Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

Você já se perguntou o que dizer quando alguém perde um ente querido? Mesmo não sendo fácil encontrar palavras de conforto para amenizar a perda que um amigo sofreu, é preciso dizer algo para oferecer sua empatia e mostrar seu apoio à pessoa. Nesse artigo você vê frases de luto que podem ser ditas nesse momento.

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Uma das coisas mais difíceis para a maioria das pessoas é encontrar as
palavras certas para dizer depois que alguém morre. Já é triste o suficiente
alguém ter morrido, então ninguém quer escorregar e dizer algo para fazer com
que os membros da família se sintam piores.

Algumas pessoas divagam quando estão nervosas. Assim, concentre-se em manter sua conversa breve e focada no que você deseja. O mais importante é mostrar simpatia e compreensão no menor número de palavras possível.

Pode
ser tentador evitar falar com a família enlutada por completo, mas isso não é
bom! Em vez de evitar a conversa, dedique algum tempo para pensar nas palavras
que oferecerão mais conforto.

Faça
isso de acordo com as personalidades e temperamentos deles. Mantenha a
comunicação curta, mas reconfortante.

É natural que suas primeiras palavras de condolências sejam ainda no velório. Assim, ofereça sua simpatia, abrace a pessoa (se for apropriado) e depois se afaste para deixar outra pessoa ter a chance de oferecer condolências. Se a pessoa quiser conversar, ouça. Às vezes, é melhor não dizer nada, mas simplesmente estar lá para mostrar seu apoio.

Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

Se você não sabe o que dizer quando alguém perde um ente querido, não está sozinho. A maioria das pessoas se sente desconfortável nessa situação. Pense antes de falar para não dizer algo do qual se arrependerá depois! Abaixo seguem alguns exemplos de frases de luto para confortar um amigo que perdeu alguém:

  1. ✔️Não há palavras para dizer o
    quanto sinto muito, mas apenas saiba que me importo;
  2. ✔️Por favor, saiba que você e
    sua família estão em nossos pensamentos e orações;
  3. ✔️Estou tão triste por saber da
    sua perda;
  4. ✔️Se você quiser conversar, não
    hesite em me ligar;
  5. ✔️ [Nome da pessoa falecida]
    trouxe muita alegria a todos ao seu redor. Muitos sentirão sua falta;
  6. ✔️ Minha lembrança favorita do (a) [nome da pessoa falecida] foi…;
  7. ✔️ Sempre me lembrarei de [nome da pessoa falecida] e do tamanho do amor que ele (a) sentia por você e pelo resto da família;
  8. ✔️ Se houver algo que eu possa fazer para ajudar, entre em contato;
  9. ✔️ [Nome da pessoa] era uma luz
    tão brilhante na vida de tantas pessoas. Todos sentiremos muito sua falta;
  10. ✔️Por favor, saiba que eu
    estarei aqui para você quando precisar conversar;
  11. ✔️Não posso nem começar a
    expressar como meu coração dói por você. Você estará em meus pensamentos e
    orações;

✔️ [Nome do ente falecido] era uma pessoa tão generosa. Todos sentiremos sua falta, mas o legado dele (a) estará em todo o grande trabalho que ele(a) fez.

Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

Essas
palavras podem ser ditas antes ou depois do velório. Você ainda pode usá-las em
um cartão de condolências. O importante é você evitar tentar explicar o motivo
da morte da pessoa.

Ou agir como se o falecido ou a família estivessem melhor, mesmo que a pessoa que morreu tenha sofrido por semanas meses ou anos. As pessoas próximas a ele sempre sentirão uma dor que não pode ser lavada pelas explicações!

  • Dessa forma, existem algumas frases de luto que devem ser evitadas:
  • ❌ Pelo menos ela viveu uma vida longa, muitas pessoas morrem jovens;
  • ❌ Ele está em um lugar melhor;
  • ❌ Há uma razão para tudo;
  • ❌ Você ainda pode ter outro filho;
  • ❌ Ela era uma pessoa tão boa que Deus queria que ela estivesse com Ele;
  • ❌ Eu sei como você se sente;
  • ❌ Ela fez o que veio fazer aqui e estava na hora de partir;
  • ❌ Seja forte.

Além disso, também não se deve apressar o processo de luto da pessoa. É muito insensível achar que porque já faz um tempo que o ente querido se foi, a pessoa precisa ter superado. Cada um tem seu tempo e é essencial respeitá-lo, sempre mostrando que está lá para ajudar seu amigo.

Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

➡️ As 5 Fases do Luto – Blog da Ultimum Vale

Às
vezes, pode ser um erro apenas perguntar às pessoas profundamente aflitas como
é possível ajuda-las. Muitas vezes, o enlutado está perdido demais em sua
própria tristeza para identificar necessidades. Tudo bem em perguntar. Mas
saiba que você pode só intervir e ajudar.

Por exemplo, depois do funeral, traga alguns alimentos para que a família não precise se preocupar em cozinhar, mas ainda possa comer bem. Se você está preocupado, é porque você conhece a vida deles. Ofereça para pegar as crianças, ajude no quintal, ofereça para levar recados. Tudo o que você achar que será uma boa forma de ajuda para facilitar a vida deles nesse momento difícil.

A
Ultimum Vale é uma Casa de Velório que tem o intuito de amenizar esse momento
delicado na vida de familiares e amigos. Contamos com uma equipe atenta,
discreta e acolhedora, assim como um espaço agradável e diferenciado, para homenagear
da melhor maneira aqueles que se foram.

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mais sobre Velório Privativo entrando em contato com nossa equipe:

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O que falar para quem acaba de perder alguém?

Confortar quem se ama quando essa pessoa está passando pelo luto é uma atitude natural, um gesto de generosidade e amor. Mesmo assim, é comum ter dúvidas de como fazer isso.

O que dizer? O que não dizer? É melhor ficar por perto ou dar espaço? É difícil lidar com a dor do luto e saber o que fazer para passar por esse momento, que não pode ser evitado. Então, como ajudar quem está de luto por um amigo ou por um familiar? Nesse texto, vamos tentar ajudar àqueles que estão dispostos a apoiar alguém que esteja passando pelo luto.

A importância de passar pelo luto
Quais são as fases do luto?
O que dizer para alguém de luto?
E o que não dizer?

A importância de passar pelo luto

Muitas pessoas têm a tendência de reprimir seus sentimentos, principalmente relacionados à dor emocional e ao sofrimento, sensações comuns ao luto. Ou, mesmo que não seja uma reação consciente, ter que providenciar os serviços funerários após o falecimento pode acabar “distraindo” a pessoa de viver esse momento.

No entanto, os rituais que seguem após a morte são momentos dedicados a se viver o luto. É para isso que existem as salas de velório e o tempo dedicado a velar quem se foi. É mais que uma despedida, é o momento de encarar a própria dor e vivê-la para, então, começar a seguir em frente convivendo com uma ausência que nunca será preenchida.

No entanto, o luto não acaba na sala de velório. Existem algumas fases que devem ser passadas. Cada pessoa lida de uma maneira com cada uma, sem que haja o tempo certo para isso. Então, aqui vai nossa primeira dica: respeite o tempo individual de cada um.

Quais são as fases do luto?

Talvez você já tenha ouvido falar sobre as cinco fases do luto. São reações e sentimentos que as pessoas têm quando recebem a notícia de um falecimento. Quanto mais próxima a pessoa for do falecido, mais intenso e mais longo pode ser o luto.

1 – Negação: é uma reação natural e inconsciente de se proteger da dor. Nessa fase, o enlutado evita falar sobre o assunto, pois não aceita a realidade. Em casos mais intensos, a pessoa pode até acreditar que a morte não é verdadeira e que a pessoa voltará.

2 – Raiva: o enlutado começa a ter raiva da situação, da família, dos médicos, de Deus… do mundo. Ele se apega a um sentimento de injustiça e tenta achar culpados. A raiva pode, inclusive, ser direcionada a si mesmo.

3 – Barganha: Tentando se livrar da dor, quem passa pelo luto chega à fase de fazer promessas de vida. Que será uma pessoa melhor com os outros, terá um estilo de vida saudável, entre outros.

4 – Depressão: nessa fase, a pessoa se isola, se sentindo impotente diante da realidade. Nesse momento, o enlutado já começa a conviver com a perda.

5 – Aceitação: esse costuma ser a última fase. Quando, além de conviver com a perda, a pessoa também entende que precisa seguir em frente e aprender a viver com a morte. Não significa que não haja mais sofrimento, ainda há saudade, mas é o início para voltar a ser feliz apesar disso.

Entender o luto é importante tanto para quem precisa de apoio quanto para quem está oferecendo apoio. Identificar a fase pela qual o enlutado está passando pode ajudar a lidar com ele. Nossa segunda dica é: não invalide os sentimentos da pessoa, mesmo que não faça sentido. Você pode ouvir e orientar, mas não julgue.

Saiba também que as fases não têm uma ordem exata e nem todos passam por cada uma delas. Pode acontecer de alguém ficar estagnado em alguma, sem conseguir seguir em frente. Nesse caso, nossa terceira dica é: sugira um tratamento com um psicólogo. Ninguém precisa passar por isso sozinho.

O que dizer para alguém de luto?

Como Falar Com Um Ente Querido Que Faleceu?

Agora que você já entendeu um pouco sobre o luto, ficou claro que paciência e compreensão são as melhores atitudes, além do que se pode dizer. No entanto, ao falar, tenha bom senso e não console alguém com frases prontas. Seja verdadeiro, mesmo que você não esteja sofrendo com a morte em questão, tenha empatia e verbalize que você está disposto a ouvir e a estar presente, se a pessoa precisar.

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Você não precisa dizer coisas bonitas e sentimentais, nem tentar dar alguma lição. Veja algumas ideias do que dizer:

“Sinto muito que esteja passando por isso”

Mesmo que você não esteja sofrendo o luto, demonstre que lamenta pela pessoa estar sofrendo. É uma maneira de se mostrar solidário, dizer que entende que a pessoa está sofrendo e que não a julga por isso.

“Conte comigo para o que precisar”

Diga a pessoa que ela pode ligar, mandar uma mensagem, fazer ou pedir uma visita. Mesmo que não seja para conversar sobre o assunto, se ofereça para passar um tempo junto. Dizer para a pessoa “falar o que precisa” pode soar vago demais para o momento.

“Quando puder, você vai seguir em frente”

Não cobre força de quem está sofrendo, não diga que ele precisa “sair dessa”. Para superar, é preciso viver o luto. Não julgue esse momento doloroso, nem apresse a pessoa a superá-lo logo. Cada um tem seu tempo.

“Eu não sei como você se sente” 

Não tente comparar os seus sentimentos com os de outras pessoas. Nem compare o luto de uma pessoa a outra. Não é porque você já passou por isso, ou conhece alguém que já passou, que você sabe como a pessoa se sente, não é igual para todo mundo, não existe uma receita para ser seguida. Além disso, você não precisa sentir a dor do outro para ter empatia, apenas compreendê-la.

E o que não dizer?

Tão importante quanto o que fazer e dizer é saber o que não dizer. Já falamos que frases prontas não são uma boa ideia, pois não passam nenhuma verdade. Mas existem algumas coisas que não devem ser ditas porque, além de clichês, podem deixar a pessoa pior, como essas:

“Ele foi para um lugar melhor” 

A pessoa não está sofrendo por imaginar para onde as pessoas vão após a morte. Além disso, você sabe quais são as crenças dela? Essa frase pode acabar desmerecendo ou invalidando os sentimentos da pessoa.

“Isso acontece com todo mundo”

Saber que todo mundo morrerá um dia não ajuda ninguém a passar pelo luto. Muito pelo contrário, passa a ideia de que você está diminuindo e menosprezando a dor dos outros.

“Não chore, ele não gostaria de ver você assim” 

Dizer isso é equivalente a pedir para a pessoa não sofrer. Embora a intenção seja encorajar, o efeito é o contrário. A pessoa pode passar a tentar esconder seu sofrimento. Inclusive, tente não dizer o que a pessoa deve ou não fazer. O que funciona para você pode não funcionar para ela.

“Como você está?” 

A resposta é óbvia, não é? Essa é uma pergunta genérica, que todo mundo acaba respondendo com “tudo bem”.

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O Cemitério Vertical Metropolitano conta com excelente infraestrutura e toda a assistência que a sua família precisará na hora do adeus. Somos a melhor escolha para você oferecer uma despedida honrosa e tranquila para quem partiu. Nós incentivamos as pessoas a se planejarem para a hora da morte.

Com planejamento, é possível facilitar a burocracia quando precisar utilizar os serviços funerários, usufruindo de maior tranquilidade no momento do luto, assim como diminuir o valor das despesas e ainda respeitar os desejos de quem se foi.

Por isso, oferecemos algumas vantagens para quem se planeja, confira:

Quem possui jazigo perpétuo, no Cemitério Metropolitano, garante tranquilidade para toda sua família. Após um falecimento, os familiares terão total assistência funerária, incluindo translado e sepultamento.

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O Cemitério Metropolitano é um cemitério vertical localizado em São Vicente/SP, que oferece assistência e plano funerário. Utilizando técnicas modernas para a minimização de impactos ambientais, com suas instalações e lóculos. Possui crematório, salas para velório, ossuários e realiza cerimonial de cremação, para quem deseja prestar sua última homenagem.

O que dizer quando alguém morre: confira 6 dicas importantes | Funerária Araújo-Orsola

Por: Funerária Araújo-Orsola

Você sabe o que dizer quando alguém morre?

A perda de um ente querido é sempre um momento delicado. A presença e o apoio dos parentes e amigos em momentos como esse é fundamental para suportar a dor. No entanto, são poucas as pessoas que sabem o que dizer nessas horas, justamente pelo fato da maioria não ter muita noção de como abordar esse tema. 

Para auxiliar em uma situação como esta e para que seja possível conseguir ajudar verdadeiramente os enlutados, seguem algumas orientações a respeito.

O poder da empatia na hora de ajudar os enlutados

Alguém muito sábio já disse “o lugar mais complicado do mundo para se estar é o ‘lugar do outro’”. Este é precisamente o conceito de empatia. Um sentimento tão nobre quanto necessário, que nos permite tentar entender a dor do outro, ainda que não a sintamos. A empatia é uma excelente maneira de descobrir as melhores formas de agir.

Cada ser humano reage ao luto à sua própria maneira e, muitas vezes, oferecer conforto, carinho e compreensão costuma ser a melhor forma de apoio a um enlutado.

Mesmo o silêncio tem seu valor nesses momentos: pode ser que um abraço terno e uma oferta de ajuda ou disponibilidade funcione muito melhor que inúmeras palavras.

Assim, se surgirem dúvidas sobre como agir ou o que dizer quando alguém morre, pratique a empatia. Você descobrirá uma maneira adequada de ajudar.

6 dicas importantes sobre o que dizer quando alguém morre

Comunicar-se de forma adequada é importante para que a ajuda que se oferece seja eficaz. Confira, a seguir, algumas dicas de frases e orientações de como se expressar em momentos assim.

“Se precisar, estou aqui”

Esta frase representa, ao mesmo tempo, disponibilidade e liberdade. Deixa claro que você respeita o processo de luto pelo qual a pessoa passa, sabe que ela tem o tempo dela e que pode precisar de espaço para refletir, ao mesmo tempo que se dispõe a estar perto o suficiente, para o caso de ela sentir que precisa de ajuda.

“Não tem problema chorar”

Em momentos de luto, é comum sentir necessidade de extravasar a dor de alguma forma. No entanto, embora haja essa necessidade, nem todo mundo consegue se expressar com a naturalidade que gostaria.

Por vezes, é necessário que alguém verbalize nitidamente que não há problema algum em chorar, por exemplo, para que a pessoa finalmente consiga expor seus sentimentos. É quase como uma permissão para desabafar, uma forma de dizer que ela não será julgada ou vista como “mais fraca” por isso.

“Não tenho ideia da dor que você está sentindo”

Algumas pessoas infelizmente se confundem um pouco, e acabam errando na aplicação do conceito de empatia. Compartilhar experiências pessoais pode não ser o mais adequado, afinal, a pessoa enlutada já tem a própria dor, e outras pessoas relatando seus próprios sofrimentos torna tudo ainda mais difícil. 

Por mais que se acredite compreender a dor do outro, é sempre bom lembrar que somos seres individuais, diferentes, e reagimos de forma peculiar. Assim, a melhor abordagem ainda é a que envolve humildade, respeito às crenças e ao tempo de cada um, deixando a pessoa livre para enfrentar o luto, fazendo-a sentir que tem apoio para suportar essa dor e expressar-se como achar melhor.

“Como você está lidando com a dor?”

Há ainda a possibilidade de que a pessoa esteja em um momento de evitar encarar a situação, uma espécie de fuga pessoal do luto. Neste caso, mais uma vez a empatia é indispensável.

Pergunte à pessoa – literalmente – como ela está lidando com a dor. Permita que ela entenda que ela vai precisar entrar no processo de luto para poder superar toda essa situação, e deixe claro que ela pode contar com você para isso.

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Sugira um programa ou tome a atitude

O luto não acaba após o velório.

E essa dica será bastante útil para a retomada da vida cotidiana, pois ainda que se passe algum tempo, a vida do enlutado ficou com um espaço vazio: os locais que frequentava, os aniversários, as menores tarefas serão muito difíceis sem a pessoa querida que se foi, especialmente quando se trata de entes mais próximos ou de convivência diária, como pais, filhos ou cônjuge.

Nessas situações, caso haja proximidade física, a dica é continuar oferecendo ajuda, mas agora de forma mais prática.

Boas opções de coisas a se fazer pelo enlutado são: ir ao mercado fazer a compra semanal (pois o luto traz a tendência de esquecer ou deixar de lado tarefas básicas), ajudar com a limpeza da casa ou mesmo tentar tirar a pessoa de sua rotina de dor, levando-a a algum lugar diferente dos que ela (ou o falecido) costumava frequentar.

“Eu sei que você vai seguir com a sua vida quando estiver preparado”

A readaptação da vida após o luto pode não ser das mais fáceis, e dificilmente se consegue pensar no futuro, muito menos em superar a dor que, naquele instante, parece intransponível. Essa recuperação se dará com o tempo, e de forma totalmente particular.

Pode-se, no entanto, ajudar a pessoa a refletir que, por mais doloroso que seja, esse momento vai passar. É preciso esclarecer que ela continua viva, e que não demonstrará menos amor a esse ente querido, nem será uma pessoa ruim se resolver seguir sua vida, quando sentir que está pronta para tanto.

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O que não fazer ou dizer nesses momentos

Mais importante do que saber o que dizer quando alguém morre, é ter noção de como não se expressar nessas horas. O pesar sentido pode ser aumentado ou aliviado, a depender do que se ouve de pessoas próximas, ou da forma como se comportam em relação ao enlutado.

Algumas atitudes que devem ser evitadas:

Não se manifestar, ficando em silêncio ou afastado

Isso pode demonstrar que você não se importa com a dor do outro.

Dizer que o enlutado “está lidando muito bem” com o luto

Pode ser que a pessoa apenas esteja ocultando a própria dor, e não necessariamente que a tenha superado.

Afirmar que o falecido “iria preferir que fosse assim”

Depois que alguém falece, é impossível tentar presumir o que ele desejaria que ocorresse. Pode causar discussões (completamente evitáveis) com a pessoa que já está sofrendo o suficiente pelo luto.

Usar a famosa frase de que “todos passam por isso em algum momento”

Pode até ser verdade, mas essa atitude pode denotar menosprezo pela dor alheia.

Perguntar “como você está?” ou “tudo bem?”

Perguntas como essas são desnecessárias. É óbvio que o enlutado não se sente bem, e pode acabar mentindo para não parecer descortês, ou mesmo para não ficar em uma situação desconfortável.

Expressar-se com “meus sentimentos” ou “meus pêsames”

Clichês assim se tornaram vazios de significado com o tempo. Ao invés disso tente ser solidário e busque uma maneira gentil de expressar seu pesar.

Solidariedade e empatia sempre são as melhores atitudes quando se tem por perto alguém enlutado. Tentar compreender e respeitar a dor do outro é o mais importante. O apoio de amigos em momentos difíceis faz perceber com quem se pode contar de verdade.

Você tem alguma dica sobre o que dizer quando alguém morre? Deixe seu comentário. Você poderá ajudar outras pessoas.

Como falar com alguém que perdeu um ente querido?

Uma dúvida comum entre as pessoas é sobre como falar com alguém que perdeu um ente querido ou inclusive o que falar para essas pessoas, o que desejar e como reagir diante delas.

A dor do luto traz questões humanas como há vida após a morte? E a dor da ausência de um ente querido gera uma dor que parece não ter fim.

  • E por isso saber como falar com alguém que perdeu um ente querido é fundamental.
  • A morte é um momento delicado que gera sofrimento, saudade e até raiva em algumas pessoas.
  • Justamente por ser uma situação complicada e que poucas pessoas realmente sabem lidar, por isso é difícil transmitir compaixão e força àqueles que perderam alguém.
  • As palestras motivacionais para a vida são uma ferramenta juntamente com acompanhamento de um profissional de saúde mental para auxiliar a pessoa.
  • No caso, o ideal é começar com a possibilidade de confortar alguém demonstrando solidariedade, generosidade, amor e que está disposto a ajudá-lo no que lhe for preciso.

Quer saber mais sobre falar com alguém que perdeu um ente querido? Leia o texto.

Perda de um ente querido: Aprenda como falar com alguém que perdeu um ente querido

Ao redor do mundo, inclusive no Brasil, morrem diariamente e é preciso desenvolver a empatia no trato com as pessoas..

  1. Este ano muitas pessoas morreram e os familiares sofrem de diversas maneiras causando revolta, tristeza e muita preocupação aos seus familiares.
  2. E são em situações como essa em que pensamos na fragilidade da vida e como a morte machuca as pessoas.
  3. Lidar com o luto é algo complicado em que milhares de sentimentos se misturam em provocam confusão, tristeza profunda.
  4. E às vezes até mesmo a necessidade de reclusão por não ter vontade de falar com as pessoas ou por não acreditar no que está vivenciado.
  5. É um período complicado e de muita dor, por isso se comunicar com pessoas em luto costuma ser difícil e quase sempre falhamos na tentativa de confortá-las e fazê-las se sentirem bem.
  6. Aprender como falar com alguém que perdeu um ente querido é algo a ser feito em etapas, começando principalmente por entender as fases do luto.

O que fazer para consolar uma pessoa?

Saber como conversar com alguém de luto é uma tarefa difícil e nobre. E para ajudá-lo preparamos uma série gratuita com palavras de esperança para saber como consolocar uma pessoa enlutada.

Depois de finalizar a leitura é importante ler este material para melhor compreender como super este momento difícil.

Entenda as fases do luto e como ele pode ser superado

Tecnicamente o luto é composto por 5 fases e cada pessoa tem uma maneira de passar por elas. Algumas conseguem superá-las rapidamente com auxílio da família, amigos e até mesmo profissionais da saúde, enquanto outras podem passar anos até chegar à fase de aceitação.

As fases são: negação; raiva; barganha; depressão e aceitação, geralmente sentidas nesta ordem, mas existem pessoas que podem vivenciar várias fases ao mesmo tempo exigindo uma atenção ainda maior das pessoas a sua volta para ajudá-lo em sua recuperação.

Negação

A fase da negação, como o próprio nome diz, é aquela em que a pessoa se recusa a acreditar na perda, como forma de se proteger da dor.

Ela evita pensar na morte, não “vivencia” o luto e pode até mesmo acreditar que se trata de um engano, que logo a pessoa volta para casa.

Raiva

A raiva é quando a pessoa passa a se sentir injustiçado e tem raiva do mundo por ter perdido alguém que tanto amava.

Ela sente raiva, ódio e outros sentimentos negativos tanto pela família, médicos, Deus e de qualquer outra pessoa que procura culpar pela perda da pessoa.

Barganha

Já a barganha é a fase da negociação em que a pessoa passa a suplicar às divindades que a dor vá embora.

E em troca será uma pessoa melhor, mais gentil e coisas do tipo. Enquanto a quarta fase passa a ser uma das mais complexas, a depressão ou tristeza profunda.

Depressão

É na depressão que a perda se torna real e presente no dia a dia provocando dor profunda, medo e por essa razão a pessoa perde o sentido da vida, se isola e precisa de ajuda.

Aceitação

Na quinta fase a aceitação é quando a pessoa finalmente aceita a perda mesmo que ainda doa. Em algumas pessoas a dor é trocada pela saudade, sentimento que permanece por toda a vida.

O que dizer em um momento de luto?

Dicas do que dizer quando alguém perde um ente querido

  • Ao entender as fases do luto é possível ter um pouco mais de noção sobre o que a pessoa está passando, o momento em que se encontra ou mensurar mesmo que minimamente a sua dor.
  • Trata-se de um momento complicado, portanto, toda a delicadeza é necessária, assim como a demonstração de compaixão e vontade real de ajudá-la, porém não confunda essas vontades com dó e nem tente demonstrar isso à pessoa pelo fato de causar ainda mais dor a ela.
  • Neste momento o seu papel será tentar confortar a pessoa, transmitir amor, carinho e ressaltar o quanto está disposta a ajudá-la neste momento nem que seja para uma simples conversa.
  • Veja algumas dicas do que dizer para alguém que perdeu um ente querido:
  • “Se precisar, estarei aqui, conte comigo”;
  • “Tudo bem se sentir imponente neste momento, viva o seu luto”;
  • “Eu gostaria de ter as palavras certas para você”;
  • “Eu sei o quanto você a amava”;
  • ” O luto é um vale que você não está passando sozinho”;
  • “Eu não posso imaginar o que você está passando, mas estou aqui se precisar”;
  • “Eu sinto muito”.
  1. Essas são frases simples, mas que ajudam a confortar o coração da pessoa naquele momento, mesmo que pouco.
  2. Caso não conheça a pessoa que tenha falecido procure seguir a mesma linha das frases citadas acima ou então, tente dizer: “Eu não conhecia o seu (…), mas com base em quem você é, ele / ela deve ter sido uma ótima pessoa, meus sentimentos”.
  3. Além disso, é preciso ressaltar algumas frases que não é de bom grado falar, como:
  • “Fique ou seja forte”;
  • “Ele/ela está em um lugar melhor”;
  • “Eu imagino a dor que está sentindo”;
  • “Logo essa dor passa e você viverá a sua vida”;
  • “Era o plano de Deus ou Deus o queria no céu”.

Apenas faça ou diga algo que conforte

  • Saber o que e como falar com alguém que perdeu um ente querido é algo complicado, mas tenha em mente que neste momento o melhor que você pode fazer é tentar ser proativo, fazer algo que conforte o coração do próximo, mas de maneira alguma cobrar alguma postura.
  • Evite dizer frases como “seja forte” ou “essa dor vai passar”, seja coerente e respeitoso com os sentimentos das pessoas, procure ao máximo ser algo agradável que realmente possa ajudar.
  • A bíblia é uma fonte de esperança e presentear alguém que perdeu um ente querido com uma é uma atitude de amor e empatia.

Indústria da morte: Aplicativos permitem conversar com quem já morreu

Nos filmes de ficção científica, está cada vez mais comum ver enredos que mostram a evolução da interação entre humanos e máquinas “quase humanas”. E parece que, na vida real, isso tem se tornado uma possibilidade cada vez maior.

Não é de hoje que empresas buscam trazer a possibilidade de viabilizar o contato com quem já morreu, por meio da inteligência virtual. 

A Fenix, por exemplo, uma companhia funerária da Suécia, afirmou ao site americano VICE que está desenvolvendo um produto que pretende trazer essa realidade.

Em entrevista, a CEO da companhia, Charlotte Runius, afirmou que por enquanto, o projeto está paralisado por falta de fundos e explicou: “Queremos que, quando uma pessoa ficar idosa e solitária porque o cônjuge morreu, tenha a possibilidade de colocar óculos virtuais e 'tomar café' com seu ente querido que faleceu. A pessoa saberá que não é de verdade, será como um jogo de realidade aumentada.”

Outra empresa, a Eternime, promete reunir todas as informações de uma pessoa após sua morte, um sistema inteligente coleta os dados digitais produzidos ao longo da vida – locais visitados, curtidas, fotos, vídeos e as informações armazenadas pelos smartphones e redes sociais.

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O fundador da Eternime, Marius Ursache, explica que por meio desse compilamento, cria-se uma versão digital da pessoa. “Dependendo dos fatos coletados, o avatar poderá oferecer qualquer coisa, desde dados biográficos básicos até ter um papo envolvente.”

Até a Microsoft entrou nessa.

De acordo com informações do portal Protocol, a gigante de tecnologia teria cadastrado uma patente, aprovada em dezembro do ano passado, que descreve um chatbot, que nada mais é que um programa de computador que tenta simular uma “conversa” com um ser humano. Esse aplicativo também seria criado com base em dados de pessoas específicas, como fotos, imagens, áudios, posts em redes sociais e mensagens.

Ajuda ilusória

Esses são apenas três exemplos das dezenas de empresas que pesquisei que criam esses avatares. Elas têm muitos objetivos com isso. Entre eles o de lucrar, obviamente, e o de amenizar a dor do luto e da solidão.

 Já inventaram aplicativos que simulam amigos, namorados e agora mais essa: mortos. É assustador pensar que o ser humano está criando robôs que simulem pessoas que morreram. São os filmes de ficção invadindo a nossa realidade.

Será que esse é um bom caminho? Psicólogos afirmam que não. Porque simular conversas com pessoas falecidas pode comprometer ainda mais o sofrimento causado por uma perda. A verdade é que robôs nunca conseguirão substituir a vida real, por mais que se tente.

Por isso, é importante que as pessoas deixem suas mensagens aos entes queridos ainda em vida, e não dependam de aplicativos para isso.

A evolução da tecnologia é muito importante, mas é impossível que um dispositivo eletrônico substitua uma relação baseada em reciprocidade, amor, amizade e outras características humanas.

E, falando sobre a morte, para quem fica, é importante vivenciar e superar o luto, não conviver com ele por toda a vida. E quanto reviver as memórias? Podemos trazê-las à tona sempre que quisermos, porque o que ficam são as lembranças. Quando se compreende a existência e o significado da vida, as perdas ganham outro significado. Não precisamos de uma inteligência artificial para isso.

Luto infantil: como falar sobre morte com crianças pequenas

Se há uma certeza nessa vida, é a morte, já diria o ditado. Entretanto, ela segue sendo tabu na nossa sociedade e motivo de medo e angústia para adultos, que evitam tocar no assunto com as crianças pequenas, mesmo quando alguém da família morre. 

Só que a Covid-19, que até agora j�� fez mais de 80 mil vítimas fatais no Brasil (fora a subnotificação), colocou a morte no cotidiano de muita gente. Para os especialistas, ela deve ser encarada com a maior sinceridade e clareza possíveis, mesmo com os bem pequenos, e sentida em família, com toda a complexidade e intensidade que a envolvem. 

A aproximação com o tema deve ocorrer, aliás, antes que alguém próximo faleça. “Esperar a criança perder para ensinar a ela sobre perda é como agir só na crise.

Os adultos ficam desconfortáveis, mas ela deve entrar em contato gradualmente com o ciclo da vida”, explica Isabela Hispagnol, doutora em Psicologia Clínica pelo Laboratório de Estudos sobre o Luto (LELu) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

“Dá para fazer isso a partir das historinhas, sem maquiar ou amenizar a história quando algum personagem morre, ou quando ela perde um animalzinho de estimação”, continua a psicóloga. “Isso não leva ao sofrimento, mas sim ao desenvolvimento de resiliência na criança para que ela lide melhor com o sofrimento que ocorrerá diante de uma perda realmente significativa”, completa. 

Crianças pequenas sabem o que é morte? 

Na primeira infância, até os três anos, o fim da vida é percebida apenas como ausência. Entre os três e os cinco, a criança até começa a assimilar a morte, mas ainda cerceada pela sua imaginação infantil. “Muitas vezes, elas ficam na ilusão de que a pessoa vai voltar e só está dormindo ou viajando”, comenta Deborah Moss, neuropsicóloga mestre pela Universidade de São Paulo (USP). 

A partir dos seis, fica mais claro para ela que a morte é inevitável e irreversível, mas o processo até a compreensão plena é longo. “A consciência da finitude da vida só ficará totalmente estabelecida a partir dos nove anos de idade”, aponta Marilia Zendron, Psico-Oncologista da Clinonco, especialista em teoria, pesquisa e intervenção em luto. 

Como falar sobre morte com as crianças 

Justamente por conta da falta de compreensão dos menores, o ideal é comunicar sempre de maneira clara que a pessoa morreu e não irá voltar. Para isso, use uma linguagem adequada à idade, sem entrar em detalhes desnecessários, exceto que ela pergunte, e evite metáforas.

“Dizer apenas que ela virou uma estrelinha ou foi para o céu, pode confundir a criança pequena, que tem um raciocínio concreto, então passa a acreditar que a pessoa só está em outro lugar de onde é possível retornar”, explica Deborah. Até é possível usar a religião como conforto, mas deixando claro que a morte aconteceu mesmo. 

Outro revés da metáfora é que ela pode gerar o sentimento de culpa.”A criança pode achar que fez algo errado que motivou a partida da pessoa e está impedindo sua volta”, complementa Isabela. Como consolo, depois de dar a notícia, explique dentro do possível que ela poderá sempre lembrar da pessoa no seu coração e sentir alegria quando pensar no que viveram juntos. 

Se a morte não é repentina, como a de alguém que passa um longo período gravemente doente, por exemplo, o ideal é preparar o terreno para a possibilidade do falecimento. “Dentro da linguagem dela, é bom explicar que a doença é complicada, que a pessoa pode não voltar do hospital, e conversar com ela sobre o que está acontecendo e quais são seus sentimentos”, ensina Marília.

E quando quem morreu é o pai ou a mãe? 

Quando a morte atinge o núcleo familiar, até mesmo o bebê terá que viver o luto da ausência de uma das suas principais referências de vida. “O mais importante para os pequenos é que eles se sintam seguros de que outra pessoa irá assumir os cuidados que o ente perdido executava”, aponta Isabela. 

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A conversa sobre a morte e o apoio à criança no processo de luto pode ser difícil para quem perdeu o companheiro. Nessas horas, conte com alguém da família. “O pai que perdeu a mãe ou vice-versa não conseguirá falar com o filho sobre isso, mas alguém próximo, como uma avó, pode assumir esse papel”, destaca Marilia. 

Essa pessoa pode ainda observar possíveis alterações que indiquem que a criança está em sofrimento e pode precisar de ajuda psicológica. Ela pode demonstrar isso em brincadeiras, procurando o genitor que faleceu, ficar mais quieta, ter seu desempenho escolar prejudicado e por aí vai. 

Morte em tempos de pandemia 

O ritual de despedida é importante, mesmo que não aconteça nos moldes tradicionais. “Ele dá contexto à perda, abre espaço para o sofrimento, para as pessoas dizerem coisas, serem amparadas socialmente”, elenca Isabela. Com muitas cidades não permitindo velórios, uma possibilidade é a realização de cerimônias virtuais.  

Cada família escolhe o que funciona melhor, pode ser uma reza ou o resgate de histórias daquela pessoa, mas a criança não pode ficar de fora. “Pergunte a ela como ela gostaria de se despedir, o que gostaria de falar, o que está sentindo…”, orienta Deborah. Soltar um balão no céu, fazer um desenho, cantar uma música são sugestões bacanas para fazer com os pequenos.

Crianças devem ir em funerais? 

A decisão é de cada família, nem todos se sentem confortáveis, mas é certo que o velório facilita a percepção da morte. “Aconselho os pais a levarem, por pouco tempo, evitando as horas mais críticas como o fechamento do caixão e o sepultamento”, conta Isabela. 

Como explica a Sociedade Brasileira de Pediatria em seu site, durante o funeral a criança pode demonstrar curiosidade com o corpo do ente querido, e fazer perguntas como “que horas ele vai acordar?” Se os adultos não conseguirem responder no momento, devem abrir espaço para a criança retomar as questões quando se sentirem mais fortalecidos para isso. 

Quando a morte é evitada… 

… A criança pode não assimilar bem a partida e acabar sofrendo com efeitos negativos em seu comportamento. Ela pode ter, até meses e anos depois, alterações de comportamento, queda de rendimento, agressividade, alterações de apetite, sono e mais propensão à ansiedade. 

Para todas as especialistas ouvidas pela reportagem, o luto precisa ser vivido, não evitado, por mais difícil que isso seja. É ele que permite não só que a dor seja curada, mas dividida. Os adultos, como sempre, são o exemplo. “Devemos evitar dizer coisas que possam sobrecarregá-las, mas não podemos deixar de compartilhar com elas a dor”, ensina Isabela. 

“Quando você esconde a tristeza, ensina ela de alguma forma a esconder isso também, e o que acontece é que a criança fica com medo de se expressar sobre suas emoções”, complementa. “Viver o luto em família é fazer com que ela se sinta parte dessa dinâmica, e nesse contexto posso dizer que estou chorando porque sinto saudades”, encerra Isabela. 

Até por isso, não adianta esconder as fotos de quem morreu. A lembrança do falecido deve ficar viva e valorizada. Existe uma ideia de que esquecer é melhor, mas o vínculo da criança com aquela pessoa seguirá pelo resto da vida.

Por fim, há um lado bom de passar por esse processo sem maquiar as emoções. Ora, a educação para a morte ensina a viver. “Quando podemos explicar para a criança que a perda é parte da vida, estamos trabalhando também a ideia da mudança, que pode trazer coisas boas, e de que, na perda, podemos também encontrar nossas forças”, encerra Isabela. 

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