Como É Que O Professor Pode Recorrer Da Sua Avaliação?

POR: NOVA ESCOLA 01 de Janeiro | 2009 Como É Que O Professor Pode Recorrer Da Sua Avaliação? Crédito: Getty Images

Durante muito tempo, a avaliação foi usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre os bons, os que dão trabalho e os que não têm jeito. A prova bimestral, por exemplo, servia como uma ameaça à turma. Felizmente, esse modelo ficou ultrapassado e, atualmente, a avaliação é vista como uma das mais importantes ferramentas à disposição dos professores para alcançar o principal objetivo da escola: fazer todos os estudantes avançarem. Ou seja, o importante hoje é encontrar caminhos para medir a qualidade do aprendizado da garotada e oferecer alternativas para uma evolução mais segura. Mas como não sofrer com esse aspecto tão importante do dia-a-dia? Antes de mais nada, é preciso ter em mente que não há certo ou errado, porém elementos que melhor se adaptam a cada situação didática. Observar, aplicar provas, solicitar redações e anotar o desempenho dos alunos durante um seminário são apenas alguns dos jeitos de avaliar. E todos podem ser usados em sala de aula, conforme a intenção do trabalho. Os especialistas, aliás, dizem que o ideal é mesclá-los, adaptando-os não apenas aos objetivos do educador mas também às necessidades de cada turma. “A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino”, resume Mere Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de avaliar os estudantes, como explica Mere. “Felizmente, existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática tradicional. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há um foco no individual e no coletivo. Mas é preciso levar em consideração que os dois protagonistas são o professor e o aluno – o primeiro tem de identificar exatamente o que quer e o segundo, se colocar como parceiro.” É por isso, diz ela, que a negociação adquire importância ainda maior. Em outras palavras, discutir os critérios de avaliação de forma coletiva sempre ajuda a obter resultados melhores para todos. “Cabe ao professor listar os conteúdos realmente importantes, informá-los aos alunos e evitar mudanças sem necessidade”, completa Léa Depresbiteris, especialista em Tecnologia Educacional e Psicologia Escolar.

Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve três passos: 

  • Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
  • Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
  • Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).

“Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando”, afirma Luckesi. Ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado. Não adianta exigir que um grupo não orientado sobre a apresentação de seminários se saia bem nesse modelo.

E é inviável exigir que a garotada realize uma pesquisa (na biblioteca ou na internet) se você não mostrar como fazer. Da mesma forma, ao escolher o circo como tema, é preciso encontrar formas eficazes de abordá-lo se não houver trupes na cidade e as crianças nunca tiverem visto um espetáculo circense.

Mere destaca ainda que a avaliação sempre esteve relacionada com o poder, na medida em que oferece ao professor a possibilidade de controlar a turma. “No modelo tecnicista, que privilegia a atribuição de notas e a classificação dos estudantes, ela é ameaçadora, uma arma. Vira instrumento de poder e dominação, capaz de despertar o medo.

” O fato, segundo ela, é que muitos educadores viveram esse tipo de experiência ao frequentar a escola e, por isso, alguns têm dificuldade para agir de outra forma.

Para Mere, essa marca negativa da avaliação vem sendo modificada à medida que melhora a formação docente e o professor passa a ver mais sentido em novos modelos. Só assim o fracasso dos jovens deixa de ser encarado como uma deficiência e se torna um desafio para quem não aceita deixar ninguém para trás.

Observar, anotar, replanejar, envolver todos os alunos nas atividades de classe, fazer uma avaliação precisa e abrangente. E agora, o que fazer com os resultados? Segundo os especialistas, a avaliação interessa a quatro públicos:

  • ao aluno, que tem o direito de conhecer o próprio processo de aprendizagem para se empenhar na superação das necessidades;
  • aos pais, corresponsáveis pela Educação dos filhos e por parte significativa dos estímulos que eles recebem;
  • ao professor, que precisa constantemente avaliar a própria prática de sala de aula;
  • à equipe docente, que deve garantir continuidade e coerência no percurso escolar de todos os estudantes.

Cipriano Luckesi diz que, “enquanto é avaliado, o educando expõe sua capacidade de raciocinar”. Essa é a razão pela qual todas as atividades avaliadas devem ser devolvidas aos autores com os respectivos comentários.

Cuidado, porém, com o uso da caneta vermelha. Especialistas argumentam que ela pode constranger a garotada. Da mesma forma, encher o trabalho de anotações pode significar desrespeito. Tente ser discreto.

Faça as considerações à parte ou use lápis, ok?

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Avaliação Interna e Avaliação externa

Por Carine Amorim em Julho 17, 2020

Confira o que é avaliação interna e externa, como aplicar e de que forma elas contribuem para a aprendizagem dos nossos alunos.

As avaliações fazem parte do processo de ensino-aprendizagem por permitir ao professor percepções que orientam as suas aulas, como os seus alunos estão aprendendo e se estão alcançando os objetivos previamente definidos.

No Brasil, geralmente os educadores lançam mão de provas. Entretanto o papel dela, vem passando por significativas mudanças dentro do nosso sistema de ensino, sendo questionadas pelos próprios educadores para ter uma funcionalidade mais efetiva.

Nesse contexto, iremos abordar os dois tipos de avaliação que estão presentes no nosso sistema educacional, sendo eles a avaliação interna e avaliação externa que são fundamentais para promover o planejamento e as discussões de ações no processo de aprendizagem.

Boa leitura!

Avaliação Interna

  • A Avaliação Interna  é praticada pelo professor em sala de aula com o intuito de verificar a aprendizagem dos seus alunos, podendo, por este motivo, ser muitas vezes definida como Avaliação da Aprendizagem.
  • Ela acontece conforme o planejamento escolar e o modo como ela se realiza é múltiplo, pois o professor pode recorrer a tipos de avaliação e a diferentes instrumentos avaliativos para tornar o processo mais efetivo com equidade, respeitando a aprendizagem de cada aluno.
  • Entre os diferentes instrumentos avaliativos da avaliação interna, temos: 
  • Registro das atividades pedagógicas realizadas
  • Observação dos alunos nas aulas (anotação da sua participação nas atividades)
  • Debate entre os alunos
  • Trabalho em grupo
  • Autovaliação
  • Provas e testes
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É interessante avaliar de diferentes maneiras e compreender quais instrumentos de avaliação fazem mais sentido para sua turma, pois cada turma tem a sua necessidade.

Dica:

Não se esqueça que a avaliação interna pode ser feita durante TODO o ano letivo, e não apenas no final com o uso de provas e notas.

Benefícios:

  • Permite a possibilidade de verificar o andamento do aprendizado do aluno e buscar métodos para impulsionar o seu desenvolvimento.
  • Possibilita aos professores usar instrumentos para estimular a participação ativa na aprendizagem de cada um dos alunos.
  • Se utilizado itens avaliativos eficazes, pode tornar o processo de avaliação interna com mais equidade, respeitando a individualidade de cada aluno.
  • Ajuda a identificar se os estudantes conseguiram atingir as metas definidas. 
  • Fornece informações para ajudar os professores a avançar em suas práticas pedagógicas, trazendo novos direcionamentos para que os objetivos sejam atingidos. 

Avaliação Externa

Conhecida como avaliação de desempenho, é realizada por agente externo à escola, geralmente aplicada em larga escala. É uma ferramenta que fornece elementos para a formulação e o monitoramento de políticas públicas, bem como o redirecionamento de práticas pedagógicas.

As avaliações externas têm como característica uma matriz de avaliação e o emprego de provas padronizadas, que permitem  o cumprimento do direito à aprendizagem e a interpretação dos resultados para efetuar comparação entre redes e escolas.

Entre as provas padronizadas, temos:

A consolidação de uma cultura das avaliações externas, tem como objetivo medir a qualidade do ensino, sendo  uma das principais conquistas da área educacional dos últimos 20 anos. 

Pois a análise dos resultados das avaliações possibilitam a criação de um painel da Educação no país, ferramenta fundamental na elaboração de políticas públicas para a área. 

Além de permitir verificar às secretarias e escolas, traçar um diagnóstico de suas redes e desenvolver estratégias para o enfrentamento dos problemas que estejam afetando o desempenho dos estudantes. Além do reconhecimento e premiações que as escolas mais bem avaliadas ganham.

Benefícios:

  • Contribuem para definir qual o direito de aprendizagem básico que todo aluno deve ter;
  • Promove uma avaliação mais ampla e significativa;
  • Possibilita melhorias ao longo do ano, visto que esses dados dão ao professor a capacidade de identificar deficiências e promover ações para solucioná-las.
  • Ferramenta fundamental na elaboração de políticas públicas para a área. 

Como entender e analisar os resultados da avaliação interna e avaliação externa? 

  1. Nas últimas duas décadas as avaliações de larga escala têm ganhado força no cenário da educação brasileira.

  2. Entretanto, ainda é um grande desafio para os gestores e professores utilizarem na prática os resultados das avaliações de forma geral – tanto de larga escala quanto aquelas realizadas pela própria escola.  
  3. Mas, afinal, por que isso acontece? 

“Falta formação.

A informação até existe, mas a grande dificuldade é saber se apropriar e trabalhar com esses dados de diferentes maneiras” segundo um estudo realizado pela Fundação Carlos Chagas e Fundação Itaú Social. 

São muitas as perguntas que surgem após o diagnóstico feito com base nesses resultados. Onde melhoramos e quais práticas permitiriam isso? Como mudar os pontos em que não houve avanço? Precisamos dar mais atenção à formação dos docentes? Criar grupos de apoio aos alunos com dificuldades?

Com o intuito de ajudá-los com essas questões, separamos algumas dicas:

  • Para avaliar as condições de aprendizagem dos seus alunos e o trabalho feito com defasagens do aprendizado, reflita sobre dados, como:

Vocês dão atenção individual aqueles alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem? Oferece oportunidades especiais (como lições extras, grupos de reforço? Busca compreender as causas das notas baixas e reprovações? Você avalia seu aluno durante todo o período letivo?

  • A avaliação externa não acompanha o aluno individualmente. Daí ser essencial a avaliação interna, que permite saber o desempenho de cada um, e também analisar as práticas pedagógicas e as condições gerais da escola. 
  • Pesquise sobre os pressupostos e objetivos das Avaliações Externas, bem como o potencial de uso dos resultados obtidos pelos alunos como complemento e desenvolvimento do trabalho pedagógico.

Conclusão: 

É importante que os professores estabeleçam as relações entre os indicadores educacionais obtidos nas avaliações externas e o desempenho apresentado pelos estudantes no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, nas avaliações internas.

“A avaliação necessita integrar-se ao processo de transformação de ensino- aprendizagem e contribuir, desse modo, para o processo de transformação do educando.” Viana (2005) 

É a articulação de todas essas informações que darão um retrato completo para os professores melhorarem o processo de ensino de cada aluno.

Nós da Jovens Gênios esperamos que vocês tenham  gostado desse artigo, e caso queiram aprofundar seus conhecimentos sobre processos avaliativos, baixe nosso e-book “como avaliar seus alunos” 

Como É Que O Professor Pode Recorrer Da Sua Avaliação?

Relato de uma Avaliação de Desempenho

Boa tarde

Acabei de tomar conhecimento da minha classificação da avaliação de desempenho.

Não tenho qualquer reclamação a fazer a quem diretamente me avaliou que, julgo eu, ficou tão chocado como eu quando se apercebeu dos resultados. Tive uma classificação de 9,6 que se traduziu numa menção de BOM!

Na anterior avaliação obtive a menção Excelente, com uma classificação (quantitativa) até um pouco abaixo desta.

O que é que se alterou?

Eu até admitia esta menção de BOM se existissem muitos colegas com classificações superiores. Não foi esse o caso!

A causa foram os percentis!

O que se passou é que na avaliação anterior eu era apenas uma professora empenhada. Nesta avaliação continuei a ser uma professora ainda mais empenhada… Tão empenhada que fui nomeada coordenadora de departamento e, azar dos azares, se por milagre fossemos descongelados para o próximo ano, eu mudaria de escalão, logo fui obrigatoriamente avaliada.

  • Assim, além de todo o trabalho que sempre fiz como professora (apenas e só professora) e que me valeu a anterior menção de EXCELENTE:
  • – tive todo o trabalho extra como coordenadora de um grande departamento, função que tentei desempenhar com empenho total, conforme ficou traduzido na avaliação quantitativa;
  • – foi-me imposta a tarefa acrescida de avaliar três colegas.
  • – vou entrar oficialmente de férias e continuo a trabalhar, porque nunca fui de deixar tarefas por acabar e ainda há muito que fazer na escola.
  • Qual o resultado de tanto empenho e esforço?
  • Como no meu universo (coordenadores avaliados) somos apenas 2 professoras (igualmente competentes), não tenho acesso ao Excelente e ao Muito Bom!

Nem sequer faço questão de obter estas menções! Faço o meu trabalho como sempre fiz, mesmo quando esta avaliação não existia.

  1. O que me revolta as entranhas é ser permitido tornar legal tamanha injustiça.
  2. Como é possível?
  3. – De que serviram as aulas assistidas (e que fui obrigada a ter, pois vou para o 3º escalão)?
  4. Tenho a mesma menção que aqueles que as não tiveram.
  5. – De que serviu ser empenhada e competente?
  6. Fui nomeada coordenadora  e tive mais do dobro do trabalho, do desgaste ao longo do ano e das responsabilidades, para além de ter que avaliar colegas usando um modelo com o qual sempre descordei.
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Pior ainda… fui esta semana novamente eleita pelos colegas de departamento para continuar a desempenhar o cargo de coordenadora. Já viram o azar?

  • Por este andar nunca mais terei uma menção superior a Bom!
  • Tenho que ser sincera: apesar do trabalho extra que implica, não deixei de sentir satisfação pelo reconhecimento de que até tinha feito um bom trabalho quando os colegas me escolheram novamente.
  • Mas agora, chego à conclusão que fiz tudo errado.
  • No próximo ciclo avaliativo:
  • – Não vale a pena ter aulas assistidas;
  • – Dou as minhas aulas e chega; dedico mais tempo à família.
  • – Ser coordenadora de departamento nem pensar – há que mostrar uma boa dose de incompetência para não me elegerem novamente.

Não estou, de modo algum, a querer dizer que sou melhor do que muitos dos outros colegas. Não é disso que se trata. Como disse atrás, não é a menção em si que me revolta, é a injustiça dum processo, que todos reconhecem.

Volto a frisar que não tenho qualquer reclamação a fazer relativamente a quem me avaliou nem queixar-me de falta de reconhecimento pelo meu trabalho, pelo contrário. Simplesmente foi obrigado a aplicar a lei.

Mesmo na minha escola, não sou o único caso. E quantos mais haverá…

Além da outra colega coordenadora que também foi avaliada, e que está no mesmo pacote que eu, dou outro exemplo:

– uma “simples professora” avaliada este ano, uma única, teve a pouca sorte de nomeada avaliadora e… o seu universo mudou por completo! Ao ser nomeada deixou de estar num universo de 26 professores (com a possibilidade de vários Muito Bom e Excelente) para passar a um universo solitário donde só ela faz parte e… puff! Muito Bom e Excelente não são mais que uma miragem!

  1. Não sei qual foi a classificação que obteve, nem interessa, pois nunca passará do Bom, embora possa merece-lo muito mais do que outros.
  2. Já viram como os azares acontecem?
  3. Podia ter sido outra professora nomeada… mas foi ela (será por ser competente?)
  4. Podiam existir várias avaliadoras a ser também avaliadas este ano… e as possibilidades de uma menção melhor era possível.
  5. E até havia várias, éramos 3… mas duas tivemos o azar de ser nomeadas coordenadoras (será que também tem qualquer relação com competência?)
  6. Podia precisar de ser avaliada noutro ano, em que maior número de professores avaliadores fosse avaliado… até porque vamos continuar congelados!

É esta a avaliação de professores que queremos? Ao sabor da sorte e do azar e não do verdadeiro valor que cada um tem?

Não sou sindicalizada nem nunca o fui, mas disse sempre NÃO a este modelo de avaliação e tentei combatê-lo até onde foi possível. Fiz as greves, fui às manifestações…

E vi, incrédula, professores e sindicatos a ceder! Ainda me custa acreditar como é que uma atrocidade destas se tornou real…legal!

Isto é igualdade de direitos? Onde que não a vejo?

Desculpem este texto tão extenso, talvez confuso, eu sei! É um desabafo que não consigo conter e tão turbulento que as ideias se confundem e as palavras se atropelam.

Escrevo para os autores dos blogs que mais consultámos (ao minuto) durante o período da greve às avaliações e que muito nos ajudaram a manter uma coesão que, pela primeira vez, me deixou um pouco orgulhosa da classe dos professores. Foram um permanente veículo de informação atualizada e foram a voz de muitos de nós, dando-nos a força necessária para continuar.

Assim, e porque não sei a quem mais me dirigir que o faça melhor que vós, peço-vos: tentem divulgar e alertar para estas injustiças que diariamente se praticam em nome da lei, contrariamente à consciência daqueles que nas escolas as têm que aplicar.

Para que muitos questionem: Como é isto possível? Como nos deixámos chegar a este ponto?

  • Creio que qualquer um que pare um pouco para refletir só poderá chegar a uma conclusão:
  • Isto tem que mudar!
  • Desabafo de uma professora num universo “com muito azar”

Avaliação do desenvolvimento da aprendizagem – Geekie

A avaliação faz parte do processo de ensino e aprendizagem há muito tempo. Embora usada ao longo do tempo como mecanismo de classificação, segmentação e organização do ensino (Luckesi, 1995), o papel dela, hoje, passou por significativas mudanças.

Dizer que a avaliação é parte e não fim do processo é sempre importante.

Logo, em tempos de aprendizagem a distância, é importante que o professor ou a professora não abram mão deste recurso que traz dados e evidências para a continuidade e/ou replanejamento e reorientação das práticas pedagógicas.

No movimento de inovação educacional que ocorre nas últimas décadas, a tecnologia assumiu papel importante para aproximar o processo de ensino e aprendizagem do(a) estudante do século XXI.

Com linguagem e forma mais próximas das experiências, necessidades e visão de mundo desses estudantes, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) vieram para potencializar e facilitar o trabalho docente.

Neste sentido, o ensino híbrido se torna cada vez mais relevante para as escolas, e a renovação de um modelo tradicional de ensino começa a ser revisado para abrir caminho a uma aprendizagem mais significativa e conectada com os(as) estudantes nativos digitais. Todo este contexto se fortalece neste momento de distanciamento e isolamento social provocado pelo coronavírus. 

Este texto é uma adaptação de um dos capítulos do material “Avaliação com o Geekie One”, elaborado em parceria com Carolina Brant e João Victor Rosa, designers pedagógicos do Geekie One.

A avaliação formativa no contexto de aulas remotas

A avaliação do desenvolvimento da aprendizagem é aquela feita a partir das evidências coletadas durante o processo educativo que possibilitam uma análise da evolução da aprendizagem do(a) aluno(a) e direcionam a ação docente. Essa avaliação é importante para verificar o esforço e o progresso do(a) estudante durante as aulas. 

Esse tipo específico de avaliação concentra-se no progresso da aprendizagem de nossos(as) alunos(as).

Por meio dela, o professor ou a professora devem fornecer devolutivas claras e orientadas ao objetivo que os(as) estimula a tomar as ações necessárias para desenvolver a sua compreensão e também a monitorar seu crescimento.

Quando documentamos o aprendizado dos(as) estudantes por meio da avaliação formativa, focamos no próprio processo de aprendizado, capturando os eventos, as perguntas, as conversas e os atos que promovem o aprendizado ao longo do tempo (Ritchhart, Creating Cultures of Thinking, 2015).

Os dois principais benefícios do uso da avaliação do desenvolvimento da aprendizagem são:

  • Permite oportunidades significativas para os(as) docentes e os(as) estudantes autoavaliarem sua aprendizagem.
  • Ver as tendências, os padrões e o crescimento ao longo do tempo.
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Saiba mais: Avaliação formativa: mais do que um instrumento, uma concepção.

Como a avaliação de desenvolvimento ocorre no ensino a distância? 

Em relação à aprendizagem a distância, o conceito de avaliação do desenvolvimento da aprendizagem permanece o mesmo.

No entanto, de que forma ela é aplicada pode diferir, pois evidências como a leitura dos registros nos cadernos não são mais viáveis.

Além disso, como muitos momentos são assíncronos, o professor ou a professora precisam de apoio de ferramentas para manter o acompanhamento dos trabalhos dos(as) estudantes.

Resultado de entrega e desempenho da turma nas atividades

Tipos de avaliação da aprendizagem: quais são os principais?

Existem alguns tipos de avaliação da aprendizagem que são alternativas para os indicadores tradicionais, identificando como o desenvolvimento dos alunos está sendo construído. Eles oferecem à escola uma visão ampla do processo de ensino como um todo, fornecendo dados que podem ajudar a orientar o aprendizado.

No entanto, a aplicação de exames exige conhecimento e preparo técnico da gestão escolar, que deve realizar uma reflexão crítica sobre os resultados da prática pedagógica. Com isso, é possível indicar quais são as principais dificuldades e, também, os avanços apresentados pelos alunos.

Nesse contexto, falaremos sobre os tipos de avaliação da aprendizagem mais utilizados e sua importância no aperfeiçoamento do ensino. Confira a seguir!

Qual é a importância da avaliação no processo de ensino?

Quando se fala em avaliação, grande parte das pessoas associa a ideia com a realização de provas e notas. Porém, tais aspectos não devem ser os únicos parâmetros de análise do desempenho educativo, até porque a avaliação abarca o processo de aprendizagem de forma integral.

O maior objetivo, portanto, é fazer um diagnóstico detalhado sobre o nível atual de rendimento dos estudantes para que, a partir disso, atividades, metodologias e práticas possam ser implementadas de acordo com as principais necessidades apresentadas pelos discentes.

Com isso, a tendência é os elementos de avaliação serem ferramentas de motivação em busca de resultados mais positivos para a instituição de ensino e seus alunos. Sendo assim, os professores devem buscar por abordagens que contemplem métodos didáticos mais adequados a cada disciplina e seus conteúdos, objetivando maior crescimento e avanço escolar.

A avaliação da aprendizagem deve fornecer informações precisas sobre o processo pedagógico, permitindo aos docentes definir mudanças ou alterações no projeto educativo, a fim de garantir que a educação ocorra de forma justa, igualitária e democrática. Portanto, a ferramenta deve verificar o que foi transmitido e se os objetivos propostos pelo currículo foram devidamente conduzidos e atingidos.

Quais são os principais tipos de avaliação da aprendizagem?

Hoje em dia, avaliar significa recorrer a diversos instrumentos para que o ensino seja compreendido em todo o seu potencial. O mais importante é a escola encontrar caminhos para medir a qualidade do aprendizado dos discentes e oferecer, ao mesmo tempo, alternativas capazes de obter um avanço mais seguro e significativo.

Observar, aplicar exames, solicitar atividades e ter uma anotação do desempenho de cada estudante são apenas algumas das opções de avaliação. Todos podem ser utilizados em sala de aula, conforme os objetivos e as necessidades da turma, permitindo orientar da melhor forma a metodologia para que apresente melhorias no processo de ensino.

O educador deve identificar exatamente o que os alunos mais precisam, colocando-se como um parceiro para ajudar a atingir resultados mais positivos. Assim, as decisões relacionadas à prática pedagógica, como a formação docente, pode passar a funcionar em novos modelos a fim de que o ensino em sala de aula seja aperfeiçoado e coerente com os objetivos da comunidade escolar.

A seguir, veja quais são os principais tipos de avaliação da aprendizagem e os critérios utilizados para a realização da análise na instituição de ensino.

Autoavaliação

A autoavaliação funciona para que o estudante possa refletir e descrever quais foram as dificuldades encontradas em determinado assunto e como ele se comportou diante dos desafios. A medida visa, sobretudo, colocar o discente como protagonista do seu próprio processo de apreensão do conhecimento, gerando uma postura mais autônoma e curiosa diante dos conteúdos apresentados.

Com isso, o professor tem a chance de melhorar sua didática e atender às demandas educativas específicas de cada turma. Isso porque, a autoavaliação ajuda o docente a identificar os pontos fracos e encontrar soluções mais rapidamente, para que haja a possibilidade de avanço e progressão escolar.

Avaliação diagnóstica

A avaliação diagnóstica também auxilia os educadores a detectarem e verificarem se os conteúdos e as disciplinas estão atingindo os objetivos propostos. Assim, o método é um verdadeiro suporte para o planejamento do processo de ensino, e o ideal é aplicá-lo no início do ano letivo, de modo que todo o período de aulas seja contemplado.

Dessa forma, por meio do diagnóstico, é possível elaborar ações que atendam às necessidades dos alunos. O professor pode, por exemplo, fazer entrevistas, aplicar exercícios, questionários e perguntas para ter uma avaliação mais abrangente e detalhada da situação de aprendizagem.

Avaliação somativa

Nesse tipo de avaliação de aprendizagem, as notas e os conceitos são atribuídos com o intuito de promover alguns estudantes para outra classe ou curso. Geralmente, ela é aplicada em cada bimestre, podendo ser feita por meio de provas ou trabalhos, que avaliam quantos conteúdos os alunos conseguiram absorver.

Sendo assim, a avaliação somativa abrange todo o conteúdo visto ao longo do ano escolar, servindo como um indicador prévio do que foi alcançado e quais aspectos ainda são desafiadores para a escola. No entanto, o educador precisa ter clareza de todas as etapas do processo de ensino para que a avaliação seja feita de forma integrada.

Avaliação ipsativa

Por fim, a avaliação ipsativa mede a performance de cada aluno em relação ao desempenho obtido no passado. Portanto, o método permite comparar os resultados atuais com os que já foram registrados anteriormente, evitando que ocorra comparações entre a turma.

Para isso, é fundamental considerar as circunstâncias, o contexto, o esforço e o progresso atingido em um determinado período. Tudo isso contribui para uma autovalorização e melhoria de determinados pontos no processo de apreensão do conhecimento.

  • Agora que você já sabe quais são os tipos de avaliação da aprendizagem mais utilizados, o próximo passo é escolher por uma instituição de ensino que tenha como intuito o aperfeiçoamento do desempenho estudantil.
  • O Colégio Arnaldo, por exemplo, conta com um sistema de avaliação que preza pelo respeito e pela ética nas relações com a comunidade escolar, tendo o compromisso de atuar para a transformação dos alunos de maneira transparente e comprometida aos resultados.
  • Portanto, se você deseja conhecer mais sobre as vantagens que o Colégio Arnaldo oferece, entre em contato agora mesmo com a nossa equipe educativa!

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