Como E Que Os Daltonicos Veem?

Se você não é daltônico, provavelmente não tem muita ideia de como uma pessoa com a condição realmente enxerga o mundo. Explicar com palavras pode dar uma noção, mas as imagens abaixo vão te chocar.

  • Teste de daltonismo: que número você enxerga?

Nada melhor do que realmente ver a vida através dos olhos de alguém com daltonismo. Por isso, um site chamado color-blindness.com criou as comparações abaixo, que mostram exatamente a diferença da visão normal versus a daltônica.

Diferentes tipos

O daltonismo é um tipo de deficiência visual na qual o indivíduo não é capaz de reconhecer e diferenciar algumas cores específicas. Cerca de 0,5% das mulheres (1 em cada 200) e 8% dos homens (1 em cada 12) sofrem de alguma forma de daltonismo.

  • A incrível reação de um daltônico que enxergou colorido pela primeira vez

Um dos tipos mais comuns é a deuteranomalia, no qual as pessoas não são capazes de distinguir a cor verde. Os tons vistos geralmente são puxados para o marrom.

Quem possui o tipo chamado de protanopia enxerga menos o pigmento vermelho. No lugar dele, o indivíduo pode enxergar tons de marrom, verde ou cinza.

Um dos tipos mais raros de daltonismo é a tritanopia, que interfere na distinção e reconhecimento das cores azul e amarelo. Uma pessoa com este tipo de visão não perde totalmente a noção do azul, mas o enxerga em tonalidades diferentes. Já o amarelo vira um rosa-claro. Pessoas com tritanopia não enxergam a cor laranja.

De acordo com o color-blindness.com, apenas cerca de 0,00003% da população mundial sofre de daltonismo total, também chamado de monocromacia. Nesse tipo, que é o mais raro de todos, as pessoas não enxergam nenhuma cor, ou seja, veem tudo em preto-e-branco. [BoredPanda, MinhaVida]

Como os daltônicos enxergam

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O mundo através dos olhos dos daltônicos

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Daltonismo: enxergando o mundo com outras cores

Tempo de leitura: 9 minutos

Atravessar um semáforo, escolher uma fruta no mercado, admirar uma paisagem…essas são atividades que fazem parte do nosso cotidiano. Mas, já imaginou como seria enxergar o mundo com cores diferentes? Essa é a realidade de quem apresenta daltonismo.

Chamado como discromatopsia pela classe médica, o daltonismo é um distúrbio da visão que atinge mais de 8 milhões de brasileiros e 5% da população mundial.

O distúrbio interfere na percepção de todas ou algumas tonalidades de cores primárias como o azul, verde e vermelho. Geralmente, o daltonismo ocorre de forma hereditária e afeta 20 vezes mais os homens. Isso porque a discromatopsia está ligada ao cromossomo x.

Portanto, para que a doença se manifeste na mulher (XX), seria necessário que ambos os genes X fossem afetados. Já nos homens (XY), apenas um cromossomo é suficiente.

Além disso, o daltonismo também pode ocorrer de forma adquirida, devido à causas secundárias como lesões no nervo óptico, na retina ou no córtex cerebral, região do cérebro responsável pela percepção das imagens. No entanto, casos adquiridos são raros.

O distúrbio foi descoberto no século XVIII pelo químico John Dalton, o primeiro cientista a estudar a anomalia de que ele mesmo era portador.

Além do preto e branco: como os daltônicos enxergam?

Como E Que Os Daltonicos Veem?A forma como o daltônico enxerga depende de como a doença se manifesta

Muitas pessoas acreditam que todos os daltônicos enxergam em preto e branco. No entanto, existem tipos de daltonismo diferentes ou grupos de discromatopsias, chamadas de Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias Anômalas.

Para entender como funciona cada tipo de daltonismo, precisamos entender como as cores são registradas pelos nossos olhos. Nesse processo, a retina possui papel fundamental.

A retina tem a função de registrar a imagem captada, decodificá-la e enviá-la ao cérebro. Para registrar as imagens, a retina produz os fotoreceptores, que são responsáveis pela percepção da luz e formam uma camada única de células na parede interna do olho, sendo 2 tipos: 

  • Bastonetes – responsáveis pela visão noturna, distribuídos em toda a retina periférica;
  • Cones – responsáveis pela visão diurna e distinção de cores, distribuídos na mácula (região de visão central da retina).

Além disso, há três tipos de cones, e cada um deles é responsável por perceber as cores primárias da luz: vermelho, verde e azul (RGB). Dessa forma, todas as cores que enxergamos derivam da combinação dessas três cores.

A pessoa que não apresenta daltonismo tem a capacidade de discernir as inúmeras  tonalidades intermediárias das cores primárias.

No entanto, o daltonismo ocorre quando os cones oculares não funcionam adequadamente. Dessa forma, as imagens são vistas com o mesmo filtro, o que dificulta sua percepção.

Isso significa que, dependendo de como funcionam os cones, os daltônicos perceberão a luz de uma forma ou de outra.

Em alguns casos, o daltonismo pode ser parcial, ou seja, a pessoa acometida percebe as cores em uma tonalidade mais fraca. Enquanto, na forma completa, o indivíduo não enxerga uma cor específica ou todas as cores. Nesse caso, ele enxerga em preto e branco ou em tons pastéis.

Portanto, os tipos de daltonismo são classificados de acordo com a dificuldade para enxergar um determinado conjunto de cores e só pode ser diagnosticado por um oftalmologista.

Veja, a seguir, como os daltônicos enxergam, conforme o tipo de recepção alterada:

Dicromacias

As dicromacias são o tipo de daltonismo mais frequente, causada pela ausência do funcionamento de um dos três tipos de cones. Nesse caso, a pessoa não consegue identificar uma das seguintes cores: vermelha, verde ou azul.

  • PROTAN: quando a pessoa não percebe o vermelho, é chamada de protanopia. Nesse caso, o indivíduo pode enxergar tons de marrom, verde ou cinza para substituir o pigmento vermelho.
  • DEUTAN: quando a pessoa não identifica a cor verde é denominada deuteranopia. Nesse caso, os tons vistos são em tons marrom, ou seja, na imagem de uma árvore, por exemplo, não há distinção de cor entre as folhas e o tronco e sim uma pequena diferença de tonalidade.
  • TRITAN: a deficiência do cone que capta o azul é chamada de tritanopia. Esse tipo de daltonismo é raro. Nesse caso, o indivíduo é incapaz de enxergar as cores azul e amarelo. O azul aparece em tonalidades diferentes e o amarelo vira um rosa-claro. Além disso, eles não enxergam objetos na cor laranja.

Como E Que Os Daltonicos Veem?Tipos de Dicromacias

Tricromacias

As Tricromacias são um tipo de dicromacia mais leve. Nesse caso, todos os cones funcionam, mas apresentam uma sensibilidade alterada. Dessa forma, a pessoa possui uma leve dificuldade em distinguir as cores.

Monocromacia

A Monocromacia é o tipo de daltonismo mais raro e ocorre quando somente um dos cones funciona. Dessa forma, a pessoa enxerga em tons de preto, branco e cinza. Além disso, a doença pode vir acompanhada de alta sensibilidade à luz (fotofobia) e nistagmo, que causa movimentos involuntários nos olhos.

Como E Que Os Daltonicos Veem?Monocromacia

Como é feito o diagnóstico do daltonismo?

  • Existem dois principais métodos para o diagnóstico do daltonismo congênito e o adquirido.
  • No caso do daltonismo congênito, o método mais utilizado é o “Teste de cores Ishihara”, criado, em 1917, pelo professor Shinobu Ishihara.
  • A técnica japonesa consiste na exibição de uma série de 32 cartões coloridos, cada um contendo vários círculos de cores com intensidades diferentes.

Os círculos apresentam um pontilhado em seu centro, que formam um número que o daltônico não pode identificar, mas que são facilmente perceptíveis por quem possui visão normal. Por meio desse teste é possível identificar o tipo de daltonismo e o grau da doença.

Como E Que Os Daltonicos Veem?Exemplo de lâmina de Ishiahara

Para o diagnóstico do daltonismo adquirido, a técnica mais utilizada é o Farnsworth. Nesse caso, o oftalmologista apresenta a paciente quatro bandejas plásticas, contendo cem cápsulas em tons diferentes.

É necessário posicionar as cores em ordem lógica, levando em consideração as cápsulas fixas nas extremidades da bandeja. Em caso de confusão na ordem ou posição das cores, é possível que haja daltonismo.

Como E Que Os Daltonicos Veem?Método Farnsworth

É importante lembrar que, além dos testes, o oftalmologista realiza um completo exame clínico para confirmar a doença. Dessa forma, não é possível obter o diagnóstico sem o auxílio de um especialista.

Geralmente, o daltonismo congênito é diagnosticado na infância, quando a criança começa a aprender as cores. Portanto, caso a criança apresente confusão ao identificar uma cor, principalmente vermelho ou verde, é importante realizar um acompanhamento com um oftalmologista pediatra.

Convivendo com o Daltonismo: opções de tratamento

Infelizmente, ainda não existe uma cura para o daltonismo. No entanto, o tratamento possui o objetivo de promover mais qualidade de vida ao paciente e ajudá-lo a ter mais autonomia.

Com o tratamento adequado, o daltônico pode realizar tranquilamente tarefas cotidianas como dirigir, já que é possível observar a posição das cores de um semáforo, não sendo necessário identificar as cores.

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Veja, a seguir, algumas estratégias disponíveis que podem auxiliar os daltônicos:

Óculos para daltônicos

Como E Que Os Daltonicos Veem?Lentes especiais para daltônicos

Atualmente, existem óculos com lentes especiais para daltónicos, que adequa as cores de acordo com o tipo de daltonismo.

Existem 2 tipos de lentes, uma delas é indicada para pessoas que não conseguem ver as cores vermelhas (protanopia) e a outra para quem não enxerga o verde (deuteranopia). Estas lentes, entretanto, só podem ser usadas ao ar livre sob condições de luz intensa. 

No entanto, ainda não foi criada uma lente para monocromacia (deficiência em enxergar todas as cores).

Sistema de cores ADD

Como E Que Os Daltonicos Veem?Sistema de cores ADD para daltonismo

Outra alternativa para melhorar a qualidade de vida do daltônico é a aplicação de métodos educacionais, como o Sistema de Identificação de Cores, chamado ADD. Ele possui conceito semelhante a linguagem braille, para os portadores de deficiência visual, e vem sendo usado em alguns países da Europa, com resultados efetivos.

Esse sistema cataloga cada cor com um símbolo, ajudando o daltônico a ‘enxergar’ as cores, de forma simples, aumentando sua autoestima e melhorando sua qualidade de vida.

Enquanto este sistema ainda não se torna obrigatório, o que se pode fazer é pedir ajuda de alguém que não seja daltônico para ajudar a escrever o símbolo adequado nas etiquetas das roupas e dos sapatos, assim como nas canetas e lápis de cor para que sempre que o daltônico veja os símbolos saiba identificar a sua cor..

E então, o que achou do artigo? Você possui daltonismo ou conhece alguém que é daltônico? Conte sua experiência nos comentários e compartilhe esse artigo para chegar ao maior número de pessoas!

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Entenda o que é daltonismo, condição vivida por Ana Furtado – Emais – Estadão

Como E Que Os Daltonicos Veem?

Algumas pessoas com daltonismo têm dificuldade de enxergar as cores verde e vermelha; poucas veem apenas em tons de branco, preto e cinza. Foto: Reprodução do programa 'El Hormiguero' / Antena 3/YouTube

O daltonismo é a incapacidade ou deficiência de distinguir os tipos de cores. Há diferentes níveis da condição, desde aquela em que a pessoa não exerga qualquer cor, vendo apenas tons de branco, cinza e preto, até aquela em que é difícil identificar determinadas colorações.

A apresentadora Ana Furtado contou, na última quarta-feira, 22, que vive com daltonismo e tem dificuldade para enxergar, principalmente, as cores verde, vermelha e marrom.

Em um vídeo no Instagram, ela compartilhou o momento em que usou, pela primeira vez, um óculos especial que a fez enxergar as cores como são. Emocionada, ela vibrou com o que viu. “Nossa, que incrível que o mundo é”, disse ela. Assista abaixo:

Apesar da distorção na percepção da cores, pessoas com daltonismo podem levar uma vida normal e até dirigir. Para algumas, a condição pode ser um fator positivo. Em entrevista ao programa Antenados, da TV São Judas, o grafiteiro Alex Senna comentou sobre a influência da deficiência visual na vida e na arte que produz.

“Eu sempre soube que era daltônico, mas eu não tinha muito essa noção de como ele me atrapalhava. Não que eu não veja todas as cores, mas eu não vejo os entre tons.

Então, no começo [da carreira], meio influenciado pelo grafite de Nova York, eu comecei a fazer colorido.

No final, ele [o daltonismo] me atrapalhou nesse sentido de que eu misturava azul com roxo, verde com marrom, mas me ajudou porque, na hora que eu saí e comecei a fazer só preto e branco, foi onde eu me encontrei mais”, relatou.

Mas quais as causas do daltonismo? Os óculos especiais funcionam mesmo? Há cura para o daltonismo? O E+ conversou com o oftalmologista Minoru Fujii, do Hospital CEMA, para responder a essas e outras perguntas sobre a condição.

O que é daltonismo?

É uma incapacidade ou deficiência para conseguir diferenciar os tipos de cores. Existem níveis de daltonismo, com várias penetrâncias na percepção das cores. Na acromatopsia, a pessoa vê branco, preto e cinza, o que é raro. O mais frequente é não ver verde e vermelho.

Qual é a causa do daltonismo?

O daltonismo tem origem genética, ou seja, uma alteração em determinado gene faz com que a pessoa deixe de perceber as cores. Na retina, existem, basicamente, dois tipos de células: cones e bastonetes.

Os primeiros são responsáveis pela percepção de detalhes e cores. Quando essas células sofrem alterações, pode provocar algum nível de daltonismo.

Mas há casos em que deslocamento de retina, lesões neurológicas e catarata podem levar a essa condição.

O daltonismo é hereditário?

Sim, o daltonismo é uma condição que passa de pais para filhos, mas isso não significa que todos serão acometidos. A falha visual ocorre devido a uma alteração genética recessiva no cromossomo X.

 As mulheres, que são XX, têm menos chances de desenvolver daltonismo, porque o cromossomo não alterado (dominante) compensa aquele que foi modificado. Já os homens, que possuem a combinação XY, são mais propensos a desenvolver, porque terão apenas o X recessivo, caso recebam o gene alterado.

De todos os casos de daltonismo, de 7% a 8% ocorre nos homens e de 0,5% a 1% nas mulheres.

Como um daltônico enxerga o mundo?

Uma pessoa que tem daltonismo não consegue identificar normalmente as diferentes tonalidades de cores. Em alguns casos, há ausência quase total de percepção, em que se vê tudo em preto, branco e cinza.

Outros deixam de ver cores específicas. Em 2017, o programa espanhol El Hormiguero convidou algumas pessoas com daltonismo para testaram um óculos que lhes permitiria ver as cores.

Antes, os apresentadores mostraram simulações de como um daltônico enxerga. Veja abaixo:

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O daltonismo é uma condição genética e hereditária, sendo que os homens são mais propensos a desenvolvê-la. Foto: Reprodução do programa 'El Hormiguero' / Antena 3/YouTube

Quando o daltonismo se manifesta?

A partir dos três anos de idade, quando a criança já começa a mexer com cores em casa ou na escola, o daltonismo pode ser identificado. No caso, ela vai indicar a cor de um objeto diferente da cor real.

Isso pode ser melhor observado quando a pessoa está mais velha, tendo maior compreensão daquilo que a cerca. Ela só vai saber que enxerga diferente caso outra pessoa aponte que aquilo que ela vê é diferente do real.

Caso contrário, ela cresce achando que as cores são como as percebe.

Quais os testes para detectar daltonismo?

Quando a pessoa sabe, por indicação de outra, que percebe as cores de forma diferente, pode-se consultar um oftalmologista para fazer o teste de Ishihara.

O médico apresenta cartões com bolinhas coloridas nos quais foram inseridos números e pede para que o paciente identifique os numerais ali contidos.

De acordo com a percepção, o especialista dá o diagnóstico e o nível de daltonismo.

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O teste de Ishihara pode diagnosticar daltonismo; nessa imagem, pessoas com a condição conseguiriam ver apenas o número 12. Foto: Reprodução de daltonicos.com.br

Daltônicos são considerados pessoas com deficiência?

O oftalmologista afirma que existe uma classificação em que a pessoa apresenta um pouco de dificuldade, mas não há uma nomenclatura específica para que seja usada em documentos ou como comprovação. O daltonismo não impede que se viva normalmente, então a condição não chega a se enquadrar em deficiência limitante.

Pessoas com daltonismo podem dirigir?

Sim, mas apenas carros de passeio. Há restrições para veículos de carga pesada, como caminhões, e aqueles de transporte coletivo, como vans e ônibus.

Em relação ao semáforo, o especialista do Hospital CEMA diz que a sinalização é universal, então a pessoa com daltonismo vai saber e adaptar para si qual luz ficou acesa, se verde, vermelha ou amarela.

Um eletricista, por exemplo, também pode adaptar da forma que considerar melhor as cores dos fios necessários para uma instalação elétrica.

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Mesmo com daltonismo, as pessoas podem levar uma vida normal, e até dirigir carros, fazendo adaptações necessárias. Foto: Reprodução do programa 'El Hormiguero' / Antena 3/YouTube

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Como funcionam os óculos para daltonismo?

Os óculos especiais ou lentes de contato para pessoas com daltonismo funcionam com um filtro de cor que vai amenizar o impacto da condição. Não cura e a pessoa também não vai conseguir enxergar as cores em sua completa definição. Os acessórios permitem apenas um melhor contraste das cores, em que se vê com mais nitidez e clareza.

Curiosidade sobre daltonismo

O oftalmologista conta que, durante a Segunda Guerra Mundial, pessoas com daltonismo conseguiam enxergar aquelas que estavam camufladas, justamente por conta dessa percepção diferente das cores.

O seu filho é daltónico?

A discromatopsia, mais conhecida como daltonismo, é uma perturbação da visão que afeta a forma como as pessoas veem e distinguem as cores: desde a troca de cores, à dificuldade de distinção entre as mesmas, passando ainda pela visão acromática. Embora não seja uma doença ou uma condição limitativa, é importante saber o que é o daltonismo e como diagnosticá-lo, para saber viver num mundo menos colorido.

O que é?

O daltonismo foi descoberto em 1794 e estudado intensamente por John Dalton, um físico e químico inglês que era ele próprio daltónico.

Por norma, esta é uma condição genética, no entanto, também pode ser o resultado de uma lesão ocular ou de origem neurológica.

Geneticamente, esta perturbação está mais associada ao sexo masculino do que ao feminino, sendo que cerca de 8% a 10% dos homens são daltónicos e há apenas uma rapariga daltónica para cada dez rapazes.

Como é que os daltónicos veem?

Os nossos olhos contêm dois tipos de células – os cones e os bastonetes – que são os responsáveis pela transformação da luz em impulsos elétricos, o que nos permite identificar as cores.

Os cones têm um papel fundamental, não só porque são responsáveis pela visão diurna e pela distinção das diferentes cores; mas principalmente porque existem três tipos de cones que correspondem precisamente às três cores primárias (vermelho, azul, verde) e às suas variações.

Quem é daltónico, ou não possui estes cones ou então foram alterados, devido a algum tipo de lesão. Para perceber melhor como é que o daltonismo afecta a percepção das cores, consulte este site.

Como E Que Os Daltonicos Veem?
Como E Que Os Daltonicos Veem?

Como é diagnosticado?

Uma vez que a perturbação da visão é, efetivamente, muito diminuta, a maior parte dos daltónicos nem sequer sabe que o é… por isso mesmo, é importante estar atento aos sinais. No caso das crianças, é fácil perceber se têm dificuldades em aprender e distinguir as cores, basta observar uma atividade tão simples como a de colorir desenhos.

O teste mais utilizado para determinar se alguém é ou não daltónico, é o teste de Ishihara – todos nós o conhecemos e é composto por diversos cartões que contêm círculos de vários tamanhos e cores; no centro desses círculos encontram-se números que apenas são identificáveis por alguém que não seja daltónico, ou seja, que tenha uma excelente perceção das cores. Para testar as crianças mais novas, os números são substituídos por desenhos ou figuras geométricas. Para esclarecer, de imediato, qualquer dúvida, o teste de Ishihara está disponível online nos sites Color Vision Testing e Toledo Bend, por exemplo. No entanto, esse diagnóstico virtual não dispensa uma visita ao oftalmologista: se tiver dúvidas, marque uma consulta.

Tipos de daltonismo

Num caso mais sério e bastante raro, a criança vê o seu mundo a preto, branco e cinzento (visão acromática); nos casos mais comuns, os daltónicos veem todas as cores, apenas não com toda a sua vivacidade; ou então apresentam uma maior dificuldade na perceção das cores que se situam entre o verde e o vermelho da roda das cores, distinguindo na perfeição todas as outras. Estes são os 3 tipos de daltonismo mais comuns:

  1. Protanomalia: dificuldade em distinguir a cor vermelha.
  2. Deuteranomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o verde e o vermelho; representa mais de metade das pessoas daltónicas.
  3. Tritanomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o azul e o amarelo; este é um dos cenários mais raros, mas que pode ainda ser agravado se o daltónico não conseguir ver o azul (tritanotopia), o vermelho (protanotopia) ou o verde (teranotopia).

Uma vida normal, apesar das limitações

Apesar de não ser uma doença, nem algo à qual a criança terá de se habituar – se não conhece as cores, não sentirá a sua falta – é, no entanto, a sua forma de ver e de estar na vida.

Porém, podem surgir algumas dificuldades na escola: imagens, gráficos e tabelas podem ser difíceis de compreender, o uso do computador pode ser complicado quando são utilizadas muitas cores distintas; e mesmo as outras crianças podem aproveitar a situação para “troçar” da criança.

Por isso mesmo, é importante que os pais de crianças daltónicas informem o professor no início de cada ano letivo – mas podem estar sossegados porque em termos de aprendizagem, as crianças daltónicas não são diferentes das outras.

Num futuro mais longínquo, há que considerar as limitações profissionais: quem é daltónico não pode, por razões óbvias, seguir carreiras como polícia, bombeiro, piloto, eletricista…

Sabia que…

  • A maioria dos daltónicos não sabe que possui esta perturbação da visão?
  • Para os daltónicos, o arco-íris não possui 7 cores, mas sim 2 ou 3 (azul, amarelo, verde)?
  • Devido à sua vivacidade, o azul ou o roxo são, por norma, as cores preferidas das pessoas com daltonismo?
  • Regra geral, os daltónicos veem aproximadamente 500 a 800 cores?
  • Mesmo entre os daltónicos, a perceção das cores varia muito?
  • Os daltónicos identificam mais tonalidades de violeta do que as pessoas com visão normal?
  • As pessoas com daltonismo têmuma visão noturna muito superior à de uma pessoa com visão normal?
  • O pintor Vincent van Gogh era daltónico?
  • Durante a 2ª Guerra Mundial, eram os soldados daltónicos que melhor conseguiam detetar homens camuflados na mata?
  • A ocorrência de daltonismo é maior entre os descendentes de Europeus?

Aplicativo simula visão de pessoas com daltonismo

Há alguns anos, durante um evento que acontecia em uma universidade no Japão, o cientista Kazunori Asada teve sua primeira experiência para compreender como os daltônicos enxergam. Tratava-se de uma sala com pinturas de Vicent van Gogh, porém, o grande diferencial era que o cômodo possuía filtros de luz para mostrar como é a visão de um daltônico.

Asada ficou impressionado ao perceber como as obras ficaram diferentes sob os filtros, era algo bem diferente do que ele já conhecia. “Sob a luz filtrada, descobri que as pinturas de Van Gogh pareciam diferentes das que eu sempre havia visto”, escreveu o cientista em seu Tumblr.

Como E Que Os Daltonicos Veem?

Erquerda: Original / Direita: Simulação do aplicativo

Pensando em mostrar aquilo que viu para o resto do mundo, Asada decidiu criar um aplicativo para simular a experiência vivida na sala com filtros de luz.

Foi quando surgiu o Chromatic Vision Simulator, um aplicativo que funciona tanto em aparelhos Android quanto iOS. A ferramenta simula a experiência de pessoas que possuem deficiência na visão de cores.

O software simula em tempo real a visão do daltônico ao posicionar a câmera do aparelho em frente às imagens.

“O pintor [Van Gogh] tem um jeito um pouco estranho de usar as cores. Embora o uso de cores seja rico, as linhas de diferentes cores aparecem simultaneamente, ou o ponto de uma cor diferente aparece de repente.

Eu já ouvi que, com isso, se presume que Van Gogh tinha deficiência visual de cores.

No entanto, nas imagens de Van Gogh vistas na sala, para mim, a incongruência de cores e a rugosidade da linha tinha desaparecido silenciosamente”, complementa Asada.

Além disso, ele também criou uma ferramenta online que permite ao usuário carregar uma foto do próprio computador e aplicar um filtro que simula algum dos três tipos de daltonismo descritos abaixo:

  • Protanopia: quando há ausência na retina de cones “vermelhos”.
  • Deuteranopia: quando há ausência de cones “verdes” – uma das formas de daltonismo mais raras (cerca de 1% da população masculina).
  • Tritanopia: quando há ausência de cones “azuis”.

Como E Que Os Daltonicos Veem?

Esquerda: Logo original / Direita: Filtro de Tritanopia 100%

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Animações reproduzem como daltônicos veem o mundo

A empresa MVF Global, espécie de incubadora de projetos inovadores sediada no Reino Unido, desenvolveu uma série de gifs para ajudar o mundo a ver como tudo parece diferente para as pessoas que experimentam diferentes formas de daltonismo – condição genética caracterizada pela incapacidade de identificar cores ou tons de cores.

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De acordo com a ONG Colour Blind Awareness, que trabalha pela conscientização da condição em ambientes de trabalho e escolares, a característica é herdada da carga genética das mães, ainda que afete muito mais os homens.

Isso porque o problema é relacionado ao cromossomo X – os homens possuem apenas um deles, e as mulheres dois, no caso delas, normalmente um dos cromossomos compensa a limitação do outro.

Justamente por isso, até 8% dos homens experimentam algum tipo de daltonismo, enquanto, entre mulheres, a condição fica em torno de 1%.

Protanopia: Dificuldade em lidar com o espectro verde-amarelo-vermelho. É o tipo mais comum e não é restrito apenas a vermelho e verde, na verdade, ela afeta todas as cores que levem vermelho ou verde em suas composições.

Protanomalia: Menor sensibilidade ao vermelho, podendo chegar à confusão entre vermelho e preto.

Monocromacia (cone azul): Há monocromacia quando a percepção de luminosidade e as variações de cores são preenchidas por cinza.

Monocromacia total (acromacia): No caso da acromacia, todos os cones seriam comprometidos, levando à visão em preto e branco.

Tritanopia: Dificuldade de lidar com o espectro azul-amarelo. Afeta todas as cores que levam azul na composição.

Tritanomalia: Menor sensibilidade a frequências de azul. Mais rara, impede a distinção de cores no espectro azul-amarelo.

Deuteranopia: Dificuldade de lidar com o espectro verde-amarelo-vermelho. Afeta todas as cores que levam verde na composição.

Deuteranomalia: Menor sensibilidade a frequências de verde. Impede a distinção de cores no espectro verde-amarelo-vermelho.

O diagnóstico do daltonismo, normalmente, é realizado de uma forma simples, conhecido como Teste de cores de Ishihara.

Em geral, há 32 cartões coloridos, com formas geométricas ou números em pequenos pontilhados que misturam cores e tons.

Dessa forma, quem sofre da condição tem diferentes dificuldades em identificar os conteúdos de alguns ou de todos os cartões – assim, é possível determinar que tipo de daltonismo e a profundidade da condição.

O mercado já começou a desenvolver alternativas para os daltônicos, uma vez que não há qualquer tratamento para a condição.

Há aplicativos que permitem a identificação de cores para os usuários e até mesmo um óculos, ao custo de aproximadamente US$ 700 (cerca de R$ 2,3 mil), que compensa a função de cones ópticos e permite que os daltônicos enxerguem as cores como as demais pessoas.

Como a tecnologia ainda é nova e pouco disseminada, não há uma popularização do recurso, até pelo preço. A reação de dois irmãos ao testar um desses óculos, inclusive, viralizou na internet recentemente.

Comentário(s)

Quer descobrir como os daltônicos veem o mundo?

O daltonismo, conforme nós do Mega Curioso já comentamos em algumas matérias por aqui, é um distúrbio da visão que consiste na incapacidade de diferenciar algumas cores, como o verde e o vermelho, e o azul e o amarelo. Essa condição — quase sempre hereditária — afeta 1 em cada 12 homens ou 1 em cada 100 mulheres e é provocada por uma alteração no pigmento dos cones, um dos fotorreceptores presentes nos olhos.

Nós percebemos as cores graças a dois tipos de células que existem nos olhos, os cones e os bastonetes, responsáveis por capturar os estímulos visuais e transmiti-los ao cérebro, que, por sua vez, “traduz” as informações e as transforma em imagens. Os bastonetes são os encarregados de detectar a luminosidade, e os cones, as cores, e a maioria de nós possui três tipos de cones: vermelhos, verdes e azuis. Pois acontece que os daltônicos têm um probleminha com essas celulazinhas aí.

Variedades

De acordo com o Dr. Drauzio Varella, a discromatopsia — que é outro nome para o daltonismo — se divide em três tipos: protanopia, deuteranopia e tritanopia. A primeira variedade se caracteriza pela ausência ou redução dos cones vermelhos, resultando em uma visão em tons de marrom, bege, verde ou cinza.

Você consegue distinguir os números dentro dos círculos?

Quem apresenta a segunda variedade, a deuteranopia, tem falta ou diminuição dos cones verdes e, portanto, enxerga em tons de marrom.

Por último, a tritanopia se caracteriza pela ausência ou redução dos cones azuis, resultando em uma visão puxada para os tons de rosa. Segundo o Dr.

Drauzio, vale lembrar que um grupo bem pequeno de pessoas apresenta visão acromática — o que significa que elas só conseguem ver em tons de branco, preto e cinza.

Como o daltônico enxerga

Para quem não sofre de daltonismo, é meio difícil imaginar como esse pessoal enxerga o mundo que nos rodeia. Mas, se você sempre sentiu curiosidade em descobrir, o pessoal do site Bright Side reuniu uma porção de imagens que mostram como cada tipo de daltônico percebe as cores. Confira a seguir:

1 – Frutinhas

2 – Semáforo

3 – Refri

4 – Arco-íris

5 – Tráfego

6 – Frida

7 – Lápis coloridos

Distúrbio ocular: como funciona a visão dos daltônicos?

É comum não observar a beleza de coisas que fazem parte do dia a dia, acontece por causa da rotina acelerada das pessoas. Você já percebeu o tom vermelho das suculentas maçãs nas barracas das feiras livres? Ou o verde escuro das belas verduras? Pois é, depois de ler essa matéria, seu olhar nunca mais será o mesmo!

No centro da retina existem dois tipos de fotorreceptores – células que captam a luz que chega à retina, transmitindo para o cérebro um impulso nervoso, permitindo que este reconheça imagens – do tipo cone, que permitem a visão em cores; e o do tipo bastonete, que permite a visão em preto e branco. Uma pessoa é considerada daltônica quando não tem cones suficientes, por isso, a mensagem relativa à cor não chega ao cérebro. Daltonismo é uma denominação comum para pessoas que têm alterações na visão das cores.

Chamada pelos médicos de discromatopsia, o daltonismo é uma doença hereditária e genética ligada ao cromossomo X. A mulher transmite, mas raramente tem o distúrbio.

A percepção do daltônico é alterada principalmente na visão das cores verde, vermelho e azul, e das cores derivadas.

Em alguns casos, há lesões no aparelho visual e no sistema neurológico que podem causar alterações da visão cromática.

Quais são os tipos de daltonismo existentes e como são diagnosticados

É uma doença que não tem cura e nem tratamento. Também não tem nenhuma relação com outras doenças oftalmológicas, nem evolui. Na visão normal, os pigmentos verde, vermelho e azul são bem definidos. Cada tipo de daltonismo influencia em tons diferentes.

Tipo Protanopia: Diminuição ou ausência total do pigmento vermelho. Na visão do daltônico, o que ele enxerga são tons de marrom, verde ou cinza. Mas vai variar de acordo com a quantidade de pigmentos do objetivo focado. A tendência é que o verde pareça vermelho, tipo sépia.

Tipo Deuteranopia: Esse não enxerga a cor verde. Os tons vistos são mais próximos do marrom. Quando o daltônico visualiza uma árvore, ele enxerga apenas uma cor, com pouca diferença de tons entre tronco e folhas.

Alguns daltônicos apresentam o distúrbio em dois cones e distinguem apenas uma cor. O vermelho e o verde são as mais comuns.

Tipo Tritanopia: Um tipo raro que interfere na visão das cores azul e amarelo. Não é o caso da perda da visão total do azul, mas na percepção das tonalidades, que são diferentes. O amarelo é enxergado como rosa claro, e o laranja desaparece.

As deficiências congênitas protan e a deutan são as mais comuns em homens, chegando a atingir aproximadamente 8% da popula- ção masculina e 0,4% da feminina.

A adaptação faz parte da vida…

Para o daltônico não faltam possibilidades de estar integrado. Adaptar-se ao distúrbio buscando novas alternativas é saudável. O designer português Miguel Paiva desenvolveu uma tese que mudaria a vida das pessoas com algum nível de daltonismo.

Ele criou o ColorAdd, um sistema de cores que representa uma forma de comunicar o nome de cada cor de maneira universal, adequando sua percepção.

Símbolos gráficos indicam as cores primárias (ciano, magenta e amarelo), além do preto e do branco. Para formar as cores secundárias, é preciso misturar os símbolos.

É como usar uma paleta de cores: misturando o verde com amarelo tem-se o azul; o amarelo com azul, o verde.

O sistema tem capacidade para ser usado em diversas áreas, como: produtos, arquitetura, artes plásticas etc. Segundo a mídia especializada, o ColorAdd foi aprovado pela comunidade científica internacional.

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