Como É Que Os Peixes Respiram?

Como É Que Os Peixes Respiram?

Os peixes, assim como os animais terrestres ou mamíferos aquáticos, precisam captar oxigênio para viver, sendo essa uma das suas funções vitais. No entanto, os peixes não obtêm oxigênio pelo ar, eles são capazes de captar o oxigênio dissolvido na água através de um órgão que se chama braquias.

Quer saber mais sobre como os peixes respiram? Nesse artigo do PeritoAnimal vamos explica como é o sistema respiratório dos peixes teleósteos e como funciona a respiração deles. Continue lendo!

As braquias dos peixes teleósteos, que são a maioria os peixes com exceção dos tubarões, raias, lampreias e peixe-bruxa, se encontram nos dois lados da cabeça. É possível observar a cavidade opercular, que é a parte da “cara do peixe” que se abre para fora e é denominado opérculo. Dentro de cada cavidade opercular, encontram-se as braquias.

As braquias estão estruturalmente suportadas por quatro arcos braquiais. De cada arco braquial, saem dois grupos de filamentos chamados filamentos braquiais que têm forma de “V” em relação ao arco.

Cada filamento se sobrepõe com o filamento vizinho, formando um emaranhado. Por sua vez, esses filamentos braquiais têm suas próprias projeções chamadas lamelas secundárias.

Aqui se produz um intercambio gasoso, os peixes captam o oxigênio e liberam o dióxido de carbono.

O peixe toma água do mar pela boca e, através de um processo complexo, libera a água através dos opérculos, passando previamente pelas lamelas, onde se capta o oxigênio.

Como É Que Os Peixes Respiram?

O sistema respiratório dos peixes recebe o nome de bomba buco-opercular. A primeira bomba, a bucal, exerce pressão positiva, enviando água para a cavidade opercular e, por sua vez, essa cavidade mediante pressão negativa, suga a água da cavidade bucal. Em resumo, a cavidade bucal empurra a água para a cavidade opercular e esta a suga.

Durante uma respiração, o peixe abre a boca e, a região onde está a língua abaixa, fazendo com que entre mais água porque a pressão diminui e a água do mar entra na boca a favor do gradiente. Depois, fecha a boca aumentando a pressão e provocando que a água passe pela cavidade opercular, onde a pressão será menor.

Então, a cavidade opercular se contrai, obrigando a água a passar pelas braquias onde se produzirá o intercâmbio gasoso e saindo de forma passiva pelo opérculo. Ao abrir a boca de novo, o peixe produz um certo retorno da água.

Saiba como os peixes se reproduzem nesse artigo do PeritoAnimal.

Como É Que Os Peixes Respiram?

Apesar de parecer contraditório, a evolução provocou o aparecimento de peixes pulmonados. Dentro da filogenia, estão classificados na classe Sarcopterygii, por possuir barbatanas lobadas.

Acredita-se que esses peixes pulmonados estão relacionados com aqueles primeiros peixes que deram origem aos animais terrestres.

Apenas existem seis espécies conhecidas de peixes com pulmões e, temos apenas conhecimento sobre o estado de conservação de alguns deles. Outros, nem sequer possuem nome comum.

As espécies de peixes com pulmões são:

  • Piramboia (Lepidosiren paradoxa);
  • Peixe pulmonado africano (Protopterus annectens);
  • Protopterus amphibius;
  • Protopterus dolloi;
  • Peixe pulmonado australiano.

Apesar de poder respirar ar, esses peixes estão muito ligados á água, inclusive, quando está escassa por causa das secas, se escondem em baixo do barro protegendo o corpo com uma capa de muco que são capazes de produzir. A pele é muito sensível a desidratação, por isso, sem essa estratégia morreriam.

Conheça os peixes que respiram fora da água nesse artigo do PeritoAnimal.

Outra questão que gera muitas dúvidas entre as pessoas é se os peixes dormem, uma vez que estão sempre com os olhos abertos. Os peixes têm o núcleo neural responsável por permitir que um animal durma, por isso, podemos afirmar que um peixe é capaz de dormir.

No entanto, não é fácil identificar quando um peixe está dormindo pois os sinais não são tão claros como por exemplo, em um mamífero. Um dos sinais mais evidentes de que um peixe está dormindo é a inatividade prolongada.

Se você quiser saber mais informações sobre como e quando o peixe dorme, confira esse artigo do PeritoAnimal.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Como os peixes respiram: explicação e exemplos, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Curiosidades do mundo animal.

Bibliografia

  • Hill, R.W., Wyse, G.A. y Anderson, M. (2004).Fisiología animal. Cap. 21. Editorial Panamericana S.A., Madrid.
  • Moyes, C.D. y Schulte, P.M. (2006).Principios de Fisiología Animal. Cap.10. Addison Wesley-Pearson. San Francisco.

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Peixes pulmonados – Biologia

Entre os peixes ósseos (Osteichthyes), encontra-se uma linhagem ancestral que chama atenção: os peixes pulmonados. Estes animais são caracterizados pela presença de um ou dois pulmões primitivos em sua estrutura corporal, os quais podem ser responsáveis por sua respiração total ou parcial (complementam a respiração branquial).

Origem e classificação dos peixes pulmonados

Os peixes pulmonados despontaram no Período Devoniano, há 400 milhões de anos. Estes animais apresentam endoesqueleto ósseo e nadadeiras lobadas, e estão inseridos na Classe Sarcopterygii (peixes com nadadeiras carnosas), Subclasse Porolepimorpha ou Dipnoi.

Conhecidos vulgarmente como dipnoicos, os peixes pulmonados ainda se subdividem em duas ordens: Ceratodontiformes, composta por espécies que apresentam apenas um pulmão, e Lepidosireniformes, que engloba os peixes com dois sacos pulmonares.

Abundantes até o fim do Triássico, há 200 milhões de anos, atualmente, são reconhecidas apenas três famílias e seis espécies de peixes pulmonados. Estes animais são característicos de ambientes dulcícolas, habitando lagos e rios, e estão restritos à África, América do Sul e Austrália.

Os peixes pulmonados australianos apresentam fisionomia semelhante às formas fósseis, apresentando corpo compacto com grandes escamas sobrepostas, além de grandes nadadeiras peitorais e pélvicas; por outro lado, os peixes africanos e sul-americanos apresentam dois pulmões, ao passo que nos exemplares australianos, o saco pulmonar esquerdo encontra-se atrofiado.

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Como É Que Os Peixes Respiram?

Protopterus annectens, o peixe pulmonado africano. Foto: Mathae / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

Principais características

Entre as principais características dos peixes pulmonados pode-se citar seu corpo alongado, semelhante ao de uma enguia, sem nadadeira caudal definida. Por outro lado, estes animais apresentam nadadeiras peitorais e pélvicas longas e fibrosas, que estão em constante movimento, investigando o ambiente.

Estas estruturas possuem extremidades muito sensíveis, permitindo ao peixe detectar mudanças de pressão e turbulência da água, o que, aliado ao seu olfato e paladar aguçados, compensa seu baixo poder de visão; estes peixes são praticamente cegos, distinguindo apenas a forma e movimento dos objetos.

Assim, as estruturas sensoriais presentes nas nadadeiras, linha lateral e focinho (órgãos eletroreceptores), aumentam a percepção dos peixes pulmonados sobre o ambiente, auxiliando sua busca por alimento e proteção.

A linha lateral pode apresentar, inclusive, diferentes padrões de distribuição dos órgãos sensoriais (poros), permitindo a identificação de espécies, que podem alcançar até 2 metros de comprimento, pesando cerca de 10 quilogramas.

Em geral, os peixes pulmonados respiram por brânquias durante a fase jovem de seu ciclo de vida (especialmente durante o estágio larval), as quais são perdidas, na maioria das espécies, de acordo com o desenvolvimento do peixe. Desta forma, estes peixes passam a respirar através de seus pulmões primitivos.

A formação pulmonar se dá através da ligação entre o trato alimentar e a bexiga natatória, que é revestida por inúmeros vasos sanguíneos. Para respirar, os dipnoicos posicionam seu focinho acima da superfície da água, abrindo a boca para sugar o ar ao redor, produzindo um som característico.

Todas as espécies realizam este procedimento, com exceção do peixe-pulmonado-australiano (Neoceratodus forsteri), que inala o ar através das narinas, e respira durante a maior parte do tempo pelas brânquias (quando a água está bem oxigenada); por outro lado, quando os níveis de oxigênio encontram-se reduzidos, esta espécie utiliza seu pulmão primitivo para complementar sua taxa respiratória. Assim como nos vertebrados terrestres, a troca gasosa dos peixes pulmonados ocorre em pequenas vesículas situadas dentro do saco pulmonar.

Além da perda/inutilização parcial das brânquias, os peixes pulmonados também apresentam dentes que se fundem formando placas dentárias, utilizadas para mastigar o alimento. Estes animais são onívoros e consomem peixes, caranguejos e lagostas, podendo atuar também como canibais.

Em relação à reprodução, os dipnoicos depositam seus ovos em ninhos que cavam nos cursos d’água (algumas espécies também depositam os ovos na vegetação aquática), e há cuidado parental por parte do macho.

Durante a estação reprodutiva, os machos também desenvolvem protuberâncias carnosas em suas nadadeiras pélvicas, formadas por capilares que liberam oxigênio do sangue para a água, aumentando a concentração deste gás no entorno dos filhotes recém-nascidos.

Outras curiosidades

Os peixes pulmonados da ordem Lepidosireniformes são capazes de entrar em estado de dormência (estivation, em inglês) durante períodos de dessecação, ou seja, quando há redução do nível de água nos lagos e rios.

Ao longo deste período, estes animais apresentam baixa taxa metabólica e temperatura corporal, além de certa letargia e inibição do apetite. Espécies de dipnoicos africanos enterram-se na lama, formando um casulo de muco, e podem sobreviver nestas condições por até dois anos.

O peixe-pulmonado-sul-americano apresenta comportamento similar, à exceção da formação de muco, ao passo que o peixe australiano (com apenas um pulmão), não demonstra tal comportamento.

Referências bibliográficas:

Biologia Marinha. Pereira, R. C., & Soares-Gomes, A. (2002). Rio de Janeiro: Interciência, 2, 608.

Encyclopaedia Britannica. https://www.britannica.com/animal/lungfish

Primitive Fishes. https://primitivefishes.com/lungfishes/

Seapics. http://seapics.com/feature-subject/fish/lungfish-pictures-001.html

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/biologia/peixes-pulmonados/

Como é que os peixes respiram?

Falar sobre peixes, principalmente como quando os vemos como animais de estimação, pode ser uma tarefa um pouco ingrata – visto que os peixes são dos animais que mais abundam nos nossos oceanos, mares, rios.

Chegam a ter um significado quase cultural em muitos lugares e para muitas pessoas este significado pode chegar a ter um cunho místico.

Muitas destas interpretações, surgem porque o peixe é usado como sendo alimento do homem desde o princípio da sua formação.

Agora que as sociedades também já evoluíram, o peixe passa a ter um lugar de destaque dentre os animais de estimação que se podem ter.

É verdade que os peixes chegam mesmo a entrar no nosso imaginário coletivo através de diversos filmes de animação, o mais famoso deles todos será a história de Nemo e os seus amigos.

Nele podemos ver como a fauna pisciana é muito rica em determinadas zonas do mundo e em como o peixe pode adquirir um lugar de destaque na vida dos seres humanos enquanto animal de estimação.

À partida, nos peixes reais que vemos por ai, parecem nunca fazer muito mais do que comer e serem assustados com dedadas contra os seus aquários. No entanto existe uma fasquia muito grande de amigos humanos que se dedicam diariamente a tratar dos seus peixes, assim como do ambiente envolvente ao aquário, para proporcionar verdadeiras atmosferas aquáticas.

Atmosferas que levam peixes de muitas formas e feitios a viverem longe de predadores e em aquários que são verdadeiras obras de arte para adornarem uma sala ou qualquer outra divisão de uma casa.

Existe, assim, um grupo de aficionados dos peixes que tendem a conhecer muito bem as diferentes espécies existentes e a salvaguardar a continuidade de espécies de peixe mais exóticas.

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No meio dos diversos cuidados que se devem ter com o peixe, um deles é a limpeza do aquário e isto é de especial importância porque é nestas águas que os peixes irão buscar o seu próprio oxigénio.

Ou seja, os peixes absorvem o oxigénio presente na água e fazem-nos através de um órgão respiratório que só os peixes têm: as brânquias ou como se diz mais comumente, as guelras. Quando um peixe abre a boca, ele faz com que a água passe pelas guelras.

Este é um órgão especializado que absorve o oxigénio presente na água, mesmo sabendo que existe menos oxigénio na água do que no ar – mas as guelras têm, na verdade, uma grande superfície de absorção.

Assim a água passa por este órgão que também possui cílios, que fazem a filtragem de impurezas existentes na água – estes fazem parte das estruturas das guelras que também possuem outros filamentos e lamelas. Assim ocorre a troca gasosa, como se existissem alvéolos pulmonares capazes de reter o oxigénio.

O sangue do peixe passa assim a circular em vasos capilares muito finos, fazendo circular esse sangue no sentido inverso da água.

Para uma explicação mais simples, podemos dizer que o que acontece nas brânquias dos peixes é parecido com o que acontece com os pulmões do humano – a água que sai do sistema respiratório do peixe, acaba por conter menos oxigénio e mais dióxido de carbono. Esta é a regra para a maioria dos peixes, porém também existe a exceção: uma classe de peixe que são os “dipnoicos” que possuem tanto guelras como também um sistema pulmonar que lhes permite respirar à superfície. Esta é uma categoria de peixes que vive em zonas pantanosas da austrália e que com certeza fogem à regra acerca da forma de respirar dos peixes.

Por este simples motivo de os peixes conseguirem arrecadar oxigénio através da água, tornam-se animais muito distantes dos seus amigos humanos.

Porém sabemos que estudos recentes concluíram que o peixe é capaz de experimentar algumas emoções e ser assim mais do que um animal decorativo.

Na verdade os peixes podem tornar-se excelentes animais de estimação para pessoas que sejam elas próprias mais dotadas à solidão ou que não tenham um grande círculo social. A empatia por um peixe, muitas vezes nasce através da sua própria condição de misantropo por natureza.

Quer isto dizer, de animal que à partida não ganha feição pelos humanos. Esta característica pode levar a que o dono se identifique com tal apatia o que poderá, por outro lado, mostrar-lhe que a vida nem sempre necessita de grandes metas ou triunfos para ser vivida calmamente.

Entender a forma como os peixes respiram também é uma maneira de nos aproximarmos a este animal e termos noção de que vivemos todos através do oxigénio, também fazemos parte de um mundo animal que precisa do mesmo que nós precisamos.

Esta aceitação tem também consequências ecológicas para a vida marinha e terrestre, que nos levam a proteger não só o nosso ar, como também as águas que proliferam neste mundo.

E se a escolha for também possuir um peixe, que este possa estar num aquário o mais possível parecido com o habitat marinho do qual é original – pois a felicidade dos nossos animais de estimação é também a nossa felicidade.

Por que os peixes não podem respirar fora d’água?

Ensinar os filhos como os peixes respiram pode ser uma ótima brecha para incentivá-los no aquarismo. Afinal, é uma forma interessante de introduzir assuntos de Biologia e, ao mesmo tempo, passar um tempo útil com eles.

Diferentemente dos seres humanos, o sistema respiratório dos peixes não tem pulmão, com algumas exceções, que explicaremos neste artigo. Nesses animaizinhos, o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas gasosas é formado pela boca, pelas brânquias — também conhecidas como guelras — e pelas fendas operculares e opérculos.

O que iguala os peixes aos homens é que ambos dependem do oxigênio para sobreviver. Já a diferença é que as pessoas retiram esse importante ar da atmosfera, e os peixinhos absorvem esse gás da água. Quer saber como os peixes respiram? Então confira as nossas incríveis dicas!

Os peixes pegam oxigênio da água em vez do ar

A inalação dos peixinhos começa pela boca, por onde eles deixam entrar a água de mares, rios e lagos. Dessa forma, essa água é carregada com o oxigênio e encaminhada para as brânquias, tema do nosso próximo tópico.

Na água, a quantidade desse elemento é bastante menor do que no ar. Por causa disso, ao longo de milhões de anos, as brânquias desenvolveram uma elevada capacidade de sugar o ar a partir do líquido e garantir a sobrevivência desses seres.

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Esses animais têm brânquias no lugar do pulmão

Descobrir como os peixes respiram passa, inevitavelmente, em compreender um pouquinho sobre as brânquias ou guelras. Esses órgãos possibilitam a tão conhecida respiração aquática. Trata-se de uma das mais marcantes características dos peixes.

Na maioria desses animais, as guelras estão na parte traseira da boca. Quando eles ingerem a água, ela é levada para as brânquias. De lá, o líquido atravessará pequenos cílios desse órgão, que têm a utilidade de exterminar as impurezas, como sobras de comida e fezes.

Minúsculos filamentos e lamelas fazem a troca gasosa, de um jeito bem parecido com o que ocorre nos alvéolos dos pulmões humanos.

Após esse processo, o oxigênio ultrapassa essas paredes extrafinas e penetra na corrente sanguínea.

Para que tudo isso dê certo, porém, é imprescindível preservar o aquário saudável, com índices de oxigênio suficientes para a sobrevivência dos indivíduos.

Eles expiram pelos opérculos, e não pelas narinas

O sangue oxigenado irriga todo o corpo do peixe. Por outro lado, a água suja, saturada com o gás carbônico, sairá das brânquias por meio das fendas branquiais, também conhecidas como opérculos.

Geralmente, esses órgãos exterminadores de fluídos nocivos ficam na lateral do peixinho, perto da região da cabeça.

Dessa forma, essa substância é eliminada por essa água, que terá bem mais volume desse gás do que de oxigênio.

Algumas espécies respiram fora d’água

Quando o assunto é saber como os peixes respiram, sempre há surpresas. Embora a grande parte desses indivíduos aquáticos inalem ar pelas brânquias, isto é, dentro da água, existem exceções. Algumas espécies de peixes contam com pulmões para respirar. A piramboia (Lepidosiren paradoxa) é a única no país com essa peculiaridade.

Atualmente, apenas seis linhagens de peixes têm pulmão em suas estruturas no hemisfério sul. No caso da piramboia, ela vive na bacia Amazônica. Essa modalidade de animais também é conhecida como dipnoi. Em grego, essa expressão significa dupla respiração ou peixes pulmonados.

A piramboia, assim que nasce, usa as brânquias para inalar o ar. Com o passar do tempo, as brânquias vão encolhendo, e a respiração pulmonar tem início. Por essa razão, esses indivíduos precisam pôr a cabeça para fora da água, de tempos em tempos, a fim de aspirar o ar da atmosfera. Em ocasiões de seca, eles conseguem resistir em meio a lama até a volta das chuvas.

Como você já deve ter percebido, entender como os peixes respiram não é nenhum bicho de sete cabeças.

Como eles contam com a brânquia no lugar do pulmão, é impossível para esses bichinhos respirar fora da água, com algumas raras ressalvas, como já dissemos. Isso porque as brânquias absorvem o ar por meio de líquidos.

Deu para compreender bem? Ficou com alguma dúvida? Então leia também nosso artigo aquarismo para iniciantes!

Respiração branquial

Nós, seres humanos, apresentamos um sistema respiratório capaz de retirar o oxigênio da atmosfera e levar até os nossos pulmões para que ele possa ser transferido para o sangue e ser utilizado por todas as células do nosso corpo. Esse tipo de respiração é comum em animais terrestres, mas não muito frequente em animais aquáticos. Animais que vivem na água geralmente possuem um tipo de respiração chamado de branquial.

O que é a respiração branquial?

A respiração branquial ocorre por meio de brânquias, que são estruturas ricamente vascularizadas. É nas brânquias que o oxigênio presente na água passa para o interior do corpo e que o dióxido de carbono que está no corpo do animal passa para a água. Esse tipo de respiração acontece na maioria dos animais aquáticos, como é o caso dos crustáceos, alguns moluscos e peixes.

Como ocorre a respiração nos peixes?

Para que a respiração ocorra nos peixes, é necessário que a água entre pela boca e saia pelas brânquias, obedecendo a um fluxo unidirecional. Inicialmente a água entra na cavidade bucal e segue em direção aos filamentos branquiais. Nos filamentos, existem projeções denominadas de lamelas secundárias, locais onde ocorrem as trocas gasosas.

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Cada filamento branquial apresenta duas artérias: um vaso aferente que leva sangue até o final do filamento e um vaso eferente que garante o retorno do sangue. Nas lamelas secundárias, encontra-se a conexão entre os vasos eferentes e aferentes.

O fluxo sanguíneo na lamela é no sentido oposto do fluxo de água. Isso garante que mais oxigênio seja captado, em um processo conhecido como troca por contra corrente. Caso o sangue se movesse na mesma direção que a água, a captação de oxigênio seria mais baixa.

Como ocorre a passagem da água pela cavidade bucal até as brânquias dos peixes?

A passagem de água pela cavidade bucal dos peixes até as brânquias pode ocorrer pelo bombeamento bucal ou por ventilação forçada. No bombeamento bucal, a boca e as cavidades operculares criam uma pressão positiva nas brânquias. Na ventilação forçada, o peixe cria a corrente respiratória por meio de uma natação contínua com a boca entreaberta.

Curiosidade: Você sabia que, quando tiramos um peixe da água, ocorre a aderência de uma brânquia na outra? Por causa dessa aderência, o contato com o ar fica bastante reduzido, dificultando a respiração.

Por Ma. Vanessa dos Santos

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