Como E Que Se Ganha Hernia?

  • Hérnia é um termo médico utilizado para descrever quando um órgão interno se desloca e acaba ficando saliente por baixo da pele, devido a uma fragilidade, o que pode acontecer em qualquer parte do corpo, como umbigo, abdômen, coxa, virilha ou coluna, por exemplo. 
  • Um dos tipos mais comuns de hérnia é a hérnia inguinal, em que um pedaço do intestino consegue se deslocar por entre a parede abdominal e ficar visível, como uma pequena saliência ou inchaço, debaixo da pele na região íntima. 
  • Quando uma hérnia aparece, ela precisa ser tratada e o mais comum é realizar uma cirurgia, com anestesia epidural.
  • Como E Que Se Ganha Hernia?
  • Os tipos de hérnia variam de acordo com a causa e o local do corpo em que aparecem.
  • As hérnias mais frequentes são:

1. Hérnia inguinal

A hérnia inguinal é uma saliência que aparece na virilha e ocorre quando se tem uma abertura nos músculos abdominais fazendo com que uma parte do intestino ou de outro órgão do abdômen consiga sair por essa abertura. 

Este tipo de hérnia geralmente não causa dor, mas pode ser observado como um pequeno inchaço na região, que pode estar sempre presente ou aparecer quando se faz esforços. A hérnia inguinal pode acontecer em homens e mulheres, mas nos homens a hérnia pode afetar também o escroto, causando dor ou dificuldade para andar, por exemplo.

2. Hérnia de disco

A hérnia de disco afeta a coluna e ocorre nos discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores entre as vértebras da coluna, sendo mais comum em idosos por um processo natural de envelhecimento ou por obesidade, carregar peso em excesso ou por enfraquecimento dos músculos do abdômen e das costas que dão suporte à coluna.

Os sintomas da hérnia de disco geralmente aparecem quando a hérnia se localiza na região lombar e incluem dor, formigamento ou dormência das pernas, pela compressão dos nervos que ficam próximos da vértebra. 

3. Hérnia de hiato

A hérnia de hiato, também chamada de hérnia diafragmática, acontece quando uma parte do estômago consegue passar pelo hiato, que é um orifício presente no músculo diafragma responsável por separar o tórax do abdômen. 

Quando acontece a hérnia, uma parte do estômago acaba por subir pelo hiato e fica localizada no tórax, gerando sintomas semelhantes aos do refluxo, como sensação de queimação no estômago, arrotos ou refluxo dos ácidos do estômago que podem provocar tosse e enjoo.

Como E Que Se Ganha Hernia?

4. Hérnia umbilical

A hérnia umbilical é a passagem de uma parte do intestino através dos músculos do abdômen, o que normalmente provoca um estufamento na região do umbigo. Esse tipo de hérnia é mais comum em bebês ou crianças e geralmente não precisa de tratamento específico. 

5. Hérnia femoral

A hérnia femoral acontece quando uma parte do intestino consegue passar através dos músculos do abdômen, na região do canal femoral, e causa uma saliência na coxa ou na virilha. 

Além disso, a hérnia femoral pode causar sintomas de dor abdominal, náusea, vômitos ou cólicas intestinais, por exemplo.

6. Hérnia muscular

A hérnia muscular pode surgir em qualquer músculo do corpo, mas são mais comuns nas pernas, na região entre os joelhos e o tornozelo. Este tipo de hérnia é mais comum em adolescentes e jovens que praticam atividades físicas intensas.

Como E Que Se Ganha Hernia?

7. Hérnia incisional

A hérnia incisional pode acontecer na cicatriz de uma cirurgia abdominal, meses ou anos após a cirurgia, e geralmente não causa sintoma, apenas um pequeno inchaço ou nódulo na cicatriz. No entanto, com o passar do tempo a hérnia incisional pode aumentar, causando dor no local. Nestes casos, pode ser indicada cirurgia.  

Causas da hérnia

A hérnia pode ter diversas causas, mas as mais comuns são: 

  • Levantamento de pesos na academia ou no trabalho;
  • Carregar bolsas muito pesadas frequentemente;
  • Tosse excessiva;
  • Esforço extremo;
  • Fazer muita força para defecar;
  • Ter várias gravidezes num curto espaço de tempo.

As hérnias podem surgir em qualquer idade, mas são mais frequente nos adultos. Nas crianças a hérnia mais comum é a hérnia umbilical, que surge por volta dos 6 meses de idade e geralmente some sozinha por volta dos 4 anos. 

Sintomas da hérnia

Alguns dos sintomas que podem indicar a presença de uma hérnia podem incluir: 

  • Saliência na pele, em qualquer região do corpo;
  • Inchaço no local da saliência;
  • Dor na região, especialmente depois de realizar esforços;
  • Dor na região ao evacuar ou tossir.

Em alguns casos o diagnóstico da hérnia pode ser feito com base nos sintomas e através da palpação local de forma a identificar se existe alguma protuberância ou saliência sob a pele. No entanto, para confirmar o diagnóstico o médico pode pedir a realização de uma ultrassonografia.

Se a região da hérnia inchar, mudar de cor ou se a dor for muito forte, é recomendado ir para o hospital imediatamente.

Principais tratamentos para a hérnia

Os tratamentos para hérnia dependem do tipo de hérnia e incluem:

1. Cirurgia

A cirurgia para hérnia é o melhor tratamento disponível, e consiste em reposicionar o órgão no seu devido lugar, colocando se necessário uma tela de proteção para evitar que a hérnia volte. 

A cirurgia pode ser feita nos casos de:

  • Hérnia umbilical em adultos;
  • Hérnia inguinal;
  • Hérnia femoral;
  • Hernia muscular;
  • Hérnia incisional;
  • Hérnia de disco que não melhora com fisioterapia.

Para a hérnia de hiato pode ser feita cirurgia exclusivamente por laparoscopia no casos mais graves e que não melhoram com o uso de medicamentos.  

O ideal é fazer a cirurgia logo que a hérnia é diagnosticada para evitar complicações como o estrangulamento do órgão que acontece quando a hérnia não volta para o lugar e prende a circulação sanguínea no local.

2. Medicamentos 

Os medicamentos para hérnia, principalmente hérnia de disco, podem incluir analgésicos para dor como paracetamol ou dipirona ou opióides prescritos pelo médico em casos de dores fortes.

Nos casos de hérnia de hiato, pode-se utilizar omeprazol ou esomeprazol, por exemplo, para reduzir os sintomas de queimação no estômago e refluxo gastroesofágico.

3. Observação

A observação é indicada nos casos de hérnia umbilical em crianças e bebês pois geralmente não necessitam de tratamento específico podendo ser somente feito o acompanhamento médico.

Além disso, o tratamento da hérnia muscular é repouso ou uso de meias de compressão indicadas pelo médico, sendo a cirurgia indicada somente e nos casos de dor intensa

Hérnia discal

A hérnia discal ou hérnia de disco é um deslocamento de parte do disco intervertebral para fora da sua localização anatómica normal, podendo comprimir as estruturas nervosas vizinhas, causando dor e alterações neurológicas.

Os discos intervertebrais constituem articulações entre as vértebras permitindo o movimento da coluna vertebral e a absorção de choques. Cada disco é formado por uma camada externa firme (ânulo fibroso), envolvendo um centro gelatinoso (núcleo pulposo). No centro da coluna encontra-se um canal, o canal vertebral, onde estão a medula e os nervos espinhais.

O aparecimento de uma fenda no ânulo permite a passagem de material do núcleo para o canal vertebral, constituindo a hérnia discal, que vai provocar sintomas ao pressionar a medula ou os nervos.

Designa-se por abaulamento discal as situações em que o conteúdo do núcleo não se exterioriza para o canal, mas todo o disco está saliente.

Quando essa saliência é muito focalizada, mas a fissura do ânulo não é completa estamos perante uma protrusão discal.

Na hérnia discal extrusa, o conteúdo do núcleo atravessa totalmente o ânulo, e em algumas situações separa-se do resto do disco ficando livre dentro do canal, designando-se por sequestro.

Conforme a localização na coluna vertebral designamos a hérnia por hérnia discal cervical, dorsal ou torácica, e lombar.

Hérnia discal cervical

A hérnia discal cervical, ou simplesmente hérnia cervical ocorre habitualmente entre a 5ª e 6ª (hérnia discal C5C6) ou 6ª e 7ª vértebras cervicais (hérnia discal C6C7), comprimindo os nervos que emergem da coluna nestes segmentos. Manifesta-se por uma dor irradiada ao longo do braço, braquialgia ou cervicobraquialgia, acompanhada de alterações neurológicas variáveis.

Hérnia discal lombar

A hérnia discal lombar, ou simplesmente hérnia lombar ocorre habitualmente entre a 4ª e 5ª vértebras lombares (hérnia discal L4L5) ou entre a 5ª vértebra lombar e 1ª vértebra do sacro (hérnia discal L5S1), comprimindo os nervos que emergem da coluna nestes segmentos.

Manifesta-se por uma dor irradiada ao longo da face lateral ou posterior da perna até ao pé, ciática, acompanhada de alterações neurológicas variáveis. Mais raramente podem ser afetados outros níveis lombares, sendo que nestes casos a dor irradia pela face anterior da coxa e habitualmente não ultrapassa o joelho.

Hérnia discal dorsal ou torácica

A hérnia discal dorsal ou torácica é muito mais rara e o diagnóstico nem sempre fácil. Manifesta-se por perturbações da sensibilidade, perda de força do tronco e membros inferiores, alteração do padrão de marcha, e disfunção urinária ou intestinal.

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Hérnia discal – causas

Na infância e adolescência os discos são bem hidratados, mas à medida que envelhecemos, o conteúdo de água vai diminuindo, tornando os discos menos elásticos e mais suscetíveis a lesões, sendo o aparecimento de hérnias discais mais frequente entre os 30 e os 50 anos de idade.

Predisposição genética, pegar em pesos de forma inadequada, tabaco, peso excessivo, pressão súbita ou esforços repetitivos são fatores de risco para o aparecimento de uma hérnia de disco, mas é comum que o doente não se recorde de nenhuma atividade ou acontecimento particular que tenham desencadeado os sintomas.

Sintomas de hérnia discal

Os sintomas são provocados pela compressão e inflamação dos nervos ou da medula, e variam conforme a localização da hérnia discal.

Hérnia discal cervical – sintomas

A hérnia discal cervical manifesta-se por dor irradiando ao longo do braço, por vezes até à mão (braquialgia), acompanhada ou não de dor cervical (cervicalgia ou cervicobraquialgia). A compressão e inflamação do nervo provoca espasmo e dor dos músculos do pescoço, ombro e braço, descrita como ardência, queimor ou pontada.

Outros sintomas são: dor de cabeça (cefaleias), adormecimento, formigueiro, alterações da sensibilidade e fraqueza muscular do membro afetado. Em casos excecionais há perda do controle da bexiga e dos intestinos, podendo significar uma compressão grave da medula, pelo que se deve procurar observação médica urgente.

Hérnia discal lombar – sintomas

O sintoma mais comum é a ciática, uma dor aguda irradiando pela face lateral ou posterior de uma perna até ao pé, e é causada pela pressão da hérnia discal sobre os nervos L5 ou S1.

A dor de costas pode estar presente, mas por si só não é suficiente para diagnosticar uma hérnia de disco. Outros sintomas são: adormecimento, formigueiro, alterações da sensibilidade e fraqueza muscular do membro afetado.

Mais raramente, quando estão envolvidos outros nervos lombares, a dor irradia pela face anterior da coxa e habitualmente não ultrapassa o joelho (cruralgia).

Saiba, aqui, tudo sobre dor ciática.

Hérnia discal – diagnóstico

Para se fazer o diagnóstico é necessária uma história e um exame físico completos, incluindo um exame neurológico para determinar quais os nervos afetados. Embora o RX faça parte do estudo da dor de costas ou dos membros, e possa mostrar alterações degenerativas do envelhecimento, não é possível visualizar a hérnia discal neste exame.

O exame ideal para o diagnóstico é a Ressonância Magnética (RMN) da coluna, ou em alternativa a Tomografia Axial Computorizada (TAC). Em alguns casos pode ser útil o estudo da condução nervosa e Eletromiografia (EMG).

Saiba, aqui, o que é ressonância magnética da coluna.

Hérnia discal tem cura?

Em mais de 90% dos casos os sintomas da hérnia discal regridem ao fim de 4 a 6 semanas, podendo a hérnia desaparecer com o tempo. Na fase inicial deve ser tentado um tratamento conservador, não cirúrgico, e apenas em casos excecionais se poderá ter que recorrer à cirurgia.

Hérnia discal – tratamento

O tratamento conservador, não cirúrgico, resulta na maioria dos doentes e deve ser tentado inicialmente.

Restringir a atividade física, especialmente movimentos de flexão e transporte de pesos, períodos curtos de repouso, e medicação analgésica é, por norma, suficiente.

Adicionalmente podem ser prescritos medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares e colares ou cintas de imobilização.

Técnicas de relaxamento, fortalecimento dos músculos do pescoço, das costas e abdominais, caminhadas, pilates e ioga, são exercícios recomendados, juntamente com a fisioterapia, que podem ajudar a prevenir novos episódios.

No caso de falência destas medidas, as infiltrações epidurais de corticoides na coluna podem proporcionar alívio sintomático, ao reduzir a inflamação nervosa.

Estas injeções, com taxas de complicações muito baixas, são feitas em ambulatório, sem necessidade de internamento.

Outras técnicas percutâneas, pouco invasivas, como a nucleoplastia por coblação ou plasma, IDET e ozonoterapia, são usadas em casos muito particulares, mas os resultados não estão comprovados.

Quando operar? A cirurgia só está indicada em caso de persistência, recorrência ou agravamento de sintomas após pelo menos 6 semanas de tratamento conservador, ou em pacientes que se apresentam inicialmente com dor não controlada, alterações neurológicas significativas ou disfunção urinária ou intestinal.

Cirurgia de hérnia discal

Ao contrário do tratamento conservador que é bastante semelhante independentemente da localização da hérnia, o tratamento cirúrgico das hérnias discais cervical e lombar é muito distinto.

Cirurgia de hérnia discal cervical

A discectomia e artrodese cervical anterior é o procedimento cirúrgico mais usado e envolve a remoção de todo o disco e fragmento herniado e promoção da fusão ou união entre as vértebras com a colocação de um enxerto, habitualmente retirado do osso ilíaco e de uma placa e parafusos, ou de um dispositivo (cage) contendo um substituto ósseo.

O procedimento é realizado sob anestesia geral, por abordagem pela face anterior do pescoço e com utilização de instrumentos de aumento (microscópio cirúrgico ou lupas), e implica 1 ou 2 dias de internamento.

Em casos selecionados pode, em alternativa, ser colocada uma prótese de disco cervical, por forma a manter o movimento do segmento afetado.

Mais raramente é possível descomprimir as estruturas nervosas por uma abordagem pela face posterior do pescoço, sem necessidade de fusão intervertebral.

Como em qualquer outra operação há riscos e complicações, que são, no entanto, muito baixos: infeção, hematoma, lesão nervosa, lesão da medula e lesão dural (ferida no saco que envolve os nervos da coluna).

Outras complicações associadas à abordagem anterior da coluna incluem: dificuldade em engolir (atinge cerca de 10-30% dos pacientes, geralmente transitória), alterações da voz, má colocação ou desvio dos implantes, lesão do esófago, dor no local da colheita do enxerto (se for usado osso ilíaco), e não união das vértebras.

Os resultados da cirurgia são muito bons em mais de 90% dos casos. Normalmente é prescrito o uso de um colar cervical por 4-6 semanas. Na fase inicial é importante manter alguma atividade ligeira, com pequenos períodos de caminhada que vão aumentando de duração e intensidade progressivamente.

Poderá ser recomendada fisioterapia, que só é iniciada 4-6 semanas após a operação. Embora a fusão intervertebral só esteja completa por volta dos 3 meses, entre a 3ª e a 6ª semana é possível retornar ao trabalho, dependendo da exigência física e da recuperação.

Cirurgia de hérnia discal Lombar

A microdiscectomia é a cirurgia de hérnia discal mais usada atualmente.

Nesta técnica, realizada habitualmente sob anestesia geral e com utilização de instrumentos de aumento (microscópio cirúrgico ou lupas), é feita uma pequena incisão nas costas através da qual se acede à coluna vertebral para remoção dos fragmentos herniados do disco, descomprimindo assim o nervo.

Pode ser realizada por técnicas convencionais abertas ou mini-invasivas (tubos), permitindo incisões entre 2 e 5 cm, com um pós operatório simples e rápido. Em casos excecionais pode ser feita em ambulatório, mas a maioria dos doentes tem alta no dia seguinte e os pontos são retirados entre o 10º e o 15º dia.

Embora seja uma operação comum, não está isenta de riscos e complicações, que são, no entanto, muito baixos: infeção, lesão do nervo, lesão dural (ferida no saco que envolve os nervos da coluna, que necessita de reparação intraoperatória e que não causa, habitualmente, problemas significativos para o doente) e hematoma.

Os resultados da cirurgia são muito bons em mais de 90% dos casos. Tipicamente a dor é o primeiro sintoma a melhorar, seguido das alterações da força e, finalmente, da sensibilidade, podendo manter-se uma área de adormecimento na perna ou pé.

É importante lembrar que a cirurgia é indicada pelos sintomas da perna, pelo que a dor de costas pode persistir com maior ou menor intensidade. Na fase inicial é importante manter alguma atividade ligeira, com pequenos períodos de caminhada que vão aumentando de duração e intensidade progressivamente.

Poderá ser recomendada fisioterapia, que só é iniciada 4 semanas após a operação. Entre a 3ª e a 6ª semana é habitual retornar ao trabalho, dependendo da exigência física e da recuperação.

Independentemente da técnica cirúrgica e do protocolo de reabilitação existe uma probabilidade de recidiva da hérnia discal, com recorrência dos sintomas, em cerca de 5-10% dos casos no espaço de 10 anos, podendo necessitar de nova cirurgia.

O que é hérnia de hiato: causas, sintomas e a cirurgia

A hérnia de hiato é causada por um afrouxamento na musculatura entre o peito e o abdômen. Como resultado, podem surgir refluxo e queimação. Ganho de peso, gestação, tosse ou constipação crônicas estão entre os fatores de risco para o problema. Mas o que é a hérnia de hiato exatamente e como lidar com ela? Confira abaixo:

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Como surge a hérnia

O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen. Ele tem um orifício por meio do qual passa o esôfago, órgão que começa no pescoço e leva a comida recém-engolida até o estômago. Esse orifício foi batizado de hiato, ou, para os mais técnicos, hiato esofagiano.

Existem ligamentos que mantêm a parte inferior do esôfago no lugar certo, dentro do abdômen. Mas às vezes essas estruturas sofrem um relaxamento ou o hiato se alarga, permitindo que parte do esôfago escape do orifício em direção ao tórax. Pronto: formou-se a hérnia.

À medida que ganha tamanho, a hérnia de hiato passa a produzir sintomas. A pessoa pode sentir dificuldade para engolir e dores no peito, às vezes confundidas com infarto.

Em algumas situações, a hérnia leva ao mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior, válvula responsável por garantir que os restos de alimentos não retornem esôfago acima.

Quando isso acontece, ácidos do estômago sobem e causam queimação e refluxo.

Há dois tipos de hérnia de hiato. A por deslizamento, mais comum, consiste no deslocamento do esôfago pelo hiato. Já na paraesofágica, a junção entre esôfago e estômago está ok, mas parte do estômago se projeta pelo hiato.

A cirurgia como tratamento para hérnia de hiato

Se a hérnia for pequena e assintomática, não é preciso erradicá-la. Mas, quando ela cresce, pode comprometer outros órgãos e a qualidade de vida.

Se for muito volumosa, passa a disputar espaço com o coração e alterar o ritmo cardíaco ou, ainda, prejudica a irrigação do estômago. Nesses casos, indica-se a cirurgia, que recoloca a porção que passou pelo orifício na posição original e recompõe o hiato.

A operação pode ser sugerida também para a reconstrução da anatomia do esfíncter esofágico inferior nos casos de refluxo mais grave. Isso aumenta sua elasticidade e assegura que ácidos e alimentos não subam pelo esôfago.

Como evitar o refluxo provocado pela hérnia de hiato

  • Comer lenta e espaçadamente, em intervalos de três horas.
  • Evitar refeições pesadas duas horas e meia antes de dormir.
  • Elevar a cabeceira da cama quando se deitar.
  • Maneirar no consumo de comida gordurosa ou bem temperada.
  • Evitar bebidas com gás e reduzir a ingestão de álcool.
  • Se estiver acima do peso, buscar emagrecer.
  • Parar de fumar, pois o cigarro piora a situação.
  • Usar remédios específicos se o médico os prescrever.

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Hérnia de Disco: O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

A hérnia de disco ocorre com mais frequência na parte baixa ou lombar das costas, ou na região da nuca (cervical).

É importante entender que a coluna vertebral é formada por articulações compostas pelas vértebras, entre as quais existem os pelos discos intervertebrais, eles são formados por um anel fibroso e um núcleo gelatinoso conhecido como núcleo pulposo.

Os discos são responsáveis pela sustentação do peso do próprio corpo e de todos os movimentos que você faz como inclinação e rotação da coluna. Sua função é de amortecimento, absorvendo os impactos que a coluna sofre diariamente.

Se a hérnia de disco for grande o suficiente, o tecido discal pode pressionar os nervos espinhais adjacentes que saem da coluna vertebral, gerando dor irradiada (para os braços na hérnia cervical, e para as pernas na hérnia lombar).

O exame físico, exames de imagem e outros exames complementares (como a eletroneuromiografia) podem auxiliar no diagnóstico de uma hérnia de disco.

Estudos de prevalência mostram que mais de 60% das hérnias de disco visualizadas em exames de imagem são assintomáticas. Ou seja, não há correlação clínica com a imagem. Por exemplo, o paciente pode apresentar lesão extrusa ou protrusa e não sentir nada de dor ou formigamento!

Assim, é importante uma avaliação de um médico especialista caso você apresente dores lombares, para o diagnóstico correto e tratamento adequado.

Dependendo da gravidade dos sintomas, os tratamentos para um disco de hérnia incluem fisioterapia, medicamentos para relaxamento muscular, medicação para dor, medicamentos anti-inflamatórios, infiltrações e bloqueios anestésicos, e em raríssimos casos, procedimentos cirúrgicos.

Vídeo explicativo sobre Hérnia de disco

A hérnia de disco tem sua causa relacionada ao aumento da força exercida no núcleo pulposo, fazendo com que ele se desloque rompendo o anel fibroso. O anel vai em direção ao canal medular ou em direção aos espaços por onde as raízes nervosas passam gerando compressão destas estruturas.

Para entender melhor: De forma simplificada entendamos que o material gelatinoso do núcleo vaze para outros lugares devido ao rompimento do anel e ocupa espaços de outras estruturas, comprimindo-as e gerando dor.

Entretanto, há casos em que o núcleo pulposo não se rompe, ele apenas se descola empurrando contra as estruturas ao redor. Quando isso acontece o problema ganha outro nome, o de protrusão discal.

Importante perceber que a hérnia de disco pode ser em qualquer região da coluna, sendo as mais comuns a lombar ou cervical.

A hérnia discal na cervical gera dor e rigidez na nuca, ombros e braços. A pessoa também sente dificuldade de movimentação dos braços e pode apresentar sensação de formigamento.

Outra causa comum da hérnia de disco é o desgaste pelo tempo. Com o passar do tempo, com toda a força e o uso excessivo o núcleo pode enfraquecer e se romper. Por fim, também há causas externas, como acidentes ou traumas.

Diversas condições estão associadas à maior predisponibilidade de alguns indivíduos a desenvolver hérnia de disco.

São elas:

Evidências científicas mostram que existem inúmeras circunstâncias que contribuem para o desencadeamento da dor lombar, como insatisfação laboral, obesidade, hábito de fumar, sedentarismo, síndromes depressivas, fatores genéticos e antropológicos, alterações climáticas, modificação na pressão atmosférica e outros.

As causas são muitas, e os tratamentos também

Em muitos casos a hérnia de disco pode ser assintomática, por isso algumas pessoas possuem esta afecção e nem sabem. É comum encontrar e muitos pacientes protrusões discais ou pequenas hérnias em exames de imagem como a ressonância magnética.

Quando o sintoma da dor da hérnia surge, este torna-se insuportável, podendo se irradiar na região lombar e cervical.

Sintomas de Hérnia de Disco Lombar

Em suma, a dor é o sinal mais significativo do problema, porém há características e outros sintomas da hérnia de disco lombar, veja:

Dor irradiando para as pernas, quando o desgaste acontece na região lombar

Dor na região lombar, com piora à flexão da coluna vertebral (flexão anterior)

Sensação de formigamento, sensação de queimação irradiada (parestesias ou disestesias)

Sensação de fraqueza nas pernas, por atingir raízes dos nervos da musculatura das pernas

Dificuldade em elevar a parte anterior do pé (pé caído ou pé em gota)

Dor ao longo do trajeto do nervo ciático (coluna, nádega, coxa e perna)

Sintomas de Hérnia de Disco Cervical

A diferença sintomática entre a hérnia na região cervical e lombar é justamente a localização da dor, de forma que a cervical apresenta uma variedade de sintomas na região do pescoço, ombros, braços, mãos e dedos.

O padrão de dor irá depender principalmente da localização do disco herniado.

A região cervical consiste de 7 vértebras cervicais, também chamadas de C1 a C7, com a numeração aumentando de cima para baixo. O nervo que é afetado pela herniação de disco é o nervo que sai na altura da vértebra. Por exemplo, no nível entre C5-C6, a raiz afetada é o do nervo C6.

Dor nos braços ou ombros, quando o problema está na região da nuca (cervical)

Dor com padrão em choque, ou agulhada fina, na região cervical até os braços

Sensação de formigamento nos ombros, braços e mãos, dependendo da altura da hérnia

Sensação de fraqueza nos braços, por atingir raízes dos nervos do membro superior

Dor ao se mover o pescoço, como na flexão anterior ou rotação lateral do mesmo.

Sensações desagradáveis (disestesias) na região cervical ou membro superior

  • Na avaliação de um paciente com hérnia de disco, a anamnese (histórico médico) e exame físico neurológico são essenciais.
  • É necessário afastar outras causas de dores cervicais ou lombares.
  • O exame neurológico, caso apresente alterações motoras ou sensitivas, associadas a dor em manobras ortopédicas especiais, pode indicar um sinal de radiculopatia.
  • Exames complementares podem ser solicitados para localização da lesão e exclusão de outras patologias, tais como:

Caso contrário, mantenha-se ativo. Ficar na cama por mais de 1 ou 2 dias pode enfraquecer seus músculos e piorar o problema. Caminhar e outras atividades leves podem ajudar.

15 a 20 minutos a cada 2 ou 3 horas. O calor ajuda no relaxamento muscular e analgesia, podendo proporcionar um alívio temporário da dor

Exercícios de alongamento da musculatura posterior das pernas, exercícios de extensão lombar e cervical podem trazer alívio da dor.

Com objetivo de analgesia, relaxamento muscular, melhora da funcionalidade e evitar novas lesões ou cronificação da dor. Trabalha-se postura adequada, correção biomecânica, alongamentos, e exercícios de fortalecimento.

Tratamento complementar para alívio de dor, fortalecimento muscular, além de melhorar amplitude de movimento e flexibilidade.

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Analgésicos simples, como dipirona e paracetamol, podem ser utilizados para casos de dor leve a moderada.

Anti-inflamatórios não esteroidais (ou seja, sem corticóide) podem ser utilizados na fase aguda, durante curtos períodos (5 a 10 dias) para diminuição da inflamação local e alívio de dor. O uso prolongado traz riscos cardíacos, hepáticos e renais.

Para dores de leve a moderada intensidade. Efeitos adversos comuns incluem sonolência excessiva e boca seca.

A acupuntura pode ser utilizada para alívio da dor. Tem efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular, sendo um tratamento complementar na reabilitação e analgesia do paciente.

Infiltrações guiadas, usadas em casos refratários ao tratamento conservador. Pode ser realizado para auxílio diagnóstico e tratamento

Indicado em casos de ausência de sucesso no tratamento conservador. Procedimento intervencionistas, que consiste na introdução de uma fina agulha, em que se “queima” nervos sensitivos.

Indicado apenas em último caso, quando há falha no tratamento à base de remédios e fisioterapia, ou quando há sinais neurológicos mais graves como perda de força ou limitação.

Posturas inadequadas sobrecarregam a coluna e aumentam a carga nos discos intervertebrais.

Apesar de poucos estudos científicos, usar sapato de salto muito alto aumenta a curvatura natural da região lombar. Assim, a musculatura local fica cansada e pode causar dores. Esta é uma predisposição para hérnia.

Excessos poderão sobrecarregar a coluna, já que os músculos da barriga e das costas protegem-na. Quanto mais peso a pessoa tiver, maior será a quantidade de gordura (e menos de músculos), diminuindo a proteção. Desta forma, todo o peso do corpo será equilibrado pela coluna.

Se você precisar carregar vinte quilos em suas costas eventualmente, a sobrecarga provavelmente não acarretará danos. Porém, se esta atividade for frequente, como acontece em algumas funções de trabalho, poderão acontecer prejuízos aos discos invertebrais. O ideal é não carregar mais do que 10% do seu peso.

As substâncias presentes no cigarro diminuem a quantidade de vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição dos discos. Se não forem nutridos adequadamente, ficarão enfraquecidos e mais suscetíveis a lesões, como a hérnia de disco.

O excesso e treinos inadequados podem sobrecarregar músculos e articulações, além de provar lesões na coluna. Sempre se alongue antes de começar uma atividade.

Ao pegar objetos que estão no chão, abaixe-se com os joelhos, em vez de curvar a coluna. Você deve se levantar da cadeira e dobrar os dois joelhos, mantendo a coluna reta.

Atente-se ao alinhamento correto de equipamentos eletrônicos e móveis. Coloque uma almofada no encosto da cadeira e levante-se a cada meia hora, fazendo pequenos alongamentos ao longo do dia.

A hérnia de disco ocorre quando um disco (um dos “amortecedores” da coluna) desenvolve uma rachadura ou fissura na sua casca exterior (anel fibroso), o que permite que o fluido interno do disco interna (o núcleo pulposo) possa escapar e comprimir a raiz de um nervo, resultando em dor.

O que faz com que os discos herniem?

A maioria das hérnias de disco são causadas por alterações degenerativas que ocorrem na coluna vertebral, como parte do processo natural de envelhecimento. Após facilitarem o movimento e suportarem o peso do corpo por anos, os discos podem tornar-se menos flexíveis, perder o conteúdo de água e endurecerem (degeneração discal), tornando-os propensos a herniarem.

Quais são os sintomas de uma hérnia de disco?

Surpreendentemente, alguns pacientes com hérnia de disco não apresentam sintomas.

Enquanto o rompimento no anel fibroso pode causar dor localizada e inflamação, sintomas graves normalmente só ocorrem quando o núcleo pulposo entra no canal espinhal e comprime um nervo espinhal, raiz do nervo ou a própria medula espinhal. Quando isso ocorre, os sintomas podem incluir dor, dormência, formigamento e fraqueza muscular que irradia para os membros.

Por que é importante avaliar com cuidado a irradiação da dor?

A dor lombar simples geralmente não irradia, mas quando ela irradia é importante analisar. quando ele vai até o joelho pode estar relacionada com estruturas da própria coluna, já quando irradia abaixo do joelho é radicular (pela lombociatalgia).

Analisando o trajeto da dor é possível diagnosticar a raiz da dor. Por isso é importante avaliar com cuidado a irradiação.

Por que a lombalgia mecânica comum pode virar crônica?

É possível uma dor lombar mecânica torna-se crônica em alguns casos, mas os estudos ainda não estão totalmente esclarecidos.

Não é possível identificar com certeza a causa de evolução, mas sabemos que os fatores de risco para dor lombar crônica diferem dos fatores de risco da lombalgia aguda e mecânica.

É comum médicos errarem no diagnóstico? Qual a principal causa do erro?

Muitos pacientes com lombalgia não sabem definir exatamente onde está sua dor, além disso, existe uma super valorização dos exames de imagens.

Essa é a principal fonte de erro nos diagnósticos, o exame de imagem é importante para verificar infecções e neoplasias, mas vários aspectos da coluna são inespecíficos nesse exame. Alguns médicos também deixam de fazer exame físico e anamnese que são importantes para definir um diagnóstico correto.

Fatos sobre hérnia de disco – causas, sintomas, fatores de risco e diagnóstico

Você provavelmente conhece a hérnia cervical pelo seu nome mais popular: “hérnia de disco”. Neste caso, o disco pode abrir, fazendo com que o líquido interno force os nervos ao redor na coluna. Para alguns, substituir cirurgicamente o disco afetado por um artificial pode ser uma opção viável.

Dores e sintomas causados por uma hérnia de disco são problemas comuns para alguns adultos. A coluna vertebral é composta de muitas estruturas anatômicas diferentes, incluindo músculos, ossos, ligamentos e articulações. Cada uma destas estruturas tem terminações nervosas que podem detectar problemas dolorosos quando estes ocorrerem.

Definição

Os tecidos entre os ossos da coluna são denominados discos intervertebrais. Estes discos são compostos de um centro macio, semelhante a um gel, e um revestimento externo rígido.

O disco intervertebral cria uma junta entre cada um dos ossos da coluna que os permite se moverem. Quando o revestimento externo de um disco se rompe, seu centro pode passar pela abertura, criando uma hérnia de disco.

À medida que envelhecemos, os discos em nossas colunas podem perder sua flexibilidade e elasticidade. Os ligamentos em torno dos discos se tornam frágeis e rompem com maior facilidade. Quando ocorre uma hérnia de disco, a mesma pode pressionar nervos espinhais próximos (radiculopatia) ou pressionar a medula espinhal (mielopatia), causando dolorosos sintomas.

Uma hérnia de disco pode causar dores no pescoço, dor irradiante nos braços, dores nos ombros e dormência ou formigamento nos braços ou mãos. A qualidade e tipo de dor pode ser enfadonho, contínua e difícil de localizar. Ela também pode ser aguda, com ardência e de fácil identificação.

Dores nos braços e no pescoço geralmente são o primeiro sinal de que suas raízes nervosas estão irritadas por conta de um problema no pescoço.

Sintomas como dormência, formigamento e fraqueza nos músculos podem indicar um problema mais sério.

A principal reclamação relacionada a uma hérnia de disco nas costas geralmente é uma dor cortante, pronunciada. Em alguns casos, pode haver um histórico de episódios prévios de dor localizada, que se apresenta nas costas e continua pela perna em que está o nervo afetado.

Normalmente, a dor é descrita como profunda e pronunciada, muitas vezes piorando ao passo em que percorre a perna afetada. A dor de uma hérnia de disco pode ocorrer de forma súbita ou ser anunciada por uma sensação de rasgo ou estalo na coluna.

Processos de envelhecimento e o desgaste generalizado da coluna podem aumentar as chances de se desenvolver uma hérnia de disco, que também pode ser causada por atividades repetitivas ou algum ferimento causado à coluna.

O diagnóstico de uma hérnia de disco começa com um exame físico completo da coluna vertebral, braços e extremidades inferiores. O médico examinará a flexibilidade e a amplitude dos movimentos de sua coluna vertebral, além de sinais que sugiram que sua raízes nervosas ou medula espinhal estejam sendo afetadas por uma hérnia de disco.

Talvez seja preciso preencher um diagrama em que serão apontados sintomas de dor, dormência, formigamento e fraqueza. Além disso, é possível que haja a necessidade de exames radiográficos ou ressonância magnética (RM).

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