Como Fazer Com Que Uma Relação Dure?

Como Fazer Com Que Uma Relação Dure?

A maneira mais tradicional de conhecer o seu grande amor é muitas vezes na universidade ou num jantar de amigos. Mas quando deixamos os rótulos de lado, o amor pode aparecer ao virar da esquina. Sim, parece um senso comum, mas a realidade é que pode começar com um breve olhar ou uma dança numa discoteca.

Deixe de lado os preconceitos e todas as ideias antiquadas que lhe colocaram na cabeça, pode conhecer o seu futuro marido em qualquer lugar, por isso mantenha uma mente aberta e sem julgamentos. Enumeramos 6 formas de começar uma relação que dure para sempre!

 1. De melhor amigo…

A amizade é um sentimento nobre, mas por vezes confunde-se com algo mais. Depois de algum tempo já conhecem todas as peculiaridades um do outro, os gostos e até os pensamentos mais íntimos.

Por um lado, um dos dois pode sentir algo mais que o outro, e se não for correspondido, a amizade pode acabar.

Mas, existem, também, muitos finais felizes que começam com uma amizade, de seguida o namoro e por fim o altar.

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Numa noite conhece alguém e essa pessoa não lhe despertou muito interesse de início, mas tiveram uma noite de sexo.

Pode pensar que foi uma noite sem importância, mas também poderá ter uma mensagem especial no dia seguinte.

Surpreendida? E depois de alguns encontros poderá despertar um sentimento novo em vocês…a paixão. Aconselhamos que tenha sempre uma open mind.

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Implicar com alguém significa algo, sempre! Provocámos algo e essa pessoa reage às nossas atitudes, ou apenas são os dois muito parecidos. “Quanto mais me bates, mais gosto de ti”, é um ditado popular e pode ser o início de um relacionamento.

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guardarComo Fazer Com Que Uma Relação Dure?Foto: Bruno Garcez Photography

“O proibido é o mais apetecido”, o ditado já o dizia e com razão. Por muito que tente resistir, sem dúvida que muitos relacionamentos nascem entre as 8 horas diárias de convivência no local de trabalho! Se for o seu caso, descubra como manter o seu amor nesta situação!

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Como fazer o amor durar mais: 3 segredos com base científica

Muitas vezes, em nome de preservar um ideal romântico, as pessoas cometem violências terríveis, que se estendem por uma vida inteira.

O desejo de querer que a relação dure, como um sinal de sucesso, por exemplo, é uma dessas formas de violentar a si mesmo e ao outro. As pessoas são capazes de passar anos juntas só pela narrativa, para poder florear algo que só traz sofrimento.

Mas também existe um outro lado. É possível usar a relação e tudo o que surge dentro dela como plataforma de transformação. Você pode aproveitar que não há muito como se esconder, dada a intimidade e exposição, para lidar de frente com tudo o que surge: ciúmes, apego, inveja, raiva, carência. E também pode se tornar cada vez mais capaz de ouvir e agir em benefício do outro.

Quando visto dessa forma, pode ser que, sim, a relação seja positiva e valha a pena esforçar-se para manter um vínculo mais duradouro.

Recomendo a leitura abaixo dessa forma, com um olhar crítico sobre a própria ideia de prolongar a relação. Não como uma ferramenta para atender a um ideal romântico, mas como um meio de se tornar alguém melhor e beneficiar ao outro e a si mesmo naquela dinâmica.

Claro, vale lembrar. Eventualmente, não importa o que você faça, a relação pode, sim, chegar ao fim. E tudo bem.

Como fazer o amor durar mais, por Erik Barker 

No começo de um relacionamento tudo é fantástico. Porém, muitas vezes ele mais adiante começa a murchar…

As coisas que você costumava adorar na pessoa começam a incomodar. Ela parece não ouvir você. Não parece interessada em saber suas necessidades. A coisa não parece mais ser recíproca.

E qual é o problema aqui? Todos querem saber como fazer o amor durar.

Aaron Beck é um dos pesos-pesados da psicologia, e ele tem uma perspectiva muito interessante sobre porque as coisas algumas vezes não dão certo nos relacionamentos.

Como Fazer Com Que Uma Relação Dure?

Todo mundo fala em sentimentos, mas o que Beck diz ser crucial é também aprender os erros que as pessoas cometem em termos de seus pensamentos no que diz respeito ao amor. E não, não é só o pensamento de seu parceiro ou parceira – o seu também.

Vamos então aprender sobre esses erros, e também três formas de corrigi-los, para que você possa ter um relacionamento feliz e afetuoso.

Onde podemos começar? Bem, pode parecer muito pouco científico, mas a primeira coisa sobre que precisamos falar é leitura de mentes…

Você é um terrível leitor de mentes

Beck diz que um de seus problemas principais é que você é um terrível leitor da mente alheia – mas infelizmente isso não o impede de seguir tentando o tempo todo:

“Ela está tão quieta. Deve estar braba comigo.”

“Ele não tirou o lixo. Não deve me amar.”

Pode haver zilhões de razões pelas quais as pessoas fazem o que fazem. Mas acreditamos saber a resposta. E essa resposta é geralmente negativa. E geralmente estamos errados. E é assim que muitos problemas de relacionamento começam.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Quando as expectativas elevadas do cônjuge se veem ameaçadas, ele parte imediatamente para conclusões negativas sobre o estado mental do parceiro, e para o estado do casamento.

Confiando no que não passa de leitura de mentes, o cônjuge desiludido segue para conclusões terríveis sobre a causa do problema: “ela está agindo desse jeito porque é uma mulher louca” ou “ele age desse jeito porque está cheio de ressentimento.

” …Interpretar a motivação de um parceiro dessa forma é muito perigoso, o fato é que não podemos ler a mente dos outros.

Já se perguntou por que os bêbados se metem em tantas brigas? A ciência mostra que o álcool aumenta a crença de que os outros agiram intencionalmente. Alguém esbarrou em você? Não foi um erro inofensivo, foi desrespeito.

E muitas vezes agimos como bêbados em nossos relacionamentos. Presumimos que erros benignos sejam enormes sinais de que o outro não nos ama.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Nunca realmente sabemos o estado mental – as atitudes, pensamentos e sentimentos – dos outros. Dependemos de indicativos muitas vezes ambíguos para nos informar quanto às atitudes e desejos dos outros.

Usamos nosso próprio código interno para decifrá-los, e ele pode ser um código defeituoso. Dependendo de nosso próprio estado mental numa dada situação, podemos estar cheios de vieses em nossos métodos de interpretar o comportamento dos outros.

O grau de nossa crença em estarmos corretos ao adivinhar os motivos do outro não está relacionado à efetiva precisão de nossa crença.

Bem, alguns podem reclamar “Mas já estou com essa pessoa há muito tempo. Eu realmente já sei como ela é.”

Em alguns casos você provavelmente está certo, mas quanto mais íntimo um relacionamento, mais provavelmente haverá mal-entendidos.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Em relacionamentos longos ou mais próximos somos menos flexíveis com nosso sistema interno de decifrar o outro do que em situações mais impessoais. De fato quanto mais intenso um relacionamento, mais fácil haver mal-entendidos. E ainda mais do que em qualquer outro laço íntimo, o casamento apresenta oportunidades contínuas para lermos os sinais do outro de forma equivocada.

(Para aprender sobre os quatro problemas mais comuns de relacionamento, e como os resolver, clique aqui.)

Então agora você já sabe que não é leitor de mentes, mas o que realmente está se passando de tão errado aqui? Que tipos de erros no seu pensamento levaram a isso? Aqui há três pequenos diabinhos que precisamos encarar …

1) O tipo errado de viés

Seu relacionamento pode ter depressão clínica. Sim, relacionamentos têm problemas psicológicos, do mesmo tipo que as pessoas têm.

Quando os indivíduos pensam negativamente e assumem o pior, isso é chamado depressão. E quando você faz isso num relacionamento, acaba tendo o mesmo tipo de consequências negativas.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Casais com problemas muitas vezes reagem um com o outro como se fossem eles que têm a desordem psicológica.

Seu pensamento sobre o cônjuge revela vieses como os que vemos em pessoas com ansiedade e depressão. Para eles, suas crenças são reais, suas mentes são abertas e sem vieses.

Na verdade, suas mentes estão fechadas e eles têm uma perspectiva determinada e equivocada no que diz respeito ao parceiro.

Logo que nos apaixonamos, o outro não poderia errar nem se quisesse. E isso é tão bom. E na verdade é uma perspectiva bastante saudável.

Mas muitas vezes esse viés positivo muda. A qualidade de “pessoa leve e solta” que você adorava tanto agora passou a ser descrita como “instabilidade”. O comportamento não mudou muito, mas sim sua interpretação.

Como Fazer Com Que Uma Relação Dure?

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

O poder de ver as coisas de forma negativa foi demonstrado em muitos estudos.

O que principalmente distingue casamentos com problemas de casamentos satisfatórios não é tanto a ausência ou presença de experiências agradáveis, mas a ausência ou presença desse tipo de interpretação.

As melhorias que os casais encontram no aconselhamento estão mais acompanhadas por uma redução em eventos desagradáveis do que num aumento de eventos agradáveis. A felicidade parece ser mais fácil quando diminuem as experiências e interpretações negativas.

Quando nossa leitura mental assume o positivo, como nas primeiras fases de um romance, isso é bom. Mas quando mudamos de perspectiva e passamos a assumir o negativo, as coisas dão errado.

Então os óculos cor-de-rosa podem ajudar. E qual é o outro grande problema com a leitura da mente? Trata-se de uma coisa que você já fez, ou que já fizeram com você, e que realmente estraga tudo.

2) Regras tácitas

Diga-me se isso soa a você como uma boa prescrição para um relacionamento bem-sucedido:

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Tenho uma lista de regras. Mas não vou revelar quais são. Se você as violar, posso ficar bravo por causa disso. E também, mesmo que eu não revele a você quais são as regras, não conhecê-las é uma violação, e posso ficar bravo por causa disso também.

Não soa nem um pouco justo, certo? Mas o fazemos o tempo todo. Temos coisas que esperamos, mas que nunca deixamos claras.

E sei que alguns de vocês devem estar pensando: “Mas ____ realmente deveria ser óbvio. A pessoa tem que saber algo assim. E eu não deveria precisar dizer.”

“Deveria” é uma palavra bem problemática. Você está dizendo que o universo precisa se curvar a sua vontade. Tente usar a palavra “deveria” com o clima e depois me diga como funcionou.

O que é óbvio para você nem sempre é óbvio para os outros. Temos interpretações muito distintas das mesmas coisas. É muito melhor deixar as coisas bem claras do que presumir que suas necessidades são óbvias e que o outro é inerentemente mau.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

A presunção de que nossas expectativas são universais leva a outro problema. Um dos dois vai acabar acreditando que o outro deve saber o que ele ou ela quer sem que seja perguntado(a). Essa expectativa de que o parceiro seja paranormal é muitas vezes encontrada em casamentos com problemas.

Você não é bom o bastante na leitura de mentes, e, da mesma forma, você não pode esperar que o outro seja também um bom leitor da sua mente. Então regras tácitas são uma ideia bem ruim.

O terceiro problema responde uma questão que esta nos incomodando há muito tempo: “Porque será que meu parceiro fica algumas vezes com raiva das coisas mais ridículas?” Há uma resposta …

3) Sentidos simbólicos

Você se atrasou e seu parceiro acabou explodindo de raiva. Ahn? Desde quando se atrasar merece pena de morte?

Mas é que para ele ou ela, atrasado significa: “Você não se importa comigo.”

E, da mesma forma, “Não fizemos amor ontem à noite” significa “você não quer que eu seja feliz”, e “você não tirou o lixo” significa “seu demônio malévolo em forma humana!”

Todos nós ligamos sentidos simbólicos a certas ações. Muitas vezes falhamos ao expressar a importância desses pequenos atos, e ainda assim esperamos que o outro saiba bem quanto são importantes para nós.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Devido a todos os sentidos simbólicos ligados a nossos fracassos comuns, tais como nos atrasar, um cônjuge pode dar muita importância e significado ao atraso do outro: “Algo pode ter acontecido com ela” ou “Se ele se importasse com meus sentimentos, ele seria pontual.”

Em qualquer momento em que você liga um forte sentido simbólico a algo muito inócuo sem revelar isso a seu parceiro, você está esperando que ele leia sua mente. E isso, como já sabemos, causa problemas.

Soluções

Certo, agora já vimos como ser um mau leitor de mentes e esperar que os outros leiam mentes pode levar a problemas.

Como corrigimos isso? Aqui apresento três passos …

1) Jogue “encontre os deveria

Você precisa descobrir as regras tácitas, os sentidos simbólicos e todos esses “deverias” terríveis e não expressos que você tem com relação a seu parceiro.

Preste atenção em si mesmo quando ficar com raiva ou ansioso. Qual é o “deveria” que você está esperando do parceiro e que não está obtendo? Que regras tácitas você está presumindo como óbvias, e que não são nada óbvias?

E se você reconhecer que essas expectativas são irracionais, adivinha? Você precisa mudar essas coisas.

Os problemas que casais encontram geralmente não vêm tanto de comportamentos reais, mas principalmente da raiva com relação a essas “regras” não cumpridas.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

A maior parte da raiva nos casamentos com problemas vem de tais regras não cumpridas, e não de ações objetivamente ruins da parte de um dos cônjuges.

Certo, então você pensou em todos os “deverias”, nas regras tácitas e nos sentidos simbólicos, e agora?

2) Expresse suas necessidades (e pergunte pelas do outro)

Converse com seu parceiro sobre as expectativas. Mas mais do que falar das suas expectativas, você quer saber quais são as expectativas que ele tem com relação a você.

Você precisa ver bem essa leitura mental. Você se surpreenderá com quão errado você tem estado quanto a algumas coisas.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Os cônjuges devem checar suas leituras mentais, seja perguntando diretamente, ou observando ainda mais as ações do parceiro. Muitas vezes vamos descobrir que nossas leituras mentais estão incorretas.

Ao mostrar que nossas interpretações de leitura mental estão incorretas, há outro ganho, a saber, eles podem corrigir suas interpretações e entender melhor o cônjuge – como que “reprogramar o computador”.

Essa técnica ajuda a entender com mais precisão o que o parceiro está mesmo pensando e sentindo, de forma que seu relacionamento seja mais harmonioso.

Como você sabe quando realmente consegue entender o parceiro? Se você é capaz de explicar para ele como ele se sente e o que precisa, e ele concorda, então vocês se entendem.

E não só isso indica que vocês se entendem, isso deixa claro que se entendem – o que é quase tão importante.

De O amor nunca é suficiente: como casais podem superar seus desentendimentos:

Para confirmar que você entende a natureza exata das preocupações de seu parceiro, dê feedback a ele, explicando o que parece ser a essência de suas reclamações. E depois de esclarecer, faça novamente um resumo das reclamações, para determinar se você as entendeu bem.

O especialista em relacionamentos John Gottman fala na importância de desenhar um “mapa do amor” – conhecer tão bem o parceiro que você é capaz de mapear suas necessidade e saber o que ele pensa. E isso é algo que ele viu vez após vez nos casais mais felizes.

Como Fazer Com Que Uma Relação Dure?

(Para aprender quatro novas dicas de como criar os filhos que os deixarão fantásticos, clique aqui.)

Então, qual é a dica final? Está na hora de recolocar aqueles óculos cor-de-rosa…

3) Corrija seu viés

Não aja como um bêbado e assuma que qualquer coisa que acontece com você é baseada na intenção malévola de alguém. Assuma que seu parceiro quer o melhor para você, a não ser que o oposto esteja absolutamente claro. E, mesmo nesse caso, pergunte.

Na próxima vez que você assumir o pior, tente focar sua perspectiva em outro ângulo, explorando outras razões que ele poderia ter para fazer o que fez.

Em vez de assumir, “Ele gritou comigo porque não me ama” talvez seja hora de pensar “Ela fez aquilo porque está sofrendo. Como posso ajudá-la?”

Outra coisa boa a fazer é começar a perceber todas as coisas boas que a pessoa faz, em vez de se fixar nas ruins. Cada vez que seu parceiro fizer algo pelo qual você se sente grato, anote isso. Isso é semelhante a um dos métodos mais eficazes para se ficar mais feliz.

Certo, já cobrimos um bocado de material. Vamos resumir tudo para tornar mais fácil de lembrar como colocar tudo isso em prática…

Resumo

E aqui vão as dicas para fazer o amor durar:

  • Você é um terrível leitor de mentes: Pare de tentar presumir que sabe o motivo para o outro fazer o que fez. Você não sabe. Quer uma resposta? Pergunte.
  • Óculos cor-de-rosa são bons: Se você tentar ler mentes, assuma o melhor. Se não for o caso, porque enfim você está com essa pessoa?
  • Não tenha regras implícitas: O outro também não é capaz de ler mentes. Pare de pensar “é óbvio”. Se fosse óbvio, você não teria esse problema.
  • Sentidos simbólicos confundem as pessoas: Para você “se atrasar” significa “você não me ama”. Para o outro “se atrasar” significa “se atrasar”. Esclareça sua interpretação ou o outro pensará que você ficou louco.

Você não é uma má pessoa. E o outro também não. Muitas vezes é só um problema de comunicação. Portanto, lide com os problemas como se assim fossem.

O segredo daquele amor desmedido é muitas vezes apenas os tais óculos cor-de-rosa: acreditar que seu parceiro é o melhor e que quer o melhor para você. Como J.D. Salinger certa vez disse:

Sou meio que o inverso de um paranoico. Suspeito que as pessoas estão conspirando para me fazer feliz.

publicado em 26 de Dezembro de 2015, 00:05

Como organizar sequências didáticas

POR: Elisa Meirelles 01 de Fevereiro | 2014 Como Fazer Com Que Uma Relação Dure? Crédito: Getty Images

Um dos grandes desafios dos professores é como fazer um planejamento capaz de levar a turma a um ano de muita aprendizagem. No livro Ler e Escrever na Escola, o Real, o Possível e o Necessário (128 págs., Ed. Penso, tel. 0800-703- 3444, 46 reais), Delia Lerner diz que “o tempo é um fator de peso na instituição escolar: sempre é escasso em relação à quantidade de conteúdos fixados no programa, nunca é suficiente para comunicar às crianças tudo o que desejaríamos ensinar-lhes em cada ano escolar”. E a constatação não poderia ser mais realista. Escolher quais conteúdos abordar e de que maneira são questões fundamentais para o sucesso do trabalho que será realizado ao longo do ano. A tarefa é complexa, mas há algumas orientações essenciais que ajudam nesse processo. “Um bom planejamento é aquele que dialoga com o projeto político-pedagógico (PPP) da escola e está atrelado a uma proposta curricular em que há desafios, de forma que exista uma progressão dos alunos de um estado de menor para um de maior conhecimento”, orienta Beatriz Gouveia, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá. “Tendo claras as diretrizes anuais, o docente pode desdobrá-las em propostas trimestrais (ou bimestrais) e semanais, organizadas para dar conta do que foi previsto”, complementa Ana Lúcia Guedes Pinto, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Faz-se necessário criar situações didáticas variadas, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe um planejamento que contenha diferentes modalidades organizativas: projetos didáticos, atividades permanentes e sequências didáticas.

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Confira, a seguir, as respostas a dez perguntas imprescindíveis para planejar e implementar boas sequências didáticas.

1 Como definir o tema da sequência didática? As sequências sempre são parte de um planejamento didático maior, em que você coloca o que espera dos estudantes ao longo do ano. A escolha dos temas de cada proposta não pode ser aleatória.

Se, por exemplo, seu objetivo for desenvolver bons leitores, precisa pensar qual desafo em relação à leitura quer apresentar à classe. Com base nele, procure os melhores gêneros textuais para trabalhar. “É preciso organizar as ações de modo que exista uma continuidade de desafios e uma diversidade de atividades”, explica Beatriz.

Converse com o coordenador pedagógico e com os outros docentes, apresente suas ideias e ouça o que têm a dizer. Essa troca ajudará a preparar um planejamento eficiente.

2 O que levar em conta na sondagem inicial?

3 Como estabelecer conteúdos e objetivos?

Conteúdo é o que você vai ensinar e objetivo o que espera que as crianças aprendam. Se, por exemplo, sua proposta for trabalhar com a leitura de contos de aventura, precisa parar e pensar o que especificamente quer que a turma saiba após terminar a sequência.

“Pode ser comportamento leitor do gênero, característica da linguagem”, exemplifica Beatriz. De nada adianta defnir um conteúdo e enxertar uma série de objetivos desconexos ou criar uma sequência com muitos conteúdos.

Como escreve Myriam Nemirovsky no livro O Ensino da Linguagem Escrita (159 págs., Ed.

Artmed, 0800-703-3444, edição esgotada), “abranger uma ampla escala de conteúdos e crer que cada um deles gera aprendizagem significa partir da suposição de que é possível conseguir aprendizagem realizando atividades breves e esporádicas. Porém, isso está longe de ser assim”.

4 De que modo atrelar atividades e objetivos?

5 Que critérios usar para encadear as etapas?

Quando você pensa nas ações de uma sequência didática, já tem na cabeça uma primeira ideia de ordem lógica para colocá-las.

Para que essa organização dê resultado, lembre-se de pensar em quais conhecimentos a classe precisa para passar de uma atividade para a seguinte (considerando sempre que os alunos têm necessidades de aprendizagem diversas).

Como escreve Myriam, “a sequência didática será constituída por um amplo conjunto de situações com continuidade e relações recíprocas”.

Quanto mais você sabe sobre a prática, as condições didáticas necessárias à aprendizagem e como se ensina cada conteúdo, mais fácil é para fazer esse planejamento. Se ainda não tiver muita experiência, não se preocupe. Pode fazer uma primeira proposta e ir vendo quais ações têm de ser antecipadas ou postergadas.

6 Como estimar o tempo que dura a sequência? A resposta a essa pergunta não está relacionada à quantidade de tarefas que você vai propor, mas à complexidade dos conteúdos e objetivos que tem em mente.

Para saber a duração de uma sequência, leve em conta o que determinou que os alunos aprendam e quanto isso vai demorar. Cada ação pode exigir mais ou menos tempo de sala de aula.

“Repertoriar uma criança em um gênero, por exemplo, demanda mais horas do que uma sequência de fluência leitora”, diz Beatriz. É importante, também, pensar em como essa sequência se encaixa na grade horária da escola e como se relaciona com as demais ações que estão sendo realizadas com as crianças.

Se, por exemplo, você tem duas aulas por semana, as propostas vão demorar mais do que se tivesse três. “Organize o tempo de modo que seja factível realizar todas as atividades previstas”, orienta Ana Lúcia.

7 Qual a melhor forma de organizar a turma?

“No curso de cada sequência se incluem atividades coletivas, grupais e individuais”, escreve Delia. Cada uma funciona melhor para uma intenção específica. “Você propõe uma atividade no coletivo quando quer estabelecer modelos de comportamentos e procedimentos”, explica Beatriz. Ao participar de um grupo e trocar com os colegas, a criança tem aprendizados que são úteis quando ela for trabalhar sozinha. Já uma atividade em dupla é interessante quando quiser que o aluno tenha uma interação mais focada, apresentando suas hipóteses e confrontando-as com o outro. As propostas individuais, por sua vez, permitem à criança pôr em xeque os conhecimentos que construiu. Essas organizações são critérios didáticos que precisam ser pensados com base nos objetivos da cada etapa e nas características da classe.

8 Como flexibilizar as atividades?

É bem provável que você tenha, na turma, crianças com necessidades educacionais especiais (NEE). E elas não podem ficar de fora do planejamento. Procure antecipar quais ajustes podem ser necessários para que elas participem das propostas.

As adaptações não devem ser vistas como um plano paralelo, em que o aluno é segregado ou excluído. A lógica tem que ser o contrário: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação e ao convívio.

O ideal é que a escola conte com um profissional de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que ajude você nessa tarefa, orientando-o sobre como atuar em classe e complementando a prática na sala de recursos.

A inclusão não é obrigação apenas dos professores, mas de toda a escola. Para mais orientações sobre o tema, acesse aqui.

9 Posso mudar os planos no meio do caminho?

Pode, sim. As sequências são planejadas com base em uma hipótese de trabalho. Quando chega a turma de verdade, é natural que alguns ajustes sejam necessários. Quem sabe precise retomar certos conteúdos que não ficaram claros no ano anterior ou mudar a estratégia de uma etapa que não combina com o perfil da classe. Tome cuidado, no entanto, para não perder de vista os objetivos iniciais. Como explica Ana Lúcia, “o planejamento dá condições para o professor chegar preparado em sala de aula e, se for o caso, abrir mão de uma atividade, postergar, antecipar”. Só assim consegue-se alcançar resultados concretos. “Toda proposta didática implica riscos; um deles é que a adote com rigidez, com certa ortodoxia. A flexibilidade é uma característica fundamental, que deve existir sempre no trabalho didático”, defende Myriam em seu livro.

10 Como avaliar o que a turma aprendeu?

A avaliação pode ser feita de diferentes formas. A pergunta principal que você tem de responder, ao final de uma sequência, é se os alunos avançaram de um estado de menor para um de maior conhecimento sobre o que foi ensinado.

Para isso, vale registrar os progressos de cada estudante, observando como ele se sai nas atividades, desde a sondagem inicial – que já é uma situação de aprendizagem – até a etapa final.

Ao analisar esses registros, fica fácil entender quais foram os avanços dos alunos. Aliado a isso, pense em atividades avaliativas propriamente ditas, como provas e trabalhos. Essas propostas precisam estar diretamente ligadas ao que você ensinou na sala de aula.

Retome os objetivos propostos e prepare uma consigna na qual fiquem claros os saberes que estão sendo pedidos aos estudantes.

Sequência didática comentada A sequência didática abaixo, elaborada com base em uma proposta da Secretaria de Educação da cidade de Buenos Aires, apresenta algumas características interessantes, que podem ajudar você na hora de planejar a sua. Veja os comentários de Priscila Monteiro, consultora pedagógica de NOVA ESCOLA, sobre cada etapa.

  • Multiplicação por alguns números particulares
  • Conteúdo
  • Objetivos

Cálculo mental de multiplicações e divisões apoiando-se nas propriedades das operações e do sistema de numeração.

  • Usar cálculos que já conhecem para aprender o que ainda não conhecem.
  • Recorrer à multiplicação por potências da base e múltiplos delas com somente um algarismo diferente de zero para resolver outras multiplicações.
  • Usar a propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição e à subtração.

Tema, conteúdo e objetivos: Note que os objetivos estão diretamente ligados ao conteúdo. Há uma preocupação em delimitá-los e detalhá-los bem, deixando claros os procedimentos que quer que a turma aprenda.

Anos 4º e 5º.

Tempo estimado

Seis aulas.

Duração: Embora a sequência tenha quatro etapas, foram estipuladas seis aulas. Essa escolha foi feita sabendo que a construção dos conhecimentos pedidos em cada atividade pode levar mais de uma aula.

Desenvolvimento

1ª etapa

Nessa etapa inicial, apresente aos alunos o problema abaixo e peça que resolvam individualmente:

Multiplicar 3 x 20 é fácil. Como se pode utilizar essa conta para calcular 3 x 19? Explique como pensou.

Reserve um tempo para que os alunos pensem e busquem procedimentos para resolver 3 x 19. Em seguida, analise coletivamente em que sentido a multiplicação por 20 é um recurso para multiplicar por 19. Explicite que 19 vezes um número é equivalente a 20 vezes esse número menos uma vez esse mesmo número. Quer dizer: 

3 x 19 = 3 x 20 – 3 x 1 = 60 – 3 = 57

Sondagem: essa primeira atividade serve como uma sondagem inicial. Ela é interessante porque põe os estudantes em contato com uma situação real em que precisam colocar em jogo seus saberes. Ao deixar claro na pergunta que a turma deve se basear em 3 x 20 para calcular 3 x 19, consegue-se garantir que o procedimento proposto seja utilizado.

Organização da turma: ao optar pelo trabalho individual, a intenção é fazer com que cada um acesse os conhecimentos que possui e busque solucionar a questão sozinho. A proposta seguinte, que envolve todos, visa à socialização dos procedimentos para que, no debate, os alunos cheguem a conclusões comuns.

2ª etapaProponha cálculos similares para que os estudantes possam utilizar a estratégia analisada. Peça que calculem mentalmente estas multiplicações:

a) 5 x 19 = b) 7 x 19 =

c) 30 x 19 =

Um erro muito frequente em problemas como esses é o aluno fazer a multiplicação por 20 e subtrair 1 do resultado. Esse equívoco pode ser uma fonte de discussão e de maior compreensão do conteúdo.

Se ele não aparecer, traga essa opção de resposta à turma e analise-a. É fundamental instalar no grupo a necessidade de controlar o resultado.

Por exemplo: para 3 x 19, como é possível estar seguro de que se fez 19 vezes 3? Tem de sobrar 1 x 3 e não 1.

Encadeamento das etapas: preste atenção em como os desafios são colocados ao longo da sequência. Na primeira etapa, é proposto que os estudantes encontrem soluções para multiplicar 19 x 3 usando 20 x 3.

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Na segunda, são apresentadas outras multiplicações com 19 para que avancem um pouco mais e entendam que a regra não vale só para o 3 x 19, mas também para 5 x 19, 7 x 19 etc.

Pensar as atividades de modo que a classe dê, a cada nova etapa, um passo pequeno além é fundamental.

Adaptação: se, nessa atividade, o educador notar que a turma está com dificuldades de perceber a regularidade e generalizar o procedimento adotado, pode propor novas multiplicações e retomar o que foi discutido na primeira etapa. Fazer essa análise ao longo da sequência e, se preciso, retomar conteúdos é imprescindível para que todos aprendam.

3ª etapaProponha que calculem individualmente estas multiplicações e expliquem como pensaram:

a) 5 x 29 = b) 7 x 49 = c) 6 x 38 =

d) 3 x 78 =

O objetivo dessa proposta é a turma estender o recurso identificado no problema anterior a outras multiplicações. Para multiplicar por 38, por exemplo, é pertinente pensar com base na multiplicação por 40:

6 x 38 = 6 x 40 – 6 x 2

Analise explicitamente essa equivalência, assegurando-se de que os alunos compreendam que em ambos os casos estão calculando “38 vezes 6”. Retome o erro analisado no problema anterior, explicitando, por exemplo, por que multiplicar por 38 não é equivalente a multiplicar por 40 e subtrair 2 do resultado.

Encadeamento das etapas: a progressão do desafio continua aqui. Com a atividade proposta, a classe pode avançar mais um pouco e estender o conhecimento para outras multiplicações por números próximos aos redondos: 29, 49, 38, 78 etc.

4ª etapaAgora, peça que os estudantes, em duplas, calculem mentalmente estas multiplicações e expliquem como pensaram:

a) 7 x 39 = b) 9 x 22 = c) 6 x 22 = d) 5 x 59 =

e) 4 x 53 =

  1. 7 x 39 pode ser pensado como 7 x 40 – 7
  2. Para os casos b, c, e e, a classe pode recorrer, por exemplo, à relação: 4 x 50 + 4 x 3, já que nessas situações é mais fácil somar do que subtrair.
  3. 4 x 53 = 4 x 50 + 4 x 3 = 200 + 12 = 212
  4. 4 x 53 = 4 x 60 – 4 x 7 = 240 – 28 = 212

Organize a análise desse problema de maneira similar à proposta para a 1ª etapa. Proponha o primeiro cálculo e leve os alunos a explorar estratégias. Analise-as coletivamente para estabelecer algumas conclusões. Por exemplo, a seguinte: Nessa proposta, a criança se apoia na multiplicação por um número redondo e – com esse recurso estabelecido – realiza os outros cálculos. Como nos problemas anteriores, os alunos devem poder comprovar que, nesse procedimento, se assegura ter feito 39 vezes 7. É mais fácil resolver: Do que:

Encadeamento das etapas: para finalizar, a classe dá um passo além para entender que é possível utilizar tanto a adição quanto a subtração, dependendo do arredondamento.

Organização da turma: opta-se agora pelo trabalho em duplas. A decisão se justifica porque os alunos já consolidaram individualmente os conhecimentos sobre a multiplicação por números próximos aos redondos e agora podem discutir e negociar hipóteses com os colegas.

Avaliação

Proponha outras multiplicações que possam ser resolvidas com o que sabem agora sobre cálculos com números “redondos”.

Avaliação: o propósito dessa atividade é que os alunos reutilizem e generalizem os procedimentos identificados nos problemas anteriores: as multiplicações com números “redondos” servem de apoio para multiplicações com outros números particulares. Assim, a multiplicação por 20 permite conhecer produtos por 19, 21, 18, 22, 17; a multiplicação por 30, produtos por 31, 29 etc.

Trata-se de concluir com os alunos que, por exemplo, multiplicar por 19 equivale a “o número dado multiplicado por 20, menos uma vez esse número”. Assim, na primeira etapa, 5 x 19 = 5 x 20 – 5 = 95.

Procedimentos como esses se baseiam na propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição e à subtração.

Retomá-los quando se está ensinando explicitamente as propriedades da multiplicação será uma oportunidade de fazê-las funcionar perante um problema de cálculo e reconhecer aí seu valor como ferramenta para facilitar os cálculos ou para provar a validade de um procedimento.

Consultoria Priscila Monteiro, consultora pedagógica da NOVA ESCOLA

Fonte Proposta adaptada do Plan Plurianual para el Mejoramiento de la Enseñanza – Cálculo Mental con Números Naturales – Docente – Governo da Cidade de Buenos Aires, Secretaria de Educação, Direção Geral de Planejamento. Coordenação autoral: Patricia Sadovsky. Elaboração do material: María Emilia Quaranta e Héctor Ponce.

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5 fatores que fazem um relacionamento durar | Como as Pessoas Funcionam

Não faltam gurus por aí dizendo o que devemos fazer. Muitas vezes, encontramos uns conselhos bem ruins, mesmo quando se usa descobertas científicas para justificá-los. Mas rolam também umas dicas ótimas baseadas puramente em experiências pessoais. E pode valer a pena dar uma olhada nelas.

Quando o escritor Mark Manson se casou pediu conselhos maritais aos seus milhares de leitores de várias partes do mundo.

O cara escreveu dois best-sellers recentemente e é um ex-dating coach, o que significa que há muita gente acompanhando o seu trabalho e que ele tem algum conhecimento sobre o tema “relacionamentos”.

Mas ele não queria conselhos de qualquer um – queria ouvir apenas aquelas pessoas que estivessem casadas há mais de 10 anos e que ainda estivessem felizes nessa relação. Também valiam os relatos de pessoas que fossem divorciadas, contando o que havia dado errado.

Segundo ele, quase 1.500 pessoas lhe escreveram, muitas delas detalhando sua experiência em várias páginas.

Depois de duas semanas lendo e organizando tudo, Mark chegou à conclusão: “Era tudo incrivelmente repetitivo”.

Longe de ser algo ruim, isso lhe mostrou que, aparentemente, existe mesmo uma receita para os relacionamentos serem bem-sucedidos. A lista toda está em seu site (em inglês), mas trouxemos aqui cinco deles.

Depois de ler, que tal contar sua própria experiência? Essas dicas são mesmo válidas? Você tem outras? Comente aí.

1. Estejam juntos pelos motivos certos

Ficar com uma pessoa porque sua família, sua igreja, seus amigos ou sua própria carência o pressionaram não são motivos certos. Achar que o relacionamento vai resolver todos os seus problemas – ou que irá resolver os problemas do seu parceiro – também entra na lista dos motivos errados. Motivo certo é estar com alguém porque você ama e admira a pessoa, e ama estar em sua companhia.

2. Tenha expectativas realistas sobre relacionamentos e romance

Amor não é aquela coisa que te deixa cego, doido e com uma felicidade absoluta o tempo inteiro. A paixão pode te deixar assim, mas o amor é outra coisa. Então, se você está sempre esperando aquela pessoa que vai te arrebatar e te deixar em estado de graça para sempre, sinto dizer, mas isso não vai rolar.

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A boa notícia é que o amor é um negócio muito melhor que isso. “O amor verdadeiro, isto é, o amor profundo e permanente, que é impermeável aos caprichos emocionais ou à fantasia, é uma escolha.

É um compromisso constante com alguém, independentemente das circunstâncias presentes.

É um compromisso com uma pessoa que você compreende que não vai fazer você sempre feliz – nem deveria!”, escreve Mark.

3. Aceitem que vocês dois vão mudar ao longo do tempo de maneiras inesperadas

Se você espera passar o resto da vida junto com alguém, é fundamental entender que os dois passarão por muitas mudanças. Mudanças de emprego, de visual, de gosto musical, de interesses, de religião, de filosofia de vida, de opinião. Não só relacionamentos amorosos, mas também amizades podem acabar por causa disso, se os envolvidos não souberem respeitar e acolher essas mudanças.

“Quando você se compromete com alguém, você não sabe com quem realmente está se comprometendo. Você sabe quem a pessoa é hoje, mas não tem ideia de quem ela vai ser em cinco, dez anos, e assim por diante.

Você tem que estar preparado para o inesperado, e se perguntar se admira essa pessoa, independentemente dos detalhes superficiais (ou não tão superficiais), porque eu garanto que quase todos esses detalhes em algum momento vão mudar ou ir embora”, escreveu um leitor.

4. Aprendam a brigar do jeito certo

Casais felizes e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do jeito certo.

Mark explica que, segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.

Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo.

Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas.

É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.

5. Nunca deixem de fazer pequenos gestos para manter o romance

Por simples que pareçam, pequenas atitudes como jantar juntos, segurar a mão enquanto assistem a um filme ou levar um presentinho de surpresa são fundamentais para manter um relacionamento saudável e garantir que vocês não virem simplesmente colegas de quarto. Mark conta que quase metade dos 1.

500 relatos que ele recebeu abordam isso de alguma forma.

“Os leitores dizem que precisamos cultivar o hábito de ter encontros românticos, planejar escapadelas em alguns finais de semana e arranjar tempo para o sexo, mesmo quando estamos cansados, estressados e o bebê está chorando, mesmo quando o Junior tem futebol às 5h30 da manhã do dia seguinte. Vai valer a pena”.

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  • Amor
  • Relacionamento – vida a dois

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