Como É Que É Como É Que É?

Compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material muito rico em nutrientes e fértil.

A prática ainda faz bem para a saúde. De acordo com um estudo, o contato com uma bactéria presente no húmus funciona como um antidepressivo, diminui alergias, dor e náusea.

  • Húmus: o que é e quais são suas funções para o solo

A compostagem ajuda na redução das sobras de alimentos, tornando-se uma solução fácil para reciclar os resíduos gerados em nossa residência. Confira o vídeo acima, do Canal do Portal eCycle do YouTube, para entender, de forma bem resumida, o que é compostagem. Se curtir, inscreva-se no canal! Confira abaixo mais detalhes de como ocorre a compostagem e como realizá-la.

Como fazer compostagem?

A compostagem do lixo acontece em fases, sendo elas muito distintas umas das outras.

Fases da compostagem

1ª) Fase mesofílica:

Nessa fase da compostagem, os fungos e as bactérias mesófilas (ativas a temperaturas próximas da temperatura ambiente), começam a se proliferar na matéria orgânica aglomerada na composteira, fazendo a decomposição do lixo orgânico. Primeiro são metabolizadas as moléculas mais simples. Nessa fase, as temperaturas são moderadas (cerca de 40°C) e dura em torno de 15 dias.

2ª) Fase termofílica:

É a fase mais longa da compostagem, podendo se estender por até dois meses, dependendo das características do material que está sendo compostado.

Nessa fase, entram em cena os fungos e bactérias denominados de termófilos, que são capazes de sobreviver a temperaturas entre 65°C e 70°C, à influência da maior disponibilidade de oxigênio – promovida pelo revolvimento da pilha inicial.

A degradação das moléculas mais complexas e a alta temperatura ajudam na eliminação de agentes patógenos.

3ª) Fase da maturação:

É a última fase do processo de compostagem, podendo durar até dois meses. Nessa fase da compostagem, há a diminuição da atividade microbiana, da temperatura (até se aproximar da temperatura ambiente) e da acidez.

É um período de estabilização que produz um composto maturado.

A maturidade do composto ocorre quando a decomposição microbiológica se completa e a matéria orgânica é transformada em húmus, livre de toxicidade, metais pesados e patógenos.

O húmus é um material estável, rico em nutrientes e minerais, que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas, como adubo orgânico, devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

  • Agricultura urbana orgânica: entenda por que é uma boa ideia

História da compostagem

A compostagem orgânica não é uma prática nova, mas está ganhando popularidade ao passo que há uma tendência maior de preocupação com a sustentabilidade. Há muito tempo agricultores já utilizavam o método de reciclagem do lixo doméstico para obtenção de adubo orgânico.

No oriente médio, principalmente na China, a compostagem vem sendo aplicada há séculos. Já no ocidente, ficou conhecida em 1920, a partir dos primeiros experimentos de Sir Albert Howard.

O Inglês Howard era considerado um dos propulsores da compostagem doméstica na província Indiana de Indore, onde tentou efetuar a compostagem com resíduos de uma só natureza e concluiu que era necessário misturar diversos tipos.

Também na Europa, a técnica era usada durante os séculos XVIII e XIX pelos agricultores que transportavam os seus produtos para as cidades em crescimento e, em troca, regressavam às suas terras com os resíduos sólidos urbanos das cidades para utilizá-los como corretivos orgânicos do solo. Assim, os resíduos eram quase completamente reciclados por meio da compostagem e da agricultura.

Com a expansão das áreas urbanas, o aumento populacional e do consumo, houve mudanças na qualidade dos resíduos sólidos, que acabaram tornando-se cada vez mais inadequados para o processo de compostagem de lixo. Logo, a técnica perdeu popularidade.

Entretanto, nos dias de hoje, com a pressão para a utilização de métodos direcionados para a preservação do meio ambiente, há um novo interesse em compostagem de restos de comida em casa como uma solução para a redução do volume de lixo que é encaminhado para aterros e lixões todos os dias.

Esse hábito ainda pode fornecer uma opção saudável de adubo orgânico para plantas e hortas. Com isso, cada vez mais pessoas querem colocar a mão na massa e fazer a sua própria compostagem, mas muitas não sabem por onde começar.

O que é uma composteira?

Como É Que É Como É Que É? Imagem: Morada da Floresta/divulgação

  • Compostagem doméstica: como fazer e benefícios

A composteira nada mais é do que o lugar (ou a estrutura) próprio para o depósito e compostagem do material orgânico, onde o lixo orgânico será transformado em húmus.

A composteira pode assumir diversos formatos e tamanhos – isso depende do volume de matéria orgânica que é produzida e também do espaço livre disponível para sua alocação, mas todas têm a mesma finalidade. Como É Que É Como É Que É? Imagem: Morada da Floresta/divulgação

  • Humi: a composteira doméstica que une estilo e praticidade

As composteiras podem ser instaladas em casas e apartamentos e podemos encontrar tipos que contemplam, além da questão do tamanho, também a questão de preço e custo, sendo que, de qualquer forma, a compostagem caseira é uma ótima iniciativa (para saber qual tipo de composteira melhor se adequa às suas necessidades, dê uma olhada na matéria: “Como escolher o melhor tipo de composteira doméstica?”).

Minhocas na compostagem

Composteira automática

A compostagem também pode ser feita por meio da composteira automática, que envolve maior praticidade, pois a decomposição é mais rápida e, ao em vez de minhocas, utiliza-se poderosos micro-organismos patenteados (dentre eles, o Acidulo TM), capazes de se multiplicarem em altas temperaturas, alta salinidade e acidez, saiba mais sobre esse tema lendo a matéria “Composteiras automáticas trazem agilidade e eficiência no reaproveitamento de resíduos domésticos”. Com isso, é possível inserir alimentos ácidos, carne, ossos, espinhas de peixe, frutos do mar, ao contrário da compostagem com minhocas, ou vermicompostagem. Nessa última, também não se recomenda a deposição em excesso de gorduras e laticínios, pois retardam a decomposição. Também existem resíduos que não vão para nenhum dos tipos de composteira, porém devemos destinar corretamente. Para saber mais a respeito, dê uma olhada na matéria: “O que pode colocar na composteira?”.

Leia também:  Como Pegar Um Gato Que Fugiu?

Ao identificar o melhor tipo de processo (compostagem ou vermicompostagem) e de composteira para a casa, família e orçamento, muitas pessoas ainda têm uma dúvida: se a composteira caseira é higiênica.

Essa dúvida é recorrente devido existência de chorume e pela necessidade de lidar com restos de alimentos que podem exalar mau odor e atrair animais. O fato de haver minhocas nas composteiras também assusta.

Mas esse receio não tem muito fundamento como mostra a matéria “Entrevista: composteira caseira é higiênica” com Cesar Danna, do site de soluções para resíduos orgânicos Minhocasa.

Fatores que influenciam na geração e na qualidade do composto

São muitos os fatores que podem influenciar na quantidade e qualidade dos compostos gerados durante a compostagem, os principais são os seguintes:

Organismos:

A transformação da matéria orgânica bruta para húmus é um processo, basicamente, microbiológico, operado principalmente por fungos e bactérias, que, durante as fases da compostagem, alternam espécies de micro-organismos envolvidos. Também há a colaboração da macro e mesofauna, como minhocas, formigas, besouros e ácaros, durante o processo de decomposição;

Temperatura:

Um dos fatores de grande importância no processo de compostagem.

Esse processo de decomposição da matéria orgânica por micro-organismos se relaciona diretamente à temperatura, por meio de micro-organismos que produzem o calor, pela metabolização da matéria orgânica, estando a temperatura relacionada a vários fatores, como materiais ricos em proteínas, baixa relação carbono/nitrogênio, umidade e outros.

Materiais moídos e peneirados, com granulometria mais fina e maior homogeneidade, originam uma melhor distribuição de temperatura e menor perda de calor. Veja mais detalhes na matéria “Condições básicas para manutenção da composteira: temperatura e umidade”.

Umidade:

A presença de água é fundamental para o bom desenvolvimento do processo, pois a umidade garante a atividade microbiológica, isso se deve porque, entre outros fatores, a estrutura dos micro-organismos consiste de aproximadamente 90% de água e, na produção de novas células, a água precisa ser obtida do meio, ou seja, neste caso, da massa de compostagem.

Porém, a escassez ou o excesso do líquido pode desacelerar a compostagem – se houver excesso, é necessário acrescentar matéria seca, como serragem, ou folhas secas.

A faixa de umidade ótima recomendada para se obter um máximo de decomposição está próxima de 50%, devendo haver uma maior atenção ao teor de umidade durante a fase inicial, pois esta precisa de uma adequação do suprimento de água para promoção do crescimento dos organismos biológicos envolvidos no processo e para que as reações bioquímicas ocorram no tempo certo, durante o processo de compostagem. Saiba mais detalhes na matéria “Umidade dentro da composteira: fator muito importante”.

Aeração:

No processo de compostagem, é possível dizer que a aeração é o fator mais importante a ser considerado, isso porque o arejamento evita a formação de maus odores e a presença de insetos, como as moscas de frutas, por exemplo, o que é importante tanto para o processo como para o meio ambiente.

Também deve-se levar em contra que, quanto mais úmida está a massa orgânica, mais deficiente será sua oxigenação.

É recomendado que o primeiro revolvimento seja feito em duas ou três semanas após o início do processo, pois esse é o período em que se exige a maior aeração possível.

Em seguida, o segundo revolvimento deve ser feito aproximadamente três semanas após o primeiro, e dez semanas após o inicio de processo de compostagem deve ser feito o terceiro revolvimento para uma incorporação final de oxigênio.

Uma massa orgânica com uma dose apropriada de nitrogênio e carbono ajuda no crescimento e a atividade das colônias de micro-organismos envolvidos no processo de decomposição, possibilitando a produção do composto em menos tempo.

Sabendo que os micro-organismos absorvem o carbono e o nitrogênio numa proporção de 30 partes de carbono para uma parte de nitrogênio, ou seja, uma razão de 30/1, essa é a proporção ideal para o material orgânico depositado na composteira, mas também são recomendados valores entre 26/1 e 35/1, como sendo as relações C/N mais propícias para uma rápida e eficiente compostagem.

Resíduos com relação C/N baixa (C/N35/1), o processo de compostagem torna-se mais demorado e o produto final apresentará baixos teores de matéria orgânica. Para corrigir esse erro, deve-se acrescentar materiais ricos em nitrogênio, como folhas de árvores, gramíneas e e legumes frescos.

Além do que até aqui mencionado, outros cuidados recomendados estão relacionados ao local onde a composteira estará alocada: o preparo prévio do material orgânico, a quantidade de material a ser compostado e as dimensões das leiras (quando a compostagem é feita em leiras, pilhas de resíduos em linha). Você também deve tomar cuidado com quais materiais orgânicos colocar na sua composteira, como, por exemplo, no caso da vermicompostagem, onde há restrições a alguns tipos de alimentos já mencionados, como excesso de frutas cítricas, cebola ou alho, pois alteram o pH do composto.

Para que serve a compostagem

Segundo dados do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o material orgânico corresponde a cerca de 52% do volume total de resíduos produzidos no Brasil e tudo isso vai parar em aterros sanitários, onde são depositados com os demais e não recebem nenhum tipo de tratamento específico.

  • O que são mudanças climáticas?
Leia também:  Como Saber Qual O Nosso Arcanjo?

A compostagem traz muitas vantagens para o meio ambiente e para a saúde pública, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural.

A maior vantagem que pode ser citada da compostagem é que, no processo de decomposição, ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus).

Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), gerado nos aterros por ocasião da decomposição destes resíduos, que é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 25 vezes mais potente que o gás carbônico – e mesmo que alguns aterros utilizem o metano como energia, essas emissões contribuem para o desequilíbrio do efeito estufa, influência humana potencialmente determinante das mudanças climáticas.

Ao reciclarmos o lixo destinado aos aterros por meio da compostagem, haverá, por consequência, uma economia nos custos de transporte e de uso do próprio aterro, ocasionando o aumento de sua vida útil (veja sobre o uso da compostagem em grandes cidades).

Além de tudo que percorremos até aqui, a compostagem promove a valorização de um insumo natural e ambientalmente seguro, adubo orgânico, atuante sobre a reciclagem dos nutrientes do solo e no reaproveitamento agrícola da matéria orgânica, assim evitando o uso de fertilizantes inorgânicos, formados por compostos químicos não naturais, cujos mais comuns levam em sua composição substâncias como nitrogênio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre (veja mais informações na matéria “O que são fertilizantes?”), cujos efeitos, sobretudo os fertilizantes nitrogenados, se apresentam igualmente nocivos ao desequilíbrio do efeito estufa. Também é possível mencionar os riscos que esses fertilizantes podem trazer devido à presença de metais pesados em sua composição.

O chorume produzido no processo da compostagem com minhocas pode ser utilizado como adubo líquido (na proporção de dez partes de água para uma de chorume) e como pesticida (na proporção de meia parte de chorume e meia de água borrifada nas plantas).

Se suas dúvidas sobre compostagem foram solucionadas com essa matéria e você está querendo praticar a sua em casa, você pode comprar uma composteira doméstica em nossa loja. Encontre o melhor tipo para sua casa e sua família. Você também pode conferir como fazer uma composteira em casa na matéria: “Aprenda como fazer uma composteira doméstica com minhocas”.

Curta o vídeo (em inglês) sobre como é o processo de compostagem.

Veja também:

Cadastre-se e receba nosso conteúdo em seu email. Comunicar erro

Ardência ao urinar e dor na bexiga podem ser sinais de cistite

A cistite corresponde à infecção e inflamação da bexiga, principalmente por Escherichia coli, que é uma bactéria naturalmente presente no intestino e no trato urinário e que pode atingir a uretra e chegar à bexiga, levando ao aparecimento de sinais e sintomas de infecção do sistema urinário, como urgência em urinar e ardência ou queimação ao urinar.

É importante que a cistite seja identificada e tratada para evitar que a bactéria chegue aos rins e resulte em complicações. Assim, é importante que a pessoa consulte o urologista ou o ginecologista, no caso das mulheres, para que seja indicado o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com antibióticos.

Como É Que É Como É Que É?

Principais sintomas

Quando há infecção e inflamação da bexiga, a pessoa pode apresentar alguns sinais e sintomas, como febre baixa, vontade frequente em urinar, apesar de ser eliminada pouca urina, ardência ou queimação do urinar.

Quando há dor no fundo das costas, pode ser indicativo de que a bactéria chegou aos rins e está provocando a sua inflamação, sendo muito importante nesse caso que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível.

Apenas a avaliação dos sintomas não é suficiente para o diagnóstico da cistite, já que esses sintomas podem estar presentes em outras doenças do trato urinário. Assim, é importante que o urologista ou clínico geral indique a realização de exames para confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado. Veja como é feito o diagnóstico da cistite.

Causas de cistite

As causas da cistite estão relacionadas à contaminação da bexiga com bactérias vindas do trato urinário ou do próprio intestino, podendo acontecer devido à:

  • Contato íntimo sem uso de preservativo;
  • ​​Má higiene local, limpando-se de trás para frente;
  • Baixa produção de urina causada pela pouca ingestão de água;
  • Pouco espaço entre a uretra e o ânus, no caso das mulheres, neste caso seria um defeito anatômico;
  • Conexão anormal entre a bexiga e a vagina, condição conhecida como fístula vesicovaginal;
  • Uso de alguns medicamentos que interferem na imunidade e favorece a proliferação de microrganismos;
  • Irritação por químicos, como sabonetes ou perfumes na região íntima, havendo desequilíbrio do pH e favorecendo infecções;
  • Doenças crônicas, como diabetes, já que os níveis elevados de açúcar no sangue podem aumentar o risco de infecções.

A cistite de lua de mel é aquela que geralmente é causada pela subida das bactérias da própria vagina para a bexiga devido a várias pequenas lesões na uretra, devido ao ato sexual repetitivo. Beber muita água e fazer xixi após as relações pode ser o suficiente para vencer este mal, mas se o incômodo persistir, deve-se consultar um médico.

Cistite na gravidez

A cistite na gravidez pode ser mais frequente porque nesta fase a mulher possui um comprometimento natural do sistema imune, favorecendo o desenvolvimento de microrganismos e a ocorrência de infecções urinárias. A cistite na gravidez gera os mesmos sintomas de uma infecção urinária comum e o tratamento deve ser orientado pelo ginecologista, além de ser recomendado o aumento do consumo de água.

Leia também:  Como Fazer Alguem Fazer O Que Voce Quer?

Possíveis complicações

Como consequência de uma cistite mal tratada pode ocorrer a migração das bactérias da bexiga para os rins (pielonefrite) tornando o caso mais grave. Quando atingem os rins, surgem sintomas como febre, dor lombar intensa e vômitos. O diagnóstico é feito através do exame de urina que verifica a presença de bactérias e seu tratamento é feito com antibióticos.

O tratamento para a pielonefrite deve ser instituído rapidamente, de preferência com antibióticos por via venosa, para evitar que as bactérias cheguem à corrente sanguínea e causem sepse, um quadro clínico grave que pode levar a morte.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a cistite deve ser recomendado pelo médico de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, podendo ser indicado o uso de antibióticos como Ciprofloxacino, Amoxicilina ou Doxiciclina, que deve ser usado de acordo com a indicação do médico. Saiba mais sobre o tratamento para cistite.

O tratamento recomendado pelo médico pode ser complementado por remédios caseiros, como o banho de assento com vinagre, que possui propriedades antimicrobianas, e que é feito utilizando 2 colheres de vinagre para 3 litros de água, devendo a pessoa lavar a região genital com essa mistura por cerca de 20 minutos. Conheça outros remédios caseiros usados para tratar a cistite.

Além do tratamento medicamentoso, é importante beber no mínimo 2 litros de água por dia e consumir alimentos diuréticos, como melancia e o aipo, por exemplo. Veja outros exemplos de alimentos ricos em água assistindo o vídeo a seguir:

O que é Encceja – certificação para ensino fundamental e médio

  • Encceja 2020 Inscrições: 11 a 25 de janeiro de 2021 Provas: 29 de agosto de 2021
  • O Exame Nacional Para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é uma prova do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para obtenção dos certificados do Ensino fundamental e Médio.
  • Criado em 2002, o Encceja surgiu como uma ferramenta de avaliação de participantes que não estavam frequentando regularmente as escolas e pretendiam obter o certificado.

O Inep transferiu a certificação do Ensino Médio para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, tendo o mesmo critério de idade e exigindo do participante nota superior a 450 pontos em cada prova objetiva e 500 na redação. Para certificação do ensino médio, o Encceja ficou restrito a brasileiros no exterior.

Em 2017, o Ministério da Educação (MEC) decidiu adotar novamente o Encceja para a certificação do ensino médio. O motivo é que o Enem tornou-se uma porta de entrada para a universidade, não sendo o melhor meio de avaliar os conhecimentos dos participantes que desejam concluir a educação básica.

Quem pode participar do Encceja?

Para obter a certificação do ensino fundamental, é preciso ter pelo menos 15 anos. Já para o ensino médio, o participante deve ter no mínimo 18 anos.

Como faço a inscrição no Encceja?

As inscrições do Encceja são feitas pela página oficial do exame, sendo a participação totalmente gratuita. O Inep costuma abrir inscrições para o exame no mês de agosto e as provas são realizadas em outubro. 

Para as provas aplicadas no Brasil, o estudante precisa ter em mãos o número do CPF e do Documento de Identidade. Para quem mora no exterior, é necessário CPF e número do passaporte.

Pessoas privadas de liberdade ou em medidas socioeducativas precisam de um responsável pedagógico para que a inscrição no Encceja seja feita. Todos os inscritos têm que responder ao Questionário Socioeconômico (QSE) para concluir o cadastro no Encceja.

Como são as provas do Encceja?

O Encceja avalia o conhecimento escolar dos participantes, mas também leva em consideração sua relação com a família, comunidade e trabalho, se for o caso. As provas são aplicadas em um único dia, nos turnos da manhã e da tarde.

Não pare agora… Tem mais depois da publicidade 😉

A parte de avaliação do conhecimento sobre as disciplinas é feita por meio de provas aplicadas pelo Inep. O Encceja é composto por 30 questões objetivas em cada turno e uma redação, independentemente do nível para o qual é a certificação. O que muda nos testes é a divisão das disciplinas e o conteúdo abordado.

ENSINO FUNDAMENTAL

MATUTINO Ciências Naturais e Matemática  30 QUESTÕES 
VESPERTINO Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; História e Geografia 30 QUESTÕES

ENSINO MÉDIO

MATUTINO Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias 30 QUESTÕES 
VESPERTINO Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias 30 QUESTÕES 

A redação tem a pontuação tradicional de 0 a 10, sendo necessária uma média de 5 pontos para que o participante seja aprovado.O certificado é concedido ao candidato que consegue pontuação mínima de 100 pontos em cada prova objetiva. 

Onde pego meu certificado do Encceja?

Quem fizer o Encceja no Brasil deve procurar a Secretaria de Educação da sua cidade e instituições de ensino conveniadas ao Inep.

Privados de liberdade terão acesso ao certificado por meio de seus responsáveis pedagógicos.

Já para quem mora no exterior, o Inep envia o documento ao Ministério das Relações Exteriores, o qual encaminha para embaixadas e consulados do Brasil nos países que recebem o exame.

O estudante que fizer o Encceja e não conseguir a pontuação mínima em cada prova objetiva e redação tem a opção de pedir a Declaração de Proficiência. Basta levar o número de inscrição e as notas do exame às Secretarias, para quem está no Brasil, ou órgãos responsáveis no exterior para que um documento seja emitido e essa disciplina não tenha que ser feita novamente no próximo Encceja.

Mais informações sobre o Encceja podem ser acessadas no site oficial. Estudantes que moram em outros países podem procurar também os Consulados Gerais do Brasil.

Por Lorraine Vilela Equipe Brasil Escola

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*