, familiar ou cliente. Converse com ele de forma harmoniosa e trate-o como um verdadeiro amigo.

Assim, quando for cobrar a dívida, poderá discutir sobre o tema sem medo, pois ele se mostrará à disposição.

Tente entender qual o motivo para a demora ou recusa em pagar os débitos. Assim vocês poderão entrar em um consenso e encontrar uma solução benéfica para ambos os lados.

Se você tem uma empresa, melhore seu relacionamento com seus clientes lendo esses artigos:

2. Negocie

Pessoas atrasam seus pagamentos por diversos motivos: falta de dinheiro, desorganização ou simplesmente porque pensam que tudo pode ser pago no momento que elas desejam.

Claro que há os que não querem pagar, mas esses geralmente demonstram sua falta de compromisso logo no início, seja se recusando a conversar, não atendendo ligações e respondendo mensagens.

Em ambos os casos o mais correto a fazer é se mostrar aberto a negociações. Deixe claro que pode haver sinceridade e que você é uma pessoa flexível.

3. Lembre-o do compromisso feito com você

Você pode lembrá-los do pagamento devido enviando mensagens educadas e curtas para somente deixá-los cientes que eles possuem débitos pendentes com você. E que devem ser quitados.

Por isso, não tenha medo de enviar e-mails, ligar ou mandar mensagens de texto no celular em momentos oportunos e em horários adequados, como nos dias de semana dentro do horário comercial.

4. Mostre-se à disposição para aceitar a dívida em outras formas de pagamento

Tenha flexibilidade e aceite pagamentos em outras formas, seja cheque, cartão, depósito, boleto ou transferências bancárias. Se conseguir parcelar o valor da dívida por algum desses meios, as chances de receber logo a pendência pode ser maior.

Não consegui cobrar a dívida, o que fazer?

Se mesmo seguindo as dicas dadas acima você ainda não conseguir receber o pagamento do que lhe é devido, você poderá recorrer a duas alternativas. Veja-as a seguir.

Empresa de Cobrança

Empresas de cobrança podem ser a solução para aqueles que não conseguiram ter seus pagamentos efetuados. Será cobrado uma taxa pelo serviço, mas a empresa ficará responsável de cobrar a dívida do devedor, seja no valor que você deseja ou fazendo um acordo para receber parte do valor da dívida.

O trabalho é feito inteiramente por essas empresas. E, normalmente, são outras empresas que acionam este serviço para receber valores atrasados.

Advogado

Outro caminho para cobrança de débitos é a via judicial. Contratar um advogado para entrar com uma ação para que você receba o que lhe é devido, no entanto, pode ser a última coisa que uma pessoa deseja fazer.

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Isto porque, além de correr o risco de o processo demorar, há os custos com honorários e despesas com a Justiça. Porém, pode ser a melhor opção em muitos casos.

Conclusão

Cobrar dívida é um trabalho que ninguém gosta de realizar. Antes de entrar em contato com o devedor, deve-se estar atento para não tomar atitudes que prejudiquem mais ainda a situação. As dicas mencionadas neste post podem tornar essa tarefa mais eficaz e sem muitos obstáculos.

Em últimos casos, pode-se contar com a ajuda de advogados e empresas de cobrança. Se você precisa cobrar débitos que um cliente tem com você, por exemplo, não deixe de utilizar as dicas e consiga seu dinheiro da forma mais amigável e harmônica possível!

Se o seu problema é com pessoa física, no entanto, procure manter ainda mais a calma e busque por alternativas amigáveis para solucionar este problema. Quem sabe uma boa conversa não resolva a situação? Pense nisso!

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Como fazer seu dinheiro trabalhar para você?

Aprender a investir melhor seu dinheiro e tomar boas decisões de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal, é a única maneira de fazer seu dinheiro trabalhar para você e de conquistar todos os seus objetivos financeiros.

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5 dicas para cobrar amigos que devem e não pagam sem climão

São Paulo – Emprestou dinheiro para um amigo e está sem jeito de cobrar? É difícil mesmo saber se comportar quando as relações pessoais e financeiras se misturam.

“Pensamos que somos racionais quando tomamos decisões financeiras, mas na verdade nos baseamos em emoções. As pesquisas mostram que sentimos mais prazer ao ajudar alguém do que ao receber dinheiro”, explica o pesquisador em economia comportamental Renato Azevedo, professor do MBA Fipecafi e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Para ajudar você a sair dessa saia justa, EXAME.com ouviu especialistas para dar dicas de como cobrar sem perder o amigo. Tenha em mente que não é feio cobrar, mas há jeito certo para não criar climão. A seguir, confira cinco conselhos para sair dessa situação chata e ter seu dinheiro de volta sem culpa:

1 – Estabeleça um prazo

Tudo que é combinado antes evita amolações depois. Ao emprestar dinheiro para qualquer pessoa, o ideal é estabelecer um prazo para ter a grana de volta e, se quiser, a porcentagem de juros a receber. Se você fez isso, cobrar fica bem simples.

“Tudo o que é combinado gera menos sofrimento”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística, Gilberto Cury.

Se você não combinou o prazo de pagamento com antecedência, negocie uma data com o amigo devedor para que ele possa se organizar. Se necessário, o pagamento pode ser feito em parcelas, desde que seja de comum acordo.

2 – Sinta-se à vontade para cobrar

Ter dificuldade para cobrar o amigo pode ser sinal de que sua autoestima não vai bem. “Cobrar nunca é fácil, mas tende a ser mais difícil se você, inconscientemente, pensa que, se cobrar, o amigo não vai mais gostar de você”, explica Cury.

Quanto mais intimidade você tem com um amigo, mais à vontade pode ficar para exigir o pagamento. Mas, não importa o nível de intimidade que você tenha com o devedor, cobrar não é errado.

“Não se envergonhe de cobrar. Assim como o amigo não se constrangeu ao pedir, você também não pode se constranger ao  cobrar o dinheiro de volta”, orienta a coach financeira Vivian Sant’Anna, habilitada pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBCoaching).

3 – Não deixe passar muito tempo

Se o empréstimo foi de baixo valor, para pagar um almoço ou dividir um presente, por exemplo, quanto antes você cobrar, melhor. O tempo torna a cobrança ainda mais constrangedora. Não é feio mandar uma mensagem com uma foto da nota fiscal ou os dados da sua conta bancária.

4 – Cobre com sinceridade e empatia

Para que a cobrança não seja mal-educada ou antipática, converse de maneira educada e seja sincero ao explicar por que o dinheiro faz diferença no seu orçamento. Comunique o que você quer com clareza, sem rodeios.

“É importante ser direto, honesto e criar empatia ao elencar os motivos pelos quais você precisa do dinheiro. Mostre o que você está deixando de fazer”, orienta Azevedo. Diga que se coloca no lugar do outro e que sabe que a situação financeira está difícil para todos, inclusive para você.

Dinheiro emprestado

Quem nunca se desesperou com os boletos chegando e a conta bancária diminuindo? Isso não acontece apenas com os custos recorrentes, mas também quando se passa por uma situação emergencial e inesperada. Nesses momentos, conseguir dinheiro emprestado pode ser necessário para evitar se endividar e ficar com o nome negativado. 

Se alguém da sua família estiver com problemas de saúde, se seu carro quebrar, se você for demitido repentinamente e não tiver uma reserva de emergência para ajudar neste momento de turbulência financeira, pegar dinheiro emprestado pode realmente se tornar imprescindível. 

A boa notícia é que é possível ter acesso à essa quantia necessária de forma segura. Mas, para evitar que a dívida se torne uma bola de neve, você deve escolher um recurso que consiga pagar depois e tomar alguns cuidados na hora de pegar dinheiro emprestado.

Quando pedir dinheiro emprestado?

Esse tipo de recurso pode ajudar em inúmeras situações. Mas, existem alguns casos específicos em que o dinheiro emprestado pode ser a única solução rápida. Confira:

  • Emergências: muitas vezes, as pessoas entram no limite pré-aprovado do cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito para conseguir arcar com os custos de uma emergência. Porém, essas são opções bastante caras. Os juros são altíssimos e sai mais barato você pesquisar outras linhas de empréstimo que caibam no seu bolso.
  • Quitar dívidas: apesar do dinheiro emprestado representar um novo débito, você pode optar por uma linha mais barata que as taxas pagas em outras dívidas. Além disso, é uma chance de concentrar valores diferentes em um só, lidar com apenas uma taxa de juros e uma instituição.
  • Sonhos e projetos pessoais: se você não aguenta mais adiar seus planos por falta de capital, essa pode ser uma boa oportunidade de tirá-los do papel. Pode ser a chance de fazer aquela viagem dos sonhos, pagar um curso caro, reformar sua casa e até abrir um negócio.

Leia também: Como abrir um negócio: passo a passo para realizar o seu projeto

Onde buscar empréstimo de dinheiro 

É possível ter acesso a dinheiro emprestado em inúmeras instituições. Hoje em dia não apenas bancos e financeiras oferecem o recurso.

Novas empresas têm surgido e inovado bastante o mercado para facilitar o acesso dos brasileiros ao crédito.

Esse é justamente o objetivo das fintechs de empréstimo, empresas especializadas em finanças, que usam a tecnologia para melhorar a sua experiência. Boa parte do processo de contratação pode ser realizado online, economizando tempo e dinheiro.

Além delas, cooperativas também concedem crédito para quem precisa de dinheiro emprestado. Estas estão conveniadas com empresas e, no caso de profissionais liberais, com órgãos de classe e sindicatos.

Ainda para descobrir como pegar dinheiro emprestado, é possível pode recorrer a buscadores de crédito, como o eCred, que comparam empréstimos e empresas. Dessa forma, tem acesso às taxas, prazos e valores oferecidos por cada uma.

Ou ainda, fazer uma simulação de empréstimo agora mesmo e comparar taxas de juros das principais modalidades de empréstimo. 

Como conseguir dinheiro emprestado? 6 formas seguras

Existem alguns caminhos possíveis para obter o dinheiro emprestado sem correr riscos ou pagar juros altíssimos. É fundamental comparar as taxas e as condições de pagamento em geral para evitar pagar parcelas caras, com juros abusivos. 

Muitas vezes, uma modalidade parece atrativa pela facilidade com que você consegue o dinheiro, mas você acaba contraindo uma dívida com prestações exorbitantes.

Confira, abaixo, seis possibilidades para conseguir dinheiro emprestado:

1. Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é voltado para funcionários públicos e de empresa privada, assim como para beneficiários do INSS. Nesse tipo de empréstimo de dinheiro, valor da parcela mensal é descontado diretamente da folha de pagamento.

Essa modalidade de crédito possui taxas baixas, pois utiliza o rendimento salarial como garantia da operação. Por isso, a instituição entende que o risco de inadimplência é menor e oferece melhores condições de pagamento.

2. Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal é destinado apenas à Pessoa Física e costuma ser usado para solicitar valores pequenos, para ser pago em poucos meses. 

O processo para conseguir o dinheiro emprestado costuma ser rápido por não envolver muitos trâmites e exigências. Se for aprovado, o valor é liberado na conta corrente em poucos dias.

No entanto, essa modalidade de crédito possui um dos juros mais caros do mercado. Por isso, embora seja rápido de conseguir, o preço final do empréstimo pode não ser vantajoso. O ideal, então, caso você opte por fazer um empréstimo de dinheiro nessa modalidade, é saldar a dívida o mais rápido possível.

3. Empréstimo com garantia

O empréstimo com garantia oferece condições de pagamento fora da média do mercado. Os juros são mais baixos e os prazos são mais longos. Isso ocorre por que ao colocar um bem como garantia de quitação de um empréstimo de dinheiro o risco da inadimplência diminui. Assim, as taxas de juros dessa modalidade estão entre as mais vantajosas do mercado. 

Para ter acesso, o pagamento deve ser assegurado para a instituição por meio de uma garantia, um imóvel, um carro ou até mesmo o salário. O bem próprio fica em alienação fiduciária. Ou seja, atrelada à instituição como garantia de pagamento do contrato de empréstimo de dinheiro. Mas o proprietário do bem pode continuar usando-o como quiser.

Nessa situação, a empresa tem mais segurança de que será paga e, portanto, consegue oferecer as menores taxas e prazos extensos. Além disso, você tem acesso a elevadas quantias. Mas, esse valor varia de acordo com o valor do imóvel ou veículo e do quanto sua renda já está comprometida com dívidas. 

É indicado justamente para quem precisa de dinheiro emprestado, seja para trocar dívidas caras por uma mais barata, ou realizar grande sonhos, como reformar a casa, estudar e até mesmo viajar.  

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4. Antecipação do 13º

Nessa situação, você recebe imediatamente o décimo terceiro salário dos bancos, mas são cobrados juros por isso. Ou seja, funciona como um empréstimo.

Porém, a quantia vai variar de acordo com as regras de cada banco – geralmente o limite gira em torno de 80% do total. É muito útil se você precisa pagar um bem à vista, por exemplo, e se as taxas cobradas forem menores do que as do parcelamento.

Sem contar que a antecipação pode resolver situações inesperadas e para as quais você não tem dinheiro.

Mas, lembre-se de que no fim do ano você não terá essa quantia para gastar. E, atenção, mesmo que o 13º não seja pago até a data prevista no contrato, o banco desconto o valor dentro do prazo. Por isso, planeje-se e organize as finanças para conseguir viver sem essa parcela nos meses seguintes e, principalmente, se a empresa onde trabalha não depositar em dia.

5. Antecipação do Imposto de Renda

Você também pode solicitar um adiantamento da restituição do IR. Para isso, existe um tipo de empréstimo no banco, que costuma ter taxas baixas. Muitos solicitam com a finalidade de trocar uma dívida com juros altos por uma mais barata. Por exemplo, é uma chance de conseguir dinheiro emprestado para se livrar do cheque especial e do rotativo do cartão.

No entanto, na maioria das vezes, o valor é debitado automaticamente pelo banco quando a restituição entra na sua conta corrente. Então, se você não tiver saldo suficiente em conta, isso pode gerar uma nova dívida e atrapalhar ainda mais suas finanças.

Se o contribuinte corrigir a declaração, o total do imposto também é modificado. Mas, a instituição considera o valor do momento da contratação do crédito. Portanto, se depois a restituição for menor, você deverá arcar com os custos adicionais.  

6. Amigos ou família

Pode ser mais complicado pedir dinheiro emprestado a pessoas próximas de você do que em uma instituição financeira. Muitas vezes, torna-se uma situação constrangedora tanto para quem solicita quanto para que empresta.

Fica mais difícil cobrar outra pessoa se você tem intimidade com ela e não tem um documento formalizando a transação. Para evitar constrangimentos, calotes e fim de amizade, o ideal é formalizar tudo em um contrato, por mais que vocês já se conheçam. Você ainda pode solicitar uma garantia de pagamento, como um cheque ou nota promissória.

Dessa forma, as duas partes ficam seguras. Afinal, ninguém quer perder o relacionamento que tem, não é? Sem contar que, se o dinheiro for também de outros membros da sua família, é importante consultá-los antes de emprestar.

Cuidados na hora de pegar dinheiro emprestado

Quando as contas não fecham e o desespero surge a chance de fazer um mal negócio é imensa. Portanto, confira algumas dicas para pegar dinheiro emprestado com segurança, sem cair em armadilhas.

1. Procure uma instituição de confiança

Antigamente, quem precisava de empréstimo de dinheiro recorria ou aos bancos tradicionais ou a agiotas, pessoas físicas que emprestam dinheiro e cobram juros altíssimos pela operação. Onde conseguir dinheiro emprestado era, portanto, uma questão não muito simples de se resolver, já que os produtos bancários também repassam grandes custos para o cliente. 

Hoje, como explicamos anteriormente, existe uma variedade de modalidades de crédito e de empresas que oferecem empréstimo de dinheiro de forma mais vantajosa. Mas há outro grande perigo na hora de pegar dinheiro emprestado: as fraudes. 

Por isso, é muito importante procurar por instituições confiáveis, regulamentadas pelo Banco Central. E seguir algumas dicas de segurança, como consultar sobre a reputação da empresa em órgãos públicos, como o Procon, e em sites de reclamação, como o Reclame Aqui, e nunca fazer pagamentos antecipados.

2. Atenção ao contrato de empréstimo de dinheiro

Depois que você pesquisou e escolheu a instituição com a qual irá pegar dinheiro emprestado, é muito importante ler com atenção o contrato de empréstimo de dinheiro. Cuidado com as “letrinhas pequenas”, confira o Custo Efetivo Total da operação, e muita atenção com as taxas aplicadas no seu empréstimo,  para não sofrer com  juros abusivos e acabar ficando mais endividado. 

3. Calcule parcelas que caibam no seu bolso

Muitas vezes, na urgência de conseguir dinheiro emprestado, as pessoas aceitam a primeira proposta que recebem. Pesquise muito antes de fechar seu contrato e faça um cálculo minucioso da sua vida financeira, para descobrir quanto de sua renda é possível comprometer mensalmente para o pagamento do empréstimo.

Os especialistas recomendam não comprometer mais do que 30% dos seus rendimentos com prestações. Assim, é possível evitar ficar endividado e retornar ao equilíbrio financeiro o mais rápido possível. 

4. Planejamento financeiro

Embora o dinheiro emprestado possa te ajudar em várias situações, o ideal é pegar apenas a quantia necessária para a emergência, e então quitar rapidamente o empréstimo. Não adianta resolver seu problema financeiro só este mês e, no próximo, acumular uma dívida enorme que vai continuar apertando seu orçamento. 

Para isso, planejamento e organização são essenciais. Aproveite este momento para começar a  utilizar uma planilha de gastos, na qual é possível listar todas as suas despesas e descobrir onde está ocorrendo o desequilíbrio. 

Não é necessário ter medo de pegar dinheiro emprestado, o empréstimo saudável é muito positivo para restabelecer o equilíbrio financeiro. Mas é importante reorganizar as contas e cuidar atentamente de todos os custos, assim você terá mais tranquilidade para seguir com projetos e sonhos. 

Agora que você já tirou suas dúvidas sobre dinheiro emprestado, não deixe de compartilhar suas experiências nos comentários. E continue acompanhando os conteúdos sobre finanças e economia do Portal Exponencial.

Cinco passos para cobrar na boa aquele amigo que está devendo dinheiro

Seu amigo pediu dinheiro emprestado, você não conseguiu falar “não” e agora falta coragem para cobrar a dívida? A situação é delicada, mas ser sincero e oferecer alternativas de pagamento podem ajudar a pedir o dinheiro de volta sem perder o amigo.

O UOL conversou com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, e Flávia Ávila, coordenadora do ensino a distância de MBA em Economia Comportamental da ESPM. Veja dicas de como agir nesses casos.

1) Não tenha vergonha de cobrá-lo

Imagem: iStock Apesar de ser uma situação constrangedora, quem emprestou o dinheiro tem direito de cobrar a dívida, mesmo sendo um amigo, afirma Flávia Ávila. “Se ele teve coragem de pedir dinheiro emprestado, ele também precisa estar disposto a ser cobrado naquele valor”, afirma.

2) Seja sincero sobre a situação

Imagem: Getty Images Para Marcela Kawauti, é preciso ser sincero ao conversar com o amigo. “O melhor jeito é tentar explicar com respeito, argumentos, e dizendo que a situação também é difícil para você. Comece dizendo que você o ajudou naquele momento, mas agora precisa que ele também cumpra a parte dele.” Se estiver faltando dinheiro para fechar as contas do mês, quem emprestou pode explicar que precisa dos valores de volta para não ficar no vermelho. Imagem: Getty Images Flávia Ávila afirma que, desde o início, é preciso combinar como e quando o dinheiro vai ser devolvido. “Nem sempre a gente toma decisões de forma racional. Mas, desde o início, a pessoa tem que colocar as expectativas daquele empréstimo. Já deixe marcado quando a pessoa precisa pagar e quanto”, diz a especialista. Se você já emprestou o dinheiro e não marcou uma data, combine um prazo a partir de agora.

4) Não deixe o tempo passar

Imagem: Getty Images/iStockphoto Segundo Flávia Ávila, o melhor é não demorar muito para cobrar a dívida, para que ela não caia no esquecimento. “Quanto mais perto da data do empréstimo, mais fácil será de a pessoa pensar na situação. O ideal é não deixar passar muito tempo para que seu amigo não se esqueça”, diz a especialista. Marcela Kawauti concorda. “Quando mais deixar passar, pior é. O melhor é cobrar logo.”

5) Ofereça opções para o pagamento

Imagem: iStock Dependendo do valor da dívida, quem não quiser fazer a cobrança de forma direta pode até oferecer formas alternativas para o pagamento, como um almoço, jantar ou uma viagem por conta do amigo, afirma Flávia Ávila. “Mas tudo precisa ser combinado antes. Você pode falar que está com vontade de sair para jantar e perguntar se ele pode pagar a refeição em vez de devolver o dinheiro.”

Melhor é não emprestar

Imagem: Foto: Marcos Santos / USP Imagens Para Marcela Kawauti, o ideal é aprender a dizer “não” e evitar emprestar dinheiro para não passar pelo constrangimento de ter que cobrar o amigo.

“Se está pedido dinheiro é porque a pessoa já está com a situação financeira apertada. Por isso, o melhor é não emprestar”, diz. 

Se não conseguir dizer 'não', Marcela afirma que é melhor dar a quantia que o amigo pediu em dinheiro e não emprestar seu cartão de crédito, por exemplo. “Se você empresta R$ 100, ele só pode gastar R$ 100. No cartão, ele pode comprar mais e sair do controle. Se não tiver jeito, empreste um valor menor, que não fará falta.”

Emprestar o nome também não é recomendado, diz a especialista.

Nome é igual escova de dente: você não empresta. Em muitos casos, você empresta o nome para não deixar a pessoa triste, mas depois é você quem acaba ficando com o nome sujo e até sem o amigo.

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