Como É Que Os Dinossauros Se Extinguiram?

No século XIX, os primeiros fósseis de dinossauros são encontrados e estudados. Em 1841, Sir Richard Owen denomina este incrível grupo de animais, de dinossauros – que em grego significa “lagartos terríveis”.

Os dinossauros viveram na Era Mesozóica – de 230 a 65 milhões de anos atrás – e dominaram a Terra durante os períodos Triássico – de 230 a 160 milhões de anos –, Jurássico – de 160 a 110 milhões de anos e Cretáceo, de 110 a 65 milhões de anos.

Como os répteis, os dinossauros eram ovíparos e apresentavam a pele recoberta de escamas. Alguns eram ferozes e carnívoros e outros, pacíficos e herbívoros. Os maiores dinossauros encontrados até hoje eram herbívoros, do grupo dos saurópodes, e tinham aproximadamente o tamanho de vinte elefantes, enquanto os ultrassauros tinham o tamanho de um galo doméstico.

No MUGEO, encontram-se diversos ossos fossilizados, como fêmures e vértebras de titanossaurídeos e pegadas de um pequeno mamífero que conviveu com os dinossauros.

Por que os dinossauros se extinguiram, continua sendo uma pergunta desafiadora para a ciência.

Há várias hipóteses: uma mudança climática global; os efeitos causados pela queda de meteoros e a de que os pequenos mamíferos, no período Cretáceo, tenham se alimentado dos ovos de dinossauros.

Na verdade, sabe-se que houve uma grande modificação no hábitat desses “lagartos terríveis”, e a não-adaptação à mudança que ocorreu no Planeta é responsável pela extinção desses animais.

Os dinossauros também viveram na região que hoje é o Brasil. Na região oeste de São Paulo, seus ossos já foram encontrados nas cidades de Monte Alto, Presidente Prudente, Marília, Pacaembu, Andradina, Araçatuba, Santo Anastácio, Flórida Paulista, Itapuru, Alvares Machado,Pirapozinho e Adamantina.

Entre as espécies identificadas há vestígios de dinossauros herbívoros e carnívoros:

  • Titanossauros: grandes dinossauros herbívoros, saurópodes quadrúpedes que pesavam quase 10 toneladas e mediam cerca de 12 metros;
  • Carnossauros: dinossauros carnívoros, terápodes bípedes que pesavam de duas a três toneladas e mediam de três a quatro metros de altura.As peças expostas nos museus aumentam significativamente o conhecimento sobre os dinossauros, mas serão necessários ainda muitos anos até que se consiga reunir informações suficientes sobre essas incríveis criaturas, para poder explicar, de forma conclusiva, o seu desaparecimento. Sabe-se que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os dinossauros não desapareceram instantaneamente; sua extinção durou milhares de anos.
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E se um asteroide não tivesse aniquilado os dinossauros?

Como É Que Os Dinossauros Se Extinguiram?Fotograma do filme 'Parque Jurásico', um dos poucos espaços nos que conviveram humanos e dinossauros

Em 1982, o paleontólogo Dale Russell se perguntou o que teria acontecido se os troodontídeos não tivessem sido extintos com a queda de um asteroide há 66 milhões de anos. Aqueles dinossauros tinham cérebros excepcionalmente grandes, visão binocular e garras com as quais podiam agarrar objetos. Se o cataclismo não tivesse acabado com eles, milhões de anos de evolução depois eles poderiam ter dado lugar a uma espécie de dinossauro inteligente que, na mente de Russell, era um humanoide verde que em vez de amamentar suas crias lhes daria o alimento regurgitando-o da boca.

O desastre que extinguiu os dinossauros, do qual esta semana se conheceu a reconstrução mais precisa até hoje, foi mais um evento aleatório dos tantos que infestam a história do universo, mas alguns humanos, pouco inclinados a assumir que a realidade é caótica, o transformaram em um mito institucional.

A desgraça dos dinossauros —que nunca saberemos se teriam evoluído para essa espécie de alienígena proposta por Russell— propiciou a ascensão dos mamíferos, e entre eles os ancestrais dos humanos.

Mas o que teria acontecido se um asteroide não tivesse sacudido a Terra, provocando a extinção de 75% da vida daquele momento?

Como É Que Os Dinossauros Se Extinguiram?Modelo do dinossauro inteligente teorizado pelo paleontólogo Dale RusellJim Linwood

Em primeiro lugar, se não tivessem sido extintos, nada garante que os tiranossauros e tricerátops teriam sobrevivido até nossos dias. Em seus melhores tempos, cada uma das espécies não superava um milhão de anos de existência, de modo que os dinossauros do século XXI seriam diferentes dos da época do meteoro.

“É uma lei que nos ensinam os fósseis: todos nós vamos desaparecendo”, afirma Fidel Torcida, diretor do Museu de Dinossauros de Salas de Los Infantes (Espanha).

O Cretáceo, período que termina com a queda do asteroide na península de Yucatán (México), era um tempo de intenso efeito estufa, em que a temperatura média do planeta alcançava os 24 graus (atualmente é de 14).

Isso, somado aos elevados níveis de CO2, favorecia o crescimento de uma vegetação exuberante que permitiu aos herbívoros como os saurópodes alcançar tamanhos descomunais.

Os milhões de anos de esfriamento que se seguiram e o fim daquele mundo tropical teriam exigido adaptações que transformariam os dinossauros. Assim como houve mamutes com a pele coberta por lã durante os séculos de glaciação do Pleistoceno, poderiam ter existido dinossauros cobertos de uma plumagem espessa para sobreviver ao frio.

A hipótese mais frequente sobre os beneficiados pela extinção dos dinossauros diz que os mamíferos, até então pequenos animais noturnos que viviam nas margens do planeta, aproveitaram as vagas deixadas pelo asteroide para ocupar seus nichos ecológicos, crescer e se diversificar.

Nessa explosão os ancestrais dos humanos teriam progredido. Eram protoprimatas como os Purgatorius, parecidos com um pequeno rato, mas contendo em seu interior o germe de uma espécie capaz de viajar à Lua ou aprontar o Brexit. Se os dinossauros não tivessem deixado esse vazio, especula-se, nossa espécie não teria tido possibilidades para parecer.

Carles Lalueza-Fox, geneticista do Instituto de Biologia Evolutiva (CSIC-UPF) de Barcelona, acredita que essa interpretação não é necessariamente correta. “Vemos isso com as espécies invasoras.

Pode haver um tipo de vespa, perfeitamente adaptada a um ecossistema europeu, e de repente chega outra de fora e toma conta desse espaço que parecia bem coberto”, observa.

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Para Lalueza-Fox, um dos aspectos mais interessantes do exercício de ficção paleontológica é imaginar se a vida tem possibilidades infinitas ou se existem limitações, e se, com grandes extinções ou não, a vida acabaria criando animais parecidos, incluindo os humanos.

“Stephen Jay Gould escreveu em Vida Maravilhosa sobre a fauna do período Cambriano, que tem tipos de fósseis estranhíssimos. Lá, Gould propõe que, se pudéssemos rebobinar a evolução e começar tudo novamente, apareceriam formas completamente diversas”, conta.

“Mas depois houve gente que criticou essa postura e que diz que a organização dos seres vivos ao nível do genoma tem certas restrições que não podem ser alteradas, e outras que sim”, acrescenta.

O pesquisador comenta que o sequenciamento de centenas de genomas mostrou que, entre espécies muito diferentes, há zonas que não mudam, como um conjunto de opções que depois se ativam ou desativam dependendo das circunstâncias. “Vemos, por exemplo, que quando os animais vivem em ilhas, se não tiverem predadores eles diminuem de tamanho, e isso acontece sempre”, explica. “E não há espécies com rodas, nem tudo é possível”, conclui.

María Martinón-Torres, diretora do CENIEH (Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução Humana), em Burgos (Espanha), recorda que, junto à ideia de uma evolução aleatória exposta por Gould, segundo a qual sem o asteroide não se dariam as condições necessárias para a aparição dos seres humanos, há outros paleontólogos, como Simon Conway Morris, que defendem o surgimento de uma espécie inteligente, consciente e social como um algo praticamente inevitável. “Ele não diz que a evolução tenha finalidade. A adaptação é oportunista, mas a vida não tem formas infinitas de responder à necessidade de se adaptar e tende à complexidade. De alguma forma, cedo ou tarde acabaria aparecendo algo muito parecido a nós, um ser social, inteligente e autoconsciente, porque são capacidades que permitem explorar um nicho ecológico e são uma resposta da vida para responder à necessidade de adaptação.”

Mas essa resposta não teria por que dar lugar necessariamente a personagens como nós. Torcida recorda como as aves, que “são dinossauros, ou pelo menos seus herdeiros diretos”, demonstram uma inteligência notável. “Elas têm capacidade de colaborar, de resolver problemas, recordam como resolveram um problema e fazem igual”, afirma.

Se a evolução tiver respostas limitadas às mudanças que a Terra sofre, talvez as aves sejam como aqueles mamíferos do Cretáceo, limitados pela presença de seres dominantes, escondidos à espera de sua oportunidade para dar lugar a uma nova espécie inteligente.

Uma nova mudança drástica nas condições do planeta poderia dar lugar à extinção dos humanos e a um retorno da estirpe dos dinossauros como chefes do galinheiro.

O fim dos dinossauros – Mundo Educação

Os dinossauros eram grandes animais que habitaram o planeta há milhões de anos, segundo paleontólogos, o surgimento desses animais teria iniciado há, aproximadamente, 220 milhões de anos, dominando a Terra ao longo de toda a Era Mesozoica.

Havia dinossauros de diferentes tamanhos, mas a maioria era enorme e pesava toneladas, tinham uma dieta baseada em carne, frutos, plantas e insetos. Em razão do tamanho, encontravam dificuldades para se locomover.

Há, aproximadamente, 65 milhões de anos os dinossauros desapareceram da Terra, essa extinção sempre foi um dos mais intrigantes enigmas do planeta.

Um grupo de cientistas começou a desvendar esse “quebra-cabeça” ao pesquisar rochas oriundas do fim do mesozoico, a partir dessa análise constaram que nesse período um enorme meteoro colidiu com a superfície terrestre. Segundo eles, esse meteoro possuía um tamanho que oscilava entre 6 e 14 km, atingindo a Terra a uma incrível velocidade de 72.

000 km/h, dando origem a uma cratera de cerca de 200 km de diâmetro, que se encontra na Península de Yucatán, no Golfo do México (México). Em virtude da colisão o planeta sofreu grandes catástrofes, a principal delas foi uma imensa nuvem de poeira que se ergueu até a atmosfera, impedindo a entrada da luz solar na superfície terrestre.

A falta de luz gerou quedas repentinas na temperatura, além disso, as plantas morreram, fato provocado pela impossibilidade de execução do processo de fotossíntese.

Os animais que dependiam dessas plantas para se alimentar morreram de fome e também de frio e comprometeram os animais que se alimentavam desses herbívoros, com esse acontecimento toda a cadeia alimentar foi comprometida e provocou um verdadeiro colapso ambiental.

Essas informações dão alicerce para a principal teoria acerca do fim dos dinossauros, uma vez que essa é a mais aceita nos meios acadêmicos, mas não a única explicação para tal extinção.

Alguns cientistas acreditam que a extinção dos grandes répteis não aconteceu com a queda do meteoro, mas sim por mudanças gradativas do clima que sucedia naquele período. Outros afirmam que o causador do fim dos dinossauros não teria sido apenas um meteoro, mas a queda de inúmeros deles. Apesar de haver várias explicações, hipóteses e teorias, não é possível afirmar com precisão o que realmente provocou a extinção desses enormes animais da Terra. Como É Que Os Dinossauros Se Extinguiram? A queda de um meteoro na Terra, com a velocidade de 72.000 km/h, teria sido a principal causa da extinção dos grandes répteis (dinossauros).

Publicado por: Eduardo de Freitas

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Meteoro que matou os dinossauros transformou o oceano em ácido, diz pesquisa – BBC News Brasil

Como É Que Os Dinossauros Se Extinguiram?

Crédito, Getty Images

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O impacto formou a cratera de Chicxulub, no México

O gigantesco meteoro que atingiu a Terra no fim do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, causou grande destruição: gerou tsunamis, incêndios e levantou uma coluna de poeira que obstruiu a atsmofera do planeta.

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Yale, em parceria com outras instituições, mostra que ele também teve um efeito nos oceanos que era desconhecido até agora: provocou a rápida acidificação das águas, causando um colapso ecológico com efeitos duradouros para o clima e a vida na terra.

Muito já se sabia sobre o impacto, incluindo o local de colisão, a gigantesca cratera de Chicxulub, no México.

Sabe-se que ele foi um dos fatores que contribuíram para a extinção em massa de milhões de espécies de plantas e animais terrestres, incluindo os dissonauros. Mas, até então, os efeitos do impacto nos oceanos do planeta não eram muito claros.

Novos dados coletados e modelos feitos pelos pesquisadores mostram que a poeira criada pelo meteoro (conhecido como Chicxulub, como a cratera), rica em enxofre, gerou chuvas ácidas que caíram nos oceanos e deixaram as águas ácidas, gerando uma destruição para a vida marinha tão grande quanto a destruição para a vida em terra firme.

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A morte de corais é um dos resultados da acidificação do oceano

Os cientistas fizeram a descoberta analisando fosséis de foraminíferos, minúsculos plânctons com conchas cujos fósseis são extremamente abundantes. Esses fósseis contêm isótopos de boro, um elemento químico que ajuda os cientistas a entender o quão ácido era o mar quando o animal foi fossilizado.

Com os dados coletados, os pesquisadores conseguiram documentar que houve um rápida queda no pH das águas mais superficiais do oceano logo após o impacto do Chicxulub.

Isso causou a extinção de organismos na base da cadeia alimentar oceânica — quase 50% deles morreram — gerando dificuldades para animais maiores se alimentarem e criando um efeito catastrófico em cadeia.

A pesquisa aponta que o pH voltou a subir depois, e o número de organismo se recuperou em um período relativamente curto em termos geológicos — dezenas de milhares de anos — mas houve efeitos nos mares profundos que duraram bem mais.

A nova pesquisa também reforça o modelo que considera o impacto do meteoro como o fator central da extinção em massa que eliminou milhões de espécies — incluindo os dinossauros — da Terra no fim do período Cretáceo.

No meio científico ainda havia muito debate sobre se o impacto foi o principal fator para a extinção em massa, porque no mesmo período também houve um aumento intenso da da atividade vulcânica, que poderia ter causado a extinção nos ambientes marinhos.

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A atual acidificação dos oceanos acontece por ação humana, diz o IPCC

“Nossos dados indicam que o impacto, não a atividade vulcânica, foi o fator chave que levou à extinção em massa no período Cretáceo”, escrevem os cientistas na pesquisa, publicada nesta semana na revista científicaProceedings of the National Academy of Sciences.

Isso porque os dados apontam que a mudança no pH aconteceu abruptamente, logo após ao impacto do Chicxulub.

Embora a acidificação tenha acontecido há 66 milhões de anos, o estudo das mudanças do oceano nesse período é muito relevante para o momento atual do planeta.

Também estamos vivendo hoje uma acidificação dos oceanos, mas gerada pela ação humana, segundo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

Uma das marcas desse desquilíbrio no Cretáceo, por exemplo, foi a extinção de organismos conhecidos com calcificantes (que usam carbonato e ions de cálcio dissolvido na água para construir suas conchas e ossos). O fenômeno também se observa hoje, com o desaparecimento de corais em diversas regiões do planeta devido às mudanças climáticas.

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Segundo nova teoria, aves que viviam no solo das florestas conseguiram evitar a extinção e deram origem às espécies atuais.

28 maio 2018

Extinção dos Dinossauros – Teorias

A Extinção dos Dinossauros é um evento que intriga muito os cientistas, existem uma série de teorias sobre a realidade do fato, mas até o momento não se chegou a uma resposta definitiva.

Os dinossauros foram grandes animais que viveram na Terra durante a Era Mesozóica. Essas criaturas dominaram o planeta por aproximadamente 160 milhões de anos, foram os maiores animais já registrados na história. Próximo ao fim do período Cretáceo, algo aconteceu para eliminar esses animais do planeta, há cerca de 65 milhões de anos.

São várias as teorias que tentam explicar os motivos da Extinção dos Dinossauros. As especulações, atualmente, se dividem em dois grupos: teorias obsoletas e teorias plausíveis.

As justificativas que integram o primeiro grupo foram formuladas em fase inicial dos estudos sobre os dinossauros e por causa de inconsistência ou imaturidades são tidas hoje como descartadas.

Já as teorias plausíveis são as presentes nas pesquisas atuais, são mais maduras, entretanto ainda deixam lacunas na solução.

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As teorias que se tornaram obsoletas realmente apresentam aspectos de pouca solidez. A teoria da Incompetência e Estupidez colocava em questão a incapacidade de evolução de tais animais pelo tamanho do cérebro, o que se sabe, não justifica a inteligência do animal.

A teoria do Tédio Evolutivo argumentava que os dinossauros haviam atingido um grau máximo de evolução, não tendo mais em que desenvolver, foram extintos.

Alguns cientistas acreditavam na hipótese da Catarata, sob a qual os animais teriam desenvolvido tal doença ocular por conta dos índices de raios ultravioleta, passando a morrer pela incapacidade de lidar com o ambiente.

Outra doença que poderia ter extinguido os dinossauros seria a Desinteria, a qual teria levado os animais a uma progressiva extinção biológica.

Para completar o hall de respostas baseado em doenças, haveria também o Câncer de Pele, causado pelos mesmos raios ultravioletas e impossíveis de se defender. Para completar, duas explicações mais extremas e infundadas aparecem. Uma diz respeito a uma Praga de Lagartas que teria dizimado a vegetação e assim acabado com os alimentos dos herbívoros e consequentemente dos carnívoros. Todas essas, contudo, foram descartadas.

Por outro lado, há explicações que são mais realistas e possíveis. A teoria do Vulcanismo acredita que os movimentos das placas tectônicas tenham causado uma extrema atividade dos Vulcões, impossibilitando a vida na Terra.

Alguns acreditam que o Frio característico das fases de evolução do planeta tenha matado os animais de sangue frio e por continuidade os demais. A teoria da Decadência Gradual argumenta que os dinossauros não foram capazes de acompanhar as mudanças do planeta e foram se extinguindo gradualmente.

Há também uma hipótese que sustenta a idéia de que Doenças, para as quais os animais não tinham defesa, surgiram e com o processo de migração dos dinossauros teriam sido espalhadas pelo mundo e infectado os demais.

E a teoria menos aceita entre este grupo defende que animais Mamíferos se multiplicaram juntamente com seus hábitos de se alimentar de ovos de dinossauros, eliminando os animais aos poucos com sua alimentação.

Mas a teoria mais famosa e mais aceita sobre a extinção dos dinossauros é conhecida como Evento K-T.

Os pesquisadores que defendem essa teoria acreditam que um meteoro colidiu com a Terra há aproximadamente 65 milhões de anos, o que é endossado por uma imensa cratera encontrada no Golfo do México com essa datação.

O impacto da colisão teria aberto um buraco de cerca de 200 Km de diâmetro, causado alteração no eixo da Terra, estimulado a atividade de vulcões, gerado maremotos que teriam varrido toda a vida nas regiões litorâneas e exterminado milhares de animais nas regiões impactadas diretamente pelo meteoro.

Em consequência do choque, a Terra teria sido coberta por uma nuvem de poeira impedindo a passagem dos raios solares, assim as plantas ficaram incapazes de realizar a fotossíntese, os animais herbívoros morrido de fome pela falta de vegetação e os animais carnívoros sucumbido com a falta de alimentos também. O impacto do meteoro teria levado a uma reação em cadeia causadora da extinção dos dinossauros.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/dinossauros/extincao-dos-dinossauros/

Impacto que causou a extinção dos dinossauros ocorreu no pior ângulo

Os dinossauros deram um azar tremendo. Não bastasse que um asteroide com o dobro do tamanho de Paris atingisse a Terra há 66 milhões de anos – acabando com seu reinado de mais de 180 milhões de anos – essa pedra imensa ainda colidiu com o planeta no pior ângulo possível. Não à toa, o choque e suas consequências extinguiram 75% das espécies da época.

De acordo com um estudo publicado na Nature Communications, a rocha espacial gigante atingiu o planeta num ângulo de 60 graus – potencialmente mais destrutivo do que se tivesse acertado a Terra em cheio (90 graus, numa linha reta em direção ao solo). O impacto cataclísmico levou detritos e gases suficientes para a atmosfera para mudar radicalmente o clima, condenando as espécies da Era Mesozoica, os dinossauros em especial, à extinção.

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Os pesquisadores chegaram a essa conclusão analisando a estrutura da cratera criada pelo impacto do asteroide, chamada Chicxulub, com 200 quilômetros de largura e localizada no sul do México. Os cientistas realizaram uma série de simulações com quatro possíveis ângulos de impacto (90, 60, 45 e 30 graus) e duas velocidades de impacto (12 e 20 quilômetros por segundo).

“Sessenta graus é um ângulo de impacto mais letal porque ejeta uma quantidade maior de material, com rapidez suficiente para envolver todo o planeta”, explica o principal autor do estudo, o professor de ciência planetária Gareth Collins, do Imperial College de Londres. Se o asteroide tivesse atingido a cabeça em um ângulo mais oblíquo, não seriam jogados tantos detritos na atmosfera.

Desenvolvimento da cratera Chicxulub para um impacto de 60°. Imagem: Nature Communications

O impacto fez com que grandes quantidades de enxofre na forma de pequenas partículas permanecessem suspensas no ar, bloqueando o Sol e esfriando o clima do planeta em vários graus Celsius.

Os pesquisadores acreditam também que o golpe provocou um terremoto cujas ondas sísmicas atingiram Tanis – a 3.

000 km de distância, nos Estadios Unidos, onde foram descobertas evidências definitivas do impacto devastador do asteroide – em apenas 13 minutos.

As descobertas podem levar a uma maior compreensão sobre como as crateras são formadas em geral. “O impacto de Chicxulub foi um dia muito ruim para os dinossauros”, avalia Collins, “o que torna ainda mais notável que a vida sobreviveu e se recuperou tão rapidamente”, completa.

Via: ScienceAlert/AFP

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