Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

O ser humano não funciona de forma automática no que diz respeito aos afetos. Pensar em alguém é um reflexo de que essa pessoa tem um significado para você. Sem embargo, é possível que deixar de pensar nela constantemente seja o melhor para você como, por exemplo, quando amamos alguém que não corresponde esse amor.

Portanto, não se trata tanto de deixar de pensar em alguém, mas sim em mudar o foco dessa experiência emocional. Como deixar de pensar em alguém? Em Psicologia-Online, te oferecemos ideias para tirar alguém da cabeça e do coração.

O processo de esquecimento é gradual. Como conseguir parar de pensar em alguém?

1. Mantenha a mente ocupada com outros assuntos

Por exemplo, você pode aprender um novo idioma, ter aulas de um curso que você gosta, ir na academia, focar-se nas ocupações imediatas do trabalho, elaborar um plano de melhora de emprego, surpreender amigos com detalhes especiais… Isso significa que você vai esquecer essa pessoa? Não, mas quando você se ocupa dessa forma, acaba controlando o seu pensamento através da programação de uma agenda que requer a sua implicação pessoa.

2. Não faça coisas que te prejudicam

Por exemplo, quando você consulta as redes sociais dessa pessoa, alimenta a memória ao invés de esquecê-la. Para manter distância dessa pessoa, recomendamos que você evite situações que te levam a reforçar a imagem dessa pessoa na sua mente. Evite ver fotografias, por exemplo.

O que acontece se, em algum momento, você não consegue evitá-lo? Seja bondoso consigo mesmo(a) e continue o seu caminho.

3. Procure não esquecer os defeitos

Ao invés de alimentar a idealização, tente se enfocar nos aspetos que você não gosta nessa pessoa e recorde comportamentos menos dignos de admiração. Você pode potenciar o processo de esquecimento se fixando conscientemente nessa perspetiva. Confira o que é a idealização e como evitá-la nesse artigo.

4. Compartilhe o seu objetivo de esquecer

Informe as outras pessoas da sua máxima confiança do seu compromisso em esquecer essa pessoa. Quando você verbaliza o seu desejo entre amigos importantes, aumenta a sua motivação nessa meta. Além disso, eles também serão um apoio para você por poderem comentar detalhes dessa evolução. Para esquecer alguém é preciso tempo, mas o tempo não faz tudo sozinho.

5. Saia com outras pessoas

Quando você sente que não consegue parar de pensar em alguém, corre o risco de ficar fechado(a) nesse pensamento. No entanto, quando, ao invés de se isolar, você tenta ativar as suas relações para nutrir o seu bem-estar emocional com conversas e encontros, estará ampliando o seu mapa nesse momento da sua vida.

Contudo, para além desses conselhos, a chave definitiva da mudança reside na convicção clara que de que parar de pensar em uma pessoa é o melhor para você.

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

Em que situações é urgente deixar de pensar em alguém? Em Psicologia-Online, enumeramos um catálogo de situações possíveis:

1. Parar de pensar no ex

Um término de namoro não se materializa completamente até que a pessoa tenha interiorizado essa informação na sua mente e no seu coração. É aí que o adeus ganha um significado profundo. Para esquecer o ex-namorado, você precisa fazer o processo de luto necessário.

2. Esquecer alguém que te faz sofrer

Quando a memória de uma pessoa é sinônimo de dor, você necessita avançar para além desse fato para curar as emoções que sente em relação a esse acontecimento. O ser humano é tão complexo que pode sofrer por uma memória muito longe no passado.

Por exemplo, é possível que, em relação a esse ponto, algo que podia ter sido e não foi seja o que te faz sofrer. A eterna questão de não saber o que podia ter sido caso você tivesse feito algo diferente na vida. Ninguém pode adivinhar o ontem, a realidade é a que foi.

Concentre-se no presente!

3. Dar muito e receber pouco

A conta bancária emocional das relações pessoais está em um bom momento quando existe um equilíbrio entre dar e receber. No entanto, quando a dor de dar muito a uma pessoa que não te responde com indiferença é repetitiva, é normal que isso te afete em forma de sofrimento. Nesse caso, é essencial que você deixe de pensar em alguém como uma prioridade para você.

4. A memória te rouba mais do que oferece

O pensamento faz parte da vida, assim como a memória. Quando pensar em alguém se torna um peso que te afasta do bem-estar e alegria desejados, é positivo fazer algo em relação a isso. Por exemplo, quando esse pensamento se converte em uma forma de ruminação mental.

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

  1. Essa pessoa teve o seu momento na sua vida mas, por determinadas circunstâncias, precisa ficar no passado. É importante esquecer o passado e viver o presente.
  2. Para esquecer alguém, não é apenas necessário removê-la da sua vida, mas também do seu pensamento.
  3. Quando você dedica muito tempo a pensar em alguém que pertence ao seu passado, não deixa espaço para o novo.
  4. É possível que pensar nessa pessoa seja a úncia forma de manter o vínculo anímico através das emoções que você sente no seu interior. Sem embargo, é preciso deixar essa recordação ir para aceitar a realidade.

Finalmente, para conseguir deixar de pensar em alguém, e necessário seguir alguns conselhos que a psicologia oferece:

  • Conclua qual é o motivo pelo qual você tomou essa decisão e aja de forma coerente com esta motivação inicial.
  • Elabore um plano. O que você vai fazer para deixar de pensar tanto nessa pessoa? Crie uma lista de ações que você pode realizar para atingir esse objetivo.
  • Defina objetivos que você possa cumprir para reforçar o sue nível de autoconfiança. Não faça promessas impossíveis. Não acelere o processo de esquecimento através da pressa. Tome o tempo que você necessita mas avance no seu caminho.
  • Leia uma frase de inspiração de um autor famoso cada dia.Conecte com a mensagem do dia como um mantra de plenitude. Se uma frase não for particularmente útil, troque-a por outra.
  • Escreva uma carta de despedida na qual você expressa uma mensagem de esquecimento. Escrevê-la e verbalizá-la ajudará a dar o primeiro passo.

Como deixar de pensar em alguém? Começando a pensar em você.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Como parar de pensar em alguém, recomendamos que entre na nossa categoria de Sentimentos.

Pensamentos Intrusivos: como tratar o problema? – Portal

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça? Pensamentos Intrusivos – Saiba como tratar o problema

A mente humana é muito poderosa, e cada pensamento tem o potencial de se tornar forte e agir de maneira transformadora em nossa vida. Por meio do pensamento positivo, o indivíduo é capaz de modificar comportamentos e espalhar luz por onde passa. 

Porém, existem outros tipos de pensamentos, que, em muitos momentos, dominam a nossa mente de forma negativa e acabam não contribuindo tanto assim com o nosso crescimento individual, podendo causar diversos problemas, caso não sejam devidamente controlados: são os chamados pensamentos intrusivos.

Para entender melhor do que se trata e de que forma eles se manifestam e agem em nossa mente e vida, convido você a me acompanhar nesta poderosa leitura e conferir. 

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O que são pensamentos intrusivos?

Pensamentos intrusivos são aqueles que causam ansiedade, destroem a autoconfiança e fazem o indivíduo pensar em coisas e fatos ruins, podendo, com isso, tornarem-se obsessivos. Quem tem pensamentos intrusivos costuma sempre esperar que coisas ruins aconteçam, desconfia das pessoas (até mesmo, daquelas que são próximas e queridas) e tende a ser inquieto e impaciente.

Uma das causas mais comuns para o surgimento dos pensamentos intrusivos é a ansiedade. Nesse contexto, eles acabam aumentando os medos e potencializando os demais sintomas do transtorno. 

  • Por mais que sejam realmente e verdadeiramente assustadores em diversos aspectos, os pensamentos intrusivos são tidos como um mecanismo normal, que passa pela cabeça de todo e qualquer tipo de pessoa, sendo algo que faz parte da forma como a mente humana funciona. 
  • Entretanto, é na constância e frequência que está o perigo dos pensamentos intrusivos, já que, uma vez instalados, eles têm a tendência de se retroalimentar, gerando, assim, um grande círculo de pensamentos negativos, catastróficos, preocupações excessivas e, na maioria dos casos, irreais, sendo que é exatamente nestes pontos que mora a enorme dificuldade de superá-los quando surgem. 
  • Quando isso acontece, os pensamentos intrusivos podem aumentar os sintomas da ansiedade, prejudicar a vida social do indivíduo e levar ao desenvolvimento de transtornos emocionais ainda mais intensos, como transtorno bipolar, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. 

O que os pensamentos intrusivos podem causar?

Quando torna-se algo frequente na vida de uma pessoa, os pensamentos intrusivos têm o grande potencial de causar angústia, dor, sofrimento, um medo constante, não só de situações diversas, mas também da interação com outras pessoas, o que potencializa os efeitos e sintomas da ansiedade e também atrapalha o desenvolvimento pessoal e profissional do indivíduo. 

Ao deixarem de ser imaginações bobas, que em muitos casos passam rapidamente pela mente da pessoa, os pensamentos intrusivos podem impactar negativamente a sua vida pessoal, prejudicando suas relações, com amigos e familiares, levando-a, aos poucos ao isolamento. 

Já no trabalho, um profissional com pensamentos intrusivos não consegue ser tão produtivo e nem entregar suas demandas de forma satisfatória, mesmo que tenha competências e habilidades suficientes para isso. Além disso, outro ponto que também sai prejudicado são as relações interpessoais, que todo indivíduo precisa desenvolver para crescer na carreira. 

Estas são efetivamente impactadas, já que o colaborador passa a ter ideias e atitudes que sabotam as mesmas, bem como o seu próprio crescimento enquanto profissional.

Como lidar com os pensamentos intrusivos?

Como pudemos perceber, caso não recebam a atenção necessária e não sejam devidamente tratados, os pensamentos intrusivos poderão se intensificar e causar maiores danos à vida do indivíduo. 

Sabendo disso, compartilho com você dicas importantes, que vão te ajudar a desenvolver mecanismos de enfrentamento, caso você esteja vivendo este problema. Continue a leitura e confira:

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Procure a causa

A primeira ação a ser tomada para lidar com os pensamentos intrusivos é procurar a sua causa. Digo isso, pois, em muitos casos, eles podem estar realmente relacionados a problemas e transtornos mentais, dos quais o indivíduo pode não ter consciência que tem, como os que citei acima: ansiedade, depressão, bipolaridade, e por aí vai. 

Neste caso, se você perceber que estes pensamentos estão se tornando frequentes em seu dia a dia e que você está com medo excessivo, se isolando cada vez mais, o ideal é que você se submeta a um processo de investigação, procurando ajuda especializada.

É preciso identificar qual é a causa destes pensamentos. Além da ansiedade, existem alguns transtornos emocionais responsáveis pelos pensamentos intrusivos. São eles:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada;
  • Fobia Social;
  • Síndrome do Pânico.

Para identificar a causa destes pensamentos, é fundamental buscar ajuda com profissionais capacitados, como psicólogos ou psiquiatras, que poderão indicar o melhor tratamento para cada caso. Além disso, com o tratamento ideal e correto, é possível resistir gradativamente a estes pensamentos negativos.

Tente pensar de forma racional

A primeira coisa que é preciso ter em mente é que os pensamentos intrusivos, na maioria dos casos, se tornam algo irreal, conforme vai ganhando forma.

Neste sentido, todas as vezes que eles surgirem, ou seja, quando você começar a se imaginar fazendo coisas absurdas, tente parar por um instante e se perguntar: “Eu realmente seria capaz de fazer isso? Este pensamento faz sentido? De 0 a 10, qual a chance de eu me colocar em uma situação como esta?”.

Conforme você colocando esta técnica de enfrentamento em prática, mais ela vai ganhando força diante dos pensamentos intrusivos e mais você passa a entender que nada disso é real ou tem chance verdadeiramente acontecer. 

Medite

A meditação é uma prática de contribui, de forma efetiva, para o combate aos pensamentos intrusivos. Isso porque trata-se de um método que ajuda a todo indivíduo que vive esta experiência a observar o funcionamento de sua própria mente, entrando em contato com a sua consciência e também com o seu inconsciente. 

  1. Neste sentido, este processo vai contribuir, efetivamente e na prática, para que você passe a entender cada vez mais e melhor o que se passa em sua cabeça, principalmente nos momentos em que este estiver sendo tomadas por estes tipos de pensamentos.
  2. Além disso, a meditação, sendo algo tão poderoso, vai te fazer, conforme você for praticando, se reconectar com a sua essência, com a sua força interior, tendo, assim, a oportunidade de alinhar corpo e mente e, dessa maneira, fortalecer, cada vez mais, as ações e os pensamentos positivos. 
  3. Para que você comece agora mesmo a mergulhar neste processo, compartilho com uma meditação que gravei em vídeo, e que vai te ajudar a ter a serenidade de que precisa para lidar de frente com os pensamentos intrusivos. Confira e pratique diariamente:

Tudo ganha o peso e a proporção que nós damos

Muitas vezes, nós somos impactados por acontecimentos, que podem ser facilmente contornados e resolvidos, porém, a primeira reação que temos é sempre de medo e desespero. Dificilmente, em uma situação adversa, nós paramos para pensar racionalmente, no sentido de compreender qual o real tamanho do problema. 

Com os pensamentos intrusivos acontece exatamente a mesma coisa, ou seja, um pensamento ruim puxa outro e isso acaba tomando uma forma, que, para o indivíduo que sofre com esta situação, somente o pior pode acontecer. 

Entretanto, é preciso entender, que tudo em nossa mente tem o peso e a proporção que nós mesmos damos. Sendo assim, se um pensamento catastrófico surge e toma conta de tudo, é porque de alguma forma isso foi sendo alimentado. 

Porém se o contrário acontece, ou seja, se esse mesmo pensamento vem e nós lidamos com ele de forma a perceber e dar a ele o seu verdadeiro tamanho e importância, mais chances teremos de combatê-lo e mandá-lo embora, bem como de expulsar quaisquer outros que surgem e queiram nos assustar. 

Tudo é uma questão de prática.

Desenvolva o seu autoconhecimento e autoconfiança

Em muitos casos, algo que o pensamento intrusivo faz com o indivíduo é minar a sua autoconfiança e autoestima, uma vez que os pensamentos que geralmente surgem geram medo, insegurança e sensação de fracasso. 

Neste sentido, algo no qual você pode trabalhar é para desenvolver o seu autoconhecimento. O que quero dizer com isso? Que você deve procurar conhecer quais são suas principais potencialidades, ou seja, os pontos fortes, habilidades e competências que você possui e que te ajudam a ter um desempenho de excelência, tanto em sua vida pessoal, quanto na profissional. 

Além disso, o autoconhecimento vai te ajudar a ter maior consciência também sobre os seus pontos de melhoria, que são aquelas atitudes e comportamentos que você tem em seu dia a dia e que acabam atrapalhando a sua evolução contínua. 

Tomando consciência de tudo isso, você terá a oportunidade de fortalecer seus pontos fortes, fortalecendo também a sua autoestima e autoconfiança, e de eliminar as crenças limitantes e comportamentos sabotadores, transformando-os, efetivamente e na prática, em crenças positivas, que vão te ajudar a enfrentar os pensamentos intrusivos que queiram te diminuir. 

Assim, cada vez que algum pensamento sabotador e intrusivo surgir em sua mente, você vai sempre começar a dizer a si mesmo que você é capaz, talentoso, criativo e querido pelos seus familiares e amigos, bem como por seus colegas de trabalho.
Com o tempo, você estará mais seguro de suas habilidades pessoais e profissionais e livre desses pensamentos que só fazem mal a você e às pessoas que te rodeiam.

Tenha sempre um pensamento positivo na manga

Você já ouviu falar naquela técnica de toda vez que uma reclamação surgir em sua mente, você deve combatê-la, enumerando ao menos três motivos que tem para agradecer? Aqui a técnica que incentivo você a utilizar é praticamente a mesma. 

Todas as vezes que os pensamentos intrusivos quiserem ganhar forma em sua mente, lance mão de um gatilho positivo em sua mente, ou seja, pense em algo que te faça se sentir bem, feliz, alegre. 

Pode ser uma pessoa, um acontecimento, uma experiência positiva que você viveu e que te deixou com a sensação de real felicidade, enfim, o importante aqui é ter sempre esta carta na manga, pois ela vai te ajudar a afastar aos poucos estes pensamentos, que vão se tornando torturantes, se tomamos suas rédeas. 

A vida moderna e os pensamentos intrusivos

  • Como eu disse mais acima, os pensamentos intrusivos podem surgir em decorrência de diversos transtornos psicológicos e situações de nosso dia a dia, que muitas vezes nos vemos incapazes de controlar. 
  • Entre estas situações, que também têm um grande potencial de desencadear os transtornos mentais que mencionei ao longo do texto, está a vida moderna e tudo o que ela trouxe e traz diariamente para nossa realidade.
  • Hoje vivemos de forma tão acelerada, tendo que atender uma infinidade de demandas, em casa e no trabalho, bem como as expectativas das pessoas que nos rodeiam, que muitas vezes, não conseguimos fazer absolutamente nada de forma satisfatória: não trabalhamos direito, nos alimentamos mal, passamos cada vez menos tempo com quem gostamos, não praticamos mais exercícios físicos e muito menos atividades de lazer, que nos deixem em paz com nós mesmos e com o universo ao nosso redor. 
  • A consequência disso é que acabamos nos sentindo extremamente pressionados, tanto na vida pessoal, quanto também na profissional, o que nos faz ficar cada vez mais estressados e doentes, pois não estamos sabendo lidar com estes excessos, que acabam nos consumindo pouco a pouco durante a nossa vida. 
  • Neste sentido, é fundamental que nos empenhemos verdadeiramente, para realizar o movimento contrário, ou seja, que organizemos nossa rotina, de forma que possamos atender bem todas as demandas relacionadas a ela.
  • Tudo isso, sem esquecer de inserir atividades de autocuidado, que são essenciais, para nos fortalecermos internamente e, assim, conseguir combater, não só o pensamento intrusivo, mas também a lidar com a ansiedade, depressão, com o TOC, e com todos estes transtornos, que têm, a todo momento, tirado a nossa paz. 
  • Reflita sobre isso e veja, agora mesmo, o que você pode começar a fazer por você. 

Agora me conte, querida pessoa: o que você achou deste conteúdo? Já tinha ouvido falar em pensamentos intrusivos? Deixe suas impressões sobre o assunto nos comentários e lembre-se de compartilhar o artigo em suas redes sociais, para contribuir com o conhecimento de seus amigos. 

Copyright: Ollyy / Shutterstock

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11 maneiras de tirar alguém de sua cabeça | Familia

Saiba o que fazer quando a melhor saída é seguir em frente e deixar para trás aquela pessoa que causou sofrimento a você.

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

Sabe quando você percebe que está em uma relação nada saudável, com muitos altos e baixos e sente que seu parceiro lhe traz mais angústia, preocupação e desapontamentos do que alegria nos últimos tempos?

Este tipo de relacionamento é bastante prejudicial, se transforma em sofrimento emocional e físico. Ficar magoado e guardar rancor de uma pessoa por muito tempo pode refletir em doenças físicas, como depressão, problemas cardiovasculares ou doenças autoimunes.

Se isso está acontecendo, tenha certeza de uma coisa: você precisa se desintoxicar! Atualmente, cuidamos tanto de nossa alimentação, preferindo alimentos orgânicos, ou às vezes, livre de gordura, glúten ou lactose para ter uma vida mais saudável. Mas será que estamos cultivando também apenas os relacionamentos que vão fazer bem e trazer longevidade?

Lembre-se que você tem o controle de sua vida. Tem liberdade para escolher quem deseja manter do seu lado.

No livro The Last Best Cure: My quest awaken the healing parts of my brain an get back my body, my joy and my life (Em tradução livre seria A última melhor cura: Minha busca para despertar as partes do meu cérebro e conseguir de volta meu corpo, minha alegria e minha vida), a autora Donna Jackson Nakazawa sugere 11 passos para conseguir esquecer aquela pessoa que só faz mal para você e ter alegria novamente:

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1. Dê tempo ao tempo

Muitas vezes, precisamos entender que só o tempo cura algumas feridas. Quando encontrar a pessoa, fale menos e evite conflitos. Quanto menos se deixar levar pelo que a outra pessoa quer que você faça, melhor será para você.

2. Não revide os ataques

Eu sei que não é fácil, e ninguém quer ser conhecido por ter “sangue de barata”. Mas, ao não reagir a um insulto e ignorar os ataques de outra pessoa, você toma o poder da situação e vai desarmar o parceiro, fazendo ele perceber o quanto está errado e que está lhe perdendo.

3. Não tome a culpa para si

É muito fácil o outro lado colocar a culpa no parceiro pelos rumos que a relação está tomando.

Saiba que você não é o culpado de tudo, desentendimentos acontecem em todos os relacionamentos, e os dois lados se sentem prejudicados. Agora, tomar para si a responsabilidade de tudo é um fardo muito pesado.

Entenda que os dois tomaram atitudes que levaram a relação à ruina. Tome consciência disso e siga em frente!

4. Domine a sua raiva

Em meio a tantos problemas, o maior deles a ser enfrentado é a sua própria raiva, pois ela cria uma nuvem em que é possível enxergar cada problema em sua proporção exata.

O professor de meditação budista Norman Fischer sugere antes de tudo lidar com você mesmo, meditar, respirar, e fazer algum exercício, como uma longa caminhada em silêncio.

“Use o que for preciso antes de lidar novamente com qualquer outra pessoa”, diz Fischer.

5. Não tente agir como outra pessoa

Algumas vezes nos espelhamos em pessoas que parecem bem-sucedidas e com um casamento feliz. Contudo, nos momentos de conflito, não adianta pensar “se fosse tal pessoa em meu lugar, acho que agiria assim”.

Eles não vivem no mesmo contexto que você, e não adiantaria muito tentar ser outra pessoa enquanto o que você mais precisa é reencontrar a sua essência.

Nesses momentos, é melhor se acalmar e ouvir apenas a você mesmo.

6. Não trate seus pensamentos como fatos

Não acredite em tudo o que você pensa. Temos a mania de tirar conclusões precipitadas e maximizar problemas, sofrendo até mesmo de ansiedade e depressão por fatos que não existiram e por palavras que não foram ditas. Fuja desses pensamentos negativos que pioram as situações.

7. O que eu posso aprender com isso?

Este é um estágio muito importante que você precisa passar. Depois da discussão e de conseguir vencer a raiva, é hora de colocar as ideias no lugar. Nossas atitudes depois disso vão determinar seu crescimento e amadurecimento, o que vai aprender depois da experiência dolorida.

A professora de meditação e psicóloga Tara Brach sugere que, depois de uma briga, se alimentamos a raiva e rancor, adicionamos ao nosso próprio reservatório de sofrimento, seguindo a fórmula “Um evento + nossa reação = sofrimento”. Quando somos capazes de vencer a raiva e entender nossos sentimentos, temos uma oportunidade de aprender algo.

Assim, seguimos a fórmula “Um evento + pergunta + presença = crescimento”. Vença a raiva e pare de sofrer aprendendo com as adversidades da vida.

8. Não deseje voltar no tempo

Ficar remoendo os eventos passados só fazem mal para você mesmo. O que passou ontem está tão no passado quanto o que aconteceu há 10, 20 ou 100 anos. Não dá para mudar os eventos passados, mas você tem ainda muitos “amanhãs” pela frente para escrever uma nova história.

9. Perdoe, por você mesmo!

O perdão é um passo importante para você se libertar completamente do sofrimento que o outro lhe causou. Pode ter sido horrível o que aconteceu, mas não seja fiel ao seu sofrimento. Você quer ser a pessoa que venceu o sofrimento e conseguiu perdoar, ou ser aquele que nunca mais se recuperou de um trauma? O perdão vai ser libertador, principalmente para você.

10. Deseje coisas boas

Outro ponto difícil de superar é o pensamento negativo – aquele desejo que a outra pessoa tenha uma vida muito mais dura e sofrida após lhe causar tanto mal. A doutora Wanda Lasseter-Lundy sugere que isso pode acabar lhe deixando louco! Deseje sempre coisas boas ao outro, que ele encontre luz e sabedoria em seu caminho.

Pode ter certeza que este caminho não é fácil, pode durar dias, meses ou anos. Mas você colherá como resultado uma vida com muito mais alegria e sentido.

O maior exemplo de paciência, amor e perdão passou por esta Terra, andou fazendo o bem e mesmo assim foi traído por um amigo e morto sem ter qualquer pecado.

Ao buscar estas qualidades, superando as injustiças e perdoando quem lhe feriu, você estará se aproximando cada vez mais Dele.

Por que criamos memórias do que nunca aconteceu? – BBC News Brasil

  • Juliana Gragnani – @julianagragnani
  • Da BBC News Brasil em Londres

Como Esquecer Algo Que Não Sai Da Cabeça?

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Para Martin Conway, diretor de centro de Direito e Memória da City University no Reino Unido, pessoas mais velhas devem continuar socializando para manter a mente ativa

Não importa que tenhamos memórias falsas, diz o britânico Martin Conway, o importante é que elas se encaixem com a ideia que temos sobre nós.

A chamada “memória autobiográfica” é o que esse professor de psicologia cognitiva da City University of London, no Reino Unido, e diretor do Centro de Memória e Direito da mesma universidade vem estudando há 40 anos. Na visão dele, todos criamos inadvertidamente recordações que não correspondem à realidade, mas que se adequam à história que construímos sobre nossa vida e personalidade.

“Memórias autobiográficas, de períodos mais longos, de meses, anos ou décadas, servem mais para nos ajudar como indivíduos, para nos definir”, diz ele em entrevista à BBC News Brasil.

“Então não é particularmente importante que a memória seja bastante precisa. O que importa é que seja consistente, que se encaixe com a sua vida, com o que você constrói sobre você mesmo.

E esse processo pode ser inconsciente.”

Conway também é contrário às críticas que associam novas tecnologias a uma espécie de “terceirização da memória”. “Sempre soubemos que nossa cognição é imperfeita, e sempre buscamos maneiras para suplementá-la. Pessoalmente, eu acho bom. A tecnologia expande nossa memória, não o contrário”, afirma.

Ele diz que a memória não é um músculo que pode ser exercitado. “Aprender um instrumento musical, uma nova língua, uma nova área de conhecimento, tudo isso é bom. Vai te fazer mais inteligente e esperto.

Mas não vai fazer sua memória melhorar”, afirma.

A melhor coisa para a memória, diz ele, é socializar e conviver com amigos e familiares — algo que promove aprendizados e que, segundo ele, faz bem para a memória e para a mente como um todo.

Leia os principais trechos da entrevista da BBC News Brasil com Conway:

BBC News Brasil – O que é memória? É correto dizer que é a recordação de uma experiência ou de um evento?

Martin Conway – É uma pergunta difícil. Não é uma recordação literal. É quase como uma obra de arte baseada em uma foto do passado. E por causa disso a memória frequentemente contém erros.

Podemos defini-la como uma representação com uma importância pessoal grande que tem alguma conexão com o passado, mas que não necessariamente representa o passado como uma foto, um vídeo ou uma recordação no diário faria.

BBC News Brasil – Por que o Sr. diz que ela frequentemente contém erros?

Conway – Às vezes, podemos checar o conteúdo de memórias contra fatos objetivos, e quando o fazemos, percebemos que muitas vezes nossas memórias contêm erros. É comum que sejam erros sobre detalhes.

Também podemos nos lembrar de coisas que nunca aconteceram. Todo mundo já passou por isso.

Memórias são essas construções mentais que são como obras de arte, e às vezes obras de arte são fictícias, não?

Para entender por que pode conter erros, precisamos entender as diferentes funções das memórias. Uma delas é recordar o passado imediato. Esse tipo de recordação é razoavelmente preciso.

Outro tipo, que chamamos de memórias autobiográficas, de períodos mais longos, de meses, anos ou décadas, servem mais para nos ajudar como indivíduos, para nos definir. E então é nesse momento que não é particularmente importante que a memória seja bastante precisa.

O que importa é que seja consistente, que se encaixe com a sua vida, com o que você constrói sobre você mesmo. E esse processo pode ser inconsciente.

BBC News Brasil – Então as memórias definem a percepção que temos sobre nossa vida? Ou é o contrário: o que construímos sobre nossas vidas define nossas lembranças?

Conway – As duas coisas interagem. É algo que chamamos de coerência. Há memórias que chamamos de “autodefinidoras”. Elas provavelmente vão nos direcionar para certas direções e objetivos que buscamos em nossas vidas e vice-versa.

Se não interagirem, é um problema. Em casos de doenças mentais, por exemplo. Você pode se lembrar de algo que não é você, não se encaixa na percepção que você tem sobre si.

E daí você tem que, de alguma forma, viver e integrar isso na sua vida e a percepção que tem sobre ela.

Crédito, Martin Conway/Divulgação

Legenda da foto,

'Memória é como uma obra de arte baseada em uma foto do passado', diz Martin Conway, diretor do Centro de Memória e Direito da City University of London

BBC News Brasil – As pessoas dizem que a memória está sempre em construção, ou sempre mudando. Isso é verdade?

Conway – As memórias não podem estar sempre mudando, porque daí não teríamos consistência. Elas mudam, mas não tanto quanto se imagina. Conhecimento abstrato, conceitual, dados como “Eu fiz faculdade? Fiz” —isso não vai mudar. Coisas específicas assim não vão mudar. Só que tem que haver consistência, mas também uma flexibilidade construtiva.

Você não vai se esquecer de ter trabalhado em um lugar específico, mas haverá muitos episódios relacionados àquilo que você poderá lembrar com detalhes diferentes. Ou seja, você provavelmente vai se lembrar, na sua vida, de ter trabalhado na BBC, mas vai se lembrar de muitos episódios relacionados a isso com detalhes diferentes.

O importante é que haja coerência com o quadro mental que você vai pintar sobre ter trabalhado na BBC.

Outra visão com a qual não concordo muito é a de reconsolidação. É uma abordagem científica que diz que todas as vezes que você se lembra de uma memória, você muda ela. Eu acho que isso levaria a um sistema de memória muito instável. Nós somos muito estáveis, temos a necessidade e desejo de memórias consistentes.

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BBC News Brasil – Por que criamos memórias de coisas que nunca aconteceram?

Conway – Às vezes são coisas que nós imaginamos que aconteceram. Talvez você tenha imaginado muito e esqueceu que era uma imaginação, e aquilo volta como uma memória. Isso acontece muito com memórias de infância. Sua mãe pode ter lhe dito: “Tínhamos um grande jardim verde e brincávamos lá, você estava sempre rindo”.

E mais tarde você pode se lembrar dessa cena, sem se tocar que era uma história que sua mãe lhe contou. Ou então você pode ter imaginado algo quando criança — algo que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. Você pode lembrar disso como uma memória.

E isso pode ser consistente e coerente com suas crenças sobre quem você era e suas atitudes em relação ao mundo, e isso é ok.

Memória e imaginação acontecem nas mesmas redes neurológicas do nosso cérebro. Quando você não está focado ou focada em tarefas, quando você está pensando na vida, no futuro, no passado, essas grandes e complicadas redes neurológicas ficam online. Lembrar e imaginar acontecem na mesma rede.

BBC News Brasil – Então nós criamos lembranças falsas?

Conway – Não há dúvidas de que sim. Se é intencional ou não, é outra questão. Pesquisadores concordam em relação a uma coisa: ninguém se senta, pensa e cria uma memória falsa assim. Você pode conversar com alguém, imaginar algo que poderia ter acontecido, e gradualmente isso se transforma em algo que você se lembra como real.

BBC News Brasil – Qual é a diferença entre memórias a longo prazo e memórias a curto prazo, e por que lembramos de umas e não de outras? Às vezes nos esquecemos do que comemos no café da manhã.

Conway – É porque o café da manhã é algo entediante! (Risos) Mas vamos falar sério: memórias a curto prazo duram cerca de 30 segundos. Um exemplo é algo que você acabou de dizer, as exatas palavras que você disse.

Memórias intermediárias, de eventos recentes, o que eu tomei no café da manhã, se passeei com o cachorro, são importantes porque nos ajudam a nos localizar no tempo e no espaço. Mas, com o tempo, você se lembra menos e menos, como o que você fez ontem, três dias atrás, uma semana, um mês atrás.

E então existe uma função de retenção: você acaba se lembrando mais de eventos de grande relevância para você, como os relacionados a seus objetivos, preocupações e desejos.

Legenda da foto,

Memórias autobiográficas não precisam ser precisas, só precisam fazer sentido com o que imaginamos sobre nossas próprias vidas

BBC News – Brasil – E memórias de infância, existem?

Conway – Essa é uma questão interessante. Muitas pesquisas já foram feitas sobre isso. O cérebro está se desenvolvendo nesses períodos.

Estudos mostram que os lobos frontais ainda não estão completamente desenvolvidos quando você tem vinte e poucos anos. Minha hipótese é que lembramos comparativamente pouco dos 5 aos 10 anos, e que passamos a lembrar mais na adolescência.

Além disso, há muitas diferenças de pessoa para pessoa, por causa do desenvolvimento do cérebro, e diferenças culturais.

Pessoas de culturas asiáticas, por exemplo, lembram menos de detalhes de memórias como crianças. Isso porque são socializadas a lembrarem memórias que envolvem um coletivo — lembram-se de falar com a mãe ou com a avó, por exemplo, e não tanto de “eu”. Nas culturas ocidentais, somos criados para nos lembrar de coisas que nos definem como indivíduos, como “eu fiz isso”, “eu fiz aquilo”.

BBC News Brasil – Se não conseguimos nos lembrar de fatos, conseguimos nos lembrar de sentimentos dessa época?

Conway – A pergunta que temos que nos fazer é: é possível, em primeiro lugar, lembrar-se de qualquer sentimento? Quando você diz: “Senti medo, raiva” ou qualquer coisa do tipo… Era esse mesmo o caso? Você pode se lembrar de detalhes de um evento e inconscientemente e sem intenção construir a partir disso memória de como você se sentiu.

Além disso, as medidas podem mudar. Por exemplo, posso me lembrar de me sentir muito feliz jogando futebol em um campinho quando tinha 7 anos de idade. Mas a felicidade que eu senti aos 7 anos é a mesma felicidade que eu sinto hoje? O que você se lembra não corresponde, necessariamente, a como as coisas eram.

BBC News Brasil – Existem memórias coletivas?

Conway – Sim. Não tê-las é um problema. Por que que as pessoas às vezes não as têm? É uma repressão das memórias, que pode ser consequência de um problema na sociedade, em geral. São memórias importante porque provavelmente são memórias de eventos negativos.

E eventos negativos transmitem mais informação que eventos positivos, são mais informativos sobre o mundo e às vezes são sobre coisas que podem ser ameaçadoras. Você se lembra de como as coisas podem dar errado para não repeti-las. Também há memórias relacionadas a gerações.

Há memórias de que meus outros amigos velhos também se lembram, e isso nos conecta.

Legenda da foto,

'A felicidade que eu senti aos 7 anos é a mesma felicidade que eu sinto hoje?', pergunta-se o professor Martin

BBC News Brasil – A tecnologia de hoje em dia afeta nossa memória? Estamos terceirizando nossa memória para aplicativos e aparelhos?

Conway – Temos que lembrar que a humanidade sempre suplementou sua cognição com a tecnologia. Escrever é provavelmente nossa maior tecnologia. Sempre soubemos que nossa cognição é imperfeita, e sempre buscamos maneiras para suplementá-la. Pessoalmente, eu acho bom. Eu acho incrível. A tecnologia expande nossa memória, não o contrário.

BBC News Brasil – Podemos exercitar nossa memória para tentar melhorá-la?

Conway – Não. A memória não é um músculo. Aprender um instrumento musical, uma nova língua, uma nova área de conhecimento, tudo isso é bom. Vai te fazer mais inteligente e esperto. Pode ser bom para sua “memória de trabalho”, que é sua habilidade de brevemente manipular informação, mas não vai fazer sua memória melhorar. Vai fazer todo o conjunto funcionar bem.

Se você desistir e parar de aprender coisas novas, as coisas não irão bem. Uma das coisas que fazem uma diferença enorme é o quão bem socializamos com os outros. Fomos evoluídos para socializar, e quanto mais o fazemos, melhor nosso cérebro trabalha.

Sair com amigos e familiares e interagir é a melhor coisa que você pode fazer pela sua mente e para sua memória. Socializando, você aprende coisas novas o tempo todo, aprende sobre pessoas, sobre si próprio. Socializar é um aprendizado gigante.

E pessoas que permanecem dentro de seus grupos sociais sofrem menos declínio cognitivo, e isso inclui comprometer menos a memória.

BBC News Brasil – O que o Sr. diria para pessoas mais velhas sobre a memória?

Conway – Permaneçam engajados com seus círculos sociais, seus netos, amigos, colegas. É a coisa que mais pode fazer a diferença. Não há dúvidas de que a memória deteriora. Manter todo o sistema mental vivo trará benefícios. Socializar é bom para a memória, para o pensamento e a imaginação. É bom para tudo.

BBC News Brasil – O que acontece quando ficamos com Alzheimer? O Sr. acredita que um dia haverá uma cura?

Conway – As pessoas ficam com placas entre os neurônios que entopem os caminhos neurais do cérebro. Isso leva ao déficit de memória. Explicar como isso acontece são conjecturas… Há muitas pesquisas, e uma teoria, acredite se quiser, é que há uma relação com a bactéria que causa a gengivite. É só uma teoria recente.

Com Alzheimer, não podemos construir mais memórias. Os pacientes se esquecem de grandes partes de suas vidas. Você, por exemplo, poderia não se lembrar mais de que trabalhou para a BBC. Você perde grandes partes da sua vida que te ajudam a te definir como pessoa. Acredito que encontraremos uma cura, mas o caminho é longo, e não será fácil ou simples.

BBC News Brasil – A medicina e a ciência poderão melhorar nossa memória no futuro?

Conway – Certamente. Quando entendermos exatamente como o cérebro funciona, poderemos manipulá-lo. O grande problema é que temos que pensar como o conhecimento é representado no cérebro. Há neurônios que formam nosso cérebro, mas também há proteínas.

Tem que haver um tipo de código genético que represente o conhecimento que pode ser lido e levado à consciência. A questão é: como o conhecimento é representado? Não são genes. É uma ação que está criando proteínas, que formam alguns aspectos desse código que estamos imaginando.

Quando entendermos isso, poderemos intervir em prol da nossa memória.

BBC News Brasil – Nossa memória tem limites?

Conway – Bom, há uma visão que diz que sim, que a memória tem uma capacidade limitada. Outra visão, que é a minha, é a de que não é nossa memória que é limitada, é nossa habilidade para acessar nossas memórias que é limitada.

As memórias estão armezanadas nas conexões neurais do nosso cérebro, ou nas moléculos geradas pelos neurônios, e em princípio poderiam representar tudo que experimentamos em nossas vidas. A pergunta é: podemos acessá-las? A resposta é que provavelmente não, pelo menos não conscientemente.

É o que eu acho, mas a maioria dos outros pesquisadores especialistas em memória me acharia louco.

BBC News Brasil – E quem acredita que a memória tem limites, acha que acontece o quê com nossas recordações?

Conway – Que elas são perdidas, esquecidas, sobrescritas.

BBC News Brasil – E por que o Sr. não acha que isso acontece?

Conway – Porque acredito que elas nos formam, formam nossa personalidade, nossa interação com os outros, os amigos que escolhemos, e que não somos necessariamente conscientes disso.

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