Como Nao Ligar Ao Que Os Outros Dizem?

Como Nao Ligar Ao Que Os Outros Dizem?

Deixar de se importar com o que os outros pensam não costuma ser fácil para a maioria das pessoas. Muitos crescem apegados à necessidade de validação alheia, seja dos pais, familiares, amigos, professores ou desconhecidos.

Em algumas ocasiões é interessante analisar como pensam ao nosso respeito. Por exemplo, o seu chefe pode estar buscando um profissional com atributos específicos e, ao modificar a sua conduta para se encaixar nos requisitos, a sua carreira pode avançar consideravelmente.

Essa mudança de comportamento, no entanto, não é permanente. Ela serve para ajudá-lo a aproveitar uma oportunidade ou alcançar objetivos. Segundo psicólogos, o problema nasce quando modificamos nosso comportamento e fazemos coisas, ou deixamos de fazer, devido à opinião dos outros.

Por que nos importamos tanto com opiniões alheias?

Você já sentiu que deveria tomar determinada atitude para agradar terceiros? Ou teve medo de fazer algo para você (mudar o visual, trocar de emprego, começar ou terminar um relacionamento) por causa do que os outros vão pensar?

A sensação de estar sendo vigiado é mais forte na adolescência. É nessa fase que começamos a nos importar com as opiniões de amigos e pretendentes, pois é quando compreendermos o significado de “viver em sociedade”. O adolescente tem horror em ser visto de forma negativa e geralmente tem um desejo ardente de provar a sua capacidade para os outros.

Adolescentes tímidos ou pouco autoconfiantes, em especial, tendem a ligar excessivamente para o que terceiros pensam a seu respeito. Em sua busca para agradar os colegas e pertencer a um grupo, podem fazer coisas contra a vontade. Quando não conseguem impressionar, passam a temer o julgamento alheio.

Algumas pessoas entram na vida adulta com esse medo. 

Assim, sofrem com uma série de preocupações: são ansiosas, temem o que os demais vão falar sobre as suas escolhas, não conseguem expressar a sua verdadeira identidade, têm dificuldades para fazerem escolhas sozinhas, temem o fracasso acima de tudo e sentem-se frustradas consigo mesmas. Essa repressão autoimposta é a fórmula certeira para a depressão, a ansiedade e o estresse.

Como deixar de se importar com o que os outros pensam?

Parar de se importar com as opiniões alheias requer esforço e prática diária. 

Toda vez que decidimos modificar um comportamento, precisamos levar em consideração que ele já está profundamente acomodado dentro de nós. Passamos anos e anos reforçando-o através de nossas escolhas, pensamentos, emoções e experiências de vida. 

Por isso, costuma-se se dizer que é preciso “desconstruir” um comportamento, retirando as crenças que utilizamos para construí-lo em primeiro lugar.

Por exemplo, a preocupação excessiva com o que os outros pensam costuma se originar do medo de julgamentos. Este, por sua vez, pode ter raízes em um pensamento (“se acharem que eu sou uma pessoa X ou Y, algo ruim vai acontecer”) ou uma emoção (vergonha, ansiedade, hesitação, falta de confiança). 

Em vez de confrontar esse medo ou ressignificá-lo, você o alimentou inconscientemente, reforçando sentimentos e pensamentos negativos. Como encontra-se consolidado em seu interior, você basicamente precisa “destruir” as crenças ruins que o fortalecem e construir crenças boas.

Pode parecer complicado, mas não é!

Esse processo ocorre naturalmente. A princípio, ele não é muito agradável tampouco fácil. Você vai sentir vontade de desistir e ignorar incômodos emocionais significativos. É uma reação totalmente normal, a qual deve ser combatida. Abaixo, separamos alguns passos para ajudá-lo a chegar lá.

1)     Identifique o porquê

Por que você se importa tanto com o que os outros vão dizer sobre você? Quais são as suas preocupações? Você tem medo de ser julgado, ser ridicularizado, ser rejeitado, ser visto como um fracasso, ou o quê? Questione-se sobre a sua necessidade da validação alheia para encontrar a origem dela.

Ela pode ter nascido de uma experiência ruim na infância ou na adolescência, ou ser consequência da sua criação (pais muito rígidos, por exemplo). Como você não tinha muito conhecimento sobre os seus próprios sentimentos, passou a alimentar essa necessidade, fugindo de si mesmo para não ser desaprovado pelos demais.

Você pode vasculhar as suas memórias em busca de uma resposta e responder perguntas de autoconhecimento diariamente para compreender como se sente. Fazer terapia também pode ajudá-lo a obter insights sobre por que você se importa com o que os outros pensam.

2)     Modifique a sua forma de pensar

Quando o medo da opinião alheia aparecer, confronte-o.

Em vez de pensar “O que será que vão pensar de mim?” ou “Todo mundo vai olhar para mim e ficar comentando”, pense “Eu quero fazer isso porque…” e “Se alguém tiver algo para dizer, não importa. A minha felicidade é mais importante”. Se precisar, repreenda-se usando o seu nome da mesma forma que faria para chamar a atenção de uma criança.

Mesmo que pareça estranho conversar com você mesmo, faça-o. Esse diálogo interno vai facilitar a modificação das crenças construídas e fortalecidas ao longo dos anos. Com a prática, você conseguirá pensar mais positivo sobre se expor para o mundo.

3)     Compreenda algumas coisas

É muito, muito provável que ninguém esteja prestando atenção em você. As pessoas vivem saturadas por seus próprios problemas e preocupações. Elas não têm tempo de se preocupar com terceiros. Quando a sensação de que múltiplos olhares estão acompanhando os seus movimentos aparece, 99.9% das vezes é apenas isso: uma sensação.

Se você não fala a sua opinião ou expressa as suas necessidades em voz alta por medo de desagradar alguém, saiba que é impossível agradar todo mundo. Milhares de pessoas já tentaram, inclusive personalidades célebres conhecidas mundialmente, e todas falharam.

Cada um possui o seu jeito de pensar e ver a vida, portanto, raramente você encontrará alguém com opiniões praticamente idênticas às suas. Caso alguém reaja com agressividade verbal ou grosseria ao ouvir o que você tem a dizer, lembre-se disso. A vivência daquela pessoa é completamente diferente da sua e isso gera divergência de pensamentos.

Responda à atitude rude com cordialidade e siga em frente. Afinal, por que é tão importante que todos concordem com você ou aprovem as suas considerações? A única pessoa que deve fazê-lo é você mesmo, pois o único a sofrer as consequências de seus atos é você. 

4)     Valorize-se!

Pessoas que se preocupam demais com o que os outros têm a dizer não costumam ter uma visão concreta de seus atributos positivos. Se este for o seu caso, faça uma lista de qualidades, conquistas e elogios já recebidos. Assim, você terá uma noção de quais características merecem atenção.

Não tenha medo de mostrar o que há de melhor em você para o mundo! Neste momento, você pode pensar que não há sentido em compartilhar os seus talentos. É a sua insegurança falando. Ela costuma manter os dons adormecidos.

Quando alguém decide partilhar o que há de melhor em si, o mundo fica um pouco melhor, sabia? Além de ajudar outras pessoas com os seus talentos, você se sente bem por estar sendo útil. Essa postura de doação também fortalece o seu amor-próprio.

5)     Cultive boas amizades

Pessoas negativas, tóxicas, aproveitadoras ou invejosas são como um veneno para a sua autoestima. Não raro indivíduos ligam excessivamente para a opinião de pessoas com quem mantém uma relação nada saudável. Esse tipo de relacionamento é capaz de levá-los a uma depressão profunda e impedir que aproveitem a vida. 

Dê ouvidos somente às pessoas que lhe querem bem. Aceite elogios, conselhos e recomendações de quem demonstrar amá-lo, e não de quem quer vê-lo sofrer. Mantenha-se afastado de pessoas tóxicas. É comum demorar um pouco para perceber o quão abusivo alguém está sendo com você. Assim que tomar essa consciência, distancie-se do indivíduo.

6)     Saia da zona de conforto

O melhor remédio para livrar-se de um medo é enfrentá-lo! Se você teme julgamentos e não sabe como lidar com opiniões alheias, coloque-se em ocasiões em que deverá fazer exatamente isso.

Você pode fazer as seguintes atividades apenas em sua própria companhia para sair da zona de conforto:

  • Viajar;
  • Ir a um show;
  • Fazer uma refeição em um restaurante;
  • Desfrutar de uma bebida em um bar;
  • Passear em um parque;
  • Fazer compras;
  • Ir à academia; e
  • Comparecer aos eventos locais da sua cidade.

Assim que sentir o medo de ser julgado chegando, diga a si mesmo que está tudo bem e eduque a sua mente para pensar positivo. O incômodo de fazer algo novo é passageiro e, se você ceder a ele e desistir, poderá se arrepender mais tarde.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Como não se importar com o que os outros pensam

O medo da opinião dos outros é a primeira barreira inibidora da vida. Deixamos de cuidar da nossa autoestima, perdemos o gosto pela liberdade e, muitas vezes, o seu efeito é paralisante

Já foi aqui falado que somos movidos pelo desejo de agradar. E nesse exercício qual é o nosso termômetro? A opinião dos outros. Importamo-nos muito com que os outros pensam sobre nós. Se não há uma opinião favorável sobre nós não somos aceitos, amados, admirados. E pior, somos rejeitados pelos outros.

E quem são esses outros? Geralmente são aqueles que admiramos. Experimentamos o bem e o mal da opinião dos outros desde cedo. Mas incrivelmente, nunca chegamos a ser experientes. Uma criança no jardim de infância lamenta que o amigo não queira brincar com ela.

O adolescente sofre e carrega o trauma de não fazer parte do grupo dos populares para a vida adulta.

Nessa luta, há várias formas de confronto. Há quem lance mão do prático-racional “não estou aí”, “ninguém paga as minhas contas”. Os duros na queda dizem simplesmente que “não se importam com os outros”. Parece uma solução, ocorre que não é verdade. A vida é com o outro, tudo o que fazemos caminha em direção ao outro. Pensamos, agimos, reagimos, refletimos, ecoamos…. tudo com o outro.

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Mesmo Nietzsche que tinha uma real consciência da sua grandiosidade, sabia dos seus muitos níveis acima do cidadão comum e tinha um longo caminho percorrido em direção a si mesmo, ansiava pelo olhar dos outros.

Sócrates, convicto de que sua missão era fazer o outro refletir sobre a vida, teve de escolher entre parar de falar aos outros sobre filosofia, sair de Atenas ou tomar cicuta.

A primeira opção ele rejeitaria a si mesmo, a segunda ele teria de rejeitar os outros… Optou pela cicuta.

Olhar para nós mesmos

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Se acaso essa é a nossa vocação, qual é o mal? O mal é que geralmente passa-se da medida e inverte-se o sentido: ao invés de olhar para dentro, agir e buscar a interação com o outro, faz-se o caminho inverso: passa-se a agir a partir do julgamento do outro. A inversão do sentido dessa normalidade é uma má notícia quando lembramos que a nossa missão primeira é olhar para nós mesmos, para a nossa essência, dando início ao processo que dura a vida inteira: a nossa própria construção. Essa tarefa — sem fórmula — é única e precisa de todo o nosso empenho.

Eu? Não

E nesse processo de autoconstrução, os outros, decerto, têm um papel fundamental. Precisamos deles. Não há outra maneira de viver. Bem… há: a opção eremita. Fora o isolamento, não há outro jeito.

Não podemos dispensar o outro. E é verdade: nós nos importamos muito com o que os outros pensam sobre nós. A única coisa a fazer é administrar as doses.

É não deixar que a opinião do outros comandem os nossos pensamentos e ações.

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Dito dessa forma parece um exagero, um comportamento improvável. Ocorre que fazemos isso também de forma inconsciente e, às vezes, de forma velada. Ouvimos repetidamente sobre avaliações e resultados — principalmente na esfera profissional. Quem avalia e quem mede os resultados? Os outros.

O anormal é que isso não ocorre apenas nas empresas e na vida escolar/acadêmica, ocorre também nas nossas conquistas privadas. Há quem só saiba avaliar as suas realizações através do reconhecimento externo.

Você quer estar uma semana numa ilha deserta com uma celebridade do cinema? Claro! Mas, sem telefone, sem fotos, sem nenhum tipo de registro… Ninguém vai saber? Ah! Então não.

Tenho medo

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Outro mal. Quem é dependente do julgamento dos outros, tem um medo anormal de rejeição, tende a ter o foco apenas no resultado. E por isso não usufrui da trajetória, sofre. Então imagine um projeto que dura dois anos… Pior do que isso, só a fase dois do medo, a paralisia. A quem tenha tanto medo do insucesso seguido da opinião do outros quem simplesmente não faz. Um exemplo é de quem ama determinado ofício, mas nunca inicia por medo da desaprovação dos outros.

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Todos nós — em maior ou menor grau — sofremos com o opinião dos outros. O que fazer? Vigilância e autoanálise. Devemos estar muito atentos sobre quem está no comando. Não abra mão do seu protagonismo. Seja o roteirista da sua vida.

Adquira o hábito de separar muito bem quais são as suas palavras e quais são as dos outros. Principalmente quando essas palavras são contra nós. A opinião dos outros é a dos outros — mesmo.

Não são suas e muitas vezes, estão longe da verdade.

Não leve tudo para casa  

Muitas vezes a opinião dos outros sobre nós, diz mais sobre o outro do que sobre nós. Porque uma apreciação negativa pode ter origem no passado do outro ou mesmo no seu momento presente. Que isenção podemos esperar de alguém que está inseguro, estressado ou de mal com a vida? Há quem espere apenas uma brecha para despejar o seu arsenal de frustrações. Saia da mira.

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E, claro, devemos escutar o outro, mas com discernimento. Primeiro avalie se a opinião do outro soma, se é possível aprender alguma coisa com ela. Para isso, reveja os seus objetivos, suas necessidades e as suas buscas.

Não perca de vista o seu caminho. Colha o que estiver alinhado com o que você deseja e descarte o que não contribui para a sua causa. E sobretudo, fuja daqueles que — com seus medos  e traumas — diminuem a sua força.

Posto isso, entre medos e traumas fique apenas com os seus.

Eu sou mais eu

Como Nao Ligar Ao Que Os Outros Dizem?

Todas as tarefas descritas acima são muito mais fáceis de serem executadas a partir de uma autoestima forte. A equação é: quanto mais autoestima elevada, menos necessidade de aprovação. Quando conhecemos a nossa força, inegavelmente, a desaprovação dos outros pesa menos. Você já teve a experiência de ouvir dizerem mal de alguém que você tem em alta conta e a sua opinião sobre ela continuar intacta? Essa é a ideia. Tenha uma confiança inabalável também sobre você mesmo. E quando ficar na dúvida entre a sua opinião e a do outro, escolha a sua. Ninguém conhece você melhor do que você mesmo.

Aceite que é assim

A partir de agora, depois de todas essas precauções, as sensações de  insegurança e a rejeição passarão longe de você? Não. A rejeição sempre chega. E esse é mais um motivo para que você não dê a esse tópico excessiva importância. Haverá sempre rejeição.

Não leve os outros muito à sério. Esperar harmonia e aceitação constantes é frustrante e nos transformam em pessoas reativas. Mas ao aderirmos a uma posição impopular também não sofremos? Talvez. Autonomia, envergadura emocional são conquistas que vem com o tempo.

Mas é também uma questão de treino.

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Relaxar e permanecer em seus próprios sapatos é ainda a melhor opção. Mas e se eu quiser MESMO ser aceito e não reprovado; amado e não rejeitado? Também para isso, essa é a melhor opção.

Quem está ocupado em construir-se a si próprio, vive no presente, está alinhado com a sua humanidade e não tem tempo para remoer a opinião dos outros. Quem segue o seu próprio caminho, seja como for, tem uma vida autêntica e interessante. Está um passo fora da manada, é exemplar único.

E exatamente por isso é aceito, admirado e amado. Então, o caminho é mais simples do que parece: seja você mesmo!

Margot Cardoso (@margotcardoso) é jornalista e pós-graduada em filosofia. Mora em Portugal há 16 anos, mas não perdeu seu adorável sotaque paulistano. Nesta coluna, semanalmente, conta histórias de vida e experiências sempre à luz dos grandes pensadores.

*Os textos de nossos colunistas são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião de Vida Simples.

Como Não Se Importar Com O Que As Pessoas Pensam

  1. 1

    Aceite quem você é. Seja você mesmo, melhore o que for possível e aceite os aspectos de si que não podem ser modificados. Não tente ser outra pessoa para agradar os outros. Não se esqueça de que todos têm dúvidas, talentos e aspectos para melhorar.[1]

    • Pense em tudo o que gosta em si e faça uma lista. Faça outra lista com aspectos que gostaria de melhorar. Pense em passos específicos que você pode dar para se aprimorar, por exemplo: “Às vezes, eu perco a cabeça e sou grosso com as pessoas. Sempre que alguém falar alguma coisa, eu devo fazer uma pausa antes de responder e pensar no que dizer antes de abrir a boca.”
    • Pense no que não é possível modificar. Por exemplo, você pode querer ser mais alto, mas não é possível mudar a altura. Em vez de se concentrar no motivo de ter esse desejo, tente pensar no lado positivo de ser mais baixo, como o fato de bater menos a cabeça.
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    Visualize resultados bem-sucedidos em vez de temer o constrangimento. Tente não focar na derrota, no constrangimento ou no que os outros vão pensar se você cometer um erro. Divida as metas em passos menores e visualize o sucesso em cada um desses passos.[2]

    • Por exemplo, se você quiser se tornar mais confiante ao conversar com as pessoas, divida esse objetivo em partes menores, como: manter contato visual, ouvir o outro, assentir com a cabeça quando a pessoa tiver razão, fazer perguntas e dar respostas honestas com base nas suas experiências.
    • Se o resultado não sair como o esperado, tente aprender com a situação em vez de se sentir envergonhado. Lembre-se de que a vida é um processo de aprendizagem e que ninguém é ótimo em tudo, principalmente na primeira tentativa.
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    Evite pensar duas vezes sempre que quiser fazer algo. Tente entender que nem todo mundo julgará cada coisinha que você fizer. Antes de duvidar de si mesmo, lembre-se de que qualquer um que valha seu tempo e atenção tem mais o que fazer do que criticar cada ação sua.[3]

    • Fique atento sempre que você começar a pensar demais ou a duvidar de si mesmo. Repita mentalmente: “Pare de pensar demais nisso. Acalme-se e não se preocupe”.
    • Refletir e aprender com os erros são boas atitudes se você focar no crescimento positivo, e não nos pensamentos negativos.

    DICA DE ESPECIALISTA

    Rahti Gorfien, PCC

    Coach de Vida Rahti Gorfien é uma Coach de Vida e fundadora da Creative Calling Coaching, LLC. Rahti é uma Coach certificada por instituições como ADHD e ADD Academy, além de ser especialista em serviços voltados ao desenvolvimento de carreiras. Foi apontada como uma das 15 melhores Coaches de Vida de Nova Iorque pela Expertise em 2018. Foi aluna do programa New York University Graduate Acting e atua em teatros há mais de 30 anos.

    Rahti Gorfien, PCC Coach de Vida

    Perceba quando estiver preocupando-se com a opinião alheia. Quando perceber que está se focando no que pensa outra pessoa, pare e encontre outro ponto de foco para o seu pensamento. Para conseguir não ligar para o que os outros pensam, é necessário treinar melhor os pensamentos e conseguir redirecioná-los.

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    Não permita que uma crítica negativa defina quem você é. Mantenha uma perspectiva equilibrada e não tome uma crítica negativa como algo permanente e absoluto. Se houver alguma verdade na crítica negativa, use-a como uma oportunidade de melhorar em vez de deixá-la definir você.

    • Por exemplo, suponhamos que alguém tenha dito que você é um sujeito mau humorado. Não se importe com a crítica caso a pessoa dificilmente conviva com você e não o conheça bem. Porém, se a crítica vier de alguém que convive com você, como um colega de classe ou de trabalho, reflita bastante. Desenvolva estratégias para manter a cabeça fria, como contar até dez e respirar lentamente quando sentir raiva.

    DICA DE ESPECIALISTA

    Rahti Gorfien, PCC

    Coach de Vida Rahti Gorfien é uma Coach de Vida e fundadora da Creative Calling Coaching, LLC. Rahti é uma Coach certificada por instituições como ADHD e ADD Academy, além de ser especialista em serviços voltados ao desenvolvimento de carreiras. Foi apontada como uma das 15 melhores Coaches de Vida de Nova Iorque pela Expertise em 2018. Foi aluna do programa New York University Graduate Acting e atua em teatros há mais de 30 anos.

    Rahti Gorfien, PCC Coach de Vida

    A única pessoa que você pode controlar é você mesmo! Não é possível controlar ou mudar o pensamento de outras pessoas. Ao invés de perder tempo ligando para o que pensam de você, redirecione sua atenção para algo mais produtivo.

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    Considere se a pessoa que julgou você teve boas intenções. A maneira como a pessoa se expressa pode indicar a você se a crítica deve ser levada à sério ou cair no esquecimento. Pergunte: “Essa pessoa quer me ver bem? Essa crítica serviu apenas para me insultar ou trata de alguma característica minha que eu posso melhorar?”.

    • Por exemplo, seu amigo pode dizer que “Você parece meio desligado de uns tempos pra cá. Nem parece você”. Esse é um tipo de crítica que você deveria ouvir de coração aberto. Por outro lado, não se importe com uma crítica que vier com um tom negativo, como “Você nunca presta atenção, seu burro!”.
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    Tente encarar as coisas a partir de diversas perspectivas. Ao formar uma opinião sobre algo, como uma notícia, tente pesquisar em fontes diferentes. Leia artigos publicados em diferentes canais de notícia e tente incluir pontos de vista que desafiem as suas crenças. Reúna as informações em vez de concordar ou discordar automaticamente com o que outra pessoa pensa.[4]

    • Por exemplo, os seus pais podem ter uma opinião sobre um fato. Em vez de simplesmente concordar com eles por serem seus pais, é possível fazer uma busca na internet para encontrar notícias sobre o assunto em diversos jornais. Depois de ler algumas opiniões sobre o ocorrido, é possível formar a sua própria com base no que foi aprendido.
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    Decida se a pessoa está informada sobre o assunto. Antes de se preocupar demais com o que a pessoa acha, leve em consideração que experiência ela tem na área e a maneira como ela expressa sua opinião. Você valorizaria mais a opinião de um professor que escreveu uma tese de doutorado sobre certo evento histórico ou de um leigo sabichão?[5]

    • Além de levar em consideração a fonte, pense no conjunto da obra: a pessoa informada em um tema consegue conversar de maneira calma e clara? Ou ela está criticando suas opiniões e insultando você só para discordar por discordar?
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    Evite fingir que você concorda só para agradar os outros. Não tenha medo de ter uma opinião que vá contra a corrente, principalmente se você tiver dedicado tempo e esforço para formá-la. Equilibre as evidências com os seus instintos em vez de tentar se adequar para satisfazer outras pessoas. Respeite a opinião alheia e aceite o fato de que nem todos concordam com você.[6]

    • Por exemplo, se você gostar mais de cães do que de gatos, não finja gostar mais de gatos só para agradar os amigos que preferem os felinos. Você deve formar a própria opinião, mesmo que todos os seus amigos gostem mais de gatos.
    • É saudável desafiar as suas crenças e valores já formados e você pode até descobrir que um pouco de questionamento acaba até fortalecendo a sua opinião. No entanto, evite abrir mão das suas tradições em nome da popularidade.Por exemplo, se você tiver sido criado em um ambiente religioso, pode até achar que uma dose saudável de dúvida serve para fortalecer a fé com o tempo. Porém, isso não quer dizer que seja preciso mudar as crenças só porque alguém as criticou por ignorância.[7]
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    Esforce-se para entrar em contato consigo mesmo. Pense em si como uma série de círculos concêntricos. Como você se apresenta a estranhos, a pessoas com quem você se sente mais confortável e a si mesmo? Quais são as semelhanças e diferenças entre a maneira como você age na vida privada e quando está cercado de muitas pessoas?[8]

    • Tente pensar no que realmente faz você ser você. Faça uma lista de características que são importantes para você, como honestidade, lealdade ou humor.
    • Dedique um tempo em silêncio para refletir sobre si mesmo, sobre seus traços, valores, habilidades e preferências. Tente apreciar o que faz de você um indivíduo único.
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    Tome decisões com base nos seus próprios valores. Ao pensar no que você gosta, não gosta, nos seus talentos e valores, deixe esses fatores guiarem as suas escolhas de vida e ações. Faça o que você acredita que tenha mais a ver com a sua personalidade em vez de fazer o que outras pessoas acham legal.

    Por exemplo, digamos que seus amigos queiram ir a uma festa e tomar todas, mas que você tenha um jogo de futebol no dia seguinte e que o esporte seja muito importante para você. Não escolha a festa só porque você deseja que seus amigos achem você legal.

    Prefira estar bem preparado e descansado para a partida, pois ela é importante.[9]

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    Apresente-se de maneiras que o deixem feliz. Pense em modos de incorporar seus interesses e gostos nas roupas, ambiente e escolhas. Concentre-se em criar um estilo que o satisfaça em vez de escolher apenas o que está na moda e é popular.[10]

    • Por exemplo, se você descobrir que adora misturar e combinar estampas no seu guarda-roupa, não tenha medo de vestir o que ama só por causa da opinião alheia.
    • Decore o seu apartamento ou casa com enfeites que tenham valor sentimental, mesmo que alguém sugira que você deve usar itens que estejam na moda ou ser mais minimalista. Por outro lado, não pendure enfeites se você não suporta bagunça. Prefira a opção que faça do seu espaço um lugar mais agradável.
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    Crie uma pasta com inspirações para compreender melhor o seu estilo. Ao desenvolver a sua noção de estilo, confira revista e blogs de moda para buscar inspirações. Salve ou recorte imagens que o agradem e utilize-as para montar uma pasta com looks inspiradores. Com essa nova ferramenta, monte looks que façam você se sentir único e confiante.[11]

    • Itens especiais como uma joia específica, lenços, chapéus diferentes ou até mesmo uma estampa podem ajudar a adicionar um toque de exclusividade ao seu estilo. Pense em algo específico ou um elemento estético que o deixe feliz e expresse algo que você ame no seu jeito. Por exemplo, caso você adore barcos e navegação, talvez uma boa opção seja um colar com pingente de âncora e listras azuis e brancas.[12]
  5. 5

    Lembre-se de que o gosto é subjetivo. Se alguém disser algo sobre o seu gosto, lembre-se de que a opinião deles sobre estilo não é a palavra final. O gosto é subjetivo e você pode não adorar todas as roupas e decoração dos outros. A variedade é uma coisa boa: imagine que tedioso seria se todo mundo usasse roupas iguais e tivesse casas idênticas![13]

    • É ótimo se vestir de uma maneira que expresse a individualidade, mas não deixe de levar em conta o que é apropriado para cada situação. Vestir-se profissionalmente ou de acordo com o código de vestimenta da empresa faz com que você ganhe mais respeito do que usar uma camiseta e jeans rasgados.[14]
  6. 6

    Evite julgamentos que não forem solicitados. As redes sociais são ótimas para se manter contato com as pessoas. Porém, elas também dão várias oportunidades para os outros julgarem as suas escolhas e estilo. Por exemplo, caso você não queira receber críticas sobre as suas roupas ou imagem, poste menos fotos.[15]

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Como deixar de se importar com o que os outros pensam

Há muitos anos que sou acusado de não me importar com o que os
outros pensam. Já fui por diversas vezes chamado à atenção por não ligar
patavina à opinião de outras pessoas, e nessas alturas devo ter respondido algo
como…

… bem, não me importo o suficiente para me lembrar.

Se os pensamentos das outras pessoas têm muita influência no seu bem-estar. Torna-se imprescindível tomar uma atitude.  

Francamente, é altamente improvável que saiba o que os outros
pensam genuinamente. Ainda assim, se está a ler este artigo, é porque quer
retirar algo de valor e aplicável relacionado com este tema.

O problema não está nas outras pessoas.

  • Se tem uma preocupação excessiva sobre o que os outros pensam, o problema não está nas outras pessoas, está em si.
  • Tal não significa que aquilo que as pessoas pensam sobre si
    seja importante, mas sim que não tem barreiras suficientemente fortes para as
    ignorar, quando necessário.
  • Assim sendo, vamos nos concentrar em reforçar essas barreiras.

Porquê passar para o extremo oposto.

  1. Uma das maneiras mais rápidas e também mais drásticas, consiste em
    passar para o outro extremo repentinamente, para depois reduzir gradualmente a
    intensidade.

  2. Como deve ter ficado na mesma depois de ler o parágrafo acima, vou
    explicar o mais detalhadamente que conseguir.
  3. Se carece de algum traço de personalidade ou comportamento
    específico, e assumindo que pode ter alguma interferência nestes.

  4. A forma mais rápida de os desenvolver, não é tentar aumentá-los
    gradualmente até chegar ao ponto desejado, mas antes passar de repente para o
    outro extremo, e depois reduzir gradualmente o comportamento até chegar ao
    meio-termo (isto se o meio-termo for a sua meta).
Leia também:  Como Ligar Um Iphone Que Nao Quer Ligar?

Descobri este conceito num seminário do Dr. Paul Dobransky e já o apliquei por diversas vezes.

Quer deixar de se preocupar? Então torne-se num idiota!

  • Na prática, se quer deixar de se preocupar com o que os outros pensam, comece com o objetivo de passar para o outro extremo, e quando conseguir ser um autêntico imbecil, reduza o grau de imbecilidade gradualmente até chegar ao ponto desejado.
  • Esta tática é um pouco extrema, só que tem uma particularidade espetacular que faz com que aplicá-la valha muito a pena e que é a seguinte:
  • Resulta!
  • Não só resulta, como os resultados aparecem rapidamente, se tiver
    a coragem de a utilizar.
  • Se tem receio de fazer uma mudança tão abrupta, lembre-se de que quando se importa com o que alguém pensa, está a deixar essa pessoa controlar a sua vida.
  • Em alternativa, se tiver menos de 30 anos, existe uma grande
    probabilidade de passar por uma mudança de perspetiva que ocorre naturalmente.

A mudança de paradigma com a idade.

  1. Mencionei noutro artigo as mudanças de paradigma que acontecem entre os 27 e os 30 anos.
  2. Uma delas, é o desaparecimento das inseguranças típicas de
    adolescente, como por exemplo, estarmos num sítio público muito frequentado e
    nos perguntarmos se estamos suficientemente apresentáveis.

  3. Ou quando estamos num ambiente novo com um grupo de pessoas
    desconhecidas, e sentimos a necessidade de provar que somos pessoas empáticas e
    conversadoras.

Essas mudanças de paradigma são derivadas da maturidade que
adquirimos com o passar dos anos.

Uma dessas mudanças, é a total despreocupação
com o que outras pessoas pensam acerca de nós. Adquirimos uma confiança e uma
serenidade natural.

Por isso, se tem menos de 30 anos, pode optar simplesmente por esperar.

As 3 formas de endurecer a sua personalidade.

Se não quer esperar ou não teve essa alteração de personalidade com a idade (muitas pessoas não têm e não há nada de errado com elas), existem três coisas que pode fazer para o ajudar a não se importar com opiniões alheias.

– Faça uma lista das suas características.

O que pensa de si mesmo? Trace o seu próprio perfil psicológico.
Enumere todas as suas qualidades, capacidades, aptidões e talentos. Foque-se
nas características positivas.

Para cada defeito seu liste pelo menos duas qualidades. Este
exercício tem como objetivo ajudá-lo a criar uma autoimagem forte, positiva e
impulsionadora.

Se estiver focado no seu desenvolvimento pessoal, não vai sequer lembrar-se de que as outras pessoas têm opiniões.

– Ter um propósito.

Quando tem um propósito, a sua vida gira em torno do mesmo. As
suas ações, assim como os seus pensamentos, focam-se num único objetivo e deixa
de ter espaço para o negativismo de outras pessoas.

Até o seu círculo social se altera consoante as suas metas. Com um
propósito bem claro, você vive na sua própria realidade e as outras
pessoas são suas convidadas.

– Ter a gestão do seu tempo planeada.

Como é que ter uma gestão do tempo planeada ajuda? Se tem uma
agenda significa que tem vida própria e se estiver ocupado a vivê-la, não terá
tempo para se preocupar com aquilo que os outros pensam.

Ter um propósito pode ajudá-lo a fazer a gestão do seu tempo, mas
não é obrigatório para planear os seus dias. Todavia, tem de decidir o que quer
fazer, ou pelo menos o que quer experimentar.

Conclusão.

Importar-se com os outros não é mau. O que é mau, é a sua
preocupação com a opinião das outras pessoas sobre a forma como gere a sua vida
e as decisões que toma. Pode inclusive importar-se com alguém e não com o que
essa pessoa pensa.

O melhor é preocupar-se com aquilo que algumas pessoas pensam.

Não é necessário deixar de se preocupar com aquilo que o mundo
inteiro pensa. Há situações em que é saudável nos preocuparmos com aquilo que
determinadas pessoas pensam. Existe, contudo, uma regra e esta regra não é
negociável:

As opiniões dadas só são consideradas quando construtivas.

Pergunta: O que é que o ajuda a não se preocupar com o que os outros pensam?

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