Como Lidar Com Uma Pessoa Que Sofre De Ansiedade?

28 de novembro de 2019

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Como lidar com uma crise de ansiedade? Você já viu alguém se questionando sobre isso ou pedindo ajuda? Crises de ansiedade têm sido cada comum em nossa sociedade.

Você já ouviu algum colega afirmar que foi parar no pronto socorro, achando que estava tendo um infarto? Taquicardia, sudorese e todos os sinais de estamos à beira da morte? É isso mesmo, uma crise de ansiedade à vista!

A crise de ansiedade acontece quando os sintomas da ansiedade se manifestam abruptamente. O coração acelera, as mãos tremem e a respiração se torna irregular. A pessoa fica paralisada, sem saber como reagir. A sensação é de desespero e medo profundo, como se algo muito ruim estivesse prestes a acontecer.  

Porém, é comum que a crise se desencadeia em ocasiões inesperadas quando, na verdade, não existe perigo. A pessoa que sofre com crise ansiedade tem dificuldade para executar tarefas simples porque são elas que lhe causam tanta angústia.

Como Lidar Com Uma Pessoa Que Sofre De Ansiedade?

O que é transtorno de ansiedade?

É a preocupação excessiva, constante e de difícil controle. A pessoa ansiosa está sempre à espera de uma catástrofe ou de um imprevisto para estragar o seu dia. E, então, entra em um estado de hipervigilância extremamente cansativo tanto para o emocional quanto para o corpo físico.

A ansiedade se manifesta física e psicologicamente de variadas formas. Cada pessoa apresenta sintomas diferentes, por isso, pode ser de difícil diagnóstico no início.

O constante nervosismo, problemas de concentração, medo excessivo, irritabilidade e distúrbios do sono são alguns sintomas psicológicos. Já os físicos são respiração ofegante, taquicardia, mãos e pés suados, dor de barriga, náusea e tremores no corpo, entre outros.

A crise de ansiedade ou ataque de pânico é uma combinação de vários sintomas, intensificados por pensamentos desesperadores. A pessoa em momento de crise raramente consegue controlá-la.

Quem sofre de crise de ansiedade?

Pessoas com ansiedade generalizada não são as únicas que sofrem de crises. Quem já passou por experiências traumáticas, como a morte de alguém querido ou alguma forma de abuso, também está propenso a ter ataques de ansiedade.

Fatores externos da vida cotidiana também podem ser gatilhos, como crises financeiras, divórcio ou demissão. Em suma, todos nós podemos, em algum momento da vida, desenvolver ansiedade e ter crises. 

A existência de outros transtornos, como a síndrome do pânico, ou de fobias, como a agorafobia, também estão associados à crise ansiosa.

Outro transtorno que pode ocasionar a crise é o transtorno misto e depressivo, quando a pessoa apresenta sintomas de ansiedade e depressão de baixa intensidade. Por isso, é ideal procurar ajuda profissional para chegar a um diagnóstico.

Sintomas da crise de ansiedade

Os sintomas da crise ansiosa são semelhantes ao da ansiedade generalizada. Porém, há alguns que são particulares da crise.

  • Palpitação;
  • Calafrios;
  • Sensação de garganta fechada;
  • Falta de ar ou respiração alterada;
  • Suor;
  • Dores no peito;
  • Tremores;
  • Náusea;
  • Formigamentos;
  • Dores no peito;
  • Vontade de fugir para um local seguro;
  • Medo de perder o controle ou enlouquecer;
  • Medo de morrer ou de uma possível tragédia;

Os últimos três são a principal diferença entre os sintomas da ansiedade generalizada e da crise. Pensamentos e sentimentos de intenso pânico, em que a pessoa acredita viver um episódio trágico. Em caso de dúvidas, um teste de ansiedade pode ajudar a esclarecer a existência dos sintomas.

Quando a crise de ansiedade se manifesta?

Comumente, a crise ocorre em momentos de tensão ou estresse elevado. Estes podem ser qualquer coisa considerada intimidadora para a pessoa.

Por exemplo, apresentações, reuniões, competições, trabalhos em grupo, ou tarefas complexas e de longa execução. Locais muito movimentados ou espaços apertados também costumam ser gatilhos.

Entretanto, a crise de ansiedade também pode se manifestar em ocasiões aparentemente de pouco apego emocional. A pessoa ansiosa vê tarefas e situações corriqueiras como grandes desafios.

Mesmo que ela tenha passado por um acontecimento bom, sua mente pode começar a criar histórias negativas. Assim, a pessoa fica confusa e preocupada com possíveis cenários futuros, desencadeando o ataque de ansiedade.

Como Lidar Com Uma Pessoa Que Sofre De Ansiedade?

O que fazer no momento da crise de ansiedade?

Embora a crise seja de difícil controle, é possível amenizar e procurar encurtar os sintomas.

Focar na respiração

Passar por uma crise é uma experiência assustadora. Isto é, a incapacidade de controlar o corpo e os pensamentos pode amedrontar quem está em crise. Focar na respiração, procurando regularizá-la por meio de respirações profundas, ajuda a focar a atenção em outra coisa, além de prevenir a hiperventilação.

Combater os pensamentos

O pensamento acelerado é comum em ataques de ansiedade. É essencial que a pessoa lute contra eles. Lutar no sentido literal. Quando nossa mente está bagunçada, é complicado ver a razão. É preciso argumentar contra a própria mente, expulsando pequenos ilógicos para trazer a pessoa de volta a realidade. Esta raramente é tão ruim quanto o cenário formulado em nossa cabeça.

Fazer exercícios de visualização

Uma maneira eficaz de combater o súbito pânico é se imaginar em um local calmo, seguro e agradável. Pode ser um campo de flores ou um cenário real em que a pessoa se sinta bem.

Também é possível visualizar o pós-crise, quando a pessoa está recuperada e vivendo tranquilamente.

Esta técnica funciona da mesma forma que os pensamentos caóticos: criando um cenário imaginário, mas, desta vez, positivo.

Procurar distrações

É ideal se distrair com o que há ao redor ou com o que gosta: músicas suaves, mantras de positividade, leituras leves e encorajadoras, automassagens para relaxar os músculos.

Se possível, deixar o lugar onde se encontra se este for agitado ou claustrofóbico. Criar uma distração impede a dissociação do presente e conforta, confirmando que tudo ficará bem.

O principal, no entanto, é o controle da respiração.

Estar ciente do pânico

Quando se tem uma crise de ansiedade pela primeira vez, a experiência é um assalto aos nossos sentidos. Raramente, é possível permanecer no controle.

Se a crise acontecer novamente, não se deve ficar irritado ou frustrado ou lutar desesperadamente contra o pânico. Aceitar a ocorrência da crise pode acalmar momentaneamente, pois a pessoa sabe o que está ocorrendo com ela.

Assim, consegue se concentrar nas práticas para superar o ataque de ansiedade.

O que fazer para prevenir a crise de ansiedade?

A prevenção da crise vem com a consciência da ansiedade generalizada ou de apenas alguns sintomas que, com o tempo, podem evoluir para este quadro.

Hábitos nocivos a nossa saúde mental e bem-estar, como consumo frequente de alimentos gordurosos, vício nas redes sociais, e preocupação em excesso, servem como catalisadores para o desenvolvimento da ansiedade e de outros transtornos.

É importante ficar atento para os possíveis sintomas e hábitos ‘viciados’, os quais perpetuamos sem consciência. O estilo de vida que levamos influencia diretamente a nossa saúde mental e física. Devemos nos esforçar para fazer as modificações necessárias para torná-lo mais leve, mais prazeroso.

Praticar atividades físicas, comer lanches saudáveis, desligar a TV durante o noticiário e participar de eventos locais de sua cidade são coisas simples que podemos fazer frequentemente.  

Cuidar dos níveis de estresse é igualmente primordial, especialmente nos dias atuais, em que a maioria das pessoas está sempre estressada. É preciso encontrar mecanismos eficientes de relaxamento bem como cultivar o amor-próprio. Assim, evitaremos nos colocar em situações de extremo desagrado que prejudicam o nosso emocional.

Os florais para ansiedade são um exemplo. Eles ajudam a equilibrar as emoções, trazendo conforto, coragem e sensações positivas. Para quem não gosta muito de recorrer a remédios, esta é uma ótima opção para se livrar de pensamentos e sentimentos ruins. Para potencializar os efeitos, utilize os florais juntamente com o tratamento psicológico.

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Como ajudar alguém com ansiedade?

É muito difícil assistir a uma pessoa querida passar por ataques de ansiedade ou crises do pânico bem como viver com o excesso de ansiedade.

A pessoa ansiosa já vive com dezenas de preocupações que não são totalmente suas ou racionais. Por isso, quem deseja ajudar precisa compreender como a ansiedade funciona e se manifesta. Quando a motivação desaparecer e os sentimentos ruins se instalarem, puxando a pessoa para baixo, é preciso compreensão e paciência.

Simples atitudes são o suficiente para ajudar: ouvir desabafos sem julgamentos, incentivar visitas ao psicólogo e cuidar as palavras para não causar mais dor ao outro.

Basicamente, demonstrar que está disposto a ajudar, sem pressões ou expectativas grandiosas, e agir conforme o combinado é a melhor maneira de ajudar alguém com ansiedade.

Já durante a crise de ansiedade, a ajuda precisa ser mais bem pensada para não piorar a situação. Conversar com a pessoa em tom suave, procurar acabar com a origem da ansiedade ou pânico e assegurar que a crise passará em breve são atitudes que podem confortar no momento da crise.

Se a pessoa estiver muito agitada, apenas permaneça presente em uma distância confortável para que ela não se sinta sufocada. Sempre que possível, porém, procure assistência médica.

Ansiedade tem cura!

Logo na primeira crise, se possível, procure um profissional. A ansiedade generalizada está atrelada a diversas causas. Na maioria das vezes, essas são desconhecidas.

A pessoa ansiosa raramente tem consciência de que pode mudar a forma como vive e extinguir as apreensões. Ou, pelo menos, aprender a lidar com eles.

A ajuda psicológica proporciona essa realização, além de garantir o tratamento do transtorno de ansiedade.

Precisa de apoio psicológico? Use nossa ferramenta de agendamento e encontre o psicólogo ideal em qualquer hora e lugar.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

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Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Como ajudar alguém com crises de ansiedade

Muitas vezes os familiares e amigos ficam perdidos quando presenciam uma crise de ansiedade, pois não sabem direito o que está ocorrendo e não conseguem auxiliar a pessoa neste momento de grande sofrimento.

Como a ansiedade aciona de uma forma bastante intensa nosso corpo, é normal que esses sintomas acarretem grande aflição.

Para quem tem crises de ansiedade, um simples pensamento pode desencadear uma cadeia de acontecimentos.

Evolutivamente falando, o ser humano possui um sistema que chamamos de “luta ou fuga”, esse sistema fez com que nossa espécie sobrevivesse, pois quando algum perigo ocorria, lutávamos ou fugíamos, esse sistema de luta ou de fuga é acionado em crises de ansiedade, porém a pessoa não está vivenciando uma situação que ela precise lutar ou fugir, quando, por exemplo, temos um risco real de vida, como em um assalto.

  • BRASIL É O PAÍS COM O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS COM ANSIEDADE 

Como Lidar Com Uma Pessoa Que Sofre De Ansiedade?

Esses sintomas podem ser: taquicardia, tremor, sudorese, falta de ar, adormecimento de partes do corpo, enjoo, etc. Quando essas reações chegam com uma intensidade grande e juntas, a pessoa sente como se estivesse perdendo controle de seu corpo, achando às vezes que pode desmaiar ou até morrer.

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Crédito: Catraca LivreBrasil é o país campeão em ansiedade

Você sabia que através de passos fáceis você pode auxiliar um familiar ou amigo que está passando por isso?

Acolha com empatia

Primeiramente, é importante acolher esses sentimentos, pois realmente em uma crise de ansiedade o sofrimento com os sintomas fisiológicos é muito grande. Evite frases como: “Isso é frescura”, “Você está fazendo isso para chamar a atenção.”, “Você está exagerando” e as substitua por “Estou aqui com você”, “Você não vai morrer”, “Você pode contar comigo”, “Você vai superar essa crise”.

Leve a pessoa a um local tranquilo

Uma das coisas que podem ser feitas e ajudam muito, é levar a pessoa para um lugar mais tranquilo, arejado, se possível, pode ser um local como um parque, muitas pesquisas evidenciam que o contato com a natureza auxilia na melhora do humor e redução da ansiedade.

Caso isso não for possível, você pode auxiliar a pessoa a imaginar um local que ela se sinta em paz, como uma praia, falando para imaginar o vento batendo no rosto, o barulho das ondas do mar, detalhando a cena o máximo possível.

Essa estratégia é ótima para acalmar o ritmo da respiração e a reduzir a ansiedade.

Proponha exercícios respiratórios

Quando estamos ansiosos, nosso fluxo respiratório se altera, fazendo-nos ficar ofegantes, com palpitações e termos a sensação de falta de ar. Nesta hora, você pode – com a ajuda de um relógio – cronometrar o intervalo das respirações.

É importante neste momento inalar e exalar o ar mais lenta e profundamente, você pode explicar para a pessoa que ela pode puxar o ar contando até 5, segurando 3 segundos e soltando todo o ar dos pulmões bem devagar, se quiser pode acompanhá-la nas respirações.

Tire o foco dos sintomas

Outra dica é observar e ajudar a pessoa a tirar o foco daqueles sintomas desconfortáveis, você pode convidá-la para olhar e perceber ao seu redor alguns objetos, se vocês estiverem na rua você pode pedir para ela contar a quantidade de carros estacionados, ou pode pedir para nomear as cores que está vendo.

O objetivo desta técnica é distrair a pessoa que está com seu sistema de “luta ou fuga” acionado, pois um dos principais motivos de uma crise de ansiedade se intensificar é a pessoa focar nessas reações corporais, e assim, você vai ajudar ela a se distrair, diminuindo esse pico intenso de ansiedade.

É importante uma avaliação médica, pois os sintomas são muito similares com ataque cardíaco. Se sua saúde física estiver OK, procure a avaliação profissional de um psicólogo que trabalhe com a terapia cognitivo-comportamental, considerada tratamento de referência para manejo de ansiedade.

Texto escrito pelas psicólogas Gabriela Lumi e Karine Santos da Flows Psicologia.

Veja também: Como controlar crises de ansiedade

6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade, mal que afeta 13 milhões de brasileiros – BBC News Brasil

  • Keila Guimarães
  • De São Paulo para a BBC Brasil

Como Lidar Com Uma Pessoa Que Sofre De Ansiedade?

Crédito, Getty Images

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'Há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso', explica especialista

Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

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Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

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Estudo de Remes notou que pessoas com senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram.

Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade.

“Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação.

Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

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“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo.

Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho.

Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

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Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

Como ajudar um amigo que tem transtorno de ansiedade

O ano do vestibular gera inúmeras preocupações no estudante. A concorrência é grande, são poucas vagas, muitos conteúdos para serem estudados e pode existir uma enorme pressão por parte de família, amigos, professores e, principalmente, dos próprios alunos. Além disso, existe outro fator que acompanha o jovem constantemente nessa fase: a incerteza da aprovação.

Por isso, especialistas apontam que o ano de preparação para o vestibular pode desencadear episódios intensos de ansiedade ou acentuar quadros preexistentes. E, neste ano, a situação fica ainda mais delicada por causa da pandemia do novo coronavírus, que adiciona incertezas ao cenário.

Bárbara Souza, psicóloga do Serviço de Atendimento Psicológico (SAP) do Curso Anglo, explica que houve o surgimento de novos elementos com potencial para o desenvolvimento do transtorno, como: 

  • conflitos familiares potencializados pela intensificação da convivência;
  • dificuldades de adaptação da rotina de estudo online e conciliação com tarefas domésticas;
  • o isolamento social e a falta de compartilhamento de experiências cotidianas 

Se você notou que algum amigo está está mais ansioso ultimamente e quer ajudar de alguma forma, confira as informações sobre o transtorno. Ao entendê-lo melhor, ficará mais claro qual o caminho mais adequado para ajudar alguém nessas situações. 

Mas afinal, o que é ansiedade?

Segundo Thais Arantes Ribeiro, psicóloga e coordenadora do Colégio Poliedro Campinas, a ansiedade pode ser considerada uma reação normal em diversas situações de ameaça ou estresse.  Mas o transtorno de ansiedade consiste em um conjunto de sintomas, físicos e psicológicos, que prejudicam as atividades diárias da pessoa

Entre os sintomas psicológicos do transtorno estão preocupação, apreensão ou medo excessivos, capazes de dominar o pensamento e afetar frequentemente a rotina e os relacionamentos. Sintomas físicos também podem aparecer, como tensão muscular, dor de cabeça, taquicardia, calafrios, falta de ar, tremores e espasmos. 

O tratamento inclui sessões de terapia e medicamentos, que variam de acordo com a gravidade do quadro. 

Identificando os sinais nos seus amigos

Os principais sinais que podem ser notados por pessoas próximas são as oscilações de humor e a mudança na forma de se comportar, com estresse desproporcional, maior irritabilidade, dificuldade de superar um acontecimento e de manter a concentração, sensação de medo e angústia constante.  

Esses sintomas podem ser percebidos por amigos e familiares ou a pessoa pode mencioná-los em conversas cotidianas. 

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“É importante ficar atento à frequência desses relatos. Se o amigo conta de um sofrimento ou pensamentos recorrentes relacionados a medos e situações de ansiedade persistentes e intensas ou relata sinais físicos (como sensação de desmaio e tontura, sudorese e extremidades frias, tremor dentre outros) recorrentes e sem causa aparente, algo não está certo”, diz Souza.

Como ajudar 

Segundo Ribeiro, o mais importante para lidar com uma pessoa que possui o transtorno de ansiedade é ouvi-la e validar os seus sentimentos e preocupações. Minimizar sua angústia ou dizer que “vai passar” não é uma boa escolha, porque não é algo que está sob seu controle, por mais que sua intenção seja ajudar. 

Escute o que a pessoa tem a dizer, mas saiba respeitar caso não esteja preparada para abrir seus sentimentos. Dê o espaço que a pessoa precisa, sem deixar de demonstrar que se importa”, completa. 

Manter canais de diálogos abertos também é importante para que, com o tempo, passe a entender como seu amigo funciona em momentos de crise e o que pode fazer para ajudá-lo, já que as práticas podem variar dependendo da pessoa. 

Não relativizar o que o outro está dizendo é fundamental. “Mesmo que, para quem escuta, o que está sendo dito pareça pequeno ou que haja um ‘exagero’ da parte do amigo, é importante entender que há um sofrimento e que diminuir isso poderia acabar machucando ainda mais”, explica Souza. 

Depois de um tempo, caso ele não volte a procurar sua ajuda, uma sugestão é entrar em contato para perguntar como está e reforçar que continua havendo espaço para diálogo.

Limites e riscos

  • Caso os amigos ou a própria família percebam que há alguma questão afligindo o jovem, a recomendação das especialistas é o encaminhamento para um psicólogo ou psiquiatra que vão diagnosticar corretamente e entender potenciais gatilhos e formas de tratamento. 
  • É importante ressaltar que, por mais que você queira ajudar seu amigo, existem certos limites que não podem ser ultrapassados sem o preparo necessário para lidar com a situação. 
  • “A orientação profissional é muito importante para estabelecer uma recuperação real e evitar agravar ainda mais o quadro, dependendo do que for dito”, finaliza Ribeiro.  

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Cinco coisas para dizer a quem sofre de ansiedade

Para quem não foi diagnosticado com transtorno de ansiedade, pode ser difícil entender de verdade o que está acontecendo dentro da cabeça ou o que dizer para os 40 milhões de adultos americanos que vivem com a doença.

O que você deve dizer para uma pessoa querida que sofre de estresse extremo? Como fazê-los sentir-se melhor se você mesmo não consegue processar o que está acontecendo? Pode parecer desafiador, mas a verdade é que os transtornos de ansiedade são mais fáceis de entender do que você imagina — e há maneiras de oferecer ajuda, diz ao The Huffington Post Todd Farchione, psicólogo clínico do Centro de Ansiedade e Distúrbios Relacionados da Universidade de Boston.

“São emoções humanas que todos nós sentimos. Para certas pessoas, elas podem se manifestar como um medo profundo ou algum tipo de ansiedade, enquanto para você é algo bem diferente”, diz Farchione. “Medo é algo que todos sentimos, por isso quando conversamos com alguém que sofre de ansiedade o importante é tentar estabelecer conexões.”

A maneira chave de fazer essa conexão é oferecer apoio sem julgamentos, diz ele. Pessoas queridas podem achar que estão ajudando ao recomendar calma. Mas, na realidade, isso pode acabar piorando o problema.

O que devemos fazer e dizer? Veja abaixo cinco formas de ajudar quem lida com a ansiedade.

“Você pode falar mais sobre o que está sentindo?”

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Conversar com uma pessoa que esteja lidando com o problema exige uma sensibilidade distinta, diz Farchione. Uma sugestão é fazer perguntas que a deixem à vontade para se abrir.

“Se você realmente quer ajudar, o melhor a fazer é se perguntar como você pode dar apoio de maneira que a pessoa consiga falar o que está sentindo e por quê”, diz Farchione. “Em seguida, seja gentil, para que a pessoa consiga pensar na ansiedade de maneira diferente. Diga frases de apoio que sejam conflitantes com o que ela estiver pensando.”

“Sinto muito que você esteja passando por isso.”

Parte do desafio dos transtornos de ansiedade e de pânico é lidar com os ataques de pânico, episódios carregados de medo que causam uma enorme sensação de pavor. Se você nunca passou por um desses ataques — que também pode ser fisicamente debilitantes –, abordar a pessoa com simpatia em vez de preocupação pode ser o método mais eficaz.

“A pior coisa a fazer é também entrar em pânico e contribuir para o alto nível de emoção que já está ocorrendo”, diz Farchione. “Isso joga gasolina no fogo e pode parecer falta de compaixão para com o que eles estão sentindo.”

Farchione salienta a importância de estar presente para uma pessoa querida quando ela passa por esse tipo de situação difícil. Apesar de assustadores, os ataques de pânico passam, diz ele. “Entrar em pânico com o pânico não ajuda.”

“Não é culpa sua.”

“É importante não diminuir a experiência”, explica Farchione. “Ser solidário é estar disposto a ouvir o que eles têm a dizer e ser compreensivo. Mas, para chegar a esse nível de entendimento, é necessário validar o que eles estão sentindo.”

Mas é importante reconhecer o sofrimento sem aumentar ainda mais a ansiedade, alerta Farchione. “Tenha cuidado para não ser cúmplice do medo da pessoa”, diz ele. “Ser compreensivo não significa que temos de acomodar seus medos, algo que as famílias costumam fazer com frequência. Esse tipo de atitude pode acabar alimentando a ideia de que há algo a temer.”

“Isso deve ser muito difícil para você.”

Frases como “isso deve ser muito difícil para você” ou “por favor, me diga o que posso fazer” podem significar validação — um fator importante quando se trata de oferecer apoio genuíno, diz Farchione.

Muitas vezes queremos fazer algo para ajudar uma pessoa querida, mas tudo o que eles realmente precisam no momento é de um ombro amigo e do reconhecimento de que estão passando por um momento difícil.

A empatia pode fazer uma enorme diferença para alguém que está ansioso.

“O paradoxo é que [uma frase empática] ajuda a acalmar, porque eles não sentem que têm de lutar por sua ansiedade”, disse previamente ao HuffPost Healthy Living Keith Humphreys, professor de psiquiatria da Universidade Stanford. “Isso mostra alguma compreensão.”

Fique em silêncio.

No fim das contas, Farchione diz que não é necessariamente o que você diz o que realmente importa, mas como você demonstra seu apoio. Às vezes, o simples ato de ouvir pode ser mais do que suficiente.

“Esteja disposto a oferecer o seu tempo”, diz ele. “Esquecemos como isso é importante. Às vezes, o mais útil para quem sofre de ansiedade é simplesmente ter alguém para ouvir a sua experiência. Só isso.

The Huffington Post – 15/06/2015. Imagem: Creative Commons

10 maneiras de ajudar uma pessoa em crise de ansiedade

Quando convivemos com alguém ansioso é necessário ter cuidado para não piorar o seu estado. 

Lidar com a ansiedade é um desafio diário, já que esse transtorno provoca uma tentativa de controle que, muitas vezes, antecipa situações que supostamente podem trazer sofrimento. Existem diferentes tipos de ansiedade, que podem variar de casos mais leves, até transtornos diagnosticados como patologias.

No momento de uma crise de ansiedade, a pessoa pode vivenciar sensações de medo, angústia e incerteza, que nutrem o pessimismo, fazendo com que esta só pense ou espere pelo pior.

Como ajudar numa crise de ansiedade?

Nesse momento, não diga que “vai passar”, nem mesmo aposte em frases otimistas para tentar animar a pessoa.

Também evite menosprezar ou amenizar a situação, como se fosse algo simples de ser superado. Nesses casos escutar mais do que falar e demonstrar preocupação são medidas que podem contribuir.

Afinal, a ajuda de maneira equivocada pode aumentar os sintomas de ansiedade e causar ainda mais sofrimento. Dessa maneira, é essencial evitar aquilo que pode atrapalhar. Veja como ajudar da maneira certa:

1. Deixe o otimismo de lado

Ainda que seja uma boa intenção, na hora da crise de ansiedade ninguém quer escutar frases de apoio como “tudo vai dar certo” ou “vai passar”. A pessoa ansiosa tende a se irritar ainda mais, pois interpreta como se o outro estivesse menosprezando o seu problema.

Aliás, quando se encontra em crise, o ansioso não consegue enxergar uma situação positiva e parece haver dificuldade em tudo. Então, evite frases como essas.

2. Evite “dar um tranco”

Não adianta pressionar ou tentar fazer com que o outro reaja diante de trancos. O importante é oferecer apoio, pois do contrário só fará com que a pessoa se sinta desvalorizada.

Dizer coisas como “Você precisa enfrentar” ou “Você vai superar” podem servir como um reforço negativo, fazendo com que a pessoa se sinta ainda mais fraca, o que pode piorar a autoestima que já está abalada pela ansiedade.

3. Escute mais

Ouvir mais do que falar é a melhor alternativa para ajudar a pessoa em um momento de ansiedade. Tente não fazer julgamentos para não desmotivar o desabafo.

Porém, respeite o tempo de cada um e evite forçar o diálogo, já que isso pode causar mais ansiedade. 

4. Demonstre preocupação de verdade

Independentemente da proporção da crise, mantenha um diálogo afetuoso.  Uma crise dura, em média, 25 minutos, portanto, continue ao lado da pessoa.

Demonstre empatia, contudo, evite preocupação em excesso, já que isso aumenta a ansiedade. Não transforme o episódio em uma catástrofe, aja de maneira tranquila e natural.

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5. Distraia a pessoa com boas lembranças 

Tente desviar a atenção da pessoa em crise com assuntos aleatórios, coisas boas que já foram vivenciadas ou que estão planejadas, tais como uma viagem.

Porém, faça isso com cuidado para não parecer que o momento de ansiedade não tem importância. Apenas tente desviar o foco com sensibilidade, assim é possível observar se a estratégia deve ser interrompida ou não. 

A pessoa que sofre de ansiedade irá demonstrar se está receptiva. Caso contrário, pare de tentar distraí-la.

6. Chame-o para dar uma caminhada

O ansioso pode não ter disposição para fazer algum tipo de atividade mais divertida ou prazerosa, porém, vale a pena oferecer alternativas como fazer uma caminhada ou dar uma volta, para respirar novos ares.

Mas, não seja insistente, a pessoa deve se sentir livre para aceitar ou não. Caso não aceite, diga: “podemos fazer algo juntos quando você melhorar”. Assim, você demonstra acolhimento e apoio, afastando a sensação de solidão vivenciada pela pessoa ansiosa.

7. Não ofereça bebida

Ainda que o álcool pareça relaxante, não é a melhor alternativa. Pois, sempre que a crise de ansiedade surgir, a bebida pode ser associada como uma forma de alívio. Então, evite criar maus hábitos que além de não ajudar, podem mascarar um sintoma.

8. Elimine expectativas 

Não faça suspense. Quem convive com uma pessoa ansiosa deve ser objetiva e eliminar expectativas.

Não diga coisas que podem desencadear crises e nem mesmo se atrase ou demore para responder mensagens, pois isso pode aumentar o estado de ansiedade.

9. Saiba identificar uma crise de ansiedade

Reconhecer uma crise de ansiedade é importante para prestar apoio e não ignorar o momento.

Um dos primeiros sinais pode ser a agitação física: balançar pernas e braços, caminhar de um lado para o outro, parecer ofegante, apresentar tremor ou suor em excesso.

Indícios também podem ser observados pela forma como a pessoa fala, isto é, se sua fala é sempre pessimista ou prevê algo ruim frequentemente. Quando notar esses sinais, dê maior atenção e ofereça apoio.

10. Dicas simples para lidar com a ansiedade

Se quiser prestar apoio, dê sugestões efetivas e práticas. Uma dica é sugerir alternativas para melhorar o planejamento e ajudar a pessoa ansiosa a ter uma rotina mais controlada. Uma planilha detalhada, com horários e compromissos que evitam situações que fujam do controle, pode tornar o ansioso mais seguro, por exemplo.

Como a ansiedade causa agitação e também afeta o sono, o ideal é sugerir que a pessoa deixe uma caneta e papel ao lado da cama para anotar algo que lembrar e julgar importante para o próximo dia. Assim é possível dividir a responsabilidade e afastar pensamentos que atrapalham o sono.

A Clínica Marcelo Parazzi

Além de se fundamentar na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e oferecer todo o tratamento tradicional por meio de psiquiatras, psicólogos e psicanalistas para tratar a ansiedade e outros transtornos, a Clínica Marcelo Parazzi também dispõe de Terapia Holística, que desenvolve estratégias terapêuticas como Reiki, Yoga, Meditação, Constelação Familiar e Mindfulness (Consciência plena), para auxiliar no alcance de melhores resultados nos tratamentos dos pacientes, que são, comprovadamente, grandes aliados na recuperação desses indivíduos.

Agende sua primeira consulta. Ela é gratuita e pode ser realizada via skype.

Quer mais dicas para ajudar a pessoa em uma crise de ansiedade, ou ficou com alguma dúvida em relação ao assunto? Entre em contato conosco. Nós podemos ajudar!

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