Como Explicar A Um Homem Que É Distante?

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Falta de diálogo, pouco interesse em sair para passear ou mesmo fazer sexo. Se seu parceiro ou parceira apresenta os sinais de distanciamento sem qualquer motivo aparente, você pode acabar em dúvida se o problema é com você ou se há algo de errado na vida dele ou dela. De uma forma ou de outra, a situação deve ser analisada com cuidado para evitar mal-entendidos ou mesmo o fim de uma relação.

O que significa um distanciamento na relação

As causas de um distanciamento podem ser bastante variáveis e nem sempre significa falta de amor. Ele ou ela pode estar passando por um grande período de estresse e preocupações que fazem com que a mente fique ocupada demais com os problemas, tirando o foco do relacionamento amoroso. Um simples bate-papo pode ajudar na descoberta e na solução do caso.

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Se a pessoa passou a se distanciar um pouco justamente no momento em que o relacionamento ficou mais sério, pode indicar certo medo de comprometimento. A atitude nem sempre é percebida pela pessoa e normalmente está relacionada a situações de abandono em relações anteriores.

A falta de segurança e o receio em se abrir completamente para não ser magoado podem acabar resultando em um afastamento involuntário. Um diálogo honesto e calmo talvez seja a melhor saída para enfrentar o problema.

Existe ainda, claro, a possibilidade de a pessoa estar sendo infiel e, interessada em outro pretendente, acabe deixando você de lado e se distanciando por simples falta de coragem de assumir a situação para ela mesma e para você.

Como lidar com um parceiro (a) distante

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Se você ainda ama a pessoa e percebe que o sentimento é retribuído apesar do distanciamento, procure a princípio dar certo espaço para que ela reflita sobre a situação e se realmente deseja permanecer sozinha no momento. Forçar uma aproximação não rende bons frutos e pode prejudicar a convivência.         

Evite fazer joguinhos ou se “vingar” também se fazendo de difícil ou distante. A atitude imatura pode magoar a ambos e colocar um ponto final em um relacionamento que ainda tem chances de gerar momentos bons e felizes.

Se sentir necessidade, não tenha medo de confrontar a pessoa e perguntar diretamente e de forma clara o que está acontecendo, expondo seus sentimentos, percepções e necessidades. Ser objetivo pode ser difícil e até mesmo doloroso, mas em alguns casos é a única maneira de solucionar o problema sem fazer com que a relação fique tóxica com o passar do tempo.

Relacionamentos amorosos

Meu/minha namorado/a está distante: como entender e solucionar

Como Explicar A Um Homem Que É Distante?

Se você sente que aquela pessoa que você ama está distante, que tem algo diferente na atitude, seja só com você ou com as outras pessoas e isso te confunde porque gerou alguma insegurança, saiba que existem diferentes motivos pelos quais isso pode estar acontecendo e, não necessariamente, significa que essa pessoa não te ama mais.

Pode ser que você queira entender como reagir a isso. Por isso, neste post de Psicologia-Online refletimos sobre a questão: 'meu/minha namorado/a está distante, o que fazer? Entenda o que pode fazer para lidar com essa situação da maneira mais saudável possível.

É verdade que essa mudança de atitude pode significar que alguma coisa não anda bem, mas é preciso considerar diferentes aspectos para ter certeza do que realmente está acontecendo:

Luto

Se essa pessoa está passando por um processo de luto, seja porque perdeu uma pessoa querida, alguém próximo doente, perdeu o trabalho ou algo do tipo, é normal que tenha um comportamento mais frio ou ausente devido à dor intensa que pode estar passando nesse momento. Essa mesma dor pode fazer com que a pessoa mude sua atitude com você e outras pessoas, mas como casal, as pessoas mais próximas acabam percebendo mais.

Fim da fase de apaixonamento

Considerando que a paixão é passageira e tem um limite de tempo, outra possível razão pode ser que seu amor já passou por essa fase a e não atue da mesma maneira com você.

Entretanto, ainda que você sinta que ele/a não atue de maneira tão intensa com você como na fase da paixão e esteja sentindo essas mudanças, lembre-se que depois do apaixonamento vem o amor incondicional, o mais puro e sincero. Então, se o seu amor entrou nessa fase, apesar de você não sentir mais que ele/a está louco/a por você, pode se sentir ainda mais respeitada/o e querida/o.

Agora, se essa pessoa sente que depois dessa fase de paixão o amor se acabou, pode ser que não queira dar um passo mais sincero e maduro.

Estresse constante

Se essa pessoa está pasando por uma fase estressante, por algo no trabalho, por exemplo, ou algo do tipo, pode ser que esteja tão estressado/a que não tenha cabeça para outras que coisas se não resolver os conflitos e pensar nessas preocupações. Isso acaba dando a impressão de que seu/sua namorado/a está ausente.

Infidelidade

Quando você sente que há algum tempo seu namorado está distante, tem comportamentos estranhos que antes não tinha, tem horários diferentes de uma hora para a outra, não parece ser a mesma pessoa de antes e você sente que esconde algo, existe a possibilidade de infidelidade. Neste post damos dicas de como descobrir uma traição no relacionamento.

Problemas de casal

Se os problemas entre vocês andam muito frequentes, brigam por qualquer coisa, não conseguem evitar as discussões, não sabem como resolvê-las e geralmente não as concluem, é bem possível que com o tempo seu namorado ou namorada tenha começado a se sentir cansado em relação a essa situação. Pode ser que ele/a pense que esses problemas nunca serão resolvidos e desconheça maneira de fazê-los, preferindo se afastar ou se comportar de maneira mais fria contigo.

Como Explicar A Um Homem Que É Distante?

Após considerar essas possíveis causas do namorado ausente (ou namorada), existem coisas que podem ser feitas para melhorar essa situação que te afeta emocionalmente:

Después de haber tenido claro que es lo que sucede con tu pareja, hay cosas que puedes hacer para mejorar esta situación que te está afectando emocionalmente.

  • Identifique o que pode estar acontecendo: preste atenção nas atitude da outra pessoa em relação a tudo o que possa estar acontecendo ao redor. Tente determinar em qual momento ele/a começou a se comportar assim, se o seu comportamento também mudou com, entre outras coisas que podem dar pistas para entender a causa.
  • Converse: comunique a seu/sua namorado/a como você se sente nesses momentos e como a situação o fez sentir desde que você começou a perceber a mudança de comportamento dele/a. Para fazer isto você deve tentar ser a/o mais objetiva/o possível, mencionar os fatos que realmente aconteceram em termos de sua atitude e não simplesmente baseá-la em suposições. Fale de maneira clara e confiantemente sem se zangar ou reclamar, peça explicações sobre sua mudança de atitude e estabeleça acordos para melhorar a situação. A melhoria da comunicação no casal é um passo fundamental nesta situação.
  • Seja paciente e coloque-se no lugar do/da outro/a: se você falou com seu/sua parceiro/a sobre o que está acontecendo e/ou você sabe que a razão pela qual está agindo desta maneira é porque perdeu um ente querido ou está passando por uma situação difícil em sua vida, tente compreendê-lo/la e colocar-se em seu lugar, apoiando, mas também dando seu tempo e espaço. Pare de pensar que é algo que tem a ver com você e fique obcecado com isso, imaginando que esta situação não vai mudar. Seja paciente no relacionamento e ajude-o a superar a difícil situação pela qual ele/a está passando.

Na hora de esperar a reação do seu namorado ou namorada, pense nesses conselhos:

  • Você tem certeza de quem mudou foi ele/a e não você? Pode acontecer que, sem nos darmos conta, somos nós que estamos mudando nossa atitude em relação ao nosso/a parceiro/a e passamos a pensar que é ele/a quem está fazendo isso. Portanto, se este for o caso, seu/sua parceiro/a provavelmente notará que você está diferente e isto fará com que se comporte de maneira distante, ou pelo menos você se sentirá dessa maneira.
  • Há quanto tempo você sente isso? As pessoas não mudam de atitude sem mais nem menos, há todo um processo em que a pessoa vem mudando gradualmente com você, neste caso, ficando mais distante. Por exemplo, se há uma semana tudo estava bem e agora você percebe que a atitude deles mudou, isso provavelmente se deve a alguma situação recente, como estar zangado com você por alguma coisa ou simplesmente não estar em uma boa semana.
  • Não adote a mesma atitude: há pessoas que, quando percebem que seu parceiro está se comportando de uma maneira que os afeta e os machuca, porque não sabem como lidar com a situação ou por causa do orgulho, começam a se comportar da mesma maneira, pensando que desta forma seu parceiro/a reagirá e mudará. Isto é algo negativo e prejudicial para a relação. O que devemos fazer é conversar sinceramente e explicar como essa mudança de atitude nos faz sentir para chegar a uma boa solução, nunca optando por “pagar com a mesma moeda”.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Meu/minha namorado/a está distante, o que fazer?, recomendamos que entre na nossa categoria de Terapia de casal.

IBGE – Censo Agro 2017

As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Essas e outras informações estão no estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado hoje pelo IBGE.

Mais horas de trabalho, menos remuneração

Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas).

Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).

“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.

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Como Explicar A Um Homem Que É Distante?

Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Apesar da diferença entre os rendimentos de homens e mulheres ter diminuído nos últimos anos, em 2016 elas ainda recebiam o equivalente a 76,5% dos rendimentos dos homens.

Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença.

Por exemplo, apenas 37,8% 39,1% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres; essa diferença aumentava com a faixa etária, indo de 43,4% 43,1% de mulheres em cargos de chefia no grupo até 29 anos de idade até 31,3% 31,8% no grupo de 60 anos ou mais.

Outros aspectos, como a segregação ocupacional e a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, podem contribuir para a diferença de rendimentos.

“Observamos o que se chama de teto de vidro, ou glass ceiling”, explica Barbara Cobo: “A mulher tem a escolarização necessária ao exercício da função, consegue enxergar até onde poderia ir na carreira, mas se depara com uma ‘barreira invisível’ que a impede de alcançar seu potencial máximo”.

Na categoria de ocupação com nível superior completo ou maior, a diferença era ainda mais evidente: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016.

Mulheres têm maior escolarização

Em 2016, as mulheres de 15 a 17 anos de idade tinham frequência escolar líquida (proporção de pessoas que frequentam escola no nível de ensino adequado a sua faixa etária) de 73,5% para o ensino médio, contra 63,2% dos homens. Isso significa que 36,8% dos homens estavam em situação de atraso escolar.

Na desagregação por cor ou raça, 30,7% das pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentaram atraso escolar em relação ao ensino médio, face a 19,9% das mulheres brancas.

Comparando-se gênero e cor ou raça, o atraso escolar das mulheres brancas estava mais distante do registrado entre os homens pretos ou pardos (42,7%).

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Essa trajetória escolar desigual, relacionada a papéis de gênero e à entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, faz com que as mulheres tenham um maior nível de instrução. Na faixa dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham completado a graduação, contra 15,6% dos homens.

Desagregando-se a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo por cor ou raça, as mulheres brancas estão à frente, com 23,5%, seguidas pelos homens brancos, com 20,7%; bem abaixo estão as mulheres pretas ou pardas, com 10,4% e, por fim, os homens pretos ou pardos, com 7,0%.

 

* Dados tachados atualizados em 08/06/2018.

Saiba quando um homem quer uma mulher

Como Explicar A Um Homem Que É Distante?Ben Cremin / Flickr/Creative Commons

Quando um homem está a fim de uma mulher, de fato, ele não tem dia, noite, nem hora. Ele vai mesmo. Sendo solteiro ou casado. Ele vira bicho, juro.

Não tem reunião de firma que segure tal macho. Não tem sequer casamento que o deixe na linha do impedimento.

  • Reunião, aliás, ou é mentira ou é assembleia comunista, a revolução permanente de Mao Tse Tung, tudo ficção na cabeça do homem que não quer de verdade e urgentemente.
  • Se quer, vai, jamais vira aquele homem do afrosamba de Osanha, como diziam Vinícius de Moraes e Baden Powell:
  • “O homem que diz “vou”
  • Não vai!
  • Porque quando foi
  • Já não quis!
  • O homem que diz “sou”
  • Não é!
  • Porque quem é mesmo “é”
  • Não sou!
  • O homem que diz “tou”
  • Não tá”.
  • Quando um homem está a fim de uma mulher ele esquece as convicçõezinhas que lhe são mais caras, ele chega atrasado no emprego, ele corre risco mesmo em tempo de crise, ele mente em casa aos parentes, ele simplesmente vai, vai, ele casado diz que o lar não mais o aquece, ele mente, convicto como um filósofo grego.

Ele muda, se transforma, vira uma espécie de Monga do amor e do sexo. Jogo de espelhos. Canalha!

Ele te leva, amante da firma, em um restaurante japonês mesmo odiando uma casa em que a comida vem crua e o guardanapo cozido –atribuem esta definição da culinária oriental ao Veríssimo, maior vítima na face da terra de textos com autoria trocada na Internet.

Quando um homem quer mesmo ele perde até o jogo do Corinthians ou do Flamengo, embora fique ligado no rádio do porteiro e indo ao banheiro para checar o resultado. Mas já é um puto ganho e tanto.

Quando um homem está na fissura, mesmo sendo um empedernido macho-jurubeba, ele começa a ajeitar seu mocó de homem solteiro. Ele compra pelo menos duas tacinhas fuleiras para o casal beber junto. Logo ele, um tosco que até então apenas reutilizava copos de requeijão Poços de Caldas e de geleia de mocotó Colombo.

Quando te quer mesmo, amiga, ele faz até uma faxina, porcamente, tudo para debaixo da cama ou da geladeira. Haja bom-ar no conjugadinho de Copacabana, haja Pinho Sol no banheiro da kitinete do Largo de Santa Cecília (SP), haja desinfetante naquele apezinho do edifício redondo, o Módulo, na Conda da Boa Vista, Recife.

Faxina de homem é amor sem limite.

A operação Pinho Sol é um clássico do macho quando ama ou está apaixonado, no mínimo, pela formosa dama. Diz muito.

Tem mais: quando um homem acha que ama, mesmo sendo o mais sedentário do planeta, este homem vira o rei do pentatlo, moça.

Ele troca a picanha suculenta pela dieta de um spa no meio do mato no interior de São Paulo. Dieta de 600 calorias, limpeza de pele, detox completo, mesmo com uma cachacinha “Dedo de Prosa” escondida na moita. Maldita clandestinidade alcoólica.

Quando um homem está a fim, seja para que modalidade de relacionamento, ele nunca tem reunião fora de hora

Quando um homem acha ou está a fim, mesmo sendo um macho-jurubeba desgraçado, ele cheira a rolha, sente o bouquet e vira um amante de um bom vinho imediatamente. É capaz de discorrer horas sobre o aroma amadeirado, vixe, taninos suaves…

‘Zoológico galáctico’, a teoria que tenta explicar por que não encontramos vida extraterrestre – BBC News Brasil

Como Explicar A Um Homem Que É Distante?

Crédito, Getty

Legenda da foto,

Cientistas seguem em busca de evidência de vida inteligente além do nosso planeta

Diante da imensidão do Universo, faz sentido imaginar que não estamos sozinhos.

Mas, se há realmente vida inteligente além do nosso planeta, por que não conseguimos comprovar?

Por que ninguém se comunica com a gente?

Será que os extraterrestres têm medo de nós? Ou simplesmente parecemos muito chatos? É possível que eles estejam tentando se comunicar, mas ainda não percebemos?

Estas questões foram debatidas por um grupo de astrofísicos, biólogos, sociólogos, psicólogos e historiadores, que se reuniram no fim do mês passado no Cité des Sciences et de l'Industrie (Cidade das Ciências e da Indústria, em tradução livre), em Paris, na França.

Estes pesquisadores fazem parte do Meti (sigla em inglês para Mensagens a Extraterrestres Inteligentes), organização com sede nos EUA que se dedica a enviar sinais interestelares com a esperança de receber, algum dia, uma resposta.

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Se é provável que não estamos sozinhos no Universo, por que ninguém ainda entrou em contato?

Parece contraditório que, embora seja muito provável que exista vida em outros planetas, nunca houve tentativa de contato.

Os estudiosos no assunto costumam se referir a essa suposta contradição como “o grande silêncio” ou “paradoxo de Fermi”, uma vez que o físico italiano Enrico Fermi foi o primeiro a levantar a questão em 1950.

Uma das missões do Meti é desvendar por que nossos possíveis vizinhos cósmicos nos ignoram.

Durante a reunião, os pesquisadores discutiram uma das explicações que consideram mais controversas: a “teoria do zoológico galáctico”.

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Uma das teorias é a de que vivemos em um 'zoológico galáctico' sem perceber

“Talvez os alienígenas estejam observando os humanos na Terra, da mesma forma que observamos animais no zoológico”, afirmou o astrobiólogo Douglas Vakoch, presidente do Meti, em comunicado.

“Como conseguir que os guardiões deste zoológico galáctico se apresentem?”

Para alguns cientistas, a razão pela qual esses guardiões não aparecem é que poderia ser perigoso.

“Experiências passadas mostram que qualquer encontro entre duas civilizações é perigoso para ambas”, diz a astrofísica Danielle Briot, que trabalha para o Observatório de Paris.

“Sabendo disso, os extraterrestres civilizados não tentarão se comunicar conosco.”

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Alguns especialistas acreditam que seria perigoso entrar em contato com alienígenas

Jean-Pierre Rospars, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Agrícolas da França (INRA), tem uma teoria semelhante.

“Parece provável que os extraterrestres estejam impondo uma 'quarentena galáctica'”, diz Rospars.

“Eles sabem que será culturalmente prejudicial se soubermos a respeito deles”, acrescenta.

Vakoch propõe que os humanos procurem “alternativas mais produtivas” para entrar em contato com os extraterrestres.

“Se fossemos a um zoológico e de repente uma zebra nos olhasse nos olhos e começasse a escrever uma série de números primos com a pata, isso estabeleceria uma relação radicalmente diferente entre nós e a zebra, e nos sentiríamos obrigados a responder”, diz o cientista.

“Podemos fazer o mesmo com os extraterrestres, transmitindo sinais de rádio fortes, intencionais e ricos em informações para estrelas próximas”.

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Mas a pergunta que todos fazemos permanece sem resposta: estamos sozinhos no universo?

Mas este é um tema polêmico.

Em 2004, por exemplo, o físico Stephen Hawking disse, em entrevista à National Geographic, que um possível contato com alienígenas “seria um desastre”.

“Os alienígenas provavelmente estão muito à nossa frente (…) Acho que devemos manter a cabeça baixa”, acrescentou.

Em 2010, ele voltou a defender essa ideia em entrevista ao Discovery Channel.

“Apenas olhando para nós mesmos, podemos ver como a vida inteligente pode se tornar algo que não gostaríamos de conhecer”, afirmou Hawking.

A teoria do zoológico galáctico alimenta o debate sobre a possibilidade de vida extraterrestre, mas a verdade é que a pergunta que todo mundo faz permanece sem resposta: estamos sozinhos no universo?

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Um é bem carinhoso, o outro é distante: essa relação pode dar certo?

As diferenças de personalidade e comportamento costumam dar um tempero nas relações: é comum ver casais em que os dois são bem diferentes um do outro, mas usam as desigualdades para se complementarem. Em se tratando de demonstrar o amor, no entanto, os modos distintos podem causar algumas rusgas no relacionamento.

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Se um gosta de beijar, abraçar e encher o outro de mimos, por exemplo, pode se ressentir se não receber a mesma dose de afeto. Já para uma pessoa mais contida e reservada o excesso de ternura pode soar meio over. Então esse romance está condenado ao fracasso? De jeito nenhum. Com algumas dicas, é possível entrar numa espécie de acordo que vai satisfazer a ambos. Veja só:

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Sim, vocês podem dar certo, desde que invistam em um diálogo sincero e produtivo. “Conversar sobre as situações que geram desconfortos e saber resolver essas questões é de extrema importância.

Não adianta só discutir, o fundamental é buscarem juntos uma solução que seja boa para os dois”, diz Yuri Busin, psicólogo e diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio), de São Paulo (SP).

Segundo Poema Ribeiro, psicóloga e sexóloga, de São Paulo (SP), a vida amorosa não é um “balcão de trocas”, onde o que é dado tem que ser recebido na mesma intensidade ou quantidade.

Ter uma natureza carinhosa precisa ser compreendido como parte da personalidade, que é composta por tantos outros elementos.

Por outro lado, a parte mais introvertida do casal deve mostrar ao par todos os prismas da convivência a dois, para que o carente de carinho dê valor a outros pontos positivos que compensem a falta da tão desejada “efusão” amorosa.

“O primeiro passo é refletir: o fato de a pessoa não manifestar as emoções e reações como você significa que ela não as tem? Caso você responda ‘sim’, quer dizer que seu par é insensível? Então, todo mundo que não é igual a você nessa questão é insensível?”, sugere Lissandra Cristine Bassi, terapeuta e coaching, de São Paulo (SP). Essas perguntas são importantes para reavaliar a sua maturidade para lidar com as diferenças, bem como a importância que dá às generalizações.

Busque respeitar os limites do par e ir construindo devagarinho uma relação mais aberta de conversas – assim, aos poucos, você pode ir ensinando como se desenvolve essa troca de carinho e ir inserindo esse comportamento na dinâmica do casal. É preciso entender como a pessoa funciona. Lembre-se, por exemplo, que muita gente sente constrangimento em receber carícias em público.

Imagem: Getty Images

Se você gosta de receber muito carinho e não tem recebido, é importante que converse sobre isso e mostre ao par o quanto isso é importante para se sentir feliz. “Mostre à pessoa caminhos e formas de dar o carinho que você valoriza. Verbalize aquilo que deseja, em vez de simplesmente esperar que o outro se dê conta das suas necessidades”, fala Yuri.

“Lembre-se: a manifestação de afeto, embora isoladamente não seja algo que possa dar a medida do amor, é muitas vezes encarada como se fosse”, afirma Poema Ribeiro.

Tente driblar essa lógica se lembrando de várias coisas legais que o par faz por você que, apesar de não serem tão carinhosas quanto gostaria, são fofas o bastante para demonstrar amor: preparar o café e deixar você dormir mais tarde nos fins de semana, comprar o seu doce favorito sem que seja preciso pedir, assistir o seriado no Netflix que você escolheu, etc.

Cobrança nem sempre resolve. O que ajuda é conversar e tentar compreender melhor o porquê de tanta retenção das emoções. “Ao se aproximar com delicadeza, talvez dê para perceber que o que é visto como distanciamento trata-se somente de um jeito de ser. E, que por trás de um jeito distante, há sentimentos fortes e profundos”, conta Poema.

Se você é a parte contida do casal:

Para certas pessoas, entrar em contato com as emoções é algo muito complicado. Muitas encaram isso como um sinal de fraqueza ou um processo dolorido, devido a traumas anteriores.

Caso se identifique com esse quadro, tente em primeiro lugar entender o que acontece dentro de si: faça uma autorreflexão sobre o tema e tente descobrir os motivos.

Não hesite em buscar ajuda profissional de um psicólogo, se notar a necessidade.

Converse com o parceiro e explique suas limitações, sem medo de julgamentos. “Mostre que tem dificuldade de se expressar emocionalmente e diga que isso não tem a ver com o quanto você gosta da pessoa. Isso vai transmitir segurança ao par”, declara Yuri.

Para Márcia Sando, psicóloga, coach de relacionamentos e terapeuta sexual, de São Paulo (SP), é importante deixar bem claro que a sua funcionalidade emocional retraída não tem nada a ver com desamor – nem mesmo com pouca dedicação de atenção. Procure apresentar exemplos práticos que provem a força dos seus sentimentos e a vontade que sente em fazer a relação dar certo.

Imagem: Getty Images/iStockphoto

Que tal investigar se a sua maneira de se colocar nesse relacionamento é resultado do que viveu nos anteriores? Decepções, infidelidades e quebras de compromisso podem deixar marcas profundas.

Com receio de sofrer, a pessoa opta por se fechar – assim, se o romance não der certo, pelo menos ela não investiu pesado. Não vire refém dessa ideia. Pense que cada pessoa e cada relação são únicas.

Não é porque você teve uma experiência negativa no passado que ela vai se repetir novamente – a não ser que você se esforce para isso. Supere o medo e entregue-se ao que deseja viver.

Também é bom se livrar de crenças ultrapassadas, fruto de uma possível educação repressora. Exemplos? “Quem se expõe demais não se dá valor”, “Quanto mais você pisa numa pessoa, mais ela corre atrás”, “Mulher tem que saber se comportar”, “Homem que é homem não demonstra suas emoções” etc. Siga seus instintos.

7 gráficos que explicam a desigualdade de gênero no mundo

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(Foto: Pexels)

Apesar de a participação feminina ganhar mais espaço na sociedade de forma geral, a desigualdade entre homens e mulheres continua sendo alta ao redor do mundo.

Segundo dados apresentados pelo Fórum Econômico Mundial no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016, analisando 95 países, pode levar ainda 170 anos para que ocorra, na prática, paridade de remuneração entre os sexos.

Isto, a despeito de as mulheres já frequentarem a universidade em números iguais ou superiores aos homens. 

saiba mais

Na prática, as mulheres já marcam presença em grande escala nas empresas, mas a maioria ocupa cargos de baixa hierarquia, onde a tomada de decisão é restrita, segundo análise da historiadora e sociológica, Rosana Schwartz.

 “Conforme você vai subindo na carreira e em salário, há uma significativa redução no número de mulheres. E isso acontece devido ao preconceito e o machismo na hora da contratação.

Às vezes, acham que o homem é mais capaz que a mulher para determinados cargos”, diz. 

Para entender melhor como se dá essa disfunção no mundo, confira abaixo sete gráficos selecionados pelo Fórum Econômico Mundial que apontam as diferenças em termos salariais e até em questões como planejamento familiar: 

1. Qual a diferença salarial?

O Wall Street Journal explorou a diferença salarial entre homens e mulheres em 422 profissões nos Estados Unidos.

A conclusão? O levantamento mostrou que as mulheres ganham menos que os homens em 439 das 449 ocupações analisadas. De forma geral, as mulheres ganham, em média, US$ 0,78 para cada dólar que um homem recebe.

Globalmente essa discrepância é ainda pior. São apenas US$ 0,50 para cada dólar que o homem ganha. 

Um gráfico interativo do The Guardian mostra como funciona o direito ao aborto em cada país, incluindo onde o procedimento é permitido e em quais circunstâncias específicas isso acontece.

A maioria das mortes ocorridas por conta de um aborto malsucedido acontecem em países em desenvolvimento, com uma maior concentração na África. Estudos recentes estimam que entre 8% e 18% das mortes maternas em todo o mundo são devidas ao aborto inseguro.

Clique para ir diretamente ao gráfico  (Foto: Divulgação)

3. Educação

O gráfico feito pelo Gapminder permite que os usuários comparem diversos conjuntos de dados de sua escolha, desde a expectativa de vida, até as tendências em idade fértil ou idade média do casamento. É possível também escolher a época e um país específico.

Com o passar dos anos, os dados mostram o crescimento da equidade de gênero no ensino primário e secundário, bem como o aumento da idade do casamento. No entanto, 121 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola primária e do ensino médio – número que permanece constante desde 2007.

 Clique para ir diretamente ao gráfico (Foto: Divulgação)

4. Como é a igualdade de gênero entre as nações

Este gráfico interativo feito pelo Fórum Econômico Mundial mostra as lacunas existentes entre mulheres e homens em quatro áreas principais – saúde, educação, economia e política – para determinar quais são os melhores e piores países para a igualdade de gênero.

De todos os dados exibidos, a representação política (que inclui as mulheres dos parlamentos, as mulheres nos ministérios e as chefes de estado) tem apresentado o menor progresso ao passar dos anos, com uma diferença média de 16,5%. Ruanda fica no topo dessa lista apresentando mais mulheres no Parlamento.

Clique para ir diretamente ao gráfico (Foto: Divulgação)

5. Planejamento familiar

 Os dados apresentados no site No Ceilings mostram a evolução do uso dos metódos contraceptivos em todo o mundo de 1970 a 2015. A tendência para a adoção desses métodos ao longo dos anos é animadora, mas o gráfico mostra que existem lacunas no planejamento familiar em muitas partes do mundo. 

Além disso, existem muitos países onde esses métodos não são acessíveis como deveriam. Satisfazer as necessidades atuais não atendidas nos países em desenvolvimento poderia ajudar a evitar 67 milhões de gravidez não planejadas por ano. Também poderia prevenir a morte de 76 mil mulheres por causas relacionadas à gravidez.

Clique para ir diretamente ao gráfico (Foto: Divulgação)

6. Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Quando se trata de encontrar um tempo para si, as mulheres enfrentam enormes obstáculos. Conforme ilustrado em análise da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o conceito de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho não varia somente entre culturas, mas também entre os gêneros. 

Mulheres não param de trabalhar quando elas deixam seus empregos. Em casa, elas acumulam trabalho não remunerado, como cozinhar e limpar, cuidar das crianças e de suas famílias.

A mulher italiana, por exemplo, gasta cerca de 22 horas por semana (ou quase 3 dias de trabalho) a mais que seu parceiro nos afazeres de casa, enquanto nos países nórdicos essa diferença é de 5 horas.

No total, o valor anual estimado do trabalho não remunerado de mulheres totaliza US$ 10 trilhões, o equivalente a 13% do PIB global.

Clique para ir diretamente ao gráfico  (Foto: Divulgação)

Dar apoio às mulheres e crianças é um pequeno preço a pagar em nome de futuras gerações saudáveis. No entanto, análise do World Policy Analysis Center mostra que há diferenças enormes na duração da licença maternidade entre os países. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos seis de amamentação, o que é um desafio para as mães que trabalham em países sem políticas de licença maternidade remunerada.

Em nações “pró-familiares” como a Suécia, quando nasce um bebê, os pais recebem 480 dias para ficar em casa.

Nos EUA, onde a licença maternidade é opcional, apenas 14% dos empregadores optam por conceder este período às mulheres que se tornam mães. 

Clique para ir diretamente ao gráfico (Foto: Divulgação)

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J.-J. Rousseau e o Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens

J.-J. Rousseau e o Discurso sobre a origem e 
os fundamentos da desigualdade entre os homens.
 

Adivaldo Sampaio de Oliveira

[email protected]

Formado em História pela Universidade de São
Paulo
Introdução

Tendo consciência de que não possuo conhecimento suficiente
para criticar um filósofo da grandeza de Rousseau, objetivo apenas
realizar reflexões sobre o texto Discurso sobre a origem e os
fundamentos da desigualdade entre os homens
à luz principalmente
das apresentações realizadas durante o curso. 

A escolha do Discurso deve-se ao fato de acreditar que esta obra,
que causou uma reviravolta na vida de Rousseau, é também
a porta de entrada para o desenvolvimento de seu pensamento.

Após
alcançar sucesso e fama com a publicação do Discurso
sobre as ciências e as artes
, Rousseau voltou a escrever para
a Academia de Dijon, porém desta vez sem almejar prêmios,
pois como escreveu em Confissões “…

não é
para obras dessa categoria que são instituídos os prêmios
das Academias”.

Rousseau tem a convicção de que o homem é bom por
natureza, e em seu primeiro discurso afirma que os costumes degeneram à
medida que os povos desenvolvem o gosto pelos estudos e pelas letras, neste
novo trabalho procurará mostrar as causas desta degeneração.
Segundo Jean Jacques o homem natural é bom, e no isolamento é
igual a todo homem. É a partir do momento que resolve viver em sociedade
que as desigualdades aparecem.

Desenvolvimento

O Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre
os homens
é dividido em 3 partes, sobre as quais apresentarei
uma síntese a seguir: a primeira é a Dedicatória,
seguida do Prefácio e por último o próprio Discurso,
.

Dedicatória: O Discurso foi publicado em 1750,
período em que Rousseau ainda contava com grande prestígio
na sociedade – pois é a partir da publicação desta
obra que começa a formar-se “o grande complô” do qual Rousseau
sentia-se vítima – portanto sua dedicatória aos cidadãos
de Genebra e aos representantes do Estado é natural e aparentemente
sincera, pois para ele sua pátria era “…a imagem mais aproximada
do que pode ser um Estado virtuoso e feliz, democrático e solidamente
estabelecido…” (pág. 21). 

A louvação a seu pai e uma exaltação do
papel das mulheres dentro da sociedade completam o contido na dedicatória.

Prefácio: Neste item Rousseau nos apresenta o método
que irá utilizar para desenvolver o pensamento que servirá
de resposta à pergunta da Academia: a priori tem-se que descobrir
o que é o homem; “Como conhecer, pois, a origem da desigualdade
entre os homens, a não ser começando por conhecer o próprio
homem?” (pág.

40). Para realizar tal empreitada é necessário
se chegar ao homem natural, e neste ponto surge um paradoxo, pois para
se alcançar o homem natural é necessário despir-se
do conhecimento do homem civilizado, ou seja, quanto mais utilizamos a
razão para entender o homem natural mais distante nos colocamos
dele.

Para resolver este problema Rousseau propõe uma meditação
“…sobre as mais simples realizações da alma humana,” (pág.
44).

Através desta meditação Rousseau chega a conclusão
de que mesmo antes da razão, dois princípios básicos
regem a alma humana: um é o sentimento de autopreservação
e o outro é o sentimento de comiseração. 

O Discurso – 1a parte: Rousseau inicia o discurso
fazendo uma distinção das duas desigualdades existentes:
a desigualdade natural ou física e a desigualdade moral ou política.
A desigualdade natural (sexo, idade, força, etc.

) não é
o objetivo dos estudos de Rousseau, pois como o próprio nome já
afirma, esta desigualdade tem uma origem natural e não foi ela que
submeteu um homem a outro. A origem da desigualdade moral ou política
é o que interessa para Rousseau.

 

Jean-Jacques trata em toda a primeira parte do Discurso sobre
o homem natural rebatendo as teses de Hobbes, Buffon e outros que tratam
do mesmo assunto, mas que enxergavam o homem natural a partir da visão
do homem social (o homem do homem).

Partindo de sua teoria dos dois princípios
básicos que regem a alma humana, Rousseau descreve o homem natural
como um ser solitário, possuidor de um instinto de autopreservação,
dotado de sentimento de compaixão por outros de sua espécie,
e possuindo a razão apenas potencialmente.

O sentimento de comiseração
pode ser visto também como instinto ou um mecanismo de autopreservação
da espécie. 

Rousseau não vê na vida do homem natural, motivos que o
levem à vida em sociedade.

O homem natural vive o presente, é
robusto e bem organizado, apesar de não possuir habilidades específicas,
pode aprendê-las todas, é inocente não possuindo noções
do bem e do mal e possui duas características que o distingue dos
outros animais que são a liberdade e a perfectibilidade. A perfectibilidade
é um neologismo criado por Rousseau para exprimir a capacidade que
o homem possui de aperfeiçoar-se.

Utilizando como exemplo o estudo sobre a origem da linguagem, Rousseau
tenta demonstrar a falta de ligação entre o homem natural
e o homem social. Termina esta parte afirmando que a passagem do homem
natural ao homem social, que é a origem das desigualdades, não
pode ser obra do próprio homem, mas sim de algum fator externo.

O Discurso – 2a parte: Após descrever
o homem natural, Rousseau utiliza uma história hipotética
para descrever como se deu à passagem do estado natural para o estado
social, mostrando desta forma como surgiu a desigualdade entre os homens.
A idéia de perfectibilidade está na base de todo esta transformação.

O homem natural tinha como única preocupação sua
subsistência, contudo à medida que as dificuldades do meio
se apresentavam ele era obrigado a superá-las adquirindo, portanto
novos conhecimentos.

O homem natural aprendeu a pescar, caçar e
por vezes a associar-se a outros homens, tanto para defender-se como para
caçar, mas estas associações eram sempre aleatórias.
Neste ponto é que surge a primeira “revolução”: a
construção de abrigos.

O surgimento das casas faz com que
o homem natural permaneça mais tempo em um mesmo lugar e na companhia
de seus companheiros, nascendo assim as famílias e com elas os “…sentimentos
mais ternos que são conhecidos dos homens, o amor conjugal e o amor
paterno.”(pág. 88)*.

Ao passo que as pessoas passam a viver por
mais tempo juntas começa a surgir formas de linguagem. Uma noção
precária de propriedade passa a fazer parte deste novo universo.
Por motivos de segurança, hábitos alimentares e influência
do clima, as famílias passam a conviver próximas surgindo
as primeiras comunidades.

Para Rousseau este era o estágio no qual o homem deveria ter
parado. Vivendo em sociedade, com poucas necessidades e com condições
de atendê-las o homem teria tudo para ser feliz. Mas a perfectibilidade
não o permitiu. A pequena comunidade sentada a volta da fogueira
cantando e dançando começa a se enxergar.

Os homens passam
a se compararem: o melhor caçador, o mais forte, o mais bonito,
o mais hábil começa a se destacar, e o ser e o parecer tornam-se
diferentes. Os homens agrupados ainda sem nenhuma lei ou líder têm
como único juiz a sua própria consciência. E cada qual
sendo juiz a sua maneira tem inicio o estado de guerra de todos contra
todos.

Paralelamente surge a agricultura e a metalurgia, evento ao qual
Rousseau nomeia de “a grande Revolução”. Com estes eventos
surge a divisão do trabalho, a noção de propriedade
se enraíza e passa a existir homens ricos e homens pobres, que dependeram
doravante uns dos outros.

É dentro desta situação
caótica que os homens resolveram estabelecer leis para se protegerem;
uns para protegerem suas propriedades e outros para se protegerem das arbitrariedades
dos mais poderosos.

Rousseau passa a indagar que tipos de governos podem ter surgido. De
antemão descarta a possibilidade de um governo despótico
ter sido o iniciador do processo, pois o sentimento de liberdade do homem
não o permitiria.

Jean-Jacques diz que os governantes devem ter
surgido de forma eletiva, isto é, se em uma comunidade uma única
pessoa era considerada digna e capacitada para governá-la surgiria
um estado monárquico; se várias pessoas gozavam ao mesmo
tempo de condições para tal surgiria um estado aristocrático,
porém se todos as pessoas possuíam qualidades homogêneas
e resolvessem administrar conjuntamente surgiria uma democracia. O desvirtuamento
dessas formas de governo pela ambição de alguns é
que deram origem a estados autoritários e despóticos.

Rousseau conclui mostrando como os acontecimentos citados deram origem
as desigualdades entre os homens. O surgimento da propriedade divide os
homens entre ricos e pobres, o surgimento de governos divide entre governantes
(poderosos) e governados (fracos) e o surgimento de estados despóticos
divide os homens entre senhores e escravos. 

Conclusão

Como homem de seu tempo (século XVIII), Rousseau procura realizar
uma análise científica da sociedade, e a exemplo dos físicos
que criaram a teoria dos gases perfeitos, que em natureza não existe,
mas servem para o estudo de todos os outros gases através do método
de comparação, Rousseau utiliza a “noção de
estado de natureza”, que nunca existiu efetivamente, mas que serve de patamar
de comparação para verificarmos o quão distante uma
sociedade está do estado natural. 

Rousseau tem uma preocupação lateral no Discurso
que esta ligada a sua religiosidade. Em alguns pontos lembra que o homem
natural é uma ficção criada por ele para explicar
sua teoria, que tal homem não existiu em época alguma da
história, portanto seu texto não estaria desta forma contrariando
as escrituras sagradas.

Durante todo o nosso curso, nos foi apresentado um Rousseau controverso,
polêmico, uma pessoa que nasceu protestante, converteu-se ao catolicismo
e mais tarde retorna ao protestantismo; um autor de peças teatrais
que combate o teatro; um crítico dos romances que escreve uma obra
como Julia ou A Nova Heloísa. Contudo ao avaliar sua obra
e teoria, o que se vê é muita coerência. No Discurso
sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens
Rousseau
nos mostra um problema – a degeneração social provocada pelo
distanciamento que o homem social está do homem natural. No Contrato
Social
ele nos apresenta uma solução – já que
não podemos viver como o homem natural, pois a evolução
da sociedade é inevitável (perfectibilidade), que constituamos
uma sociedade harmoniosa, que tenha como ponto de partida uma relação
entre governantes e governados baseada na liberdade. E em Emilio
Rousseau nos mostra como chegar a tal sociedade – através da educação
por um método bem específico que deve formar cidadãos
livres. A educação de Emílio visa a construção
do governante ideal, resolvendo um dos problemas da sociedade cujos vícios
“…não pertencem tanto ao homem, mas fundamentalmente ao homem
mal governado.”(pág. 8).

Bibliografia:

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos
da desigualdade entre os homens
Editora Universidade de Brasília
– Brasília/DF; Editora Ática – São Paulo/SP – 1989.

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