Como E Que Se Faz Sexo?

15 de julho de 2020

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

O sexo a três é uma relação sexual que envolve uma terceira pessoa. Geralmente, um casal casado em busca de aventuras sexuais e outro indivíduo da escolha do mesmo. O arranjo mais comum, o qual também é amplamente representado na mídia, são duas mulheres e um homem.

Mas não há regras! Pessoas de qualquer status civil, gênero e orientação sexual podem fazer um ménage à trois. Aliás, esta expressão francesa pode ser traduzida como ‘família de três pessoas’. Uma definição intimista para este ato sexual que desperta tanto interesse.

A ideia de adicionar uma terceira pessoa ao sexo é instigante. As múltiplas possibilidades de toques e posições sexuais aguçam a curiosidade de casais que desejam apimentar o relacionamento. Apenas fantasiar sobre a experiência pode despertar o desejo sexual. Mas como conciliar a atração e o prazer na transa com três pessoas?

O que saber antes de fazer sexo a três

Quando o assunto é ménage à trois, é comum a mente imaginar um cenário de filme bem caliente e excitante, além de parceiros sexuais extremamente receptivos à ideia. Muitas vezes, nas telonas o sexo a três é feito no calor do momento, em uma festa ou durante uma noite sexy, com pessoas desconhecidas ou pouco conhecidas.

Na vida real, porém, não é tão fácil assim. Todos os participantes precisam compartilhar de um nível elevado de maturidade e respeito mútuo, além de vontade sexual. Caso contrário, a experiência pode nem chegar aos pés da fantasia criada em sua cabeça.

E ninguém quer isso, certo?

A transa com três pessoas não é só sexo. Ela consiste no contato e no diálogo entre três indivíduos diferentes. Cada um com personalidades, desejos e sentimentos próprios.

Como E Que Se Faz Sexo?Três indivíduos se relacionando ao mesmo tempo, compartilhando emoções e desejos.

Ou seja, não dá para trazer o cenário de filme para a realidade, pois os seres humanos são complexos e se envolvem emocionalmente com pessoas, situações e até ideias. Então, antes de embarcar nessa aventura tão desejada, o casal precisa pensar bem.   

Quais são os seus objetivos?

Pode ser estranho definir objetivos para o sexo, algo tão natural do ser humano. Entretanto, para que todas as partes envolvidas se satisfaçam o casal precisa pensar nos seus motivos para querer adicionar uma terceira pessoa à relação sexual.  

Não raro os casados desejam sair da rotina e reviver a chama do casamento. Às vezes, somente um dos integrantes do casal pensa nisso. Quando enfim consegue apresentar a ideia ao parceiro, ela costuma ser recebida com acusações de insatisfação na cama.

Este desejo, porém, não quer dizer que um dos parceiros está incomodado com a vida sexual no relacionamento. Na verdade, é uma representação de confiança e, é claro, amor. O seu parceiro se sente à vontade o suficiente para confiar os desejos sexuais mais extravagantes a você. É preciso confiar muito em outra pessoa para chegar a este nível de intimidade, concorda?

Se é você que tem o interesse, converse com o seu parceiro sobre as suas vontades e fantasias. O diálogo é essencial, seja no sexo a dois ou a três. Pode ser que o parceiro não tope de primeira, então, dê tempo para ele ou ela analisar a situação.

O alerta vermelho acontece quando você sugere ou aceita a sugestão do outro com a intenção de salvar o casamento ou o relacionamento. A noite reservada para a realização de fantasias sexuais pode causar ainda mais estragos emocionais porque o casal não está em harmonia. Assim, neste cenário, o mais indicado é buscar terapia de casal.

Dicas para fazer sexo a três

Confira abaixo as nossas dicas para ter uma experiência a três bacana, respeitosa e inesquecível. Lembrando que a qualquer momento você, como indivíduo ou parte de um casal, pode procurar um profissional da sexualidade humana para conversar sobre o assunto.

Como E Que Se Faz Sexo?

Converse com o seu parceiro

Diálogo é sempre o aspecto mais importante do relacionamento. Além de conversar sobre os desejos de cada um, é preciso discutir a ‘logística’ da ocasião e falar sobre sentimentos. A relação sexual é um momento muito íntimo e emocional, embora algumas pessoas pensem somente no prazer.

Vocês estão confortáveis para fazer sexo a três? Você está pronto para ter este tipo de envolvimento com alguém além do seu parceiro? Como se sentirá ao vê-lo engajar em atividades sexuais com outra pessoa?

Outra questão a ser considerada é a autoestima de cada pessoa do casal. Neste caso, não diz respeito somente a como você se sente de frente para um espelho, mas, sim, se fica bem na própria pele.

Se você tem problemas com isso, é importante considerar trabalhar a sua autoestima antes de tentar inserir uma terceira pessoa nesse tipo de experiência sexual.

Como E Que Se Faz Sexo?

Se você acredita que se sentirá estranho ou ficará com ciúmes depois da experiência, é melhor passar mais tempo conversando com o parceiro antes de tomar uma decisão.

Decidam em conjunto quem será a terceira pessoa

Como decidir quem será a pessoa a se juntar ao casal? Além de ser um indivíduo que desperte a vontade de transar de ambos, deve ser alguém de confiança. Independentemente se for alguém conhecido ou desconhecido, a pessoa deve despertar a segurança no casal. É claro que diálogo também deve ser estabelecido com ela antes do sexo a três.

Se for alguém conhecido, é preciso considerar como vai ser o relacionamento com esse indivíduo depois da experiência. Vai gerar incômodo? O relacionamento de vocês três será afetado de alguma forma? Fofocas também podem surgir quando se trata de uma pessoa do círculo de amigos.

Já com uma pessoa desconhecida é preciso saber o suficiente sobre ela para se sentir confortável para o sexo. Os aplicativos de relacionamento podem ajudar na busca. Muitos casais costumam procurar por pessoas interessadas neles.

Pergunte à pessoa sobre os seus desejos, como se sentiria durante a transa, se deseja fazer sexo com os dois ou somente uma pessoa do casal e se ela possui limitações que gostaria de deixar claro.

A questão da atração pelo mesmo sexo pode ser levantada, pois é natural homens escolherem mulheres e mulheres escolherem homens. Ou seja, a proporção será duas pessoas do mesmo sexo para uma do oposto.

Como a sexualidade humana é complexa, é possível sentir atração no momento da transa mesmo sendo heterossexual. Vários aspectos podem ser excitantes, como as carícias, observar o parceiro e a pessoa, o fato de estar fazendo um ménage a tròis, entre outros.

Estabeleça regras

O sexo a três precisa de regras justamente para cada pessoa se sentir à vontade. Obviamente, as regras não precisam ser rigorosas nem impostas. Elas são mais orientações para que os três participantes estejam de acordo com os limites uns dos outros.

Por exemplo, como serão os beijos? O sexo oral, o sexo anal e a masturbação são permitidos? Haverá penetração? Lembrando que o sexo não é apenas penetração, mas, sim, toda a experiência íntima entre duas ou mais pessoas. Então, decidam juntos o que é tolerável e o que não é conforme os limites de cada pessoa.

Estabelecer algumas regras também é uma forma de prevenir que alguém fique de fora. Se um dos parceiros prestar mais atenção na terceira pessoa, por exemplo, pode haver conflitos entre o casal.

Essa é uma das razões para fazer o ménage à trois somente quando o relacionamento estiver fortalecido e o casal estiver bem resolvido com as questões sexuais.

Respeito e confiança devem estar presentes

Assim como a comunicação, o respeito e a confiança nos parceiros devem ser constantes. Só assim você conseguirá relaxar e aproveitar o sexo sem inibições.

Mas como adquirir tanta segurança se uma pessoa desconhecida for escolhida? Afinal, essa pessoa irá trocar carícias e transar com você e com o parceiro.

A construção desse laço depende do tempo dedicado ao relacionamento. Embora o desejo de ter relações sexuais a três seja forte, o casal pode levar o tempo que quiser para conhecer a terceira pessoa interessada no sexo. Através de conversas por aplicativos ou redes sociais, vocês podem conversar o tempo que acharem necessário.

Proteja-se

Uma das dicas mais importantes é assegurar que todos estejam seguros durante a relação sexual. A camisinha deve ser usada para prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Aliás, pode ser que o número de preservativos seja maior no sexo a três.

Não há como saber totalmente que tipo de posições ou atividades serão feitas no momento. A excitação e a descoberta de novidades podem interferir no plano inicial. Então, tenha vários preservativos. Para preservar a saúde e a segurança, toda vez que houver penetração a camisinha deve ser trocada.

E quando você receber o convite para ser a terceira pessoa no sexo a três?

Como a terceira pessoa, você deve fazer as perguntas certas para se certificar das intenções do casal e da sua própria segurança. Se as duas pessoas forem desconhecidas, dedique tempo para conhecê-las para ter uma experiência prazerosa.

Quando marcar uma data e um local, procure estabelecimentos próprios para o encontro, como os motéis ou um quarto de hotel. Caso a situação não saia como planejado, você pode ir embora facilmente.

Em caso de dúvidas sobre o ménage à trois, saiba que a Vittude possui diversos sexólogos dedicados a aconselhar casais e indivíduos sobre os mais diversos assuntos da sexualidade humana.

Como E Que Se Faz Sexo?

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

9 fatos inusitados sobre sexo em diferentes partes do mundo – BBC News Brasil

Como E Que Se Faz Sexo?

Crédito, Getty Images

Sexo é, provavelmente, a prática mais antiga e universal do mundo, mas a maneira de fazê-lo – ou se abster dele – varia enormemente de país a país.

Desde o celibato até dançar com maçãs cuidadosamente colocadas nas axilas, cada cultura tem um ritual particular para o acasalamento.

O programa da BBC Crossing Continents reuniu alguns desses rituais particulares e inusitados:

Tradicionalmente, os havaianos adoravam e davam nomes carinhosos a seus genitais.

Mas não parava por aí. Tanto a realeza quando os cidadãos comuns tinham seu mele ma'i – um cântico genital personalizado.

Estas odes líricas descreviam, em detalhes, as partes íntimas do indivíduo.

Segundo Milton Diamond, especialista no comportamento sexual das tribos havaianas pré-colonização, o cântico genital da rainha Lili'uokulani's falava de “Travessa”, sua genitália “brincalhona, que sobe e desce”.

O Japão é um dos países com uma queda acentuada na taxa de natalidade nos últimos anos.

O uso da camisinha e da pílula anticoncepcional, o aborto e a incidência de doenças sexualmente transmissíveis também estão em declínio.

“A única explicação para isso é que o povo japonês está fazendo menos sexo”, diz Kunio Kitamura, o diretor da associação de planejamento familiar do Japão.

Um relatório recente mostrou que um número recorde de casais vivem relações sem sexo. Um terço dos homens dizem que estão cansados demais para sexo e um quarto das mulheres afirmam que sexo é incômodo.

Outra pesquisa, feita com pessoas de 18 a 34 anos, mostrou que a proporção de virgens aumentou muito na última década: quase 45% deles dizem nunca ter tido uma relação sexual.

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Em média, a mulher sul-coreana teria 1,05 filhos durante sua vida, mas o país precisa de uma taxa de natalidade de 2,1 nascimentos por mulher – o dobro da atual – para manter sua população estável.

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Para tentar resolver a crise, o governo investiu bilhões em campanhas nas últimas décadas. Mesmo assim, o número de nascimentos continua caindo.

O aumento agudo dos preços de moradia e do custo de criar filhos podem estar por trás da crise, mas uma causa mais provável é o número altíssimo de horas de trabalho no país.

Já que a sociedade espera que as mulheres sejam as principais responsáveis pela crianças, ter um filho significa o sacrifício da carreira – ou trabalhar dobrado permanentemente. E as mulheres estão dizendo não.

Uma região da Rússia criou uma maneira engenhosa de fazer com que a população decrescente volte a procriar.

O governador de Ulyanovsk, à leste de Moscou, declarou que 12 de setembro é o Dia da Concepção: um feriado no qual os casais são encorajados a ficar em casa apenas para produzir filhos.

Os casais que conseguirem ter um bebê nove meses depois desse dia ganham prêmios como geladeiras, máquinas de lavar e câmeras de vídeo.

Nas aldeias do povo indígena Mehináku que vivem no sul do Parque Indígena do Xingu, as mulheres têm uma maneira simples de decidir entre seus pretendentes.

Os homens que estão competindo pelo coração de uma mulher devem trazer para ela um peixe fresco de presente.

Invariavelmente, o homem que pegou o maior peixe é bem-sucedido.

Na Áustria, as mulheres tradicionalmente frequentam um baile em que elas devem dançar com maçãs em suas axilas.

Depois de escolher os homens nos quais elas têm interesse, elas oferecem a eles um pedaço da fruta suada.

Se o homem também gostar dela, ele se dispõe a dar uma mordida na maçã. E não vale cuspir depois.

Nessa comunidade, não saber dançar direito ajuda a conquistar uma pretendente.

Os homens e mulheres guajiro, da tribo colombiana Wayuu, participam de uma dança cerimonial especial, na qual as mulheres têm que fazer os homens tropeçarem.

Se elas conseguirem, o sexo está garantido.

De acordo com uma pesquisa feita pela empresa de viagem Spies Travel, os dinamarqueses fazem 46% mais sexo durante as férias.

E não apenas isso. Cerca de 10% dos bebês da Dinamarca foram concebidos fora de casa, enquanto os pais estavam viajando.

Como prêmio, em 2014 a empresa ofereceu o equivalente a três anos de acessórios para bebês e uma viagem para fazer com crianças a todos os clientes que pudessem comprovar que tiveram seus filhos nas férias.

Segundo uma pesquisa global conduzida pela fabricante de preservativos Durex – feita com quase 30 mil pessoas com mais de 16 anos em 26 países – a Grécia é “o lugar para se estar”.

É, pelo menos, o país onde as pessoas fazem mais sexo: em média, cada pessoa tem 164 encontros sexuais por ano.

Talvez a sua herança cultural continue tendo um papel na sociedade atual. Os gregos antigos eram conhecidos por serem tolerantes, abertos e experimentais com a sua sexualidade.

9 razões médicas para se fazer sexo

Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente.

Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta.

“Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito.

Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.

1. Proteção cardiovascular

O coração pode até sair ganhando de verdade quando um sexo mais caliente marca presença no dia a dia.

“Durante a relação sexual, como em um exercício físico moderado, há um aumento temporário do trabalho cardíaco e da pressão arterial”, explica o cardiologista José Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Para preservar as artérias, contudo, é preciso suar a camisa no mínimo 30 minutos diários cinco vezes por semana. “Nem todo mundo consegue fazer sexo com essa duração e frequência”, observa o especialista.

Então, a mensagem é somar às noites intensas uma corrida ou caminhada no parque pela manhã, por exemplo. Recado à turma que tem hipertensão descontrolada ou doença coronariana: consulte o médico. Nesses casos, tanto o coração pode atrapalhar o sexo quanto ele pode atrapalhar um coração com problemas.

2. Um remédio contra a dor

Durante o bem-bom, o corpo fabrica uma porção de substâncias, entre hormônios e nurotransmissores. Uma delas é a endorfina, a mesma que dá as caras quando se pratica um exercício físico por alguns minutos. Essa molécula capaz de aliviar as sensações dolorosas é descarregada para valer no ápice da relação, o orgasmo.

“Ela é o maior analgésico do nosso corpo”, afirma a médica Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E sua ação se prolonga após o ato sexual.

Os especialistas estão começando a acreditar que, somada ao trabalho da ocitocina – outro hormônio liberado na hora do gozo -, a endorfina ajuda a aplacar dores crônicas na cabeça e nas juntas.

3. Um basta ao excesso de estresse

Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia a dia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo.

Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes.

“A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP).

“Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, daSociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça – e nem tanto efeito.

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4. Autoestima lá em cima

Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego.

“A autoestima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada.

A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros, “mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

5. Mais prazer, menos gordura

Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso.

Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli.

“Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

6. Defesas reforçadas

Fazer sexo uma ou duas vezes por semana tornaria o sistema imune mais preparado para entrar em combate. É o que sugerem pesquisadores americanos que compararam amostras da saliva de pessoas sexualmente ativas com as de voluntários que pouco se aventuravam na cama.

Eles concluíram o seguinte: quem transava com certa frequência abrigava mais anticorpos. O resultado, no entanto, ainda carece de um consenso entre os médicos. Isso porque, para muitos deles, uma defesa mais a postos não seria fruto da atividade sexual em si. “Há, sim, trabalhos mostrando que pessoas felizes têm melhor resposta imunológica.

E a atividade sexual sem dúvida traz felicidade e qualidade de vida”, pondera Joaquim Claro.

7. Músculos fortalecidos

Não dá para elevar o quarto à condição de academia, mas a atividade entre quatro paredes exige o esforço de alguns grupos musculares. Tudo depende, por exemplo, das posições na hora agá, mas é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen.

No caso das mulheres, a relação ainda cobra a movimentação dos músculos da vagina.

“Há um aumento do fluxo sangüíneo para a região”, conta a fisioterapeuta especialista em urologia Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista.

“Durante o orgasmo, por exemplo, há uma contração dos músculos pélvicos”, diz. Quando unida a exercícios específicos para aumentar o controle da própria vagina, a relação ajudaria a tonificar sua musculatura, diminuindo o risco de problemas como a incontinência urinária.

8. Lubrificação nota 10

Essa é para as mulheres que se aproximam da menopausa ou já atravessam o período marcado pela derrocada do hormônio feminino. Um dos principais reflexos da queda de estrogênio é a falta de lubrificação na vagina – um problema bastante comum, que leva à secura nessa região.

“Mas aquelas que, após essa fase, mantêm relações sexuais tendem a apresentar menos atrofia do órgão genital”, conta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Já as mulheres que raras vezes se divertem com o companheiro não só sofrem mais com o incômodo como também podem sentir mais dores durante a penetração.

9. Para dormir pesado

Sim, uma noite tranquila também depende de uma cama movimentada. O que o casal costuma comprovar na prática a medicina sabe explicar: “A relação favorece o relaxamento muscular”, afirma o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano.

Isso porque, graças ao orgasmo, o corpo recebe uma enxurrada de substâncias que não demoram a agir, fazendo com que o indivíduo sinta uma mistura de bem-estar e exaustão. “O sono costuma vir depressa depois de um sexo mais vibrante”, observa Marzano.

Mas, caro leitor, aguarde mais um pouco antes de rumar ao quarto.

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Dia do Orgasmo: Por que você tem dificuldade para alcançar o orgasmo?

Atualmente, 60% da população feminina mundial têm anorgasmia –nome dado para a dificuldade de chegar ao orgasmo. É o que afirma um estudo americano publicado recentemente no “Journal of Sex and Marital Therapy”.

A pesquisa também sinalizou que esta é a disfunção sexual mais comum que acomete mulheres. Além disso, muitas sequer têm certeza se um dia já tiveram realmente um orgasmo.

É muito comum encontrar em algumas matérias, ou até mesmo na fala de profissionais na área da saúde, que se você teve um orgasmo, com certeza saberá. Todas as vezes que me deparo com este tipo de frase lamento muito, pois faz com que mulheres que tiveram orgasmos acreditem que nunca vivenciaram esta sensação.

Para ajudar você a descobrir esta resposta, é importante entender que o orgasmo está definido dentro de um ciclo sexual (veja a figura abaixo).

Assim, para ter um orgasmo é preciso:

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> Haver o desejo sexual: quando você sente vontade de fazer sexo.

> Ter excitação: quando seu corpo responde a esse desejo e começa a demonstrar sinais, como: esquentar a região pélvica, arrepiar, lubrificar, coração disparar, respiração ficar ofegante, entre outros. Cada pessoa demonstra sinais diferentes, além dos prováveis citados.

> Vivenciar o platô de prazer: este prazer não precisa vir necessariamente no decorrer do sexo propriamente dito, pois o orgasmo pode acontecer com a masturbação. Em alguns casos mais raros, a pessoa pode ter orgasmo sem nem mesmo se tocar.

Usando como exemplo a relação sexual, o platô é o prazer que ocorre no sexo –em alguns momentos fica mais intenso, em outros diminui para aumentar novamente. Quando o prazer atinge seu auge é quando o orgasmo acontece.

Depois disso, vem um relaxamento, nem que depois a mulher continue o sexo depois, para viver todas essas etapas novamente.

Entendendo isso, é possível afirmar que orgasmo é um prazer que vai aumentando e atinge o seu ápice, mesmo que seja fraco, seguido de um relaxamento. Isso já aconteceu? Sim, então você teve um orgasmo!

USO DE ALGUNS MEDICAMENTOS: Existem remédios que diminuem sua libido e dificultam o orgasmo, como alguns antidepressivos, ansiolíticos e bloqueadores adrenérgicos. Além disso, radioterapia na área da pelve, altas doses de narcóticos e uso abusivo de álcool também prejudicam o prazer sexual.

Dica: uma forma de desintoxicar um pouco seu organismo do uso excessivo de medicamentos é usar um composto vibracional chamado “Desintoxicação”. Basta pingar 3 gotas em copo de água e ingerir 1 vez ao dia.

MUITO ESTRESSE: O estresse lhe impede de perceber os estímulos externos que podem levar você ao desejo sexual. Portanto, se levar em conta o ciclo sexual fisiológico, isso já começa errado, pois para uma boa atividade na cama é preciso que o desejo venha em primeiro lugar.

Quando estamos estressados, precisamos de doses muito altas de prazer, alegria e relaxamento, para que a serotonina liberada pelo corpo seja maior que o nível de cortisol gerado pelo estresse. Só assim o corpo terá níveis químicos possíveis de alcançar o orgasmo –que é uma descarga adrenérgica e liberação de diversos hormônios de prazer, felicidade e relaxamento.

Além disso, o estresse impede a concentração na pessoa parceira durante o sexo. Afinal, quando estamos com a cabeça cheia, temos mais dificuldade de nos permitir sentir os prazeres do ato e nos entregarmos ao outro e aos nossos instintos e desejo.

Dica: a Aromaterapia pode ser uma aliada para lidar com o estresse e a ansiedade. Um dos óleos que mais traz relaxamento é o de Lavanda ou ainda os cítricos, como o de Laranja e Bergamota. E aqui você confere todos os óleos que podem ser usados para aliviar a ansiedade.

MEDO DE ENGRAVIDAR: Atualmente, é comum que alguns casais ou a mulher, em especial, tenham um grande medo de engravidar.

Isso acontece por diversos motivos, como condição econômica do nosso país, relacionamento instável, carreira e muitos outros.

Algumas vezes, até mesmo conscientemente, as pessoas admitem que esse medo as impossibilita de se concentrar e se entregar de forma tranquila e relaxada ao prazer.

Esse, portanto, pode ser o único motivo que impede a mulher, em especial, de alcançar o orgasmo. Minha dica, para esse caso, é compreender melhor o seu ciclo menstrual, percebendo que é impossível você engravidar se não estiver no período fértil ou próxima de ficar.

Além disso, converse com o seu médico ginecologista sobre as melhores formas de se prevenir. Depois disso, apenas relaxe, pois você sabe que está protegida de uma gravidez indesejada.

Dica: neste caso, o mais indicado é tentar relaxar, esvaziar a mente e viver o momento. Para isso, o mais indicado é usar óleos essenciais cítricos, combinados com o óleo essencial de Ylang Ylang. Use 2 gotas de cada um dos óleos em um difusor elétrico e deixe no ambiente.

MEDO DE URINAR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL: Isso é muito comum e com certeza um empecilho para alcançar o clímax.

Antes de mais nada, é preciso que você saiba a diferença entre urinar durante o sexo e ter uma ejaculação feminina.

Se você não tem nenhum episódio de perda de urina durante o dia, já é provável que isso também não aconteça durante o sexo –o que praticamente descarta a possibilidade de ser xixi o líquido que você sente perder.

Outra coisa comum é que a sensação de estar chegando ao orgasmo é parecida com a de urinar. Ao confundirem isso, muitas mulheres se travam e não conseguem atingir o clímax.

Algumas mulheres realmente sentem vontade de urinar durante o sexo, mas se permitem ao orgasmo e não é por isso que fazem xixi durante a relação. Isso acontece porque o nervo pélvico – que emite o estímulo do orgasmo –é o mesmo que encosta na uretra, dando a sensação de que a pessoa vai urinar ao atingir o clímax.

Por fim, o mais comum é você estar ejaculando e não saber. Para isso, vou explicar o que é ejaculação feminina: ao lado da uretra existe uma região chamada “esponja uretral” e, como o próprio nome diz, ela tem textura de esponja e se incha de líquido enquanto você está excitada.

Conforme a mulher está tendo prazer, sua musculatura vaginal se contrai involuntariamente e essas contrações apertam a esponja, o que faz o líquido vazar e parecer urina. No entanto, isso não é xixi, pois o líquido possui os mesmos elementos encontrados no líquido seminal do homem, exceto o espermatozoide.

Há pouco tempo muitas pessoas defendiam a ideia de que não existia ejaculação feminina e “ponto G” (descubra o seu). Mas isso caiu por terra após a comprovação da “glândula de Skene” na mulher, que mantém armazenados cerca de 25 ml de líquido mucoso, espesso, parecido com o sêmen.

Ao ser jorrado para fora, esta substância pode se apresentar mais líquida, semelhante ao xixi, mas incolor e sem cheiro. Além disso, não possui ureia, comprovando mais uma vez que não é urina.

Algumas mulheres jorram a ejaculação semelhante ao homem, outras simplesmente vazam este líquido e ainda há aquelas que parecem ter mais lubrificação na vagina. Tudo isso depende da produção da sua glândula e da sua força muscular, mas tudo é ejaculação.

Além disso, diferente do homem, que normalmente ejacula junto com o orgasmo, com a mulher pode ocorrer antes ou durante o clímax, depende da força das contrações vaginais na hora do prazer.

MEDO DE CHEIRAR MAL: O medo de exalar um odor ruim pela vagina impede a mulher de se entregar ao sexo, ou de permitir que a pessoa parceira faça um sexo oral, por exemplo, ou, ainda, que o outro se aproxime demais de sua genital, mesmo que ela sinta desejo por isso.

Todos esses medos interferem, obviamente, que a mulher se entregue aos instintos e prazeres, travando o orgasmo. Minha dica é que você ande sempre com um sabonete, lenço umedecido e desodorante íntimo na bolsa. Assim, se perceber que reação sexual pode acontecer, terá como fazer uma higiene completa, de modo que fique bem à vontade e cheirosa.

Dica: neste caso, uma boa opção é utilizar um sabonete líquido feito com óleos essenciais –como o de Lavanda ou Tea Tree– que podem encontrados em lojas de produtos naturais. Este produto pode ser usado, inclusive, na lavagem das suas peças íntimas.

O uso de um spray feito com estes mesmos óleos essenciais vibracionais também é bem-vindo. Para isso, pingue 12 gotas do óleo essencial de Lavanda em 40 ml de álcool de cereais, misture bem e acrescente 20 ml de água mineral. Misture e coloque num vidro ou pet com válvula spray. Borrife nas peças íntimas.

Mas lembre-se que a qualquer sinal de alergia o uso deve ser suspenso, pois cada pessoa reage de forma diferente e pode ter uma sensibilidade maior aos produtos, especialmente na região íntima.

VERGONHA DE MOSTRAR O CORPO: Isso é de praxe entre as mulheres, normalmente elas sempre estão incomodadas com alguma parte do corpo.

Sabe aquela frase clichê de que “você tem que se amar do jeito que é”? Sei que chegar nesse auge de aceitação é, na verdade, um processo.

Portanto, vou lhe dar uma dica para que essa vergonha não seja o impedimento de você se entregar ao prazer.

Você pode, por exemplo, dizer à pessoa parceira que se sente mais à vontade se ficar com alguma peça de roupa durante o sexo. Assim, se sentirá mais à vontade e poderá aproveitar melhor o momento.

Afinal, a escolha é sua de decidir fazer sexo com determinada pessoa, não existe regra para o seu sexo, quem faz a regra é você. Já tive diversas pacientes, casadas há anos, que só faziam sexo no escuro, ou não deixavam os maridos as virem nuas.

Mas se para você o conceito é que sexo precisa ser feito com o corpo nu, encostado e sentindo o calor do outro, então pode optar por posições sexuais que escondam as partes que você não quer chamar a atenção – e quem sabe até destacar aquelas que você se orgulha.

Dica: neste caso, o mais indicado é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ou Gerânio.

Todos ajudam a mulher a se sentir mais poderosa e confiante para conversar com a pessoa parceira e mostrar que se sente nervosa ou insegura em relação ao corpo.

CONSTRANGIMENTO PELO BARULHO EMITIDO: Esse barulho semelhante a uma flatulência ocorre por fraqueza do musculo pubococcígeo (que vai desde o osso púbico até a base da coluna). Ao fortalecer a musculatura vaginal (também chamada de MAP) com exercícios específicos, como, por exemplo, os de pompoarismo (veja aqui como fazê-los em 15 minutos), esses sinais desaparecem.

É comum dizer que esse “pum vaginal”, como é conhecido popularmente, ocorre com todas as mulheres, mas isso não é verdade. Isso só acontecerá se sua musculatura estiver fraca ou se você tiver grande habilidade dessa musculatura, como é o caso das pompoaristas, e fizer propositalmente.

EDUCAÇÃO REPRESSORA: Essa é uma das causas mais comuns, que levam a disfunções e bloqueios sexuais na fase adulta. Geralmente as mulheres que são frutos desta criação aprendem que tudo relacionado ao sexo é sujo e feio. Portanto, se ela se masturba, o faz com culpa.

Se faz sexo, costuma se ater ao básico e fica envergonhada de ceder aos seus desejos, assumir o controle do ato ou permitir que a pessoa parceira faça tudo com ela na cama. Além disso, pode sentir dor durante o sexo, porque a vagina se contrai, ou ela própria a tensiona, por conta do receio de se entregar ao momento.

Mas não se preocupe, veja ao lado como mudar isso, através de vivências e terapias que ressignifiquem seu conceito sobre o sexo.

TRAUMAS DE ABUSO SEXUAL: No útero e canal vaginal são guardados todos os registros referentes à sexualidade, amor, autoestima e maternidade.

Portanto, se houver qualquer tipo de bloqueio sexual ali guardado – seja algo bastante forte, como um estupro, ou um pouco mais ameno, como uma ofensa verbal – a mulher não consegue viver a sexualidade em sua plenitude. Confira uma técnica para liberar esses traumas.

Dica: neste caso, a Aromaterapia pode funcionar como um complemento do trabalho terapêutico. O óleo essencial de Vetiver e o de Benjoim podem ajudar a trabalhar algum tipo de trauma relacionado à sexualidade. Como cada caso é particular e individualizado, o uso desses óleos deve ser feito com acompanhamento profissional.

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DOENÇAS: Alguns problemas de saúde podem diminuir a libido e dificultar o orgasmo, como: traumas na medula espinhal, lesões nos nervos pélvicos ou genitais, episiotomia em parto (corte cirúrgico feito no períneo, entre a vagina e o ânus), esclerose múltipla, mielite, diabetes, neuropatias, lesões de vasos da região pélvica ou genital e neoplastia (plástica estética para diminuir os lábios da vulva, que pode diminuir um pouco a sensibilidade, já que é uma região extremamente irrigada e com terminações nervosas).

EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA EM RELACIONAMENTO ANTERIOR: Se você sofreu muito no relacionamento anterior, ou passou por grande sofrimento, proveniente, por exemplo, de uma traição ou perda, então a consequência disso pode ser a diminuição do desejo sexual e a dificuldade de chegar ao orgasmo.

Nesse caso, você pode estar bloqueando a entrega completa ao parceiro, com medo de se apaixonar demais, de perder esse amor ou de sofrer novamente. Você deve descobrir então quais crenças mais sabotam sua vida amorosa e aprender a se livrar de determinados conceitos limitantes.

Dica: neste caso, o mais indicado também é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ou Gerânio. Todos ajudam a trabalhar sua autoconfiança e autoimagem, além de lhe deixar mais forte para seguir seu caminho e buscar uma nova pessoa parceira.

> Conheça seu corpo e crie um vínculo de amor com ele.

Vamos ser realistas? É muita hipocrisia querer se entregar completamente para alguém, se nem para você mesma é capaz de entregar, não é mesmo? Se evita se olhar no espelho, como vai deixar o outro lhe ver, sem que isso gere algum tipo de incômodo? Portanto, vou ensinar uma prática que realizo em minhas consultas íntimas e trazem ótimos resultados, cujo nome é “Espelho Terapia”.

> Você ficará sozinha em um ambiente que possa ficar à vontade na frente de um espelho, retirar toda a roupa e se observar durante longos minutos.

Perceba as sensações que terá ao longo desse tempo, o que sente ao se observar de imediato, quais são as autocriticas ou satisfações que lhe vêm à mente, o quanto você vai se acostumando com aquela imagem.

A ideia é ir se aceitando com suas imperfeições e exercitar um sentimento de amor por aquele reflexo que vê no espelho.

> Outra variação de “Espelho Terapia” que também sugiro que faça é olhar sua genitália no espelho. Faça a mesma avaliação de sentimentos e críticas em relação ao que fez com o seu corpo. Neste caso, vá além e reconheça cada estrutura da sua vulva. Identifique o clitóris, a vagina, os lábios menores e maiores, o ânus, a uretra e, por fim, também a aceite com amor.

> A Aromaterapia pode ajudar você a relaxar e se sentir confortável em contato consigo mesma e com seu corpo.

Para isso, utilize algum aromatizador de ambiente que tenha um dos óleos a seguir na composição ou ainda pingue 5 gotas de um deles em um difusor elétrico.

Você pode utilizar os óleos de Lavanda (que traz equilíbrio ao corpo e a mente), Laranja com o de Hortelã (que podem esvaziar sua mente, dar foco e fazer você sentir o momento).

> No momento que se entregar ao sexo com a pessoa parceira ou ao sexo consigo mesma (masturbação), se atente e se policie para não desviar seus pensamentos a qualquer outra coisa que não seja o momento de prazer em si. Concentre-se no agora, no envolvimento e nas sensações que seu corpo trás.

Perceba os desejos que sente e, como se fosse uma encenação, faça seu cérebro acreditar que seu desejo é mais forte do que aquele que sente. Aos poucos, você atingirá um nível maior de prazer, pois nosso corpo reage como desejamos.

Isso sugere que fingir orgasmo e prazer não é de todo mau, pois nosso corpo reage quimicamente a isso, proporcionando um maior prazer real.

> Para ter mais concentração na hora do sexo e também mais consciência do seu corpo e das sensações que experimentará, use 3 gotas dos óleos essenciais de Limão e Cardamomo no difusor elétrico e deixe no ambiente.

> Por fim, minha última dica é que leve bastante em consideração o ciclo sexual, no qual o desejo é a primeira etapa de um sexo completo.

Sendo assim, se a pessoa parceira não realiza muitas preliminares ou se mostra afoita, por exemplo, converse com ela para que aumente o tempo de conquista.

Outra opção é que vá a um local mais privado –ou mesmo ao lado do par, se você se sentir à vontade– e comece a se masturbar, para que o seu desejo aumente e prepare seu corpo para um ciclo sexual completo, com direito a um gostoso orgasmo

Quantas vezes fazer sexo? Saiba o que é normal

Já se perguntou quantas vezes deve fazer sexo para estar dentro dos padrões considerados como normais? Essa é uma dúvida muito comum especialmente entre mulheres que gostam de agradar seus parceiros ou suas parceiras. Mas além de entender a “frequência ideal” para a vida sexual é preciso saber que transar faz bem para a saúde.

Por isso, o papo hoje é sobre os benefícios de fazer sexo, e também sobre como identificar e tratar a perda da libido. Algo que pode impactar sua qualidade de vida quando menos se espera. Pegue o seu cafezinho (sem excessos!) e boa leitura!

Quando a pergunta é quantas vezes fazer sexo

Como médica e praticante de um estilo de vida mais saudável, entendo que cada ser humano tem as suas próprias particularidades, como hábitos, necessidades e dificuldades.

Então, a minha resposta para a pergunta sobre quantas vezes fazer sexo para estar dentro da normalidade depende da análise do histórico de cada um.

Ou seja, o que é normal para uma pessoa, pode não ser para outra.

Se tem uma coisa que provoca inquietação entre a maioria das pessoas é a inevitável comparação sobre a rotina sexual. Isso acontece principalmente nas conversas entre amigos. Afinal, sempre tem aquele casal que transa mais de cinco vezes por semana e deixa todo mundo “com o queixo no chão”.

Nessa mesma hora surgem as dúvidas que vimos no começo deste conteúdo. Questionamentos que podem colocar em xeque, inclusive, a longevidade dos relacionamentos.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon fizeram uma relação entre a prática sexual e o nível de felicidade de um casal.

O que dizem as pesquisas?

Por incrível que pareça, quantidade não quer dizer qualidade.  Constataram que o aumento da frequência do sexo não melhora seu grau de satisfação.

Por isso, acreditam que cada casal deve responder à pergunta “quantas vezes fazem sexo?” de modo pessoal e que precisam praticar somente o que desejam. Afirmam que fazer sexo por obrigação diminui o desejo e a libido.

Entretanto, existem pesquisas que revelam a frequência sexual ideal de acordo com a faixa etária dos praticantes supondo que o número de relações deve decair ao longo dos anos.

Confira a seguir os resultados divulgados por um estudo realizado pelo Instituto Kinsey para Pesquisas em Sexo, Gênero e Reprodução, nos Estados Unidos:

  • jovens entre 18 e 29 anos têm, em média, três relações sexuais por semana;
  • já adultos de 30 a 39 anos, 1,6;
  • e, de 40 a 49 anos, a frequência cai para 69 vezes ao ano (ou 1,3 por semana).

A mesma pesquisa aponta ainda alguns fatores que podem agravar a queda da frequência sexual como o estresse do dia a dia, as obrigações familiares e profissionais, além da perda de aptidão física e mental. Condições que se avolumam por volta dos 30 anos de idade.

Agora, é curioso saber que um estudo apresentado no Congresso da Sociedade da Menopausa da América do Norte, em 2016, mostra que as mulheres melhoram suas vidas sexuais com a idade. Fato que pode ter relação com a autoconfiança que adquirem com o passar do tempo e da comunicação com o parceiro.

Benefícios de fazer sexo

Manter uma vida sexual ativa é importante não só para a saúde como também para o bem-estar físico e mental. Sabia que cada relação sexual pode gastar de 85 a 250 calorias em média? Fazer sexo emagrece, mas os benefícios não param por aí.

Vou falar melhor a seguir sobre como os hormônios produzidos pelo nosso próprio organismo durante o sexo podem trazer benefícios para a saúde.

1. Aumenta o prazer e o bem-estar

Já reparou como você, seja homem ou mulher, fica muito mais bem-humorada(o) depois de uma boa noite de sexo? A ciência e a medicina explicam: o aumento do prazer e do bem-estar são resultado da liberação de hormônios como dopamina e endorfina no cérebro.

2. Melhora da qualidade do sono

Outro ganho de fazer sexo diz respeito à qualidade do sono. Depois do orgasmo, o corpo libera um outro hormônio chamado prolactina. Ele promove o relaxamento. E para se ter ideia de sua efetividade, seus níveis podem superar a masturbação em 400% (!).

3. Promove o rejuvenescimento da pele

Quer parecer um pouco mais jovem do que realmente é? Então, saiba que esse é outro benefício da satisfação sexual e que tem a ver com o aumento da qualidade de vida. A secreção do hormônio do crescimento humano (HGH) e das endorfinas liberadas durante o sexo são fator preventivo contra rugas e flacidez.

4. Potencializa o nosso cérebro

Precisando melhorar a sua memória, fluência e execução no trabalho? De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, esses são outros ganhos das relações sexuais frequentes. Além da função cognitiva ser melhorada, também há indícios de contribuições para a redução de processos inflamatórios e o crescimento de novas células no cérebro.

Como podemos ver, fazer sexo com frequência ajuda a combater a ansiedade e o estresse, além de melhorar a qualidade do sono e até mesmo o fluxo cerebral. Atenção: para compartilhar todos esses benefícios com seu parceiro ou sua parceira, não deixem de usar camisinha ou outros métodos preventivos para manter as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) bem longe de vocês.

Conhecer os benefícios do sexo faz ainda mais sentido quando nos relacionamos da melhor forma possível, não é mesmo?

E se o desejo sexual for embora, como tratar a perda de libido?

Antes de tudo, mantenha a calma. Saiba que esse é um problema comum em um grande número de mulheres. Só no estado de São Paulo, 48,5% das pacientes que buscam ajuda médica estão com disfunções sexuais devido à falta ou diminuição do desejo sexual, dor ou dificuldade para chegar ao orgasmo. O dado foi divulgado em 2016 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Considerando que o corpo feminino depende de autoestima e outras substâncias para ter vontade de transar, a perda de libido pode indicar baixos níveis de hormônios como estrogênio, dopamina e serotonina.

De acordo com uma pesquisa do Hospital de Clínicas de São Paulo, a depressão está por trás de 40% dos casos de perda de libido. Mas, com um correto diagnóstico e tratamento, como o reequilíbrio hormonal, é possível voltar a ficar 100% em pouco tempo. Não deixe de buscar ajuda médica para obter um tratamento adequado.

Quer aumentar a libido para conseguir fazer sexo com uma maior frequência e melhor qualidade, além de aproveitar seus benefícios? Então, procure melhorar sua qualidade de vida e tenha atenção aos níveis hormonais.. Como resultado, poderá fazer sexo quantas vezes desejar. Descubra outros problemas de saúde que podem estar sendo provocados pelo desequilíbrio hormonal. 

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