Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

  • Enio Yoshinori Hayasaka
  • Silvia Mitiko Nishida
  • Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?  
  • Todos os peixes são animais dependentes do meio aquático, locomovem-se batendo a cauda e respiram por meio de brânquia (órgão através do qual respira). Os peixes são classificados em três grandes grupos:
  • peixes sem mandíbula (lampréias)
  • peixes cartilaginosos (tubarões e raias)

peixes ósseos (lambari, tilápia, dourado, salmão, enguia, pescada, peixe-palhaço, kingyo, etc.).

Várias espécies são de interesse da aquacultura (que visa a produção de carne) e da aquariofilia (criação ornamental).

Do ponto de vista da reprodução, por causa da variação na forma de nascimento dos filhotes os peixes são classificados em:

ovíparos:os filhotes se desenvolvem fora do corpo da mãe, dentro do ovo que contem os nutrientes necessários. Mais de 90% dos peixes pertencem a essa categoria.

vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe recebendo diretamente dela os nutrientes necessários.

ovovivíparos: ocorre uma combinação das duas formas, isto é, os filhotes se desenvolvem dentro do ovo e dentro do corpo da mãe. Na hora do nascimento, os filhotes saem do ovo. 

Peixes que crescem PRECISANDO do cuidado dos pais após o nascimento

Nascemos e crescemos com o pai e a mãe cuidando da gente, certo? Bom, dependendo da espécie, essa afirmação não pode ser generalizada. Pois então, vejamos:

Para falar sobre o comportamento de reprodução dos peixes escolhemos a tilápia, um teleósteo de origem africana e que foi introduzida no Brasil. Na verdade, o termo “tilápia” se refere a um conjunto de várias espécies as quais podemos separar em três grandes gêneros, baseado na forma de incubação dos ovos.

1) tilápias do Gênero Tilapia: desovam num ninho, a fertilização é externa e ambos os pais cuidam da prole (Tilápia-de-barriga-vermelha-Tilapia zilli). Enquanto ocorre a incubação, os pais estão atentos, especialmente contra os predadores de ovos.

2) tilápias do Gênero Sarotherodon: desovam num ninho mas a incubação dos ovos ocorre dentro da boca de ambos os pais ou só do pai (como o Sarotherodon melanotheron). Mesmo após o nascimento, os filhotes se escondem dentro da boca! E claro que os pais não se alimentam até que a filharada esteja independente!

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?3) tilápias do Gênero Oreochromis: incubam os ovos dentro da boca mas é a mãe quem cuida da prole, como na Tilápia-do-Nilo – Oreochormis niloticus) que é ilustrado abaixo.

Pela aparência, é difícil saber quem é macho e quem é a fêmea pois são muito parecidos. Mas quando chega a época de reprodução o macho delimita um território, fica mais agressivo defendendo esse espaço contra os concorrentes. Ali ele cava um ninho com a boca que se parece a uma cratera.

Para atrair a fêmea, se exibe, deixando o ninho sempre arrumado e fica mais colorido, com a barriga avermelhada. Se uma fêmea gostar, ela entrará no ninho e desovará (A)-veja uma foto da desova. O macho, em seguida fará o mesmo, liberando o sêmen (B).

Em seguida, a fêmea, recolherá os ovos para dentro da sua boca e irá embora (C). Veja os ovos dentro da boca de uma fêmea. Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?Na tilápia-do-Nilo é a mãe quem cuida sozinha da prole. O macho irá arrumar o ninho e tentará atrair outras fêmeas para o acasalamento.  

Depois de alguns dias sendo incubados dentro da boca da mãe, os ovos eclodem e nascem as larvas de peixes chamadas alevinos. Em Biologia, larva é o termo para indicar qualquer indivíduos em fase de desenvolvimento.

Esquema adaptado de GONÇALVES-DE-FREITAS, E. & S.M. NISHIDA. 1998

Fonte da foto: http://www.grupoaguasclaras.com.br/fotos-tilapias/ovo_na_boca_de_tilapia.jpg 

Peixes que crescem SEM  o cuidado dos pais após o nascimento

Várias espécies de peixes não cuidam da sua prole depois que nascem, diferente das tilápias estudadas acima. Não é porque nessas espécies os pais sejam desnaturados. É porque usam uma outra estratégia de reprodução. Ao invés de poucos (dezenas a centenas) esses peixes produzem muitos e muitos (milhões) de filhotes!! Vejamos dois exemplos.

O dourado (Salminus brasilensis) é um peixe teleósteo que habita os rios da América do Sul, inclusive os brasileiros. É um peixe bem grande que pode chegar a mais de 20 quilos e é muito procurado pelos pescadores. São carnívoros e se alimentam de outros peixes menores.

Nadam em cardumes nas correntezas e afluentes fazendo longas migrações ao longo do rio. Nessa viagem, ocorre a piracema época de reprodução dos peixes. Uma fêmea de 10 quilos pode desovar quase 1,5 milhões de óvulos !! (Bem diferente de uma fêmea de tilápia-do-Nilo de 5 quilos que desova uns 800 óvulos de cada vez).

Os dourados não fazem ninho de desova como a tilápia. Como a correnteza poderia espalhar os gametas, machos e fêmeas lançam aos milhões para que o maior número de embriões sejam formados. Com a correnteza, os ovos são carregados até chegarem num lago de águas calmas, onde os alevinos se desenvolvem sozinhos.

Apesar dos milhões de filhotes, apenas de 30 a 50 descendentes sobreviverão até se tornarem adulto!

Um outro peixe famoso  que migra é o salmão-do-Atlântico (Salmo salar).

Diferente do dourado que não sai dos rios de água doce, esse salmão faz uma rota de migração muito mais longa: ele nasce na cabeceira do rio, cresce descendo rio abaixo até chegar no mar.

Lá, fica uma grande temporada crescendo mais e, finalmente, volta exatamente para o mesmo rio, nadando rio acima  para chegar  no ponto onde nasceu para se reproduzir!

O peixe que muda de sexo. Hã?

É isso mesmo! Entre os peixes há várias espécies que mudam de sexo. Entre eles está o peixe-palhaço (Amphiprion ocellaris) que se tornou uma celebridade por causa do desenho animado “A procura de Nemo“.

O peixe-palhaço vive associado à anêmona-do-mar, um animal que é invertebrado mas lembra uma flor. As anêmonas capturam as suas presas usando um potente veneno para atordoá-las mas os peixes-palhaços são imunes a ele.

Quando chega a época de acasalamento, o casal de peixe-palhaço reproduz-se na lua cheia. A desova ocorre sobre uma rocha, bem pertinho de uma anêmona e, quem cuida dos ovos e dos peixinhos que nascerem, é o pai.

Acontece que toda prole é masculina! Hã? Não nascem fêmeas?  Calma: os machos transformam-se em fêmeas mais tarde. O peixe palhaço nasce macho e, se não houver fêmeas por perto, um deles transforma-se em numa fêmea para que a reprodução possa continuar!

Os indivíduos que possuem os dois sexos são chamados de hermafroditas. Isso pode acontecer ao mesmo tempo (como nas minhocas) ou um depois do outro, como no peixe-palhaço. Vamos esclarecer melhor esse assunto.

Afinal, quem são os machos e fêmeas de uma espécie?

Os cientistas chamam de fêmeas os indivíduos que possuem ovários (produtores de óvulos) e de machos os que possuem testículos (produtores de espermatozóides).

Quando o espermatozóide encontra o óvulo, ambos se juntam ocorrendo a fertilização, momento muito especial da atividade reprodutiva.

Numa espécie em que machos e fêmeas são indivíduos distintos, ambos precisam se encontrar para que a fertilização ocorra.   

Como ocorre a transformação de ovo em outro peixe?

Com a fertilização, temos uma nova célula chamada ovo ou zigoto possuindo a metade das informações vindas do pai e outra metade, da mãe. O zigoto começa, então a se dividir e dividir até formar o embrião que continuará o seu desenvolvimento até o nascimento.

O desenvolvimento embrionário requer muita energia o que é providenciado pelo vitelo, alimento previamente armazenado dentro do óvulo. Nos peixes, o embrião transforma-se em larva e, finalmente, nasce. A fase de desenvolvimento do ovo até a forma de larva (peixe jovem que nada e procura de comida) chama-se incubação.

Esse período é muito delicado e arriscado para a sobrevivência das larvas. As fotos mostram a seqüencia de desenvolvimento embrionário de uma tainha (Mugil cephalus).

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A) Um ovo, 4 horas após a fertilização; B) 24 horas depois; C) Antes do nascimento; D) larva recém-nascida com o saco vitelínico

Fonte: http://www.lib.noaa.gov/korea/main_species/striped.htm

A fertilização do óvulo pode ser externa ou interna

Se o encontro do óvulo com o espermatozóide acontecer fora do corpo da futura mãe a fertilização é chamada externa e se ocorrer dentro do corpo, interna. Nos peixes (assim como nos anfíbios) a fertilização é principalmente externa. Isso quer dizer que os machos e fêmeas precisam desovar juntos, quase ao mesmo tempo para que a fertilização ocorra com sucesso.

Depois de tanta leitura, está na hora da diversão: Clique aqui e dobre origamis de peixe.

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Kinguios nadando
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Só Biologia. Peixes.

Referências bibliográficas

GONÇALVES-DE-FREITAS, E. & S.M. NISHIDA. 1998. Sneaking behavior of the Nile tilapia. Boletim Técnico do CEPTA 11: 71-79.

Saiba como os peixes se reproduzem: informações e curiosidades!

Como os peixes se reproduzem? Descubra todos os detalhes a seguir!

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

A reprodução dos animais é o mecanismo que possibilita a perpetuação de todas as espécies do planeta. Ademais, a reprodução dos peixes é um dos aspectos da vida dos animais aquáticos mais curiosos. Ou seja, apesar de ser amplamente conhecido o modo pelo qual os mamíferos procriam, o senso comum pouco sabe a respeito da reprodução dos répteis, dos anfíbios e, principalmente, dos peixes. Por isso, neste artigo você conhecerá a fundo como ocorre a reprodução desses animais desde o início do acasalamento até o nascimento dos filhotes. Além disso, será possível descobrir aqui diversas curiosidades, por exemplo, você sabia que alguns peixes são hermafroditas? Acompanhe tudo isso e muito mais a seguir!

Reprodução dos peixes: quais são os tipos de procriação?

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Antes de conhecer os principais processos envolvendo a reprodução básica dos peixes, é hora de descobrir quais são os tipos de procriação. Dentre eles, os mais comuns envolvem a oviparidade, a viviparidade e a ovoviparidade. Conheça-os a seguir!

■Peixes ovíparos

Os peixes ovíparos são aqueles em que a reprodução se dá através de ovos, caso da maioria dos peixes conhecidos.

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Assim como no processo mencionado acima, os ovíparos põem seus ovos em folhas, superfícies rasas ou esconderijos.

Em seguida, eles são fecundados pelos machos, originando embriões que crescem, tornando-se alevinos. Após um tempo, os pequeninos eclodem de seus ovos e passam a viver dispersos na água.

■Peixes vivíparos

Ao contrário dos ovíparos, os peixes vivíparos crescem dentro do corpo da mãe e já nascem totalmente desenvolvidos, processo que também ocorre conosco, mamíferos. Entre os peixes vivíparos mais conhecidos, alguns dos principais são os Lebistes ou Barrigudinhos (Poecilia reticulata), os Molly (Mollienesia latipinna) e os Espadas (Xiphophorus sp.).

■Peixes ovovíparos

Enfim, o tipo de procriação mais incomum de peixes é a ovoviviparidade, processo em que o animal cresce dentro do útero da mãe a partir de ovos nele alojados.

O peixe ovovivíparo, apesar de estar dentro do corpo materno enquanto se desenvolve, é nutrido através de um anexo embrionário dentro do ovo chamado saco vitelínico, ou seja, não recebe nutrientes diretamente da mãe, como acontece com os vivíparos.

Como funciona a reprodução dos peixes?

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

A reprodução mais comum dos peixes ocorre em algumas etapas. A fêmea costuma realizar uma desova, na qual são postos no ambiente os ovinhos que receberão os espermatozoides. A fecundação é externa e geralmente há poucos cuidados parentais após a fecundação. Confira:

■ Desova de peixes

A desova é a primeira fase reprodutiva. As fêmeas, após passarem pela fase de maturação sexual, procuram um local de águas rasas e calmas para depositar seus óvulos, os quais possuem um muco ao redor que faz com que eles sejam capazes de aderir à superfície escolhida. Na procura pelo lugar ideal, fatores, como a proteção dos ovos contra predadores, também são levados em consideração.

■Espermatozoides dos peixes

Em seguida, os machos, ao encontrarem os óvulos das fêmeas, liberam os espermatozoides, seus gametas, sobre eles. O espermatozoide é o meio pelo qual o macho perpetua seus genes aos filhotes. Caso as células sexuais feminina e masculina consigam se encontrar, é formado um gameta, a primeira célula que originará o novo organismo do filhote de peixe.

■Fecundação externa de peixes

Ainda que sejam postos centenas ou até milhares de ovos, apenas parte deles é fecundada, pois a maioria é predada ou levada pela correnteza na natureza. Isso ocorre devido à fecundação externa.

Ou seja, ao contrário de nós, mamíferos, que temos fecundação interna e posterior desenvolvimento dos bebês dentro do organismo da mãe, os peixes fecundam fora do corpo, na água, e não costumam crescer dentro do corpo mãe.

■Cuidados após a fecundação

Assim como antes da fecundação, há perigos que ameaçam os ovos dos peixes: a predação e a correnteza são os principais.

Para proteger essas estruturas antes que os alevinos, pequenos peixes, nasçam, o ideal seria que os pais cuidassem da ninhada. Entretanto, na maioria das espécies isso não acontece, apesar de haver algumas exceções. Uma delas ocorre na espécie dos peixes-palhaço, na qual o pai costuma vigiar e proteger os ovos, que costumam ser postos em uma anêmona.

Quais são as fases de transformação de ovo para peixe?

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Durante o processo de transformação do embrião contido no ovo para peixe, ocorrem muitas mudanças significativas. Por exemplo, as multiplicações celulares que fazem com que uma única célula se torne um indivíduo completo demandam tempo e são fundamentais! Conheça mais a respeito dessas fases a seguir:

■Ovo e zigoto

Depois que os gametas feminino e masculino se encontram, uma única célula é gerada: o zigoto. Essa célula fica alojada dentro do ovo, o qual possui membranas que protegem a estrutura recém-formada contra perturbações externas.

A primeira segmentação (divisão) do zigoto costuma ocorrer 40 minutos após sua formação. Depois disso, uma única célula se multiplica exponencialmente, gerando várias outras até chegar na próxima fase, a do desenvolvimento embrionário.

■Desenvolvimento embrionário

Durante o desenvolvimento embrionário, o embrião passa por várias etapas importantes estudadas por biólogos: dentre elas, as fases de mórula, blástula, diferenciação e organogênese.

Nesta última, o peixinho começa a ter seus órgãos desenvolvidos, como estômago, olhos, sistema reprodutor, excretor, etc.

Há, inclusive, algumas espécies em que todos esses processos podem ocorrer em menos de 5 dias!

■Larvas (alevinos)

Na biologia, larva é o nome utilizado para representar animais em estágio de desenvolvimento. Quanto aos peixes, as larvas costumam ser sinônimos de alevinos e eclodem depois do período de incubação dos ovos.

Quando o alevino nasce, ele é muito frágil e vulnerável e, por isso, é fundamental que haja esconderijos próximos ao local de nascimento. Ele costuma sair do ovo com o saco vitelínico grudado ao corpo, o qual o alimentará entre os primeiros três a cinco dias de vida.

Só depois desse período o peixe é capaz de se alimentar sozinho.

Como os peixes se reproduzem: curiosidades

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Além de conhecer todos os processos e tipos de reprodução envolvendo os peixes, há fatos bastante curiosos que os envolvem. As espécies podem ser hermafroditas, monogâmicas, poligâmicas, e, inclusive, podem ter reprodução sazonal. Confira tudo a seguir:

■Peixes que mudam de sexo

Quando um animal é capaz de mudar de sexo, ele é chamado de hermafrodita. Ou seja, se um peixe macho também é capaz de se comportar como fêmea e tem órgãos reprodutores de ambos os sexos, ele é assim designado. Há dois tipos de hermafroditismo: o simultâneo e o sequencial.

No simultâneo, os dois órgãos sexuais manifestam-se ao mesmo tempo; no sequencial, um macho pode se tornar fêmea e vice-versa.Entretanto, nem todos os peixes possuem tal capacidade, na realidade, apenas alguns podem mudar de sexo.

Por exemplo, o peixe-palhaço: quando há poucas fêmeas em uma população, parte dos machos comporta-se como fêmea para que haja um balanceamento reprodutivo no grupo.

■Acasalamento dos peixes: monogâmicos ou poligâmicos?

Animais monogâmicos são aqueles que mantêm um parceiro por período reprodutivo ou, em alguns casos, por toda a vida, enquanto os poligâmicos se relacionam com vários parceiros simultaneamente.

Peixes monogâmicos são aqueles que, ao escolher um par, costumam ser fiéis, tendo mais tempo para cuidar dos vulneráveis ovos e dos alevinos. Um grande representante da monogamia dos peixes é o amazônico Pirarucu (Arapaima gigas).

Já quanto aos poligâmicos, os machos costumam acasalar com várias fêmeas, fazendo com que a espécie se prolifere mais rápido. Ou seja, peixes poligâmicos prezam mais a quantidade do que a qualidade da prole.

■Peixes sazonais: período reprodutivo curto, mas grande quantidade de ovos!

A sazonalidade reprodutiva, ou seja, a época reprodutiva atrelada a determinado período ou estação dos peixes, também é uma curiosidade muito interessante. Dentre as espécies sazonais, o Tambaqui (Colossoma macropomum) é um grande exemplo.

Ainda que seu período reprodutivo seja curto e sincronizado com as cheias dos rios, entre as temporadas de fecundação, esses animais costumam se nutrir e acumular energia para que a reprodução seja bem-sucedida.

Assim, ainda que o período reprodutivo seja curto, é capaz de gerar muitos ovos

A reprodução dos peixes é fascinante e envolve muitos aprendizados!

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Além de conhecer diversos processos envolvendo a procriação dos peixes, descobrir como a reprodução deles funciona a fundo é extremamente interessante e fascinante! Ao contrário de nós, mamíferos, em que a reprodução é estritamente interna, os peixes variam quanto ao desenvolvimento do embrião, podendo ser ovíparos, vivíparos ou ovovivíparos.A maioria das espécies de água doce e salgada é fruto de fecundação externa, na água, e é ovípara, ou seja, cresce fora do corpo da mãe e dentro de pequenos ovos membranosos que proporcionam alimento e proteção para os filhotes. Depois, quando eclodem os alevinos, peixes em estágio larval, há o vitelo, uma massa nutritiva que sustenta o peixinho por mais alguns dias até que ele esteja forte o suficiente para se alimentar sozinho.Neste artigo você conheceu todos esses processos em detalhes e, caso você, leitor, queira ter um aquário povoado, essas dicas serão muito valiosas! Caso contrário, informações como as aqui fornecidas serão muito úteis e agregarão muitos conhecimentos para a sua vida!

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Como os Peixes se Reproduzem?

  • Você vai descobrir agora como os peixes se reproduzem e ficará maravilhado como a natureza encontra solução sempre, para que a vida possa continuar existindo entre todas as espécies.
  • Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?
  • A fecundação entre os peixes pode ser de forma interna, como é o caso dos peixes cartilaginosos, ou então pode ser uma reprodução externa, como no caso dos peixes ósseos, vamos ver cada uma destas possibilidades.
  • Peixes Ósseos
  • O bonito na reprodução destes peixes é que sempre acontece um ritual de corte nupcial e cabe ao macho realizar a famosa “dança do acasalamento” e ele precisa ser bom o suficiente para deixar a fêmea realmente encantada, pois somente se isto acontecer é que ela irá liberar o óvulo na água e aí sim, o macho se aproxima e lança sobre este óvulo seus espermatozoides.

O óvulo do peixe será fecundado por um só espermatozoide e daí surgiram os ovos que quase sempre ficam escondidos em algum local bem longe dos predadores. Os pais costumam ficar por perto vigiando, até que os peixinhos finalmente venham a nascer. Estes filhotes são chamados de “avelinos”.

Cavalos Marinhos

Mas na água há várias formas de reprodução, por exemplo, entre os Cavalos Marinhos quem fica grávido é o macho e o casal fica junto a vida toda, ou pelo menos até que um deles morra.

A reprodução começa com o macho escolhendo sua fêmea e então começa o cortejo.

As causas são enlaçadas e começam a contrair os músculos para que a bolsa incubadora que fica no macho seja aberta e ali a fêmea irá depositar seus óvulos.

Este “acasalamento” pode durar horas ou dias e é preciso um movimento bem sincronizado para que a fêmea consiga introduzir a cópula que fica exteriorizada exatamente no orifício da bola do macho e então os óvulos são transferidos.

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

A segunda parte começa com o macho liberando os espermatozóides e pronto, ele é quem fica grávido. O tempo de gestação varia de acordo com a espécie e até mesmo em relação à temperatura da água, mas geralmente o período é de 12 dias.

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Os filhotinhos quase sempre nascem durante a noite quando o macho consegue expulsá-los através de contrações musculares mais fortes. Estes filhotes já nascem prontos, como se fossem mini cavalos marinhos e já saem nadando e até mesmo se alimentando, pois já são independentes e já começam a lutar pela sobrevivência.

  1. Peixes Cartilaginosos
  2. No caso dos peixes cartilaginosos, a fecundação é interna, onde o macho utiliza os “cláspers”, para colocarem seus espermatozoides na cloaca das fêmeas.
  3. Algumas espécies acabam eliminando os ovos e eles vão se desenvolvendo na água mesmo, mas há espécies que retêm os ovos no corpo e os filhotes nascem ainda imaturos.
  4. Quem tem um aquário precisa conhecer bem os peixinhos colocados no recipiente, saber como eles se reproduzem para que assim possa facilitar mais para que eles possam gerar seus filhotinhos.
  5. Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?
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Como os peixes se reproduzem: o desenvolvimento EMBRIONÁRIO ????

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Durante o desenvolvimento embrionário de qualquer animal, processos cruciais são realizados para a formação de novos indivíduos. Qualquer falha ou erro durante este período pode causar sérios danos à prole, incluindo a morte do feto.

O desenvolvimento embrionário dos peixes é bem conhecido, graças ao fato de que seus ovos são transparentes e todo o processo pode ser observado a partir do exterior usando instrumentos como a lupa. Neste artigo do PeritoAnimal ensinaremos alguns conceitos sobre embriologia e, em particular, sobre como os peixes se reproduzem: o desenvolvimento embrionário.

Para abordar o desenvolvimento embrionário dos peixes, antes precisamos conhecer alguns conceitos básicos da embriologia, como os tipos de ovos e as fases que compõem o desenvolvimento embrionário inicial.

Podemos encontrar diferentes tipos de ovos, de acordo com a maneira como o vitelo (material nutritivo presente no óvulo dos animais que contém proteína, lectina e colesterol) está distribuído e sua quantidade. Para começar, vamos chamar de ovo o resultado da união de um óvulo com um espermatozoide e de vitelo o conjunto de nutrientes que está dentro do ovo e servirá como alimento para o futuro embrião.

Tipos de ovos de acordo com a organização do vitelo em seu interior:

  • Ovos isolécitos: o vitelo se encontrada distribuído uniformemente pelo interior do ovo. Típico de animais poríferos, cnidarios, equinodermos, nemertinos e mamíferos.
  • Ovos telolécitos: o vitelo se encontra deslocado em direção a uma área do ovo, sendo oposto ao local onde o embrião se desenvolverá. A maioria dos animais se desenvolve a partir deste tipo de ovo, como por exemplo os moluscos, peixes, anfíbios, répteis, pássaros, etc.
  • Ovos centrolécitos: o vitelo fica cercado pelo citoplasma e este, por sua vez, envolve o núcleo que dará origem ao embrião. Ocorre em artrópodes.

Tipos de ovos de acordo com a quantidade de vitelo:

  • Ovos oligolécitos: são pequenos e têm pouco vitelo.
  • Ovos mesolécitos: têm tamanho médio com uma quantidade moderada de vitelo.
  • Ovos macrolécitos: são ovos grandes, com grande quantidade de vitelo.

Fases típicas do desenvolvimento embrionário

  • Segmentação: nesta fase, ocorre uma série de divisões celulares que aumentam o número de células necessárias para a segunda fase. Termina em um estado chamado blástula.
  • Gastrulação: ocorre uma reorganização das células da blástula, dando origem aos blastodermes (camadas germinativas primitivas) que são o ectoderma, o endoderma e, em alguns animais, o mesoderma.
  • Diferenciação e organogênese: os tecidos e órgãos vão se formar a partir das camadas germinativas, formando a estrutura do novo indivíduo.

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

A temperatura está intimamente relacionada com o tempo de incubação dos ovos nos peixes e seu desenvolvimento embrionário (o mesmo ocorre em outras espécies animais). Geralmente, há uma faixa ótimo de temperatura para a incubação, que varia em cerca de 8ºC.

Os ovos incubados dentro dessa faixa terão maior chance de se desenvolver e alcançar a eclosão. Da mesma forma, os ovos incubados por longos períodos de tempo a temperaturas extremas (fora do intervalo ótimo da espécie) terão uma menor probabilidade de eclosão e, se eclodirem, os indivíduos nascidos podem sofrer de graves anomalias.

Agora que você conhece os conceitos básicos da embriologia, nos aprofundaremos no desenvolvimento embrionário dos peixes. Os peixes são telolecíticos, isto é, vêm de ovos telolécitos, aqueles que têm o vitelo deslocado para uma zona do ovo.

Nos próximos tópicos explicaremos como é a reprodução dos peixes.

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

O óvulo recém-fertilizado permanece no estado de zigoto até a primeira divisão. O tempo aproximado em que essa divisão ocorre depende da espécie e da temperatura do ambiente.

No peixe zebra, Danio rerio (o peixe mais utilizado em pesquisas), a primeira segmentação ocorre em torno de 40 minutos após a fertilização.

Embora pareça que neste período não há mudanças, dentro do ovo estão ocorrendo processos decisivos para o desenvolvimento posterior.

Conheça: Peixes que respiram fora de água

O ovo entra na fase de segmentação quando ocorre a primeira divisão do zigoto.

Nos peixes, a segmentação é meroblástica, porque a divisão não atravessa completamente o ovo, uma vez que é impedida pelo vitelo, ficando limitada à área onde o embrião está localizado.

As primeiras divisões são verticais e horizontais ao embrião, e são muito rápidas e sincronizadas. Elas dão origem a um monte de células instaladas sobre o vitelo, constituindo a blástula discoidal.

Durante a fase de gastrulação, um rearranjo das células da blástula discoidal ocorre por movimentos morfogenéticos, ou seja, a informação contida nos núcleos das diferentes células já formadas, é transcrita de uma maneira que obriga as células a obterem uma nova configuração espacial. No caso dos peixes, essa reorganização é chamada de involução. Da mesma forma, esta fase é caracterizada por uma diminuição na taxa de divisão celular e pouco ou nenhum crescimento celular.

Durante a involução, algumas células da discoblástula ou da blástula discoidal migram em direção ao vitelo, formando uma camada sobre ele. Essa camada será o endoderma.

A camada de células que permanece no monte formará o ectoderma.

Ao final do processo, a gástrula será definida ou, no caso dos peixes, a discogástrula, com suas duas camadas germinativas primárias ou blastodermas, o ectoderma e o endoderma.

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Durante a fase de diferenciação nos peixes, surge a terceira camada embrionária, localizada entre o endoderma e o ectoderma, denominada mesoderma.

O endoderma se invagina formando uma cavidade chamada arquêntero. A entrada para esta cavidade será chamada de blastóporo e resultará no ânus do peixe.

A partir deste ponto, podemos distinguir a vesícula cefálica (encéfalo em formação) e, em ambos os lados, as vesículas ópticas (futuros olhos).

Após a vesícula cefálica, o tubo neural se forma e, em nos dois lados, os somitos, estruturas que acabarão formando os ossos da coluna vertebral e costelas, músculos e outros órgãos.

Ao longo desta fase, cada camada germinativa acabará produzindo vários órgãos ou tecidos, de modo que:

Ectoderma:

  • Epiderme e sistema nervoso;
  • Início e final do tubo digestivo.

Mesoderma:

  • Derme;
  • Musculatura, órgãos excretores e reprodutores;
  • Celoma, peritônio e sistema circulatório.

Endoderma:

  • Órgãos envolvidos na digestão: epitélio interno do tubo digestivo e glândulas anexas;
  • Órgãos encarregados da troca gasosa.

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Bibliografia

  • Del Río, V., Rosas, J., Velásquez, A. &, Cabrera, T. (2005). Desarrollo embrionario-larval y tiempo de metamorfosis del pez tropical Xenomelaniris brasiliensis (Pisces: Atherinidae). Rev. Biol. Trop. Vol. 53 (3-4): 503-513
  • Gilbert, S.F. (2010). Developmental Biology, Ninth Edition.
  • Gordillo Jiménez, Luisa Fernanda. (2017). ESTUDIO DEL DESARROLLO EMBRIONARIO DEL PEZ Amatitlania nigrofasciata (PERCIFORMES: Cichlidae). Proyecto de Trabajo de Grado para optar al título de Licenciado en Biología. Universidad Distrital Francisco José De Caldas Facultad De Ciencias Y Educación Proyecto Curricular De Licenciatura En Biología Bogotá D.C.
  • Kimmel, C. B., Ballard, W. W., Kimmel, S. R., Ullmann, B., And Schilling, T. F. (1995). Stages of Embryonic Development of the Zebrafish. Developmental Dynamics 203:255-310.

Reprodução dos Peixes

Existem muitos hábitos de reprodução no mundo aquático. Cada espécie tem uma peculiaridade nesse quesito. A reprodução passa por três fases: reprodução, maturação e postura.

A maioria das espécies de peixe faz a fecundação externa. As fêmeas expelem seus ovos na água e os machos os fertilizam com sêmen.

Os ovos fertilizados são depositados nas mais diversas partes dependendo do tipo de peixe. Podem ser grudados nas pedras, flutuantes na água, grudados no peixe, enterrado no substrato, em ninhos de bolhas e disseminados na água.

Poucos peixes cuidam de seus filhotes a maioria os comem. É difícil um alevino sobreviver com os pais dentro de um aquário e só sobrevivem aqueles que escapam se escondendo em plantas e cavernas até que possam chegar a um determinado tamanho que não possam mais ser comidos.

O início da vida reprodutiva depende da espécie do peixe, alguns deles apresentam um comportamento agressivo e agitado, outros têm mudanças físicas notáveis, como manchas e aumento do abdômen. Algumas espécies nunca atingem a maturidade sexual.

Tipos de Reprodução

Ovíparos

Animais cujos embriões se desenvolvem dentro dos ovos, eclodindo fora do corpo da mãe.

Vivíparos

Animais cujos embriões se desenvolvem em uma placenta dentro do corpo da mãe.

Animais cujos embriões se desenvolvem em um ovo dentro do corpo da fêmea, os ovos eclodem dentro do oviducto na mãe e os alevinos já saem formados. As vezes tem uma cor diferente dos pais. Muitos só são vistos a olho nu depois de alguns dias.

Características Sexuais

Sexuados

Como É Que Os Peixes Se Reproduzem?

Assexuados

Alguns peixes se reproduzem través de um óvulo que dá origem a um novo organismo, sem fecundação, esse processo se chama partenogênese. Mas também pode acontecer a formação de um organismo vivo á partir de um pedaço do organismo original. Como por exemplo, a estrela do mar que solta um de seus braços e esse se torna outra estrela.

Hermafroditas

Algumas espécies de peixe passam parte da vida sendo fêmeas e depois se transformam em machos para se reproduzir ou vice versa. Essa mudança ocorre para o equilíbrio e reprodução.

Alguns peixes hermafroditas se tornam fêmeas ou machos conforme a necessidade do seu cardume, se houverem poucos machos eles de transformam em fêmeas e vice versa.

Já outras espécies não mudam de sexo por influência, mas sim espontaneamente, ou seja, nascem fêmeas e viram machos, nascem machos e viram fêmeas ou podem continuar do mesmo sexo que nasceram.

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Veja como os peixes se reproduzem

Quando o assunto é o aquarismo, há muita informação interessante e que pouca gente sabe. Por exemplo, você já parou para pensar como os peixes se reproduzem? Existe um consenso um pouco equivocado de que a procriação das várias espécies se dá apenas por meio da colocação de ovos. Isso nem sempre é verdade.

Desse modo, cada linhagem gera novos animaizinhos de um jeito diferente. Algumas variedades até trocam de sexo: nascem machos e viram fêmeas e vice-versa. Para quem aprecia a atividade e quer despertar essa paixão nos filhos, abordar esse assunto pode ser uma boa forma de atrai-los à magia dos ambientes aquáticos.

Quer saber mais? Então veja neste post dicas fascinantes sobre como os peixes se reproduzem. Venha com a gente!

Conheça os três tipos de procriação

Levar seus filhos para conhecer o setor de aquarismo de um pet shop pode ser uma maneira mais amena de introduzi-los ao assunto, que não é assim tão simples. Ao ver os peixinhos de perto, a brincadeira educativa se torna bem mais estimulante.

Existem três principais modos de proliferação de peixes: a concepção ovípara, a vivípara e a ovovivípara. A seguir, observe de maneira bem simples e didática como funciona cada uma delas. Acompanhe!

Ovíparos

Nesse mecanismo biológico, a fêmea costuma liberar os óvulos de seu organismo em trechos de águas mais calmas. Depois disso, as células reprodutoras femininas são fecundadas pelo espermatozoide do macho. Em seguida, os óvulos já fertilizados navegam pela água ou caem no fundo do aquário ou do rio.

Algumas espécies gostam de proteger esses ovos na boca, onde eles são mantidos a salvo até eclodirem. Outras linhagens fazem até bolhas de água para assegurar a sobrevivência de seus futuros descendentes.

Vivíparos

A maneira vivípara de dar origem aos filhotes de peixes acontece de forma bem similar à humana. Os embriões se formam dentro do corpo da mamãe peixinha e têm seu desenvolvimento completamente realizado dentro dela.

Nesse caso, o feto consegue crescer por meio da alimentação vinda da placenta até o nascimento, quando as fêmeas de peixe dão à luz às suas crias. Além de ser comum em peixes, o método vivíparo ocorre na maioria dos mamíferos e em alguns insetos.

Ovovivíparos

Da mesma forma que os peixes vivíparos, os ovovivíparos também têm o zigoto se formando no interior das espécies de gênero feminino. A única diferença é que, neste caso, ao invés de elas gerarem um filhotinho, ovos são postos.

O peixe macho deposita os ovos no corpo da peixinha, onde eles conseguem nutrientes para se fortalecer. Com o fim do processo de formação desses indivíduos, os ovos são expelidos para fora do corpo da mãe.

Descubra a beleza da piracema

Quando o tema é saber como os peixes se reproduzem, a piracema é um dos temas mais envolventes. Com origem no idioma indígena tupi, essa palavra significa “a subida dos peixes”.

Anualmente, algumas espécies entram na fase da piracema, na qual nadam em direção às cabeceiras dos rios para desovar. O dourado, por exemplo, desloca-se por 500 quilômetros contra a correnteza para conseguir ter seus filhotes.

Para se ter uma noção, esse trajeto equivale a viajar entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que estão a cerca de 430 quilômetros de distância uma da outra. Ao nadarem no sentido contrário das correntes, esses animais ficam exaustos, mas produzem hormônios que serão fundamentais para a perpetuação.

A fecundação na piracema é externa, isto é, as peixinhas despejam seus óvulos na água, que são atingidos pelos espermas. Depois disso, o peixe faz o percurso de volta no sentido contrário, ou seja, a favor do fluxo d’água.

No Brasil, esse fenômeno costuma se dar no verão, época de chuvas intensas e de cheias. Nesse período, a lei brasileira restringe a pesca para evitar uma queda muito alta no número de animais das espécies que realizam essa verdadeira aventura.

Saiba mais sobre as espécies hermafroditas

Outra curiosidade estimulante ao estudar como os peixes se reproduzem é o hermafroditismo. Aproximadamente 10% das espécies nascem de um gênero e se transformam no outro. Isso significa que eles podem começar a vida como machos e virar fêmeas mais tarde. O contrário também se concretiza: fêmeas são capazes de desenvolver características de macho.

O peixe-palhaço Amphiprion é um bom exemplo disso. Ele nasce macho e assim permanece até alcançar mais ou menos a 8 centímetros. Em seguida, ele passa por um processo de modificação até virar uma fêmea.

Frequentemente, essa mudança de sexo acontece em razão de distúrbios biológicos no ambiente, que tornam a quantidade de fêmeas e machos muito desproporcional.

Com essa habilidade, esses animais conseguem gerar filhotes mesmo em situações adversas.

Por tudo isso, ter um peixe de estimação, além de bastante divertido, pode ser uma excelente forma de aprender Biologia.

Portanto, descobrir mais sobre como os peixes se reproduzem pode ser algo deslumbrante, inclusive para as crianças. Assim, elas vão ficar mais interessadas no aquarismo.

Desse modo, quem sabe você não mantém esse hobby na família, despertando o encanto pelo tema em seus pequenos? Que tal ir um pouco além na arte de criar peixes? É simples: conheça o kit perfeito para montar o primeiro aquário de modo rápido e fácil.  Acesse aqui!

Como os peixes se reproduzem? – Meus Animais

Cuidar de um gato ou de um cão é uma tarefa fácil, pois são mamíferos e bichos de estimação que quase todo mundo tem. No entanto, entender o funcionamento ou os cuidados que precisam ser dedicados a outros animais menos comuns pode acabar sendo mais complicado. Por exemplo, você já se perguntou como os peixes se reproduzem?

Sejam quais forem seus questionamentos ou sua curiosidade a respeito desse tema, você vai adorar ler este artigo.

Como se reproduzem os peixes

O milagre da vida que se dá através da reprodução é um processo fascinante que nos deixa cheios de admiração. Saber como funcionam os peixes se torna algo interessante, por eles serem diferentes das outras espécies, além da grande variedade de peixes que existe. Muitos acreditam que eles se reproduzem por meio de ovos, mas nem sempre é assim.

O que determina o processo de reprodução dos peixes? Então, vai depender do fato de serem ovíparos, vivíparos ou ovovíparos. Vamos ver como é o processo de acordo com cada classe:

  • Ovíparos. Nesse caso, os óvulos vão navegar pela água acompanhados do espermatozoide do macho. Alguns conseguem navegar, enquanto que outros acabam indo para o fundo do mar. No entanto, os peixes podem proteger os seus ovos para que o nascimento aconteça, guardando-os em sua boca ou protegendo-os em bolhas d”água.
  • Os vivíparos dão à luz a crias que foram formadas no interior do seu corpo.
  • Os ovovíparos têm o processo de fecundação no seu interior, como os vivíparos, mas, ao invés de dar à luz a crias, botam ovos. O peixe macho coloca os ovos em seu interior, e esses vão se desenvolver ali até estarem prontos para serem expulsos para o exterior. Algo curioso das fêmeas desse tipo de peixe é que mais tarde podem botar os ovos sem a ajuda do macho, pois guardam um pouco do esperma da primeira cópula.

Você sabia que existem peixes hermafroditas?

Explicar como se reproduzem os peixes hermafroditas é um processo interessante e agradável, já que os hermafroditas não têm sexo definido e podem se tornar fêmea ou macho de maneira aleatória, de acordo com a necessidade do acasalamento. Isso é chamado de hermafroditismo simultâneo.

No entanto, existe outro tipo de hermafroditismo em que os peixes são machos na primeira fase da vida, para, em seguida, se tornarem fêmeas. A isso dá-se o nome de hermafroditismo protândrico, ao passo que, no caso contrário, (primeiro, fêmea e, em seguida, macho) se denomina hermafroditismo protogênico.

Como se reproduzem os peixes: as migrações

As migrações durante a época de reprodução são comuns para muitos tipos de peixes. Eles fazem isso sozinhos ou em casais, e a distância percorrida varia conforme o tipo de peixe e a época do ano.

Fazem isso em busca do local de acasalamento que eles considerem seguro.

Como você vê, o processo de cópula, fecundação e reprodução dos peixes era para nós desconhecido, mas interessante, sem dúvida.

Como reproduzir peixes em um aquário

Se você gosta de peixes e agora ficou fascinado pelo processo reprodutivo deles, é provável que goste de saber se podem se reproduzir em um aquário que você tem ou que quiser colocar em casa. Neste artigo, vamos contar tudo o que você precisa.

  • Escolha bem os peixes. É melhor ter um grupo de peixes, ao invés de apenas um casal. Você deverá sim se certificar de que recorrem ao mesmo sistema reprodutivo, ou, pelo menos, que um dos casais siga esse sistema. No entanto, os peixes não são animais que vivem em casal, e será mais fácil que se reproduzam se houver várias opções a escolher.
  • Alimentação. Alguns peixes precisam adequar os seus hábitos antes do processo de reprodução, como, por exemplo, a alimentação. Converse com o seu veterinário para que ele explique como fazer isso.
  • Ecossistema. A temperatura e o pH do seu aquário são vitais para a sobrevivência dos peixes presentes nele e dos futuros que possam vir. Evite movimentos bruscos ao redor do aquário e as interferências do exterior. A tranquilidade é vital para o processo.

Isso é tudo o que sabemos sobre a forma como os peixes se reproduzem. Esperamos ter despertado sua curiosidade por esses animaizinhos que são mais do que adequados como bichos de estimação. Já está pensando em adotar um? Faça isso, você vai adorar!

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