Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades?

O ato de ir ao banheiro durante missões espaciais “tem sido aspecto incômodo desde o início dos voos espaciais tripulados”.

A própria NASA publicou um relatório com essa declaração ao final das missões Apollo nos anos 1970.

Pouca coisa mudou desde então, sendo inclusive esse aspecto da vida espacial a maior reclamação da astronauta aposentada Peggy Whitson, que ficou quase dois anos na Estação Espacial Internacional (ISS).

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso, ou provavelmente tem curiosidade, mas os astronautas realmente precisam urinar ou defecar durante as missões tal qual qualquer ser humano.

Mas, por lá, essa tarefa não é nada simples, como explica a própria NASA: “Equipamento de manuseio de resíduos não deve apenas ser projetado para funcionar em gravidade zero, como deve fazê-lo dentro das restrições de tamanho, peso e potência imposta pelos sistemas das espaçonaves”.

Claro que as coisas estão diferentes desde a primeira missão tripulada ao espaco, quando a NASA ainda sequer havia cogitado a possibilidade de oferecer um meio de o astronauta Alan Shepard se aliviar durante sua jornada histórica. Pode acreditar: o primeiro norte-americano a ser lançado ao espaço teve que fazer xixi nas calças enquanto esperava o lançamento — e não por medo do que estava por vivenciar.

Em defesa da agência espacial e de toda a equipe por trás da missão, o voo estava programado para durar apenas 15 minutos. O problema é que Shepard ficou um tempo muito longo na plataforma de lançamento e precisou aliviar a bexiga enquanto os preparativos ainda eram concluídos.

Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades? Alan Shepard foi o primeiro norte-americano a ir para o espaço… molhado (Foto: NASA)

Para se ter uma ideia de quanto tempo ainda demorou, o próprio astronauta contou, posteriormente, que o traje feito de algodão ficou completamente encharcado no momento em que ele se aliviou, mas sua viagem não foi desconfortável por conta disso. “Eu estava completamente seco no momento do lançamento”, relatou.

A partir daí, a agência espacial entendeu que astronautas não são super-homens, e começou a pensar na questão de banheiros especialmente desenvolvidos para naves espaciais.

Várias viagens aconteceram contando com improvisos neste sentido, passando por sacos, fraldas e até assentos sanitários com alças.

Foram criados até mesmo cômodos especiais para os astronautas urinarem e defecarem, tudo isso com custos de US$ 19 milhões.

Fraldas e “camisinhas”

No começo de 2019, a NASA informou que buscaria 96 sacos de excrementos deixados na Lua durante o programa Apollo. Mas, se não havia um planejamento para que os astronautas fizessem suas necessidades, como eles fizeram tanto xixi e cocô em apenas seis missões que chegaram a, de fato, pousar no nosso satélite natural?

Depois do bem sucedido voo de Shepard, a agência passou a improvisar, de certa maneira. Os astronautas que foram até a Lua no século passado ficavam com uma sacola de plástico acoplada nas nádegas para capturar as fezes diretamente, sem que o excremento entrasse em contato com o ambiente. Mas isso apenas quando estavam dentro da nave.

Quando saíam para caminhar no solo lunar, os astronautas vestiam uma “vestimenta de máxima absorção”. Em outras palavras, uma fralda. E são sacos com essas “fraldas” que estão na Lua há 50 anos, esperando serem resgatadas.

Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades? “Camisinha” de látex auxiliava astronautas a fazer xixi no compartimento correto (Foto: Smithsonian) 

Antes de chegar à solução das fraldas — que, pensando agora, parece a mais óbvia —, a NASA criou diversos outros mecanismos que foram utilizados por astronautas no espaço, mas não pisaram no solo lunar.

Uma delas era uma espécie de algema de látex (acima), parecida com uma camisinha, mas com os dois lados abertos. Esse dispositivo foi criado numa época em que todos os astronautas eram homens, vale dizer.

A camisinha era acoplada ao pênis e ligada a um tubo plástico, que, por sua vez, era conectado a um saco coletor. Mas o sistema não era à prova de falhas e, às vezes, a urina acabava vazando. Eca!

Com relação às fezes, a agência espacial se manteve satisfeita com o sistema que prendia uma espécie de saco às nádegas dos astronautas. Não havia necessidade de se reinventar a roda, mas o sistema ainda não era perfeito de qualquer maneira.

“Após a defecação, o membro da equipe precisava selar o saco e amassá-lo para misturar um líquido bactericida com o conteúdo para fornecer o grau de estabilização desejado às fezes”, escreveu a NASA no relatório.

“Como essa tarefa era desagradável e exigia uma quantidade excessiva de tempo, comida com poucos resíduos e laxantes eram geralmente servidos antes do lançamento”.

Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades? “Fraldão” da NASA usado pelos astronautas durante caminhadas espaciais (Foto: Smithsonian)

Durante a missão Apollo 10, inclusive, houve um incidente envolvendo um “cocô voador”. De acordo com registros da NASA, o astronauta Tom Stafford pediu: “Me dê um guardanapo, rápido. Há um cocô flutuando no ar”. Seu companheiro John Young se defendeu, negando ser o responsável pelo dejeto. “Eu não fiz isso. Não é um dos meus”, jurou, segundo a transcrição da viagem.

Apenas em 1973, com o lançamento da estação Skylab, a NASA adotou uma espécie de banheiro espacial — ou quase isso. Era, na verdade, uma espécie de buraco na parede, onde os astronautas se aliviavam e puxavam uma descarga que secava as fezes com calor e no vácuo, e aí o excremento podia ser estudado ou jogado no compartimento de lixo da estação.

Chega de Clube do Bolinha. Com a era dos ônibus espaciais, chegou a vez também de as mulheres começarem a ir para o espaço. E, com elas, o sistema de banheiro fica mais complexo, porque a “camisinha” de látex para urinar não atende às necessidades femininas. Era hora de projetar um banheiro espacial de verdade.

Para o xixi, a solução mais simples foi uma espécie de fralda super absorvente. A NASA criou um fraldão parecido com um short para os astronautas, que foi usado durante muito tempo, mas hoje acabou sendo substituído por fraldas geriátricas convencionais — que ao menos são mais baratas.

Mas seguia o problema com o “número 2”. O primeiro banheiro espacial projetado custou US$ 50.000 e foi chamado de Waste Collection System (“sistema de coleta de resíduos”).

Era uma privada com cerca de um quarto o tamanho de um vaso comum, e os astronautas tinham que treinar a mira na Terra antes de se aventurar a fazer seus dejetos no espaço.

“O alinhamento é importante”, explicou Scott Weinstein, professor dos astronautas na arte de fazer cocô no banheiro espacial, conforme você pode conferir no vídeo abaixo:

Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades?

Atualmente, o banheiro da Estação Espacial Internacional (ISS) tem um buraco um pouco mais largo, mais ou menos do tamanho de um prato. Os astronautas fazem não apenas o número 2 lá, como também urinam. As fraldas geriátricas são usadas apenas em caminhadas espaciais do lado de fora da ISS, que duram cerca de 6 horas.

Os desejos da ISS ficam guardados em sacos plásticos, que retornam à Terra em naves de carga e se queimam durante a reentrada na atmosfera. Mas fique tranquilo: não tem como a gente ver essas “estrelas cadentes de cocô” aqui de baixo, então pode continuar fazendo seus pedidos a esses astros — se acreditar nesse tipo de coisa.

Problemas atuais

No começo de 2019, um dos banheiros da ISS teve problemas e vazou 10 litros de água na estação. O módulo, comprado em 2009, faz a reciclagem da urina para transformá-la em água potável para os astronautas. É isso mesmo: eles bebem o próprio xixi — e o dos outros, também.

Até 2009, aliás, a ISS só tinha um banheiro. Houve um episódio em que ele quebrou, e os astronautas só podiam fazer cocô até que fosse consertado, pois apenas o sistema de absorção da urina foi afetado. Esse foi um dos motivos pelos quais a NASA investiu nesse módulo comprado em 2009; o outro era reciclar a urina, mesmo. Veja como funciona o banheiro da ISS no vídeo abaixo:

Como É Que Os Astronautas Fazem As Suas Necessidades?

A ex-astronauta Peggy Wilson, que ficou impressionantes 665 dias na ISS, falou em uma entrevista ao Business Insider sobre o grande problema da vida lá em cima: os dejetos. De acordo com ela, a vida em micro gravidade é ótima, mas o banheiro espacial é um problema.

“Depois que ele começa a ficar cheio, você tem que colocar uma luva de borracha e empacotar tudo”, queixou-se. Atualmente, a ISS já consegue reciclar de 80% a 85% da urina expelida pelos astronautas. A intenção das agências espaciais é tornar esse sistema fechado, reciclando 100% de todos os dejetos — incluindo o cocô.

O futuro dos dejetos espaciais

EM 2016, a NASA lançou um desafio pedindo ajuda para criar um sistema para o caso de missões em que os astronautas ficassem dias presos em seus trajes espaciais. O vencedor foi um sistema que usa uma portinha de acesso na virilha do traje espacial para acoplar sacos ou tubos coletores de resíduos.

Porém, a NASA disse que não estava preparada para o sistema conforme ele foi proposto, apesar de o seu inventor, dr. Thatcher Cardon, ter ficado com o prêmio de US$ 15.000.

A agência está usando alguns aspectos desse sistema para criar um próprio que provavelmente será utilizado nos novos trajes espaciais que farão parte das missões Artemis — que levará homens e, desta vez, mulheres, à superfície da Lua em 2024.

Fonte: NASA, Business Insider

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Como astronautas fazem xixi e cocô na ISS? A Nasa mostrou em vídeo

Antes de voltar para a Terra, o astronauta Chris Cassidy, da Nasa, fez um vídeo (em inglês) a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional, da sigla em inglês) em que responde uma das perguntas mais frequentes feitas a astronautas e a agências espaciais: como é ir ao banheiro no espaço? Ele não só explicou em detalhes o processo como ofereceu num tour pelo banheiro da ISS.

Antes de tudo, banheiro não é só banheiro na estação espacial. O cômodo é chamado WHC, sigla em inglês que significa Compartimento de Higiene e Dejetos (em tradução livre). No vídeo dá para ver que ele é um compartimento fechado por paredes e uma porta —em uma versão que parece com a de um banheiro químico, só que muito mais tecnológica.

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O WHC dá a privacidade necessária ao momento em que os astronautas precisam atender ao chamado da natureza. Ele fica bem ao lado do ginásio da estação, espremido entre a esteira e a máquina de musculação que os astronautas usam para evitar perda de músculo e osso durante longas expedições no espaço.

O banheiro tem ainda um vaso sanitário acoplado a um balde de metal, que coleta os dejetos, e um tubo longo que coleta a urina.

Cassidy conta que a vontade aperta do mesmo jeito que na Terra, tanto para o “número 1” quanto para o “número 2”. “Você só sente que tem que ir, não se sente nada de diferente porque o fluido pode estar flutuando dentro da bexiga. É exatamente a mesma sensação”, conta.

Quando um astronauta precisa ir ao banheiro, ele primeiro deve verificar se o sistema WHC está pronto. Ele só vai estar ok para uso se houver três luzes amarelas em formato de V. Elas garantem que os resíduos líquidos vão para o UPA (algo como unidade processadora de urina, em tradução livre).

Número 1 e número 2

Luzinhas no lugar, o astronauta precisa então pegar a mangueira com um funil na ponta e girar uma válvula para ligar o sistema. Ao fazer isso, a mangueira cria fluxo de ar capaz de sugar, tal qual o aspirador de pó que você tem na sua casa — tem quase o mesmo barulho, inclusive. Para os homens, é só mirar bem no funil e voilá!

O vídeo não deixou muito claro como as astronautas mulheres fazem para fazer xixi no espaço.

“Quer ser um bom tripulante? Se assegure de passar um papel para limpar o excesso, usar um paninho desinfetante ocasionalmente ou com frequência. Depois, basta apenas desligar a válvula [se for só xixi]”, explica o astronauta. Mas se for o número 2, Cassidy diz que é preciso manter a válvula da mangueira aberta.

A pessoa então precisa levantar a tampa do vaso sanitário, sentar da melhor maneira sobre o buraco de cerca de 15 centímetros de diâmetro, que contém um revestimento interno de plástico —lembra os saquinhos para lixeiras. Depois é só deixar a natureza agir.

Terminou de usar? É só jogar o papel higiênico dentro do vaso. É preciso tirar o invólucro que prende o saco e empurrá-lo para dentro do buraco, com a ajuda de um bastão de metal que fica do lado da privada. É o mesmo sistema de sucção que evita que a urina saia do funil; ele também funciona para manter todos os dejetos dentro da privada.

Depois é preciso deixar o banheiro pronto para o próximo “visitante”. Por isso é preciso pegar um novo forro plástico e o esticar ao redor do orifício do vaso. Aí é só fechar a tampa e válvula da mangueira.

NASA pede ajuda para lidar com o cocô dos astronautas

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(Foto: NASA)

É verdade que a NASA tem muitas preocupações, mas uma das mais importantes é com a segurança e o conforto dos astronautas que arriscam suas vidas para fazer com que saibamos um pouco mais sobre o universo.

Por isso, a agência espacial americana lançou um desafio chamado HeroX — apelidado carinhosamente de “Desafio do Cocô Espacial”. A ideia é que inventores sugiram soluções que resolvam o mal cheiroso problema das necessidades fisiológicas dos astronautas. O melhor invento vai ganhar 30 mil dólares como recompensa.

A questão é que, quando estão na Estação Internacional Espacial (ISS), os astronautas contam com um aparelho de sucção a vácuo que coleta a urina e a matéria fecal para despejá-la ou reciclá-la para consumo — sim, o astronauta Scott Kelly, por exemplo, bebeu 730 litros de sua própria urina e suor durante a estadia de 340 dias contínuos na nave.

Até aí tudo bem. Mas, caso aconteça uma ruptura e a nave perca pressão, os astronautas teriam que ser confinados em seus trajes e, claro, teriam que fazer as necessidades na roupa mesmo. Como estão na ISS, eles estariam de volta a Terra em algumas horas. Mas e se o incidente acontecer em uma viagem tripulada a Marte?

Como a NASA planeja, de fato, este tipo de missão nos próximos 20 anos, eles teriam que descobrir um modo de segurança que não faça os astronautas passaram um ano inteiro com as calças cheias de cocô.

Em um vídeo divulgado pela agência, o astronauta Richard Mastracchio explica que a próxima geração de trajes espaciais virá com ar puro, água e nutrientes suficientes para 6 dias ou 144 horas. Mas eles não têm a menor ideia do que fazer com o cocô, o xixi e o sangramento menstrual. Por isso, a NASA vem humildemente pedir ajuda ao público.

Como afirma Mastracchio, a viagem para lugares cada vez mais distantes exigirá soluções criativas para uma série de problemas, a maioria deles muito técnicos e complexos. “Mas alguns destes problems são tão simples quanto ir ao banheiro no espaço. Não é algo glamuroso, mas é necessário para a sobrevivência”.

  • Se tiver alguma ideia que possa ajudar o futuro da colonização espacial, clique aqui. 
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Como um Astronauta vive dentro da ISS?

A vida na terra pode não ser tão ideal, mas e quando estamos far, far away no espaço? Já parou para pensar como um astronauta na Estação Espacial Internacional (ISS) se alimenta? Como faz suas necessidades? Se tem uma cama para ele dormir? Ah, e se está longe no espaço, ainda precisa ir à academia? Intrigante não é mesmo?! Até as tarefas mais básicas da existência podem se tornar desafios no espaço. No texto abaixo, você pode conferir, além das respostas para essas perguntas, muito mais conteúdo sobre o como um astronauta vive na ISS.

A Estação Espacial Internacional

A estação espacial internacional, ou ISS (Internacional Space Station), começou a ser projetada em 1984, pelos Estados Unidos e vários outros países.

Inclusive, a AEB já mandou um módulo brasileiro para a estação! A ISS tem o objetivo de possibilitar a realização de pesquisas, científicas ou comerciais, em ambientes sem gravidade.

Os astronautas embarcados nela são responsáveis por fazer experimentos como o sensoriamento remoto, a análise de recursos naturais e muitos outros. 

A Estação Espacial Internacional (ISS).

Dentro da estação espacial, permanecem de 3 a 6 astronautas por vez, desde o ano de 2000, por períodos de três a sete meses. No entanto, isso não é regra. A americana Peggy Whitson, por exemplo, já passou 534 dias longe da terra! 

Outra curiosidade interessante é que Marcos Pontes, em 2006, se tornou o primeiro astronauta brasileiro na estação! Mas eai? Como todos esses astronautas conseguem ter uma vida tão, tão longe da terra?

O Apoio à Vida na ISS

Para garantir as condições necessárias, a Estação Espacial possui as mais avançadas tecnologias. Essas tecnologias são utilizadas, por exemplo, para a geração de oxigênio, para o controle de pressão e para filtrar os odores que escapam sem querer dos astronautas. 

Outro ponto de fundamental importância é a energia elétrica. Ela é obtida por painéis solares e outros aparelhos, que são responsáveis pela sua geração, pelo seu armazenamento e pela sua distribuição.

Por fim, para o suprimento de água e alimentos, são necessárias algumas missões vindas da Terra a fim de reabastecer a ISS. Mas que alimentos são esses?

O Cardápio na ISS, uma sobremesa por favor

No início da exploração espacial, a alimentação no espaço se resumia a tubos com comida triturada. Mas, atualmente, os astronautas possuem um cardápio bem variado, parecido com a alimentação da Terra. O responsável por isso é a NASA, que, por meio do Laboratório de Sistema de Comida Espacial, desenvolve alimentos que são devidamente desidratados e embalados a vácuo, para não estragarem. 

Um astronauta mostrando como o mel sai da embalagem na ISS.

Antes de comer, os astronautas usam uma câmara de reidratação para devolver a água aos alimentos e depois aquecê-los. Por esse motivo, novas tecnologias de reidratação tiveram de ser desenvolvidas.

Uma delas é um tipo de revestimento, que foi aplicado nos alimento, evitando que eles liberassem migalhas – que podem ser prejudiciais à vida na estação.

Com tudo isso, um cardápio variado pode ser desenvolvido, desde frutas e vegetais até carnes variadas ou camarão, além de algumas sobremesas. 

Dormir flutuando na Estação Espacial Internacional

Um astronauta tirando um cochilo na ISS.

Eventualmente, depois de comer muito e ficar saciado, os astronautas precisam dormir. Mas como será que eles fazem isso? Como a ISS está em órbita da Terra, não há diferença entre dia e noite! Devido ao fato de esse ciclo não ser definido, os astronautas só dormem quando estão realmente cansados. Além disso, como na estação as luzes não se apagam, eles necessitam de utilizar uma máscara nos olhos para dormir. 

No entanto, existe uma grande diferença: na Estação Espacial Internacional (ISS) não há camas, apenas algumas cabines acolchoadas presas a sacos de dormir.

Nesse contexto, devido à falta de gravidade, os astronautas têm que amarrar seus braços, pernas e cabeça nas paredes para não saírem flutuando por aí e acabarem se machucando.

Outro fato curioso, por sua vez, é que, como inexiste gravidade, os astronautas não identificam o que é em cima ou embaixo. Dessa maneira, eles podem estar dormindo de cabeça para baixo sem nem saber!

Deu vontade de ir ao banheiro, e agora?

Depois de uma boa noite, ou dia, de sono, eles precisam fazer algumas necessidades, certo? Para os astronautas usarem o banheiro na ISS, a tecnologia entra em ação para contornar a falta de gravidade. Sendo assim, eles utilizam principalmente uma mangueira de sucção, que permite que os resíduos produzidos possam ser armazenados ou reciclados. 

Dessa forma, para urinar, os astronautas precisam ir até o banheiro e fazer o xixi na mangueira, que está com o mecanismo de sucção ativo.

A mangueira tem a função de captar a urina, visto que, na falta de gravidade, ninguém gostaria do xixi flutuando por aí! Além disso, depois de captado, o líquido pode ser reciclado, por meio do devido processo, e, então, ser utilizado como água potável.

Na hora de fazer o “número 2”, por sua vez, o processo de sucção da mangueira continua o mesmo. Entretanto, ao invés das fezes serem recicladas, ela são armazenadas no devido tanque. Esse tanque, sendo assim, deve ser trocado periodicamente, dependendo do número de astronautas embarcados.

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Higiene Pessoal é de Extrema Importância

Feitas as necessidades, como eles fazem para se limpar? Nesse ponto entra a parte da higiene pessoal, que é fundamental em um ambiente confinado com mais 5 astronautas! Para isso, eles usam uma área específica na Estação Espacial, tanto para tomar banho e para escovar dentes quanto para lavar os cabelos ou fazer a barba. Mas tem um detalhe: eles não utilizam água corrente em torneiras e chuveiros, não sendo possível, então, realmente tomar banho no espaço! 

Uma demonstração do comportamento da água em um ambiente sem gravidade.

Dessa forma, ao invés de molhar o corpo todo e se lavar, eles utilizam apenas toalhas umedecidas, que podem ser reaproveitadas até 3 vezes por dia. Algumas vezes, porém, essas toalhas ficam secas, sendo necessário injetar mais água nelas. Quando acabam de ser utilizadas, elas devem ser coladas na parede da ISS, para que o resto da umidade seja sugada e utilizada para outros fins. 

Além disso, na hora de lavar os cabelos, fazer a barba ou escovar os dentes as atividades são bem parecidas com a maneira com a qual são feitas aqui Terra.

Entretanto, pela falta de pias e torneiras, é preciso utilizar shampoos que não precisam de enxágue, além de uma toalha para limpar o rosto, objeto indispensável para um mochileiro das galáxias. Já na higiene bucal, o processo não é muito diferente do nosso.

Somente no final da escovação, os astronautas precisam engolir o resto da pasta ou cuspir em uma toalha, diferente do que comumente ocorre aqui na superfície.

Tenho que malhar no Espaço?

Tendo essa vida boa fora da terra, não faltaria mais nada, certo? Errado, o exercício físico é de extrema importância. Devido à microgravidade, os astronautas experimentam grandes mudanças físicas e de saúde no espaço.

Isso se explica pelo fato de que, na Terra, nós nos exercitamos constantemente, simplesmente por nos movermos e por estarmos sob o efeito da gravidade. Sem a gravidade atuando nos nossos corpos, dessa maneira, os ossos perdem a densidade mineral e os músculos correm o risco de se atrofiar.

Então, para se manterem saudáveis, os astronautas na ISS têm de fazer atividades físicas regularmente. 

Uma astronauta se exercitando na esteira enquanto trabalha.

Para isso, eles utilizam de máquinas, como a bicicleta ergométrica, a esteira e uma máquina de levantamento de peso, a ARED – um dispositivo avançado de exercício de resistência -, para seus exercícios, que são realizados de seis a sete dias por semana, durante aproximadamente duas horas. 

A utilização do ARED.

Inevitavelmente, cada aparelho foi projetado especialmente para trabalhar no espaço, no ambiente sem gravidade, visto que os astronautas, se utilizassem de equipamento comuns, poderiam sair flutuando por aí e levantar peso não exigiria nenhum esforço!

No caso da bicicleta, por exemplo, que fortalece as pernas, os astronautas têm que se segurar em alças e se apoiar em um encosto para permanecerem parados.

Já na esteira, que também não é uma máquina de corrida comum, eles precisam ser amarrados com cordas, senão flutuariam para longe quando iniciaram o exercício.

O ARED, por sua vez, consiste em dois cilindros ligados a sugadores, que criam a resistência necessária para os astronautas, conseguindo simular levantamentos de peso para qualquer músculo.

Posso entrar na Internet na ISS?

A conexão de internet na estação espacial é de dar inveja de tão rápida! Ela chega a 600 Mbps, tanto de download quanto de upload.

Como a ISS está em órbita baixa da Terra e depende da transmissão de dados para realizar as missões e enviar informações, a comunicação rápida e eficaz é de extrema necessidade para o desenvolvimento tecnológico.

Além disso, esse detalhe permite que a ISS realize novos experimentos que exigem dados mais detalhados e de alta resolução. Inclusive, a internet é tão boa que você pode ver agora uma transmissão ao vivo da estação, apenas clicando aqui.

Desvendando Além da ISS

Vemos que a vida na ISS pode ser muito mais complexa do que a vida na Terra, mas, de certa forma, também muito mais emocionante! Apesar de todas as dificuldades que mostramos, como na alimentação, na exercitação ou na excreção,  diversos avanços científicos e tecnológicos foram realizados por meio da ISS e dos astronautas que passaram por lá. Além disso, esperamos muitas novidades ainda por vir do espaço!

E aí?! Você trocaria um tempo da vida na Terra por um período na ISS? Imagina o quão espetacular pode ser passar por uma experiência dessas.

Caso você tenha alguma outra dúvida sobre a ISS ou sobre como funciona a vida dos astronautas na Estação Espacial Internacional, comenta aqui embaixo que a gente responde! Se você se interessa pelo assunto, e quer ficar por dentro também das mais recentes descobertas e dos mais fascinantes conteúdos da astronomia e da astronáutica, siga o nosso Instagram @gravidadeaerojr e fique a par de tudo e mais um pouco do que acontece no espaço!

Autor: Alberto Romanhol

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Reposta de Manuel Matos Lopes

Olá Sandra,

Viver no Espaço… não é o mesmo que viver na Terra.

No entanto, existem muitas semelhanças já que a vida e a actividade dos astronautas, tal como na Terra implica que ele tenha as mesmas necessidades de se alimentar e descansar e de se manter em boa forma física e mental.

A forma de fazer tudo isto é que tem que ser algumas vezes modificada para se adaptar às condições no Espaço. Uma parte importante, também como acontece aqui na Terra é o trabalho, que como deves imaginar é muito interessante.

O trabalho divide-se em tarefas de observação do Universo e da Terra, na colocação e manutenção de satélites, em realizar experiências científicas, como por exemplo ver como crescem as plantas, como se comportam os líquidos e os materiais e entender como se comporta o corpo humano. Estas experiências tentam entender as diferenças entre o que se passa em Terra e no Espaço. Existem diferenças, porque no espaço não se sente o efeito da força da gravidade e muitas coisas acontecem por isso de maneira diferente.

Outra parte muito importante do trabalho no Espaço diz respeito a cuidar do bom funcionamento das naves espaciais como o Vaivém Espacial ou a Estação Espacial Internacional, sem o que estas não se podem manter no Espaço. É um pouco, como mantermos a casa arrumada e o carro com o motor a funcionar em condições, aqui na Terra.

Aqui na Terra também organizamos mais ou menos o nosso dia-a-dia, com tempo para dormir, comer, trabalhar e divertir-se, mas, no Espaço esta organização tem que ser muito melhor. E melhor porquê? Porque no espaço as tarefas que estão previstas não podem falhar.

Por um lado, porque toda a actividade espacial é muito cara e o tempo tem que ser muito bem aproveitado, e por outro lado, não podem haver falhas nas tarefas de manutenção dos veículos espaciais pois isso pode fazer com que todo o veículo deixe de funcionar, com as consequências que podes imaginar.

O veículo espacial, não é só um meio de transporte, ele suporta a vida dos astronautas que dele dependem. Aqui na Terra se um de nós falhar de vez em quando uma tarefa, não põe em risco o “funcionamento” do nosso planeta a Terra vai continuar a movimentar-se no Universo totalmente insensível a essa pequena falha.

(Mesmo assim é melhor falharmos o menos possível nas nossas tarefas terrenas).

Esta era a resposta curta. Mas, vamos ver melhor as coisas mais simples do dia-a-dia de um astronauta: como respiram, como dormem, como comem, como se divertem, como se mantêm em forma e como trabalham.

COMO SE RESPIRA?

Para respirar é necessário que exista oxigénio dentro dos veículos espaçais. Por exemplo, a bordo da Estação Espacial Internacional, o oxigénio necessário é obtido a partir da água, que é formada por oxigénio e hidrogénio.

Os outros gases provenientes do funcionamento do corpo humano, como o dióxido de carbono produzindo em grande quantidade, são eliminados para o espaço.

A água necessária para consumo e para obter oxigénio é transportada em parte para a Estação, mas uma grande parte é reciclada a partir do vapor de água da transpiração, da urina e da água já utilizada.

  • No vaivém espacial o oxigénio necessário para uma missão, que dura 1 a 2 semanas, é transportado em garrafas.
  • Existem também a bordo, maneiras de produzir oxigénio de recurso, do tipo dos que se usam nas máscaras de emergência dos aviões.
  • HIGIENE DIÁRIA

Na Terra precisamos de tratar da nossa higiene. E os astronautas também, mas, no espaço esta tarefa dá um pouco mais de trabalho. Não existem casas de banho como nós temos em casa. Mas, os astronautas também têm as suas escovas e pastas de dentes, pentes e lâminas de barbear.

O problema é que não há um lavatório e ao lavar os dentes os astronautas têm que usar um lenço para deitar fora a pasta e água de lavagem. Os banhos também são diferentes. Os astronautas usam champôs e sabonetes especiais: não precisam de água para serem tirados. Depois de se lavarem usam uma toalha para os limpar.

Estes champôs e sabonetes são usados nos hospitais, para os doentes que não podem contactar com água.

O QUE VESTIR?

Os astronautas vestem muitos tipos de roupa dependendo daquilo que estão a fazer. Seja num lançamento, a trabalhar dentro da nave espacial ou fora no espaço ou de volta à Terra, as roupas tem que ser confortáveis e proteger.

Por exemplo os astronautas da Estação espacial Internacional escolhem as roupas que querem utilizar vários meses antes de irem para a missão. Geralmente, as roupas chegam à estação num veículo de abastecimento, antes dos próprios astronautas.

Como é caro transportar bagagem para o espaço e não existem máquinas de lavar roupa para poupar água, os astronautas não mudam de roupa tão frequentemente como nós fazemos na Terra. Também se sujam menos porque não têm que sair, a não ser nos passeios fora das naves em que usam os fatos espaciais.

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Normalmente, recebem um par de calções e t-shirt para cada três dias de exercício físico. A roupa de trabalho é mudada cada dez dias, mas a roupa interior e meias são mudadas dia-sim dia-não. Em missões mais curtas como as do vaivém a roupa é mudada mais vezes.

Têm direito a meias de “forro polar” para manter os pés quentes e a um par de sapatos de ténis para as sessões de exercício em bicicleta e ainda duas camisolas.

Nas roupas dos astronautas encontram-se muitos bolsos e fitas de Velcro, para que possam guardar junto a eles os objectos que utilizam. Sem o efeito da gravidade, qualquer objecto deixado livremente acaba por se perder, flutuando, ficando quase sempre preso nas grelhas dos ventiladores da nave.

Quando uma peça de roupa é usada o mais possível é posta num saco para ser descartada. Pouca roupa é trazida de volta para a Terra.

Durante o lançamento e regresso à Terra das naves espaciais os astronautas usam uns fatos especiais. Já viste se calhar aqueles fatos laranja com que se vestem quando vão a caminho do Vaivém Espacial prontos para o lançamento.

Estes fatos mantêm a pressão no corpo do astronauta se houver alguma perda de pressão durante um acidente e mantêm também a temperatura no caso, de por exemplo terem que saltar para a água fria do oceano.

Mas têm mais coisas este fatos: um sistema de oxigénio para a respiração, um sistema de para quedas, um barco salva vidas insuflável, 2 litros de água para beber, sistemas de flutuação e um colete de sobrevivência com um farol que envia um sinal via rádio para localização, um espelho para fazer sinais de luzes, uma faca para cortar os cabos do paraquedas que se podem enrolar, uma pistola, do tamanho de uma caneta, para lançar foguetes luminosos de sinalização, uma tinta para corar a água do mar e uma pistola de fumo, tudo para facilitar a localização do astronauta.

Existem ainda uns fatos para ocasiões muito especiais. Para quando os astronautas têm que sair da protecção da nave espacial e realizar tarefas no exterior. Mesmo no espaço! Chamam-se a estas saídas, Actividades Extra Veiculares, claro.

Normalmente só se fazem estas saídas quando é necessário arranjar qualquer coisa na nave ou num satélite e isto tem que ser feito directamente pelo astronauta no exterior. É uma actividade em que o astronauta corre um risco muito grande ao expor-se ao vazio espacial e à radiação cósmica.

Por isso o tal fatinho para ocasiões especiais, o Fato Espacial, tem que o proteger de todas estas coisas.

É feito de várias camadas de materiais muito resistentes, mantêm a pressão no corpo do astronauta fornece-lhe oxigénio para a respiração e tem pequenos motores a jacto para que o astronauta se possa movimentar estando, no entanto, sempre preso à nave espacial. Tem tudo isto e mesmo assim tem que deixar que o astronauta possa fazer quase todos os seus movimentos, senão não ia conseguir consertar nada.

VAMOS AO TRABALHO

O trabalho divide-se em tarefas de observação do Universo e da Terra, na colocação e manutenção de satélites, em realizar experiências científicas, como por exemplo ver como crescem as plantas, como se comportam os líquidos e os materiais e entender como se comporta o corpo humano. Estas experiências tentam entender as diferenças entre o que se passa em Terra e no Espaço. Existem diferenças, porque no espaço não se sente o efeito da força da gravidade e muitas coisas acontecem por isso de maneira diferente.

Outra parte muito importante do trabalho no Espaço diz respeito a cuidar do bom funcionamento das naves espaciais como o Vaivém Espacial ou a Estação Espacial Internacional, sem o que estas não se podem manter no Espaço. É um pouco, como mantermos a casa arrumada e o carro com o motor a funcionar em condições, aqui na Terra.

A propósito de casa arrumada: esta deve ser a parte menos interessante do trabalho no espaço, mas, tal como nós temos que manter os nosso quartos e casas arrumados e limpos na Terra, os astronautas também têm que limpar as paredes, chão e janelas.

Usam um sabão que mata os germes e usam toalhetes para limpar e lavar coisas, como por exemplo, os garfos, colheres e tabuleiros de refeição. Também têm que se livrar do lixo. Existem 4 caixotes do lixo na nave, forrados com um saco de lixo. Quase como em nossas casas, se reciclarmos o lixo. Três são para o lixo seco e outro para o lixo húmido.

O lixo húmido é qualquer coisa que possa cheirar mal e por isso quando está cheio é fechado e ligado a uma mangueira de extracção que impede que o cheiro se espalhe na nave.

O aspirador é também um instrumento de limpeza muito importante que permite limpar nos sítios mais difíceis mas também recuperar objectos perdidos que flutuaram para locais pouco acessíveis.

O QUE É O ALMOÇO?

Imagina que vais acampar uma semana inteira com vários amigos. Precisas de levar comida suficiente e qualquer coisa para a cozinhar e aquecer e uns garfos, facas e colheres. A comida tem que ser guardada convenientemente e não se pode estragar para não teres que a deitar fora. Depois de acabar o teu acampamento tens que guardar todo o equipamento e deitar fora o lixo de maneira adequada.

Pois os astronautas fazem justamente o mesmo, quando vão para o espaço. A preparação da comida depende do seu tipo. Algumas coisas podem ser comidas na sua forma natural, como as bolachas e a fruta. Outros alimentos precisam que se lhes junte água, como por exemplo os macarrões o queijo ou o esparguete.

Para não pesarem tanto e se conservarem bem, estas coisas são levadas para o espaço sem água (diz-se que estão liofilizadas). Nas naves existe um forno ou um micro-ondas para aquecer a comida.

Mas, não se usam frigoríficos no espaço, para não gastar energia e por isso a comida tem que ser guardada e preparada de maneira a que não se estrague, especialmente nas missões mais longas.

Os astronautas usam condimentos como o ketchup, a mostarda e a maionese. O sal e a pimenta são usados mas em forma líquida, por que é impossível espalhar os sólidos em pó na comida.

Como não caem ficariam espalhados em toda a nave.

Pode imaginar-se o festival constante de espirros, já para não falar nos problemas que podiam causar nos olhos, na contaminação dos equipamentos e no entupimento das condutas de ar.

Os astronautas comem três refeições por dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Os nutricionistas preparam dietas equilibradas com vitaminas e minerais de acordo com as necessidades de cada astronauta.

Eles podem escolher uma grande variedade de alimentos, quase como aqui na Terra: fruta, legumes, frutos secos, manteiga, frango, marisco, doces, bolachas, etc..

E as bebidas podem ser café, chá, sumo de laranja e de outros frutos e gasosa.

DIVERTIMENTO NO ESPAÇO?

Viver no espaço não é só trabalhar, dormir e comer, os astronautas também gostam e precisam de se distrair.

Precisam de um intervalo no seu trabalho e nas suas actividades diárias está previsto tempo para se descontraírem, fazerem exercício e se divertirem. Um passatempo muito comum no espaço é olhar pela janela.

É fascinante ver a Terra de tão alto e observar o nascer e por do Sol que ocorrem cada 45 minutos, quando se está em órbita à roda Terra.

Nas missões mais longas, como as da Estação espacial Internacional, os astronautas tem muitas oportunidades de se divertirem. Como a maior parte das pessoas que trabalham a tempo inteiro, têm folga aos fins-de-semana.

Em qualquer dia têm tempo para ver filmes, ouvir música, ler, jogar às cartas e falar com as suas famílias. Têm uma bicicleta fixa, máquinas de ginásio e outros equipamentos para se manterem em forma.

Como vês podem aproveitar o seu tempo livre de muitas maneiras interessantes.

DORMIR

Depois de um longo dia de trabalho, não há nada como uma boa noite de sono repousante. Tal como na Terra uma pessoa vai para a cama de noite dorme até de manhã e prepara-se novamente para o trabalho.

Mas, há umas pequenas diferenças! No espaço não existe “em cima” e “em baixo” e não se faz sentir o efeito da gravidade. Como tal, os astronautas não sentem o peso e podem dormir em qualquer posição.

No entanto, têm que se prender de alguma maneira a uma parede, a uma cadeira ou a uma cama, tipo saco, dentro de uma cabine de forma a não flutuarem livremente pela nave espacial e chocarem sem querer com alguma coisa.

Por exemplo, na Estação Espacial Internacional só existem actualmente duas pequenas cabines para dormir. Como as tripulações são actualmente de três astronautas o terceiro pode dormir em qualquer sítio, desde que se prenda bem.

Normalmente os astronautas, dormem oito horas no fim de cada dia de missão. Mas, tal como na Terra eles podem acordar a meio da noite para ir à casa de banho ou ficar acordados até mais tarde a olhar pela janela, gozando do maravilhosa vista, como se pode imaginar, a 300 quilómetros de altitude a vista tem que ser deslumbrante.

Durante o período de sono os astronautas sonham e têm pesadelos tal como na Terra e até há quem se queixe de que alguns ressonam.

A excitação de estar no espaço e o enjoo podem perturbar o sono dos astronautas e parece que em geral é preciso dormir menos horas no Espaço do que na Terra.

Dormir nas cabines fechadas também pode perturbar o sono, mas, dormir no num espaço aberto com janelas, como por exemplo na cabine de pilotagem do Vaivém Espacial, também pode complicar a coisa pois o sol nasce de 90 minutos em 90 minuto pois este é o tempo que o Vaivém leva a completar uma volta completa à Terra. O melhor é mesmo usar uma daquelas máscaras para dormir.

Quando chega a hora de despertar o Centro de Controlo da Missão na Terra envia música para despertar a tripulação, ou então… o velho despertador.

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