Como É Que Os Continentes Se Separaram?

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Durante milhões de anos, o Brasil e a África “cresceram juntos”, como irmãos siameses. Assim foi durante o período do supercontinente Pangeia, que unia todos os continentes da Terra, e depois com a divisão entre continente do norte, Laurasia, e do sul, Gondwana.

Àquela época, bastava caminhar em direção ao leste que, cedo ou tarde, estaríamos em solo africano, não havia o oceano Atlântico entre nós – não havia, portanto, praia no Brasil.

E cada vez mais Brasil e África avançam para lados opostos do globo terrestre. A novidade: em mais alguns milhões de anos, um novo supercontinente poderá se formar, mas, dessa vez, do outro lado da Terra.

A divisão dos continentes: como aconteceu? 

A camada mais externa da Terra, que compreende os continentes e o solo dos oceanos, é composta de placas tectônicas que se movimentam sobre um manto interno de magma. Guardadas as proporções, é como se fossem boias flutuando em uma piscina gelatinosa. Esta movimentação é imperceptível aos olhos humanos, mas ao longo de milhões de anos é o que define a configuração de nosso planeta.

Entre 600 milhões e 200 milhões de anos atrás, essas placas formavam um supercontinente que abrangia tudo o que conhecemos hoje. A Pangeia, nome dado a esse gigantesco bloco de terra, ao longo do tempo seguiu se dividindo entre Laurásia (ao norte, unindo América do Norte, Europa e Ásia) e Gondwana (ao sul, com América do Sul, África, Antártida, Índia e Austrália).

Nesta eterna dança das placas tectônicas, os continentes sul e norte americanos se deslocaram para o oeste, enquanto as regiões que são hoje África, Europa e Ásia avançaram para o leste – Índia e Austrália rumaram em direção nordeste. Aproximadamente entre 105 e 130 milhões de anos atrás, o rompimento se confirmou.

Ou seja, África e América do Sul, consequentemente o Brasil, estavam separados para sempre – ou até uma eventual reversão do atual movimento das placas.

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Como as placas se mexem?

Miguel Basei, professor de Mapeamento Geológico do Instituto de Geociências da USP, explica que a tese mais aceita é a da convecção do manto magmático, abaixo da placa tectônica, que é a crosta mais superficial da Terra. “Há uma convicção da movimentação de porções ascendentes deste manto, com tendência a produzir movimentação do que está acima dele”, diz o geólogo.

O porquê das placas se moverem na direção que se movem ainda é um mistério, pouco se sabe sobre este manto magmático sob a superfície. Sabe-se para que lado as placas se direcionam e sua velocidade: a mais lenta é a Dorsal do Sudeste Indiano, que se move a 1,3 cm/ano, e a mais rápida é a placa Nazca (colada aos Andes), com trechos que chegam a 18,3 cm/ano.

“Há medida de deslocamento por satélites, que são bastante precisos”, explica Basei. “Sabemos que Brasil e África se afastam em direções leste e oeste, outras em direção norte e sul. Com essa modelagem de hoje, que demonstra justaposição, sabemos que a abertura da placa começou ao sul em direção ao norte, em torno de um polo de rotação”.

A placa onde estamos sediados é a Sul-Americana, que começa no meio do oceano Atlântico e vai até a Cordilheira dos Andes. Embaixo das águas do oceano, inclusive, há uma cadeia de montanhas submersa, na fronteira das duas placas.

“É uma cadeia meso oceânica, resultado da abertura do magma”, conta Basei. Ou seja, na ruptura das placas Sul-Americana e Africana enormes vulcões se formaram e uma quantidade imensa de lava se derramou sobre a superfície da Terra.

Como É Que Os Continentes Se Separaram? designua/shutterstock – arte/vix

Como era a Pangeia?

Todos os continentes unidos em um só. Parece refrão de música pacifista, mas aconteceu de verdade. Esta configuração perdurou por aproximadamente 400 milhões de anos, até que as placas se fragmentaram em Laurásia e Gondwana.

A teoria da separação dos continentes é recente. O geógrafo e meteorologista alemão Alfred Wegener publicou em 1915 o livro A Origem dos Continentes e Oceanos no qual descreve a teoria que seria conhecida como “deriva continental”. Sua tese foi ridicularizada à época e só recebeu o devido reconhecimento na década de 1950.

Continentes anteriores

Especula-se muito sobre como se formou o primeiro continente da Terra. Algumas linhas de interpretação, afirmam que, dos 4,5 bilhões de anos de nosso planeta, os últimos 3,6 bilhões já teriam pelo menos um pequeno pedaço de terra. Segundo essa tese, a superfície teria se formado a partir da lava expelida de vulcões submarinos.

“O que há de consenso na comunidade científica é a existência da Pangeia”, afirma Miguel Basei. Há também evidências fortes sobre seu predecessor, um supercontinente conhecido como Rodínia, entre um e dois bilhões de anos atrás. A Rodínia teria se dividido em oito fragmentos que iriam se encontrar milhões de anos depois e formar a Pangeia.

Antes disso, há apenas hipóteses pouco próximas de confirmação, explica o geólogo. O supercontinente Ur teria se formado há 3,1 bilhões de anos não seria tão super assim: seu tamanho especulado é menor que a Austrália.

O mais antigo continente já especulado pelos cientistas é a Vaalbara, que teria tomado forma há 3,6 bilhões de anos – legitimam sua tese dois fragmentos de rocha da mesma família encontrados na África do Sul e na Austrália.

 

Como É Que Os Continentes Se Separaram? Designua/shutterstock

Continentes futuros

Em aproximadamente 50 milhões de anos, um novo supercontinente deve se formar, resultado do encontro das Américas e da Ásia. Em ainda menos tempo, a Austrália irá também se chocar com a Ásia – se prevê que em 20 milhões de anos isso já ocorra. “É possível que em 100 milhões de anos, uma nova configuração esteja fechada”, especula Basei.

O movimento das Américas e da Ásia é contínuo desde a dissolução da Pangeia. Ou seja, América para o oeste e Ásia para o leste.

Entre os dois continentes há inúmeras ilhas, algumas maiores, como as que compõem o Japão, e outras minúsculas, como as da Oceania. “Todas elas serão incorporadas. É comum a incorporação de terrenos exóticos nas costas continentais.

No Brasil, algumas superfícies do sul do Paraná até Florianópolis são deste tipo”, esclarece o geólogo.

Semelhanças entre Brasil e África

As semelhanças entre Brasil e África são mais profundas que o recorte litorâneo de suas costas. O encaixe quase como de um quebra-cabeças dos dois litorais não é sequer o ponto que suscitou esta hipótese entre os cientistas.

Os primeiros sinais de similaridade foram pensados pelos naturalistas, baseados em formações rochosas semelhantes e, posteriormente, fósseis de animais e rastros de vegetação idêntica. “Há uma correlação clara entre os dois continentes. E também com a Antártida e a Índia”, afirma Basei.

Do ponto de vista paleontológico, essas semelhanças se apresentaram em fósseis de animais como peixes e répteis – dinossauros não constam destes fósseis – e em resíduos de flora, sobretudo as do tipo glossopteris, parente distante do que hoje chamamos de samambaias. Hoje, mais de 100 milhões de anos depois da separação, não há mais vegetação e vida animal compartilhadas entre os continentes.

Lava vulcânica

Quando as placas Sul-Americana e Africana se separaram, o chão se abriu. Literalmente. Assim, uma atividade vulcânica gigante se apresentou, derramando lava pelo oceano e pelos recém-independente continentes.

Uma das regiões tomadas pela lava localizadas no Brasil foi o enorme Deserto de Botucatu, onde a ruptura continental se deu. “Quando houve a separação, a placa se rachou de sul para o norte, partindo da Argentina”, explica o geólogo pesquisador da Mineropar Gil Francisco Piekarz.

Gil Piekarz explica que toda a região conhecida como Serra Geral tem solo de rochas magmáticas tipo basáltica, resultante daquela atividade vulcânica. Do outro lado do Atlântico, a Província Ígnea de Etendeka, na Namíbia, apresenta exatamente a mesma formação.

A Serra Geral representa o oeste de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, um trecho do Mato Grosso do Sul e porções de Argentina, Paraguai e Uruguai.

“É gigante, pega tudo aquilo que entendemos como terra roxa”, explica. O resultado deste vulcanismo cobre uma superfície de 1.200.000 km², chegando a ter 1.

500 metros de espessura, com superposição de mais de 50 camadas de derrame de lava.

Fóssil de ancestral mamífero

Como É Que Os Continentes Se Separaram? Lucio Roberto da Silva/Ulbra

Fósseis de répteis e peixes semelhantes foram encontrados no Brasil e na África. Mas o fóssil mais estudado na relação entre os dois continentes é o dos cinodontes. Trata-se de uma espécie de ancestral dos mamíferos que viveu aproximadamente há 240 milhões de anos e tem tamanho similar a de um cachorro de médio porte.

“Este animal lembra muito os cães atual, com diferenciação entre molares e caninos. Tem também presença de palato, que permite comer e respirar ao mesmo tempo”, afirma o paleontólogo Lúcio Roberto da Silva, professor da Ulbra-Cachoeira do Sul.

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Ele explica que os cinodontes migravam muito e há registros deles em todos os continentes, exceto Austrália e Antártida. Contudo, cinodontes do mesmo gênero só foram vistos no Valle Luangwa, na Tanzânia, e em Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. “Conseguiu-se identificar isso pelas características únicas deste gênero”, informa o professor.

Geologia do Brasil

Deriva continental: Pangeia deu origem aos continentes

Imagem: Wikimedia commons

A teoria de que os continentes não estiveram sempre nas suas posições atuais foi sugerido pela primeira vez em 1596 pelo holandês Abraham Ortelius, conhecido como pai do Atlas Moderno.

Ortelius também é responsável pelo “Theatrum Orbis Terrarum” (1570), considerado o primeiro Atlas da Idade Moderna, uma obra desenhada à mão, com 139 mapas coloridos.

Foi Ortelius quem sugeriu que as Américas “foram rasgadas e afastadas da Europa e África por terremotos e inundações” e acrescentou: “os vestígios da ruptura revelam-se, se alguém trouxer para a sua frente um mapa do mundo e observar com cuidado as costas dos três continentes.” Essa ideia de Ortelius seria retomada no século 19.

Laurásia e Gondwana

Há 200 milhões de anos existia um único supercontinente: o Pangeia. Ele se fragmentou há 130 milhões de anos em Laurásia (América do Norte e Eurásia) e Gondwana (América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida) e, há 84 milhões de anos, houve a separação entre a América do Norte e Eurásia e entre a América do Sul, África, Oceania e Índia, que se tornou uma ilha no oceano Índico.

Por fim, a Índia colidiu com a Ásia, juntando-se ao continente, conforme figura abaixo:

  • Como É Que Os Continentes Se Separaram?Segundo a teoria da deriva continental, o supercontinente Pangeia dividiu-se há cerca de 225 – 200 milhões de anos, tendo-se posteriormente fragmentado até produzir os continentes atualmente existentes

Somente em 1912 é que a ideia do movimento dos continentes foi seriamente considerada como uma teoria científica designada por “Deriva dos Continentes” e publicada em dois artigos pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener. Ele argumentou que há cerca de 200 milhões de anos, ainda na Era Paleozoica, havia um supercontinente “mãe” – Pangeia – e um gigantesco oceano chamado Pantalassa.

O Pangeia começou a fraturar-se, primeiro se dividiu em dois grandes continentes, Laurásia e Gondwana. Entre os dois, formou-se um mar relativamente raso: o Mar de Tétis.

Laurásia e Gondwana continuaram então a fraturar-se ao longo dos tempos, dando origem aos atuais continentes. A Índia, por exemplo, soltou-se de Gondwana formando uma ilha. Na Era cenozoica as formas dos continentes começaram a se assemelhar às formas atuais.

Era cenozoica

Nessa Era, a Índia se chocou contra o continente asiático com tamanha pressão que do choque entre as placas resultou a formação da cordilheira do Himalaia, onde fica o monte Everest, o mais alto do planeta.

Uma das evidências mais claras da deriva continental é o “encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da África. A separação entre a África e a América do Sul decorreu da movimentação constante das placas tectônicas sobre o manto, movimento esse que aconteceu em todo o planeta.

Pode-se dizer que a posição dos continentes vem se modificando no decorrer da história da Terra. Essa constatação é resultado de estudos recentes, realizados principalmente a partir de meados do século 20.

Esse movimento dos continentes deve-se ao movimento das placas tectônicas, responsável também por abalos sísmicos e atividades vulcânicas.

explique como os continentes se separaram

Como É Que Os Continentes Se Separaram?

No inicio do século XX o meteorologista Alemão Alfred Wegener levantou uma hipótese que criou uma grande polêmica entre a classe científica da época, segundo ele há aproximadamente 200 milhões de anos os continentes não tinham a configuração atual, pois existia somente uma massa continental, ou seja, não estavam separadas as Américas da África e da Oceania. Essa massa continental contínua é denominada de Pangéia, do grego toda a Terra, e essa era envolvida por um único Oceano chamado de Pantalassa. Passados milhões de anos a Pangéia se fragmentou dando origem a dois megacontinentes denominados de Laurásia e Godwana, essa separação ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto. Após esse processo esses dois últimos deram origem à configuração atual dos continentes que conhecemos. Para conceber tal teoria Wegener tomou como ponto de partida o contorno da costa americana com a da África que visualmente possui um encaixe quase que perfeito. No entanto, somente esse fato não fundamentou sua hipótese cientifica. 

Outra descoberta importante para fundamentar sua teoria foi a comparação de fosseis encontrados na região brasileira e na África, a partir desse item ele constatou que tais animais eram incapazes de atravessar o Oceano Atlântico, com isso concluiu que os animais teriam vivido os mesmos ambientes em tempos remotos. 

quais são as duas estruturas presentes apenas nas células vegetais?​

O nosso planeta possui uma grande quantidade de água, cerca de 1.4 bilhões de Km² do nosso planeta é composto por água. Ligue a classificação de água

de acordo com a sua porção.Água doce 97%Gelo 0,001%Água salgada 3%​

A rápida expansão econômico-industrial de Cingapura, Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan valeu a esses países o título de Tigres Asiáticos. O início da

transformação radical dessas economias ocorreu a partir da instalação de filiais de indústrias norte-americanas e, principalmente, japonesas, que tiveram vantagens econômicas nessas novas localizações.

Entende-se, portanto, que a migração de multinacionais para países mais pobres é um fator determinante na atual organização do espaço geográfico. CITE TRÊS MOTIVOS que fazem com que essas multinacionais tenham maiores lucros nos países subdesenvolvidos, fazendo com que elas deixem seus países de origem e migrem para regiões distantes, como o sudeste asiático.

Rocha é um agregado natural formado de mais minerais que constituem parte essencial da crosta terrestre são exemplos de rochas magmáticas sedimentares

e metamórficas respectivamente​

Diferencie paisagem de origem natural da paisagem de origem antrópica ou cultural.de um exemplo

a maior regiao brasileiraem extensao territorial

2. Obtenha o valor de x nas equações abaixo:a) 2x = 10b) 10x = 2c) -3x = -9d) -4x = 12​

Sendo 7h a 15° de longitude oeste, que horas serão a 90° de longitude oeste?

2)Escreva o que mais lhe chamou a atencão na leitura do texto. A RELIGIOSIDADE INDÍGENA​

Sendo 13h a 15° de longitude leste, que horas serão a 90° de longitude oeste?

E Se… Os continentes não tivessem se separado?

A Pangea foi um imenso continente que existiu entre 280 e 180 milhões de anos atrás, numa época em que o mundo era habitado pelos dinossauros. Naquele tempo, quase toda a massa continental que hoje compõe as Américas, a Europa, a África, a Oceania, a Ásia e a Antártida estava grudada e formava uma imensa massa contínua de terra. Acontece que os continentes e os oceanos estão assentados numa fina casquinha que flutua ao sabor da correnteza de rocha derretida que recheia a Terra. Com o tempo, essa correnteza despedaçou a Pangea e jogou cada pedacinho para um lado, dando origem aos continentes que conhecemos hoje.

Se essa casquinha fosse mais resistente, ou a correnteza mais fraca, a Pangea continuaria unida até hoje e este seria um mundo bem diferente.

O efeito mais imediato é que existiriam menos espécies animais e vegetais sobre a Terra.

“O isolamento geográfico aumenta a diversidade biológica”, afirma o paleontólogo Reinaldo Bertini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, interior de São Paulo.

Foi a separação dos continentes que fez com que grupos de animais e vegetais tomassem caminhos evolutivos diversos e começassem a se diferenciar.

A enorme diversidade das Ilhas Galápagos (América do Sul) e de Madagáscar (África), que se separaram de seus respectivos continentes, são exemplos do efeito dessa divisão. Com a fragmentação da Pangea, o número de espécies de dinossauros cresceu.

Os mamíferos, que, naquele tempo, não passavam de pequenos quadrúpedes mais insignificantes que os ratos modernos, também começaram a se diversificar.

O clima também mudaria radicalmente – seria muito mais seco. Hoje, com vários continentes pequenos, os ventos úmidos que sopram do mar levam chuva até o interior. Com a Pangea isso não aconteceria.

Haveria uma massa de terra tão imensa que seu centro jamais seria tocado pelos ventos úmidos. Com toda a certeza, proliferariam os desertos e eles seriam muito maiores e mais inóspitos que o Saara. O Brasil, por exemplo, seria árido como o Afeganistão.

As florestas, onde se concentra a maioria das espécies, seriam poucas e concentradas no litoral.

Em um mundo como esse, pobre em biodiversidade, a vida é mais vulnerável – como há poucas espécies, aumentam as chances de que uma única tragédia destrua todas.

Seria essa Terra que, há 65 milhões de anos, se chocaria com um asteróide, levantando uma imensa nuvem de poeira que bloquearia o Sol e mataria boa parte das plantas.

No mundo real, dividido em continentes, esse desastre cósmico foi suficiente para matar de fome os dinossauros, abrindo espaço para que os mamíferos crescessem e conquistassem os ecossistemas.

Mas, nesse nosso mundo fictício, o da Pangea, a tragédia teria sido maior ainda. Os mamíferos, que seriam poucos, talvez se extinguissem inteiramente junto com os dinossauros. Com isso, seus descendentes – baleias, vacas, cachorros, macacos, humanos – jamais poderiam nascer.

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Mas a tragédia dificilmente varreria toda a vida do planeta. “Sempre sobra alguma coisa”, diz Bertini. É pouco provável que os insetos se extinguissem – eles são pequenos, precisam de pouca comida e provavelmente se alimentariam dos cadáveres dos outros seres.

Com o tempo, esses insetos dominariam o planeta e, sem a concorrência de mamíferos e dinossauros, iriam lentamente ganhar tamanho. Nesse cenário, a Terra chegaria aos dias de hoje dominada por formigas enormes, moscas imensas, baratas gigantes.

Que bom que a Pangea se dividiu.

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Deriva continental – Wikipédia, a enciclopédia livre

Ilustração feita pelo geógrafo Antonio Snider-Pellegrini, em 1858, ilustrando a justaposição das margens africana e americana do Oceano Atlântico.

A teoria da deriva continental foi apresentada pelo geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener em 1913, com a publicação de sua obra clássica “A Origem dos Continentes e Oceanos” (Die Entstehung der Kontinente und Ozeane).[1] Wegener afirmava que os continentes, hoje separados por oceanos, estiveram unidos numa única massa de terra no passado, por ele denominado de Pangeia (do grego “Terra única”), do Carbonífero superior, há cerca de 300 milhões de anos, ao Jurássico superior, há cerca de 190 milhões de anos, quando a Laurásia (atuais América do Norte e Eurásia) separou-se do Gondwana, que depois também dividiu-se, já no Cretáceo inferior.[2]

Alfred Wegener

Muito tempo antes de Wegener, outros cientistas notaram este fato. A ideia da deriva continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do cartógrafo Abraham Ortelius. Na sua obra de 1595, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estiveram unidos no passado.

A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes.

A ideia, evidentemente, não passou de uma curiosidade que não produziu consequências.

Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini, utilizou o mesmo método de Ortelius para desenhar o seu mapa, com os continentes encaixados, em 1847.[3] Como nenhuma prova adicional foi apresentada, além da consideração geométrica, a ideia foi novamente esquecida.

A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente.

A hipótese da deriva continental tornou-se parte de uma teoria maior, a teoria da tectônica de placas. Este artigo trata do desenvolvimento da teoria da deriva continental antes de 1959.

A Deriva dos Continentes

Distribuição geográfica dos fósseis gondwânicos. A distribuição de fósseis terrestres idênticos em locais atualmente isolados entre si, como Austrália, Índia, África e América do Sul foi um dos argumentos de Wegener para o lançamento de sua teoria da Deriva Continental.[4]

A crosta terrestre é formada de pedaços chamados placas tectônicas, que andam à deriva sobre a camada de rocha fundida do manto. Há sete placas principais e várias outras menores. O movimento do magma no Manto Superior faz com que as placas se desloquem lentamente pelo globo, com um lado convergindo em direção a outra, ao passo que o lado oposto diverge da outra placa em contato.

Os geólogos pensam que há cerca de 325 milhões de anos toda a terra deste planeta estava unida num “supercontinente”, a que chamaram Pangeia.

Mas, à medida que as placas se deslocaram, a terra deste supercontinente começou lentamente a separar-se. Chama-se a este movimento a deriva dos continentes.

Os mapas mostram o que os geólogos pensam sobre o modo como os continentes se deslocaram e se afastaram, até formarem as massas de terra que conhecemos atualmente.

No hemisfério sul, há cerca de 250 milhões de anos, no período chamado Jurássico, as correntes de convecção dividiram em pedaços o megacontinente Gondwana. Elas fraturaram a crosta terrestre e separaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia.

Nas regiões de Gondwana, que hoje são Brasil e África, as correntes de convecção formaram fissuras e fraturas na crosta terrestre, o que gerou derramamento de lava. A ação contínua dessas forças também rompeu completamente a crosta terrestre e formou o oceano Atlântico.

Porém, ele não parecia o vasto mar que é hoje: a fragmentação de Gondwana formou apenas um pequeno oceano, que só cresceu quando Brasil e África começaram a afastar-se de forma gradual há, aproximadamente, 135 milhões de anos.

Tal ideia está presente na teoria da deriva continental, que foi apresentada em 1912 pelo cientista meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener. A teoria só foi comprovada 10 anos após a morte de Wegener, em 1940.

Argumentos

Distribuição de quatro grupos fósseis do Permiano e do Triássico, usados como evidências paleontológicas da deriva continental

  • Morfológicos – Wegener apercebeu-se da complementaridade existente entre a costa ocidental de África com a costa oriental da América do Sul e, mais tarde, entre outros continentes separados atualmente.[5]
  • Paleontológicos – Fósseis de seres vivos de uma mesma espécie foram encontrados em locais que distam atualmente milhares de quilómetros, estando ainda separados por oceanos. Devido às suas características, assume-se que seria extremamente difícil que estes seres vivos tivessem percorrido estas distâncias ou atravessado os oceanos. Para além disso, cada espécie desenvolve-se num determinado habitat, o que implica que os locais afastados estiveram outrora em zonas mais próximas do planeta, pois teriam de ter o mesmo clima para possuir as mesmas espécies.[5]
  • Paleoclimáticos – Os sedimentos glaciares só se formam em zonas de grandes altitudes e baixas temperaturas – pólos. No entanto, foram encontrados estes sedimentos em zonas como a África do Sul ou Índia, indicando que estes locais já se encontraram outrora próximos do Pólo Sul, e que, entretanto, afastaram-se – mantendo os registros rochosos.
  • Litológicos – Rochas encontradas na América do Sul e África, com a mesma idade, são semelhantes (por exemplo, formadas pelos mesmos minerais). Para que isto aconteça, tiveram de estar expostas aos mesmos fenómenos de formação habituais nas rochas. Pelo contrário, as rochas formadas atualmente nesses locais apresentam características diferentes. Existe ainda continuidade de formações rochosas entre as duas costas – como, por exemplo, cordilheiras montanhosas.

Ver também

  • Marie Tharp

Referências

  1. ↑ Wegener, Alfred (julho de 1912). «Die Entstehung der Kontinente». International Journal of Earth Sciences (em alemão). 3 (4). doi:10.1007/BF02202896 
  2. ↑ Scotese, C. R. «PALEOMAP Project» (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  3. ↑ U.S. Geological Survey. «Continental Drift – Historical perspective» (em inglês).

    Consultado em 8 de janeiro de 2015 

  4. ↑ United States Geological Survey (janeiro de 2009). «Rejoined continents – Gondwana fossils». This Dynamic Earth: The story of plate tectonics (em inglês).

    Consultado em 9 de janeiro de 2015 

  5. a b Becky Oskin, Continental drift: theory & definition, Live Science, 19 de dezembro de 2017

Ligações externas

  • «Sismologia no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP» 

Obtida de “https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Deriva_continental&oldid=60870894”

Formação dos Continentes

De acordo com a teoria da Deriva dos Continentes, a cerca de 200 milhões de anos atrás havia um só bloco continental: a Pangea (ou Pangéia, em português).

Segundo a teoria formulada em 1915 pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener, o grande continente cercado por um único oceano, o Pantalassa, foi se dividindo lentamente até formar os continentes como os conhecemos hoje.

Wegener formulou sua teoria ao verificar que diversos fósseis de animais e vegetais eram encontrados em continentes distantes, como por exemplo, fósseis de plantas tropicais encontrados em uma ilha no Ártico.

Outro argumento utilizado por ele se refere ao contorno dos continentes que pareciam se encaixar, ou ainda, à aparente ligação entre grandes estruturas geológicas como as Terras Altas Escocesas e os Montes Apalaches na América do Norte.

De fato, Wegener não foi o primeiro a formular a teoria de que os continentes haviam sido um só em um passado remoto.

Antonio Snider-Pellegrini baseado na obra Thesaurus Geographicus (1596) de Abraham Ortelius, sugerira que os continentes teriam permanecido unidos em um passado remoto.

O que diferencia Alfred Wegener de seus antecessores é o fato de que ele foi o primeiro a reunir argumentos multidisciplinares sobre sua teoria.

Antes de sua teoria ser aceita, os cientistas defendiam que em um passado remoto os continentes estáticos eram ligados por “pontes” terrestres que haviam sido submersas com o passar do tempo. Entretanto a teoria da Deriva Continental é a mais aceita atualmente devido às descobertas de diversos pesquisadores acerca dos mecanismos que fazem os continentes se mover.

Dando prosseguimento à teoria de Wegener, os cientistas acreditam que a Pangéia tenha se formado devido às erupções vulcânicas no fundo do oceano com o resfriamento da lava e com o movimento ascendente de algumas regiões (zonas de divergência).

Por fim, a Pangéia teria se dividido em dois grandes continentes por volta de 300 milhões de anos atrás: a Laurásia, que deu origem à América do Norte e Eurásia (que era formada pelos continentes Europeu e Asiático); e Gondwana, que era formada pelos atuais continentes da América do Sul, África, Índia, Austrália (na Oceania) e as ilhas do Pacífico Sul. Ao mar que se formou entre esses dois continentes deu-se o nome de Tetis (deusa grega do mar).

O movimento de separação teria se originado devido a grande instabilidade da imensa placa que, segundo a teoria, “flutua” sobre o manto terrestre (camada abaixo da crosta terrestre que se estende de cerca de 30km até 2.900km de profundidade da superfície).

Segundo alguns cientistas os continentes teriam se separado com uma velocidade de cerca de 1,2 a 2cm por ano com exceção da placa Indiana que teria atingido a velocidade de 10 a 12cm por ano desagregando-se do continente africano e chocando-se com a Ásia.

Movimento que formou o Himalaia e continua fazendo-o crescer 5 cm por ano.

Há cerca de 40 milhões de anos fica completa a abertura do Atlântico e as duas Américas se unem pelo Istmo do Panamá formando a cadeia montanhosa dos Andes e dando aos continentes sua configuração atual.

Entretanto o movimento de deriva dos continentes não cessou. Estima-se que o movimento atual das placas seja em média de 5 cm por ano.

Em alguns lugares pode-se notar as falhas geológicas decorrentes do movimento das placas, como por exemplo, na Califórnia onde o movimento divergente das placas do pacífico (da qual faz parte o sul da Califórnia e quase todo o oceano Pacífico) e da placa norte-americana (América do Norte, oeste do Atlântico Norte e Groenlândia) formou a “Falha de San Andreas” que, acredita-se, que um dia separará a costa californiana do resto do continente norte-americano.

  • Continentes
    – Antártida
    – América do Norte
    – América do Sul
    – América Central
    – África
    – Ásia
    – Europa
    – Oceania
  • Fontes:
    – Instituto de Geociências da USP
  • – “Geodésia Online” site da UFSC

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/geografia/formacao-dos-continentes/

Como será a Terra daqui a 200 milhões de anos?

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Planeta Terra (Foto: Creative Commons / PIRO4D)

A camada externa da Terra, a crosta sólida sobre a qual andamos, é composta de pedaços quebrados, muito parecidos com a casca de um ovo quebrado. Essas peças, as placas tectônticas, se movem pelo planeta a velocidades de alguns centímetros por ano.

De vez em quando, eles se juntam e se combinam em um supercontinente, que permanece junto por algumas centenas de milhões de anos.

As placas então se dispersam e se afastam umas das outras, até que eventualmente — depois de outros 400-600 milhões de anos —voltam a se unir novamente.

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  • 1. Novopangeia

O último supercontinente, a Pangeia, se formou há cerca de 310 milhões de anos e começou a se desintegrar há cerca de 180 milhões de anos. Foi sugerido que o próximo supercontinente se formará em 200-250 milhões de anos, então estamos atualmente na metade da fase dispersa do atual ciclo do supercontinente. A questão é: como será o próximo supercontinente e por quê?Existem quatro cenários fundamentais para a formação do próximo supercontinente: Novopangeia, Pangeia Ultima, Aurica e Amasia. Como cada forma depende de diferentes cenários, mas, em última análise, está ligada a como a Pangeia se separou e como os continentes do mundo ainda estão se movendo hoje.O colapso da Pangeia levou à formação do oceano Atlântico, que ainda está se abrindo e se ampliando hoje. Consequentemente, o oceano Pacífico está se fechando e ficando mais estreito. O Pacífico é o lar de um anel de zonas de subducção ao longo de suas bordas (o “anel de fogo”), onde o solo oceânico é sugado, ou subduzido, para debaixo das placas continentais e interior da Terra. Lá, o antigo leito oceânico é reciclado e pode entrar em plumas vulcânicas. O Atlântico, em contraste, tem uma grande cadeia oceânica que produz uma nova placa oceânica, mas abriga apenas duas zonas de subducção: o Arco das Pequenas Antilhas, no Caribe, e o Arco Scotia, entre a América do Sul e a Antártida.

Novopangea (Foto: Mattias Green, Hannah Sophia Davies e João C. Duarte)

Se assumirmos que as condições atuais persistem, de modo que o Atlântico continue a se abrir e o Pacífico continue fechando, temos um cenário onde o próximo supercontinente se forma nos antípodas da Pangeia. As Américas colidiriam com a Antártida à deriva do norte e depois para a já colidida África-Eurásia.

2. Pangeia Ultima

Pangea Ultima (Foto: Mattias Green, Hannah Sophia Davies e João C. Duarte)

A abertura do Atlântico pode, no entanto, desacelerar e realmente começar a fechar no futuro.

Os dois pequenos arcos de subducção no Atlântico poderiam se espalhar ao longo de toda a costa leste das Américas, levando a uma reforma da Pangeia à medida que as Américas, Europa e África são reunidas em um supercontinente chamado Pangeia Ultima. Este novo supercontinente seria cercado por um super Oceano Pacífico.

3. Aurica

Aurica (Foto: Mattias Green, Hannah Sophia Davies e João C. Duarte)

No entanto, se o Atlântico desenvolver novas zonas de subducção — algo que já pode estar acontecendo — tanto o Oceano Pacífico quanto o Atlântico podem estar fadados a fechar. Isso significa que uma nova bacia oceânica teria que se formar para substituí-los.

Neste cenário, a fenda pan-asiática que atualmente corta a Ásia do oeste da Índia até o Ártico abre para formar o novo oceano. O resultado é a formação do supercontinente Aurica. Por causa do atual deslocamento para o norte da Austrália, ele estaria no centro do novo continente, já que a Ásia Oriental e as Américas fecham o Pacífico de ambos os lados.

As placas européias e africanas voltariam a se juntar às Américas à medida que o Atlântico se fecha.

4. Amasia

Amasia (Foto: Mattias Green, Hannah Sophia Davies e João C. Duarte)

O quarto cenário prevê um destino completamente diferente para o futuro da Terra. Várias das placas tectônicas estão se movendo para o norte, incluindo a África e a Austrália. Acredita-se que essa deriva seja causada por anomalias deixadas por Pangea, no interior do planeta, na parte chamada manto.

Devido a essa deriva do norte, pode-se imaginar um cenário em que os continentes, exceto a Antártica, continuem indo para o norte. Isso significa que eles acabariam se reunindo em torno do Pólo Norte em um supercontinente chamado Amasia.

Nesse cenário, tanto o Atlântico quanto o Pacífico permaneceriam em sua maioria abertos.

O mais provável

Destes quatro cenários, acreditamos que Novopangeia é o mais possível. É uma progressão lógica das direções de deriva das placas continentais atuais, enquanto as outras três assumem que outro processo entra em jogo. Teria que haver novas zonas de subducção do Atlântico para a Aurica, a reversão da abertura do Atlântico para o Pangeia Ultima, ou anomalias no interior da Terra deixadas pela Pangea para Amasia.Investigar o futuro tectônico da Terra nos força a ultrapassar os limites de nosso conhecimento e a pensar nos processos que moldam nosso planeta ao longo de grandes escalas de tempo. Também nos leva a pensar sobre o sistema da Terra como um todo e levanta uma série de outras questões — qual será o clima do próximo supercontinente? Como a circulação oceânica se ajustará? Como a vida evoluirá e se adaptará? Esse é o tipo de questão que empurra os limites da ciência ainda mais porque eles empurram os limites da nossa imaginação.

*Mattias Green é Oceanógrafo na Universidade Bangor, Hannah Sophia Davies é pesquisadora da Universidade de Lisboa e João C. Duarte é pesquisador e coordenador do Grupo de Geologia Marinha e Geofísica da Universidade de Lisboa. Escreveram originalmente em inglês para o The Conversation.

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