Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

A Netflix tem dezenas de filmes românticos, filmes que além do romantismo também têm uma boa dose de comédia ou de drama.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

São 10 sugestões para veres com a tua cara metade, sozinho(a) ou mesmo em família. São bons filmes e por isso tens aqui uma boa ocupação para este fim de semana prolongado.

  • Vamos então ver.
  • Orgulho e Preconceito
  • Um conto tão antigo quanto o tempo: menino encontra menina, menina odeia menino, o sentimento é meio mútuo por causa da política de classe.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?No conto de Jane Austen do século XIX, a Sra. Bennet espera casar suas filhas com homens ricos, incluindo o recém-chegado Sr. Darcy.

  1. A adaptação de Orgulho e Preconceito, de Joe Wright, de 2005, mantém todo o humor astuto e a tensão do romance de Jane Austen e o infunde com o vapor apropriado à época. 
  2. Quando nos conhecemos
  3. Adam DeVine e Alexandra Daddario são as estrelas principais representando Noah e Avery, amigos que poderiam ter trabalhado como um casal, mas não acertaram na hora certa. 

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?Noah usa uma cabine fotográfica mágica para viajar no tempo e reviver vez após vez a noite em que conheceu Avery, tentando persuadi-la a apaixonar-se por ele.

Engraçado e surpreendentemente doce, Quando nos conhecemos é uma aventura de viagem no tempo com performances espetaculares de apoio e um final previsível.

Como Livrar-se do Chefe

Uma divertida e moderna comédia romântica. Zoey Deutch e Glen Powell atuam como assistentes de dois jogadores de poder único (Lucy Liu e Taye Diggs) e unem-se para fazer seus chefes namorarem, e assim ganhar umas folgas. 

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

É claro que fazer duas pessoas se apaixonarem não é tão fácil quanto parece, nem resistir aos encantos de seu parceiro no crime amoroso. É um filme leve.

A Todos os rapazes que amei

Lara Jean (Lana Condor) é uma romântica incurável com o hábito de escrever cartas para as suas paixões mais épicas. Quando as cartas são descobertas, ela começa a fingir que está a namorar Peter Kavinsky (Noah Centineo) para desviar a atenção da sua verdadeira paixão pelo namorado da sua irmã. 

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Talvez para sempre

Com Ali Wong e Randall Park como dois melhores amigos de infância que perderam o contato na adolescência, mas que encontraram o caminho de volta um ao outro quando adultos. 

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Com um elenco muito bom que também inclui Daniel Dae Kim, James Saito e Keanu Reeves, este filme tem um pouco de tudo, drama, comédia e claro romance.

A Incrível Jessica James

Traumatizada após uma rutura sentimental, uma dramaturga nova-iorquina em dificuldades inicia uma relação com um criador de apps divorciado que conhece num encontro.Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

É uma comédia romântica requintada, que vale bem a pena.

A Banca dos Beijos

Uma comédia romântica ao bom estilo Americano. Baseado em ambiente escolar este filme até ganhou um segundo – A Banca dos Beijos 2.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?Elle nunca pensou que o seu primeiro beijo resultasse num romance proibido. Conseguiu sair com o rapaz mais giro da escola, mas pode vir a perder o seu melhor amigo.

A Teoria de Tudo

Pessoalmente adorei este filme, uma verdadeira homenagem a Stephen Hawking, que explora muito o seu lado pessoal e os seus romances, principalmente com a Jane.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?À medida que o seu trabalho ganha reconhecimento no mundo da física, o corpo de Stephen Hawking é destruído por ELA, deixando-o dependente da sua devota mulher, Jane.

ABC da Sedução

Um comentador chauvinista tenta provar todas as suas teorias num segmento chamado “ABC da Sedução”.Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Brutal, engraçado e com um final previsível mas que tinha que ser. ABC da Sedução é muiot bem representado por Katherine Heigl e Gerard Butler.

Se Tu Soubesses…

Guardei o meu filme favorito de romance da Netflix para o fim. Vale a pena ver que é uma história muito bem conseguida e representada por Leah Lewis (Ellie).

Ellie Chu aceita escrever cartas de amor em nome de um atleta, mas o que ela não esperava era ficar amiga dele… nem apaixonar-se pela mesma rapariga.

Crítica: 4×06 de Good Girls apresentou novas histórias

Desde a primeira temporada de Good Girls, acompanhamos as meninas presas a Rio. Entretanto, pela primeira vez, elas têm a oportunidade de se livrar dele, se trabalharem para o serviço secreto. No começo, elas acharam que seria mais fácil, porém a situação de certa forma é pior – agora que trabalham com a polícia.

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Sem poder lavar dinheiro, elas não têm nenhuma outra maneira de pagar as contas. E Donnegan não pretende ajudar com isso. Então, a única solução que as três encontram é fingir roubar uma joalheria. Se elas estiverem presas, não são úteis para o serviço secreto.

Após uma cena hilária com as três debatendo qual seria o próximo local de roubo, elas são colocadas no sistema de pagamento para proteção de testemunha. Assim resolvendo um dos seus problemas.

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No episódio, conhecemos o chefe de Rio, que na verdade é sua avó e tudo indica que toda a família está no controle desse trabalho sujo. O irmão de Rio parece bem suspeito em relação a Beth ou o que ela significa para ele.

Outra coisa que descobrimos durante o jantar é que Rio gosta de Beth, não necessariamente no sentido amoroso e sim em um sentido sincero, o que deixa a relação entre os dois bem mais interessante de se assistir.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Imagem: Divulgação

Annie e sua jornada

Continuando seu caminho para se tornar uma pessoa melhor, descobrimos que Annie está tentando conseguir o GED outra vez, o que faz sentido no desenvolvimento da personagem.

Se havia qualquer dúvida dos fãs de que Annie iria voltar aos velhos hábitos, esse episódio acabou com todos. Josh aparece na casa dela com medo de se casar. Naquele momento, Annie tem a oportunidade de ficar com Josh, porém sabe que é errado e não faz nada com ele.

Isso consolidou ainda mais a nova “personalidade” da personagem. E, além disso, no fim do episódio, temos a ótima notícia de que Annie conseguiu passar na prova e agora pode pensar em fazer alguma faculdade.

Falsifique até conseguir

Vendo a situação do marido, Ruby decide ajudar e monta o melhor plano para a situação. Já que não pode se livrar de Gene, Stan precisa provar que é mais útil do que bater em pessoas. Assim, Stan dá a ideia de ajudar nas falsificações das bolsas de marca. O plano não funciona perfeitamente e agora Ruby e Stan precisam vender várias bolsas falsificadas.

Não é a melhor opção para os dois. Porém é a mais interessante de se assistir e, talvez, seja o primeiro passo para a saída ou algo maior em algum plot.

Dean e a liberdade

Questionando a saída da prisão e questionando o sentido de liberdade, Dean passou o episódio inteiro confrontando sua suposta liberdade. Após sofrer tanto, ele procura resposta para a nova vida, depois de tentar ciclismo, mas perceber que não pode ir longe de casa.

Se sentindo preso em todos os sentidos, Dean pressiona Beth até ela falar tudo o que aconteceu para conseguir que fosse liberado da prisão. Agora que Dean sabe de tudo, talvez ele esteja disposto a ajudar as meninas.

E então, vocês acham que Dean vai ajdar Beth? Deixe nos comentários e, igualmente, continue acompanhando as novidades do Mix de Séries.

Crítica: Como Livrar-se do Chefe

Dois assistentes de empresários numa grande corporação, unem forças para fazer um “arranjinho” com os seus patrões e assim conseguirem ter mais tempo livre.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Título: Set It UpAno: 2018Realização: Claire ScanlonInterpretes: Zoey Deutch, Glen Powell, Lucy Liu…Sinopse: Dois assistentes de empresários numa grande corporação, unem forças para fazer um “arranjinho” com os seus patrões e assim conseguirem ter mais tempo livre.

Uma comédia romântica original da Netflix que aborda uma história comum, mas que ainda consegue ser divertida. Quem nunca teve vontade de despistar o patrão do local de trabalho, só para ter algum momento de descanso.

Isso aconteceu a  Harper e Charlie, dois funcionários do mesmo edifício que odeiam os seus patrões por serem mesmo viciados em trabalho. Fazem horas e mais e não aproveitam de vida social nenhuma passando todo o tempo atrás de quem lhes paga o ordenado.

Por mero acaso conhecem-se e descobrem que tem muito em comum, criam um plano para juntar os seus patrões, Kirsten e Rick.

Um comédia fácil, mas com pontos que deviam ser retocados. Em primeiro lugar a química entre Zoey Deutch e Glen Powell é quase inexistente. A dupla torna-se num casal forçado que apesar de se tornar no epicentro da história, é desmotivante o interesse por estes dois como par romântico.

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Esperava peripécias mais engraçadas no “arranjinho” que estavam a fazer com os patrões, mas tal não aconteceu. Tudo muito rápido e foi como se fosse amor ao primeiro olhar, na realidade nem sempre é assim.

O argumento estava desgastado e apesar da sua descontracção inicial, não melhorou com o avançar da narrativa.

“Como livrar-se do chefe” é um daqueles filmes que nada de novo acrescenta e ideal para um domingo à tarde. Filme de pipoca comestível entre os olhos meios-abertos e sem a atenção máxima. O blogue atribui 3 estrelas em 5.

3 Dicas de como conviver com pessoas invejosas no ambiente de trabalho – Portal

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

Conviva com pessoas invejosas no trabalho

Passamos a maior parte de nossos dias no trabalho. E isso resulta em conviver com pessoas das mais diversas personalidades, jeitos e gostos. Se o ambiente pode ser um local para conhecer pessoas que admiram nosso profissionalismo, ele é também um lugar, assim como todos os outros, que não está imune à pessoas invejosas.

Justamente por ser um ambiente profissional, encontrar um meio saudável e seguro para conviver com este perfil de pessoas no trabalho é a melhor alternativa.

Mas, o que é a inveja, afinal? É o desejo de ter algo que pertence à outra pessoa, seja uma conquista, um bem material ou algo realizado pelo outro. A inveja é fruto do sentimento de inferioridade que o invejoso possui e isso faz com que ele sinta desgosto diante das conquistas alheias.

O desejo de ter o que o outro tem é, na verdade, a vontade de tomar algo que deixa o outro feliz, pois o invejoso não acredita que conseguirá ter o mesmo.

No ambiente de trabalho é comum se deparar com colegas invejosos quando um colaborador é elogiado pelo gestor, ou promovido para um cargo de chefia. Estas são algumas das muitas situações que podem despertar a inveja do colega. E como lidar com pessoas invejosas no trabalho? Trouxe algumas dicas que podem te ajudar neste processo. Acompanhe-me e confira:

  • Eu tenho o material certo
  • para você entender o que é
  • e como funciona esse
  • método poderoso!
  1. Eu tenho o material certo
  2. para você entender o que é
  3. e como funciona esse
  4. método poderoso!

Características de pessoas invejosas

Antes de partirmos direto para as dicas de como lidar com este tipo de pessoa no ambiente de trabalho, acredito ser importante sabermos identificar de fato quando existe um indivíduo invejoso ao nosso redor, para que assim possamos tomar as providências que acharmos necessárias.

Foca sempre no negativo

A pessoa que sente inveja das demais ao seu redor, ela sempre está focada no negativo e em colocar todos para baixo. Ou seja, quando você conta algo muito bom que lhe aconteceu para ela, geralmente a resposta é sempre negativa, falando que você pode em breve perder o que conquistou, que nada dura para sempre, entre outras palavras direcionadas para te deixar com a autoestima baixa.

Vive se metendo na vida alheia

Como trata-se de um indivíduo que é insatisfeito com os rumos de sua própria vida, o invejoso vive focado em especular o que acontece na vida daqueles ao seu redor, para ter fofocas a espalhar no ambiente de trabalho.

É preciso ter bastante cuidado, pois pessoas assim, ficam muito focadas na vida dos outros, pois podem ter algo a esconder sobre si.

São autocentradas

Tudo gira e tem que girar em torno delas. É muito difícil que aceitem que outras pessoas tenham coisas melhores do que as suas, o que geralmente faz com que elas vivam disparando frases como: “Meu emprego é melhor do que o seu”, entre outras neste sentido.

Trata-se de uma necessidade constante de autoafirmação, para que assim tenham a sensação de que estão sendo superior aos demais à sua volta.

Torcem para que o outro não se dê bem

É até difícil chegar a esta conclusão e acreditar que existam pessoas que torcem realmente para que as outras não se deem bem na vida. Mas, infelizmente, quando o assunto são pessoas invejosas, pode ter certeza que elas ficam à espreita, apenas esperando para disparar a famosa frase “Eu te avisei!”.

É uma pessoa tóxica

Como estão o tempo todo arquitetando maneiras de criar brigas e intrigas, os ambientes pelos quais essas pessoas transitam costumam ser bem carregados de energia negativa, uma vez que esse comportamento tóxico causa esta sensação em todos que lhe rodeiam.

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Dicas para lidar com pessoas invejosas no trabalho

Agora que já conhecemos algumas das principais características das pessoas invejosas, é importante que saibamos como lidar com elas, para que assim possamos também ajudá-las em seu próprio processo evolutivo, mostrando-lhes que o caminho da inveja definitivamente não é o melhor a ser tomado na vida.

Confira as dicas a seguir:

Mantenha o bom relacionamento com os colegas

É importante que você continue com o bom relacionamento que tem com os colegas, mesmo com os invejosos. Ser gentil e prestativo serão qualidades aliadas diante de possíveis fofocas e comentários maldosos que possam surgir dos indivíduos que têm inveja do que você faz e do profissional que você é.

Conheça 3 fatos que atrapalham em qualquer relacionamento.

Convide-o para uma conversa

Outra atitude positiva que você pode ter diante de tanta negatividade, é convidar o seu colega invejoso para uma conversa. Neste papo, é importante que você seja franco e fale sobre o quanto o comportamento dele tem impactado negativamente o ambiente, bem como as relações que ele precisa estabelecer para ter uma vida profissional saudável.

Acredito que esta seja uma das dicas mais importante de todas as que vou compartilhar, pois muitas vezes, a pessoa que é invejosa nem percebe que o é. A partir disso, quando você tem esse papo sincero, ela pode abrir os olhos e mudar a sua forma de agir diante das pessoas que lhe rodeiam.

Comunique seus gestores

Se após a conversa sincera que vocês tiveram o comportamento do seu colega continuar o mesmo, e caso a inveja deste colaborador cause problemas e situações desagradáveis, é importante que o seu gestor seja notificado sobre o caso para que ele tome as medidas necessárias para solucionar a questão.

Seja mais discreto

Evite falar sobre sua vida pessoal quando o colega invejoso estiver por perto. Evite também falar sobre suas conquistas profissionais perto dele, pois isso te poupará de eventuais desgastes com esta pessoa.

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Afaste-se

E se mesmo depois de colocar em prática todas estas dicas, de se colocar à disposição para ajudá-lo em seu processo de mudanças e melhorias contínuas, o seu colega permanecer do mesmo jeito, acredito que seja importante você se afastar um pouco, até mesmo para se autopreservar.

Não estou dizendo para ignorá-lo por completo, uma vez que é preciso que vocês mantenham a relação profissional no ambiente de trabalho. O que quero dizer é para você se ater apenas ao que for estritamente necessário quando tiver de manter contato com a pessoa invejoso. Isso vai fazer com que se preserve, sem desrespeitar ninguém.

E você, tem dicas para compartilhar conosco? Use o espaço abaixo para nos contar a sua experiência e a sua opinião sobre o assunto. Se este conteúdo te ajudou de forma positiva, curta e compartilhe em suas redes sociais.

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Você não é preguiçoso – mas seu chefe quer que você pense que é

Resenha de Laziness Does Not Exist (“A Preguiça Não Existe”), de Devon Price (Atria Books, 2021).

Em seu novo livro Laziness Does Not Exist (“A Preguiça Não Existe”), o psicólogo social Dr. Devon Price procura explicar aos leitores que seu cansaço, seus sentimentos de inadequação e sua falta de alegria em seu trabalho não nascem de suas próprias falhas morais, mas são as consequências inevitáveis de viver e trabalhar sob o capitalismo. (Foto: Sam Solomon / Unsplash)

No romance de George Saunders de 2017, Lincoln in the Bardo, o filho de Abraham Lincoln, Willie, morre e vai para uma espécie de purgatório ao lado das almas de outras pessoas que, como Willie, não sabem ou não podem admitir que estão mortos.

A história culmina com a percepção de Willie, ao testemunhar seu próprio funeral e a dor que mudou a vida de seu pai, que ele de fato havia morrido.

Sua corajosa recusa em se esconder desse fato acaba por libertá-lo e a todas as outras almas no limbo.

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“‘Você não está doente’, disse [Willie].

‘Pare de falar’, disse o Sr. Vollman. ‘Você vai gentilmente parar de falar agora’.

‘Há um nome para o que nos aflige’, disse [Willie]. ‘Você não percebeu? Você realmente não sabe?… Morto’, disse o menino. ‘Pessoal, estamos mortos!’”

No mundo de Willie Lincoln e de outras almas torturadas conjurado por Saunders, é apenas reconhecendo e dando nome à sua condição que eles podem se libertar. Se eles não souberem o que os aflige, ficarão presos em um presente eterno e sem esperança.

Para muitos trabalhadores sob o capitalismo, o problema é o mesmo. Nós não temos um nome para o que nos aflige, e acreditamos que estamos apenas temporariamente presos à uma situação ao invés de que somos perpetuamente explorados.

Se não somos capazes de nomear e confrontar aquilo que nos aflige, carecemos da primeira ferramenta fundamental para nos libertar. As tentativas de explicar esse problema às pessoas poderiam encher bibliotecas inteiras de textos marxistas e servem como razão de existência para publicações como esta.

Onde você teria menos probabilidade de encontrar tal explicação é a seção de autoajuda na sua livraria local.

Isso mudou com Laziness Does Not Exist (“A Preguiça Não Existe”), em que o psicólogo social, Dr.

Devon Price, procura explicar aos leitores que seu cansaço, seus sentimentos de inadequação e sua falta de alegria em seu trabalho não nascem de suas próprias falhas morais, mas são as consequências inevitáveis ​​de viver e trabalhar sob o capitalismo.

Livros de autoajuda, via de regra, existem para pregar aos leitores que eles podem e devem fazer mais: mais trabalho, mais exercícios, mais autocuidado, mais auto-suporte. Nossas vidas podem ser transformadas, nos dizem esses livros, através de melhores escolhas individuais.

Price adota uma abordagem diferente, postulando que toda a lógica da autoajuda corre no sentido contrário da realidade. Não somos infelizes porque não trabalhamos duro o suficiente pela felicidade, somos infelizes porque todos trabalhamos muito em tudo. Além do mais, ninguém parece acreditar nisso, incluindo nós mesmos.

Price se concentra especificamente em um aspecto desse fenômeno, o que eles chamam de “A Mentira da Preguiça”. De acordo com Price, a mentira da preguiça tem três princípios centrais: nosso valor é nossa produtividade; não podemos confiar em nossos próprios sentimentos e limites; e sempre há mais que poderíamos estar fazendo.

Nós internalizamos essa lógica a tal ponto que aprendemos a acreditar que “nossas habilidades e talentos não pertencem realmente a nós; eles existem para serem usados. Se não doamos com prazer nosso tempo, nossos talentos e até mesmo nossas vidas para os outros, não somos heróicos ou bons.” E certamente estamos mais suscetíveis a sermos despedidos.

De onde vem esse sistema de crenças? Price (com quem, para ser franco, me correspondi sobre as ideias do livro ao longo dos anos, mas nunca encontrei pessoalmente) traça a mentira da preguiça ao longo da história estadunidense, revelando suas raízes no cristianismo dos colonos do país e sua utilidade na racionalização da escravidão, servidão contratada e trabalho infantil. Na época da revolução industrial, escreve Price: “a preguiça tornou-se oficialmente não apenas uma falha pessoal, mas um mal social a ser derrotado – e assim permaneceu desde então”.

Parece apropriado que os Estados Unidos tenham acabado de eleger um presidente que fez campanha em parte com base na ideia de que os millennials não merecem empatia pela miséria de sua geração e que encerrou uma questão política incisiva de um participante em uma reunião aberta o desafiando para uma competição de flexões de braço. Obviamente, a ideia de que pessoas com dificuldades não merecem simpatia é besteira. O fato do novo presidente zombar de pessoas arruinadas por uma crise de dívidas que ele ajudou a arquitetar em sua longa carreira como defensor dos banqueiros no Senado dos EUA é apenas uma crueldade extra espalhada por cima do resto. Mas mesmo o mais experiente socialista que odeia Biden não está imune aos modos como essas atitudes se infiltram em nossas vidas e em nossas atitudes em relação a nós mesmos e aos outros.

O capitalismo exige que funcionemos em um estado constante de “aceleração” no trabalho, precisando amontoar cada vez mais atividades nas horas que passamos acordados, independentemente de nossa eficiência ou produtividade real. O que Price chama de “Mentira da Preguiça” é na verdade essa demanda por “velocidade” levada ao seu extremo inevitável, de modo que permeia todos os aspectos da vida de uma pessoa dentro ou fora do horário de trabalho.

A autoajuda não perpetua a ideologia capitalista apenas através da propagação do mito de que cada indivíduo seria capaz e responsável por mudar suas próprias condições. Ela o faz através da insistência de que o nosso próprio desejo humano de viver para algo diferente do trabalho seria simplesmente um desafio a ser superado.

Repetimos e ratificamos a lógica de nossos chefes em nossas próprias vidas por meio das redes sociais e outras vias onde se espera que a “agitação” nunca tenha fim, mesmo em casa.

A cultura dos influenciadores, na visão de Price, amplificou a “mentira da preguiça”: nossas refeições devem ser dignas do Instagram; nossos espaços de vida minimalistas e arrumados; nossos corpos bem tonificados e bem vestidos.

Como resultado, tratamos o sobrepeso, a falta de “bom gosto”, estar fora dos padrões e outras imperfeições aparentes como desprezíveis, e não como formas normais de existência.

Perversamente, esse fenômeno pode até mesmo absorver seu aparente oposto. Nenhum feed de Instagram de influencers está completo sem um punhado de postagens confessionais. Olha só, hoje foi um dia difícil, sou abençoado por esta vida, mas não é tão glamorosa quanto parece.

Só que tenho que continuar sorrindo … Essas ofertas humanizadoras não desmantelam a lógica da cultura da agitação, elas a reforçam – porque a conclusão implícita em cada uma delas é… e mesmo assim estou me levantando e fazendo isso todos os dias, então por que você não faz o mesmo?

As demandas incessantes colocadas sobre nós por nossa própria crença neste mito pernicioso – e as expectativas concomitantes de sermos um amigo aberto e disponível, um membro da sociedade com consciência política e social, um parceiro romântico generoso e comprometido e assim por diante – se combinam para colocar um peso esmagador sobre quase todo mundo que trabalha para viver.

Price relata anedotas e dados sobre as maneiras como determinadas populações, como pessoas com  transtornos mentais, são agravadamente prejudicadas por nosso desprezo social pela preguiça.

Mas sua análise também inclui o dano causado àqueles que não possuem barreiras particularmente notáveis e ​​que ainda assim não se destacam como alunos, funcionários ou eleitores.

Em outras palavras, o mito da preguiça fere a grande maioria de nós.

Como Livrar-se Do Chefe Quando Nos Conhecemos?

É a privação de direitos, não a preguiça, argumenta Price, que faz com que até mesmo pessoas relativamente saudáveis ​​se mantenham distante de desafios e se afastem do mundo. Se não vemos sentido em nossos trabalhos escolares ou qualquer significado nos empregos para os quais pensamos nos candidatar, provavelmente não vamos concluir essas tarefas.

Em um país como os EUA, onde as eleições ocorrem durante a semana, em um dia de trabalho normal, se não votamos, mesmo quando pressionados por outros sobre o cumprimento de nosso dever cívico, não é por sermos preguiçosos demais nos preocupar – provavelmente tivemos de trabalhar naquele dia e não tínhamos energia para entrar na fila das urnas por algumas horas depois disso (para não falar das opções lamentáveis ​​nos sendo oferecidas nas urnas, embora Price não mencione isso).

Além de tudo isso, a maioria das outras pessoas que conhecemos também está passando por alguma versão desses problemas, o que significa que as demandas exaustivas sobre o nosso tempo não terminam quando nossas obrigações profissionais ou acadêmicas terminam. Precisamos de ajuda, assim como nossos amigos e familiares, e todos estamos usando uns aos outros para isso.

Chefes psicopatas: como se manter mentalmente forte diante deles?

Os chefes psicopatas são verdadeiros exploradores psicológicos, e precisamos saber como nos manter mentalmente fortes diante deles. São chefes que não hesitam em pedir tarefas impossíveis e até antiéticas. Gostam de exercer a dominação, são arrogantes, insensíveis e desonestos.

Infelizmente, todas essas práticas não impedem que eles continuem a subir na carreira dia após dia. O que está acontecendo? Nossa sociedade está se tornando cada vez mais tolerante a esse tipo de comportamento agressivo de nossos líderes?

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Todos podemos pensar em algum político que exerce o poder através desse tipo de dinâmica. Todos conhecemos algum diretor de empresa que cumpre à risca todas as características de um psicopata.

Algo que devemos levar em conta é que esse tipo de perfil sempre existiu no nosso dia a dia. O tema, portanto, não é novo. No entanto, a diferença presente na atualidade é de que conhecemos muito bem a sua anatomia psicológica, bem como seus efeitos nocivos.

Um líder psicopata não é um criminoso. Apesar disso, faz uso de artimanhas tão antissociais, danosas e desonestas que poderia estar eticamente à altura de qualquer indivíduo processado pela justiça. Ainda assim, seguimos convivendo com eles, e nada nos faz pensar que essa realidade vai acabar.

Por isso, é recomendável aprender a lidar com ela.

“O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. 
-Lord Acton-

Manter-se forte diante de chefes psicopatas

A Dra. Karen Landay e seus colegas do departamento de psicologia da Universidade do Alabama realizaram um estudo interessante no começo de 2018. O trabalho foi intitulado ‘Estamos servindo o senhor obscuro?’, e foi publicado no Journal of Applied Psychology.

Essa equipe de especialistas revelou que nem todos os chefes têm traços psicopatas. Além disso, nem todos os psicopatas têm cargos de poder e cometem atos violentos. Isso é algo que precisamos esclarecer. Por outro lado, isso não evita que um percentual significativo dos líderes corporativos atuais tenha esta bússola moral “obscura”.

Para começar, a psicopatia não é um traço simples. Ela envolve, na realidade, uma ampla gama de comportamentos; alguns autores destacam alguns deles como os mais relevantes, embora não exista um consenso absoluto.

No entanto, diversos autores concordam que os chefes psicopatas confluem em três dimensões básicas:

  • Domínio interpessoal ou audácia psicológica.
  • Comportamento desinibido ou impulsividade.
  • Empatia adversa e instrumental. Algo que devemos começar a considerar é que o psicopata consegue ler e intuir as emoções alheias, e tenta manipulá-las para usá-las a seu favor.

Estas características explicam a sua ascensão nas empresas. Elas nos levam a entender por que eles são tão audazes nos negócios, encantadores em alguns momentos, e por que conseguem cargos importantes deixando tantas vítimas pelo caminho.

Sabendo disso, vejamos agora quais mecanismos mentais devemos usar diante dos chefes psicopatas.

1. Não se mostre intimidado diante das suas condutas

O chefe psicopata se vale das nossas emoções e fraquezas para assumir o controle. Ele gosta de fazer isso. Na medida do possível, devemos evitar nos mostrar da forma como eles desejam: vulneráveis.

Pode ser difícil fazer isso em algumas ocasiões, mas é fundamental se manter enérgico e com suas barreiras pessoais bem protegidas. Não devemos nos sentir intimidados diante deles, porque quando perceberem isso, vão ganhar mais terreno. A assertividade será a nossa maior aliada.

2. Controle emocional

Esse tipo de perfil psicológico não costuma ter um bom controle das suas emoções. Se nós conseguirmos ser hábeis nessa característica, teremos uma vantagem sobre eles.

Algo assim implica manter uma calma mental adequada. Não podemos nos deixar levar pela angústia e pela raiva. Se perdermos o equilíbrio, eles vão começar a manipular ainda mais as nossas emoções.

3. Não caia nas armadilhas psicológicas dos chefes psicopatas

Os chefes psicopatas são grandes contadores de histórias. Não hesitam em explicar aspectos e experiências de suas vidas, em encantar e se aproximar com habilidade. Não nos equivoquemos: esta é uma armadilha sutil e eficaz com o objetivo de ganhar a nossa confiança para nos dominar.

4. Seja seu espelho, faça com que eles vejam suas próprias falhas

Sempre que possível, devemos conseguir duas coisas. A primeira é manter nossos limites pessoais protegidos, impedir que nos machuquem. A segunda é que os chefes psicopatas vejam as suas próprias falhas.

Por isso, quando se dirigirem a nós, devemos reorientar a conversa para a sua pessoa e as suas dinâmicas tóxicas. Um exemplo: na reunião de hoje você parecia um pouco estressado, até gritou com a gente. Talvez fosse bom refletir um pouco sobre essa tarefa que você pediu. Acredito que você saiba que ela é excessiva e que não poderá ser cumprida hoje.

5. Evite o contato cara a cara e priorize o e-mail

Sabemos que nem sempre é possível manter um chefe à distância. Com frequência, somos obrigados a lidar com eles cara a cara dia após dia. Isso, além de nos esgotar, pode acabar nos deixando queimados psicologicamente.

Assim, sempre que houver a possibilidade, é recomendável mantê-los longe e falar com eles por e-mail e mensagens. Há estudos que comprovam a eficácia de fazer isso dessa forma. A comunicação é menos agressiva e é possível alcançar um melhor fluxo de trabalho.

Para concluir, conforme falamos no início, nada parece nos dar pistas de que esse tipo de situação vai desaparecer. Os diretores, chefes corporativos e políticos com traços psicopatas continuarão surgindo ano após ano. Fugir deles é a melhor resposta, mas como bem sabemos, nem sempre é possível.

Devemos, portanto, aprender a conviver com estes perfis, a agir em vez de nos limitarmos a reagir e, em essência, a criar um bom kit de sobrevivência para proteger a nossa saúde psicológica.

6 passos para se chegar a um acordo

Juliana Goulart trata explica 6 passos para se chegar a um acordo.

Desde que nos conhecemos por gente nós negociamos. Sim, você negocia todos os dias e nem percebe! Você negocia quando pede dinheiro para o seu pai e explica o porquê da necessidade; quando você aprende a dividir o controle remoto da TV com o seu irmão e quando você conversa sobre aumento de salário com o seu chefe.

Algumas pessoas têm a habilidade de negociar muito desenvolvida, pois sabem ouvir e controlar suas funções orgânicas; outras, ao contrário, sentem desconforto, ansiedade e acabam desperdiçando a oportunidade de obter acordos satisfatórios. A boa notícia? Essa habilidade pode ser estudada e desenvolvida!

Business people shaking hands in a meeting room

Depois de muitos anos estudando e praticando a negociação e a mediação, William Ury, no livro “Como chegar ao sim com você mesmo” elaborou 6 passos desafiadores para quem deseja chegar a um acordo com benefícios mútuos.

Em resumo, os seis passos são os seguintes:

  1. COLOQUE-SE NO SEU LUGAR: o adversário mais poderoso é você. O desafio é não ficar se julgando e ouvir com empatia suas necessidades básicas antes de negociar.
  2. DESENVOLVA SUA “BATNA” INTERIOR: o desafio é deixar de culpar os outros e tornar-se responsável por sua vida e por seus relacionamentos. Deve-se aprender a cuidar de seus interesses independentemente dos que os outros façam ou deixem de fazer. Não sabe o que é BATNA? É a “melhor alternativa a um acordo negociado”! (Best Alternative To a Negociated Agreement).
  3. REENQUADRE SEU PANORAMA: o desafio é deixar de ver o mundo como um lugar de recursos escassos e criar as próprias fontes de satisfação independentes e autossuficientes. Pense que a vida está do seu lado, ainda que hostil!
  4. MANTENHA-SE NO PRESENTE: O desafio é livrar-se de ressentimentos do passado e de preocupações com o futuro. Deve-se viver no presente, pois é o único momento em que temos a oportunidade de mudar uma situação para melhor.
  5. RESPEITE OS OUTROS: Apesar de ser tentador reagir à rejeição com rejeição, ao ataque pessoal com ataque pessoal, o desafio é tratar os outros com respeito e inclusão, ainda que se tratem de pessoas difíceis e que nos rejeitem e nos ataquem!
  6. SAIBA DAR E RECEBER: quando os recursos são escassos é mais fácil cair na armadilha do ganha-perde e pensar em satisfazer apenas as próprias necessidades. O desafio é mudar a estratégia para o “ganha-ganha”. Como? Dando antes de receber.

De acordo o autor, esses passos compõem uma jornada circular para o “sim interior” e fazem parte de uma atitude construtiva incondicional de aceitação e respeito. Primeiro com você mesmo, depois com a vida e depois com os outros.

Segundo Ury, esses passos devem ser revistos com um dia de antecedência ao dia da negociação, de forma a garantir que, ao interagir com a pessoa com quem se pretende negociar, você atue como seu melhor aliado e não como seu pior adversário.

Daí a importância de um bom negociador ser dotado da capacidade de colocar-se no lugar do outro. Afinal, a negociação é um exercício de influência, com a finalidade de mudar o interesse de outra pessoa. E para isso, para começar é preciso conhecer este interesse, ou seja, ter empatia!

Vamos negociar?

SAIBA MAIS SOBRE MEDIAÇÃO

—URY. William. Como chegar ao sim com você mesmo. Tradução de Afonso Celso da Cunha. Rio de Janeiro: Sextante. 2015.

Texto publicado em EMais Editora.

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