Como Me Afastar De Alguém Que Amo?

Às vezes, a melhor coisa a fazer é dar o fora.

Como Me Afastar De Alguém Que Amo?

Você está em um relacionamento e constantemente se pergunta se ele vai sobreviver mais um dia? Você se sente desvalorizada e desprezada por seu parceiro? Você sente que pode ser hora de seguir em frente?

A ideia de se afastar dele pode parecer impossível e aterrorizante, no momento, mas não vale a pena investir em relacionamentos tóxicos que não edificam a autoestima nem florescem com amor.

“Você não entrou no relacionamento para ser maltratada, ignorada ou abandonada”, diz o psicólogo Jeffrey Bernstein. “Ser abusada ou denegrida, sujeita a gastos imprudentes, privada de uma vida sexual ou forçada a enfrentar um comportamento problemático e imaturo não é saudável para você”.

Procure os seguintes sinais em seu relacionamento atual e determine se é hora de seguir em frente e encontrar a felicidade em outro lugar.

1. Você revive mais o passado do que vive o presente

Reflita sobre seu relacionamento atual. Você foca mais na felicidade atual e futura ou mais em lembranças eufóricas passadas? Alimentar seu relacionamento com felicidade passada irá, inevitavelmente, privá-la de felicidade futura. Se você não consegue visualizar um possível futuro ou há falta de desejo de investir no desenvolvimento de felicidade futura, siga adiante.

2. Você tem que ficar defendendo seus sentimentos

Você já sentiu como se tivesse que ficar justificando seus sentimentos, não só para as outras pessoas, mas também para si mesma? Isto não é um bom sinal.

Relacionamentos construídos e centrados em amar um ao outro não precisam de justificação. Você sabe como se sente. Não tente se convencer de que ama ou de que não ama alguém.

Abrace suas emoções e aja adequadamente, de acordo com o que sente.

3. Você ainda está esperando que ele mude

Essas pessoas que prometem que vão mudar por você, mas nunca mudam, são pessoas com quem você deve ter cautela ao assumir um compromisso a longo prazo.

Não acredite que, por estar em um relacionamento com você, ele vai mudar, tornando-se a pessoa que você criou em sua mente. Ele não consegue ler a sua mente, tampouco pode ser a pessoa perfeita que você idealizou.

Permita que ele cresça e mude por conta própria.

4. Você precisa ficar dando explicações… o tempo todo

Se o seu parceiro exige que você explique cada coisa que faz, cuidado. Relações fortes requerem uma expectativa implícita e inabalável de honestidade e confiança. Tenha isso em mente ao estabelecer limites em seu relacionamento. Não sinta como se suas ações e pensamentos tivessem que ser explicados e justificados.

5. Há abuso

Nenhuma forma de abuso (físico, mental, emocional) é tolerável em um relacionamento. Se você está sofrendo qualquer tipo de abuso, procure ajuda e apoio de entes queridos e especialistas.

LeiaComo reconhecer o abuso emocional

6. Os problemas abordados permanecem inalterados

Quando os problemas que já foram discutidos sempre reaparecem, é um sinal claro de que consertar seu relacionamento não está sendo uma prioridade. Se não estão ocorrendo mudanças, pode ser a hora de cortar os laços e se afastar. Evite ter que passar pela mesma situação, a mesma luta, as mesmas emoções dolorosas e o mesmo desfecho, tentando resolver tudo com as próprias mãos.

7. Os valores fundamentais são desrespeitados

Se há ressentimento e desrespeito por seus valores ou crenças religiosas fundamentais é sinal de que seu relacionamento não é saudável. Um relacionamento forte edifica um ao outro e destaca ambas as partes por seus pensamentos, crenças e objetivos individuais. Se os seus valores são desrespeitados ou ignorados, saia fora.

Traduzido e adaptado por Erika Strassburger do original 7 signs it’s time to walk away (even if you love him)

Afastar-se ou dar gelo é a melhor solução para um desentendimento? Entenda

Estratégia comum após longas discussões ou mesmo quando a relação não anda bem, dar um gelo em um amigo, familiar ou parceiro pode ser uma maneira de ganhar tempo e lidar com um sentimento incômodo ou mesmo esperar a situação se acalmar para retomar o diálogo.

Como ilustra a própria expressão que o descreve, esse comportamento consiste em interromper o diálogo e evitar o contato físico durante um determinado período de tempo, de maneira pontual, geralmente buscando que o outro reavalie os comportamentos que tenham desagradado.

“Dentro de um relacionamento, esse afastamento, que pode ser praticado por uma das partes ou ambas, consiste em ignorar o outro, não retornando ligações, mensagens, cancelando encontros e se afastando fisicamente e emocionalmente”, define Cláudia Regina Ribeiro, psicóloga clínica do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo).

Ainda segundo Ribeiro, isso normalmente acontece quando existem problemas no relacionamento ou a relação ainda não está muito bem estabelecida. “Falta segurança na comunicação e existe pouca proximidade”, esclarece.

No entanto, ignorar alguém, mesmo que pontualmente, independentemente do grau de relação estabelecido, pode não ser a melhor estratégia a ser tomada, além de não contribuir para a resolução do conflito ou da questão que gerou a necessidade de afastamento.

“A depender do contexto, este pode ser considerado um modelo de comunicação passivo-agressivo, uma vez que as pessoas utilizam dessa ferramenta como uma forma de se manter no controle da relação”, pondera Ilíada Alves, preceptora da Residência em Psiquiatria do Hospital das Clínicas Dr.

Ramadês Nardini e membro do Ambulim (Ambulatório de Transtornos Alimentares) do IPq (Instituto de Psiquiatria) o HC-FMUSP.

Ao diminuir a comunicação com o outro, o distanciamento aumenta e narrativas próprias que também podem ser criadas internamente por quem decidiu pela interrupção dos contatos.

“As ideias e pensamentos construídos para justificar esse distanciamento e a falta de informações sobre os motivos reais são geralmente piores do que a realidade, e acabam deixando em aberto fantasias, suspeitas e inseguranças no relacionamento” salienta Ribeiro.

Para ela, o excesso de silêncio e distância também pode dificultar o encontro de soluções e mesmo mudanças de comportamento e atitude.

Dar ao outro a possibilidade de vivenciar sua falta

Outra situação comum, relatada como justificativa ao afastamento deliberado de alguém, é a dificuldade em ser ouvido. Às vezes, os conflitos ganham proporções maiores porque não existe um processo de escuta e de entendimento do outro.

Para Mônica Soutello, psicóloga clínica especializada pela USP (Universidade de São Paulo) e diretora da Clínica Miosótis, o afastamento também pode produzir outros efeitos, como fazer com que o outro se perceba autor de determinadas atitudes que machucam e prejudicam a relação.

“Existem situações em que este afastamento se faz necessário pelo fato do relacionamento ter se tornado abusivo”, afirma.

Muitas vezes, existe uma tentativa reiterada de diálogo por uma das partes que não surte efeito, com o aumento dessa frequência. “Nesse sentido, o afastamento surge como possibilidade de demonstrar de outra maneira que algo não está bem, já que por meio do diálogo isso não foi possível”, orienta a especialista.

Nesse caso, um afastamento pontual pode ajudar o indivíduo a analisar a situação de outra forma, observando e reconhecendo seus próprios limites antes de definir a forma mais adequada de conduzir a situação conflituosa.

A manutenção de relacionamentos, independentemente de sua natureza, também é condicionada a determinados atributos que precisam ser adquiridos.

“As habilidades importantes para a condução efetiva de um relacionamento incluem evitar que as mágoas se acumulem, resolver os conflitos e restaurar ou terminar o relacionamento se necessário”, diz Alves.

É preciso comunicar o afastamento?

Para Cláudia Regina Ribeiro, a comunicação dessa necessidade pessoal de afastamento deve observar o vínculo estabelecido. Com alguém com quem se tem pouca intimidade e cuja relação acaba de iniciar não necessitaria, portanto, ser comunicado. “Se considerar importante ou não se sentir bem, é possível explicar o motivo do afastamento, desde que com tranquilidade e respeito”, ressalta.

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A questão muda de tom quando os relacionamentos são mais densos, mais longos e com contato frequente. “Em um relacionamento assim, é importante comunicar ao outro a necessidade desse tempo e explicar os motivos até mesmo em respeito ao que viveram juntos e a sua expectativa com o afastamento”, explica a psicóloga.

Em alguns casos, a ausência de comunicação do afastamento, utilizada como ferramenta para evitar conflitos, pode conter uma hostilidade disfarçada. Nesse caso, vale refletir sobre a importância de demonstrar empatia enquanto expressa o que sente ou durante o período de afastamento.

Entretanto, diante de uma tentativa de diálogo sem sucesso, o afastamento não comunicado pode ser uma ferramenta para impulsionar novas percepções.

“Diante de uma comunicação falha, devemos nos perguntar se o problema é da boca ou do ouvido”, afirma Mônica Soutello.

“Se for do ouvido, não adianta quantas vezes tentemos, o problema não se resolverá pois não há disponibilidade para escutar”, acredita a especialista.

Assim, o afastamento seria usado como uma forma de comunicar que algo mudou naquela relação, tanto para quem se afastou quanto para quem está afastado.

Quais os limites do “gelo”?

A sobrecarga emocional e a indecisão sobre o que realmente se deseja na relação também podem atrapalhar a capacidade de conduzir as situações conflituosas de modo efetivo. “Se distanciar pontualmente pode ajudar a lidar com o esgotamento emocional e pensar nas possibilidades de resolver um problema”, aponta Alves.

Ao manter uma distância do que está sendo vivido, temos oportunidade de enxergar melhor o que sentimos. Assim, conseguimos avaliar de forma mais sensata os prós e os contras da relação. Outro benefício é que o afastamento evita mágoas desnecessárias, colocando limites. “É como se mostrássemos até onde o outro pode ir ou não”, complementa Soutello.

Dividir a mesma casa, trabalhar ou estudar no mesmo ambiente não necessariamente estabelecem algum vínculo — e, além do mais, o afastamento é psíquico, não físico. Mas valem criar algumas regras — ou acordos de convivência — para que esse distanciamento não seja sentido ou interfira em outras relações em comum, criando situações constrangedoras.

No caso de relacionamentos muito conflituosos, desrespeitoso ou agressivos, o afastamento radical e até o rompimento definitivos devem ser considerados.

Em relacionamentos destrutivos, por exemplo, permanecer muito tempo nesse tipo de relação pode se tornar algo muito problemático.

“Dessa forma, o rompimento da relação somado aos investimentos nas outras esferas da vida pode ajudar a preservar o respeito por si, além de trazer benefícios à saúde mental”, pondera Alves.

Como saber que chegou a hora de uma reaproximação e de retomar o diálogo?

A decisão pela retomada do diálogo deve seguir um momento que seja favorável para ambas as partes. “A partir do momento em que que você perceber que conseguiu analisar a situação de forma clara e definir um objetivo para ela, esse é o momento”, reflete Alves.

É importante também observar se os comportamentos que geraram a necessidade de afastamento podem de fato mudar, e se houve algum ganho de maturidade que permita reiniciar a comunicação, ressignificando os problemas e as dores do passado.

Para retomar o diálogo, Ribeiro sugere iniciar uma conversa natural, demonstrando interesse no outro, incluindo-o nas atividades e eventos, informando sobre as novidades, seus aprendizados, curiosidades e principalmente os interesses em comum e recordações de momentos bons. Vale também compartilhar aspectos pessoais para que o outro descubra o que é realmente importante para você e as suas necessidades.

A retomada do relacionamento de maneira saudável também precisa considerar investimento nas habilidades de comunicação de ambas as partes, exercitando a escuta empática e a flexibilidade, validando o sentimento do outro e cultivando ações de afeto e cuidado.

Amor se Afastando

Cerca de 502 frases e pensamentos: Amor se Afastando

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.

Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

~ Soneto 92 ~ Faz teu pior pra mim te afastares,
Enquanto eu viva tu és sempre meu,
Não há mais vida se tu não ficares,
Pois ela vive desse amor que é teu.

Por que hei de temer grande traição
Se tem fim minha vida com a menor;
De vida abençoada eu sou, então,
Por não estar preso ao teu cruel humor.

Tua mente inconstante não me afeta,
Minha vida é ligada à tua sorte;
Como é feliz o fato que decreta Que sou feliz no amor, feliz na morte!
Porém que graça escapa de temer?

Podes ser falso e eu sequer saber.

William Shakespeare

Afastarei você com o gesto mais duro que conseguir, e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove, e que sua precisão de mim não passa de fome. Acho que é isso que você não é capaz de compreender, que as pessoas, um dia, passam a não querer mais o que têm. E a gente esquece sabendo que está esquecendo.

Caio Fernando Abreu

Amizade é quando a distância de muitos quilômetros não é capaz de afastar as pessoas que se gostam… é um saber expressar em palavras tudo o que se sente na alma…

é poder compartilhar todo sentimento puro do seu coração com quem te aceita… é desejar tudo de melhor a um alguém que faz parte da sua vida… mesmo estando dentro de uma tela…

porque a verdadeira força da amizade transpõe as barreiras de qualquer dificuldade.

Jared Hassan

  • Você se afasta, eu não entendo
    Ficam sobras novas de um velho tempo
    Para todas as horas ou em qualquer momento
    Minhas feridas, muitas lembranças, nosso jeito
    Uma história feita ao acaso
    De emoções e embaraços
    Alegrias e saudades,
    Tardes quentes e suaves
    Momentos eternos, mágicos e sinceros
    Que me lembro agora
    Com amor, lágrimas e carinho
    Do seu olhar, dos nossos beijos,
    Daquele alegre caminho
  • Onde éramos […]

dos santos

Muitas vezes temos que perder para dar valor, porém não cheguei a te perder totalmente, mas na época achei que era pra sempre achei que nunca mais iria lhe ver, lhe ter, mas por uma brincadeira ou ironia do destino, olha nós juntos de novo, que bom que estamos juntos, não quero lhe perder novamente, sentir sua falta, mas o orgulho de lhe procurar foi maior, mesmo estando errada não teve coragem de lhe procurar, deixei com o tempo para que ele resolvesse tudo, achei que ele seria o melhor remédio, que confiando nele tudo iria se resolver, mas vi que este não era o momento certo para esperar o tempo passar, tinha mesmo é que correr atrás antes que fosse tarde demais e que não houvesse mais chance de lhe ter. Ainda bem que você voltou e que eu deixei o orgulho de lado e fui em busca do meu amor, da pessoa que me faz feliz, que me quer bem, que me compreende, que me faz bem, faz tudo que está dentro de suas possibilidades para me ver feliz. Hoje estamos nos vendo, conversando, tendo uma relação de carinho e amizade. Mas sei que ainda falta muito para que tudo volte a ser como era antes, aliás, tomara que não volte a ser como era antes, que seja melhor, que eu possa lhe amar, lhe respeita, lhe valorizar, me entregar a você a cada dia mais. Pois você é um homem maravilhoso, um completo gentleman, aquele que merece tudo de bom, e tomara que dessa vez eu venha a ser e que você seja para mim o tudo de bom, o ótimo para você e que o seu amor para comigo e o meu amor para com você cresça a cada dia. Quando percebi que estava lhe perdendo deixei de mão o meu orgulho e pensei melhor quem sempre esteve comigo, me apoiando, me fazendo sentir especial a cada novo dia foi você e eu não podia deixar que essa nossa história de 3 anos acabasse assim. Tinha que fazer algo, sei que a confiança hoje é zero, mas vou recuperá-la.
Nós somos o encaixe perfeito, nunca me senti tão em sintonia como me sinto com você, foi uma completa besteira ter lhe deixado partir naquela manha de sábado, sem ao menos ter lhe segurado, tentado conversar com você, me explicar.
Mas vai saber né, às vezes era para que houvesse um entendimento mais a frente e que este entendimento nos tornasse mais íntimos, para me fazer perceber que o caminho que eu estava pegando iria me tirar de você e que seria para sempre, seu afastamento de mim me fez refletir apesar do meu orgulho que não me deixou ir atrás de você antes, mas eu o deixei de lado e fui a sua procura. Pois não posso deixar minha vida se ir.

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Que o tempo me de responsabilidade, caráter e amadurecimento. Pois não posso mesmo lhe perder.

Patricia Martins

Oh, meu amor!
Não fique triste
Saudade existe pra quem sabe ter,
Minha vida cigana me afastou de você,
Por algum tempo eu vou ter que viver por aqui, longe de você,
Longe do seu carinho…

E do seu olhar, que me acompanha já tem muito tempo

César Menotti e Fabiano
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4 dicas para deixar de amar alguém

O amor é lindo, só que nem sempre. Não sei se existe um estudo científico sobre isso, mas algumas pessoas concordariam que parecem existir mais amores não correspondidos do que finais felizes no mundo.

Em vez de intimidade, parceria e carinho, o que nos resta é rejeição e sofrimento. O que fazer nesses momentos?

Embora não exista nenhuma cura rápida para coração partido, especialistas dizem que é possível se “desapaixonar”. Confira as melhores maneiras de parar de amar alguém:

Largando o vício

Você pode sentir que o amor é algo além de seu controle, mas pesquisas psicológicas mostram que há, na verdade, formas de domar esse sentimento selvagem.

A antropóloga Helen Fisher, da Universidade Rutgers (EUA), por exemplo, trabalhou com neurocientistas para produzir imagens do cérebro das pessoas enquanto elas estão apaixonadas, e descobriu que os sentimentos de amor intenso ativam a uma região do cérebro (núcleo accumbens) associada com recompensas e vícios.

Ou seja, o amor ativa as partes do nosso cérebro que também são ativadas no cérebro de viciados em cocaína e cigarro quando eles antecipam a sensação de se drogar ou fumar.

Por conta disso, Fisher recomenda tratar seu amor do jeito que você trataria um vício: jogando fora cartões e cartas, ou escondendo-os em um armário. “Se você está tentando parar de ingerir álcool, você não deixa uísque em sua mesa”, explica.

Idealmente, você quer parar de pensar na pessoa totalmente, então precisa se livrar de objetos que a lembrem.

Também é necessário não procurar seu ex, seja na internet ou na vida real, permanecendo o mais distante possível.

Mudando de pensamento

É fácil jogar suas memórias em uma caixa e tentar não abri-la. Evitar de pensar na pessoa, entretanto, é bem mais difícil.

Porém, segundo o psicólogo Robert Sternberg, da Universidade Estadual de Oklahoma (EUA) e autor de “A Teoria Triangular do Amor”, existem algumas coisas que você pode fazer para tornar a tarefa mais acessível.

Uma delas é refletir sobre o fato de que relações nunca podem funcionar a menos que ambas as pessoas estejam dispostas a fazê-las funcionar. Ou seja, você e a pessoa que você quer esquecer nunca teriam dado certo.

Outra coisa superimportante é manter-se ocupado. Não se dê tempo de pensar na pessoa: vá fazer algo melhor do seu dia. Estude, leia, saia, conheça outras pessoas, etc.

Encontrar alguém também ajuda a evitar que você pense no seu amor antigo. No entanto, Sternberg alerta para o risco de que parceiros transitórios geralmente não acabam sendo parceiros permanentes (aquelas pessoas que você conhece entre um relacionamento e outro).

Por fim, caso se veja pensando sobre a pessoa, seja rápido em enfatizar suas características negativas. Assim, você deve perceber, a longo prazo, que teve sorte em ter saído desse relacionamento.

Se nada disso adiantar, aguarde pela “pílula do desamor”…

O psiquiatria Thomas Lewis, da Universidade de São Francisco (EUA) e coautor do livro “Uma Teoria Geral do Amor”, suspeita que não há nada que uma pessoa possa fazer para se “desapaixonar” por alguém, da mesma forma que não há nada que uma pessoa bêbada possa fazer para ficar sóbria.

“Apaixonar-se é um estado semelhante de intoxicação, e é bem possível demonstrar, em estudos de neuroimagem, que áreas do cérebro que controlam julgamento crítico e processam emoções negativas são suprimidas durante o estado da paixão. Assim, em geral, nenhuma quantidade de raciocínio, e nenhuma quantidade de evidências sobre quão nociva a outra pessoa realmente é acabam penetrando na cabeça de alguém que está apaixonado”, sugere.

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Basta pensar na famosa frase “O amor é cego” para saber que Lewis está certo. Mas nem tudo está perdido.

“Eu disse que não há nada que a pessoa possa fazer, por si só, para parar de amar. Mas acho que é possível que medicamentos modernos que alteram neurotransmissores, inclusive alguns que provavelmente não foram inventados ainda, possam interromper o estado de se apaixonar”, opina.

Lewis cita a recente descoberta de uma molécula (dihydromyricetin, em inglês) que, quando administrada, impede ratos de ficarem intoxicados quando bebem álcool. Eles podem beber o quanto quiserem, mas praticamente nada acontece a sua função cerebral (embora algo possa acontecer a seus fígados).

  • “Se é possível evitar que o álcool seja inebriante, então eu suspeito que é, pelo menos teoricamente possível, impedir que o amor seja inebriante, embora também suspeite que o amor possa ser mais complexo do que a embriaguez habitual”, diz.
  • Ou seja, o amor poderia exigir mais ajustes em neurotransmissores, além de alterações nos sistemas de dopamina, opioide endógeno e ocitocina.
  • Pode ser interessante pensar em uma “pílula” para se desapaixonar, mas essa solução certamente está no futuro – se é que vai chegar ao mercado um dia.

…ou aposte na única cura confiável: o tempo

Por menos romântico que isso possa soar, é verdade: o amor não dura. Cada um dos especialistas que opinou neste artigo notou que raramente param para pensar em como se “desapaixonar”. Em vez disso, eles geralmente se perguntam como duas pessoas podem permanecer apaixonadas ao longo do tempo.

Esta é uma boa notícia para os que querem afastar a sensação dolorosa da rejeição. Geralmente, a intensidade apaixonada do amor não dura. Claro, pode se aprofundar em um relacionamento duradouro ou casamento, mas nunca vai permanecer tão intensa quanto é durante o começo da relação.

Fisher explica que há verdade no velho ditado de que o tempo cura, mesmo em um nível neurológico. Ela e sua equipe descobriram que as pessoas que haviam sido rejeitadas mostravam atividade reduzida ao longo do tempo no paládio vental, uma área do cérebro associada com sentimentos de apego.

Para ajudar o seu cérebro com esse “desapego”, faça bastante exercício físico para liberar hormônios como a dopamina. E abrace muito seus amigos: o toque é uma maneira de circular ocitocina em seu sistema, hormônio que poderia ajudá-lo a se sentir mais calmo.

“Para melhor ou para pior, a fase apaixonada não dura para sempre, não importa se queremos isso ou não. Portanto, se você se vê preso ao fardo de estar apaixonado pela pessoa errada, pode encontrar algum consolo no fato de que, algum dia no futuro relativamente próximo, você estará livre”, comenta Lewis.[io9]

Afastar-se pode ser uma grande demonstração de amor

Afastar-se não quer dizer que o outro deixou de ser importante para nós. De fato, pode ser um indicativo de que gostamos demais dele, já que queremos que cresça por si só.

Afastar-se de alguém pode ser uma grande demonstração de amor. Porque nossa presença às vezes não ajuda, e sim o contrário.

Acreditamos que é valioso estar ao lado de alguém mas, e se fosse mais valioso ainda nos afastarmos?

Esta atitude não necessariamente tem que nos fazer sentir mal ou ser interpretada pelo outro como um insulto. Em algumas ocasiões, tomar distância da pessoa que mais amamos no momento adequado pode ser um grande presente.

Afastar-se permite que os outros lutem suas próprias batalhas

O que acontece quando amamos muito a alguém? Desejamos que nada de ruim aconteça a essa pessoa e velamos por seu bem-estar até chega ao ponto em que, se pudéssemos nos colocar em seu lugar, faríamos.

Porém, sabemos que isso não é positivo. Imagine que você está passando por um momento muito ruim onde não consegue erguer a cabeça.

Pode ser que muitas pessoas ao nosso redor nos ofereçam palavras de ânimo, mas isso é tudo: não podem fazer mais nada por você.

Caso alguém tente direcioná-lo, aconselhá-lo e guiá-lo, mantendo sua visão externa, ou inclusive fazendo coisas que você é quem deveria fazer por si mesmo, essa pessoa estaria lhe tirando a grandiosa oportunidade de aprender com uma das muitas experiências que a vida está lhe oferecendo.

Tendemos a fugir de todas as coisas negativas que nos acontecem. Porém, fazer isso evita que tomemos a responsabilidade pelo que ocorre.

Ninguém gosta de sofrer, mas sofrer nos permite crescer, amadurecer e aprender. Sem as coisas negativas, jamais valorizaríamos as positivas; sem o mau, não saberíamos nos dirigir ao que é mais conveniente para nós.

  • Tentar ocupar o lugar dessa pessoa que tanto amamos, desejar lutar as batalhas dela por ela, é um enorme erro.
  • Quando o amor nos cega tanto que nos impede de pensar com clareza e observar que as circunstâncias são as que são e podem ser uma grande oportunidade, afastar-se é a melhor opção.
  • Tomar distância não quer dizer que você não se importa
  • Existem diferentes crenças que podem nos ajudar a refletir quando pensamos em nos afastar de alguém, em dar seu espaço para deixar de ser um lastro em seu caminho até o crescimento.

Sem nos darmos conta, às vezes manipulamos, coagimos, e tudo porque vemos a realidade de outra maneira. É normal! Cada um, em seu lugar, faz uma coisa diferente.

O importante é permitir que cada um aja como quer, ainda que não nos pareça a maneira mais adequada.

Por isso é tão importante se afastar, ainda que diversas crenças que temos em nossa mente nos incentivem a seguir ao lado dessa pessoa que amamos. Aqui temos algumas delas:

Não posso deixá-lo porque o que você vai fazer sem mim? Isso está evitando que a outra pessoa tome as rédeas da situação, e mais, está lhe tirando valor como se não pudesse solucionar as coisas sem você. Você não é o salvador da pessoa.

Se me afasto, vão pensar que não me importo. Talvez a outra pessoa nem pense isso. De fato, este pode ser um medo que você tem de que os outros o critiquem por não fazer o que consideram “correto”.

Ela precisa de mim, sempre me diz que sou muito importante. Talvez a pessoa que você tanto ama tenha se apoiado tanto em você que depende de você pra se sentir bem e enfrentar a situação.

Você nem imagina o quanto a ajudará a crescer se você se afastar.

As demonstrações de amor têm diferentes perspectivas

Tomamos como certo e verdadeiro tudo o que estávamos fazendo até o momento. Porém, às vezes é preciso questionar as formas de agir e de pensar, tomar novas perspectivas.

Durante muito tempo acreditamos que o fracasso era terrível, até que começamos a encará-lo como um aprendizado; consideramos a dependência como sinônimo de amor, quando o verdadeiro amor é cultivado de forma individual.

Afastar-se de alguém pode permitir que essa pessoa cresça, amadureça e se torne forte. Porque ninguém pode tomar o controle de nossas vidas, exceto nós mesmos.

Não tiremos dos outros a oportunidade de se empoderar. Se eles têm medo, se se apegaram e se precisam de nós porque acreditam que por eles mesmos não conseguem, é o momento de nos afastarmos.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

Imagem de capa: Mamontova Yulia, Shutterstock

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