Como É Que Os Dinossauros Morreram?

Um estudo de 2019, buscou provar uma tese antiga de que não só o fatídico impacto dizimou as espécies pré-históricas

Alana Sousa Publicado em 13/12/2020, às 17h00

Uma das histórias mais reproduzidas — talvez a mais conhecida — pela humanidade é a da extinção dos dinossauros. É improvável encontrar uma pessoa que não tenha ouvido falar dos gigantes animais que habitavam o planeta há milhões de anos e que, após serem atingidos por um enorme asteroide, foram extintos.

O que resta hoje são os estimados fósseis, que nos teletransportam para uma realidade tão distante e, ao mesmo tempo, tão intrigante. Estudos são realizados com alta frequência, especialistas buscam entender mais a fundo o que causou essa extinção em massa e as consequências deixadas na Terra com o impacto astronômico.

A teoria mais aceita aponta que há 66 milhões de anos, o asteroide atingiu a região em que hoje se encontra o Golfo do México, entre a América do Norte e a América Central. A colisão foi tão forte que no mesmo momento, 75% das espécies morreram, assim como ecossistemas inteiros foram dizimados.

O objeto extraterrestre causou tsunamis, incêndios e praticamente retirou a luz solar que alimentava a vida no Planeta Água. Sendo assim, os dinossauros, ictiossauros, pterossauros e mais dezenas de animais sofreram para conseguir sobreviver. Com a comida escassa e o habitat desmantelado, eles não tinham chance contra a extinção.

Como É Que Os Dinossauros Morreram?Imagem meramente ilustrativa / Crédito: Pixabay

Todavia, o que muitos estudiosos indicavam era que a grande quantidade de enxofre lançada na atmosfera causou um resfriamento global tão mortal, que pode ser sido a principal causa para a morte das espécies que sobraram.

Por outro lado, outros cientistas duvidavam dessa hipótese e tentaram provar outra tese. Foi por isso que, em setembro de 2019, uma equipe de 25 pesquisadores, liderados pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, se juntaram para comprovar a suposição da Era Glacial.

O estudo final

O estudo que buscou provar a teoria antiga foi publicado pelo jornal científico PNAS e teve início em 2016. Os estudiosos retiraram amostras geológicas na região da queda do asteroide, para tentar, através da ciência, reconstruir o que aconteceu após o fatídico episódio.

“Podemos reconstruir uma sequência de eventos [por exemplo, ver quais sedimentos seguem um acima do outro]. Pelo tipo de sedimento [tamanho dos clastos (fragmentos), tipo e classificação], podemos saber se eles foram depositados rápida ou lentamente, e o tempo que levou”, disse um dos coautores da pesquisa, Jens Olof Ormö.

Vestígios da cratera mostraram que a paisagem ao redor dela foi varrida para dentro do buraco, resultando em fragmentos de carvão, e um biomarcador que aponta para sinais antigos de presença de água.

Ainda em volta do local, analisando rochas do perímetro do choque, a equipe tentou encontrar sinais de enxofre, já que normalmente as pedras daquele ambiente são repletas com o elemento. Porém, não acharam nada, foi então que a surpreendente pista para apoiar a tese crucial foi, finalmente, revelada.

Como É Que Os Dinossauros Morreram?Representação do meteoroide colidindo com a Terra / Crédito: Divulgação/ Universidade de Osaka

Como as rochas não demonstravam qualquer evidência de enxofre, os especialistas concluíram que a força do asteroide liberou 325 bilhões de toneladas do elemento químico na atmosfera. Fazendo com que a luz do sol fosse refletida para bem longe do planeta, ajudando para a formação do cenário gelado; fatal para que a vida perpetuasse.

O estudo enfatiza que a atmosfera é de extrema importância para que o ecossistema continue existindo, e que mudanças drásticas são uma das formas mais letais para extinções em massa. “O verdadeiro assassino deve ser atmosférico. A única maneira de obter uma extinção em massa global como essa é um efeito atmosférico”, explicou um dos membros do grupo, Sean Gulick.

A tese ainda é mais verídica quando olhamos para o passado, há 60 milhões de anos, na época do Terciário Superior da Era Cenozoica, o mundo sofreu com a Era Glacial, que atingiu seu pico 25 milhões de anos atrás. Mesmo que pareça bem distante, em termos científicos é um período, relativamente, próximo para transformações dessa proporção.

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Os dinossauros não sumiram por conta de um meteorito

Como É Que Os Dinossauros Morreram?Esta é a aparência, milhões de anos depois, dos restos das erupções vulcânicas que acabaram com os dinossauros.Loy C. Vanderluysen

De tempos em tempos, na Terra acontece um gigantesco holocausto que também costuma ser uma mudança de regime. Há 2,8 bilhões de anos, um novo grupo de microrganismos, as cianobactérias, começou a produzir oxigênio fazendo fotossíntese. Transformaram o mundo e tornaram possível a vida como a conhecemos, mas aniquilaram os organismos que haviam dominado o planeta até então porque o oxigênio era tóxico para eles. Como resume um dos líderes da revolução ultraconservadora relatada em O Conto da Aia, de Margaret Atwood, “melhor nunca significa melhor para todos, sempre significa pior para alguns”. E o que é válido para as revoluções políticas também é válido para as biológicas.

Das cinco grandes extinções que aconteceram depois, a mais letal ocorreu há 252 milhões de anos, no final do Permiano. Então, uma descomunal erupção na Sibéria inundou a atmosfera de CO2 e produziu um intenso efeito estufa que exacerbou a atividade de alguns micróbios produtores de metano.

Os oceanos se tornaram mais ácidos e perderam oxigênio, e a destruição parcial da camada de ozônio permitiu que a radiação ultravioleta arrasasse a superfície terrestre.

Estima-se que 96% das espécies que habitavam a Terra morreram em menos de um milhão de anos, um breve período se considerarmos as escalas geológicas.

Uma gigantesca erupção na Sibéria está na origem da maior extinção da história da Terra

Apesar de aniquilar a vida quase por completo, a grande mortandade, como se designa essa extinção em massa, não é a mais conhecida de todas. Essa honra cabe ao que aconteceu no final do período Cretáceo, cerca de 66 milhões de anos atrás, o cataclismo que varreu um dos grupos de animais mais fascinantes que pisaram na Terra.

Ao escavarem o solo em busca de fósseis para reconstruir o passado, os cientistas observaram que naquele momento a maioria dos dinossauros desapareceu, assim como praticamente 75% dos seres vivos da época.

Nesse estrato, Luis Álvarez e seu filho Walter descobriram nos anos oitenta uma grande quantidade de irídio, um material muito raro em nosso planeta, mas abundante em meteoritos e asteroides. A partir do irídio calcularam que uma rocha de 10 quilômetros de diâmetro vinda do espaço foi provavelmente a culpada por aquela hecatombe.

Logo depois a teoria foi reforçada, quando foi encontrada uma cratera na península mexicana de Yucatán, identificada como o local do impacto.

Mas a vida não cambaleia em escala planetária por um único golpe, por mais forte seja, e há tempos se defende que uma série de erupções vulcânicas ao longo de centenas de milhares de anos, como aconteceu em eventos similares ao longo a história do planeta, foram mudando o clima e as condições atmosféricas da Terra, preparando o terreno para a extinção do Cretáceo. O lugar dessas erupções são as escadas de Deccan, uma das maiores regiões vulcânicas do planeta localizada na Índia. Hoje, duas equipes de cientistas publicam na revista Science medições de alta precisão da região para tentar reconstruir o curso dos acontecimentos que acabaram com os dinossauros.

Por um lado, uma equipe liderada por Blair Schoene, Universidade de Princeton (EUA), usou um método de datação que tomou como referência o ritmo no qual o urânio se desintegra radioativamente para se transformar em chumbo.

Assim calcularam que as erupções de Deccan começaram dezenas de milhares de anos antes do grande asteroide.

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Grandes quantidades de metano, dióxido de carbono e dióxido de enxofre lançadas na atmosfera pelos vulcões teriam provocado transtornos planetários capazes de extinguir grande parte da vida terrestre muito antes da chegada do asteroide.

É provável que os dinossauros tenham levado dezenas de milhares de anos para sucumbir aos cataclismos que os aniquilaram

Em um segundo estudo, liderado por Courtney Sprain, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), foi usado argônio radioativo para calcular o momento em que as erupções ocorreram.

Embora os resultados não sejam muito diferentes, existem interpretações distintas dos dados e se sugere que o choque no México, praticamente nos antípodas da Índia, acelerou as erupções e produziu uma emissão de gases responsáveis em parte pelas extinções.

A catástrofe, que facilitou a chegada dos mamíferos e, finalmente, da nossa linhagem, talvez não deva ser imaginada como costumam fazer os filmes de Hollywood, com um impacto iminente que acabará com a vida na Terra em poucos dias.

“É muito difícil dizer qual foi a escala temporal exata da extinção”, admite Paul Renne, pesquisador de Berkeley e coautor de um dos estudos. “De fato, é provável que tenha sido variável para diferentes animais e plantas, dependendo de sua posição na cadeia alimentar.

Parece claro que o plâncton marinho foi o mais rápido a desaparecer, provavelmente em menos de 10.000 anos. Para outros animais, especialmente os terrestres, como os dinossauros, pode ter levado mais tempo, mas é algo muito controvertido”, afirma.

E conclui: “Uma coisa é certa: a extinção não aconteceu em um instante como nos filmes”.

O fim dos dinossauros – Mundo Educação

Os dinossauros eram grandes animais que habitaram o planeta há milhões de anos, segundo paleontólogos, o surgimento desses animais teria iniciado há, aproximadamente, 220 milhões de anos, dominando a Terra ao longo de toda a Era Mesozoica.

Havia dinossauros de diferentes tamanhos, mas a maioria era enorme e pesava toneladas, tinham uma dieta baseada em carne, frutos, plantas e insetos. Em razão do tamanho, encontravam dificuldades para se locomover.

Há, aproximadamente, 65 milhões de anos os dinossauros desapareceram da Terra, essa extinção sempre foi um dos mais intrigantes enigmas do planeta.

Um grupo de cientistas começou a desvendar esse “quebra-cabeça” ao pesquisar rochas oriundas do fim do mesozoico, a partir dessa análise constaram que nesse período um enorme meteoro colidiu com a superfície terrestre. Segundo eles, esse meteoro possuía um tamanho que oscilava entre 6 e 14 km, atingindo a Terra a uma incrível velocidade de 72.

000 km/h, dando origem a uma cratera de cerca de 200 km de diâmetro, que se encontra na Península de Yucatán, no Golfo do México (México). Em virtude da colisão o planeta sofreu grandes catástrofes, a principal delas foi uma imensa nuvem de poeira que se ergueu até a atmosfera, impedindo a entrada da luz solar na superfície terrestre.

A falta de luz gerou quedas repentinas na temperatura, além disso, as plantas morreram, fato provocado pela impossibilidade de execução do processo de fotossíntese.

Os animais que dependiam dessas plantas para se alimentar morreram de fome e também de frio e comprometeram os animais que se alimentavam desses herbívoros, com esse acontecimento toda a cadeia alimentar foi comprometida e provocou um verdadeiro colapso ambiental.

Essas informações dão alicerce para a principal teoria acerca do fim dos dinossauros, uma vez que essa é a mais aceita nos meios acadêmicos, mas não a única explicação para tal extinção.

Alguns cientistas acreditam que a extinção dos grandes répteis não aconteceu com a queda do meteoro, mas sim por mudanças gradativas do clima que sucedia naquele período. Outros afirmam que o causador do fim dos dinossauros não teria sido apenas um meteoro, mas a queda de inúmeros deles. Apesar de haver várias explicações, hipóteses e teorias, não é possível afirmar com precisão o que realmente provocou a extinção desses enormes animais da Terra. Como É Que Os Dinossauros Morreram? A queda de um meteoro na Terra, com a velocidade de 72.000 km/h, teria sido a principal causa da extinção dos grandes répteis (dinossauros).

Publicado por: Eduardo de Freitas

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Como É Que Os Dinossauros Morreram?

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

O impacto formou a cratera de Chicxulub, no México

O gigantesco meteoro que atingiu a Terra no fim do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, causou grande destruição: gerou tsunamis, incêndios e levantou uma coluna de poeira que obstruiu a atsmofera do planeta.

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Yale, em parceria com outras instituições, mostra que ele também teve um efeito nos oceanos que era desconhecido até agora: provocou a rápida acidificação das águas, causando um colapso ecológico com efeitos duradouros para o clima e a vida na terra.

Muito já se sabia sobre o impacto, incluindo o local de colisão, a gigantesca cratera de Chicxulub, no México.

Sabe-se que ele foi um dos fatores que contribuíram para a extinção em massa de milhões de espécies de plantas e animais terrestres, incluindo os dissonauros. Mas, até então, os efeitos do impacto nos oceanos do planeta não eram muito claros.

Novos dados coletados e modelos feitos pelos pesquisadores mostram que a poeira criada pelo meteoro (conhecido como Chicxulub, como a cratera), rica em enxofre, gerou chuvas ácidas que caíram nos oceanos e deixaram as águas ácidas, gerando uma destruição para a vida marinha tão grande quanto a destruição para a vida em terra firme.

Legenda da foto,

A morte de corais é um dos resultados da acidificação do oceano

Os cientistas fizeram a descoberta analisando fosséis de foraminíferos, minúsculos plânctons com conchas cujos fósseis são extremamente abundantes. Esses fósseis contêm isótopos de boro, um elemento químico que ajuda os cientistas a entender o quão ácido era o mar quando o animal foi fossilizado.

Com os dados coletados, os pesquisadores conseguiram documentar que houve um rápida queda no pH das águas mais superficiais do oceano logo após o impacto do Chicxulub.

Isso causou a extinção de organismos na base da cadeia alimentar oceânica — quase 50% deles morreram — gerando dificuldades para animais maiores se alimentarem e criando um efeito catastrófico em cadeia.

A pesquisa aponta que o pH voltou a subir depois, e o número de organismo se recuperou em um período relativamente curto em termos geológicos — dezenas de milhares de anos — mas houve efeitos nos mares profundos que duraram bem mais.

A nova pesquisa também reforça o modelo que considera o impacto do meteoro como o fator central da extinção em massa que eliminou milhões de espécies — incluindo os dinossauros — da Terra no fim do período Cretáceo.

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No meio científico ainda havia muito debate sobre se o impacto foi o principal fator para a extinção em massa, porque no mesmo período também houve um aumento intenso da da atividade vulcânica, que poderia ter causado a extinção nos ambientes marinhos.

Legenda da foto,

A atual acidificação dos oceanos acontece por ação humana, diz o IPCC

“Nossos dados indicam que o impacto, não a atividade vulcânica, foi o fator chave que levou à extinção em massa no período Cretáceo”, escrevem os cientistas na pesquisa, publicada nesta semana na revista científicaProceedings of the National Academy of Sciences.

Isso porque os dados apontam que a mudança no pH aconteceu abruptamente, logo após ao impacto do Chicxulub.

Embora a acidificação tenha acontecido há 66 milhões de anos, o estudo das mudanças do oceano nesse período é muito relevante para o momento atual do planeta.

Também estamos vivendo hoje uma acidificação dos oceanos, mas gerada pela ação humana, segundo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

Uma das marcas desse desquilíbrio no Cretáceo, por exemplo, foi a extinção de organismos conhecidos com calcificantes (que usam carbonato e ions de cálcio dissolvido na água para construir suas conchas e ossos). O fenômeno também se observa hoje, com o desaparecimento de corais em diversas regiões do planeta devido às mudanças climáticas.

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Segundo nova teoria, aves que viviam no solo das florestas conseguiram evitar a extinção e deram origem às espécies atuais.

28 maio 2018

Extinção dos dinossauros: cientistas encontram prova cabal

Um grupo de pesquisadores nos EUA encontrou a prova definitiva do que causou a extinção em massa dos dinossauros. Para eles, como é amplamente defendido dentro da comunidade científica, a causa foi a queda de um asteroide na Terra.

A equipe chegou a esta conclusão após encontrar poeira de asteroide dentro de uma cratera de impacto. Isto corrobora que nem erupções vulcânicas e nem qualquer outro elemento interno pode ter causado a morte dos dinossauros.

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A hipótese apareceu pela primeira vez na década de 1980, quando uma outra equipe encontrou poeira de asteroides que datavam mais ou menos do mesmo período da morte dos dinossauros. A partir de então, começaram até mesmo a descrever como teria sido o processo de extinção.

De acordo com os especialistas, o impacto do asteroide com as rochas terrestres acabou por vaporizá-las. Esta poeira se espalhou por todo o planeta, bloqueou o sol e causou um inverno global rigoroso e longevo, que acabou por matar todos os dinossauros não avianos.

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O local do impacto foi localizado na década de 1990, trata-se de uma cratera de cerca de 200km de extensão que fica na cidade de Chicxulub, no Golfo do México. O que marca como ponto pacífico que a poeira de asteroide é uma “impressão digital química” que marca a idade da extinção.

Como É Que Os Dinossauros Morreram?Localização da Cratera de Chicxulub. Crédito: Blogue Dementia is licensed under CC BY-SA 2.0

O maior sinal de que essa poeira é realmente de um asteroide é o elemento químico irídio, que é raro na crosta da Terra, mas está presente em altos níveis em alguns tipos de asteroides. A camada de irídio encontrada na cratera, também data do mesmo período da extinção.

“Estamos agora no nível de coincidência que geologicamente não acontece sem causa”, disse o coautor Sean Gulick, professor pesquisador da UT Jackson School e um dos responsáveis pelo estudo.

A poeira de irídio é tudo que sobrou da rocha de 11km que se cruzou com a Terra há 66 milhões de anos. Essa poeira ficou na atmosfera por algumas décadas e matou 75% de toda vida na terra, incluindo 100% dos dinossauros não avianos.

Via: phys.org 

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Extinção dos dinossauros. Teorias sobre a extinção dos dinossauros

Entre 208 e 144 milhões de anos atrás, os dinossauros habitaram a superfície terrestre e se tornaram um grupo dominante nos ambientes de terra firme. Muitos desses animais eram herbívoros, mas havia algumas espécies carnívoras que se alimentavam de anfíbios, insetos e até mesmo de outros dinossauros.

No final do período Cretáceo ocorreu a extinção dos dinossauros e de diversas outras espécies de animais e plantas.

Existem muitas teorias sobre essa extinção em massa de organismos vivos, e uma delas é a de que certos movimentos sofridos pelos continentes provocaram mudanças nas correntes marítimas e também no clima do planeta.

Isso fez a temperatura baixar, o que causou invernos mais rigorosos, consequentemente levando ao desaparecimento dos seres vivos que habitavam a Terra.

Outra teoria sobre a extinção dos dinossauros, e a que é mais aceita pela comunidade científica, é a de que um asteroide com aproximadamente 10 km de diâmetro tenha atingido a superfície da Terra, gerando uma explosão semelhante a 100 trilhões de toneladas de TNT.

Em 1990 essa teoria foi reforçada depois que um grupo de cientistas encontrou, no México, uma cratera com aproximadamente 180 km de diâmetro.

Estudos geológicos realizados no local sugerem que essa colisão teria ocorrido há 65 milhões de anos, coincidindo com a época da extinção dos dinossauros.

Outro fator muito importante e que dá grande apoio a essa teoria é a descoberta de uma grande concentração de irídio (mineral raro na Terra, mas muito encontrado em meteoritos) em rochas do período Cretáceo.

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Muitos estudos realizados sugerem que a extinção dos organismos vivos que habitavam a superfície terrestre não ocorreu pelo impacto do asteroide com a Terra e sim por consequência dos efeitos que esse impacto causou. Uma das consequências foi o incêndio de grandes áreas de floresta, que destruiu habitats, exterminando a base das cadeias alimentares, além de ter provocado uma grande poluição do ar.

A fuligem e a poeira originadas do impacto do asteroide com a Terra cobriram todo o céu, impedindo que a luz solar chegasse à superfície, deixando a Terra fria e escura. Isso fez com que plantas fotossintetizantes morressem, fazendo com que cadeias alimentares inteiras entrassem em colapso, mesmo nas áreas que não foram atingidas pelos incêndios.

Mesmo com o desaparecimento de inúmeras espécies, algumas formas de vida conseguiram sobreviver. Quando encontraram um ambiente com condições adequadas, começaram a se proliferar, originando novos habitats e consequentemente novos nichos ecológicos.

  • Por Paula Louredo
  • Graduada em Biologia

Fósseis revelam a violência do impacto que dizimou os dinossauros

Há 66 milhões de anos, um asteroide de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro atingiu a península de Yucatán, no México. Os dinossauros, que haviam predominado na Terra por 200 milhões de anos, foram extintos. Mas não só eles.

Algo entre 64% a 85% de todas as espécies existentes (inclua aí vegetais e fungos, não só animais) partiram desta para a melhor.

Das cinco grandes extinções em massa que ocorreram na história do planeta, esta é a única que faz parte do imaginário popular – graças, é claro, ao sucesso de “bichinhos” como o T. Rex.

Agora, paleontólogos da Universidade do Kansas, nos EUA, afirmam ter encontrado um conjunto de fósseis que representam criaturas pré-históricas mortas no momento exato do impacto. O sítio se chama Tanis e fica na formação geológica de Hell’s Creek, no estado da Dakota do Norte.

Ele contém “uma massa amorfa de peixes de água doce, vertebrados terrestres, árvores, galhos, troncos, amonitas [um animal aquático de concha espiralada] e outras criaturas marinhas”, nas palavras Robert DePalma, um dos autores do artigo científico – que foi publicado hoje (1º de abril) no periódico PNAS.

Essa descoberta é extremamente importante: embora seja quase consenso na comunidade científica que a extinção ocorrida entre os períodos Cretáceo e Paleogeno (conhecida como K-Pg no jargão de geologia) foi responsabilidade do pedregulho alienígena, ainda não havíamos encontrado vítimas diretas do impacto.

A mistura de animais aquáticos de água doce e salgada com animais terrestres é um atestado da violência da colisão: eles foram embaralhados por um tsunami monumental, e então recobertos rapidamente por uma espessa camada de destroços – o que permitiu a preservação dos cadáveres e sua posterior fossilização.

Pequenas esferas de vidro – que caíram feito granizo após a rocha vaporizada pelo calor voltar a se solidificar nas camadas mais altas da atmosfera – ficaram presas nas guelras dos peixes. Muitos provavelmente morreram sufocados antes do soterramento.

O tsunami em questão não pode ter sido desencadeado pelo asteroide em si – segundo os cálculos de DePalma e seus colegas, ondas formadas no epicentro teriam demorado 17 horas para viajar pela água até Dakota da Norte, um intervalo que não condiz com as evidências encontradas na “cena do crime”. Tudo indica que os animais foram mortos 30 ou 40 minutos após o impacto de Chicxulub.

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Por isso, os pesquisadores especulam que lagos, rios e outros corpos d’água relativamente distantes do México foram agitados tão bruscamente por ondas sísmicas (vibrações que se propagam pelo interior da Terra e atingem velocidades entre 2 km/s e 8 km/s na crosta) que a água balançou do zero, sem influência direta do impacto.

Para entender, imagine que você e seus amigos pulam ao mesmo tempo no chão da sala – fazendo o refrigerante dentro de um copo em cima da mesa se mexer. Ninguém encostou no copo, mas a vibração chega lá do mesmo jeito.

Esse fenômeno não só é possível como já foi verificado: em 2011, o terremoto de Tohoku, no Japão, fez a água se agitar na Noruega, a 8 mil quilômetros do epicentro, apenas meia hora após o impacto.

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Disputa meteórica

A extinção dos dinos e seus contemporâneos não foi produto só da colisão em si, mas principalmente da sequência de desequilíbrios que ela desencadeou em ecossistemas de toda a Terra – mesmo os mais distantes da cratera de Chicxulub.

As florestas se incendiaram, e a fuligem liberada na atmosfera transformou o dia em noite por 500 dias. As plantas, incapazes de fazer fotossíntese, morreram. Então pereceram os animais herbívoros, que comiam as plantas.

Depois, os carnívoros que comiam os herbívoros.

Hoje, a teoria do asteroide é praticamente consenso entre os cientistas. Até a década de 1980, porém, era tratada com a mesma seriedade que uma novela da Record. O problema em aceitá-la, grosso modo, é que a maior parte dos geólogos era fiel à tradição do gradualismo, fundada na obra de James Hutton, no século 17, e Charles Lyell, no século 18.

É o seguinte: no berço da ciência como a conhecemos hoje – a virada do século 17 para o 18 – os geólogos eram em sua maioria catastrofistas.

Eles acreditavam que o passado da Terra havia sido marcado por fenômenos impensavelmente violentos, que hoje não ocorrem mais nas mesmas proporções.

Havia erupções vulcânicas violentas, terremotos homéricos e inundações – incluindo, é claro, o dilúvio de Noé, relatado na Bíblia.

Hutton e Lyell, cada um a seu tempo, perceberam que tratar o passado como um filme do Michael Bay não dava certo.

A Terra era extremamente antiga, e os mesmos processos geológicos lentos e tediosos que atuam hoje – erosão, por exemplo – já atuavam na época dos dinossauros.

Montanhas não precisavam se erguer do chão de uma vez, num passe de mágica divino. Era muito mais simples explicá-las se partíssemos do princípio de que elas ganham corpo aos poucos.

Essa parcimônia toda pegou bem. Com o tempo, ficou claro que o catastrofismo era uma abordagem infantil. As coisas não explodem o tempo todo. Assim, a geologia do século 20 construiu um corpo sólido de conhecimentos partindo do princípio de que explicações lentas e graduais para explicar o relevo são mais adequadas que as bruscas.

É por isso que, na década de 1980, quando o geólogo Walter Alvarez propôs que os dinossauros haviam sido extintos por um asteroide, toda a comunidade o recebeu de cara virada. Parecia um retorno aos dias de catastrofismo, e não uma proposta séria.

Alvarez não estava de brincadeira: ele havia encontrado, em uma formação rochosa na Itália, uma camada de argila rica em irídio – um elemento da tabela periódica que é raríssimo na Terra, mas bastante comum em asteroides e outros corpos extraterrestres.

Essa camada de argila ficava prensada justamente entre as camadas de rocha que se acumularam no período Cretáceo (o último dos dinossauros) e o Paleogeno (o primeiro após os dinossauros), e aparecia em diversos lugares da Terra – inclusive no Nordeste brasileiro. Uma indicação inequívoca de que nós fomos visitados por um pedregulho cósmico na época perfeita para explicar a extinção K-Pg.

Com o tempo, a comunidade geológica abandonou o preconceito catastrofista e abraçou a teoria de Alvarez: às vezes, as coisas explodem mesmo.

A descoberta de animais mortos graças ao evento reforça essa explicação ainda mais – e nos ajuda a reconstruir em detalhes inéditos o que ocorreu no momento exato em que o asteroide chegou.

Nas palavras de Derek Auger, “A história de qualquer parte da Terra, como a vida de um soldado, consiste em longos períodos de tédio e curtos períodos de terror”.

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Extinção em massa há 233 milhões de anos favoreceu ascensão de dinossauros

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Bonadonna/ MUSE, Trento)” src=”https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2020/09/extincao-em-massa-ha-233-milhoes-de-anos-favoreceu-ascensao-de-dinossauros.html”>

Extinção em massa possibilitou que dinossauros prosperassem na Terra (Foto: D. Bonadonna/ MUSE, Trento)

Em um artigo publicado nesta quarta-feira (16) na Science Advances, uma equipe internacional de cientistas identificou uma grande extinção de vida há 233 milhões de anos. Segundo o estudo, o Episódio Pluvial Carniano, como foi batizado, possibilitou que os dinossauros prosperassem e dominassem boa parte do planeta.

A equipe de 17 pesquisadores foi liderada por Jacopo Dal Corso, da Universidade de Geociências da China, e por Mike Benton, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Os cientistas revisaram todas as evidências geológicas e paleontológicas daquela época e desenvolveram uma hipótese do que pode ter motivado a extinção em massa.

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Como explicam, a causa mais provável foi uma série de erupções vulcânicas massivas no oeste do Canadá que liberaram um enorme volume de basalto vulcânico e formaram grande parte da costa oeste da América do Norte.

“As erupções tiveram seu pico no Carniano”, afirmou Dal Corso, em declaração.

“As erupções foram tão grandes que bombearam grandes quantidades de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, criando picos de aquecimento global.”

Essa mudança climática impactou profundamente a vida na Terra, causando uma grande perda de biodiversidade marinha e terrestre. Entretanto, logo após a extinção em massa, novos grupos passaram a prosperar, formando ecossistemas mais modernos.

“As novas floras provavelmente forneceram colheitas escassas para os répteis herbívoros sobreviventes”, disse Benton.

“Agora sabemos que os dinossauros se originaram cerca de 20 milhões de anos antes desse evento, mas eram muito raros e sem importância até que o Episódio Pluvial Carniano ocorreu.

Foram as condições áridas repentinas após o fenômeno úmido que deram aos dinossauros sua chance de prosperar.”

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Grupos modernos de plantas e animais também apareceram nessa época, incluindo algumas das primeiras tartarugas, crocodilos, lagartos e os primeiros mamíferos. Já nos oceanos, o episódio levou ao surgimento dos recifes de coral e grupos de plâncton modernos.

“Até agora, os paleontólogos identificaram cinco grandes extinções em massa nos últimos 500 milhões de anos. Cada um deles teve um efeito profundo na evolução da Terra e da vida”, pontuou Dal Corso. “Identificamos outro grande evento de extinção e, evidentemente, ele teve um papel importante em ajudar a redefinir a vida na terra e nos oceanos, marcando as origens dos ecossistemas modernos.”

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