Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

A cárie, também conhecida popularmente como dente podre, é uma infecção dos dentes causada por bactérias naturalmente presentes na boca e que se acumulam formando placas duras e difíceis de serem removidas em casa. Nesta placa, as bactérias vão aos poucos perfurando o esmalte dos dentes e causando dor e desconforto quando chegam nas partes mais profundas dos dentes.

É importante que a pessoa consulte o dentista assim que identificar sinais e sintomas que podem ser indicativos de cáries, como dor no dente, manchas na superfície dos dentes e maior sensibilidade em um dos dentes. Dessa forma, é possível que o dentista identifique a presença de cárie e inicie o tratamento mais adequado, que normalmente é feito através de uma limpeza da boca e realização de restauração, por exemplo.

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

O principal sintoma de cárie é a dor de dente, no entanto outros sinais e sintomas que podem surgir e serem indicativos de cárie são:

  • Dor que piora ao comer ou beber algo doce, frio ou quente;
  • Presença de furinhos em um ou mais dentes;
  • Manchas marrom ou brancas na superfície do dente;
  • Sensibilidade ao tocar num dente;
  • Gengiva inchada e dolorida.

Na fase inicial, muitas vezes a cárie não apresenta qualquer sintoma e, por isso, quando surgem os primeiros sintomas é muito importante ir imediatamente ao dentista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, evitando complicações como uma infecção mais grave ou a perda de um dente, por exemplo.

Assim, durante a consulta, o dentista poderá verificar se existe algum pequeno furo nos dentes e, caso seja observado, pode inserir um instrumento com ponta fina nesse furo com o objetivo de avaliar a sua profundidade e se há dor. Além disso, quando o dentista desconfia que a cárie está presente entre dois dentes, pode solicitar a realização de um raio-X antes de iniciar o tratamento.

Principais causas

A principal causa de cárie é a falta de higienização bucal adequada, pois nesses casos o excesso de bactérias presente na boca e o resto de alimentos não são devidamente removidos, o que favorece o desenvolvimento de placas e cáries. Além disso, o consumo exagerado de alimentos com açúcar, como bolos, doces ou biscoitos, são fatores que facilitam o desenvolvimento de bactérias nos dentes.

A principal bactéria relacionada com a cárie é a Streptococcus mutans, que está presente no esmalte dos dentes e que se desenvolve quando há grandes quantidades de açúcar na boca.

Assim, para captar maior quantidades de açúcar possível, essas bactérias unem-se em grupos, dando origem às placas bacterianas.

Além disso, produzem ácido que corrói o esmalte do dente e destrói os minerais presentes, o que pode favorecer a quebra desse dente.

Apesar de ser causada por uma bactéria, a cárie não é transmitida de pessoa para pessoa por meio de beijos ou compartilhamento de objetos, isso porque está diretamente relacionada com os hábitos alimentares e de higiene de cada pessoa.

Tratamento para cárie dentária

A única forma de tratar uma cárie dentária é numa consulta com o dentista, não existindo um tratamento caseiro capaz de eliminá-la. Por vezes, basta apenas 1 sessão para eliminar a cárie, com uma restauração do dente, em que é feita a remoção da cárie e de todo o tecido infectado, seguida da aplicação de resina.

Quando a cárie é identificada em muitos dentes, o tratamento pode ser mais prolongado, podendo ser preciso recorrer ao tratamento de canal, também conhecido por obturação, ou até mesmo à retirada do dente, que depois precisa ser substituído por uma prótese.

Além disso, o tratamento para a cárie envolve a realização de uma limpeza, que consiste na remoção das placas bacterianas presentes na boca. Veja mais detalhes sobre o tratamento de cáries.

  • Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?
  • A melhor estratégia para evitar a cárie é escovar os dentes pelo menos 2 vezes por dia para eliminar os restos de comida dos dentes e evitar a formação de placa bacteriana, além de passar o fio dental de forma regular, pois ajuda a remover restos de comidas que possam estar entre os dentes e que não conseguiram ser removidos apenas com a escovação.
  • Tomar um golinho de água depois de comer também é uma boa estratégia, especialmente quando não se pode escovar os dentes. No entanto, outros cuidados importantes incluem: 
  • Diminuir o consumo de açúcar e de alimentos que grudam nos dentes;
  • Preferir um creme dental com flúor sempre que escovar os dentes;
  • Comer 1 maçã depois da refeição para limpar os dentes;
  • Comer 1 fatia de queijo amarelo como cheddar, por exemplo para normalizar o pH da boca, protegendo os dentes das bactérias que causam cáries;
  • Ter sempre um chiclete sem açúcar por perto porque a mastigação estimula a salivação e esta protege os dentes porque não permite que as bactérias produzam o ácido que corroem os dentes. 
  • Passar o fio dental e enxaguante bucal, principalmente antes de dormir, e se usar aparelho, sempre depois de comer. Veja como escovar os dentes corretamente para não ter cárie.

Além disso, é aconselhado ir ao dentista a cada 6 meses, para fazer uma limpeza mais profunda nos dentes, removendo completamente a placa bacteriana. Em alguns casos, o dentista pode também aplicar uma fina camada de flúor nos dentes, especialmente nos das crianças para fortalecer os dentes. Faça o nosso teste online a seguir para avaliar os seus conhecimentos sobre saúde bucal:

Alimentos que evitam as cáries

  1. Alguns alimentos ajudam a limpar os dentes e a equilibrar o pH da boca, diminuindo o risco de cáries, como os alimentos fibrosos, como cenoura, pepino e salsão, e alimentos ricos em proteínas, como atum, ovos e carnes, por exemplo.
  2. Confira outros alimentos que ajudam a evitar as cáries assistindo ao vídeo a seguir:

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

O que causa o tártaro nos dentes?

O tártaro nos dentes, conhecido também como cálculo dental, é uma das doenças dentárias mais comuns na população.

Por isso é motivo de aborrecimento e uma das principais razões das visitas ao dentista. Porém, nem sempre é fácil reconhecer o cálculo ou as consequências dele.

Isso faz com que as pessoas deixem de buscar a solução especializada e o problema acabe se agravando.

Por essa razão, a Sorria Bem elaborou este artigo. O nosso objetivo é que você entenda as causas do tártaro nos dentes e descubra o momento certo para contar com o dentista. Dessa forma, além de melhorar a estética dos dentes, você estará cuidado da sua saúde.

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Tártaro nos dentes: o que você precisa saber sobre o problema?

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

Como acontece a formação

Geralmente, os componentes da saliva ficam depositados na superfície do dente e formam uma película no local. Após isso, as bactérias naturais presentes na boca se unem a essa película. Com o tempo, os restos de comida do dia a dia acabam alimentando essas bactérias, que geram a placa.

Se a higiene bucal não for feita adequadamente, os ácidos presentes na placa endurecem e atacam a superfície do dente. Como consequência, o tártaro nos dentes é gerado. Ele pode ser capaz de infectar a gengiva e até mesmo o osso que suporta os dentes.

Consequências do tártaro

Ao deixar de eliminar o cálculo dental, as bactérias continuam o processo de proliferação. A produção de substâncias tóxicas e ácidas aumenta. Assim, inúmeros problemas bucais começam a surgir.

Entre eles, o sangramento gengival e a dor de dente. Outro problema causado pelo tártaro é o mau hálito, fruto das bactérias. Além disso, a falta de tratamento resulta na doença periodontal, que forma uma degradação no osso da gengiva.

Essa destruição pode até mesmo acarretar na perda de dentes.

Riscos para quem usa aparelho

As pessoas que usam aparelho ortodôntico devem ter ainda mais cuidado com o tártaro. O motivo disso é que a quantidade de bactérias é maior, por conta dos elementos do aparelho. Ou seja, os fios e bráquetes podem facilitar o acúmulo de comida e alojamento de bactérias. Com o passar do tempo, esses restos de comida podem gerar a placa e o cálculo dental.

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

Em muitos casos, pela dificuldade de limpeza do aparelho, muitas pessoas deixam esse aspecto de lado. A consequência desse descuido não é apenas o cálculo dental, como também outros problemas bucais, que podem prejudicar o tratamento. Por isso, é imprescindível que a higiene seja realizada com rigor.

É importante que essas pessoas procurem sempre o auxílio de um dentista de qualidade para prevenir esses transtornos. É importante também descobrir como escolher escova de dente. Geralmente, a escova ortodôntica ou interdental são as mais recomendadas para quem utiliza aparelho, pela capacidade de limpar locais difíceis.

Como identificar o tártaro nos dentes?

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

A principal característica do tártaro é a coloração amarelada localizada na base dos dentes. Essa camada mais escura não é removida, mesmo após a escovação.

Portanto, verifique se os seus dentes estão mais amarelados do que o comum, mesmo após a higienização correta.

O tártaro nos dentes também é responsável pelo mau hálito, que também não costuma desaparecer após escovar os dentes.

Procure não confundir o tártaro com as manchas provenientes de alimentos com corantes naturais ou artificiais. Geralmente, itens como café e refrigerantes acabam deixando os dentes mais amarelados com o tempo. Porém, essa coloração costuma ficar distribuída pela superfície, diferentemente do tártaro que fica apenas na camada próxima à gengiva.

Após a identificação, procure imediatamente um dentista qualificado. Ele será responsável por realizar os procedimentos necessários para eliminar o tártaro e impedir as consequências.

Também é fundamental manter uma boa higienização, com fio dental e uma escova adequada, para prevenir o ressurgimento do cálculo. Evite também dormir sem escovar os dentes ou deixar de fazer a higienização após a alimentação.

Assim, as chances de ter tártaro diminuirão drasticamente.

Se você identificou e deseja eliminar o tártaro nos dentes, conte com a Sorria Bem. Somos uma clínica de ortodontia localizada em cinco unidades no Rio de Janeiro. Nossos dentistas são altamente qualificados e comprometidos com a sua saúde bucal. Entre em contato conosco e agende já a sua consulta!

Como identificar a perda óssea

Como Fazer Quando Os Dentes Unem Por Falta De Dentes?

Você sabia que o descuido com os dentes pode causar problemas que afetam o osso que sustenta o dente e ainda prejudicar muito a estética?

A perda óssea é um grave problema odontológico e é causada pela má higiene bucal. O acúmulo de placa bacteriana sobre os dentes e gengiva causa uma inflamação, que, por sua vez, leva à perda de osso ao redor dos dentes deixando- os moles.

Ela afeta 3 estruturas importantes para a longevidade do dentes: a gengiva, os ligamentos ( que unem o dente ao osso e à gengiva) e o próprio osso.

Além disso, a perda óssea é irreversível ainda que tenha ocorrido de forma leve, ou seja, o osso perdido não pode ser recuperado mesmo após o tratamento.

Quem pode ter perda óssea? 

Qualquer pessoa que não cuide adequadamente dos seus dentes pode apresentar perda óssea, independente da idade. O desenvolvimento da doença que resulta em perda óssea – a Doença Periodontal (DP) – ocorre de forma lenta e gradual na maior parte das vezes, e sem causar dor.

Algumas pessoas estão mais susceptíveis à DP, e consequentemente à perda óssea,  como os diabéticos.

Como identificar?

Os sinais de que sua gengiva (e todo sistema de suporte dos dentes) não vai bem são os seguintes:

  • Sangramento gengival ao escovar os dentes, passar fio dental ou comer alimentos mais duros
  • Sangramento gengival espontâneo
  • Inchaço e vermelhidão na gengiva
  • Mau hálito
  • Exposição da raiz dos dentes (retração da gengiva, com ou sem sensibilidade)
  • Mobilidade dentária
  • Dor na gengiva (raramente): normalmente quando há presença de pus
  • Dor de dente: quando está também associado à problemas de canal

Quais as consequências da perda óssea?

Apenas no estágio inicial, quando ainda não ocorreu perda óssea, a DP é totalmente reversível com o tratamento. Nesse estágio chamamos de Gengivite.

À partir do momento em que houve perda de osso devido ao progresso da doença e falta de tratamento, a DP começa a deixar sequelas como:

  • “Buracos”entre um dente e outro chamados de black spaces
  • Raízes aparentes prejudicando a estética, já que deixa os dentes alongados, e podendo deixá-los susceptíveis à sensibilidade.
  • Maior chance de cáries devido à exposição das raízes
  • Possibilidade de desenvolver outras infecções não só na boca, mas também em outros órgãos como coração e pulmão devido ao grande número de bactérias que caem na corrente sanguínea.
  • Maior dificuldade para uma escovação eficiente, muitas vezes perpetuando o ciclo: escovação deficiente – perda óssea – sequelas – escovação mais difícil e portanto deficiente – perda óssea e assim por diante.

Como tratar?

O tratamento depende da quantidade da perda óssea, do número de dentes envolvidos e da saúde geral do paciente. Para gengivite ou pequenas perdas de osso, uma limpeza nos dentes e orientações sobre a DP e sobre como escovar melhor os dentes pode ser suficiente.

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Para casos onde o grau de perda óssea é moderado ou severo, uma limpeza mais profunda dos dentes e suas raízes e até mesmo cirurgias podem ser necessárias. Medicamentos como antibióticos também podem ser utilizados.

Em alguns casos é possível tentar uma regeneração óssea, mas se a perda ocorreu em toda a volta do dente fica inviável essa tentativa.

  • Para que o tratamento tenha sucesso é imperativo que o paciente colabore com o dentista aprendendo como escovar melhor seus dentes e comparecendo aos retornos periódicos.
  • Após o tratamento, toda pessoa que já teve perda óssea deve entrar para um programa de manutenção da saúde bucal que será determinado pelo dentista responsável.
  • Fique atento ao menor sinal de problema e visite seu dentista regularmente!

Fusão e Geminação dental: o que são e como avaliar

Este mês vamos abordar um tema bem interessante mas que gera muita dúvida ao analisar uma radiografia: Fusão e Geminação dental. São condições denominadas de anomalias de desenvolvimento dentário e que podem ser classificadas em subtipos de acordo com o que envolvem. Dessa forma, vejamos as classificações das anomalias de desenvolvimento do dente:

Classificação das anomalias de desenvolvimento dental:

  1. Alterações quantitativas (número), exemplo: dentes supranumerários;
  2. Alterações dimensionais (tamanho), exemplo: macrodontia e microdontia;
  3. Alterações estruturais (estrutura), exemplo: hipoplasia de esmalte, amelogênese imperfeita e odontodisplasia;
  4. Alterações irruptivas, que envolvem a irrupção dental, exemplo: irrupção precoce e irrupção retardada;
  5. Alterações de posição (topográficas), exemplo: dentes impactados, transposição e transmigração;
  6. Alterações morfológicas (forma), exemplo: geminação, fusão, concrescência, taurodontia, dente invaginado/dens in dente, cúspides acessórias/dente evaginado, dilaceração radicular, raízes supranumerárias e pérolas de esmalte.

Dessa forma, na classificação de alterações morfológicas, temos variações que envolvem a forma do dente (alguma de suas partes). Entretanto, ocorrem dúvidas quando falamos sobre a fusão e a geminação dental, então eu vou esclarecer pra vocês!

Fusão dental

Na fusão dental, temos dentes que, em algum momento no período da sua formação (odontogênese), tentaram de fusionar. Por consequência disso, acontece a união de dois germes dentários adjacentes. Desse modo, encontram-se aderidos pela dentina, possuindo duas coroas e duas raízes. Um sinônimo para fusão é sinodontia.

Acredita-se que a fusão acontece quando dois germes dentários se formam tão próximos entre si que, conforme se desenvolvem, entram em contato e se fundem antes que ocorra a calcificação.

Assim sendo, pode ser total ou parcial dependendo o estágio da odontogênese. Essa condição é mais comum na dentição decídua e na região anterior.

Importante observar que, nessa condição as coroas dos dentes fusionados normalmente parecem ser grandes e únicas podendo também ocorrer uma coroa bífida. Observem a Figura 1.

Geminação dental

Já na geminação dental, em algum momento da odontogênese ocorreu a tentativa de um germe dentário em dividir-se, resultando em um dente com coroa bífida, ou seja, apenas uma raiz e um canal radicular em comum. Essa condição é mais recorrente na dentição decídua, porém pode aparecer em ambas as dentições. É uma condição rara e um sinônimo de geminação é duplicação.

Uma de suas características importantes é que o esmalte ou a dentina pode ser hipoplásica ou hipocalcificada. Observem a Figura 2. Interessante salientar que no diagnóstico diferencial da geminação inclui a fusão. Se o dente mal formado for contado como apenas um, indivíduos com geminação então, tem contagem de dentes normal, enquanto na fusão há a falta de um dente na contagem final.

E qual a importância de reconhecer essas alterações?

As radiografias são exames essenciais no diagnóstico destas anomalias de desenvolvimento dental (forma) pois permitem observar melhor a extensão da união e a presença dos condutos radiculares e raízes e orientar o tratamento.

Assim, permitem a segurança ao orientar o profissional quanto ao tratamento específico do dente, juntamente com o exame clínico. Trago pra vocês um caso não tão comum de fusão de molares (Figura 3, A e B). Observem atentamente a imagem.

Neste caso o diagnóstico diferencial da fusão incluem: geminação e macrodontia.

Veja alguns exemplos na prática

Figura 1. Desenho esquemático da fusão dental. Radiografia demonstrando a fusão de dentes incisivos superiores. Fonte: Watanabe & Arita.

Figura 2. Desenho esquemático da geminação dental. Radiografia demonstrando a geminação do dente 82. Fonte: Watanabe & Arita.

Figura 3. A: recorte de radiografia panorâmica demonstrando a fusão dos molares num paciente em dentição permanente. Fonte: @radioacaoodonto; B: radiografia periapical, paciente em dentição mista, demonstrando a fusão dos molares. Fonte: @x_report.

Figura 4. Fotografia de um caso de fusão dos dentes 72-73. Fonte: Watanabe & Arita.

Figura 5. Caso incomum: radiografia periapical da região de incisivos na maxila. Observem presença deu dente supranumerário – mesiodente, com anomalia de forma, sugerindo geminação dental, por essa imagem. Diagnóstico diferencial inclui a fusão dental. Fonte: @radioacaoodonto.

Figura 6. A: geminação de um incisivo lateral inferior mostrando a bifurcação a coroa e câmara pulpar. B: geminação quase completa de um incisivo lateral decíduo. Fonte: White & Pharoah.

Figura 7. A: Geminação de um segundo pré-molar superior esquerdo nos cortes transversais. B: renderização da superfície tridimensional mostrando os dentes geminados e sua associação com o pré-molar. C: Imagem de TCFC coronal de outro caso de geminação de um segundo pré-molar. Observe o canal radicular comum. Fonte: White & Pharoah.

E ai, tirou as suas dúvidas sobre Fusão e Geminação dental?

Referências bibliográficas:
WHITE & PHAROAH. Radiologia Oral. Princípios e Interpretação. 7ª ed.

WATANABE & ARITA. Imaginologia e Radiologia Odontológica. ELSEVIER.

Distúrbios temporomandibulares – Distúrbios da boca e dos dentes – Manual MSD Versão Saúde para a Família

Um aparelho oral é frequentemente o principal tratamento para a dor e tensão dos músculos da mandíbula. Para pessoas que percebem que apertam ou rangem os dentes, a terapia com aparelho oral pode ajudá-las a quebrar esse hábito.

Um pequeno aparelho oral de plástico é feito por um dentista para se encaixar nos dentes superiores ou nos inferiores e é ajustado para que a pessoa tenha uma mordedura uniforme. O aparelho oral, geralmente utilizado durante o sono (um protetor noturno), muitas vezes reduz o ranger e cerrar dos dentes, permitindo que os músculos da mandíbula descansem e se recuperam.

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Para as dores enquanto se está acordado, o aparelho oral permite que os músculos da mandíbula permaneçam relaxados e a mordida seja estável, reduzindo assim o desconforto. O aparelho oral também pode prevenir danos aos dentes que estão sob estresse excepcional do ato de ranger e cerrar.

Os aparelhos orais são utilizados enquanto se está acordado apenas, até que os sintomas diminuam, geralmente por menos de oito semanas. O uso mais prolongado pode ser autorizado dependendo da gravidade dos sintomas.

As pessoas devem recorrer a medidas de autoajuda para aliviar a dor e restaurar a função normal.

  • Mudar para uma dieta de alimentos mais macios, cortar os alimentos em pedaços menores, mastigar lentamente e não abrir muito a boca diminuirá a tensão e o esforço muscular nas articulações temporomandibulares.
  • Manter os dentes superiores e inferiores separados enquanto estiver acordado vai ajudar a quebrar o hábito de apertar ou ranger os dentes, diminuindo também a tensão e o esforço muscular nas articulações temporomandibulares.
  • Desenvolver algum método para ajudar a lembrar-se de corrigir a má postura ajudará na recuperação dos músculos da mandíbula e do pescoço/ombro.
  • Seguir um comportamento do sono adequado, incluindo ir dormir no mesmo horário, em um ambiente tranquilo e confortável, diminuirá a dor e permitirá que corpo se recupere.
  • A aplicação de calor úmido em músculos cansados também ajudará.

A fisioterapia também pode ser prescrita.

A fisioterapia pode envolver o tratamento por ultrassom, biofeedback eletromiográfico (onde a pessoa aprende a relaxar os músculos), exercícios de borrifamento e alongamento (no qual a mandíbula é estirada depois que a pele sobre a área dolorida seja borrifada com um refrigerante cutâneo ou adormecida com gelo).

A estimulação elétrica transcutânea dos nervos (TENS – veja barra lateral Fisioterapia para os músculos da mandíbula) também pode ajudar. O controle do estresse, às vezes juntamente ao biofeedback eletromiográfico (veja barra lateral Fisioterapia para os músculos da mandíbula), e aconselhamento ajudam algumas pessoas.

O tratamento farmacológico também pode ser útil. Por exemplo, medicamentos que relaxam os músculos, como a ciclobenzaprina, podem ser prescritos para diminuir a tensão e a dor.

Uma benzodiazepina (medicamento ansiolítico que também relaxa os músculos) pode, às vezes, ser tomada temporariamente na hora de dormir para ajudar a aliviar os sintomas.

No entanto, estes medicamentos não são uma cura, geralmente não são recomendados para pessoas mais idosas e são prescritos apenas por um curto período, geralmente um mês ou menos. Analgésicos, como paracetamol ou outros AINEs, também podem ajudar a aliviar a dor.

Normalmente, não é dada uma prescrição de analgésicos opiáceos porque o tratamento pode ser necessário por algum tempo e esses medicamentos podem ser viciantes. Soníferos (sedativos) podem ser usados ocasionalmente e por pouco tempo para ajudar as pessoas que têm problemas com o sono por causa da dor.

As pessoas que podem apresentar um distúrbio do sono, como apneia obstrutiva do sono, devem consultar seu médico antes de utilizar benzodiazepinas ou sedativos (incluindo indutores do sono de venda livre) ou relaxantes musculares, porque esses medicamentos podem piorar esse distúrbio. Toxina botulínica injetada nos músculos ou anestésicos injetados nas áreas de gatilho muscular têm sido usados para aliviar os espasmos e as dores musculares.

Em alguns casos de dor crônica, medicamentos antidepressivos podem ser úteis.

Independentemente do tipo de tratamento, a maioria das pessoas apresenta um alívio significante dentro de cerca de 3 meses. Se os sintomas não forem graves, muitas pessoas se recuperam sem tratamento.

Sabia que os dentes se movimentam durante toda a vida? Calma, há solução! – Prof. Doutor Armandino Alves

Publicado em 18:15h em blog por adminbuzina

Os dentes estão em movimento durante toda a vida. Esta mobilidade fisiológica funcional ocorre diariamente, de forma discreta, em todos os dentes naturais e saudáveis. Acontece, por exemplo, durante a mastigação e deglutição dos alimentos, entre outros fatores (ver abaixo).

Mas não se preocupe… é possível conter essa movimentação e impedir que o seu sorriso se vá alterando com o tempo. Os aparelhos de contenção impedem que estes movimentos alterem a posição dos dentes, caso se verifiquem mudanças consideráveis.

Como se movimentam os dentes?

O dente movimenta-se no osso em volta da raiz (alvéolo) através do ligamento periodontal, que é composto por pequenas fibras que unem o dente a esse alvéolo.

Nos incisivos, aqueles que ficam na parte da frente da boca, existe maior probabilidade de se moverem do que nos posteriores, como os molares.

Esse movimento pode ser ligeiro ou um pouco maior, quando os dentes são submetidos a grandes forças.

Isto é possível que ocorra em casos de pacientes com bruxismo ou até mesmo devido a questões hormonais, como na gravidez, ciclo menstrual ou através do uso de contracetivos.

Fatores como a posição da língua, o tipo de respiração ou o envelhecimento natural também fazem a diferença ao longo do tempo.

Outras circunstâncias em que a mobilidade inspira maior cuidado estão relacionadas com acidentes (quando o dente sofre um traumatismo), oclusão dentária (quando o dente está mal posicionado), próteses e restauração dentária, tratamento ortodôntico e doença periodontal, entre outros.

Uso de aparelhos de contenção

  • Para evitar que a mobilidade provoque alterações consideráveis na aparência do seu sorriso, ou até mesmo que afete a sua saúde oral, a solução pode passar por aparelhos de contenção.
  • O aparelho ortodôntico de contenção é, por norma, passivo, porque não estimula o movimento dos dentes, mas impede que estes se movimentem.
  • É muito comum após a finalização de um tratamento ortodôntico, para que toda a dentição se mantenha na posição correta e garantir o sucesso do tratamento, mas também pode ser utilizado se quiser simplesmente preservar o seu sorriso natural.
  • Estas contenções podem ser removíveis – o método mais prático e higiénico por ser retirada a qualquer altura – ou então fixas, através de um fio de aço fino, colado na parte interna dos dentes, ficando invisível.

Para mais informações não hesite em contactar o Prof Doutor Armandino Alves – Centro de Ortodontia. Para nos contactar diretamente basta clicar AQUI ou, se preferir, ligar o 914 769 929.

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