Como É Que Stephen Hawking Fala?

Como É Que Stephen Hawking Fala?

A Intel anunciou recentemente a transformação do ACAT (Assistive Context Aware Toolkit) em projeto open source. Essa é uma notícia muito boa. Estamos falando do fascinante software que ajuda a dar voz a Stephen Hawking, um dos cientistas mais renomados da atualidade.

Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) aos 21 anos de idade. Degenerativa, a doença paralisa progressivamente as funções motoras, mas não afeta as atividades cerebrais da pessoa.

Isso fez com que, com o passar dos anos, Stephen Hawking perdesse a capacidade de andar, movimentar os braços, manter a cabeça erguida, entre outras atividades. Não bastasse o fato de a ELA também afetar a fala, Hawking enfrentou uma grave pneumonia em 1985 que o fez passar por uma traqueotomia de emergência. O procedimento acabou por danificar irreversivelmente as suas cordas vocais.

Desde então, o cientista se vê obrigado a utilizar um sintetizador de voz para se comunicar. A despeito de todas as dificuldades e limitações inerentes à ideia, esse sistema atendeu às necessidades de Hawking por pelo menos duas décadas. Nos últimos anos, entretanto, Hawking ficou muito debilitado (hoje ele tem 73 anos). Um novo sistema de comunicação se mostrou necessário.

Como É Que Stephen Hawking Fala?

A vez do ACAT

É aí que o ACAT aparece. O software foi criado pela Intel em parceria com a Swiftkey, sim, aquela empresa que se tornou conhecida por desenvolver um app que facilita a escrita com o teclado virtual dos smartphones.

O sistema anterior consistia essencialmente na movimentação de um cursor em uma tabela com letras. Quando o cursor passava sobre determinado caractere, Hawking fazia uma contração com a bochecha para marcá-lo.

O procedimento se repetia até uma palavra ser formada.

O problema é que, por causa da sua debilidade, o cientista já não conseguia usufruir bem desse método — a formação de uma única palavra muitas vezes levava mais de um minuto.

Trabalhando com Stephen Hawking há mais de uma década, a Intel não fugiu da missão de encontrar uma solução. O desafio era grande: desenvolver um sistema do zero poderia exigir demais de Hawking, portanto, o método utilizado até então tinha que ser aproveitado de alguma forma. O próprio Hawking manifestou que essa era a sua vontade.

Assim foi feito. Sensores instalados nos óculos de Hawking continuam reconhecendo comandos a partir dos movimentos faciais do cientista.

Quando o ACAT destaca a função a ser usada, basta que o gesto seja realizado para acioná-la (o vídeo abaixo mostra essa ação).

Os dados são interpretados por um laptop rodando Windows cuja tela fica bem em frente à Hawking, tal como antes. As mudanças mais significativas aconteceram mesmo no software.

Em vez de começar do zero, melhorar a interface

Stephen Hawking: Como se comunicava o gênio da física

  • Olá, Speakers!
  • Nessa semana, o mundo se despediu de um dos seus maiores gênios: o físico teórico e cosmólogo Stephen Hawking, que morreu na última quarta-feira, aos 76 anos.
  • Hawking colecionou importantíssimas realizações no campo científico ao longo de sua vida, principalmente pelos seus trabalhos ligados à radiação de buracos negros, à teoria geral da relatividade e à mecânica quântica.   

A história de Hawking é marcada por uma trajetória de superação e coragem.

E uma dessas superações está ligada diretamente à comunicação: ele tinha esclerose lateral amiotrófica (ALS), doença que causou a deterioração gradual dos seus músculos, dificultando, entre outras ações, a fala.

Ainda assim, o britânico participava de palestras, dava conferências e entrevistas de forma recorrente. Inclusive, ele já participou das TEDx, uma das principais conferências contemporâneas.

Você já se perguntou como Hawking conseguia se comunicar através de um dispositivo parecido a um computador? Sabe como funciona esse gerador de fala?

Aqui na The Speaker, nós sabemos que Hawking, além de ser uma mente genialmente incontestável para a ciência, é também uma inspiração no campo da comunicação. Por isso, nossa conversa de hoje é sobre ele. Confira!

Como funcionava o gerador de fala usado por Hawking?

Com o avanço da ALS, Hawking começou a perder a capacidade de fala. Para conseguir se comunicar com as pessoas – tanto no seu dia a dia pessoal quanto em tudo o que estava relacionado ao seu trabalho –, ele passou a utilizar um gerador de fala.

Você provavelmente já viu esse dispositivo em alguma foto ou vídeo. Era um gerador parecido a uma tela multimídia comum, que ficava acoplado à cadeira de rodas de Stephen Hawking e reproduzia os sons, como se o cientista estivesse falando através de sua própria voz.

Esse gerador de fala era atualizado mais ou menos de dois em dois anos, na tentativa de suprir as novas demandas que surgiam com o avanço da doença e consequente perda da fala, resultado da deterioração dos músculos de Hawking.

Como É Que Stephen Hawking Fala?

Mas como esse dispositivo funcionava?

Já que Hawking não conseguia digitar palavras, que seria a forma mais simples para se comunicar, o gerador de fala funcionava de outra forma: através de um sensor que identificava sutis movimentos que Hawking fazia com as bochechas. Incrível, não?

Nos óculos utilizados por Hawking, estava esse sensor infravermelho para rastrear seus movimentos e, assim, captar o que ele queria se comunicar com os demais.

Era assim, através de pequenos contrações com a bochecha, que Hawking formava as palavras que compunham seus discursos, entrevistas, conversas… Com o tempo, incluíram um sistema de preenchimento automático (semelhante aos que existem em celulares) para agilizar e facilitar a comunicação do cientista.

E como as palavras viravam sons?

O sistema de escolha de letras e palavras através do sensor era suficiente para que Hawking escrevesse e-mails e conversasse com as pessoas através da escrita. Para que essas palavras fossem transformadas em sons, Hawking utilizava um dispositivo chamado “sintetizador de fala”.

  1. Esse dispositivo permitia que a genialidade de Hawking fosse traduzida para a linguagem oral, fazendo com que ele se comunicasse com as pessoas, apesar de suas restrições físicas.
  2. Toda essa superação significou uma importante melhora das condições de vida – não só para Hawking, mas para todos que sofrem com a mesma doença que o cientista.
  3. Quando refletimos sobre a história de Hawking, podemos entender como a comunicação é algo tão amplo e tão importante para a vida de absolutamente todas as pessoas.

Pela possibilidade de se comunicar verbalmente com os outros, Hawking pôde compartilhar a sua genialidade com as pessoas, participando de palestras, apresentações e muito mais. Essa possibilidade, com certeza, significou muito para Hawking e mais ainda para a ciência e para todos que tiveram a oportunidade de escutá-lo.

Fonte:

www.thespeaker.com.br

How Did Stephen Hawking’s Communication System Work?

Morre Stephen Hawking, o físico britânico que revolucionou a Ciência e nossa maneira de entender o Universo – BBC News Brasil

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Hawking sofria desde jovem com a esclerose lateral amiotrófica. Foto: BBC/Richard Ansett

O físico britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira, aos 76 anos, segundo informou sua família.

Com sua morte, desaparece um dos cientistas mais conhecidos do mundo e também um dos divulgadores da Ciência mais populares das últimas décadas.

“Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje”, disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim.

“Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”, afirmaram em um comunicado.

Nascido em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, no Reino Unido, Hawking era considerado um dos cientistas mais influentes do mundo desde Albert Einstein, não só por suas decisivas contribuições para o progresso da Ciência, como também por sua constante preocupação em aproximá-la do público e por sua coragem de enfrentar a doença degenerativa da qual sofria e que o deixou em uma cadeira de rodas e sem capacidade para falar de maneira natural.

Hawking usava um sintetizador eletrônico para poder falar, mas a voz robótica produzida pelo aparelho para expressar suas ideias acabou se tornando não só uma de suas marcas registradas, como também constantemente ouvida e respeitada no mundo todo.

Para produzir sua “fala”, o físico usava formava as palavras em uma tela com leves movimentos da face, também usados para operar sua cadeira de rodas.

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'Meu pai tinha resposta para tudo': as lembranças de infância da filha de Stephen Hawking

Filho de um biólogo que decidiu tirar sua família de Londres para deixá-los a salvo dos bombardeios alemães durante a Segunda Guerra Mundial, Hawking cresceu na cidade de St. Albans.

Como estudante, não tardou em demonstrar seu valor. Formou-se com honras em Física em Oxford, e mais tarde se pós-graduou em Astronomia pela Universidade de Cambridge.

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Hawking defendia que o universo era regido por leis estabelecidas.

O jovem Hawking gostava de montar a cavalo e de remar.

Mas aos 21 anos tudo mudou. Ele começou a notar que seus movimentos eram cada vez mais desajeitados e foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neuromotora.

Os médicos disseram que ele não viveria mais do que dois anos.

Quando foi diagnosticado, planejava seu casamento com Jane Wilde, sua primeira mulher.

“O compromisso me salvou a vida, me deu uma razão para viver”, contou o físico anos mais tarde.

O casal teve dois filhos.

Hawking desafiou todos os prognósticos – a doença avançou mais lentamente do que o previsto. Mas com os anos acabou o deixando com movimento somente em dois dedos e em alguns músculos faciais.

Isso não impediu que seguisse trabalhando em suas teorias, divulgadas em livros e eventos públicos.

Em 1988 ele havia completado sua obra Breve História do Tempo, que se converteu em um sucesso absoluto no mundo todo, com mais de 10 milhões de cópias vendidas.

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Em 2004, Hawking revisou sua própria teoria e concluiu que os buracos negros não absorvem tudo.

Hawking havia demonstrado que a paixão à qual dedicou toda sua vida, estudar as leis que governam o Universo, também poderia ser atraente para o grande público.

Ele conseguiu com que sua deficiência se convertesse em uma das chaves de sua obra científica. Quando perdeu a mobilidade dos braços, se empenhou em ser capaz de resolver os cálculos científicos mais complexos somente com a mente, sem anotar equações.

Logo começou a propor teses revolucionárias que questionavam os cânones estabelecidos.

Uma de suas afirmações mais ousadas foi a de considerar que a Teoria Geral da Relatividade formulada por Einstein implicava que o espaço e o tempo tivessem um princípio no Big Bang e um fim nos buracos negros.

Em 1976, seguindo os enunciados da física quântica, Hawking concluiu em sua “Teoria da Radiação” que os buracos negros – as regiões no espaço com tamanha força de gravidade que nem a luz pode escapar delas – eram capazes de emitir energia e perder matéria.

Em 2004 revisou sua própria teoria e chegou à conclusão de que os buracos negros não absorvem tudo.

“O buraco negro só aparece em uma silhueta e depois se abre e revela informações sobre tudo o que havia caído dentro dele. Isso nos permite verificarmos o passado e prever o futuro”, disse o cientista.

Hawking teve um papel fundamental na difusão da Astronomia em termos fáceis de compreender para o público geral.

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O cinetista usava um sintetizador de voz para se comunicar e uma cadeira de rodas controlada pelo movimento da cabeça e dos olhos.

Consciente de que seu livro havia vendido muito, mas lido inteiro por poucos devido à sua complexidade, Hawking publicou uma versão mais curta e de leitura mais fácil da já Breve História do Tempo.

O físico tentou por todos os meios que as pessoas comuns se aproximassem dos mistérios do Universo, e em busca desse objetivo não duvidou em recorrer ao humor.

Em uma aparição que ficou famosa no desenho de televisão Os Simpsons, o cientista advertia Homer de que roubaria sua ideia de que o Universo tem forma de rosca.

Outra mostra de sua relação com a ironia está presente em sua própria página na internet, com piadas contadas por ele mesmo.

“Quando tive que dar uma conferência no Japão, me pediram que não fizesse menção ao possível colapso do Universo, porque isso poderia afetar as bolsas de valores”, escreveu.

“Porém, posso assegurar a qualquer um que esteja preocupado com seus investimentos de que é um pouco cedo para vender. Ainda que o Universo acabe, isso não deve ocorrer dentro de ao menos 20 bilhões de anos”, concluiu.

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Mudanças climáticas podem deixar Terra igual a Vênus, alerta Stephen Hawking

5 lições de Stephen Hawking para vida | Insider Store

Sem tempo para ler? Clique no play abaixo e ouça as 5 lições de Stephen Hawking para vida.

Físico teórico e cosmólogo, umas das mentes mais brilhantes da atualidade, Stephen Hawking nos deixou como legado diversas obras de divulgação científica.  Foi responsável pela formulação de teorias sobre a estrutura do Universo. 

Entre suas principais publicações, destaca-se seu primeiro livro, publicado em 1988.O best seller “Uma breve história do tempo” vendeu mais de 25 milhões de cópias e esteve na na lista de best-sellers do The Sunday Time britânico por um recorde de 237 semanas.

O tema principal do livro é a relação do tempo com o espaço. Stephen Hawking fala sobre as origens do universo, teoria da relatividade, buracos negros e Big Bang. Com uma linguagem acessível até mesmo para os mais leigos, é uma leitura indispensável para quem realmente quer conhecer a física teórica, cosmologia. 

Atualmente, os cientistas explicam o universo através de duas teorias: a teoria da relatividade e a mecânica quântica.

A busca é por uma nova teoria que as incorpore, algo como teoria quântica da gravidade.

O livros traz um resumo de todas as principais teorias criadas e sobre grandes marcos da ciência, passando por Aristóteles, Ptolomeu, Copérnico, Galileu Galilei, Isaac Newton e Einstein. 

Como É Que Stephen Hawking Fala? 

Hawking era portador de uma doença degenerativa, “Uma breve história do tempo” e todos os outros livros e pesquisas foram escritos enquanto a doença paralisava seu corpo, coordenação motora e fala. Por sua trajetória e legado, Stephen Hawking deixou ensinamentos valiosos não só para ciência, mas também para nossas vidas. 

Confira 5 lições de Stephen Hawking para vida!

1. Enquanto há vida, há esperança

“Minhas expectativas se reduziram a zero quando tinha 21 anos. O restante foi um presente”. 

Aos 21 anos, enquanto fazia seu doutorado na Universidade de Cambridge, ele foi diagnosticado com a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Contrariando as breves expectativas dos médicos (2 anos de vida), Hawking viveu até os 76 anos. Em seus últimos anos de vida, se comunicava através de um sintetizador de voz que rastreava o movimento dos seus olhos para gerar palavras.

2. Aprenda a se adaptar às mudanças

Hawking conseguiu se adaptar às mudanças e fazer a diferença no mundo, mesmo com uma doença grave e sem cura. Em 1985, perdeu a voz após ser submetido a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia com risco de morte. Comunicando-se através do sintetizador de fala, pediu ajuda para terminar o livro que estava trabalhando.

“Inteligência é a habilidade de se adaptar às mudanças.”

3. Não há respostas para tudo

Em 2010, em uma palestra na Inglaterra, perguntaram à Hawking se acreditava que em algum momento as pessoas iriam aprender tudo sobre física. Rapidamente ele respondeu que esperava que não.

Para o cientista, não podemos nos responsabilizar em ter todas as respostas.

Assim como a física não é capaz de responder todas as questões do universo, os seres humanos também não são capazes de compreender tudo ao seu redor.

“Apesar de física e a matemática nos dizer como o universo começou, eles não são bons em falar sobre o comportamento humano porque há muitas equações para resolver. Eu não sou melhor do que ninguém para entender o que motiva as pessoas”

4. Conhecimento deve ser compartilhado com todos

“Uma Breve História do Tempo” vendeu mais de 25 milhões de cópias e foi lido por uma legião de pessoas. Hawking acreditava que a razão de seu sucesso era dar às pessoas acesso a grandes questões filosóficas. 

Apesar de seu tema difícil, a linguagem e informações foram adaptadas para que os leitores tivessem acesso às informações que, apesar de serem difíceis, poderiam de alguma forma se serem úteis às pessoas. Hawking tinha prazer em compartilhar qualquer coisa ou informação, para ele, por menor que seja o seu conhecimento, deve sempre ser compartilhado. 

“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo.”

5. Mantenha o senso de humor

Uma característica marcante de Stephen Hawking, mesmo diante das limitações e dificuldades, era o senso de humor muito sagaz, capaz de fazer piadas quando menos se esperava e rir de si mesmo.

“O lado ruim da minha celebridade é que eu não posso ir a lugar nenhum no mundo sem ser reconhecido. Para mim não basta colocar óculos escuros e uma peruca. A cadeira de rodas me entrega.”

Além disso, fez participações em diversos comerciais e programas de TV. A banda Pink Floyd usou sua voz nas faixas Keep Talking e Talkin’ Hawkin. E declarou que suas aparições e menções nos seriados Os Simpsons e The Big Bang Theory são mais populares que seus trabalhos científicos.

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“A vida seria trágica, se não fosse engraçada”

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Ex-mulher de Stephen Hawking revela erros no seu filme biográfico

Quatro anos após a estreia de “A teoria de tudo”, protagonizado por Eddie Redmayne, Jane Wilde, ex-esposa de Stephen Hawking, criticou o filme por ter erros que fantasiam a imagem do cientista falecido em março.

Durante a tournée promocional do seu segundo romance, “Cry to Dream Again”, no Henley Literary Festival, Jane Wilde, indicou em entrevista ao “The Daily Mail” que “sabia que, se houvesse erros no filme, eles seriam imortalizados, e foi assim que aconteceu”, afirmando que muitos dos detalhes foram excluídos do filme, bem como houve dados que foram alterados alterados para tornar o filme apelativo.

 Eu achei muito irritante e não queria que isso acontecesse. Nunca acreditem no que se vê nos filmes”, sublinhou a escritora.

O olhar crítico de Jane foca-se, particularmente, em como o filme retrata o início de seu relacionamento amoroso com o cientista: “Eu não era estudante em Cambridge quando o Stephen e eu nos conhecemos.

Nós conhecemo-nos na nossa cidade natal, em St.

Albans, tinha eu acabado de terminar a escola e Stephen estava para começar o seu doutoramento em Cambridge”, esclarece a escritora britânica, que reconheceu, no entanto, que Stephen Hawking gostou do filme.

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No entanto, este não foi o único erro que a escritora apontou, Wilde considera que o desgaste do casamento foi abordado de uma forma superficial.

Referindo ainda que o filme não explicita de forma clara como foram difíceis as inúmeras viagens que  fez para participar e acompanhar Hawking, que obrigava a um acompanhamento especial, dada a sua mobilidade reduzida, nas conferências que dava, dizendo que “o filme mostra apenas parte de nossas vidas, nomeadamente a de Cambridge. As nossas viagens foram completamente ignoradas. Por exemplo, tivemos a nossa lua de mel numa palestra de física na Universidade de Cornell, em Nova York”.

Wilde lamenta que nenhuma dessas viagens extensas tenha sido recriada no filme, com toda a organização que necessitavam. Era tudo feito em função de um membro da família gravemente incapacitado, transportá-lo, dirigi-lo, assim como dar-lhe todos os cuidados diários necessários. Deveria ter aparecido tudo no filme (A teoria de tudo)»

Wilde conclui, dizendo que ficou especialmente indignada por uma razão: “Eu pedi uma versão em que se pudesse simplesmente ver o carro com todas as malas, os passageiros e a cadeira de rodas para que a realidade das nossas vidas fosse representada fielmente, mas eles, (a produção do filme), disseram-me que isso não seria possível devido a restrições de tempo”.

Biografia de Stephen Hawking

F�sico ingl�s

Stephen Hawking (1942-2018) foi um f�sico�ingl�s que apesar de paralisado por uma doen�a degenerativa, se tornou celebridade por produzir algumas teorias fundamentais da f�sica moderna.

Inf�ncia e Forma��o

Stephen William Hawking, conhecido como Stephen Hawking, nasceu em Oxford, Inglaterra, no dia 8�de janeiro de 1942. Seu pai cursou medicina e sua m�e estudou filosofia, pol�tica e economia, ambos na Universidade de Oxford. Com seis anos, j� constru�a�trens de brinquedo. Considerado uma crian�a precoce, os colegas da escola o apelidaram de Einstein.

Stephen odiava matem�tica, porque achava f�cil demais. Sua paix�o era f�sica e astronomia. Com 17 anos ganhou uma bolsa para estudar f�sica na Universidade de Oxford. Seus colegas eram dois anos mais velhos que ele. Conclu�do o curso de F�sica, Stephen foi aceito no mestrado da Universidade de Cambridge.

Doen�a

Com 21 anos, ap�s uma queda de patins, Stephen foi levado ao m�dico, que o diagnosticou com esclerose lateral amiotr�fica (ELA), doen�a degenerativa que iria progressivamente paralisar seus m�sculos, e segundo o m�dico, o levaria � morte em no m�ximo tr�s anos.

Apesar do diagn�stico devastador, em 1965, Stephen casa-se com Jane Wilde, amiga de uma de suas irm�s. Na festa do casamento j� se apoiava em uma bengala.

Em 1970, Stephen parou de andar e come�ou a fazer uso de uma cadeira de rodas. Nessa �poca, j� tinha tr�s filhos e era um f�sico conhecido que trabalhava no Instituto de Tecnologia da Calif�rnia, nos Estados Unidos.

Em 1985, com a sa�de bastante agravada por uma pneumonia, durante uma viagem a Su��a, os m�dicos sugeriram desligar o respirador artificial, mas sua esposa n�o aceitou e levou o marido de volta para Cambridge. Submetido a uma traqueostomia, nunca mais falou. A partir de ent�o, faz uso de um computador, com voz eletr�nica, para se comunicar.

Livro

Em 1988, Stephen publicou �Uma Breve Hist�ria do Tempo�, livro que fala sobre a origem do universo, com ilustra��es criativas e texto bem humorado.

Escrito em linguagem simples, para leigos, Hawking desvenda desde os mist�rios da f�sica de part�culas at� a din�mica que movimenta centenas de milh�es de gal�xias por todo o universo. O livro fez o maior sucesso e foi traduzido para mais de 30 idiomas.

Em 1995, o casal se divorcia e Hawking vai morar em outro apartamento, com uma de suas enfermeiras, Elaine Mason, com quem se casou. Em 2007, separou-se de Elaine, que foi acusada de maus tratos e agress�o.

Outras Obras

Stephen Hawking escreveu diversas obras, entre elas, �Buracos Negros, Universos Beb�s e outros ensaios� (1993), �O Universo Numa Casca de Noz� (2001), �A Teoria de Tudo: A Origem� (2002), �O Grande Projeto� (2010), e o livro de mem�rias, �Minha Breve Hist�ria� (2013).

Teoria

Stephen Hawking produziu algumas teorias fundamentais da f�sica moderna. A Mais c�lebre � o teorema de singularidade. Sup�e a exist�ncia de um ponto com for�a gravitacional no centro dos buracos negros capaz de atrair qualquer coisa (similar ao ac�mulo de energia infinita que deu in�cio ao Big Bang).

Pr�mios

Stephen Hawking recebeu diversos pr�mios, entre eles, o Pr�mio Especial de F�sica Fundamental, de 3 milh�es de d�lares. Ele foi laureado pela descoberta da radia��o dos buracos negros, por sua contribui��o � f�sica qu�ntica e seus estudos sobre a origem do universo.

�ltimos Anos

Paralisado, em uma cadeira de rodas, s� lhe restava o controle dos movimentos da bochecha direita, que usava para se comunicar com a ajuda do computador.

Stephen Hawking�faleceu em Cambridge, Inglaterra,�no dia 14 de mar�o de 2018.

Frases de Stephen Hawking

  • Pessoas quietas possuem mentes barulhentas.
  • A prova de que no futuro n�o existir�o viagens no tempo, � que n�o estamos sendo visitados pelos viajantes do futuro.
  • N�o importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que voc� pode fazer, e triunfar. Enquanto h� vida, h� esperan�a.
  • H� uma diferen�a fundamental entre a religi�o, que se baseia na autoridade; e a ci�ncia, que se baseia na observa��o e na raz�o. A ci�ncia vai ganhar porque ela funciona.
  • Mesmo as pessoas que dizem que tudo est� predeterminado e que n�o podemos fazer nada para mud�-lo, olham para os dois lados antes de atravessar a rua.

Stephen Hawking

  • 08 de Janeiro de 1942 em Oxford, Inglaterra
  • 14 de Março de 2018 em Cambridge, Inglaterra

Stephen William Hawking nasceu me 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra. Foi um físico e cosmólogo britânico que tornou-se mundialmente reconhecido pela sua contribuição à ciência, considerado um dos mais renomados cientistas do século. Hawkins faleceu no dia 14 de março de 2018, com 76 anos, em Cambridge.

Uma coisa curiosa de seu nascimento é que foi exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu.

Stephen Hawking entrou na faculdade pretendendo estudar matemática, mas seu pai, Frank Hawking, queria que ele se formasse em medicina.

Não haviam essas opções de curso na University College, em Oxford, então acabou optando for física, formando-se três anos depois, em 1962. Seus principais interesses eram termodinâmica, mecânica quântica e relatividade.

Em 1966, obteve o doutorado na Trinity Hall, em Cambridge. Passou a ser pesquisador antes de se tornar professor no Goinville and Caius College, faculdade dentro da Universidade de Cambridge. Além disso, fez parte do Instituto de Astronomia até 1973 e do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica até 2009.

Stephen Hawking era portador de ELA, esclerose lateral amiotrófica, uma doença sem cura e neurodegenerativa que paralisa os músculos do corpo, não afetando as funções cognitivas. O cientista detectou a doença quando tinha apenas 21 anos.

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Em 1985, passou por uma traqueostomia após ter contraído pneumonia na Suíça, e desde então precisou utilizar um sintetizador de voz para se comunicar.

Foi perdendo o movimento das pernas e dos braços aos poucos, assim como o restante da musculatura.

O cientista já apareceu diversas vezes na cultura popular, como em “Star Trek: The Next Generation”, “The Simpsons”, “Futurama”, “O Laboratório de Dexter”, “Os Padrinhos Mágicos”, “Family Guy” e “The Big Bang Theory”. Sua vida já ganhou dois documentários, “A Brief Story of Time” (1991) e “Hawking” (2013), narrado pelo próprio cientista.

Na televisão, “Hawking” (2004) foi lançado pela BBC Two, estrelando o ator Benedict Cumberbatch (“Sherlock”, “Doutor Estranho”) no papel de Stephen.

No cinema, Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”) deu vida ao físico no longa-metragem de 2014, “A Teoria de Tudo”, além de ganhar o Oscar na categoria de “Melhor Ator” pela performance.

Stephen Hawking faleceu no dia em que Albert Einstein completaria 139 anos, devido a complicações da sua doença degenerativa. A família conta que ele morreu em paz. No funeral, estavam convidados o ator Eddie Redmayne, Felicity Jones (que interpretou Jane Hawking em “A Teoria de Tudo”) e o guitarrista do Queen, Brian May.

Hawking faleceu no dia 14 de março de 2018, com 76 anos, em Cambridge.

Uma coisa curiosa de seu nascimento é que foi exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu.

Stephen Hawking entrou na faculdade pretendendo estudar matemática, mas seu pai, Frank Hawking, queria que ele se formasse em medicina.

Não haviam essas opções de curso na University College, em Oxford, então acabou optando for física, formando-se três anos depois, em 1962. Seus principais interesses eram termodinâmica, mecânica quântica e relatividade.

Em 1966, obteve o doutorado na Trinity Hall, em Cambridge. Passou a ser pesquisador antes de se tornar professor no Goinville and Caius College, faculdade dentro da Universidade de Cambridge. Além disso, fez parte do Instituto de Astronomia até 1973 e do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica até 2009.

Stephen Hawking era portador de ELA, esclerose lateral amiotrófica, uma doença sem cura e neurodegenerativa que paralisa os músculos do corpo, não afetando as funções cognitivas. O cientista detectou a doença quando tinha apenas 21 anos.

Em 1985, passou por uma traqueostomia após ter contraído pneumonia na Suíça, e desde então precisou utilizar um sintetizador de voz para se comunicar.

Foi perdendo o movimento das pernas e dos braços aos poucos, assim como o restante da musculatura.

O cientista já apareceu diversas vezes na cultura popular, como em “Star Trek: The Next Generation”, “The Simpsons”, “Futurama”, “O Laboratório de Dexter”, “Os Padrinhos Mágicos”, “Family Guy” e “The Big Bang Theory”. Sua vida já ganhou dois documentários, “A Brief Story of Time” (1991) e “Hawking” (2013), narrado pelo próprio cientista.

Na televisão, “Hawking” (2004) foi lançado pela BBC Two, estrelando o ator Benedict Cumberbatch (“Sherlock”, “Doutor Estranho”) no papel de Stephen.

No cinema, Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”) deu vida ao físico no longa-metragem de 2014, “A Teoria de Tudo”, além de ganhar o Oscar na categoria de “Melhor Ator” pela performance.

Stephen Hawking faleceu no dia em que Albert Einstein completaria 139 anos, devido a complicações da sua doença degenerativa. A família conta que ele morreu em paz. No funeral, estavam convidados o ator Eddie Redmayne, Felicity Jones (que interpretou Jane Hawking em “A Teoria de Tudo”) e o guitarrista do Queen, Brian May.

O que é a doença E.L.A. a doença que Stephen Hawking lutou contra?

O físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, que é reconhecido internacionalmente por sua contribuição à ciência, sofria com E.L.A., ou Esclerose Lateral Amiotrófica. 

Mas, afinal, o que é E.L.A.?  

Leia nosso artigo até o fim e saiba mais sobre essa doença degenerativa, seus principais sintomas e tratamentos. 

O que é E.L.A. (Esclerose Lateral Amiotrófica)? 

Além de um cientista notável, o físico Stephen Hawking também era conhecido por ser portador da Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida como E.L.A.  

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença degenerativa do sistema nervoso. Ela é provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. 

São esses dois neurônios que transmitem os impulsos nervosos e que, ao pararem de funcionar, atingem os músculos e órgãos do corpo humano. 

Hawking recebeu o diagnóstico aos 21 anos, após apresentar quadros de fraqueza muscular nas pernas.  

Os médicos previram que ele não viveria mais que três anos. No entanto, Hawking surpreendeu a todos e viveu até os 76 anos, deixando um importante legado para a ciência. 

Quais são os sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica? 

A E.L.A. é uma doença de progressão geralmente acelerada, culminando na falência progressiva dos neurônios motores superior e inferior.  

Entre os principais sintomas estão: 

  • Fraqueza muscular; 
  • Reflexos tendíneos vivos; 
  • Reflexos anormais; 
  • Atrofia; 
  • Atonia; 
  • Arreflexia; 
  • Perda gradual de força e coordenação muscular; 
  • Incapacidade de realizar tarefas rotineiras, como subir escadas, andar e levantar; 
  • Dificuldades para respirar e engolir; 
  • Engasgar com facilidade; 
  • Babar; 
  • Gagueira (disfemia); 
  • Cabeça caída; 
  • Cãibras musculares; 
  • Contrações musculares; 
  • Problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras); 
  • Alterações da voz, rouquidão; 
  • Perda de peso. 

A Esclerose Lateral Amiotrófica tem cura? 

A E.L.A. não tem cura, porém há uma série de medicamentos e tratamentos paliativos para ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e a retardar a evolução da doença.  

A causa da doença ainda é desconhecida. O diagnóstico leva cerca de 11 meses para ser confirmado e pessoas com idade entre 50 e 70 anos estão mais suscetíveis. 

Qual é o tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica? 

O tratamento da E.L.A. consiste em um acompanhamento multidisciplinar, realizado por especialistas em diversas áreas da saúde, como: 

Fonoaudiólogo 

A fraqueza muscular é um sintoma comum em pacientes com E.L.A., e pode acabar afetando a musculatura responsável pela voz e pela fala. A terapia fonoaudiológica irá garantir que o paciente continue se comunicando com as pessoas ao seu redor. 

Nutricionista 

Pacientes com E.L.A. costumam ter alterações nutricionais e deficiência na ingestão alimentar, o que pode causar perda de peso e redução no índice de massa corporal. Por isso, é importante o acompanhamento de um nutricionista. 

Acompanhamento psicológico 

O processo do adoecer e das perdas físicas, sociais e psicológicas é gerador de grande sofrimento psíquico não só para o paciente, mas também para o cuidador e os familiares. Por isso, o acompanhamento psicológico é indicado para todos os envolvidos. 

Fisioterapia respiratória 

Com a fraqueza muscular generalizada, ocorre também a atrofia dos músculos respiratórios, levando a sintomas como insuficiência respiratória. Por isso a importância de o paciente ser avaliado por um fisioterapeuta respiratório. 

Fisioterapia motora 

O fisioterapeuta motor é um profissional fundamental durante o tratamento da E.L.A., pois seu tratamento otimiza as funções motoras do paciente e maximiza a força muscular, evitando complicações como: edemas, dores localizadas ou generalizadas e trombose. 

Saiba mais: A importância da fisioterapia motora na Esclerose Lateral Amiotrófica 

Terapia ocupacional 

O terapeuta ocupacional é o profissional da área da saúde especializado em avaliação funcional e em propor soluções quando o indivíduo apresenta problemas na execução de suas tarefas. Esta análise é complexa sendo que feita nos eixos biopsicossocial e as intervenções são variadas, pois podem ser em questões de ordem física, emocional e social. 

Quais são os direitos do paciente com E.L.A.? 

A assistência jurídica torna-se muito importante quando os pacientes têm seus direitos violados, seja por negativa da operadora de saúde ou do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Mas saiba que, seja qual for o argumento utilizado para a negativa, o paciente com E.L.A. tem o direito garantido por lei de receber: 

  • Respirador BiPAP; 
  • Nutrição enteral; 
  • Cama hospitalar; 
  • Home care, entre outras necessidades que devem ser atendidas mediante pedido médico. 

Saiba mais: Doença E.L.A.: como ter direito ao home care? 

Com ações judiciais o paciente poderá obter tudo o que precisar para a manutenção de sua saúde. 

Quem pode auxiliar para essas ações são advogados particulares e advogados que atuem em órgãos públicos, tais como Ministério Público, Defensoria Pública e Fóruns Municipais. 

Qual é o papel da ABrELA na recuperação e apoio dos pacientes com E.L.A.? 

A ABrELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica) é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que assiste pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica e sua família, cuidadores e profissionais da área da saúde que desejam obter mais informações sobre a doença e seu tratamento. 

O objetivo da ABrELA é oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes com E.L.A., por meio de orientação, informação e assistência aos familiares, bem como divulgação de informações técnico-científicas sobre o diagnóstico e tratamento desta doença para a sociedade e profissionais de saúde. 

Acesse www.abrela.org.br e conheça o nosso trabalho. 

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