Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?

Juliana Bezerra

Professora de História

Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970) foi um advogado, professor universitário e presidente do Conselho de Ministro de Portugal de 1933 até 1968.

Salazar foi responsável pela consolidação do Estado Novo e pela implantação ideológica do regime, o salazarismo.

Biografia

Salazar nasceu na cidade Vimieiro, em 28 de abril de 1889. Passou a infância nesta localidade rural cujo pai ajudava a negociar propriedades.

Ao terminar a escola primária, foi para o seminário de Viseu e ali permaneceria mais oito anos, quando se decidiria a abraçar a vida laica e não a religiosa.

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?

Formação Acadêmica

Assim, ingressa na Universidade de Coimbra, onde cursa Direito, e militaria no Centro Acadêmico de Democracia Cristã. Sua formação política inclui as encíclicas do Papa Leão XIII (1810-1903) sobre a Doutrina Social da Igreja e as obras do francês Charles Maurras (1868-1952).

Salazar escreve inúmeros artigos em jornais católicos e dá palestras defendendo a condição do católico ser republicano algo que não é bem-visto entre os monárquicos. Igualmente, ataca o socialismo e o parlamentarismo, que considerava decadente.

É aprovado no concurso para professor de Economia na Universidade de Coimbra e chama atenção do governo ao escrever uma série de artigos sobre a situação econômica de Portugal.

Carreira Política

A experiência de Salazar como político começa em 1921 quando é eleito deputado pelo partido católico. Assiste apenas uma sessão parlamentar, e volta à Coimbra três dias depois.

Através de seus textos sobre economia é convidado, em 1926, para ser Ministro das Finanças. Contudo, permanece no cargo apenas cinco dias, pois não lhe foi atendidas todas suas condições.

Voltará ao cargo em 1928, com a bênção do presidente Oscar Carmona (1869-1951), que fará dele um super-ministro, onde Salazar tem a última palavra nos orçamentos de todos os ministérios.

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?Cartaz de propaganda eleitoral

  • Em 1930 funda seu próprio partido, a União Nacional, que será o único permitido durante o seu governo.
  • Uma vez consolidado seu lugar no governo, por vezes acumula cargos como o ministério das Colônias e ganha cada vez mais apoio ao apontar um caminho político que mescla um governo militar e civil.
  • Desagrada a vários partidários da direita mais conservadora e monárquica ao se afastar da discussão sobre a restauração da monarquia.

Presidente do Conselho de Ministros

De qualquer maneira, seu prestígio vai crescendo e consegue aprovar a Constituição de 1933. Esta Carta Magna daria plenos poderes ao presidente do Conselho de Ministros, cargo que ocupou até ser vitimado por um AVC em 1968.

  1. Salazar nunca se recuperaria completamente e até a sua morte, em 1970, pensava que ainda estava no comando de Portugal.
  2. Seu governo foi marcado pela falta de liberdade políticas e civis, continuação da política colonialista, colaboração com o Ocidente e uma aproximação pragmática com a Espanha.
  3. O regime salazarista provocou a imigração de milhões de portugueses e seria derrubado em 1974 com a Revolução dos Cravos.

Governo

O governo de Salazar foi marcado pelas ideias autoritárias, antiparlamentarias, antiliberais e anticomunistas, uma mistura entre o fascismo e catolicismo social.

O governo era regido pela Constituição de 1933 e bicameral com uma Assembleia Nacional e a Câmara Corporativa. Estava proibido o direito de greve e a formação de partidos políticos.

O presidente da República era um militar eleito pela população e que indicava o presidente do Conselho de Ministros, função esta que sempre foi exercida por Salazar.

Tratava-se de um regime pessoal, centralizado no seu fundador e não num partido como foi o caso de Hitler e Mussolini. Por isso, recebe o nome de salazarismo.

Num célebre discurso pronunciado em Braga em 28 de maio de 1936, Salazar resume a ideologia do seu governo:

Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo do século procuramos restituir o conforto das grandes certezas. Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não discutimos a família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o seu dever.

As liberdades individuais se viram diminuídas, pois o Estado Novo acaba com a liberdade de associação e expressão sindicais. É instituída a censura aos meios de comunicação.

Para vigiar a cidadania é criada em 1933 a Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (PVDE). Em 1945, o nome é trocado e nasce a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE). Esta podia realizar detenções de até seis meses, fazer buscas sem mandatos e deixar o detido incomunicável.

Igualmente, os funcionários públicos deveriam fazer um juramento de repúdio ao comunismo ao assumir seus cargos.

Economia

Salazar defendia uma economia planejada a partir do Estado, mas controlado por diversas autarquias (grêmios, sindicatos, corporações de trabalhadores).

Outro setor que cresceu foi o turismo, tanto interno quanto externo. As praias portuguesas e o clima atraíram os europeus. Quanto aos portugueses, eles puderam se beneficiar de férias subsidiadas pelo Estado e assim viajar.

Apesar de estimular a vida rural e agrícola como um ideal de vida, a industrialização foi acontecendo lentamente, em especial nos anos 60. De 1958 a 1973 se registram as maiores taxas de crescimento em Portugal, chegando a 7% ao ano.

Isto aconteceu porque houve uma virada na política econômica defendida por Marcelo Caetano (1906-1980), que seria o sucessor de Salazar.

Política Exterior

A política exterior de Salazar abarca um enorme período de tempo, mas a tônica sempre foi manter Portugal isolado das correntes liberais e de qualquer ingerência exterior.

Devido ao trauma que supôs o envio de tropas portuguesas durante a Primeira Guerra, Salazar decide-se pela neutralidade desde a primeira hora. Mesmo assim, cede bases nos Açores para serem utilizadas por americanos e ingleses.

Lisboa torna-se um grande centro de espionagem e o ponto de partida para milhares de refugiados que esperavam obter um visto.

Salazar e Franco

Portugal via a República Espanhola como um perigo e quando começa a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Salazar reconhece o governo do general Francisco Franco.

O governo português deu ajuda ao lado nacionalista capitaneado por Franco. Entregava os republicanos que cruzavam as fronteiras, facilitou as comunicações com os Estados Unidos e até estimulou a criação de um batalhão de voluntários.

Durante a Segunda Guerra, Salazar procurou garantir a neutralidade da Espanha, pois temia que o conflito poderia chegar ao país. Dessa forma, os líderes se encontram e assinam o Pacto Ibérico, em 1939, quando as duas nações se comprometem em ficar de fora da contenda.

Apesar de serem ideologicamente próximos, pessoalmente, os dois ditadores não podiam ser mais diferentes. Salazar era um professor universitário, enquanto Franco era um militar. Apesar disso, os dois se entenderam em questões relevantes.

Quando as guerras colonias começam, Franco prestará ajuda logística a Salazar, encomendando material bélico a Alemanha, mas repassando-o à Salazar.

Guerras Coloniais

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?Cartaz exaltando a unidade do povos português e africano

Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU passa a defender o direito de auto-determinação dos povos e assim, pressiona as nações para que concedam a independência às suas colônias.

Salazar não atende ao pedido. Muda o status das colônias para “províncias ultramarinas” e concede a cidadania portuguesa a todos os habitantes.

  • Realiza inúmeras obras de melhoria e estimula a imigração de portugueses para as possessões africanas.
  • Do mesmo modo, realiza uma intensa propaganda exaltando a irmandade e a democracia racial da colonização portuguesa.
  • Para isso utiliza as ideias de Gilberto Freyre a fim de justificar a mistura de raças do colonizador português em contraponto ao inglês.
  • Sem sucesso, passa a reprimir violentamente toda tentativa de sedição, mandando tropas para combater em Angola e Moçambique.

Curiosidades

  • Apesar de cultivar a imagem de solteiro e casto, Salazar teve seus casos amorosos, cuidadosamente ocultados do grande público.
  • Na sua casa natal, em Vimeiro, se encontra a inscrição “Aqui nasceu Dr. Oliveira Salazar, um senhor que governou e nada roubou”.

Leia mais:

  • Fascismo
  • Totalitarismo
  • Guerra Civil
  • Regimes Totalitários na Europa

Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

Biografia de Ant�nio de Oliveira Salazar – eBiografia

Pol�tico portugu�s

Ant�nio de Oliveira Salazar, conhecido apenas pelo �ltimo nome, foi o primeiro ministro de Portugal durante 36 anos (1933 at� 1968).�

Salazar nasceu em�Vimieiro no dia 28 de abril de 1889.

Inf�ncia e juventude�

O pol�tico era filho de um feitor (Ant�nio�de Oliveira) respons�vel por uma propriedade no pequeno povoado Vimieiro, situado�no concelho de Santa Comba D�o. A m�e do estadista chamava-se Maria do Resgate Salazar. O casal teve tr�s filhos: Ant�nio e mais duas irm�s.�

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Salazar ingressou�em outubro de 1900 no semin�rio de Viseu�onde permaneceu por oito anos. Quando saiu do semin�rio, come�ou a dar aulas em uma escola de Viseu e atuou�tamb�m como professor particular.

Se formou em direito em 1914 pela Universidade de Coimbra. � em Coimbra, ali�s, que Salazar ingressa na vida pol�tica tendo liderado o Centro Acad�mico de Democracia Crist�.�

Tornou-se professor da mesma institui��o em 1917�ocupando a disciplina de Ci�ncias Econ�micas, ap�s�ter se especializado em Economia.

Vida pol�tica

  • Salazar foi um dos respons�veis pela funda��o do Partido Centro Cat�lico (1921).
  • Ap�s a derrubada do governo parlamentar – em maio de 1926 – recebeu um convite para assumiu o posto de ministro das finan�as, mas n�o obteve a autonomia que desejava.
  • Dois anos mais tarde,�Ant�nio Oscar de Fragoso Carmona, ent�o presidente, deu ainda mais poder � Salazar e lhe ofereceu todo o controle das contas p�blicas – em 28 de abril de 1928 Salazar assumiu o cargo de Ministro das Finan�as.

� frente do minist�rio, conseguiu inverter o problema do d�ficit p�blico e transformou-o em super�vit. Com o saldo positivo, pode ajudar a desenvolver o pa�s.�

A nomea��o para o cargo de primeiro ministro

No dia 5 de julho de 1932, Salazar foi nomeado primeiro ministro por Carmona. O per�odo em que esteve no poder foi marcado pelo conservadorismo, pelo autoritarismo, pelo nacionalismo e pela influ�ncia de um pensamento cat�lico.

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder? Foto tirada em 5 de julho de 1932, dia da tomada de posse de Salazar

Seus anos � frente do pa�s ficaram conhecidos como “Estado Novo Portugu�s”. Foi um per�odo marcado, especialmente, pelo fim das liberdades pol�ticas -�Assembleia Nacional da �poca era composta apenas por aliados do partido de Salazar – e pelo forte investimento na �rea militar.

Outros cargos pol�ticos

Salazar tamb�m atuou como ministro das Finan�as (1928-1968), ministro das Col�nias (1930), ministro da Guerra (1936-1944),�ministro das Rela��es Exteriores (1936-1947) e ministro da Defesa Nacional (1961-1962).

Saiba mais sobre a vida de�Ant�nio de Oliveira Salazar

O canal portugu�s RTP lan�ou um document�rio em 1998�que retrata com detalhes a trajet�ria pessoal e pol�tica do estadista. O resultado encontra-se dispon�vel online:

Fim da vida

Em setembro de 1968, Salazar teve um derrame que o impediu de continuar atuando politicamente. No dia�25 de setembro de 1968, abandonou o cargo de Presidente do Conselho�devido � fr�gil�sa�de e seguindo orienta��o do ent�o�Presidente da Rep�blica.

O pol�tico veio a ser substitu�do por Marcello Caetano.�

Salazar faleceu em 27 de julho de 1970.�Seus restos mortais foram transportados de Lisboa para Santa Comba D�o, sua terra natal.

Como Antonio Salazar chegou ao poder? Resumido pfv

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?

VanessaOliveira1120

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Durante o período da Primeira República portuguesa, Salazar inicia sua carreira política, elegendo-se deputado pelo partido Centro Católico, em 1921. Em 1926, um golpe militar irá derrubar o governo republicano, estabelecendo uma ditadura militar. Neste novo regime, Salazar ocupa a pasta das Finanças por apenas alguns dias, devido a não lhe terem sido delegados todos os poderes que exigia.

A chegada de Oscar Carmona ao poder traz também o retorno de Salazar às finanças do estado. Em sua passagem pela pasta, prevalece o extremo rigor nas contas, que, invariavelmente fechavam sempre no vermelho, mas agora, sob a batuta de Salazar, estavam entrando nos eixos. Isso lhe garante apoio político e popular de todo país.

Com o sucesso vindo de sua administração das finanças portuguesas, Salazar consegue a confiança do povo e dos militares. Ao fim do regime, em 1932, o poder é entregue a este, que iniciará um longo mandato como primeiro ministro, que durará cerca de 36 anos.

Seus primeiros atos como governante são tornar a União Nacional (mais tarde, Ação Nacional Popular) como único partido legal do país e estabelecer uma nova Constituição (1933) que substituía a anterior, de 1911, com um perfil nitidamente fascista.

Era o início do Estado Novo Português, que mergulharia Portugal na mais completa inércia política, econômica e social, reprimindo fortemente os grupos de pensamento diverso daqueles do partido oficial, e estabelecendo a ideologia fascista em Portugal.

A liderança incontestável do primeiro ministro segue até meados da década de 50, quando a questão das colônias portuguesas começa a assumir grande destaque.

Em 1954, fica clara a fragilidade do domínio ultramarino português, quando a União Indiana invade os territórios de Dadra e Nagar-Haveli e poucos anos depois, em dezembro de 1961, são ocupados os territórios restantes do chamado “Estado da Índia” (Índia Portuguesa), resultado da teimosia completa do governo salazarista em negociar com a Índia.

A recusa de conceder independência aos outros territórios portugueses irá iniciar a chamada Guerra Colonial (em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau: Guerra de Libertação), que irá pouco a pouco corroer o regime fascista português.

AJUDA PFVV, É FÁCIL :C URGENTE
1. Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas d

e mandinga”.

A insegurança tanto física como espiritual gerava uma necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios de feiticeiros etc.

Também para trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos.
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).

A prática histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a)
a) expressão do valor das festividades da população pobre.
b) ferramenta para submeter os cativos ao trabalho forçado.
c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa.
d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano.

e) instrumento para minimizar o sentimento de desamparo social.
2. Na segunda metade do século XIX, a capoeira era uma marca da tradição rebelde da população trabalhadora urbana na maior cidade do Império do Brasil, que reunia escravos e livres, brasileiros e imigrantes, jovens e adultos, negros e brancos.

O que mais os unia era pertencer aos porões da sociedade, e na última escala do piso social estavam os escravos africanos.
SOARES, C. E. L. Capoeira mata um. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013.
De acordo com o texto, um fator que contribuiu para a construção da tradição mencionada foi a:
a) elitização de ritos católicos.
b) desorganização da vida rural.
c) redução da desigualdade racial.
d) mercantilização da cultura popular.
e) diversificação dos grupos participantes.

identifique no mapa as regiões que apresentavam áreas cobertas pela Mata Atlântica em 1500 e as que não possuem mais essa cobertura..​

Alguns anos mais tarde, em 1848, surgiu em Pernambuco a Revolução Praieira. A denominação deriva
de um jornal liberal o Diário Novo – cuja sede ficava

na Rua da Praia, no Recife. É importante lembrar
que 1848 não foi um ano qualquer, pois nele uma série de revoluções democráticas varreu a Europa.

Em Olinda e Recife, respirava-se o que um autor anônimo, adversário das revoluções, chamara muitos
anos antes de “maligno vapor pernambucano.”
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 12. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. p. 178. [Fragmento]
Com base no texto anterior e em seus conhecimentos, responda:
A.

Explique o motivo de o ano de 1848 ter sido considerado conturbado no Brasil e na Europa.
B. Sintetize as motivações da Revolução Praieira.

o que a declaração do direito do homem e do cidadão mudou?​

Quais eram as concepções estrangeiras de miscigenação? Como os intelectuais brasileiros adaptaram essas ideias à realidade do país no século XIX?

na carta de pero vaz de caminha como foi descrito o brasil para os portuguesespreciso urgenteee​

A hipótese de Niède Guidon se baseia na presença de restos de fogueiras de 50 mil anos atrás. Segundo a arqueóloga, esses vestígios indicariam a prese

nça de povos em períodos muito anteriores aos que as outras teorias sugerem.

Entretanto, pesquisadores questionam essa hipótese com outros argumentos.
A crítica feita a essa hipótese diz que as fogueiras
a)estavam datadas de forma incorreta.
b)eram impraticáveis em razão do frio.
c)seriam de combustão espontânea.

d)teriam origem mongoloide.

“apezar dos aspectos comuns sucetiveis de serem encontrados em muitos dos reinos africanos, e dificil afirmar que existe uma africa , mais sim vari

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as aficas” qual e o significado dessa frase​

Entre os princípios do movimento Iluminista estão:
a) A manutenção dos privilégios da nobreza e do clero.
b) A liberdade de expressão e o mercantilis

mo.
c) A servidão e a fé religiosa.
d) A manutenção da Igreja Católica e seus métodos.
e) A liberdade religiosa e o uso da razão.

1) Qual a importância de um Museu para a identidade de um povo?
2) Quais são os bens culturais materiais no Brasil que integram a Seleção de Patrimôni

o Mundiais da UNESCO:

Visão | Ascensão e queda de Salazar

Como É Que Salazar Chegou Ao Poder?

  • Aniceto Afonso, Filipe Ribeiro de Menzes, Irene Flunser Pimentel, Luís Farinha, Luís Salgado de Matos e Rúben Serém Leitão são os seis investigadores que escrevem neste número da VISÃO História, dedicado à figura de Salazar.
  • Estes investigadores contam como Salazar chegou ao poder, como lá se manteve durante tanto tempo, o que foi a repressão do Estado Novo, como funcionaram as oposições, como Salazar atuou durante a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial.
  • Para este mesmo número, um grupo de jornalistas reconstitui o que se passou ha 50 anos, na sequência de uma queda de Salazar de uma cadeira de lona quando passava férias no forte de Santo António do Estoril: os bastidores da sua substituição à frente do governo, as reações internas e externas, a equipa médica que o acompanhou, o período de farsa que se viveu até à sua morte.

O médico que diz ter assinado a certidão de óbito de Salazar, e que tinha ligações ao Partido Comunista, dá uma entrevista exclusiva à VISÃO História. Os correspondentes estrangeiros que foram enviados a Portugal na altura recordam o que escreveram – e, em alguns casos, as consequências que sofreram.

Esta edição pode ser encomendada aqui e recebida comodamente pelo correio. Ou pode ser encomendada através do telefone 21 870 50 50.

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SUMÁRIO

Subitamente naquele verão Sobreviveu a tentativas de golpe militar, a atentados à bomba e até à Guerra Colonial que, naquela altura, já se estendia por sete anos.  Mas Salazar cairia por si próprio. Em todos os sentidos do termo. Por Emília Caetano

A guerra  dos médicos Salazar foi acompanhado por 48 clínicos. Depois da alta, uma equipa  de cuidados intensivos mudou-se para São Bento. Por Luís Pedro Cabral

Nos bastidores  da transição Quem escolher para suceder  a Salazar? Um liberal que levasse ao fim da Guerra Colonial e à democracia, ou um conservador que mantivesse o status quo? A solução não foi uma coisa nem outra. E Marcelo Caetano pagaria o seu preço. Por Filipe Luís

Nas bocas do mundo O País estava ausente  da imprensa internacional. E de repente vieram  de toda a parte jornalistas estrangeiros,  para relatar o que parecia ser o fim do ditador  europeu há mais tempo no poder. Por João Pacheco

O padre do quarto 68 Todos os dias, há um missionário holandês  entre as visitas ao ditador hospitalizado.  O enviado especial do jornal De Telegraaf acha que está ali uma grande história. E está mesmo

A farsa Quando Salazar saiu do coma já não era presidente do Conselho, e a sua ignorância desse facto tornou-se política. A peça de teatro que durante quase um ano se representou foi uma encenação perfeita. Por Luís Pedro Cabral

A última entrevista Com uma cunha de um comendador de Braga e a cumplicidade de D. Maria, uma jornalista luso-brasileira conseguiu chegar à fala com Salazar

«Senti perplexidade, mas nunca medo» Os momentos finais de Salazar foram  seguidos por um médico comunista, que assinou  a certidão de óbito. A entrevista com Manuel Souto Teixeira 50 anos depois. Por Luís Pedro Cabral

Verdes anos O País profundo, a estação na linha que tem  numa ponta Paris e na outra Lisboa com Coimbra na passagem, os pais camponeses e estalajadeiros,  as irmãs convencionais – e um futuro inesperado para um jovem beirão fin de siècle, Por Luís Almeida Martins

No Centro Católico,  o adeus à inocência Em outubro de 1910, Salazar entrou em Coimbra inocente. Em abril de 1928, ao despedir-se, perdera a inocência. Procuremos compreender esta mutação, nos seus aspetos públicos. Por Luís Salgado Matos

  1. Salazar e o poder Ele fez valer o cálculo de que da sua permanência na chefia do Governo dependia o Estado Novo  e da sobrevivência deste dependia o futuro de Portugal independente. Por Filipe Ribeiro de Menezes
  2. Ventos de EspanhabSalazar serviu-se da guerra no país vizinho  para sobraçar a pasta dos Negócios Estrangeiros  e assumir o controlo do Exército, afastando  o risco de um golpe militar. Por Rúben Serém
  3. No turbilhão da II Guerra Mundial Apesar de simpatizante da Alemanha nazi, o ditador português (que beneficiou do desvio da atenção  de Hitler da Península Ibérica para os Balcãs) acabou  por definir uma ‘neutralidade colaborante’ com os Aliados. Por Irene Flunser Pimentel
  4. Guerra Colonial, opção deliberada Os últimos anos do longo consulado de Salazar, entre 1961 e a sua morte política em 1968, foram dominados pelo problema colonial e pela guerra. Por Aniceto Afonso

As oposições ao regime Salazar chefiou o Governo durante 36 anos (de 1932 a 1968) e a ditadura durou mais 12, metade antes metade depois dessas datas. Mas durante essa ‘eternidade’, as oposições nunca estiveram adormecidas. Por Irene Flunser Pimentel

Violência política e repressão A real dimensão da máquina repressiva salazarista continua a ser ignorada por muita gente, no estrangeiro e em Portugal. Por Luís Farinha

Feminino plural O ditador que construiu para si próprio a imagem de masculino singular escondeu sempre o que parece ter sido uma das facetas dominantes do seu caráter: a de colecionador de aventuras galantes. Por Luís Almeida Martins

A ditadura de trazer por casa D. Maria mandava num regime doméstico também marcado por prisões, tareias, avarezas e censura. Por Miguel Carvalho

Estado Novo em Portugal: Regime salazarista foi marcado pelo autoritarismo

Assim como o Brasil, Portugal teve um período de sua história chamado de Estado Novo. Trata-se do regime que vigorou no país entre 1933 e 1974. O Estado Novo português muitas vezes é chamado de salazarismo, em referência a Antônio de Oliveira Salazar, que ocupou a chefia do governo durante a maior parte desse período.

Em 1910, a monarquia foi derrubada em Portugal. Deu-se início, então, à fase chamada de 1ª República, marcada por forte instabilidade política e problemas econômicos – sobretudo durante a Primeira Guerra Mundial.

Diante desse cenário, militares de tendência conservadora promoveram um golpe de estado, em 1926, pondo fim à 1ª República.

Assim começou um novo momento da história portuguesa, caracterizado por uma ditadura militar, que durou até 1933, ano de fundação do Estado Novo.

O regime estado-novista

Salazar era professor na Universidade de Coimbra quando foi convidado pelo governo militar a assumir o ministério das Finanças, em 1928. O novo ministro impôs uma política ortodoxa de contenção de gastos públicos, redução de investimentos em áreas como saúde e educação e aumento de impostos.

O êxito obtido por Salazar garantiu sua nomeação como presidente do Conselho de Ministros, em 1932 – equivalente à chefia do governo. A Constituição aprovada no ano seguinte deu suporte ao regime que se iniciava.

Em geral, o Estado Novo caracterizou-se como um período autoritário, nacionalista, tradicionalista e corporativista. Em razão disso, é comum encontrarmos autores que associam o fascismo italiano ao salazarismo.

De outro lado, o Estado Novo assumiu determinadas posições que lembram bastante o governo Getúlio Vargas, no Brasil, e de Juan Perón, na Argentina.

Tal como nos regimes sul-americanos, o Estado Novo português preocupou-se em moldar ideologicamente a sociedade da época em diversos planos: social, econômico, jurídico e cultural.

Um dos traços fundamentais do Estado Novo foi o corporativismo. Isso quer dizer que o regime assumiu uma postura antiparlamentar, enfraquecendo a Assembleia Nacional, e antipartidária, suprimindo todas as legendas e oficializando apenas a União Nacional, que apoiava o governo.

A Constituição de 1933 regulamentou o papel do Estado como intermediador entre trabalhadores e patrões, o que significou o esvaziamento dos sindicatos profissionais como órgãos de representação. Era uma forma clara de tentar conter os conflitos de classe.

E nesse ponto reside justamente outro aspecto essencial do Estado Novo: seu componente autoritário.

Visto que a oposição interna continuava a existir, dada a complexidade e os problemas da sociedade portuguesa, o regime estado-novista ocupou-se da organização de uma verdadeira estrutura visando o controle político-social.

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Polícia política, prisões, censura, campos de deportação de adversários do regime – tudo isso fez parte daquele período.

Revolução dos Cravos

O Estado Novo é muitas vezes confundido com o salazarismo porque, dos 41 anos de existência do regime, 35 foram sob a liderança de Salazar.

Em 1968, Marcelo Caetano, que já havia exercido diversas funções públicas durante o Estado Novo, assumiu o cargo de presidente do Conselho de Ministros.

Foi em seu governo que o regime estado-novista chegou ao fim, derrubado por um golpe militar conhecido como Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974.

Naquela época, além da crise econômica que o país atravessava e do atraso que caracterizava Portugal em relação ao restante da Europa ocidental, uma outra questão importante a marcar o debate político foram as guerras coloniais. Portugal ainda possuía algumas colônias, como Angola, Moçambique e Timor-Leste. A manutenção dessas possessões e os recursos despendidos no combate às lutas por independência agravaram ainda mais as finanças portuguesas.

Aos poucos, formou-se um cenário de insatisfação com o Estado Novo. A duração do regime, o autoritarismo que o caracterizou, o isolamento de Portugal e o atraso econômico do país se uniram às guerras coloniais.

Em abril de 1974, de maneira pacífica, oficiais portugueses derrubaram o governo de Caetano e fizeram a transição para o novo regime. Uma junta provisória foi criada – e eleições realizadas. Era o fim do Estado Novo e o começo de uma nova fase, que vem tentando diminuir a distância entre os portugueses e seus vizinhos europeus.

Salazarismo

No início do século XX, Portugal sofreu uma reforma política que instituiu um governo de caráter republicano. A nova forma de organização do cenário político não foi capaz de resistir a todos os problemas sofridos no continente europeu com a Primeira Guerra e a crise de 1929.

A situação calamitosa da população trabalhadora acabou instaurando um cenário politicamente instável aproveitado pelos militares, que realizaram um golpe de Estado em 1926.

Esse golpe resultou em uma das mais duradouras ditaduras da Europa, o Salazarismo, iniciado em 1932 com a ascensão de Salazar ao poder.

Salazar e o fascismo italiano

Inspirado em idéias de extrema direita, o governo ditatorial impunha suas ações e realizava franca oposição aos movimentos socialista e comunista do país.

Esse processo de cisão política alcançou seu auge quando o general Antônio Carmona assumiu o poder do governo lusitano.

Fortemente influenciado pelo ideário nazi-fascista, ele elaborou a constituição de um Estado forte aclamado pelas elites nacionais.

Ao ocupar o cargo de primeiro-ministro em Portugal, Carmona convocou Antônio de Oliveira Salazar para assumir a pasta do Ministério da Fazenda. Durante o tempo em que esteve nessa função, Salazar promoveu um conjunto de ações econômicas que favorecia diretamente a grande burguesia lusitana. O apoio concedido a esse setor acabou por conduzi-lo ao governo português em 1932.

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Na condição de chefe de governo, Antônio Salazar impôs uma nova carta constitucional com traços explicitamente inspirados nos princípios do fascismo italiano.

O novo documento estabeleceu a censura dos meios de comunicação, a proibição dos movimentos grevistas e a criação de um sistema político unipartidário.

A partir de então, instalava-se uma das mais duradouras ditaduras criadas na Europa.

Somente com a morte de Salazar, acontecida em 1970, um movimento revolucionário de caráter liberal tomou conta do cenário português. Em 1974, o movimento de transformação política atingiu seu auge com a deflagração da chamada Revolução dos Cravos. Somente após esse episódio, Portugal conseguiu dar fim a um dos mais trágicos momentos de sua história.

Por Rainer Sousa Mestre em História

Salazarismo

O Salazarismo é o nome que se dá para o Estado Novo português, período ditatorial que foi iniciado em 1933, em Portugal, e finalizado em 1974 por meio da Revolução dos Cravos.

O salazarismo foi um regime ditatorial que existiu em Portugal entre 1933 e 1974 e ficou bastante conhecido como Estado Novo.

O termo “salazarismo” faz menção a António de Oliveira Salazar, chefe de governo de Portugal entre 1933 e 1968.

Esse período ditatorial em Portugal somente se encerrou quando a Revolução dos Cravos derrubou a ditadura e deu início à reconstrução da democracia portuguesa.

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Antecedentes históricos

Em 1910, uma revolta derrubou a Monarquia Constitucional Portuguesa e implantou a república no país.

Com isso, foi iniciada a Primeira República Portuguesa, um período marcado por muitos problemas econômicos e por enorme instabilidade política.

Os problemas internos de Portugal foram agravados pelo envolvimento do país na Primeira Guerra Mundial. Na década de 1920, o discurso conservador e autoritário começou a ganhar força como a saída para os problemas portugueses.

Isso resultou no Golpe de 28 de Maio de 1926, que foi realizado por militares conservadores. Esse golpe deu início a um regime ditatorial em Portugal conhecido como Ditadura Nacional. Poucos anos depois, em 1928, António Salazar, professor universitário na Universidade de Coimbra, foi nomeado para a chefia do Ministério das Finanças.

Em 1933, Salazar foi indicado para assumir o cargo de presidente do Conselho dos Ministros. Essa função correspondia, na realidade, à posição de chefe de Estado e, com isso, iniciou-se a longa ditadura salazarista, que recebeu o nome de Estado Novo.

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Estado Novo português

Com sua indicação para a presidência do Conselho dos Ministros, Salazar começou a organizar-se politicamente para implantar uma nova Constituição em Portugal.

Considera-se a promulgação da Constituição de 1933 como o marco que inaugurou o Estado Novo português.

O regime salazarista ficou marcado por ser antidemocrático, antiliberal, corporativista, colonialista e conservador.

O contexto histórico e as características da ditadura salazarista fizeram muitos historiadores afirmarem que o regime de Salazar tinha orientação fascista. Essa associação do salazarismo com o fascismo é atualmente questionada por diversos historiadores e, no momento, não existe um consenso se o salazarismo foi fascista ou não.

Acesse também: Veja como foi construído o Estado Novo no Brasil

Características

  • Corporativismo: o Estado colocou-se como mediador das relações entre patrões e empregados. O objetivo disso era enfraquecer sindicatos e os conflitos entre classes em Portugal.
  • Perseguição aos partidos políticos e aos opositores: durante o regime salazarista, somente o partido do governo (União Nacional) tinha autorização para funcionar.
  • Concentração de poder: o poder político em Portugal concentrava-se nas mãos do líder.
  • Censura: o objetivo era permitir somente a veiculação de informações com a ideologia oficial do governo.
  • Anticomunismo: houve associação direta do regime com ações que visavam ao combate do comunismo.
  • Nacionalismo e colonialismo: o governo defendeu e lutou pela manutenção do império colonialista português.
  • Defesa de ideais conservadores sob o lema “Deus, pátria, família”.

Fim do salazarismo

O regime salazarista entrou em decadência na década de 1960. Houve grande desgaste do regime por questões econômicas, uma vez que Portugal era claramente uma nação economicamente atrasada em relação aos seus vizinhos europeus. Para agravar a situação de Portugal, o país meteu-se em guerras coloniais.

Essas guerras fizeram parte de um esforço da ditadura portuguesa para impedir que as colônias portuguesas na África e Ásia conquistassem a independência. Essas guerras foram extremamente impopulares em Portugal e agravaram a situação econômica do país. Os portugueses lutaram contra os movimentos de independência em locais como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Goa e Timor-Leste.

Em 1968, António Salazar foi substituído no comando de Portugal por Marcello Caetano. O afastamento de Salazar aconteceu porque a saúde do ditador português estava bastante fragilizada. Salazar acabou falecendo em 1970, aos 81 anos de idade.

Apesar da troca no comando do Estado Novo português, o regime continuou impopular na sociedade. As alas mais conservadoras do Estado Novo recusavam a permitir que reformas acontecessem no sentido de promover a abertura do regime. Por isso, uma ala do exército insatisfeita com a ditadura portuguesa organizou um golpe para derrubar Caetano.

Esse golpe ficou conhecido como Revolução dos Cravos e aconteceu em 25 de abril de 1974. Nesse dia, as tropas portuguesas ocuparam locais importantes em Lisboa e ordenaram a destituição de Marcello Caetano do comando do país. Com a Revolução dos Cravos, a ditadura portuguesa foi destituída, e o regime democrático no país foi reconstruído.

*Créditos da imagem: Boris15 e Shutterstock

António Salazar governou Portugal de maneira ditatorial de 1933 a 1968.*

Por Daniel Neves Silva

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