Como Encontrar Um Trabalho Que Você Ame?

Como Encontrar Um Trabalho Que Você Ame?

Como Encontrar um Trabalho que Você Ame

Todos nós sabemos como é o trabalho perfeito: é muito bem remunerado, respeitado, com alta notoriedade, estimulante intelectualmente e ainda emocionalmente gratificante. Nós também sabemos que esse não é o nosso emprego.Lemos biografias sobre a carreira de músicos famosos, atores, atletas, benfeitores, políticos, celebridades e também daqueles empresários que conquistaram tudo.

Assistimos pessoas lutando pelo trabalho dos sonhos em reality shows. Vemos pessoas super energéticas e apaixonadas pelo que fazem superando obstáculos e alcançando suas ambições e seus sonhos. E ainda assim nós nunca conseguimos fazer nada disso.Esta aula foi elaborada para te ajudar a pensar no que você realmente quer da sua vida profissional e o que você quer fazer para ganhar a vida.

Nós começamos olhando os fatores que definem as nossas escolhas de carreira – da experiência da nossa família aos testes de vocação – e se isso ajuda ou impede a nossa busca por novas oportunidades. Vamos explorar o que seria realmente um trabalho significativo – um que sirva mais do que para apenas pagar as contas e ao invés disso expanda o nosso horizonte pessoal.

Deveríamos estar buscando dinheiro ou status? Qual é a importância de ter uma trabalho que incorpore os nossos valores pessoais ou que use os nossos talentos? É melhor ser um generalista ou um especialista? Será que o seu trabalho dos sonhos será tão satisfatório quanto você imagina que seja?

INFORMAÇÕES PARA A AULA

LÍDER DO CURSO SP

Mônica Barroso é consultora, empreendedora e facilitadora com foco em jornadas de aprendizagem, estruturação e gestão de iniciativas sociais, facilitação de encontros colaborativos e processos de desenvolvimento de indivíduos, grupos e organizações.

Formada em Administração de Empresas pela EAESP-FGV, com com MSc e PhD em Políticas Sociais pela London School of Economics, passou por diversas organizações em diferentes papéis, desenvolvendo e coordenando projetos voltados à sustentabilidade dentro de uma visão multi-stakeholder e contemplando as dimensões da cultura, meio ambiente e geração de renda de forma integrada.

 Trabalha há 15 anos no campo do desenvolvimento socioambiental no Brasil.

Viveu junto a comunidades tradicionais na Amazônia e desde então trabalha com o desenvolvimento de soluções econômicas a partir da cultura e do meio ambiente.

O que: aula

Quando e onde:

  • Seg 5 Mar 2018 19h30 – 22h30
  • The School of Life SP

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Trabalhe só com aquilo que ama e você nunca mais vai amar aquilo que ama

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Ninguém que trabalha com o que ama só tem dias felizes, a ponto de suprimir os maus períodos (Foto: Getty Images)

Nunca acreditei no ditado “escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”, atribuído ao pensador chinês Confúcio, que viveu cerca de 500 anos antes do início da Era Cristã ou cerca de 2.500 anos atrás. Filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos, Confúcio enfatizava uma moralidade pessoal e governamental, procedimentos adequados nas relações sociais, a Justiça e a sinceridade.

saiba mais

Os valores dele, à época, ganharam protagonismo na China em relação a outras doutrinas, como o legalismo e até ao taoísmo, na Dinastia Han.

Seus pensamentos viraram termo, o confucionismo, embora nenhum de seus textos tenha sido comprovado. Por isso, a Academia, sabiamente, evita cravar certos aforismos de Confúcio ligados às tradições e crenças da China do passado, aforismos esses que veneram a ancestralidade, o respeito aos mais velhos, a lealdade à família e um governo ideal.

“Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”, sendo escrito por Confúcio ou por outro pensador, pode ter feito sentido 25 séculos atrás. Hoje, soa burlesco e infantil. Ninguém que trabalha com o que ama só tem dias felizes, a ponto de suprimir os maus períodos.

Primeiro, porque a palavra “trabalho” deriva do latim tripalium ou tripalus – uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Pior ainda: houve um tempo em que nomeou um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare, cujo primeiro significado era “torturar”.

  • O que pode haver de bom nisso?
  • Trazendo para 2020, último ano da segunda década do século 21, quando o mundo do trabalho se vê sacudido pela tecnologia, flexibilidade, exponencialidade e um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA, em inglês), penso que seria o caso de atualizarmos o ditado de Confúcio para: “Trabalhe só com aquilo que ama e você nunca mais vai amar aquilo que ama”.
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Sim! Porque (quase) ninguém mais encontra a completude da vida por meio de uma atividade só.

A chave, para mim, está no equilíbrio e na harmonia entre história pessoal e profissional.

Esse “bem-estar geral”, que impacta a saúde física, emocional e mental, gerou, em inglês, o termo Work-Life Balance, autoexplicativo.

Profissionais saudáveis e produtivos são aqueles que sabem que este balanceamento nunca atinge a perfeição e, portanto, deve ser perseguido diariamente.

Sabem que trabalhar com o que se gosta pode ser incrível, mas nem sempre a vida nos dá essa chance. Sabem o valor de “ligar para a saúde”, das pausas, das férias e dos momentos com a família e os amigos.

Sabem que a rotina – ainda que pareça perfeita – carece de limites.

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Autoconhecimento, autocuidado e autocontrole

O balanceamento saudável passa pelo respeito a si e a aqueles que convivem conosco. E, mais importante: não aceita receita. Funciona para você, já que tem fit com os seus desejos e necessidades.

Como infelizmente a gente só percebe isso quando é tarde demais, meus conselhos são:

• Tenha consciência de que o estresse acumulado prejudica a saúde física e mental, os relacionamentos e a felicidade em geral

• Avalie o seu grau de disponibilidade na vida e no digital. Será que você precisa estar acessível o tempo todo?

• Abandone o perfeccionismo! Você não é super-herói e ninguém te julgará menor, se sua entrega vez ou outra não estiver 210%. Às vezes, 100% está de ótimo tamanho

Segundo Marilyn Puder-York, PhD e autora de “O Guia de Sobrevivência do Escritório”, perfeccionismo em excesso pode se tornar um hábito sem controle e descambar no esgotamento.

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“À medida que a vida se expande, é muito difícil, tanto neurológica quanto psicologicamente, manter o hábito da perfeição. A opção mais saudável é lutar não pela perfeição, mas pela excelência”, escreve Marilyn, coach executiva com um histórico de 30 anos de sucesso.

Exercite o autoconhecimento, o autocuidado e o autocontrole.

Ao se conhecer, cuidar da própria saúde e tornar-se resiliente e atento às interrupções que te atrapalham, você arranjará tempo e energia para o quê – e quem – realmente importa.

*Marc Tawil é empreendedor e comunicador multiplataforma. É head da Tawil Comunicação, Nº 1 LinkedIn Brasil Top Voices & Live Broadcaster e apresentador do podcast Autoperformance, na Rádio Jovem Pan. É também autor de HarperCollins Brasil, editora pela qual publica, em 2020, o livro “Seja Sua Própria Marca”.

Escolha um trabalho que você ame e nunca terá que trabalhar: uma mentira – William Oliveira

  • Uma frase clássica: Escolha um trabalho que você ame e você nunca terá que trabalhar um dia em sua vida
  • Supostamente uma frase de Confúcio.
  • O título do artigo parece que eu quero arrumar uma briga com algum palestrante da área de RH, empreendedorismo ou que trabalhe motivando as pessoas para grandes empresas, porém não é isso.
  • Leia o artigo até o final para ver se você concorda com minhas ideias a respeito dessa frase/filosofia/pensamento ou se discorda e podemos iniciar uma ótima conversa filosófica nos comentários.
  • Eu já disse essas frases para muita gente:
  • trabalhe com o que você gosta
  • busque um emprego em uma área que você ame
  • trabalhe em algo que você se motive todos os dias para voltar no dia seguinte
  • trabalhe com o que ama e nunca vai sentir que está trabalhando
  • trabalhe com o que gosta e não vai se sentir cansado
  • se você gosta de uma área se esforce para atuar nela
  • busque especialização no que você faz para nunca precisar trocar por uma área que você não goste

Eu, de verdade, acredito que você deve gostar do que faz ou todos os dias de sua vida serão um purgatório, mas não quero que você se iluda achando que não estará trabalhando só porque trabalha com algo que você acha legal como eu acho que sugere essa frase.

Se trabalho fosse um lugar somente para se divertir, se chamaria parque de diversões e não trabalho. Uma frase de: Eu

Trabalhar é empenhar-se em algo para concretizar um objetivo.

Quando trabalhamos queremos realizar algo. Queremos pegar um problema e resolver. Queremos pegar uma matéria bruta e transformar em um produto. Ou algo relacionado a nos esforçar para concretizar uma ideia.

Existem diversos tipos de trabalhos e você pode ver mais sobre alguns tipos clicando aqui.

Antigamente as pessoas trabalhavam para construir suas habitações próximo a um lago ou rio para conseguir plantar o que comer e também trabalhavam para caçar seu alimento. Hoje em dia trabalhamos para empresas. Micro-empresas, pequenas empresas, grandes empresas ou empresas gigantes.

Quase todo tipo de trabalho, hoje em dia, é para uma empresa. A não ser quando estamos trabalhando em casa para manter tudo em ordem, pois nesse momento estamos trabalhando para nós mesmos.

  1. Eu sou um grande fã do empreendedorismo e da área de gestão empresarial, mas será que quando essa frase foi dita o autor realmente se referia somente a vender nosso precioso tempo e força de trabalho para uma empresa gerar lucros exorbitantes?
  2. Lembrando que eu não sou contra empresas, não sou contra o vínculo entre CNPJ e CPF/CNPJ e muito menos contra a frase, só quero que não se iluda.
  3. Ao contrário do que parece até agora eu dedico boa parte do meu tempo para motivar as pessoas a trabalharem ou buscarem emprego com o que realmente gostam de fazer.
  4. Só quero que pensemos um pouco mais em relação a frase em questão e que sejamos mais realistas quanto ao que é trabalho.
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O objetivo de uma empresa é gerar lucros. Não precisamos nos enganar achando que esse não é um dos objetivos principais de uma empresa graças aos seus valores e visão que normalmente ficam escritos em seus sites na sessão “sobre nós” e ditos nas entrevistas de emprego e integrações e normalmente são valores lindos de se ver.

Como uma empresa se manteria em pé sem dinheiro? Como eles pagariam seus funcionários, suas contas, seus escritórios ou qualquer encargo a respeito de manter a empresa aberta sem lucrar? Sonhos não mantém uma empresa aberta. – Eu acho

Não estou querendo dizer que as empresas nos enganam quando escrevem sua visão e valores, pois isso é escrito e acordado entre gente que realmente quer que aquilo aconteça. Normalmente pela diretoria da empresa em conjunto com outros membros de cargos de liderança estratégica e esses sonhos e essa visão de futuro é o que move a empresa para frente. É o alicerce dos resultados da empresa.

  • Normalmente é o que buscamos quando trabalhamos.
  • Mas de alguma maneira eles precisam ganhar dinheiro, pois eles não vão receber investimento a toa.
  • E, também, quem disse que a empresa buscar lucro é errado?
  • Empresas ganham dinheiro explorando algum nicho/problema da sociedade.

Bancos existem por dois motivos, empresas de TI existem por dois motivos, empresas de entrega existem por dois motivos, etc. Os motivos são: resolver um problema e ganhar dinheiro.

Empresas querem resolver o problema do usuário/cliente/parceiro, mas também querem, precisam, ganhar dinheiro com isso. Afinal se esforçam bastante para resolver algo que outra pessoa não quis ou não se moveu para resolver antes.

  1. Agora sim… Dissertado sobre o que é trabalho e quais são os objetivos de uma empresa, vamos falar mais sobre a frase.
  2. Essa frase é linda em um mundo onde não temos trânsito, problemas pessoais, problemas de saúde, problemas de relacionamento, dentre vários outros problemas.
  3. Se nós trabalhamos para uma empresa é porque precisamos de dinheiro para sobreviver e nada mais justo que trabalharmos com o que gostamos para sentir menos as dores de vender esse nosso tempo, eu concordo.

Pense comigo, você pode adorar sua profissão, só que: O que te faz mais feliz? Perder tempo no trânsito, trabalhar o dia inteiro, as vezes com problemas de saúde/pessoais e ainda ter que buscar especialização para ganhar mais ou poder viajar o mundo?

  • Tá bom… Talvez você não goste de viajar, então troque viajar o mundo por alguma coisa que você gosta muito de fazer.
  • Claro que empregos remotos resolvem alguns dos problemas que eu citei, só que mesmo assim você está trabalhando pelos sonhos de outra pessoa, normalmente não pelos seus.
  • Eu adoro programar.

Se eu ganhasse dinheiro para ficar em casa escrevendo código para resolver problemas do cotidiano das pessoas sem compromisso, eu o faria com o maior prazer. Eu adoraria ajudar mais a sociedade com o que eu sei fazer.

Só que tem uma diferença muito grande entre ficar em casa trabalhando sem compromisso, como eu disse, e trabalhar para uma empresa: o compromisso.

Quando entramos em um trabalho para uma empresa nós nos comprometemos com os sonhos de outras pessoas, nos comprometemos com as vidas de outras pessoas. Não estamos sozinhos dentro de uma empresa e se nós falharmos outras pessoas sofrem junto conosco.

Então essa frase perde o sentido. Pelo menos pra mim nós trabalhamos, sim, todos os dias da nossa vida, mesmo fazendo o que nós gostamos.

A maioria das empresas vai te colocar sobre pressão para concretizar seus objetivos e cumprir suas metas.

Quando eu estou trabalhando eu mesmo me coloco sobre pressão para que eu tenha um bom desempenho, pois meus colegas de trabalho também dependem do que eu faço, o meu gestor depende do que eu faço, o diretor depende do que eu faço, a empresa depende do que eu faço.

Mesmo que eu trabalhe atualmente em uma empresa excelente que não me pressiona como algumas que eu já trabalhei. Eu me coloco sobre pressão, pois eu reconheço que se eu não for bom ou se eu não performar eu estou atrapalhando outras pessoas ao meu redor.

Não existe essa magia de trabalhar com o que gosta e nunca mais ter que trabalhar.

Ou você entrega resultado ou é mandado embora. Simples assim.

Quando estamos em uma empresa estamos nos comprometendo a fazer o que a empresa quer que façamos. Temos compromisso de horários a serem cumpridos e resultados a serem entregues. Não é esse mar de rosas que a frase alega.

Muitas vezes você terá que fazer algo que não gosta muito ou mesmo vai deixar de fazer algo que gostaria de fazer pela empresa ou por um produto por que não da tempo de fazer isso e ainda cumprir suas obrigações acordadas com a gestão.

Fora o fato do compromisso que assumimos, nem todo mundo tem a sorte de arrumar um emprego bom próximo de casa, um emprego que pague um salário alto, um emprego onde podemos andar só de meia pelo escritório, um emprego onde pode tomar cerveja no expediente, jogar vídeo game, brincar com o diretor ou até mesmo um emprego onde tenha liberdade de tomar decisões.

Muita gente trabalha em locais onde tem que fazer o que são mandados pelos gerentes ou analistas e pronto. Mesmo trabalhando com o que gostam essas pessoas não serão felizes a não ser que não gostem de tomar decisões e (no caso de desenvolvedores) só batem tecla o dia inteiro.

  1. E tem muita gente que mora em estados/cidades que não tem emprego no que escolheram gostar.
  2. Claro que elas podem mudar de estado/cidade, mas não seriam mais felizes trabalhando próximo a sua família/amigos?
  3. Eu gosto muito do local onde trabalho atualmente pelo modelo de gestão de pessoas que eles adotam, pois temos total liberdade para levar o produto ao resultado esperado da melhor maneira em questão de desenvolvimento de software.

Quando precisamos faltar por um motivo pessoal, por exemplo, simplesmente falamos e pronto. Em outras empresas a falta é motivo de desconfiança por parte da chefia.

Mas essa é uma empresa fora da curva.

Sabemos que a realidade de muitas pessoas é diferente disso.

Até agora eu nem citei o fato de que muitas empresas sugam o máximo do funcionário. Extraem até a última gota de tempo que a pessoa poderia ter.

Alguns amigos reclamam de trabalhar finais de semana, virar dias no trabalho sem voltar pra casa para descansar e detalhe: sem ganhar extra, uma folga ou ter horário flexível por isso.

Algumas das empresas que fazem isso com os funcionários fazem porque tem vídeo game, patinete no escritório, salários altos e muitas vezes salários imensos. Por isso se acham no direito de tirar o tempo útil do funcionário.

Algumas pessoas já nem acham isso ruim. Já acreditam que ganhar muito dinheiro e viver dentro de uma empresa seja o sinônimo de viver bem.

  • Pobres almas que perdem seus dias ao lado de suas famílias, que não ligam para um passeio divertido com os amigos e nem se dão conta de que esse tempo perdido não volta nunca mais.
  • Mas tudo bem… Eles jogam vídeo game dentro do trabalho, então não estão trabalhando, né?
  • Eu acredito sim que da para trabalhar e ser feliz, mas dizer que não está trabalhando é uma grande mentira.

Busque fazer o que gosta, mas não se iluda achando que todos os seus dias serão maravilhosos. Seja realista consigo para que não sofra com suas escolhas.

Eu escrevi esse texto porque muita gente vem até mim perguntando se é divertido trabalhar como desenvolvedor e citam essa frase, então eu sempre respondo tudo isso que disse aqui.

Trabalhar como desenvolvedor é uma coisa muito divertida, legal. Trabalhar onde estou é muito bom. Só que nem todos os dias são flores.

Trabalhar com o que gosta é muito bom, mas procure também uma empresa legal de se trabalhar. A escolha da empresa também é parte de fazer com que seus dias sejam legais.

  1. Espero que esse artigo tenha clareado um pouco suas ideias e te preparado para quando ouvir essa frase de algum entrevistador, mas que também tenha te dado esperança de um dia trabalhar em uma empresa legal de verdade onde realmente seu trabalho seja divertido e produtivo, mas que você não caia na ilusão de que perder finais de semana e trabalhar virado sem dormir não é trabalho.
  2. Se você trabalha em uma empresa legal, compartilhe aqui em baixo para que outras pessoas conheçam esse lugar, comente sobre suas experiências e como conseguiu esse emprego.
  3. Se gostou desse artigo, compartilhe com seus amigos e com seu papagaio que acha que nunca vai se sentir mal trabalhando como programador.
  4. Espalhe a palavra.

Como ter um trabalho que você ame

  • TEXTO Priscilla Santos
  • FOTOGRAFIA Nicole Honeywill | Unsplash
  • DATA: 07/03/2019

Encontrar a felicidade e a satisfação no que você faz é essencial para uma vida mais plena – mesmo fora do escritório

“Você é feliz?” Para responder a essa pergunta, em geral, as pessoas fazem uma breve revisão de como anda sua vida amorosa e no trabalho. Isso porque, querendo ou não, tanto as relações afetivas quanto as escolhas profissionais são importantes para a nossa satisfação, bem-estar e, consequentemente, felicidade.

Mas como fazer isso em tempos em que tudo exige intensidade – você precisa ser o melhor profissional, mas também o melhor pai e companheiro do mundo? Talvez a resposta não se resuma a conciliar amor e trabalho, mas, quem sabe, encontrar um ponto onde esses universos se encontrem e tudo possa conviver em harmonia.

E é esse o caminho que vamos percorrer aqui para que você faça as pazes com seu trabalho ou, simplesmente, descubra que talvez esteja na hora de mudar de rota. “Amar é construir uma história com alguém.

Trabalhar, no melhor sentido, também é uma forma de realização”, resume o psicanalista Pedro de Santi, coordenador do departamento de humanidades e direito na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e professor do curso Amar e Trabalhar: Ontem e Hoje, na Casa do Saber, em São Paulo.

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A certa altura de um discurso para alunos na Universidade de Stanford, nos EUA, em 2005, Steve Jobs afirmou: “A única maneira de produzir um excelente trabalho é amar o que faz. Se você ainda não encontrou o que ama, continue procurando, não se acomode”. No YouTube, o vídeo com a fala já foi visto mais de 20 milhões de vezes.

O sucesso mostra como a ideia de fazer o que se gosta virou um mantra de nossos tempos. Não por menos. “O trabalho permite que eu expresse minha subjetividade, e, ao mesmo tempo, a constrói.

É um jogo”, afirma o psicólogo Mario de Souza Costa, professor do módulo Subjetividade e Trabalho: A Centralidade do Trabalho na Vida Humana, no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Tome como exemplo um escultor. Ele é constituído pela escultura que faz, uma vez que passa a conhecer a pedra ou o metal que usa, sabe o cheiro, a maleabilidade, as cores, a textura. Esse conhecimento passa a fazer parte de quem ele é. Ao mesmo tempo, a escultura expressa seu eu interior.

“É um movimento de dentro para fora e de fora para dentro”, diz Mario. Esse fluxo é constante. Estamos o tempo inteiro nos moldando, trocando informações e sentimentos com o mundo. Perceber e respeitar essa dança é um dos caminhos para nos sentirmos plenos.

Pois o que faz sentido para mim hoje pode mudar amanhã, mesmo que não seja de maneira consciente.

Sentir satisfação no trabalho tem sido
um desejo cada vez mais essencial nos
dias de hoje. Mas como ser um excelente
profissional e, mesmo assim, o melhor pai
ou marido? É preciso um ponto de harmonia
entre as expectativas

A cabeleireira e maquiadora mineira Cássia Perocco era estudante de design gráfico quando foi passar uma temporada em Londres.

Ela precisava de dinheiro para se bancar por lá e arranjou um emprego de assistente em um salão de beleza. Vivendo naquele universo, acabou sendo relacionada a ele.

Amigos e amigos de amigos começaram a lhe pedir que cortasse seus cabelos. Ela fazia por diversão, sem cobrar. De volta ao Brasil, continuou com o hobby.

Depois de um tempo, pessoas que ela não conhecia começaram a solicitar o serviço, e ela decidiu, então, fazer um curso profissionalizante, mas sem pretensão de que aquilo virasse seu trabalho.

Ela terminou a faculdade de design e arrumou um bom emprego na área. E, quando alguém a procurava pedindo para cortar o cabelo, ela dizia: “Não, agora me formei, acabou a brincadeira”.

Mas, um ano depois, Cássia pediu demissão e voltou às tesouras.

Hoje, ela faz editoriais de moda e publicidade, além de atender em uma charmosa salinha em uma casa antiga no bairro da Serra, em Belo Horizonte. Em paralelo, já está concluindo a terceira faculdade, artes plásticas. “A busca é eterna. A coisa está em movimento, não pode parar”, diz ela, que todas as segundas-feiras frequenta um curso de cerâmica. “Não pretendo me aposentar nunca”, diz.


O que você deseja?
Trabalhar com algo que nos expresse e nos traga realização, para Pedro de Santi, seria o crime perfeito. É quando se tem para oferecer ao mundo exatamente aquilo que ele quer. “É uma negociação.

Eu tenho meus valores, fantasias e necessidades financeiras e encontro no mundo um lugar onde isso é reconhecido e contribui para a sociedade”, observa.

O que nada tem a ver com prestar atenção nas demandas do mercado, mas sim com perceber o que há em você que pode ser útil lá fora – e se realizar dessa forma.

O psicanalista francês Jacques Lacan tinha um chiste especial para isso: “Tens insônia, vá ser guarda noturno”. Em geral, quando se fala que se tem insônia, a reação das pessoas é: “Precisa curar, dormir é imprescindível”.

Para o senso comum esse, aliás, seria o objetivo de uma terapia: corrigir um comportamento inadequado.

Mas a ideia não é se adaptar – no caso, dormir como todos dormem –, e sim achar um lugar em que essa sua característica seja útil.

De Santi usa seu próprio exemplo, de uma pessoa que gosta de ler e falar muito e se tornou professor. Se o desejo for ser mãe e ficar em casa cuidando da cria, também vale. Acredite, daí pode sair algo válido não só para sua família. Estéfi Machado trabalhava em uma ONG quando descobriu a gravidez.

Isso foi há oito anos. O filho Teo nasceu e ela decidiu cuidar dele em tempo integral. Até tentou voltar ao mercado formal de trabalho quando o menino completou 1 ano, mas não deu certo.

Estéfi passou a fazer freelances de design gráfico, ilustração, cenografia, com a criança aos pés enquanto ela estava no computador.

“Comecei a colocar as coisas do meu universo na mão dele para ele brincar.” Ela dava papel, lápis, cola e tesoura para Teo e, assim, juntos, começaram a fazer brinquedos artesanais, como castelos e robôs. Depois de um tempo, Estéfi passou a compartilhar as brincadeiras em redes sociais e num blog que criou para isso.

Foi um sucesso e logo passou a ser chamada para criar suas traquitanas para comerciais de marcas. E a brincadeira com o filho virou ofício. “Nunca ganhei tão bem e nunca fui tão feliz”, comenta. É a integração entre família e ofício levada ao limite de proximidade, e também de sucesso. Mas nem sempre isso é possível.

E ainda é privilégio de poucos.

Estar ao lado do filho durante o trabalho
era o sonho de Estéfi Machado. E ela viu
esse desejo se realizar quando os brinquedos
de papel que eles faziam juntos se tornaram
profissão e fonte de renda.
Hoje ela diz nunca ter sido tão feliz

Labuta em alta
O discurso de formatura de Steve Jobs pode ter ganhado um concorrente: em maio deste ano, Ben Horowitz, cofundador de uma investidora do Vale do Silício, também falou aos graduandos, desta vez da Universidade de Columbia.

Logo avisou que seria um discurso pouco convencional, e então disse: “Não siga suas paixões. Primeiro, porque é difícil priorizá-las, depois, porque elas mudam ao longo do tempo e, por fim, porque você pode amar uma coisa, mas simplesmente não ser bom naquilo”. A dica de Horowitz é que você encontre o que faz bem e invista nisso.

E ele argumenta que tendemos a gostar daquilo que nos torna bem-sucedidos.

Na prática, a maior parte das pessoas arranja emprego onde dá, no que consegue, e não necessariamente é um desafortunado por isso.

Em sua pesquisa para o livro Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho (Rocco), o filósofo suíço Alain de Botton diz que a coisa mais estranha que encontrou foi a tão disseminada expectativa de que o trabalho deveria nos fazer felizes.

“Por milhares de anos, ele foi visto como algo a ser feito o mais rápido possível, e o escape da imaginação viria pelo álcool ou pela religião”, escreveu.

Aristóteles foi o primeiro de muitos filósofos a afirmar que ninguém poderia ser livre e ao mesmo tempo obrigado a ganhar o próprio pão.

No século 18, Rousseau e Benjamin Franklin esboçaram a ideia de felicidade através do trabalho, mas foi só em nossa era que o pensamento tomou corpo – junto com uma nova noção de amor e casamento.

Antes, o casamento era visto como um compromisso comercial ou um acordo entre famílias, e amor era assunto dos homens (especialmente) com as amantes.

É relativamente recente a ideia de se casar por amor – assim como a de amar o que se faz profissionalmente.

“Somos herdeiros dessas duas crenças ambiciosas: a de que você pode estar apaixonado e casado e a de que pode ter prazer no emprego”, escreveu De Botton, criador também de The School of Life, escola de cursos livres para ajudar as pessoas a viverem melhor. A filial brasileira da escola, em São Paulo, oferece uma aula sobre como alcançar seus potenciais.

Muitas das pessoas que chegam lá querem mudar de profissão.  Mas também há aquelas que se perguntam se seria tão ruim não amar o trabalho, mas ser feliz em outra área da vida. “A expectativa que se coloca na escolha profissional ficou muito elevada.

Hoje não é suficiente só amar o que faz, você tem que nutrir boas relações e gerar impacto na sociedade. Não vale mais o cientista trancado no laboratório, adorando o que está fazendo, se ele não está conectado com o todo.

Isso acabou virando um mito e gera muita angústia”, diz Mônica Barroso, professora do curso. “Até que ponto isso é uma verdade absoluta?”, questiona.

Ok, tanto o amor quanto o trabalho são partes fundamentais de nossa felicidade. Porém, estamos em uma era de supervalorização de nosso lado profissional e, assim, da busca de nossa satisfação por meio dele.

“Estamos nos tornando cada vez mais faber (trabalho)”, afirma a psicóloga Dulcinea da Mata Ribeiro Monteiro, analista junguiana e autora de livros na área.

“Porém, para nos realizarmos, precisamos integrar a dimensão amorosa – família, casal, amigos – que, na modernidade, está sendo cada vez mais relegada ao segundo plano”, diz.

O mercado é moldado pela lógica do lucro e da produtividade, o que tornou mais difícil conciliar casa e trabalho.

“São dois desafios: construir relações afetivas importantes, de família, companheiro, filho, e se realizar profissionalmente”, diz De Santi. Mas, na verdade, uma coisa pode aliviar a outra.

A existência dos dois aspectos na vida ajuda você a se sentir menos preso a ser só pai ou a só trabalhar, por exemplo. “O importante é achar o balanço”, afirma.

E isso nem sempre quer dizer meio a meio. Há pessoas que serão felizes só cuidando dos filhos em casa ou trabalhando em algo burocrático das 9h às 18h, pois gostam dessa rotina.

Outras, transformando um hobby em profissão. E há aquelas que irão por um modelo híbrido: um trabalho digno, mas que não as realize e, em contrapartida, dê tempo para investir em viagens ou ficar com a família.

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O que vale é ir atrás de suas verdadeiras vontades.

De talentos inesperados podem surgir
boas oportunidades profissionais.
A maquiadora e cabeleireira Cássia Perocco
deixou para trás um bom emprego na área
de design e se dedicou às tesouras e cabelos
depois de reconhecer a nova vocação

A semente que germina
As fotos feitas pela irlandesa Katie Quinn Davies exalam cheiro de delícias, de muffins saindo do forno, quitutes de lamber os dedos. Ela parece ter nascido na cozinha, certo? Nada disso. Katie só começou a se arriscar com as panelas aos 33 anos.

Antes, passou uma década trabalhando como diretora de arte. Em seu livro Quando Katie Cozinha (Panelinha), ela conta que, no final da carreira no design, já se arrastava para ir trabalhar. Queria mudar, mas não sabia o que fazer. Foi com a morte da mãe que ela resolveu parar tudo.

Começou a fazer cupcakes e macarrons, mas nem sempre seus experimentos davam certo. Até que um dia teve um lampejo: tinha cursado um pouco de fotografia na faculdade e adorado, já havia acompanhado diversas sessões de fotos como diretora de arte e amava o universo da cozinha – apesar de não dominá-lo tão bem.

Pronto: tornaria-se produtora e fotógrafa de comida.

Katie passou por uma metamorfose: em sua mudança de ofício, não abandonou tudo o que era, mas juntou sua experiência anterior com sua adoração pela comida para se recriar em uma fotógrafa das delícias.

“São talentos que se expandem”, diz Rita Monte, coaching e criadora do Programa de Expressão de Potenciais (PEP). “O talento é uma das manifestações de potenciais, é aquilo que você faz com brilho e as pessoas reconhecem, já está expresso.

O potencial, como diz o nome, está na potência, mas já dentro de você”, diz Rita.

Para ela, esse ambiente que permite que os potenciais se desenvolvam tem a ver com observar os sinais, como um incômodo com o trabalho atual. Também é preciso respeitar o tempo de maturação. “Você tem que confiar que alguma coisa está acontecendo dentro de você e dar um tempo. Pausa também é movimento”, diz.

Isso não quer dizer necessariamente largar tudo. Algumas vezes significa aquele sentimento de limbo, aquela angústia de que você já não está satisfeito, mas ainda não sabe o que fazer. Isso é parte do caminho. “Não é um processo fluido, existe até uma dor, e várias resistências. Não é fácil bancar o que se está vindo a ser”, diz Rita.

Um exercício que Mônica Barroso propõe é você listar as pessoas que considera bem-sucedidas e, depois, questionar se elas realmente representam seus valores.

Steve Jobs foi um gênio inovador, mas você gostaria de dedicar tanto sua vida ao trabalho, ou seu ídolo foi mesmo sua avó, que conseguiu cuidar da casa e criar dez filhos, uma verdadeira guerreira? Outra ideia é fazer um anúncio de emprego ao contrário.

Em vez de olhar nos classificados a vaga em que você se encaixa, quais são suas habilidades e exigências para um trabalho? Sou muito bom de falar em público, mas me nego a cumprir expediente nos finais de semana? É você encontrar no mundo o lugar para quem é você, em vez de simplesmente submeter-se a ele.

Quando estamos insatisfeitos com o que fazemos,
podemos olhar para outros desejos e descobrir
um novo rumo. Foi o que aconteceu com a diretora
de arte Katie Quinn Davies, que recomeçou sua
carreira profissional unindo fotografia e comida

Nessa busca é preciso lembrar, acima de tudo, que não nos resumimos ao trabalho, e que ele não é nossa única fonte de realização. O amor é tão fundamental quanto.

E, para além do dueto amar e trabalhar, existem tantas outras facetas que nos definem e podem nos dar prazer. Também somos leitores, viajantes, cozinheiros, confidentes.

Agora, como disse De Santi: “Em algum lugar você tem que ser feliz”. O bom é que o mundo está cheio deles.

PRISCILLA SANTOS teve a ideia de escrever esse texto enquanto pensava em como retomar o trabalho depois de conhecer o amor de sua vida, sua filha.

4 passos para encontrar o trabalho perfeito para você

Se você é um inquieto, com certeza está em busca do trabalho perfeito para você! Mas a cada dia que ele não aparece, a gente começa a ficar desanimado.

Ainda mais quando aparece aquele tio chato para coroar o seu desânimo e fala: “se trabalho fosse bom, não me pagariam para fazer”.

Daí você começa a acreditar nisso e bate um desespero: você se sente preso nessa vida, sem esperanças de um dia escapar desta triste sina.

Calma, amigos! A gente está aqui para mostrar que existe trabalho bom sim e é possível fazer o que ama. Afinal, já dizia o filósofo chinês Confúcio, “encontre um trabalho que você ame fazer e não trabalhe um só dia na sua vida”.

E aí, você prefere ouvir o seu tio chato ou a sabedoria milenar da filosofia chinesa? Pegamos algumas dicas do Loius Efron, autor do livro How to Find a Job, Career and Life you Love (Como encontrar um trabalho, uma carreira e uma vida que você ame), para te ajudar nessa busca! 

Entenda o que você realmente quer fazer!

Você já parou para pensar o que você realmente quer fazer? Bem, tire um tempo para pensar nisso, afinal não estamos falando apenas do trabalho perfeito, mas também da sua carreira profissional e da sua vida como um todo.

“Para fazer isso, responda as oito perguntas a seguir. Uma vez que você tiver as suas respostas, revise-as para encontrar temas e provas sobre quais trabalhos você deveria tentar”, explica Louis.

As perguntas são as seguintes:

1. O que me tira da cama pela manhã? 2. Se eu não precisasse de dinheiro, o que eu faria na vida? 3. O que me deixava mais fascinado quando eu era criança? 4.

Quando na minha vida eu fiquei tão apaixonadamente focado em alguma atividade que eu perdi a noção do tempo e do que eu estava fazendo? 5. Pelo que eu gostaria de ser lembrado em vida? 6. O que eu acredito fazer de melhor? 7.

O que outras pessoas falam que eu faço melhor? 8. Pelo que eu sou mais reconhecido na vida e no trabalho?

Experimente, experimente e experimente!

Depois que você amadurecer bastante as ideias com o exercício acima, você terá uma listinha com os trabalhos perfeitos para você! Pelo menos em teoria! Então o segundo passo é arregaçar as mangas e tirar os planos do papel: você precisa realizar várias tarefas para confirmar se você realmente gosta de fazer estes trabalhos.

“A experimentação irá determinar se você tem uma habilidade natural ou o temperamento exigido para o trabalho que você procura. E até se este trabalho irá realizar as suas expectativas e te fazer feliz”, explica Louis.

Avalie a sua vida profissional até agora Em sua experiência como consultor de carreiras, Louis desenvolveu um passo-a-passo para as pessoas que querem encontrar os seus trabalhos perfeitos!

– Faça uma lista de trabalhos que você sempre quis tentar, mas nunca teve coragem ou oportunidade. Para cada um deles, coloque uma explicação de por que você nunca os tentou e o que te impede de tentar agora!

– Coloque a lista de trabalhos que você sempre quis tentar em ordem de mais interessante para menos interessante.

– Elabore um plano de ação e uma linha do tempo para tentar o trabalho no topo da lista – mesmo que seja só por algumas horas, ou no final de semana como voluntário. Vá testando todos os trabalhos da lista na ordem, até ter experimentado todos. Se você ainda está na faculdade, procure estágios nas áreas que você quer.

– Faça anotações do que você gostou ou não em cada uma dessas experiências e se você gostaria de testar algum desses trabalhos novamente.

Faça os ajustes na sua carreira – e ganhe dinheiro com ela!

“Uma vez que você descobrir o que você mais ama, o que faz melhor e o que você curte de verdade fazer, o próximo passo é resolver como ganhar o dinheiro que você precisa fazendo isso”, explica Louis.

Isso quer dizer ser comprometido com o seu trabalho perfeito. Faça um plano de carreira para continuar crescendo profissionalmente na direção que você quiser – e, portanto, em direção à felicidade.

Mesmo que você tenha que arrumar um emprego por algum tempo para juntar dinheiro, faça isso de forma planejada – não deixe a vida te levar. Continue sempre comprometido com os seus objetivos – não se esqueça que “aquele que tem um porquê, consegue superar quase todo como”, como dizia Nietzsche. O final da sua jornada será recompensador: trabalhar no que ama e ganhar dinheiro para isso! 

Pare de se moldar para cada oportunidade

Uma dica extra para quem está em busca do trabalho perfeito não acabar entrando em qualquer emprego só para depois ficar reclamando que não gosta do que faz.

“Quando as pessoas estão procurando por empregos, leem a descrição da vaga e refazem os seus currículos para se encaixar no perfil que elas acreditam que a empresa quer.

Elas recriam a si mesmas para outras especificações”, afirma Louis.

Você é desses que muda completamente o seu currículo, discurso e atitude para cada vaga em que se inscreve? Saiba que dessa forma você está pegando um atalho para conseguir um emprego, mas não um trabalho que você irá se identificar. Segundo Louis, depois de alguns meses você se sentirá frustrado por não ter o perfil daquela empresa e eles também perceberão que você não era a pessoa ideal para o cargo que eles acreditaram ser.

* Este artigo foi originalmente publicado pela 99jobs

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