Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

Detalhes

Última Atualização: 04/07/2020

Estudos mostram que essa é a forma mais segura de colocar o bebê para dormir. Tire suas dúvidas sobre o assunto:

1. O que é morte súbita infantil (MSI)?

É a morte inexplicável e repentina de um bebê, diagnosticada por exclusão: quando não se acham outras causas que podem explicar o óbito da criança.

Também é conhecida como “morte do berço”, pois acontece enquanto o bebê está cochilando ou dormindo. A morte súbita é uma das maiores causas de mortes entre bebês de até um ano de idade.

Ocorre mais frequentemente nos primeiros meses de vida, em geral na época de inverno.

2. Qual é a causa da morte súbita infantil?

  • A causa da MSI é desconhecida, mas foram identificados fatores que aumentam o risco de morte súbita:
  • – Bebê que dormem de bruços ou de lado;- Exposição ao fumo durante a gravidez e após o nascimento a exposição ao fumo no ambiente;- Consumo de álcool e drogas durante e após a gestação;- Falta de aleitamento materno;- Uso de colchões ou travesseiros muito moles e fofos;- Presença de brinquedos, travesseiros, rolinhos e outros objetos no berço que podem sufocar o bebê;- Superaquecimento do bebê;
  • – Nascimento prematuro ou bebês com baixo peso ao nascer.

3. Qual a posição mais segura para o bebê dormir?

A orientação dos especialistas é que você sempre coloque o bebê para dormir de barriga para cima, seja para uma soneca no meio da tarde, seja à noite. Não importa se é em casa, na creche ou na casa da avó. Por isso, oriente todas as pessoas que irão lhe ajudar a cuidar do bebê, para que sempre o deitem de barriga para cima.

4. Como tornar mais seguro o sono do bebê?

Estudos mostram que o simples fato de colocar o bebê para dormir de barriga para cima pode reduzir em até 70% o risco de morte súbita. Também existem outras orientações que ajudam a evitar a MSI:

– Evitar o excesso de roupas e fraldas que possam dificultar os movimentos do bebê e superaquecer seu corpo;- Deixar os braços do bebê livres, para fora das cobertas, assim, evita-se que ele deslize na cama e fique com a cabeça embaixo das cobertas;- Deixar a cama livre de almofadas, travesseiros, “cheirinhos” (paninhos usados por algumas crianças para dormir), bichos de pelúcia e outros brinquedos que possam dificultar a respiração do bebê;

– A temperatura do quarto deve ser confortável para um adulto vestindo roupas leves. O bebê não deve parecer quente ao ser tocado.

5. Colocando o bebê para dormir de barriga para cima, ele não pode se afogar com o próprio vômito?

Esse pensamento é uma crença popular incorreta. Ao deitar de lado ou com a barriga para baixo, o bebê respira um ar viciado, ou seja, o ar que ele próprio expira.

Uma criança maior ou um adulto acordariam ou trocariam de posição para evitar o sufocamento, mas em alguns bebês a parte do cérebro que controla este reflexo não está desenvolvida. Por isso, ele acaba morrendo por asfixia.

Se uma criança está deitada de barriga para cima e se afoga, sua tendência, por instinto, é tossir e com isso chamar a atenção dos pais. No caso da morte súbita, essa reação não acontece e a morte se dá de forma “silenciosa”.

Dr. Cesar Victora, doutor em Epidemiologia pela London School of Hygiene and Tropical Medicine e pesquisador da UFPel, é enfático em responder a quem usa o argumento de que a criança, dormindo de barriga para cima, pode vomitar e se afogar com o vômito: “é melhor engasgar do que morrer”.

6. Então não se deve deixar o bebê dormindo de lado?

Não. Os riscos de dormir de lado são semelhantes a dormir de barriga para baixo. A posição é instável e muitos bebês rolam e ficam de bruços.

Quando o bebê dorme de lado, além de poder asfixiar-se com um ar viciado, ou seja, o ar que ele mesmo respira, a criança pode futuramente ter complicações na coluna e no pescoço, pois elas estão em fase de formação e seus corpos são muito frágeis.

7. Desde quando o bebê deve começar a dormir de barriga para cima?

O bebê deve começar a dormir de barriga para cima assim que seja possível, logo após seu nascimento. É importante levar em conta que que os bebês devem se acostumar com essa posição lentamente.

8. Até que idade é preciso se preocupar com a posição correta para o bebê dormir?

A MSI atinge bebês de até 1 ano de vida. Portanto, até o bebê completar essa idade é preciso ficar atento com a posição correta para ele dormir: de barriga para cima!

9. Quando é possível deixar o bebê em outra posição?

Quando o bebê estiver acordado, pode ser colocado de barriga para baixo desde que acompanhado por um adulto. Essa posição é recomendada para o fortalecimento da musculatura e desenvolvimento do bebê.

10. Quem recomenda que os bebês devem dormir de barriga para cima?

As evidências científicas são inquestionáveis e as academias de pediatria dos EUA e Inglaterra, por exemplo, já recomendam fortemente deitar o bebê de barriga para cima.

Os países que promovem deitar o bebê nessa posição reduziram as mortes súbitas em 50%.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também faz esta recomendação e a Pastoral da Criança orienta mais de 1,4 milhão de famílias acompanhadas para que os bebês dsejam colocados para dormir de barriga para cima.

11. Já foram feitas outras campanhas de prevenção à morte súbita no mundo?

Sim, Os Estados Unidos e a Inglaterra já realizaram importantes campanhas orientando que a posição segura para o bebê dormir é de barriga para cima.

No ano 1992, a Academia Americana de Pediatria, em conjunto com a campanha educacional conhecida como “Back to Sleep” (“dormir de costas”), recomendaram colocar as crianças para dormir com a barriga para cima, com o intuito de diminuir o risco de MSI.

Esta estratégica conseguiu reduzir a incidência de MSI em 40%. Abaixo segue gráfico que demonstra como a campanha contribuiu para a redução do índice de MSI nos Estados Unidos:

Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

Esta redução dos óbitos infantis por MSI ocorreu em diversos países após o desenvolvimento de campanhas semelhantes. A campanha desenvolvida em 1991 na Inglaterra conseguiu reduzir o número de óbitos por MSI em 75%:

Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

12. Qual é o índice de incidência da morte súbita infantil em crianças da América Latina?

Ainda não há estatísticas, mas acredita-se que esteja em torno de 1,0 por mil nascimentos. O grande problema na América Latina é a má notificação nas declarações de óbito (DO) quando ocorre a morte súbita. Os profissionais de saúde muitas vezes não reconhecem a MSI. É um tipo de óbito que ocorre, mas acaba sendo classificado com outras causas ou como morte de causa desconhecida.

13. O que fazer quando uma criança se afoga com o leite?

Em primeiro lugar, chame a assistência médica. Depois você pode seguir essas orientações da American Heart Association.

Obstrução das vias aéreas em bebês (engasgo/asfixia):

Sinais e Sintomas Dificuldade para respirar ou chorar, tosse fraca e coloração azulada dos lábios podem ser sinais de engasgo por líquidos (leite, água, sucos) ou sólidos (alimento ou objeto, por exemplo: sementes, partes de brinquedos, entre outros) em bebês. Nessa situação, é preciso agir rápido e corretamente para poder ajudá-lo.

Procedimentos para desobstrução de vias aéreas 1. Deite o bebê de bruços em seu antebraço, apoiando a cabeça e a mandíbula do bebê em sua mão, mantendo-a mais baixa que o corpo. Com o “calcanhar” da mão livre, dê cinco golpes entre as escápulas (parte superior das costas).

2. Se o corpo estranho não for eliminado após os cinco golpes, vire o bebê e, ainda mantendo a cabeça mais baixa que o corpo, faça cinco compressões com dois ou três dedos no centro do tórax.

3. Alterne os cinco golpes nas costas e as cinco compressões no peito até que o corpo estranho seja removido ou o bebê consiga respirar, tossir ou chorar. Se não houver a recuperação esperada, será necessário iniciar manobras de reanimação cardiorrespiratória. Solicite socorro pelo telefone 192 (SAMU).

Fonte: American Heart Association – Primeiros Socorros 2008 (versão em português).

14. Além de colocar o bebê para dormir de barriga para cima, também posso dar uma leve inclinada no berço?

Colocando de barriga para cima, o estômago fica em posição mais adequada e diminuem as regurgitações. Lembre-se de que todo bebê pode vomitar e regurgitar.

Isso, na maior parte das vezes, não causa incômodo e melhora sozinho antes de 1 ano de vida. Só é doença se a criança perder peso, chorar muito, tiver problemas para respirar (chiado no peito, infecção de ouvido, laringite, etc.).

Se isso estiver acontecendo, somente um pediatra pode confirmar se é doença mesmo e como tratá-la.

Algumas vezes há a recomendação de inclinar o berço. Em geral não é necessário. Se for para fazê-lo, basta uma pequena inclinação. Para você ter uma ideia, qualquer calçada escorre água com 5% de inclinação.

  1. Dra. Zilda
  2. “Os primeiros anos de vida são os principais para que a criança adquira valores culturais e se transforme em semente de paz.”
  3. Papa Francisco
  4. “Apesar das injustiças e dos sofrimentos, a vitória do Senhor é certa”.

15. Gostaria de saber se posso colocar meu bebê para dormir de barriga para cima mesmo depois da amamentação. É preciso esperar que o bebê arrote?

Sim, o bebê deve ser colocado para dormir sempre de barriga para cima, mas é interessante esperar que o neném arrote antes de deitá-lo.

O arroto acontece quando o bebê solta o excesso de ar do estômago. Normalmente, o estômago deve ter um pouco de ar: isso ajuda que ele fique na posição correta e diminui os refluxos e regurgitações. Aliás, através de radiografias, pode-se observar ar no estômago logo ao nascimento.

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É mais comum acontecer do bebê ficar com excesso de ar no estômago quando ele mama muito rápido e quando se usa mamadeira. O peito da mãe é muito mais conveniente que a mamadeira e a perfeita adaptação à boca do bebê permite que o bebê mame melhor e engula menos ar. Assim, quando o bebê pega o peito de forma correta é possível que não arrote.

À noite, quando o bebê está relaxado, o arroto também é bem menos comum. Enfim, a falta de arroto não deve ser motivo de preocupação para os pais. Colocar a criança para arrotar é uma medida de conforto para os bebês pois o excesso de ar no estômago os incomoda.

O excesso de preocupação das mães com o arroto deve-se ao medo que a criança morra quando aspira vômito. Acontece que, com o avanço da medicina, foi-se percebendo que muitas das crianças que morriam com vômito na boca, não tinham vômito nas vias aéreas. Depois de morrerem, com o relaxamento dos músculos, é que houve o refluxo.

Estudou-se essas crianças e verificou-se que o cérebro de muitas delas tinha liberado substâncias que ativam a formação de vasos sanguíneos motivado por falta de oxigênio no cérebro nas últimas semanas (embora outras crianças morressem já no primeiro episódio de falta de respiração). Enfim, percebeu-se que a causa era vinculada à falta de respiração e não agudamente, obstruída por vômitos.

A partir das campanhas dos Estados Unidos (desde 1991/92), avaliou-se que a mortalidade diminuiu muito por morte súbita e não houve aumento nos raros casos de obstrução das vias aéreas.

Quanto à possibilidade do bebê engasgar com o vômito, isto acontece menos de barriga para cima, pois ele consegue mexer o pescoço. De lado, ele não tem como se mexer e, se vomitar muito, respirará na poça de vômito.

A morte súbita é muitíssimo mais frequente que a morte por aspiração de vômitos, pois até uma criança recém-nascida tem o reflexo da tosse. As mães ouvem uma criança vomitar ou, ao menos, tossindo para evitar a aspiração do vômito. Que mãe conseguiria ouvir um bebê que pára de respirar?

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”

A Pastoral da Criança se preocupa muito com o desenvolvimento saudável dos bebês e com os cuidados pós parto também, e reconhece que bebês prematuros precisam de atenção e cuidados redobrados.

Além das visitas domiciliares feitas pelos líderes, foi lançada a campanha  “Dormir de barriga para cima é mais seguro” em 2009, fazendo um esforço para combater mitos e informar a população sobre os riscos de bebês dormindo de bruços ou de lado, principalmente prematuros.

IMPORTANTE: O que fazer se o bebê engasgar | Tua Saúde

O bebê pode engasgar ao se alimentar, tomar mamadeira, mamar, ou até mesmo, com a própria saliva. Nesses casos, o que se deve fazer é:

1. Peça ajuda médica

  • Ligar rapidamente para o 192 para chamar uma ambulância ou SAMU ou os bombeiro ligando para 193, ou pedir que alguém ligue;
  • Observar se o bebê consegue respirar sozinho.

Mesmo que o bebê esteja respirando com dificuldade isso é bom sinal, pois as vias aéreas não estão completamente fechadas.

Neste caso é normal ele tossir um pouco, deixe-o tossir o quanto for preciso e nunca tente tirar o objeto de sua garganta com as mãos porque ele pode entrar ainda mais profundamente na garganta.

Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

A manobra de heimlich ajuda a retirar o objeto que está causando o engasgamento. Para fazer essa manobra deve-se:

  1. Deitar a criança sobre o braço com a cabeça um pouco mais baixa que o tronco e observar se existe algum objeto em sua boca que possa ser removido facilmente;
  2. Inclinar o bebê, com a barriga sobre o braço, para que o tronco fique mais baixo que as pernas, e dar 5 palmadas com a base da mão nas costas;
  3. Se ainda assim não for suficiente, deve-se virar a criança de frente, ainda sobre o braço, e efetuar compressões com os dedos médio e anular sobre o tórax, na região entre os mamilos. 

Mesmo que com estas manobras tenha conseguido desengasgar o bebê esteja atenta a ele, sempre observando-o. Em caso de alguma dúvida leve-o ao pronto socorro. Se não conseguir, ligue para o 192 e chame uma ambulância.

Se o bebê continuar 'molinho', sem nenhuma reação deverá seguir este passo a passo.

Sinais de engasgamento no bebê

Os sinais mais claros de que o bebê engasgou são:

  • Tosse, espirro, ânsia de vômito e choro durante a alimentação, por exemplo;
  • A respiração pode estar rápida e o bebê ficar ofegante;
  • Não conseguir respirar, o que pode pode causar lábios azulados e palidez ou vermelhidão na face;
  • Ausência de movimentos respiratórios;
  • Fazer muito esforço para respirar;
  • Emitir sons incomuns ao respirar;
  • Tentar falar mas não emitir nenhum som.

A situação é mais grave se o bebê não conseguir tossir ou chorar. Nesse caso os sintomas presentes são pele azulada ou arroxeada, esforço respiratório exagerado e eventual perda de consciência. 

Certos bebês podem parecer ter engasgado mas quando os pais tem certeza de que ele não colocou nada na boca, devem levar a criança para o hospital o mais rápido possível porque existe a suspeita de que ele alergia a algum alimento que tenha ingerido, o que causou inchaço das vias aéreas e está impedindo a passagem do ar. 

Principais causas de engasgo no bebê

As causas mais comuns que levam o bebê a engasgar são:

  • Tomar água, suco ou mamadeira na posição deitado ou recostado;
  • Enquanto está mamando; 
  • Quando os pais colocam o bebê deitado depois dele comer ou mamar sem ter arrotado ou regurgitado ainda;
  • Ao comer grãos de arroz, feijão, pedaços de fruta escorregadias como manga ou banana;
  • Pequenos brinquedos ou peças soltas;
  • Moedas, botão;
  • Bala, chiclete, pipoca, milho, amendoim;
  • Pilhas, bateria ou íman que podem estar nos brinquedos.

O bebê que engasga de forma frequente mesmo com a saliva ou quando enquanto dorme pode estar com dificuldade para engolir, o que pode ser causado por alguma alteração neurológica e por isso deve-se levar a criança ao pediatra para que possa identificar o que está acontecendo.

O que fazer quando o bebê engasga na hora de mamar?

Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

Olá, pessoal! Hoje falaremos sobre o ENGASGO, tema que sempre preocupa demais as mães e pais e, por mais que muita gente ache que é algo raro de acontecer, não é não!

Eu mesma passei por essa situação diversas vezes com a Estherzinha quando ela era menor. Nos primeiros meses de vida ela engasgava muito, eu procurava colocá-la mas sentadinha, mudava as posições mas eram bem frequente os engasgos. Perdi a conta de quantas vezes dormi com ela em meus braços, para que ela pudesse dormir mais confortável.

Uma vez a Esther engasgou feio. Na hora eu não tive dúvidas e fiz a manobra de Heimlich com ela, e quando ela começou a chorar e melhorou, eu desabei e comecei a chorar. É, mesmo sendo pediatra, também sou mãe, e quando é o SEU filho, tudo muda.

Durante a amamentação, seja no peito ou com mamadeira, é importante tomar cuidado para evitar, por exemplo, que o bebê se engasgue. Mas o que fazer se isso ocorrer?

Os bebês já nascem sabendo sugar, porém o processo de sugar e engolir, para alguns, pode levar mais tempo para ser aprendido.

Cada bebê é único, portanto, alguns podem apresentar menos dificuldades na hora de engolir e outros podem apresentar mais, ou seja, ele acaba sugando o leite rápido demais e não consegue engolir todo o leite que está em sua boca. Nesse tipo de caso, pode ocorrer o que chamamos de “afogamento com o leite”.

Caso um engasgo ou afogamento ocorra, o primeiro passo é manter a calma. Sei que nesses momentos, quando se trata da vida de nossos pequenos, é muito difícil, quase impossível, mas é necessário manter a calma e ser racional para ajudar o bebê.

O segundo passo é fazer a desobstrução das vias aéreas. Para isso, rapidamente coloque o bebê de bruços (com a cabeça inclinada para baixo). Dê leves batidinhas nas costas com a palma da mão ou faça uma leve pressão na região dorsal para provocar tosse e, portanto, a liberação do leite. Lembre-se que os movimentos precisam ser leves e delicados!

Esse tipo de engasgo é comum em crianças pequenas que não estão ingerindo o leite na posição correta, porém se a mãe notar que os engasgos são frequentes, é aconselhável conversar com o pediatra para que uma análise seja feita.

Pode ser que o fluxo de leite materno seja muito forte ou, em casos de bebês que tomem mamadeira, pode ser que o líquido saia muito rápido.

Outros fatores que causam engasgo podem estar relacionados à deglutição ou ao refluxo gastroesofágico, porém somente o especialista será capaz de fazer o diagnóstico correto.

Listei abaixo algumas dicas que podem ajudar a evitar esse problema! Confira:

  • É muito importante que durante a amamentação, a mãe esteja observando seu bebê. Assim, será mais fácil para que ela conheça a melhor forma de amamentar seu bebê e ajudá-lo a ter melhor proveito do seu leite;
  • É recomendado colocar o bebê na posição “ventral” durante a amamentação para evitar engasgos, porém a posição ideal varia de mãe para mãe e de bebê para bebê;
  • Evite deixar o bebê dormir em posição horizontal após mamar, e sim prefira deixá-lo verticalmente;
  • Se o bebê faz uso da mamadeira, não deixe que ele se alimente sozinho durante os primeiros 6 ou 7 meses, assim será mais fácil controlar a quantidade e a velocidade de leite ingerida.
  • Confira no vídeo abaixo como fazer a MANOBRA DE HEIMLICH para desengasgar seu filho! 
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Ficou com alguma dúvida? Já passou por uma situação como essa com seu bebê? Deixe a resposta nos comentários!

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Um bjo,

Dra Kelly Marques Oliveira

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Especialista dá dicas de como evitar engasgos em recém-nascidos • Paraíba Online

Da Redação*. Publicado em 20 de janeiro de 2020 às 10:32.

Nas últimas semanas, dois bebês morreram asfixiados na Paraíba, sendo um em Campina Grande e outro em João Pessoa, após as mães darem de mamar.

Em CG, após a amamentação, a mulher foi fechar o portão e na volta o bebê já tinha se asfixiado. Em João Pessoa, após ser amamentada, a criança foi colocada no berço e a mãe voltou a dormir. Ao acordar, ela percebeu que a filha estava sem vida.

Durante entrevista à Rádio Campina FM, a médica pediatra Socorro Martins deu dicas de como evitar a morte por asfixia de bebês.

Ela ressaltou que, sempre que amamentar, o bebê deve ser colocado em pé no ombro da mãe ou do pai para que arrote e deve permanecer nessa posição por pelo menos 20 minutos. Caso ele não realize o ato, pode colocá-lo apenas sentado no bebê conforto e esperar, ou passar pelo menos uma hora com ele no braço até que consiga.

– É importante que esse processo seja realizado para evitar engasgos e asfixias. Os pais devem ficar atentos, principalmente aos prematuros, porque eles têm um retardo gástrico maior e também muito refluxo. Isso faz parte da maturidade do trato gastrointestinal dos bebês – disse.

A médica ainda alertou que, após a amamentação, nunca deve trocar a fralda com a criança deitada, mas sim sentada. Não balançar o bebê, especialmente após a mamada. O berço deve ser mais elevado, pois os recém-nascidos têm um retardo maior na digestão.

Como Evitar Que O Bebe Se Engasgar Dormindo?

Foto: Reprodução

– Se ocorrer o acidente, os pais ou cuidador não devem entrar em pânico. Devem realizar a manobra de Heimlich, que consiste em colocar o bebê de barriga para baixo, apoiado na coxa e segurando, com uma das mãos, a cabeça do bebê. Com a outra dar espalmadas com a parte inferior da mão nas costas da criança, algumas vezes.

Isso ajuda a liberar as vias aéreas e a criança voltar a respirar. É importante limpar com uma fralda ou até com a própria roupa do recém-nascido, alguma secreção que venha a sair da boca dele.

Às vezes acontece de se engasgar e bronco aspirar, e se os pais observarem que o(a) filho(a) continua cansadinho, apesar de estar respirando, é necessário levá-lo ao hospital – contou.

Especialistas do RS mostram como agir quando um bebê se engasga

Após três casos de morte de bebês por suspeita de asfixia em cidades do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, nas últimas semanas, o Jornal do Almoço, da RBS TV, conversou com especialistas para mostrar como proceder em caso de engasgamento com leite, além de orientar sobre como é possível evitar acidentes.

Em um dos casos, um menino de um ano morreu após beber leite da mamadeira em uma creche de Santa Clara do Sul. Os exames apontaram asfixia. Outros dois casos com suspeita de asfixia ocorreram em Lajeado.

Um bebê de cinco meses morreu em casa horas depois de mamar. A mãe percebeu que algo estranho havia acontecido quando, ao meio-dia, o bebê não havia acordado.

No outro caso, um menino de cinco meses que vive em um abrigo morreu depois de ter mamado.  

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  • Laudo preliminar aponta morte por asfixia de criança em creche

De acordo com os médicos, alguns cuidados básicos são essenciais para evitar que uma tragédia aconteça. Logo após beber o leite, o bebê precisa ficar em pé por pelo menos 10 minutos, até arrotar. Só depois disso ele pode deitar, e sempre com a barriga para cima.

“Caso o bebê dormiu e não arrotou, a gente prega que o bebê seja deitado de lado, garantindo que, se ele se virar, fique de barriga para cima. Eles nunca devem dormir de barriga para baixo, assim teremos risco maior de asfixia e morte súbita”, explica o pediatra João Paulo Weiand.

Já em casos de emergência, o socorrista João Paulo da Silva orienta sobre os procedimentos corretos a serem aplicados. Ele tem experiência de sete anos em resgate de vítimas. “Tenho certeza de engasgamento. Então procuro uma cadeira, sento rapidamente com o bebê.

Uso dois dedos afastados (médio e anelar, formando um V com a mão), e coloco na clavícula. Deito o bebê (de bruço) sobre as pernas, acho a escápula nas costas, e no meio dou cinco golpes”, recomenda, salientando que é necessário a repetição até a chegada do socorro.

A Brigada Militar geralmente é acionada quando um bebê passa pelo problema. Em Estrela, na mesma região, um policial ajudou uma avó que entrou em contato por telefone, desesperada, porque seu neto recém havia se engasgado com leite, e estava inconsciente. A gravação do atendimento, que ocorreu dia 26 de setembro, também pode ser conferida no vídeo acima.

O policial militar pediu, primeiramente, para que a avó tivesse calma. Depois, orientou a senhora a colocar o bebê com a barriga em cima do seu braço, com a cabeça em sua mão. A boca da criança deveria ficar virada para a palma da mão, mas sem trancar a respiração, dando umas palmadinhas nas costas.

Em seguida, o policial ouviu da avó que o bebê começou a chorar. Em três minutos ele voltou a respirar, recorda o PM.

A criança ficou duas semanas na UTI e se recupera em casa. Nessa última quarta-feira (16), o policial foi visitar o bebê que ajudou a salvar. O menino de dois meses, agora, descansa com atenção redobrada da família.

“Vou levar para o resto da vida. Não tenho palavras para dizer a satisfação que eu estou sentindo”, destacou o policial em visita à família. “Graças a Deus. Se não fosse ele, talvez o bebê não estivesse vivo”, agradeceu a tia da criança, Sabrina da Silva.

Engasgos em bebês podem ser comuns; saiba como preveni-los – Bem Paraná

Amamentação

27/08/18 às 13:24 Atualizado às 13:27 Redação Bem Paraná com assessoria

Quem é mãe de primeira viagem (ou até mesmo de segunda ou terceira…) fica um pouco aflita quando o bebê engasga, principalmente depois da amamentação. Mas sabendo a maneira correta de amamentar, a alimentação se torna mais segura e tranquila.

A fonoaudióloga, mestre e doutora do Hospital Otorrinos Curitiba Carla Maffei, explicou por que o engasgo acontece e também esclareceu a dúvida de algumas pessoas que dizem que quando alguém engasga é porque o alimento entrou no ‘buraco errado’.

“O ‘buraco errado’ se refere à fisiologia da deglutição. O caminho por onde segue o alimento se inicia na fase oral, onde o alimento é triturado e pulverizado na boca pela mastigação e ejetada para a faringe pelo movimento da língua. Na faringe há dois caminhos – os tais buracos, como dizem por aí: o esôfago e a laringe.

O esôfago conduzirá o alimento da boca ao estômago e a laringe conduz o ar ao pulmão. Estas duas estruturas são muito próximas e quando há um desequilíbrio entre estas estruturas ocorre o ‘engasgo’. Ou seja, o alimento, em vez de seguir para o esôfago e estômago acaba penetrando na laringe e pulmão, ocasionando o ‘engasgo’.

Se repetida várias vezes pode ocasionar a pneumonia broncoaspirativa”, explicou a especialista.

  • Como prevenir o engasgo nos bebês
  • É possível prestar atenção em alguns cuidados para que o bebê não engasgue após a amamentação ou a ingestão de outro alimento. A doutora Carla listou importantes orientações para alimentar a criança de modo seguro:
  • 1 – Posicione o bebê sentado em seu colo, e não deitado;
  • 2 – Certifique-se de que o bebê tenha uma boa embocadura no seio (‘pega’) ou no bico da mamadeira;
  • 3 – Se o bebê estiver sendo alimentado pela mamadeira, observe se o bico é de característica ortodôntica, e com o furo realizado por uma agulha. As marcas mais recomendadas são da Chuca e Nuck, que evitarão que o bebê engula o ar enquanto mamam, pois possuem válvulas anti-cólicas;
  • 4 – Após a mamada, coloque o bebê na postura em pé em seu colo com a cabeça apoiada no ombro, batendo de leve nas costas;
  • 5 – Nunca agite o bebê após a mamada. Ao contrário do que muitas pensam, com esse movimento facilitará o vômito, engasgos e o refluxo gastroesofágico;
  • 6 – Mantenha-o na postura em pé para arrotar;
  • 7 – Após cerca de trinta minutos nesta postura coloque o bebê no berço, se possível com a cabeceira elevada, para evitar refluxo gastroesofágico.
  • E na hora de dormir?      

A melhor postura para acomodar um bebê no momento de dormir, de acordo com Carla, é de lado e com a cabeceira do berço elevado, mudando de posição sempre que possível. “Nunca de barriga para cima”, alerta.

E se a criança engasgar?

Caso a criança se afogue, a orientação é colocá-la no colo de barriga para baixo e bater nas costinhas para que, por ação da gravidade, consiga expelir o alimento que “engasgou”. Engasgo pode ter relação com algum problema mais grave?

O “engasgo” é um alteração da fisiologia da deglutição, onde há uma má coordenação das funções da deglutição e respiração e possivelmente da voz. Segundo a doutora, se os casos de engasgo forem muito frequentes, eles devem ser avaliados pelo pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo especialista em disfagia, além da realização de exames apropriados para obter um diagnóstico preciso.

“Também é indicado o exame para diagnóstico da disfagia, o videodeglutograma, o teste de deglutição por radioimagem, que é considerado padrão ‘ouro’ dentro da medicina para este tipo de diagnóstico. O fonoaudiólogo centrará suas considerações de tratamento com base no videodeglutograma”, acrescenta.

Mito ou verdade?

É comum ouvirmos por aí que quando alguém engasga a dica é levantar as mãos para cima. Mas será que existe alguma relação entre esse procedimento e a melhora do quadro? A doutora Carla esclarece:

“É mito. O ideal é tossir e posicionar o tronco para frente, para que, por ação da gravidade, o alimento saia. Caso fique parado na garganta, é preciso buscar imediatamente um posto de saúde ou hospital para atendimento”, orienta.

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‘Morrer engasgado’ é força de expressão?

Outra expressão muito comum é quando, diante de um engasgo, as pessoas dizerem que ‘quase morreram engasgadas’. Seria um exagero ou isso, de fato, pode acontecer? Segundo a especialista, infelizmente isso pode acontecer.

“Principalmente com alimentos sólidos, os quais são colocados na boca em pedaços grandes e mal mastigados. Outro fator importante que leva a engasgos mais sérios é a falta de dentes. Este tipo de engasgos com sólidos pode levar à obstrução das vias aéreas inferiores, causando sufocação e expondo a vida a riscos”, resumiu.

Sobre Carla Maffei

Carla Maffei é professora titular no Curso de Especialização e Residência em Otorrinolaringologia do Hospital da Cruz Vermelha do Paraná e Universidade Positivo. Possui graduação em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1985). Especialista nas áreas de Voz (Centro de Estudos da Voz-CEV/SP) e Motricidade Orofacial (UTP) com área de concentração em Disfagia.

Mestre em Distúrbios da Comunicação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2002) e Doutora em Odontologia, com área de concentração em Estomatologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2010).

Atualmente é fonoaudióloga clínica, hospitalar e pesquisadora atuando nos Hospitais São Vicente (HOSVI), Hospital da Cruz Vermelha do Paraná (HCV), Hospital Pilar e Hospital Otorrinos Curitiba.

Sobre o Hospital Otorrinos Curitiba

O Hospital Otorrinos Curitiba é a mais nova referência no atendimento da área de otorrinolaringologia da capital paranaense. Inaugurado em setembro de 2015 no bairro Mercês, o hospital possui estrutura moderna, excelente localização, tecnologia de ponta e profissionais altamente renomados para oferecer o melhor atendimento aos pacientes.

Em outubro de 2017, foi inaugurado o moderno Centro Cirúrgico, localizado na ala anexa. Com capacidade para realizar três cirurgias ao mesmo tempo, o Centro Cirúrgico conta com quartos e enfermarias, e oferece total segurança e conforto aos pacientes que necessitarem de procedimentos na área de otorrinolaringologia e demais especialidades.

O Hospital Otorrinos Curitiba possui horário de atendimento diferenciado: diariamente, das 8h às 22h; feriados, das 8h às 20h. Para maior comodidade dos pacientes, possui estacionamento no local.

  1. O hospital atende aos seguintes convênios: Unimed, Amil, Agemed, Bradesco Saúde (somente consultas eletivas), Evangélico Saúde, Fundação Copel, Fundação Sanepar, ICS, Saúde Caixa, Voam e particular.
  2. Serviço:
  3. Hospital Otorrinos Curitiba
  4. Rua Doutor Roberto Barrozo, 1381, 1º andar – Mercês
  5. Telefone: (41) 3335-0302

Site: www.otorrinoscuritiba.com.br

Dicas para evitar que a criança engasgue

O engasgo de crianças é uma das situações que mais assusta os pais. Também chamado de engasgamento, é mais comum em crianças menores de 4 anos pelo fato de terem as vias aéreas superiores (formadas pelo nariz, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia) pequenas e também porque, nesse período da infância, o hábito de colocar objetos na boca é mais acentuado. Agrava a situação o fato de que os pequenos não controlam a mastigação por não possuírem os dentes molares, importantes para a trituração de alimentos.

Mas nem sempre é um alimento sólido ou um objeto que causa o engasgo. Há casos em que o bebê engasga com o leite materno, que se torna um corpo estranho no sistema respiratório. Há dois tipos de engasgo:

  • Parcial
  • Quando ainda passa um pouco de ar, mas não a quantidade ideal. A criança pode tossir e esboçar sons
  • Total
  • Quando as vias respiratórias estão completamente obstruídas e, com isso, a criança tem falta de ar importante, não consegue falar, nem tossir e costuma ficar com os lábios e até com as unhas arroxeados
  1. A situação é considerada uma emergência pelo fato de que pode levar a criança à perda de consciência e até à morte por asfixia.
  2. Como agir em casos de engasgos
  3. Embora a primeira reação dos adultos diante de um engasgamento costuma ser o desespero, os pediatras reforçam a importância de se manter a calmo e saber agir com rapidez para ajudar a criança a expelir o alimento ou objeto que está causando o sufocamento.
  4. A técnica ensinada em cursos de primeiros socorros para o desengasgamento é a Manobra de Heimlich, criada pelo médico norte-americano Henry Heimlich.

Se as manobras não surtirem efeito, chame o atendimento de urgência, mas mantenha os procedimentos até o socorro médico chegar. Um alerta importante é para nunca tentar usar os dedos para retirar o objeto da garganta da criança, pois a atitude poderá empurrá-lo ainda mais fundo, piorando a situação.

Sem riscos

Veja alguns cuidados importante para evitar que as crianças engasguem:

  • Às crianças menores de quatro anos, ofereça alimentos amassados e com as fibras desfiadas
  • Evite dar a elas alimentos com risco potencial para aspiração, como salsicha, balas duras, amendoim, milho, feijão, castanha, nozes, pedaços de carne, pipoca, chiclete e peixes com espinho
  • As crianças devem ser alimentadas sentadas no cadeirão, quando bebês, ou à mesa. Se elas comem andando ou correndo, podem ficar com o alimento na boca, sem que os pais percebam
  • Supervisione sempre a alimentação das crianças, mesmo as que são maiores e sabem comer sozinhas
  • Esteja atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos mais velhos oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores
  • Sirva os alimentos em pedaços bem fininhos e, desde cedo, ensine a criança a mastigá-los bem antes de engolir
  • Mantenha fora do alcance de crianças pequenas itens como moedas, bolinhas de gude, botões, balões de borracha, canetas com tampa removível e brinquedos com peças pequenas e indicados como inadequados para a faixa etária do seu filho
  • Não vista as crianças pequenas com roupas que contenham botões fáceis de sair, broches ou detalhes em feltro que podem ser descolados das peças

Texto: Karina Fusco | Edição: Thaís Guimarães de Lima | Design: Alex Mendes e Fernanda Assato

Fonte: ONG Criança Segura, Sociedade Brasileira de Pediatria, Universidade de São Paulo (USP) e Ministério da Saúde

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.



Cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida

Pediatra fala sobre os principais cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida. 

Dúvidas e inseguranças fazem parte do cotidiano dos pais quando o assunto é filho recém-nascido. O bebê deve dormir de barriga para cima? E se ele engasgar? De quanto em quanto tempo tenho que amamentá-lo? Como dar o primeiro banho?

O pediatra Paulo Borcher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), tira algumas dúvidas comuns sobre os principais cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida.

Que cuidados específicos é preciso ter com os recém-nascidos? 

O bebê não deve dormir na cama dos pais, mas, nas primeiras semanas, pode dormir no berço ou carrinho no quarto dos pais, pois os sons que ele emite no caso de engasgo são sutis e difíceis de serem ouvidos a distância. Agasalhar o bebê de acordo com a temperatura também é fundamental para evitar o superaquecimento.

Em que posição o bebê deve dormir? 

O bebê deve dormir sempre de barriga para cima, pelo menos até o quinto mês de vida. No berço, não deve haver travesseiros, protetores de grade, cobertores, colchas, bichinhos de pelúcia, entre outros objetos de decoração que podem sufocar a criança.

Como diferenciar o choro de dor do choro de fome nos recém-nascidos?

O bebê só chora quando algo o incomoda, como frio, calor (por causa da roupa excessiva), cólica, fralda muito úmida, com fezes ou urina, ou quando sente fome. O choro de fome é inconsolável e não para até que o bebê seja alimentado.

É possível criar uma rotina para o recém-nascido? Como?

A rotina de cuidados do bebê depende do ritmo dele e de sua mãe. Com o tempo, as coisas vão se ajeitando, permitindo que a mãe cuide de si e de seus afazeres.

Como dar banho no bebê antes do umbigo cair e quais produtos de higiene são indicados?

O banho pode e deve ser dado a partir do primeiro dia de vida, com água morna e sabonete neutro, como o de glicerina. O umbigo pode ser molhado normalmente. Após enxugar o bebê, limpe o umbigo com álcool a 70% e cotonete, da base para a ponta do coto e, principalmente, na junção da pele com o coto. O álcool, além de antisséptico, também tem poder secante. Não utilize cinteiro ou faixa.

Veja também: Aprenda a maneira correta de dar banho e limpar os bebês

Amamentação

De quanto em quanto tempo o bebê precisa mamar? 

O bebê amamentado ao seio não precisa obedecer a um horário rígido, por exemplo, de três em três horas. O melhor é adotar a livre demanda, ou seja, o bebê demonstrou fome, ofereça o seio.

Quanto tempo ele demora para arrotar após as mamadas?

Esse tempo varia muito, vai depender da quantidade de ar que o bebê engole durante as mamadas. Para facilitar o arroto, coloque-o na posição vertical apoiado em seu ombro e dê uns “tapinhas” bem leves nas costas dele. Às vezes a criança não arrota e deve ser colocada de lado, sobre o lado direito, sempre com a supervisão de um adulto.

O que fazer se o bebê engasgar durante as mamadas? 

Coloque-o no colo com a barriga para baixo e a cabeça mais baixa do que o tronco e dê tapinhas leves em suas costas, até que ele golfe o conteúdo. É importante abrir a boquinha do bebê e ver se ele não enrolou a língua para dentro, e se isso acontecer, puxe-a com o dedo.

Veja também: O que fazer em caso de engasgamento

Ele precisa tomar água no período em que estiver sendo amamentado, ainda que esteja no verão? 

O bebê em aleitamento materno exclusivo não necessita de água ou outro líquido (como chás) nos intervalos, mesmo no calor. O leite materno supre totalmente suas necessidades de líquido.

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