Como Evitar Que O Periodo Venha?

Existem formas de atrasar a menstruação durante dias ou, até, meses, através do uso do remédio primosiston, tomando anticoncepcional ou usando o DIU hormonal, no entanto, nenhuma das opções consegue parar a menstruação após já ter descido.

Apesar de algumas mulheres tomarem água com sal, água com vinagre, recorrerem à pílula do dia seguinte ou ao ibuprofeno, estas soluções não são aconselhadas porque podem ser prejudiciais à saúde e provocar alterações hormonais, desregulando os ciclos. Além disso, não existe comprovação científica de que esses métodos sejam eficazes para parar a menstruação.

Caso a mulher queira adiar a menstruação para a semana seguinte, ficar um mês sem menstruar ou parar de vez a menstruação, deve conversar com o ginecologista para que seja indicada a melhor forma de o fazer.

Como Evitar Que O Periodo Venha?

Embora não exista nenhuma forma segura ou eficaz de parar a menstruação imediatamente ou após já ter descido, existem formas, de adiantá-la ou atrasá-la por dias ou meses, como:

1. Primosiston

O primosiston é um remédio indicado para o tratamento de hemorragias uterinas graves, mas também pode ser usado com orientação médica para ou atrasar a menstruação. Isso acontece porque este medicamento mantém os níveis de progesterona e estrogênios altos, o que impede a ovulação e atrasa a menstruação. 

A toma de primosiston permite adiantar ou atrasar, cerca de 2 a 3 dias a menstruação e, após alguns dias do seu uso, é normal que ocorra um sangramento, que não é a menstruação, mas que serve para limpar o útero. Veja para que serve o primosiston e como tomar.

2. Anticoncepcional oral

Quando a mulher toma o anticoncepcional oral é possível atrasar a menstruação para o ciclo seguinte, ficando um mês sem menstruar, através da toma de duas cartelas seguidas, ou seja, basta tomar o primeiro comprimido da nova cartela logo depois que a cartela anterior acabar para evitar que a menstruação desça.

No entanto, existem pílulas em que os últimos comprimidos são placebo, sendo normalmente de cor diferente e, por isso, para a mulher não menstruar, é importante que não se tome esses comprimidos, passando a tomar a cartela seguinte. 

Com a toma de duas cartelas seguidas a menstruação não desce porque os níveis dos hormônios estrogênios e progesterona se mantêm elevados, não acontecendo a descamação das paredes do útero. Saiba como funciona o anticoncepcional e como tomar.

3. Anticoncepcional de uso contínuo

O anticoncepcional de uso contínuo, ou pílula contínua, permite que a mulher não tenha menstruação durante vários meses, uma vez que mantém sempre elevados os níveis dos hormônios progesterona e estrogênio, inibindo o sangramento. Confira os benefícios de tomar a pílula contínua.

No entanto, pode existir uma pequena perda de sangue durante o mês, principalmente, nos 3 primeiros meses do uso desse anticoncepcional.

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4. DIU com hormônio

O DIU com hormônio, conhecido cientificamente por SIU, como, por exemplo, o DIU Mirena, reduz a quantidade de sangue que a mulher perde durante a menstruação e, em alguns casos, pode parar completamente o sangramento, ficando a mulher sem menstruar durante o seu uso.

Isto acontece porque o SIU é um dispositivo que contém levonorgestrel, semelhante à progesterona que o ovário produz, o que provoca o aumento da espessura do muco da mulher e alterações na parede do útero, impedindo uma gravidez e podendo parar a menstruação. Entenda como funciona o DIU Mirena.

5.  Injeção de hormônios

A injeção com hormônios é um anticoncepcional que contém progesterona e é administrada na mulher a cada 3 meses, diminuindo a quantidade do sangramento ou parando de vez a menstruação  durante o seu uso.

A injeção com progesterona inibe a ovulação e altera o muco, evitando uma gravidez e mantém os valores de progesterona elevados, o que impede que a menstruação desça. Veja o que é o anticoncepcional injetável, como funciona e como usar.

6.  Implante

O implante é um método contraceptivo com progesterona que permite manter os níveis deste hormônio elevados, diminuindo a quantidade de sangramento ou evitando que a menstruação desça.

Além disso, o implante impede a ovulação e aumenta a espessura do muco, dificultando a passagem do espermatozoide e evitando uma gravidez.

O implante é um pequeno tubo que é colocado debaixo da pele do braço, pelo ginecologista, e que tem a duração de 3 anos. Saiba o que é o implante, vantagens e como funciona.

Como parar a menstruação de vez

Se a mulher nunca mais quiser ter menstruação pode fazer uma cirurgia em que é retirado o útero, conhecida por histerectomia, ou um procedimento que remove a parte interna do útero conhecida como ablação do endométrio.

No entanto, estes procedimentos são definitivos e, por isso, é importante que a mulher fale com o ginecologista para que possa ser avaliada a melhor opção para parar a menstruação:

1. Histerectomia

  • A histerectomia é uma cirurgia que é feita para remover o útero, o que faz com que a mulher fique sem menstruar, mas também não pode mais engravidar. 
  • Normalmente, esta cirurgia é feita em situações mais graves como câncer do útero ou do colo do útero e, por isso, esta opção deve ser sempre muito bem discutida com o médico porque é uma opção definitiva e não pode ser revertida.
  • Conheça o que é a histerectomia e os tipos de cirurgia.

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2. Ablação do endométrio

A ablação do endométrio é feita, normalmente, em mulheres que têm menstruação com uma grande perda de sangue e, após ser realizada, a quantidade de sangue reduz ou a menstruação pode parar de vez. 

No entanto, após ser feita a ablação do endométrio, a probabilidade da mulher conseguir engravidar é muito baixa, uma vez que o procedimento destrói a parte interna do útero, sendo importante que esta opção seja discutida com o médico porque se a mulher desejar engravidar no futuro, esta pode não ser a melhor solução.

Porque não é possível parar a menstruação que já desceu

Não é possível parar a menstruação que já desceu porque, nesse momento, já se iniciou o processo de descamação da parede do útero. 

Esse processo acontece perto do final de cada ciclo menstrual, quando os níveis dos hormônios estrogênios e progesterona diminuem, o que faz com que as paredes internas do útero vão se descamando e dando origem ao sangramento da menstruação.

Quando é indicado parar a menstruação

Pode ser necessário parar a menstruação por algum tempo, se o ginecologista achar que a perda de sangue é desaconselhada, devido a situações como anemia, endometriose ou em alguns tipos de miomas uterinos.

Nestes casos, o ginecologista vai indicar qual a melhor forma de parar a menstruação por um determinado tempo até que a doença esteja devidamente controlada e a perda de sangue não seja um problema.

Quem não deve parar a menstruação

As meninas antes dos 15 anos de idade não devem parar a menstruação porque nos primeiros anos do ciclo menstrual é importante observar qual o intervalo entre os ciclos, a quantidade de sangue perdida e quais os sintomas que a menina tem.

A observação da duração do ciclo da menina e dos sintomas que apresenta ajudam a avaliar a saúde do seu sistema reprodutor, por exemplo, se os ovários estão a funcionar de forma correta ou se podem apresentar algum problema como cistos nos ovários.

Controlar a data da menstruação é possível e até benéfico, afirmam médicos – Emais – Estadão

Como Evitar Que O Periodo Venha?

O ciclo estendido, sem menstruar todo o mês, não é prejudicial para a saúde, garantem os ginecologistas Foto: Hey Paul Studios / Flickr.com/hey__paul

Sessenta anos depois da aprovação da primeira pílula anticoncepcional do mundo, o método segue imitando um ciclo menstrual de 28 dias. A mulher toma o medicamento por 21 dias e faz uma pausa de sete, quando normalmente tem sangramento. 

Mas não precisa ser assim. “É um problema meramente religioso”, explica José Bento, ginecologista e obstetra dos hospitais Albert Einstein e São Luiz.

Depois de décadas de rejeição a métodos de contracepção oral desenvolvidos por pesquisadores como Margaret Sanger e, posteriormente, pelo cientista Gregory Pincus, a indústria percebeu que imitar o ciclo menstrual da mulher seria uma forma mais fácil de convencer a sociedade  – e a Igreja  – a aceitar o medicamento.

Além de não ter motivo científico, a pausa de sete dias na cartela não deixa muitas mulheres felizes. Enquanto 85% das brasileiras menstruam mensalmente, 55% delas dizem que não gostam de ter que passar por isso.

Os dados são da pesquisa Saúde Feminina, do Datafolha, realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em parceria com a Bayer. Foram entrevistadas 2.

004 mulheres na faixa dos 18 aos 35 anos em oito capitais brasileiras.

Se você é mulher, provavelmente sabe por experiência própria que a maioria se incomoda muito “naquela semana” do mês. Mesmo assim, 45% das entrevistadas afirmaram que gostam de menstruar. A maioria justifica essa preferência por considerar a menstruação algo natural (25%), que mostra que estão saudáveis (39%) e que não estão grávidas (24%). 

Portanto, a pausa para o sangramento ainda é considerada importante por quase metade das mulheres, apesar de desnecessária por motivos médicos. “As mulheres não querem menstruar, mas foram ensinadas que é uma coisa boa”, pondera Bento.

César Fernandes, presidente da Febrasgo, explica que o sangramento das mulheres que tomam pílula na verdade nem menstruação é. O útero não se prepara para a chegada da gravidez e a proliferação do endométrio não ocorre da mesma forma. Há uma descamação que é chamada de sangramento de privação.

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Os especialistas garantem que, com orientação médica, a paciente não terá problemas ao emendar as cartelas de anticoncepcional. “Eu acho que esse processo de liberdade da mulher não tem volta, e não menstruar é um grande avanço para a mulher”, opina Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora. 

Como Evitar Que O Periodo Venha?

Fernanda Souza e Karol Conká estiveram presentes no evento Foto: Divulgação/Bayer

A atriz Fernanda Souza concorda. Ela revelou durante a coletiva de imprensa da campanha Sou Eu no Controle, da Bayer, que sofreu muito com cólicas – problema que afeta 62% das mulheres – e conseguiu controlar a dor quando começou a tomar pílula anticoncepcional.

“Eu acho importante a gente escolher o momento de não sentir dor. Quando você tem dor, não consegue trabalhar direito, não consegue dar o seu melhor como ser humano.

Eu digo isso porque já fui algumas vezes para o hospital tomar remédio na veia, já faltei a gravação, já perdi aulas aos 15, 16 anos.”

Já a cantora Karol Conká disse no evento que planeja passar para um método de ciclo estendido em breve. “Sou muito desregulada e não sei que dia menstruo. Fui fazer um show e tinha um look super cavado. Só que fiquei menstruada dois dias antes do esperado e tive que amarrar uma blusa na cintura, fiz o show com um look nada a ver”, disse.

Sem pílula. Bento pondera que algumas pacientes resistem à ideia principalmente por causa do recente movimento de rejeição à pílula anticoncepcional. Elas apontam que preferem se ver livres dos efeitos colaterais, como diminuição da libido e aumento no risco de trombose. “Como médico, você tem que respeitar.

Eu explico para elas quais são os riscos, sem a pílula, do aumento de estrogênio toda vez que ela ovula. Isso pode a longo prazo trazer problemas para engravidar, como aparecimento de miomas, endometriose, cistos no ovário, pólipos”, diz.

Ele ainda explica que, no passado, essas doenças eram menos comuns porque as mulheres engravidavam com mais frequência.

O médico ainda ressalta que cada paciente precisa conversar com seu ginecologista sobre as possibilidades de contracepção. “Uma mulher que está acima dos 35 anos, é obesa, sedentária e fumante não deve tomar pílula. E pílula anticoncepcional tem que ser orientada por médico.”

Novidade. No mesmo evento, a Bayer anunciou o lançamento de uma pílula anticoncepcional de ciclo estendido, a YazFlex.

O produto é vinculado a um aplicativo no celular que ajuda a mulher a lembrar de tomar a pílula e planejar uma pausa de quatro dias a cada 120 (ou mais pausas, se preferir).

Essa recomendação serve para garantir que, se houver algum sangramento por descamação de endométrio, a mulher terá planejado a data.

Sangramento livre: mulheres adotam técnica para eliminar menstruação sem absorventes

Abaixo absorventes! Um novo movimento da ginecologia natural, em prol de uma menstruação sem absorventes, começa a se popularizar e a ganhar adeptas pelo mundo. O objetivo é eliminar o fluxo menstrual naturalmente, condicionando o organismo a reter o sangue para liberá-lo no vaso sanitário.

Depois da tendência do copo coletor, muitas mulheres estão agora recorrendo ao sangramento livre, chamado de free bleeding, nos Estados Unidos, ou flux instinctif libre (FIL), na França.

O método consiste em condicionar o corpo para reter a menstruação a tempo de eliminá-la naturalmente.

Todo o segredo está no períneo, músculo da região pélvica, que pode segurar o fluxo temporariamente até o momento de liberá-lo.

Como Evitar Que O Periodo Venha? Em média, uma mulher utiliza entre 10 mil e 15 mil absorventes descartáveis da puberdade até a menopausa. – RFI

A naturopata francesa Jessica Spina, especializada no corpo feminino, é uma das precursoras da técnica na França. Praticante há vários anos do fluxo instintivo livre (FIL), ela também realiza uma pesquisa com um grupo de cerca de 30 mulheres adeptas à técnica.

Segundo ela, a possibilidade de retenção de sangue é possível graças a pequenas cavidades no colo do útero. “Quando contraímos a vagina, o sangue que deveria sair pelo colo do útero, fica nessas pequenas cavidades”, explica.

Entretanto, a especialista lembra que a retenção é possível durante alguns minutos: a eliminação da menstruação deve ser feita regularmente. “É preciso levar em consideração que quando o sangue deixa o útero, não é como uma torneira que jorra sem parar. A saída da menstruação é feita em etapas, gradativamente”, salienta.

Todo o conhecimento obtido com os anos praticando o FIL, Jessica Spina detalha no livro “Le Flux Instinctif Libre : l’Art de Se Passer de Protection Periodique” (O Fluxo Instintivo Livre: a Arte de Evitar Absorventes, tradução livre), um guia de como adotar a técnica.

“Transmito essa descoberta que, para mim, foi uma verdadeira revolução interior. É uma espécie de libertação de algumas crenças de que a mulher não pode controlar seu corpo.

Na verdade, é apenas uma questão de as mulheres se conhecerem, se estudarem e terem o domínio de seu organismo”, diz.

Apesar de o FIL ainda não ser adotado por um grande número de mulheres na França, ele vem se popularizando através das redes sociais. A YouTuber Claire relatou sua experiência de substituir os absorventes pelo fluxo instintivo livre em seu canal Bicar & Co.

Em entrevista à RFI, ela conta que a técnica foi adquirida há um ano e, pouco a pouco, à medida em que foi aprendendo a compreender como funcionava o fluxo menstrual. Para ela, tudo é uma questão de ouvir seu próprio organismo.

“O FIL é algo que aprendi com o tempo. É preciso vários ciclos para se adaptar e a reconhecer os sinais que o corpo nos envia para sabermos quando devemos ir ao banheiro. É por isso que chamamos de ‘instintivo’, porque aprendemos a identificar quando é hora de eliminar a menstruação”, afirma.

A experiência, segundo ela, é vivida de forma diferente por cada mulher. “Algumas vão saber que é hora de ir ao banheiro sentindo alguma dor no ventre; outras percebem uma espécie pressão no útero. Eu, por exemplo, não tenho nenhum sinal, mas eu sei quando a menstruação está descendo: às vezes acordo à noite porque sei que preciso ir ao banheiro eliminar meu fluxo”, diz.

A terapeuta especializada no corpo da mulher Apolline Compagnon, criadora do site La Gazette Bio, acredita que o domínio de FIL requer treinamento. “A motivação da mulher vai ter um papel essencial, assim como um períneo tônico. Penso que a prática de yoga também pode ajudar a sentir o corpo profundamente, estar mais à vontade com as sensações”, avalia.

Segundo a especialista, há duas grandes vantagens de adotar a técnica: econômica, para deixar de comprar absorventes, e ecológica, para evitar o descarte do material utilizado, raramente reciclável. Em média, uma mulher utiliza cerca de dez absorventes descartáveis a cada ciclo menstrual; entre 10 mil e 15 mil da puberdade até a menopausa.

Apolline Compagnon lembra, no entanto, que a mulher pode optar por outros métodos mais ecológicos: como os absorventes laváveis, a calcinha-absorvente (reutilizável) ou o copo coletor. A principal questão, para a terapeuta, é a possibilidade de a mulher poder dominar seu organismo.

“O FIL é um método natural porque não precisa de ‘material exterior’. O que a mulher deve se perguntar é se deseja controlar a menstruação, quando ela já deve ter um imenso controle de seu cotidiano. Nada impede que ela utilize diversos métodos: o FIL quando estiver em casa [ou mesmo à noite] e absorventes ou o copo coletor quando sair”, recomenda.

No Brasil, o FIL é conhecido como sangramento livre. Segundo a naturóloga Ana Arruda, especializada em ginecologia natural, o método não é novo, mas vem se popularizando entre as brasileiras nos últimos tempos.

Ana Arruda também é uma adepta do método que, para ela, vai além das questões econômicas e ecológicas.

“Há momentos, durante a menstruação, que não dá vontade de usar nada, nem mesmo uma calcinha absorvente ou um absorvente de pano.

A gente quer essa liberdade de fluidez, já que passamos muitos anos tendo a nossa feminilidade, nossa menstruação e nossos corpos dominados. Eu senti essa necessidade de deixar o sangue descer.”

Apesar de a medicina tradicional ser cética quanto ao método, Ana Arruda acredita que há muitas vantagens nas técnicas naturais para a eliminação da menstruação, como o conhecimento do corpo e a valorização da intuição feminina.

“Sinto que esse método, entre outras práticas da ginecologia natural, traz a gente de volta pra esse contato mais interno e profundo, com nossas vísceras, ventre e útero.

Além dessa experiência sobre o controle sobre nós mesmas, que é algo completamente possível e que a gente perdeu”, diz.

A naturóloga não acredita que o sangramento livre possa ser prejudicial, como alegam alguns ginecologistas.

“A ideia do sangramento livre não é ficar contraindo para sempre o útero, mas ter mais ingerência sobre essa musculatura, que vai ajudar inclusive a fortalecer a região pélvica, e que pode até ajudar a mulher no parto ou ter relações sexuais mais prazerosas.

O objetivo é ter contato com esses movimentos de contração e expansão do útero e, quando sentir que é necessário, fazer uma pausa, ir até o banheiro e fazer a eliminação deste sangue”, destaca.

A terapeuta francesa Apolline Compagnon também lembra que qualquer mulher pode realizar a experiência do FIL: “qualquer que seja sua idade não há nenhum impedimento para isso”. Mas, segundo ela, é preciso levar em consideração o cotidiano de cada uma. “Imagino que isso não deva ser prático para uma cirurgiã no meio de uma operação ou uma taxista…”, pondera.

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Mas, para a especialista, não há dúvidas: o FIL ou sangramento livre não é apenas uma técnica para eliminar a menstruação, mas uma forma de celebrar e assumir uma faceta da feminilidade. “Antes se falava menos sobre o fluxo menstrual porque era tabu, para não mencionar ‘sujo’, ocultando o lado natural deste fenômeno. Hoje, é uma maneira de se reivindicar como mulher.”

Dicas práticas para ciclos menstruais mais confortáveis

Desde muito novas, mesmo antes de menstruarmos pela primeira vez, já escutamos que menstruar é ruim, que dói, que usar absorvente é um saco e que junto da menstruação vêm mais dores, inchaço, o “combo” ódio/amor/estresse/depressão/compulsão/ansiedade e sempre aos extremos.

Muitas vezes, as ideias negativas que construímos sobre a menstruação têm grande peso na forma com a qual nos relacionamos e vivenciamos nosso período menstrual.

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Mas, além disso, há muitas formas de termos ciclos menstruais mais saudáveis e tranquilos, com menos (ou nenhuma!) cólica, TPM e outros desconfortos supostamente relacionados a ‘hormônios, útero, ovários & cia’.

Bora ver umas dicas práticas?

Durante o ciclo menstrual inteiro: faça exercícios físicos

Praticar exercícios físicos com regularidade libera endorfina, conhecido como o “hormônio do bem estar” e não à toa: as endorfinas reduzem a ansiedade, aliviam a dor e melhoram a disposição e o sistema imunológico.

A prática de exercícios físicos também melhora a circulação sanguínea e estimula a produção de outros hormônios benéficos à nossa saúde. Juntamente com um estilo de vida saudável, ser ativa e fazer pelo menos 30 minutos de alguma atividade física diariamente é uma ótima estratégia para vivenciar um período menstrual mais confortável e com menos cólicas.

Durante o ciclo menstrual inteiro: alimente-se bem

Parece uma dica óbvia e já manjada, mas não subestime o poder da alimentação em te proporcionar ciclos menstruais incríveis ou tenebrosos. O impacto que a alimentação durante o ciclo inteiro (período entre uma menstruação e outra) tem na TPM e nas cólicas durante o período menstrual, para a maioria das mulheres, é surpreendente.

Leia o texto detalhado sobre a relação entre alimentação e ciclo menstrual

Ter uma alimentação balanceada, com todos os macronutrientes (gorduras, proteínas e carboidratos), é fundamental para produzir hormônios saudáveis, e por consequência, ovular de forma saudável – no caso de quem não utiliza contraceptivos hormonais.

Assim, produzimos, dentro do próprio ‘corpitcho’, outros hormônios benéficos que reduzem a TPM e a dor. Estas, muitas vezes, são sintomas de deficiências nutricionais ou, de forma mais abrangente, da falta de tempo de sermos mais cuidadosas com nosso organismo. Algumas formas de melhorar a qualidade da alimentação são:

  • Priorize comida de verdade. Comida de verdade é, basicamente, o que sua tataravó reconheceria como comida. A comida de verdade não vem numa embalagem com uma lista extensa de ingredientes; ela existe por si só, e na maioria das vezes poderíamos encontrá-la in natura. Reduza a quantidade de processados e ultraprocessados (alimentos produzidos em indústria) e aumente a quantidade de comida simples no seu dia a dia. Experimente novos sabores, conheça as feiras perto de você. Certamente a saúde como um todo agradece – e, dependendo das suas escolhas, o bolso também!
  • Consuma alimentos ricos em ômega 3 para cólicas. O ômega 3 é uma gordura encontrada em sementes e na pele de alguns peixes e possui ação anti-inflamatória, sendo um importante auxiliar na redução ou até eliminação das cólicas menstruais. Alguns alimentos ricos em ômega 3 são sementes de linhaça, sementes de chia, nozes e sardinha.
  • Consuma vitaminas do complexo B para sintomas de TPM. As vitaminas são substâncias que nosso corpo não produz sozinho, mas que são necessárias para a regulação de várias atividades fisiológicas do nosso organismo. É por meio da alimentação que as obtemos. As vitaminas do complexo B são um grupo de vitaminas essencial para várias funções, entre elas o humor e a disposição. Arroz integral, aveia, semente de girassol, gema de ovo e folhas verdes são excelentes fontes de vitamina B1 e B6, por exemplo, intimamente relacionadas com a sensação de bem estar e a melhora de enjoos e dor de cabeça que podem ocorrer no período anterior à menstruação.
  • Capriche no cálcio, zinco e magnésio. Estes três minerais podem ajudar bastante na redução de cólicas menstruais e na regulação hormonal. O zinco, particularmente, também é um grande aliado no combate a acne. Além das fontes de origem animal (carnes, ovos e alguns laticínios), encontramos esses nutrientes em vegetais e folhas verde-escuras, castanhas, levedo de cerveja e sementes de abóbora.
  • Evite frituras, açúcares e cafeína antes de menstruar. Geralmente, estes são alimentos que se tornam um problema quando consumidos nas cerca de duas semanas anteriores à menstruação, por intensificarem as cólicas e/ou os desconfortos. É importante testar o que não faz tão bem para você e evitar ao máximo. Pra mim, por exemplo, a cafeína é indiferente, ao passo que comer ‘friturinhas inocentes’ de óleo de cozinha provocam uma guerra de espadas no meu útero. Algumas mulheres sentem melhora quando cortam laticínios ou trigo. Se você sente muitas dores no período menstrual e tem consumido em excesso estes alimentos, pode ser uma boa reduzir/cortar durante uns dias para ver se melhora.

Se você tem TPM e/ou cólicas fortes sem nenhuma condição ou patologia envolvidas (falaremos um pouco mais logo abaixo), experimente tentar estas dicas. Garanto que sentirá diferença!

Como Evitar Que O Periodo Venha?

Durante a menstruação: calor!

A boa e velha bolsa de água quente (ou um pano quentinho) traz bons resultados no alívio da cólica.

Pode ser uma boa alternar entre a região do ventre e a região das costas, próximo à lombar, dependendo de onde estiver a dor.

Esquentar os pés e tomar bebidas quentes, como chás, também podem ajudar. Eu, particularmente, tive bons resultados com chá de folha de amora (que é rico em magnésio!) e com chá de orégano.

Leia sobre as 9 maneiras para diminuir as cólicas ????

Durante a menstruação: aproveite a oportunidade para fortalecer o autocuidado

Entendemos que a rotina às vezes é exaustiva e até maçante. Acaba sendo inevitável negligenciarmos os cuidados com a nossa saúde em função de sermos produtivas. Somos cíclicas, e pelo menos durante o início do ciclo menstrual, há uma tendência de a nossa energia e disposição estarem lá embaixo, devido à queda hormonal.

Seu fluxo é muito intenso? Veja as dicas para lidar com ele

Neste caso, naturalmente gostaríamos de ficar, às vezes, um pouco mais “quietas”. A impossibilidade de colocar isso em prática pode piorar e muito a nossa relação com a menstruação.

Mas talvez, pela própria sobrevivência, seja necessário analisar quais cuidados básicos são possíveis de acrescentar na nossa rotina para vivenciarmos este período com maior conforto.

Considerando isso, é muito importante ressaltar:

Investigue situações mais complexas!

Não é normal sentir dores incapacitantes, que te impedem de levantar da cama, que causam desmaios e/ou que não passam utilizando medicamentos.

Não é normal ter oscilações de humor extremamente severas, que te prejudiquem de forma profunda nas relações pessoais e no trabalho.

Estas situações exigem uma investigação aprofundada com um profissional de confiança.

Dores pélvicas principalmente durante a menstruação podem ser um sintoma de endometriose, um distúrbio que provoca o crescimento do endométrio fora do útero e que acomete milhões de mulheres no Brasil. A endometriose causa dores, sangramentos e pode provocar até infertilidade.

Já as oscilações de humor severas durante o período da TPM, que se “estendem” do “comum”, podem ser um sinal de um tipo mais grave de TPM, a TDPM – Tensão Disfórica Pré-Menstrual, cujo tratamento é feito com auxílio médico e psicológico.

Como sempre reforço, não podemos naturalizar a dor e o sofrimento feminino como algo normal e natural. A dor é a forma que nosso organismo nos comunica que algo não está ok. Tenhamos em mente, então, que não naturalizar a dor como algo intrínseco à menstruação e a ter útero e ovários é essencial para promovermos o autocuidado e a boa relação com os nossos ciclos.

Abraço!

5 alimentos para comer no período menstrual e evitar desconfortos

Como Evitar Que O Periodo Venha?

Durante o período menstrual, uma boa dica é comer frutas como a melancia, que ajuda a amenizar dores, atua como anti-inflamatório, hidrata e desintoxica o organismo

Para muitas mulheres, o período menstrual é sinônimo de cólicas, enxaquecas, estresse, cansaço e indisposição para seguir a rotina. Mas você sabia que é possível amenizar esses sintomas através da alimentação? Existem alimentos que ajudam a amenizar o inchaço, as dores e até garantem bom humor. Interessante, né? Nós fizemos uma lista com 5 dos mais relevantes para esse período, confira!

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1. Chocolate meio amargo garante bom humor, pois é fonte de triptofano (precursor da serotonina)

Você também gosta de comer doces quando está no período menstrual? Apesar de sorvetes, balas e biscoitos (doces industrializados e ricos em açúcar) não serem indicados, você pode sempre recorrer ao chocolate meio amargo. Ele é fonte de triptofano – aminoácido precursor da serotonina (“hormônio da felicidade”) -, é rico em antioxidantes, que combatem focos de inflamação e também auxilia no controle do colesterol.

Para manter o bom humor, a nossa dica é comer um pouco de chocolate meio amargo durante todos os dias do período menstrual. Assim, você mata a sua vontade de comer doce de forma mais saudável!

2. Melancia hidrata, desintoxica o corpo e ajuda a amenizar dores

Outra forma de matar a vontade de comer doce é investindo no consumo de frutas, que têm um açúcar natural (frutose) e são bem saudáveis.

A melancia, em especial, ajuda a hidratar e a desintoxicar o corpo, pois tem alto teor de água em sua composição.

Além disso, ela possui o aminoácido citrulina, que ajuda a amenizar dores musculares e é rica em vitamina A, C, do complexo B e antioxidantes, que reduzem as inflamações no corpo.

Além de consumir melancia no período menstrual, você também pode apostar em outras frutas benéficas, como as cítricas (limão, laranja, abacaxi e acerola), que têm alto teor de antioxidantes. A banana também é muito benéfica nesse sentido, pois é fonte de potássio e vitamina B6, nutrientes que ajudam a amenizar dores musculares.

3. Castanhas são fontes de magnésio, mineral que ajuda a aliviar as cólicas

O grupo das castanhas e oleaginosas, para quem não sabe, é considerado um dos mais benéficos para aliviar os sintomas do período menstrual.

Esses alimentos são fontes de magnésio, um mineral que ajuda a amenizar cólicas, dores de cabeça e garante mais bem-estar.

Além disso, as castanhas são fontes de vitamina E, nutriente que ajuda a diminuir o sangramento e também alivia dores no corpo.

Outras oleaginosas que você pode consumir: nozes, amêndoas e avelã.

4. Brócolis fornece ferro, magnésio, potássio, fibras e vitaminas que aliviam os sintomas da menstruação

Durante o período menstrual, a nossa dica é tentar ao máximo seguir uma dieta natural – evitando alimentos gordurosos e industrializados (que possam causar dores, gases ou algum desequilíbrio hormonal).

Em contrapartida, você pode (e deve) consumir mais vegetais e folhas verde-escuras, que são fontes de ferro – mineral que fica em falta no corpo por conta da perda de sangue. O brócolis, por exemplo, é um dos mais indicados.

Ele é rico em magnésio e potássio (nutrientes que amenizam dores), vitaminas A e C (que atuam com antioxidantes) e ainda fornecem fibras, que ajudam a manter o intestino em bom funcionamento – o que às vezes não acontece durante o período menstrual.

5. Sementes de abóbora são fontes de vitamina E e magnésio, que aliviam as dores

Assim como as oleaginosas, as sementes (de abóbora e girassol, por exemplo) também são ótimas para o período menstrual.

Elas fornecem uma boa dose de vitamina E e magnésio, que ajudam a aliviar as dores (tanto cólicas quanto enxaquecas) e garantem mais bem-estar.

Você pode usar sementes de abóbora de diversas formas: para preparar molhos, biscoitos, pães e até consumi-las assadas, como aperitivo. Fica a dica!

Bônus: tome chás calmantes e anti-inflamatórios

Além de comer os alimentos que recomendamos, uma boa sugestão é apostar em chás com calmantes e anti-inflamatórios, como o de camomila, calêndula e gengibre. Eles ajudam a aliviar a cólica e têm propriedades medicinais que garantem a eliminação de toxinas do corpo. Tente tomar um chazinho desses toda noite para relaxar e amenizar as dores. Você vai perceber que faz toda a diferença!

Da pílula ao orgasmo: como encurtar ou interromper o fluxo menstrual

Você sabia que há maneiras de encurtar ou parar os períodos menstruais? Os métodos ainda não foram completamente desvendados pela ciência, mas estão disponíveis e têm sido cada vez mais usados pelas mulheres.

Entre os alguns dos métodos mais utilizados estão as pílulas anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos hormonais.

É seguro?

Segundo a Rede Nacional de Saúde da Mulher (NWHN, na sigla em inglês), não há evidências de que os períodos de abandono do uso de anticoncepcionais sejam prejudiciais à saúde. No entanto, as mulheres podem experimentar alguns efeitos colaterais ao utilizarem por muitos anos.

 A American Cancer Society, por exemplo, alerta para o fato de que o uso a longo prazo pode aumentar o risco de câncer de mama e câncer cervical. No entanto, a entidade informa que também podem diminuir os riscos de câncer no endométrio, no ovário e no colo.

Portanto, a escolha certamente fica nas mãos das mulheres.

Além disso, não há maneiras infalíveis de interromper o período, mas alguns métodos podem aumentar a velocidade com que o sangue menstrual deixa o útero ou impedir que ele venha. O site especializado Medical News Today preparou uma lista das técnicas mais conhecidas para controlar a menstruação.

1. Sem absorvente

Os absorventes podem bloquear a saída do fluxo de sangue, o que muitas vezes prolonga a duração do sangramento. Ainda assim, como absorventes higiênicos não devem impedir o fluxo menstrual, algumas pessoas acreditam que seu uso pode, na verdade, ajudar o período a terminar mais cedo.

2. Orgasmo

Atividades sexuais, como sexo e masturbação, estimulam contrações uterinas, o que pode causar maior fluxo menstrual em um tempo mais curto. Embora não haja evidências científicas para apoiar esse método, não há efeitos colaterais adversos, por isso não é arriscado tentar.

3. Atividade física

O movimento muscular resultante do exercício físico pode aumentar o fluxo de sangue que deixa o corpo, reduzindo potencialmente a duração de um período. No entanto, ainda não há muitos estudos a respeito. Mas exercitar-se regularmente traz muitos outros benefícios para a saúde.

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3. Pílula combinada

As mulheres que tomam a pílula anticoncepcional combinada –  que mistura hormônios de estrogênio e progestina – ajudam a suprimir a ovulação e a manter o revestimento do útero fino.

 Durante seu uso, as mulheres tomam pílulas ativas por três semanas; na semana seguinte, ficam sem pílulas ou ingerem pílulas placebo (sem efeito), momento no qual devem ficar menstruadas; por causa disso é possível saber quando o fluxo menstrual chega.

No uso da pílula é possível encurtar e/ou suprimir o período. Para ambos os casos, a forma é a mesma: basta começar a nova cartela assim que chegar às pílulas ‘placebo’, no caso de quem as têm; ou iniciar a nova cartela no momento em que não deveriam estar tomando nada.

Esse recurso simples mantém os níveis de hormônio contantes e pode impedir que a menstruação ocorra. As estimativas indicam que esse método funciona em 80% das vezes, no caso da interrupção.

Para encurtar o período não existem estimativas e pode não funcionar para muitas mulheres.

Também existem outras opções de pílulas  – sob prescrição médica – que só permitem a vinda da menstruação a cada três meses. No entanto, essa opção deve ser discutida com o ginecologista.

Interrupções de longo prazo

Também é possível interromper a menstruação por um longo período de tempo, técnica conhecida como supressão menstrual. Um dos métodos mais utilizados é o contraceptivos hormonal. Veja abaixo alguns do mais conhecidos.

1. Dispositivo intrauterino (DIU)

O DIU é uma solução contraceptiva de longo prazo que é inserida no útero da mulher, podendo durar de três a dez anos, dependendo do modelo.

Esse método contraceptivo é encontrado na forma hormonal – que pode interromper o período em até 80% do tempo – e não hormonal.

 O dispositivo pode ser removido a qualquer momento, informação útil para quem pensar em engravidar no futuro ou não conseguir se adaptar ao DIU.

2. Injeções hormonais

A injeção de progesterona contém progestina – composto sintético que tem efeitos similares aos da progesterona – e é administrada sob a pele ou no músculo a cada três meses. Ao fim do primeiro ano de uso, estima-se que 70% das mulheres não menstruem mais.

3. Implante contraceptivo

Assim como a injeção de progesterona, o implante contraceptivo contém progestina, que ajuda a inibir a ovulação e a prevenir o desenvolvimento folicular, resultando em períodos menores ou ausentes. Por ser um dispositivo pequeno, pode ser colocado abaixo da pele do braço. Esse método funciona para suprimir períodos em até 41,25% das mulheres após três anos de uso.

As opções para interromper ou encurtar o período são muitas, mas devem ser escolhidas com o auxílio de um especialista, que deve mostrar os prós e os contras de cada técnica e se realmente vale a pena adotá-la.

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