Como Evitar Que Venha A Menstruação?

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*Tradução: Mariana Rezende

Principais coisas que você deve saber:

  • Não tem problema usar pílulas anticoncepcionais para pular sua menstruação
  • Se você optar por pular sua menstruação continuamente, os efeitos colaterais podem incluir sangramentos de escape
  • Seu útero não ficará “entupido”
  • Antes de pular sua menstruação, confira o tipo de pílula que você usa: monofásica (dosagens idênticas de progesterona e estrogênio) ou multifásica (combinações de hormônios com dosagens diferentes)

Algumas pessoas que optam por deixar de menstruar experimentam uma diminuição nas cólicas menstruais e sintomas pré-menstruais (3).

Pular a menstruação também pode melhorar outros sintomas associados, incluindo: dores de cabeça, irritação genital, cansaço e inchaço (4).

Além disso, as pessoas que são impactadas negativamente pela perda mensal de sangue, como pessoas com anemia ou que têm distúrbios de tendência ao sangramento, também podem se beneficiar de “menstruar menos” (5).

Caso esteja tomando anticoncepcionais hormonais, como a pílula, o anel ou o adesivo, sua ovulação já está sendo suprimida todos os meses e sua menstruação não é realmente uma menstruação (nem está “atrasada”).

É um sangramento de retirada.

Esse sangramento de retirada é causado pelo declínio dos hormônios reprodutivos em seu corpo durante os dias em que você não está recebendo nenhum hormônio da pílula, adesivo ou anel (1,2).

Há muitos motivos pelos quais as pessoas optam por “deixar de menstruar”, como conveniência (por exemplo, um encontro ou férias de verão), alívio de sintomas ou apenas preferência pessoal.

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É seguro pular a menstruação com a pílula?

Pesquisas científicas não relataram efeitos negativos significativos para a saúde quando uma pessoa deixa de menstruar usando a pílula (4).

Dito isso, ainda é importante mencionar que não há estudos de longo prazo examinando a segurança de deixar de menstruar continuamente.

Às vezes, as repercussões médicas demoram mais tempo e/ou precisam de um tamanho de amostra populacional maior para começarem a aparecer.

Se você optar por interromper o anticoncepcional hormonal, seu ciclo menstrual natural e sua fertilidade voltarão ao normal depois de um mês, independentemente de quanto tempo você tenha “deixado de menstruar” (6).

Pular a menstruação continuamente causa efeitos colaterais?

O principal efeito colateral de ter longos períodos sem sangramento é o aumento do sangramento de escape (4). A boa notícia é que a frequência de sangramento de escape diminui com o tempo (3,4,7). Além do aumento dos sangramentos de escape, tomar sua pílula anticoncepcional consecutivamente, em vez de menstruar com a pílula, não altera nenhum efeito colateral (4,8).

Uma preocupação sobre não menstruar regularmente é perder a confirmação mensal de que não há uma gravidez. Embora deixar de menstruar com a pílula forneça a mesma proteção contraceptiva de antes, ela também apresenta os mesmos riscos se você não tomar sua pílula regularmente.

Meu corpo não ficará “entupido”?

Não, você não terá um entupimento. Uma coisa que deve saber é que, quando toma a pílula, na verdade você não tem uma menstruação normal.

Na verdade, a pílula anticoncepcional não permite que seu endométrio (o revestimento de seu útero) cresça com a espessura normal, e é por isso que as menstruações com uso de pílula (sangramento de retirada ou privação) são muito mais leves do que uma menstruação natural (9). Se você pular um ciclo, a exposição contínua de hormônios sintéticos manterá seu endométrio no mesmo nível de supressão (10).

Como pular minha menstruação com a pílula de forma segura?

Existem muitas pílulas anticoncepcionais contendo diferentes tipos e doses de hormônios sintéticos. Algumas pílulas são monofásicas – o que significa que elas têm a mesma dose de hormônios em cada pílula.

Outras pílulas são multifásicas – o que significa que a quantidade de hormônios das pílulas muda durante o ciclo. A cartela do anticoncepcional indicará que tipo de pílula você está tomando.

Você pode optar por pular sua menstruação com qualquer tipo de pílula, mas é melhor consultar [email protected] profissional de saúde antes de começar.

Se você estiver tomando uma pílula anticoncepcional monofásica:

  • Tome as pílulas hormonais normalmente.
  • Quando chegar nas pílulas de placebo (pílulas sem hormônio no final da cartela – costumam ter indicação diferenciada), basta pulá-las e iniciar a nova cartela no dia seguinte como Dia 1.
  • As pílulas anticoncepcionais de dose monofásica permitem flexibilidade no planejamento, já que você poderia tecnicamente programar sua menstruação para sempre que desejar. Basta parar de tomar a pílula por alguns dias (dependendo da marca, isso pode ser de quatro a sete dias), e você terá um sangramento de retirada (11).

Um estudo descobriu que, caso tenha três dias de sangramento consecutivo, optar por iniciar seu período naquele momento resultaria em menos dias de sangramento durante todo o ano (11).

Se você está tomando uma pílula multifásica:

  • Tome as pílulas hormonais normalmente,
  • Quando chegar às pílulas de placebo, simplesmente pule-as e comece a nova cartela no dia seguinte como Dia 1.
  • Com pílulas multifásicas, é ideal ter sua menstruação no final de uma cartela (em oposição à possibilidade das pílulas monofásicas de menstruar a meio da cartela).
  • Basta terminar a cartela atual e tomar as pílulas de placebo para menstruar.

Pular sua menstruação usando pílulas multifásicas não é tão bem estudado como nas preparações monofásicas, algo que deve ser levado em consideração quando se pensa em pular menstruação.

Em um estudo, embora não houvesse efeitos adversos relacionados ao ato contínuo de deixar de menstruar usando a pílula multifásica, quatro entre dez participantes relataram efeitos colaterais de sensibilidade mamária e sangramento de escape (12).

Também existem pílulas anticoncepcionais contínuas no mercado. Algumas pílulas têm 84 dias de hormônios ativos seguidos por 7 dias de placebo, fazendo com que a menstruação venha somente quatro vezes por ano. Outra marca vai ainda mais longe, proporcionando um ano completo de supressão menstrual (4).

Portanto, não tem problema deixar de menstruar usando a pílula?

No geral, o consenso é sim, não há problema em pular o sangramento de retirada com a pílula. Mas, como existem muitas pílulas anticoncepcionais de dosagens diferentes, é sempre melhor discutir primeiro a opção de pular sua menstruação com um(a) médico(a) para garantir que essa seja uma opção segura e saudável para você.

Existe alguma preocupação de que, ao normalizar a ausência de menstruação, as pessoas verão sua menstruação mensal como desnecessária, um incômodo e até mesmo anormal (13). As menstruações não são nem uma maldição nem uma doença.

Um ciclo menstrual é como um sinal vital, assim como a pressão sanguínea, a temperatura ou a frequência respiratória. Atua como um indicador da saúde geral (13).

Se você está tomando pílulas anticoncepcionais e quer menstruar sempre, às vezes ou nunca, a escolha depende de você e de sua preferência.

Se “eliminar”, “pular”, ou “atrasar” sua menstruação e o sangramento de escape com a pílula é algo importante para você, então talvez as pílulas anticoncepcionais tradicionais não sejam a melhor opção.

Há outras formas de contracepção, como as injeções hormonais, os DIUs, o implante hormonal, ou as pílulas contínuas, que podem fazer sua menstruação diminuir em frequência e quantidade, e até mesmo cessar de vez (A).

Fale com profissionais de saúde sobre qual seria a melhor opção.

Artigo originalmente publicado em 05 de outubro de 2017.

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  1. Munro MG. Practical aspects of the two FIGO systems for management of abnormal uterine bleeding in the reproductive years. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2017 Apr 01;40:3-22.
  2. Sulak PJ, Cressman BE, Waldrop E, Holleman S, Kuehl TJ. Extending the duration of active oral contraceptive pills to manage hormone withdrawal symptoms. Obstetrics & Gynecology. 1997 Feb 1;89(2):179–83.
  3. Legro RS, Pauli JG, Kunselman AR, Meadows JW, Kesner JS, Zaino RJ, et al. Effects of continuous versus cyclical oral contraception: a randomized controlled trial. J Clin Endocrinol Metab. 2008 Feb;93(2):420-9.
  4. Edelman A, Micks E, Gallo MF, Jensen JT, Grimes DA.Continuous or extended cycle vs. cyclic use of combined hormonal contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jul 29;(7):CD004695.
  5. Adams Hillard, PD. Menstrual suppression: current perspectives. Int J Womens Health. 2014 Jun 23;6:631–637.
  6. Davis AR, Kroll R, Soltes B, Zhang N, Grubb GS, Constantine GD. Occurrence of menses or pregnancy after cessation of a continuous oral contraceptive. Fertility and Sterility. 2008 May 1;89(5):1059-1063.
  7. Anderson FD, Hait H. A multicenter, randomized study of an extended cycle oral contraceptive. Contraception. 2003 Aug;68(2):89-96.
  8. Nappi RE, Kaunitz AM, Bitzer J. Extended regimen combined oral contraception: A review of evolving concepts and acceptance by women and clinicians. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2016;21(2):106-115.
  9. The ESHRE Capri Workshop Group. Ovarian and endometrial function during hormonal contraception. Human Reproduction. 2001 Jul 01;16(7):1527–1535.
  10. Anderson FD, Feldman R, Reape, KZ. Endometrial effects of a 91-day extended-regimen oral contraceptive with low-dose estrogen in place of placebo. Contraception. 2008 Feb;77(2),91-96.
  11. Jensen JT, Garie SG, Trummer D, Elliesen J. Bleeding profile of a flexible extended regimen of ethinylestradiol/drospirenone in US women: an open-label, three-arm, active-controlled, multicenter study. Contraception. 2012 Aug;86(2):110-8.
  12. Shulman LP. The use of triphasic oral contraceptives in a continuous use regimen. Contraception. 2005 Aug;72(2), 105-110.
  13. Adams Hillard PJ. Menstruation in adolescents: what do we know? And what do we do with the information?. J Pediatr Adolesc Gynecol. 2014 Dec;27(6):309-19.
  14. A. Curtis KM, Jatlaoui TC, Tepper NK, Zapata LB, Horton LG, Jamieson DJ, Whiteman MK. U.S. Selected Practice Recommendations for Contraceptive Use, 2016. MMWR Recomm Rep. 2016 Jul 29;65(4):1-66.
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Síndrome da tensão pré-menstrual – TPM

A TPM é o período que precede a menstruação. Durante esse período, podem aparecer sintomas psicológicos e físicos, que podem desaparecer no primeiro dia do fluxo menstrual e, em algumas mulheres, somente com o fim do fluxo. Continue a leitura para saber quais são e como tratar.

A principal causa da TPM é a alteração hormonal durante o período menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece existir uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina.

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Os sintomas da TPM podem ser físicos ou emocionais. Os principais sintomas da TPM incluem:

Sintomas Emocionais

  • Depressão;
  • Tristeza e vontade de chorar;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de concentração;
  • Cansaço.

Sintomas Físicos:

  • Dor de cabeça;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Acne;
  • Aumento de peso;
  • Inchaço nas mamas;
  • Dores osteomusculares;
  • Distensão abdominal.

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Para caracterizar a TPM não é necessária a ocorrência de todos esses sintomas, que devem desaparecer com o fluxo.

Todos os meses, a tensão pré-menstrual atrapalha a vida pessoal e profissional de diversas mulheres em todo o mundo. Em geral, os sinais da TPM aparecem na metade do ciclo menstrual e desaparecem em até dois dias após o início da menstruação.

Tempo de diagnóstico – costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a existência da tensão pré-menstrual. As mulheres que têm sintomas mais severos passam por diversos médicos e demoram anos para serem diagnosticadas com a TPM.

Ajuda médica – outra questão é que a maioria das mulheres que têm sintomas intensos de tensão pré-menstrual não procuram ajuda médica por acreditarem que eles são normais ou que o médico não dará importância para a queixa.

Apesar de não ter diagnóstico e tratamento específicos, a TPM pode ser caracterizada por um quadro de sintomas que podem ser amenizados por meio do tratamento correto.

Se você passa por esse sofrimento todos os meses, não espere pela sua próxima menstruação, procure o quanto antes um ginecologista e explique seu problema para iniciar o melhor tratamento para o seu caso. A TPM tem tratamento!

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Pílula anticoncepcional – como a TPM está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional, que suspende a menstruação.

Antidepressivos – em casos graves de síndrome disfórica pré-menstrual, é necessária uma medicação mais específica. Atualmente, os medicamentos com melhores resultados são os antidepressivos. Eles têm melhorado muito a qualidade de vida das mulheres com a disfunção.

Vitaminas, minerais e ácidos – embora não haja comprovação científica, resultados de tratamentos com a vitamina B6 (piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio mostram que essas substâncias podem melhorar os sintomas. O mesmo acontece com o ácido gama linoleico, que é um ácido graxo essencial presente no óleo de prímula.

Nunca se automedique, isso pode causar outros problemas e até agravar ou mascarar sinais e sintomas. Somente o médico pode indicar o melhor tratamento para o seu caso.

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Para muitas mulheres, a TPM pode atrapalhar as tarefas diárias, sejam profissionais ou pessoais. Veja algumas dicas para amenizar os sintomas da TPM:

  • Realize atividades que proporcionem bem-estar – como passear no parque ou ter um hobbie;
  • Faça exercícios físicos – uma caminhada, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis são alguns exemplos que podem ajudar a reduzir a tensão e a melhorar a autoestima;
  • Controle sua agenda – evite agendar compromissos importantes nos dias que antecedem a sua menstruação;
  • Cuide de seu corpo – faça isso mesmo que você não vá sair de casa, pois ajuda a elevar a autoestima;
  • Afaste os pensamentos negativos – seja otimista e mentalize coisas boas;
  • Tenha uma alimentação balanceada – coma verduras, frutas e legumes e evite alimentos muito industrializados e fritos;
  • Diminua o sal – ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui para a retenção de líquidos;
  • Redobre os cuidados com a pele – o aumento de oleosidade da pele e surgimento de acne está relacionado com esse período;
  • Evite o consumo excessivo de carboidratos e açúcares – como doces, chocolates e amendoim.

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Referências

Dr. Lee responde mitos e verdade sobre os riscos do uso de contraceptivos associados ao tromboembolismo venoso.

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Como parar com a menstruação: conheça três métodos

Existem formas de atrasar a menstruação durante dias ou, até, meses, através do uso do remédio primosiston, tomando anticoncepcional ou usando o DIU hormonal, no entanto, nenhuma das opções consegue parar a menstruação após já ter descido.

Apesar de algumas mulheres tomarem água com sal, água com vinagre, recorrerem à pílula do dia seguinte ou ao ibuprofeno, estas soluções não são aconselhadas porque podem ser prejudiciais à saúde e provocar alterações hormonais, desregulando os ciclos. Além disso, não existe comprovação científica de que esses métodos sejam eficazes para parar a menstruação.

Caso a mulher queira adiar a menstruação para a semana seguinte, ficar um mês sem menstruar ou parar de vez a menstruação, deve conversar com o ginecologista para que seja indicada a melhor forma de o fazer.

Como Evitar Que Venha A Menstruação?

Embora não exista nenhuma forma segura ou eficaz de parar a menstruação imediatamente ou após já ter descido, existem formas, de adiantá-la ou atrasá-la por dias ou meses, como:

1. Primosiston

O primosiston é um remédio indicado para o tratamento de hemorragias uterinas graves, mas também pode ser usado com orientação médica para ou atrasar a menstruação. Isso acontece porque este medicamento mantém os níveis de progesterona e estrogênios altos, o que impede a ovulação e atrasa a menstruação. 

A toma de primosiston permite adiantar ou atrasar, cerca de 2 a 3 dias a menstruação e, após alguns dias do seu uso, é normal que ocorra um sangramento, que não é a menstruação, mas que serve para limpar o útero. Veja para que serve o primosiston e como tomar.

2. Anticoncepcional oral

Quando a mulher toma o anticoncepcional oral é possível atrasar a menstruação para o ciclo seguinte, ficando um mês sem menstruar, através da toma de duas cartelas seguidas, ou seja, basta tomar o primeiro comprimido da nova cartela logo depois que a cartela anterior acabar para evitar que a menstruação desça.

No entanto, existem pílulas em que os últimos comprimidos são placebo, sendo normalmente de cor diferente e, por isso, para a mulher não menstruar, é importante que não se tome esses comprimidos, passando a tomar a cartela seguinte. 

Com a toma de duas cartelas seguidas a menstruação não desce porque os níveis dos hormônios estrogênios e progesterona se mantêm elevados, não acontecendo a descamação das paredes do útero. Saiba como funciona o anticoncepcional e como tomar.

3. Anticoncepcional de uso contínuo

O anticoncepcional de uso contínuo, ou pílula contínua, permite que a mulher não tenha menstruação durante vários meses, uma vez que mantém sempre elevados os níveis dos hormônios progesterona e estrogênio, inibindo o sangramento. Confira os benefícios de tomar a pílula contínua.

No entanto, pode existir uma pequena perda de sangue durante o mês, principalmente, nos 3 primeiros meses do uso desse anticoncepcional.

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4. DIU com hormônio

O DIU com hormônio, conhecido cientificamente por SIU, como, por exemplo, o DIU Mirena, reduz a quantidade de sangue que a mulher perde durante a menstruação e, em alguns casos, pode parar completamente o sangramento, ficando a mulher sem menstruar durante o seu uso.

Isto acontece porque o SIU é um dispositivo que contém levonorgestrel, semelhante à progesterona que o ovário produz, o que provoca o aumento da espessura do muco da mulher e alterações na parede do útero, impedindo uma gravidez e podendo parar a menstruação. Entenda como funciona o DIU Mirena.

5.  Injeção de hormônios

A injeção com hormônios é um anticoncepcional que contém progesterona e é administrada na mulher a cada 3 meses, diminuindo a quantidade do sangramento ou parando de vez a menstruação  durante o seu uso.

A injeção com progesterona inibe a ovulação e altera o muco, evitando uma gravidez e mantém os valores de progesterona elevados, o que impede que a menstruação desça. Veja o que é o anticoncepcional injetável, como funciona e como usar.

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6.  Implante

O implante é um método contraceptivo com progesterona que permite manter os níveis deste hormônio elevados, diminuindo a quantidade de sangramento ou evitando que a menstruação desça.

Além disso, o implante impede a ovulação e aumenta a espessura do muco, dificultando a passagem do espermatozoide e evitando uma gravidez.

O implante é um pequeno tubo que é colocado debaixo da pele do braço, pelo ginecologista, e que tem a duração de 3 anos. Saiba o que é o implante, vantagens e como funciona.

Como parar a menstruação de vez

Se a mulher nunca mais quiser ter menstruação pode fazer uma cirurgia em que é retirado o útero, conhecida por histerectomia, ou um procedimento que remove a parte interna do útero conhecida como ablação do endométrio.

No entanto, estes procedimentos são definitivos e, por isso, é importante que a mulher fale com o ginecologista para que possa ser avaliada a melhor opção para parar a menstruação:

1. Histerectomia

  • A histerectomia é uma cirurgia que é feita para remover o útero, o que faz com que a mulher fique sem menstruar, mas também não pode mais engravidar. 
  • Normalmente, esta cirurgia é feita em situações mais graves como câncer do útero ou do colo do útero e, por isso, esta opção deve ser sempre muito bem discutida com o médico porque é uma opção definitiva e não pode ser revertida.
  • Conheça o que é a histerectomia e os tipos de cirurgia.

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2. Ablação do endométrio

A ablação do endométrio é feita, normalmente, em mulheres que têm menstruação com uma grande perda de sangue e, após ser realizada, a quantidade de sangue reduz ou a menstruação pode parar de vez. 

No entanto, após ser feita a ablação do endométrio, a probabilidade da mulher conseguir engravidar é muito baixa, uma vez que o procedimento destrói a parte interna do útero, sendo importante que esta opção seja discutida com o médico porque se a mulher desejar engravidar no futuro, esta pode não ser a melhor solução.

Porque não é possível parar a menstruação que já desceu

Não é possível parar a menstruação que já desceu porque, nesse momento, já se iniciou o processo de descamação da parede do útero. 

Esse processo acontece perto do final de cada ciclo menstrual, quando os níveis dos hormônios estrogênios e progesterona diminuem, o que faz com que as paredes internas do útero vão se descamando e dando origem ao sangramento da menstruação.

Quando é indicado parar a menstruação

Pode ser necessário parar a menstruação por algum tempo, se o ginecologista achar que a perda de sangue é desaconselhada, devido a situações como anemia, endometriose ou em alguns tipos de miomas uterinos.

Nestes casos, o ginecologista vai indicar qual a melhor forma de parar a menstruação por um determinado tempo até que a doença esteja devidamente controlada e a perda de sangue não seja um problema.

Quem não deve parar a menstruação

As meninas antes dos 15 anos de idade não devem parar a menstruação porque nos primeiros anos do ciclo menstrual é importante observar qual o intervalo entre os ciclos, a quantidade de sangue perdida e quais os sintomas que a menina tem.

A observação da duração do ciclo da menina e dos sintomas que apresenta ajudam a avaliar a saúde do seu sistema reprodutor, por exemplo, se os ovários estão a funcionar de forma correta ou se podem apresentar algum problema como cistos nos ovários.

Sangramento livre: mulheres adotam técnica para eliminar menstruação sem absorventes

Abaixo absorventes! Um novo movimento da ginecologia natural, em prol de uma menstruação sem absorventes, começa a se popularizar e a ganhar adeptas pelo mundo. O objetivo é eliminar o fluxo menstrual naturalmente, condicionando o organismo a reter o sangue para liberá-lo no vaso sanitário.

Depois da tendência do copo coletor, muitas mulheres estão agora recorrendo ao sangramento livre, chamado de free bleeding, nos Estados Unidos, ou flux instinctif libre (FIL), na França.

O método consiste em condicionar o corpo para reter a menstruação a tempo de eliminá-la naturalmente.

Todo o segredo está no períneo, músculo da região pélvica, que pode segurar o fluxo temporariamente até o momento de liberá-lo.

Como Evitar Que Venha A Menstruação? Em média, uma mulher utiliza entre 10 mil e 15 mil absorventes descartáveis da puberdade até a menopausa. – RFI

A naturopata francesa Jessica Spina, especializada no corpo feminino, é uma das precursoras da técnica na França. Praticante há vários anos do fluxo instintivo livre (FIL), ela também realiza uma pesquisa com um grupo de cerca de 30 mulheres adeptas à técnica.

Segundo ela, a possibilidade de retenção de sangue é possível graças a pequenas cavidades no colo do útero. “Quando contraímos a vagina, o sangue que deveria sair pelo colo do útero, fica nessas pequenas cavidades”, explica.

Entretanto, a especialista lembra que a retenção é possível durante alguns minutos: a eliminação da menstruação deve ser feita regularmente. “É preciso levar em consideração que quando o sangue deixa o útero, não é como uma torneira que jorra sem parar. A saída da menstruação é feita em etapas, gradativamente”, salienta.

Todo o conhecimento obtido com os anos praticando o FIL, Jessica Spina detalha no livro “Le Flux Instinctif Libre : l’Art de Se Passer de Protection Periodique” (O Fluxo Instintivo Livre: a Arte de Evitar Absorventes, tradução livre), um guia de como adotar a técnica.

“Transmito essa descoberta que, para mim, foi uma verdadeira revolução interior. É uma espécie de libertação de algumas crenças de que a mulher não pode controlar seu corpo.

Na verdade, é apenas uma questão de as mulheres se conhecerem, se estudarem e terem o domínio de seu organismo”, diz.

Apesar de o FIL ainda não ser adotado por um grande número de mulheres na França, ele vem se popularizando através das redes sociais. A YouTuber Claire relatou sua experiência de substituir os absorventes pelo fluxo instintivo livre em seu canal Bicar & Co.

Em entrevista à RFI, ela conta que a técnica foi adquirida há um ano e, pouco a pouco, à medida em que foi aprendendo a compreender como funcionava o fluxo menstrual. Para ela, tudo é uma questão de ouvir seu próprio organismo.

“O FIL é algo que aprendi com o tempo. É preciso vários ciclos para se adaptar e a reconhecer os sinais que o corpo nos envia para sabermos quando devemos ir ao banheiro. É por isso que chamamos de ‘instintivo’, porque aprendemos a identificar quando é hora de eliminar a menstruação”, afirma.

A experiência, segundo ela, é vivida de forma diferente por cada mulher. “Algumas vão saber que é hora de ir ao banheiro sentindo alguma dor no ventre; outras percebem uma espécie pressão no útero. Eu, por exemplo, não tenho nenhum sinal, mas eu sei quando a menstruação está descendo: às vezes acordo à noite porque sei que preciso ir ao banheiro eliminar meu fluxo”, diz.

A terapeuta especializada no corpo da mulher Apolline Compagnon, criadora do site La Gazette Bio, acredita que o domínio de FIL requer treinamento. “A motivação da mulher vai ter um papel essencial, assim como um períneo tônico. Penso que a prática de yoga também pode ajudar a sentir o corpo profundamente, estar mais à vontade com as sensações”, avalia.

Segundo a especialista, há duas grandes vantagens de adotar a técnica: econômica, para deixar de comprar absorventes, e ecológica, para evitar o descarte do material utilizado, raramente reciclável. Em média, uma mulher utiliza cerca de dez absorventes descartáveis a cada ciclo menstrual; entre 10 mil e 15 mil da puberdade até a menopausa.

Apolline Compagnon lembra, no entanto, que a mulher pode optar por outros métodos mais ecológicos: como os absorventes laváveis, a calcinha-absorvente (reutilizável) ou o copo coletor. A principal questão, para a terapeuta, é a possibilidade de a mulher poder dominar seu organismo.

“O FIL é um método natural porque não precisa de ‘material exterior’. O que a mulher deve se perguntar é se deseja controlar a menstruação, quando ela já deve ter um imenso controle de seu cotidiano. Nada impede que ela utilize diversos métodos: o FIL quando estiver em casa [ou mesmo à noite] e absorventes ou o copo coletor quando sair”, recomenda.

No Brasil, o FIL é conhecido como sangramento livre. Segundo a naturóloga Ana Arruda, especializada em ginecologia natural, o método não é novo, mas vem se popularizando entre as brasileiras nos últimos tempos.

Ana Arruda também é uma adepta do método que, para ela, vai além das questões econômicas e ecológicas.

“Há momentos, durante a menstruação, que não dá vontade de usar nada, nem mesmo uma calcinha absorvente ou um absorvente de pano.

A gente quer essa liberdade de fluidez, já que passamos muitos anos tendo a nossa feminilidade, nossa menstruação e nossos corpos dominados. Eu senti essa necessidade de deixar o sangue descer.”

Apesar de a medicina tradicional ser cética quanto ao método, Ana Arruda acredita que há muitas vantagens nas técnicas naturais para a eliminação da menstruação, como o conhecimento do corpo e a valorização da intuição feminina.

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“Sinto que esse método, entre outras práticas da ginecologia natural, traz a gente de volta pra esse contato mais interno e profundo, com nossas vísceras, ventre e útero.

Além dessa experiência sobre o controle sobre nós mesmas, que é algo completamente possível e que a gente perdeu”, diz.

A naturóloga não acredita que o sangramento livre possa ser prejudicial, como alegam alguns ginecologistas.

“A ideia do sangramento livre não é ficar contraindo para sempre o útero, mas ter mais ingerência sobre essa musculatura, que vai ajudar inclusive a fortalecer a região pélvica, e que pode até ajudar a mulher no parto ou ter relações sexuais mais prazerosas.

O objetivo é ter contato com esses movimentos de contração e expansão do útero e, quando sentir que é necessário, fazer uma pausa, ir até o banheiro e fazer a eliminação deste sangue”, destaca.

A terapeuta francesa Apolline Compagnon também lembra que qualquer mulher pode realizar a experiência do FIL: “qualquer que seja sua idade não há nenhum impedimento para isso”. Mas, segundo ela, é preciso levar em consideração o cotidiano de cada uma. “Imagino que isso não deva ser prático para uma cirurgiã no meio de uma operação ou uma taxista…”, pondera.

Mas, para a especialista, não há dúvidas: o FIL ou sangramento livre não é apenas uma técnica para eliminar a menstruação, mas uma forma de celebrar e assumir uma faceta da feminilidade. “Antes se falava menos sobre o fluxo menstrual porque era tabu, para não mencionar ‘sujo’, ocultando o lado natural deste fenômeno. Hoje, é uma maneira de se reivindicar como mulher.”

Da pílula ao orgasmo: como encurtar ou interromper o fluxo menstrual

Você sabia que há maneiras de encurtar ou parar os períodos menstruais? Os métodos ainda não foram completamente desvendados pela ciência, mas estão disponíveis e têm sido cada vez mais usados pelas mulheres.

Entre os alguns dos métodos mais utilizados estão as pílulas anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos hormonais.

É seguro?

Segundo a Rede Nacional de Saúde da Mulher (NWHN, na sigla em inglês), não há evidências de que os períodos de abandono do uso de anticoncepcionais sejam prejudiciais à saúde. No entanto, as mulheres podem experimentar alguns efeitos colaterais ao utilizarem por muitos anos.

 A American Cancer Society, por exemplo, alerta para o fato de que o uso a longo prazo pode aumentar o risco de câncer de mama e câncer cervical. No entanto, a entidade informa que também podem diminuir os riscos de câncer no endométrio, no ovário e no colo.

Portanto, a escolha certamente fica nas mãos das mulheres.

Além disso, não há maneiras infalíveis de interromper o período, mas alguns métodos podem aumentar a velocidade com que o sangue menstrual deixa o útero ou impedir que ele venha. O site especializado Medical News Today preparou uma lista das técnicas mais conhecidas para controlar a menstruação.

1. Sem absorvente

Os absorventes podem bloquear a saída do fluxo de sangue, o que muitas vezes prolonga a duração do sangramento. Ainda assim, como absorventes higiênicos não devem impedir o fluxo menstrual, algumas pessoas acreditam que seu uso pode, na verdade, ajudar o período a terminar mais cedo.

2. Orgasmo

Atividades sexuais, como sexo e masturbação, estimulam contrações uterinas, o que pode causar maior fluxo menstrual em um tempo mais curto. Embora não haja evidências científicas para apoiar esse método, não há efeitos colaterais adversos, por isso não é arriscado tentar.

3. Atividade física

O movimento muscular resultante do exercício físico pode aumentar o fluxo de sangue que deixa o corpo, reduzindo potencialmente a duração de um período. No entanto, ainda não há muitos estudos a respeito. Mas exercitar-se regularmente traz muitos outros benefícios para a saúde.

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3. Pílula combinada

As mulheres que tomam a pílula anticoncepcional combinada –  que mistura hormônios de estrogênio e progestina – ajudam a suprimir a ovulação e a manter o revestimento do útero fino.

 Durante seu uso, as mulheres tomam pílulas ativas por três semanas; na semana seguinte, ficam sem pílulas ou ingerem pílulas placebo (sem efeito), momento no qual devem ficar menstruadas; por causa disso é possível saber quando o fluxo menstrual chega.

No uso da pílula é possível encurtar e/ou suprimir o período. Para ambos os casos, a forma é a mesma: basta começar a nova cartela assim que chegar às pílulas ‘placebo’, no caso de quem as têm; ou iniciar a nova cartela no momento em que não deveriam estar tomando nada.

Esse recurso simples mantém os níveis de hormônio contantes e pode impedir que a menstruação ocorra. As estimativas indicam que esse método funciona em 80% das vezes, no caso da interrupção.

Para encurtar o período não existem estimativas e pode não funcionar para muitas mulheres.

Também existem outras opções de pílulas  – sob prescrição médica – que só permitem a vinda da menstruação a cada três meses. No entanto, essa opção deve ser discutida com o ginecologista.

Interrupções de longo prazo

Também é possível interromper a menstruação por um longo período de tempo, técnica conhecida como supressão menstrual. Um dos métodos mais utilizados é o contraceptivos hormonal. Veja abaixo alguns do mais conhecidos.

1. Dispositivo intrauterino (DIU)

O DIU é uma solução contraceptiva de longo prazo que é inserida no útero da mulher, podendo durar de três a dez anos, dependendo do modelo.

Esse método contraceptivo é encontrado na forma hormonal – que pode interromper o período em até 80% do tempo – e não hormonal.

 O dispositivo pode ser removido a qualquer momento, informação útil para quem pensar em engravidar no futuro ou não conseguir se adaptar ao DIU.

2. Injeções hormonais

A injeção de progesterona contém progestina – composto sintético que tem efeitos similares aos da progesterona – e é administrada sob a pele ou no músculo a cada três meses. Ao fim do primeiro ano de uso, estima-se que 70% das mulheres não menstruem mais.

3. Implante contraceptivo

Assim como a injeção de progesterona, o implante contraceptivo contém progestina, que ajuda a inibir a ovulação e a prevenir o desenvolvimento folicular, resultando em períodos menores ou ausentes. Por ser um dispositivo pequeno, pode ser colocado abaixo da pele do braço. Esse método funciona para suprimir períodos em até 41,25% das mulheres após três anos de uso.

As opções para interromper ou encurtar o período são muitas, mas devem ser escolhidas com o auxílio de um especialista, que deve mostrar os prós e os contras de cada técnica e se realmente vale a pena adotá-la.

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Há algum tempo minha menstruação acaba com um sangue mais escuro. É normal?

Sim, é normal e está relacionado ao fim do período menstrual.

Geralmente, a menstruação pode durar até 8 dias e a cor do sangue variar um pouco, sendo mais escura no final, pois a sua quantidade e velocidade de saída são menores.

Além disso, junto ao plasma também vem um pouco de coágulo, que são bolsas mais espessas de sangue com cerca de 1 ou 2 cm, e isso pode contribuir para deixar a cor da menstruação mais escura.

Mas é importante saber que, frequentemente, o sangue menstrual tem a coloração marrom no começo e no fim e é mais avermelhado no meio do fluxo.

Algumas mulheres que menstruam muito pouco podem ter o sangue mais escuro todos os dias e não há nada de errado nisso.

A atenção deve ser dobrada caso a menstruação seja muito intensa, tenha coágulos maiores do que 2 cm, se houver dor ou algum tipo de odor.

Já quando o período menstrual acabou, mas cerca de um ou dois dias depois ainda sai um pouco de líquido com a cor mais amarronzada, parecida com a da borra de café, também não requer grandes atenções.

Isso porque esse é um sangue que já foi em parte metabolizado pelas bactérias da flora vaginal e ficou acumulado no fundo da vagina. Não é mais a menstruação propriamente dita ocorrendo, mas sim o que sobrou de sangue daquele período.

Então, conforme a mulher se movimenta, ou pratica alguma atividade física, relação sexual, etc., o sangue vai saindo aos poucos.

O grande problema está no incômodo que isso pode causar. Então, o melhor é procurar a ajuda de um ginecologista para que ele possa investigar melhor e indicar um tratamento ou algo que possa ser feito para aliviar o desconforto.

Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo; Bárbara Murayama, ginecologista, especialista em endoscopia ginecológica pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e diretora da Clínica Gergin, em São Paulo; Cristina Laguna Benetti Pinto, coordenadora da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo, e Maurício Abrão, professor pós-doutor associado e chefe do Departamento de Endometriose da USP (Universidade de São Paulo) e chefe da ginecologia avançada da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Quais são suas principais dúvidas sobre saúde do corpo e da mente? Mande um email para [email protected] Toda semana, os melhores especialistas respondem aqui no VivaBem.

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