Como E Que As Mulheres Se Masturbam?

Era um momento qualquer de procrastinação quando vi, no YouTube, o título Tour pelos meus vibradores, da Luiza Junqueira. Era um vídeo muito informativo e interessante.

Acho incrível ver mulheres falando sobre sua sexualidade abertamente — ainda mais quando é para ajudar outras a explorar a própria sexualidade também. Fiquei muito empolgada com a ideia do vídeo.

Mas, ao mesmo tempo, agora saindo da bolha do feminismo, fiquei triste por já imaginar as críticas que a youtuber receberia. Provavelmente, seria ridicularizada e xingada. 

Eu não sei se isso aconteceu, mas só de pensar, me deixou triste. Afinal, o que tem de tão sujo e errado em uma mulher se masturbando? 

A resposta é fácil: nada. Não tem nada de errado em se descobrir e gostar de si mesma. No entanto, muitas pessoas pensam o contrário e acham que mulheres não devem expressar sua sexualidade.

Desde criança, aprendemos que meninas não devem sentar de pernas abertas e não devem encostar em suas genitais. Karen, que hoje tem 20 anos, conta que, na infância, recebia chamados de sua mãe ao olhar as partes íntimas no espelho.

“Eu olhava por curiosidade mesmo, não era nem por maldade, até porque eu era criança. E minha mãe ficava tipo: ‘fecha essas pernas’, ‘não pode fazer isso’, ‘senta direito.’ E isso fazia eu inconscientemente me retrair.

” Assim, por algum tempo, Karen se sentia culpada ao ter prazer e vontades. Segundo ela, muito disso estava ligado à religião e à educação que recebeu de seus pais.

A atitude da mãe de Karen é apenas uma das formas comuns de repressão da sexualidade feminina, que faz com que as mulheres não conheçam o próprio corpo. Segundo a Mosaico 2.0, pesquisa de 2017 feita na Universidade de São Paulo (USP) e liderada pela psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, 40% das mulheres não se masturbam. Isso mesmo, quase metade. 

Como E Que As Mulheres Se Masturbam?

Masturbação feminina ainda é tabu [Imagem: reprodução]

De acordo com Gabriela Daltro, formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e especializada em sexualidade pela USP, outro dos motivos para isso é o fato de que a mulher não recebe nenhuma informação direta sobre masturbação em praticamente nenhum canal — nem na família, nem na escola, nem na mídia. Isso é a repressão indireta da sexualidade feminina. Afinal, como a mulher vai se masturbar se ela não sabe como?

Parei para pensar, e faz sentido. Eu mesma demorei anos para descobrir o que era masturbação, e ainda mais tempo para descobrir o que é o orgasmo feminino — o que não significa que eu não tinha.

Foi difícil porque eu não sabia para quem perguntar, e na internet é difícil achar esse tipo de conteúdo fora da pornografia.

Nesse contexto, a série Explicando, da Netflix, tem um episódio muito esclarecedor sobre orgasmo feminino.

Enfim, fui começar a entender melhor sobre isso no fim da minha adolescência, quando eu já, inclusive, tinha relações sexuais. E, até então, me sentia anormal. Eu achava que era incapaz de gozar.

Agora, alguns anos depois, Gabriela Daltro me falou que isso acontece bastante. Ela disse que, realmente, não se conhecer leva muitas mulheres a se sentirem inadequadas, culpadas, esquisitas, anormais.

E isso gera uma série de problemas emocionais e problemas de relacionamento. 

No fim das contas, eu não era anormal. Eu era como grande parte das mulheres: não possuía informação o suficiente a respeito, pois dificilmente se fala sobre sexualidade feminina. E, na verdade, nem dá para culpar as mulheres por isso. Quando uma fala, é massacrada.

Fica mal vista entre os conhecidos, é mal falada e duramente criticada — como se uma mulher que fala abertamente sobre sexo e sexualidade estivesse se oferecendo para os outros. Isso me lembra de quando conheci o canal da Dora Figueiredo. Ela fala sobre sexo, com um conteúdo voltado para ambos os gêneros.

A Dora tem vários vídeos de dicas sobre masturbação, sexo e relacionamento que são realmente muito informativos. Mas nos comentários de seus vídeos, ela era tratada como uma atriz pornográfica, com insinuações sexuais e dizeres desagradáveis.

Esse tipo de coisa faz com que as mulheres não se sintam à vontade para falar de sua sexualidade.

O grande problema de não falar é que essa falta de informação sobre o corpo feminino faz com que a gente tome como referência o corpo masculino, que é totalmente diferente.  Bruna*, que tem 19 anos, conta que, quando criança, mesmo nas aulas da escola sobre sexualidade, nunca se falava sobre masturbação.

E ela só foi descobrir o que é isso quando os meninos começaram a comentar. Ela disse que, já no quinto ano do ensino fundamental, os amigos falavam abertamente sobre como se masturbavam e tinham orgasmos. Mas, quando Bruna tentava conversar sobre masturbação com suas amigas, na maioria das vezes elas ficavam constrangidas.

Assim, tudo que ela sabia sobre o assunto vinha dos meninos.

Isso é bem comum, na verdade. A psicóloga e sexóloga Daltro fala sobre: “Como o corpo e a sexualidade da mulher são sempre comparados à sexualidade masculina, o jeito como o sexo ocorre no corpo do homem e como ele funciona para o homem costuma ser a referência das mulheres. E o corpo feminino funciona de uma forma completamente diferente para sexualidade e para o prazer.”

Por isso muitas meninas, na adolescência, acham que não são capazes de gozar. Assim como eu e Bruna pensávamos há alguns anos, muita gente acha que o orgasmo está diretamente relacionado com um líquido branco sendo expelido do órgão genital, que é o que acontece no orgasmo masculino. Na mulher, na maioria das vezes isso não acontece.

Mas as dificuldades vão muito além disso. Mesmo as meninas que entendem que há diferenças entre sexualidade masculina e feminina têm dificuldade para se masturbar e compreender a sua sexualidade.

Marina*, na pré-adolescência, ficava com a calcinha molhada ao assistir pornografia, mas não entendia o que era aquilo. “Eu ficava pensando, ‘será que eu fiz xixi?’”, conta.

Alguns anos depois, Marina tentou se masturbar pela primeira vez, mas não deu muito certo porque não fazia ideia da função do clitóris.

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“Você não ouviu falar sobre o milagre da masturbação?” [Imagem: reprodução]

Quem nasce menino não costuma ter grandes dificuldades a respeito de sua sexualidade nesse sentido. Ela é, pelo contrário, cobrada dos homens. Alice* tem 18 anos e conta que, apesar de ninguém da família falar sobre nada relacionado à sexualidade com ela, com seu irmão, que é seis anos mais novo, o pai fala. Por isso, Alice só tinha uma pessoa com quem podia conversar sobre masturbação: sua melhor amiga. Mesmo assim, era esquisito.

Segundo Daltro,  a sexualidade masculina é tratada com permissão e estimulada no seu desenvolvimento e a sexualidade feminina é tratada com repressão ou silêncio, sendo desestimulada. Enquanto espera-se do homem a virilidade, no caso das mulheres, existe sempre uma busca pela docilidade, pela não manifestação da sexualidade. 

Daí surge o dito de que a mulher tem mais dificuldade para alcançar o orgasmo, que Daltro afirma não ser totalmente verdadeiro. Ela diz que são caminhos diferentes, não uma questão de ser mais fácil ou mais difícil. A psicóloga ainda acrescenta que a mulher é muito mais orgásmica que o homem, pois pode ter orgasmos mais longos, mais intensos e em quantidade muito maior do que eles. 

Para a sexóloga, esse dito só é verdadeiro no sentido de que a mulher não ensina o próprio corpo a sentir e, por isso, ela acredita que seja importante se masturbar. Mas ressalta que a construção social de que o corpo feminino é mais difícil não é verdade.

Daltro afirma que, na realidade, ele é menos explorado, menos investigado e, inclusive, menos pesquisado cientificamente.

Pensando nisso, ela criou o movimento Amo Como Sou, levando conteúdo de qualidade para mulheres sobre relacionamento, auto-estima e sexualidade.

A não-exploração do próprio corpo é muito prejudicial para as mulheres. De acordo com Daltro, a mulher que não se toca e não se conhece tem menos probabilidade de sentir prazer na relação sexual, de ter orgasmo, e de sentir desejo. Quem não estimula o próprio corpo e não descobre suas zonas erógenas terá muito mais dificuldade para ter prazer no futuro.

Além disso, a mulher que não se toca fica muito mais suscetível a mitos e tabus, segundo a sexóloga. Assim, ela tende a acreditar mais no que outros falam sobre seu corpo, já que mal o conhece.

A mulher precisa se explorar e se conhecer, tanto quanto o homem. Eu, Karen, Bruna, Marina e Alice tivemos um final parecido: a gente aprendeu a se tocar. E, para todas, foi libertador.

“Eu assumo para todo mundo: bato siririca mesmo e é necessário. Eu acho que se eu não tivesse me tocado, se eu não tivesse me conhecido, eu não ia conseguir ensinar para outra pessoa os meus caminhos, sabe?  Na minha cabeça, ninguém vai fazer do jeito que eu gosto de fazer, que é o melhor para mim. Mas pode chegar perto, e a masturbação é um ponto muito chave para isso.” — afirma Karen.

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“À masturbação” [Imagem: reprodução]

*Nome fictício.

Seu parceiro se masturba? Perguntamos a dez mulheres com que frequência elas acham que seus parceiros partem para o orgasmo solitário

Há quem diga que a masturbação é a forma mais segura de sentir prazer, a melhor maneira de conhecer o próprio corpo e de ter mais satisfação na relação a dois. Os homens, no entanto, juram que o sexo solitário é fundamentalmente uma forma de relaxar. E afirmam que isso não tem nada a ver com o fato de estarem ou não satisfeitos com a parceira. Para elas, no entanto, o assunto é mais delicado. Muitas levam a masturbação do namorado para o lado pessoal. Temem que não estejam dando conta do recado ou que ele não a deseje mais. No entanto, a masturbação masculina, nem de longe, deve ser encarada como rival. Pode, ao contrário, ser uma boa aliada. Maurício Garcia, psiquiatra da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e colunista do blog 'Papo de homem', onde assina como Dr. Health, explica que o sexo solitário tem significados diferentes entre os gêneros: 'As mulheres apresentam uma tendência a canalizar o interesse sexual única e exclusivamente para o parceiro. Com a gente é diferente', diz. Segundo o especialista, a mulher ou namorada é, muitas vezes, a inspiração de homenagens solitárias prestadas até no banheiro do escritório. 'Quem disse que não nos masturbamos pensando em nossas amadas? Bateu aquela vontade, e ela só volta para casa às 10 da noite… Estou ali, sozinho, sem nada pra fazer. O que me custa?', diz o médico.

Estudos clínicos também derrubam a impressão feminina de que quanto menos sexo o homem fizer em casa, maior será sua necessidade de se masturbar. No final do ano passado, sociólogos da Universidade de Chicago tentaram desvendar a quantas anda o amor solitário nos Estados Unidos e colheram depoimentos de 3.

116 pessoas de 18 a 60 anos, sendo 1.769 mulheres e 1.347 homens. A pergunta era: 'Nos últimos 12 meses, com que frequência você se masturbou?' A primeira conclusão: os homens se masturbam pelo menos uma vez por semana, e a vida toda, mesmo depois dos 50.

Já as mulheres começam aos 20, com uma média de uma vez por mês, e, depois dos 40, quase nem se lembram de conversar a sós com a amiga lá de baixo. O estudo – publicado no Journal of Sex and Marital Therapy – quebrou paradigmas sexuais importantes ao mostrar que a masturbação não é uma forma de compensar a falta de sexo. Ao contrário.

Pessoas que estão em relacionamentos estáveis e sexualmente mais intensos têm maior propensão ao prazer solitário.

Por aqui, a pesquisa Mosaico Brasil, realizada pelo Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, constatou que, enquanto só 6% das mulheres afirmam se masturbar com frequência (duas a três vezes por semana), entre os homens esse número pula para 18%.

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De acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa, a maioria das mulheres ainda se sente traída quando descobre que o marido se masturba.

Por esse motivo, boa parte dos homens simplesmente não toca no assunto com a parceira e continua praticando o 'cinco contra um' às escondidas.

Para entender melhor essas questões, Marie Claire foi atrás de dez casais de diferentes idades e níveis de comprometimento. Primeiro, pedimos que elas arriscassem dizer quantas vezes por semana acham que o companheiro se masturba. Depois, perguntamos a eles com que frequência costumam gozar sozinhos. O resultado dessa equação você vai descobrir a seguir.

Ideias libidinosas Camila, 37 anos, empresária, casada há 10 anos 'Acho que ele já foi mais ativo nesse lance de masturbação. Até por causa da idade. No sexo, a gente amadureceu muito.

Não é mais aquela coisa selvagem, animal, do começo. Agora é mais carinhoso, mais intenso, mais íntimo e com menos perfomances (risos). Trocamos quantidade por qualidade e o ritmo mudou, mas acho que foi evolução, não retrocesso ou falta de tesão.

Hoje, creio que ele se masturbe uma vez a cada 15 dias.'

José, 40 anos, executivo, marido de Camila 'Já fui mais animado. Tive fases de bater punheta dia sim, dia não. Hoje, canalizo a energia em outras coisas. Como somos casados há muito tempo, o sexo foi melhorando.

Antes, acho que eu não sabia lidar com a tensão durante o trabalho, então me masturbava mais. Hoje, estou mais cascudo, suporto as adversidades mais tranquilamente. Diria que me masturbo uma vez por mês. Depende das conversas que povoam meu pensamento.

Quando falamos de sexo, é comum a gente ficar com ideias libidinosas o dia todo na cabeça, até 'desopilar'.'

Homenagem à calça justa Yoko, 18 anos, estudante, 'ficando sério' há 6 meses 'Eu e o Maurício, acho, nos masturbamos com a mesma frequência: de duas a três vezes por semana. Como só nos vemos aos sábados e domingos, rola uma tensão entre segunda e sexta.

Não tenho grilos quanto ao fato de ele se masturbar, pois relaxa e proporciona prazer instantâneo. Porém, no caso de um relacionamento novo, quando ainda não se falou sobre o assunto e há pouca intimidade, acho normal sentir um certo ciúme.

O ideal é sempre procurar ouvir e entender o outro lado e tratar o assunto sem medo.'

Maurício, 18 anos, estudante, 'ficante sério' de Yoko 'Minha média é três vezes por semana. Isso, claro, varia de acordo com o que sinto e vejo ao longo do dia. Falar sobre sexo me excita. Ver um vídeo mais quente na internet ou uma foto de mulher seminua também. Até uma calça justa num corpo bem torneado pode merecer uma homenagem.'

'Não tenho grilos com o fato de ele se masturbar. É um jeito de relaxar e ter prazer instantâneo' Yoko, estudante

Vamos falar sobre isso? Helena, 32 anos, relações públicas, noiva

'Rafa e eu namoramos cinco anos e ficamos noivos em janeiro. Dormimos juntos pelo menos quatro vezes por semana, então pode até ser que ele se masturbe quando está sozinho.

Não sei e, sinceramente, se vocês não estivessem me perguntando isso, não ia querer saber. Uma vez, peguei um ex-namorado meu se masturbando no meio da noite e achei aquilo tão constrangedor que fingi que não tinha visto e virei para o lado.

Pode ser um bloqueio meu, mas acho que quando o casal vai bem isso não é necessário.'

Rafael, 33 anos, administrador de empresas, noivo de Helena 'Decidi falar sobre isso com vocês porque acho que será uma forma de ampliar meu diálogo com a Helena.

Estamos juntos há muito tempo e transamos pelo menos duas vezes por semana, mas não falamos de masturbação, de fantasias sexuais, essas coisas. Costumo me autossatisfazer uma vez por semana, quando não dormimos juntos, geralmente pela manhã.

Aproveito que já acordo com ereção e descarrego aquela pilha toda.'

Casal animado Cida, 56 anos, dona de casa, casada há 32 anos 'Com a idade, acho que a frequência dele deve ter caído bastante. Amigas me contam que seus maridos – alguns até mais novos do que o meu – já recorrem à ajuda farmacêutica para transar.

Acho que, na nossa idade, manter a vida sexual ativa sem artifícios já é motivo de alegria. Transamos de uma a duas vezes por semana e hoje acho que ele não se masturba mais. Quando nos casamos, ele era mais ansioso e agitado, devia se masturbar umas quatro vezes por semana, no mínimo. Tinha um furor absurdo, e eu acho que nem dava conta disso.

E olha que a gente transava pelo menos um dia sim, um dia não, hein?!'

Rubens, 58 anos, bancário, marido de Cida 'Acho que a necessidade varia conforme a idade e a fase da nossa vida. Até hoje sou apaixonado e sinto tesão pela minha mulher.

Mas logo depois que casei, eu me masturbava mais, quase diariamente, e até no meio do dia, no banheiro do escritório. Era um meio de aliviar a tensão e pensava nela para me inspirar.

Já tive fases de três a quatro vezes por semana, fases de uma ou duas e, hoje, chego até a ficar mais de um mês sem me masturbar.'

Sem hora nem lugar Clara, 27 anos, escritora, namora há dois anos e meio 'Acho que ele se masturba umas dez vezes por semana (risos).

Se está estressado, se está feliz, para comemorar alguma coisa, para desestressar. Ele tem muita energia e furor sexual. Às vezes, a gente se masturba junto, um ajudando o outro. A masturbação é parte de nossa relação, apimenta.

E, mesmo sozinho, acho que ele mantém uma média alta.'

Silvio, 33 anos, cineasta, namorado de Clara 'Quase todos os dias! É a melhor maneira de relaxar quando minha namorada não está por perto. Uma visão inspiradora, uma conversa mais 'caliente' já me anima. No chuveiro, na cama logo cedo, não tem hora nem lugar.'

Energia no esporte Stela, 42 anos, dentista, casada há 12 anos

'Nossa! Nunca pensei em quantas vezes ele se masturba. Nunca falamos sobre isso abertamente. Mas acho que não muitas, não. Dizem que eles não passam um mês sem se tocar. Então acho que ele deve estar nessa média mesmo: uma vez a cada quatro semanas tá bom, né? Difícil dizer…'

Marcelo, 40 anos, dentista, marido de Stela 'Com a idade, estou mais cerebral do que físico. Canalizo a energia para outras atividades, como mergulho e esportes.

Nem dá tempo de sentir vontade de masturbar, até porque tenho uma vida sexual satisfatória. No trabalho, quase nada me desperta desejo. Mas me masturbo umas duas vezes por mês.

Faço mais isso quando quero transar e Stela não está em casa.'

Ele trabalha muito… Juliana, 32 anos, figurinista, casada há 4 anos 'Acho que ele bate punheta uma vez por mês.

A gente transa bem – de três a quatro vezes por semana – e é comum chegar bem tarde do trabalho e ir me acordar no meio da noite, todo animado.

Mas, de um modo geral, acho que ele trabalha tanto, o dia todo, que nem tem tempo de se masturbar durante o dia, viu?'

Paulo, 30 anos, fotógrafo, marido de Juliana 'A minha média é uma vez por semana. E nem é por tesão ou porque vi uma mulher gostosa.

É para relaxar! Geralmente acontece quando chego em casa e minha mulher já está dormindo. Agora, pra ser sincero, já cheguei a me masturbar no meio de um ensaio de fotos mais erótico.

Fui ao banheiro e voltei beeem mais tranquilo (risos).'

Homens, parem de besteira! Vivian, 26 anos, publicitária, namorando há 1 ano 'Mesmo depois de tantas vitórias e sutiãs queimados, esse assunto ainda é delicado. Os homens pensam que mulheres não sabem, não fazem e não entendem da coisa.

Infelizmente, no meu relacionamento esse assunto ainda gera desconforto.

Não saberia nem chutar quantas vezes meu namorado se masturba! Homens, parem de besteira! A verdade é que nós sabemos que vocês praticam essa modalidade! Falar sobre assuntos desse tipo pode até ajudar vocês a relaxarem e gozarem mais tranquilamente!'

Vinicius, 27 anos, analista de sistemas, namorado de Vivian 'Acho esse assunto bem íntimo e creio que não exista uma frequência padrão. Para mim, depende da fase em que estou. Diria que não passo um mês sem me masturbar, mas também não sou do tipo que se masturba toda semana.'

'Os homens pensam que nós não fazemos e nem entendemos da coisa' Vivian, publicitária

TPM na área Patrícia, 24 anos, analista de comércio exterior, noiva 'Assunto embaraçoso, hein? Diria que ele se masturba umas cinco vezes por semana.'

Fernando, 26, fundador do site Diário de Casal, noivo de Patrícia 'Na nossa relação, masturbação não é um assunto tabu. Falamos abertamente a respeito.

No começo era mais difícil porque as mulheres são mais reservadas, né? Homem é mais cara de pau e fala disso com qualquer um. Acho que independentemente da satisfação sexual do casal, se tocar é se conhecer melhor. Alémw disso, alivia a tensão do dia-a-dia.

É raro eu praticar mais de uma vez por semana, a não ser quando a TPM está na área (risos). Aí, a frequência acaba sendo maior.'

Paixão e variáveis Carolina, 26 anos, jornalista, namora há 3 anos 'Dormimos separados nas noites de segundas e quartas-feiras. Então, acho que ele se masturba praticamente todas as vezes que não nos vemos. Umas três vezes por semana. Tem sempre aquela no meio do dia, né?'

Rafael, 32 anos, empresário, namorado de Carolina 'Quando era adolescente, cheguei a me masturbar duas vezes por dia. Bastava ver uma foto de mulher gostosa. Hoje, mais velho e muito apaixonado pela minha namorada, a frequência diminuiu. Há variáveis aí: correria, trabalho, TPM dela. Mas, em média, me masturbo de uma a duas vezes por semana.'

Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar…(clitóris) comecei a mim mas

Olá! Sou casada tenho 21 anos, tive sempre o costume de mim masturbar…(clitóris) comecei a mim masturbar ainda virgem, desde meus 12anos d idade, e quando perdi minha virgendade nao sentir absolutamente NADA… E nao quero mais ficar mim masturbando, além d ser tbm um pecado..

Fico muito triste por isso, Quero sentir prazer cm a penetracao! o que eu faço?
São Paulo
Olá. O prazer feminino pode ocorrer pela estimulação clitoriana e pela estimulação vaginal. A maior parte das mulheres sentem mais prazer quando a estimulação é clitoriana, por isso a masturbação acaba sendo mais eficiente.

Mas é compreensível que exista um desejo da pessoa e/ou do casal de que o prazer se dê pela penetração. Posições em que a mulher fica por cima podem facilitar. O parceiro também pode realizar a estimulação durante a penetração. De toda forma, a Terapia Sexual pode ajudar o casal a alcançar a satisfação, lidando com ansiedades e receios.

Qualquer outra dúvida, estou à disposição.

Um abraço.

De acordo com a resposta da colega porém, gostaria de esclarecer a seguinte questão . Você começou a se masturbar muito cedo e hoje tem a dificuldade de sentir prazer com a penetração . A melhor saída é compartilhar com seu marido e tudo bem. A masturbação se torna um vicio e fica muito difícil ter orgasmo de outra forma . Não há problemas maiores nisso a questão é mais na sua cabeça mesmo . Não se condene e nem se culpe por isso. Você quis se conhecer e buscou . Não vem ao caso se foi de forma certa ou errada . Não se culpe tanto assim , você pode trazer outros problemas para sua vida sem necessidade. Fique tranquila, você pode ter prazer de ambos os jeitos, se voce se permitir e entender que o que lhe está “atrapalhando”, é sentir-se culpada. Concordo plenamente com todas as respostas anteriores. Só teria a acrescentar, que é possível mesmo na tenra infância descobrir o próprio corpo, sem que isto tenha a conotação de masturbação para a criança, é apenas um experimento e o seu corpo é o seu laboratório. De forma geral é fácil imaginar que para uma pessoa que nunca se tocou ou não conhece a sua própria libido, será ainda mais difícil contribuir positivamente para que o parceiro(a) a conheça. Você pode destituir se da culpa e fazer do seu auto conhecimento algo útil para a sua relação. É ainda prudente ressaltar que apenas um número restrito de mulheres atingem o orgasmo apenas através da penetração, sem nenhum outro estímulo. Me chama muita atenção quando voce fala que não quer continuar a se masturbar pois é pecado.Isto fala de uma dificuldade com o seu própria sexualidade, dificultando com isso vir a sentir prazer na relação.Seria indicado poder numa terapia modificar crenças e comportamentos para poder aceitar e viver melhor com a sua sexualidade. Olá! Não só a masturbação é um ato prazeroso como deve ser saudável, mas como qualquer outro ato de conduta de vida, deve-se levar em consideração os fatores correlacionados ao ato que estão gerando sofrimento, tipos de pensamentos, sentimentos e o próprio ato em si. Como síntese a masturbação pode vincular-se a experiências saudáveis ou doentias (que geram sofrimento). Quanto a idade, a masturbação é um ato íntimo e não há uma idade mínima ou máxima para a pessoa iniciar os prazeres autoeróticos (masturbação ou outros prazeres), vários fatores podem interferir, mas é esperando que tal processo ocorra com a maturidade sexual, que pode ser nesta faixa etária que você mencionou, e que também é o início da adolescência, um segundo momento de desenvolvimento psicossexual, no caso da masturbação de mulheres, e dependendo da família envolvidas, o assunto pode ser tabú ou constrangedor, em outras é visto como algo natural. Quanto ao fato da não sentir nada, pode está relacionado ao tipo de fantasias sexuais que antes lhe causavam excitabilidade e podem não ocorrer no momento. O gozo em um relacionamento consigo mesmo, com outra ou mesmo outras pessoas, é peculiar a cada natureza humana (exemplo, há pessoas que gostam de homens, outras de mulheres e outras de homens e mulheres, temos também pessoas que se sentem bem com mais de um homem, mais de uma mulher, ou mais homens e mulheres). Quanto ao fato da masturbação ser pecado, esse não é um interesse da psicologia, e sim da teologia. Mas, o seu sentimento de culpa pode acarretar sofrimento, se tal culpa gera sofrimento deve-se buscar ajuda. Sobre sua necessidade de sentir prazer com a penetração, isso ocorrerá quando houver a penetração, se for necessário, da forma que você se sente a vontade e deseja, nem sempre o problema está na penetração e sim na forma como você orienta o seus desejos sexuais para a pessoa com quem você está, através de palavras ou atos, caso tenha essa abertura de dialogo com a pessoa com que se relaciona, veja se ela tem a disponibilidade de lhe satisfazer da forma como você imagina que deva ser uma relação sexual, sem crítica e sem culpa. Sempre vale a pena conversar sobre sexo com a pessoa com quem você se relaciona, afinal, a sexualidade deve ser prazerosa para ambos. Não há uma formula mágica, isso deve ser construído todos os dias, junto ao desejo sexual de ambos.

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Se tal sofrimento extrapola o que você considera normal e saudável, busque ajuda profissional.

Olá. O mais sensato é agora procurar um profissional (Psicólogo). Felicidades! Olá. A masturbação é um ato de autoconhecimento e de um prazer próprio. Existe este mito de orgasmo com penetração. Orgasmo, prazer é prazer…O clitóris está ali somente com esta função: dar prazer..Quando ocorre a penetração é com o estímulo desta penetração que o clitóris irá responder através das inúmeras terminações nervosas…O que tem que se observar é: Você está à vontade com este parceiro? O ato sexual e a intimidade com ele como se dá? Somente em uma consulta você poderá chegar a uma compreensão do que acontece! Sugiro que procure uma consulta com um sexólogo. Abraço. RESUMIDAMENTE.
Não há pecado na masturbação. A sexualidade do ser humano é algo importante.
Há 3 hipóteses iniciais: 1a. A partir do ato da masturbação, pode ter, mesmo de forma inconsciente, criado um bloqueio para uma outra forma de prazer, que não a promovida por voce. 2a. A partir do seu conceito de pecado, pode representar, inconscientemente, a idéia de maior pecado em estender ao outro o seu prazer 3a. Independente da questão masturbatória, que pode ter ficado como somente uma coincidencia, poderá já mhaver de outra forma uma questão antiga de bloqueio e que voce só pode descobrir ou o sintoma so pode aparecer, mediante o encontro com um parceiro.;
e podem haver outras questões.
Importante : procurar um Psicologo ou um Psicanalista para tratar e resolver este bloqueio. O importante é saber que tem solução.
Olá, a questão de sentir prazer com a penetração deve ser estimulada e pensada em primeiro plano por você, alguns pontos devem ser refletidos, tais como: O que o meu parceiro pode fazer para me excitar antes da penetração? ; O sexo com o meu companheiro é bom para ambos? ; Meu parceiro atende minhas vontades? …Esses questionamentos devem ser pensados e respondidos, talvez você consiga encontrar uma primeira solução para o seu problema… Em relação a masturbação, esta já se tornou um hábito, a masturbação é um auto-erotismo que lhe dá um prazer singular e que faz você conhecer o seu corpo como ninguém, afinal de contas é um ato onde você intrinsecamente se toca da maneira que quiser. Não há a necessidade de julgamento em falar a respeito de pecado ou não, cada um acredita e se constitui da maneira que bem pode viver, se você acredita que há um pecado sendo feito na questão da masturbação, o recomendado é levar isso a terapia onde será questionado a questão da masturbação x penetração. Procure um psicologo com especialização em sexologia para trabalhar estes pontos sexuais, corporais e eróticos.

Abraço e Cuide-se!

Tenho vários vídeos em meu canal do youtube em que explico como chegamos aqui, nosso processo de evolucao segundo Darwin. E como construimos esse mundo e a nossa sexualidade. Acredito que o autoconhecimento ajuda a repensar os valores. Ter prazer sexual e muito saudável, enganar,matar, sacanear o outro,mentir, isso sim e que sao pecados mortais. Parapsicóloga, Psicóloga e Sexóloga Cida Santos Convidamo-lo para uma consulta: Atendimento online em coaching – R$ 120 Pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão Reservar uma consulta. Todos os colegas deram orientações muito importantes. Talvez a questão de culpa por sentir que está cometendo “um pecado” como você relata, seja um fator bastante influente no seu problema. Para entender melhor, sugiro uma consulta com psicologo e sexologo. Olá! Sexualidade é um tema complexo e cada um constrói ela de uma forma. Existe neste caminho, um conjunto de crenças, sensações e expectativas a serem esclarecidas para melhorar sua relação com o encontro sexual. Em relação ao fato de se masturbar demonstra que conhece seu corpo e tem prazer, mas também acha errado e se sente culpada por praticar “sexo solo” e ao final de cada ato não se sente plenamente gratificada.
Em relação a penetração precisamos separar prazer de desprazer e entender qual sua expectativa e como está o desempenho do casal. É uma linguagem o sexo a dois, algo que é relativamente novo para você e em consequência para o casal. Um caminho que precisa ser percorrido com comunicação, diversão/curiosidade e sensação. Demanda tempo e prática para saber o que gosta e como gosta. E as vezes o que você gosta seu parceiro pode não gostar. Se trata de uma construção de identidade sexual. O último ponto são as expectativas: desejar consumar o casamento com a penetração, sem culpa, e transbordar em prazer e alegria. Em relação a este ponto sugiro que o convide-o: a ver, fazer, e experimentar coisas que você goste, e reflita com ele se algo te fez sentir um pouco mais prazer e em que momento, e quem sabe, esse seja o início de uma descoberta individual e do casal. O importante é buscar estar leve, se divertir com seu corpo, com o corpo do outro e com o encontro sexual. Espero ter ajudado neste início de reflexão. 🙂

Abçs, Betânia Tassis.

  • Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade tem tratamento para me acalmar? Isso é normal?
  • Já tive alguns parceiros na vida, porém desde que comecei minha vida sexual eu nunca senti prazer, nem na penetração e muito menos no clitóris, já fiz exames hormonais e está tudo certo, o que poderia ser ?
  • Eu tenho 24 anos e já tem mas de três anos que não fazia sexo não tinha relação com ninguém pois sentia muita dor na hora que ia fazer isso foi me deixando fechada para esse assunto agora voltei a ter relação mas não sinto praze nem um nem no sexo oral nem na penetração lubrifico faço tudo más o prazer…
  • perdi a minha viginidade com 21 anos, desde então nunca senti prazer na penetração, fico excitada, lubrifico correctamente e ate chego a atingir orgamo com o sexo oral e com a masturbação , não sinto dor ao me relacionar apenas não sinto prazer na penetração, será algum problema que pode ser trabalhado…
  • Sou adolescente e não consigo senti prazer nem orgamos nunca senti nada dês da primeira vez só as vezes dores de leve mais não sei mais oque fazer tenho que fingir que sinto sem senti isso é deprimente.
  • Tenho 24 anos, namoro e não tenho mais vontade de fazer sexo. Me sinto mais livre e feliz sem sexo. As vezes me sinto reprimida, desanimo, com peso após o sexo. Só de pensar em ter relações a vida inteira me dá arrepios, pois me sinto livre sem fazer. E mais sinto dores na relação. O que pode ser?
  • Olá, sou casada há 1 ano e durante o relacionamento, desde 2017 comecei a engordar uns 4kg ao ano. Não desleixei, porém foi algo que saiu do meu controle. Consequentemente passei a ter muito receio em “me soltar” na cama e pensava mto sobre meu marido perder o desejo sexual por mim. Já tive algumas conversas…
  • Oi eu tenho 19 anos e ja sou casada e tenho relação sexual com meu marido todos os dias, e eu na maioria das vezes não consigo sentir prazer a ponto de ter orgasmo é normal com tão pouca idade? Isso acontece pelo fato da gente ter relação todos os dias?
  • Tenho 39 anos é normal na hora H com meu parceiro não consegui ter prazer?
  • Eu tenho vontade de fazer sexo exagerado não consigo ficar muito tempo sem sexo se eu ficar uma semana já não aguento se deixar faço todos os dias…Isso é normal ou preciso me tratar?

Nossos especialistas responderam a 95 perguntas sobre Terapia sexual Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.

Conselho de amiga: Mulheres contam o que gostam de fazer durante a masturbação

A prática da masturbação, além de ser uma delícia, faz bem para a saúde, pois libera endorfina, o famoso hormônio do bem-estar, aumenta o fluxo sanguíneo, reduz o estresse e te ajuda a conhecer os pontos do seu corpo que te dão mais prazer. Por conta disso, o iG Delas perguntou para suas leitoras o que elas gostam de fazer nesse momento íntimo. Aqui estão as melhores dicas:

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Shayene Mazzoti/ Portal IG
Confira dicas de masturbação dada pelas leitoras do Delas

1-      O vibrador é um grande aliado

“Cama, luzes apagadas e debaixo das cobertas pro barulho do vibrador não sair tão alto. Tenho quatro. Mas como não sou muito fã de penetração, prefiro a Magic Wand (varinha mágica). E eu então gosto de pensar em homens me servindo de alguma forma.” – Bia Helena.

2-    Descobri o prazer tardio

“Eu comecei a me masturbar sozinha depois dos 30 anos. Fazia junto com o parceiro, mas nunca sozinha. Sentia que estava fazendo alguma coisa errada. Depois é que eu descobri essa fonte inesgotável de prazer.

 Hoje me sinto mais poderosa de saber que eu posso me proporcionar tamanho prazer, de modo tão rápido e prático.

Eu coloco um vídeo sensual para me ajudar e me masturbo quando estou muito estressada e preciso de alívio rápido” – Anônima

3-    Essencial conhecer o próprio corpo

“Geralmente me masturbo em casa, mas já me masturbei no trabalho. Atualmente, como o sexo tem bastante frequência e qualidade, quase não me masturbo. Às vezes rola durante o sexo também.

É essencial conhecermos o próprio corpo, anatomicamente e em questão de prazer também. Não devemos ter pudor quanto a masturbação. Ela é importante para ambos os sexos. A questão de controlar a respiração ajuda bastante, porém sei o quanto é difícil.

São muitas coisas para se preocupar no momento do prazer, tanto a dois, como sozinha.” – Daniela Lopez

4-    Memórias sexuais

“Eu me excito pensando em memórias sexuais ou apenas em algo específico. É necessário para se conhecer, além de comunicação entre seu/sua parceira sobre como você gosta de sentir prazer e se sentir confortável com o seu corpo, é fundamental.” – Vitória

5-    Uso de óleos para ajudar

“Me masturbo em casa, na minha cama. Geralmente depois do banho, quando estou me sentindo à vontade, relaxada e cheirosa. Coloco música instrumental, e uso um óleo natural como lubrificante.

Também gosto muito de usar óleo de coco, começo massageando os lábios externos….

Quando você acostumar a se masturbar sozinha, comece a levar a prática para a relação sexual, que, na minha opinião, torna-se mais prazerosa.” – Nanda

6-    Você não precisa ver pornografia

“Normalmente é através de uma conversa, uma memória, uma foto… Não curto assistir pornô porque acho essa indústria podre, principalmente para as mulheres, e toda aquela encenação não me dá tesão algum.

Acho que, nesse momento, praticar a criatividade e a imaginação é a melhor coisa a se fazer, pois assim você descobre o seu jeito de sentir prazer, ao invés de tentar imitar ações de um filme, sabe? E você tem que estar na vibe, quando eu estou ansiosa ou tive um dia ruim eu sei que não vai rolar de me masturbar porque a minha cabeça vai estar em outro lugar.” – Anônima

7-    Se concentre em suas partes erógenas

“Gosto de fazer isso na cama e no banheiro. Às vezes quando bebo fico mais animada, então, é um caminho. Gosto de sentir o meu corpo, me concentrar em partes erógenas e pensar em me masturbar, no prazer e no orgasmo.” – Solimar Garcia

8-    Você se sente desejada

“A masturbação acontece durante a madrugada, com música ou depois do banho e de passar creme hidratante pelo corpo… trazendo a sensualidade pra consciência. Esse preparo ajuda. Me lembrar de situações onde me senti desejada, mensagens picantes que foram recebidas ou enviadas… acesso a momentos de flerte e sedução.” – Priscila

9- Masturbação é um ritual do amor próprio

“Masturbação é um ritual do amor próprio. Colocar uma música bem gostosa e sensual, parar na frente do espelho, sem se criticar e sim se adorar. Tocar sutilmente todo seu corpo, despertando-o. Dança pra si mesma e, à medida que ganhar, segurança comece a olhar sua vulva, se conhecendo. Vá se tocando e despertando o prazer ganhando confiança e amor próprio.” – Denise

10 – Desenvolver a sensibilidade e a sensorialidade

“Gosto de contos eróticos e cenas de filmes/séries picantes (cenas que não romantizam agressões, abuso, assédio). Mas o que eu mais utilizo é a imaginação. Estou no processo de não precisar utilizar nenhum meio para me excitar. Sentir excitação e tesão apenas com os estímulos sexuais que eu me presentear (desenvolver a sensibilidade e a sensorialidade).” – Gabriela

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Porque é que as mulheres ainda se masturbam menos do que os homens?

Diminui o stress, melhora o humor e queima calorias. Há quem o faça regularmente, mas também há quem não se imagine a fazê-lo. Podíamos estar a falar de yoga, mas por acaso não estamos. Estamos a falar de masturbação feminina.

“Para mim, é como fazer exercício físico, e por isso faz sentido que seja feito com alguma regularidade.” Mariana (nome fictício) tem 24 anos e, neste momento, não tem nenhuma relação.

Encara a masturbação como um desporto e fá-lo (pelo menos) uma vez por semana, desde que haja vontade para tal. Começou a masturbar-se há cerca de três anos, mas sente que já foi tarde.

Acredita que não há nenhuma desvantagem numa prática que a ajuda a descontrair, a conhecer o próprio corpo e que, ainda por cima, “sabe bem”.

“Uma das coisas mais apelativas na masturbação é o facto de ser um prazer sem consequências, o que é muito raro. É simples”, disse Inês

Raquel (nome fictício) tem 24 anos e também não tem namorado. Começou a masturbar-se na chamada pré-adolescência, e agora costuma fazê-lo uma vez por semana.

Confessa que há fases em que a masturbação nem lhe passa pela cabeça, mas orgulha-se da naturalidade com que a encara. “Relaxa-me, é bom, e eu mereço.

Beber álcool, por exemplo, também é muito relaxante, mas a masturbação não faz mal à saúde. E queima calorias”, disse.

Para Inês (nome fictício), a descoberta foi mais tardia. Tem 21 anos e começou a masturbar-se aos 16, quando teve o primeiro contacto sexual com um rapaz, para se conhecer melhor, e para melhorar a experiência dos dois.

“Uma das coisas mais apelativas na masturbação é o facto de ser um prazer sem consequências, o que é muito raro. É simples.” Agora, tem namorado, e não o faz tão regularmente, mas a masturbação já teve um papel muito importante na sua vida.

“Em algumas alturas, fazia-o todos os dias, e esperava o dia todo por esse momento.”

A masturbação feminina ainda tem um longo caminho a percorrer

“As mulheres masturbam-se muito menos do que os homens que são, desde cedo, estimulados a desenvolver todos os aspetos da sua sexualidade. A razão pela qual não o fazem é, sobretudo, cultural.

” Quem o diz é Maria do Céu Santo, ginecologista e obstetra, e pós-graduada em sexologia clínica.

É também sobre a sexualidade masculina que ainda existe mais investigação científica – a oferta de trabalhos sobre sexualidade feminina está a aumentar, e o número de mulheres que se masturba também, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Há cada vez mais o entendimento de que a sexualidade é para todos, e não só para os homens, e isso vai ajudar muitas mulheres a perceberem que a masturbação é uma coisa perfeitamente normal “, disse Mariana.

Mariana lamenta que a sexualidade feminina e masculina ainda sejam tratadas de forma tão diferente, e que uma mulher que fale abertamente sobre sexo ou masturbação continue a correr o risco de ser julgada.

Mas acha que isso não vai ser assim durante muito tempo.

“Há cada vez mais o entendimento de que a sexualidade é para todos, e não só para os homens, e isso vai ajudar muitas mulheres a perceberem que a masturbação é uma coisa perfeitamente normal.”

Raquel acredita que muitas mulheres não se masturbam por receio, ou vergonha do próprio corpo, por não se sentirem confortáveis na sua própria pele. “Acredito que haja mulheres que não se masturbam porque percebem que a sua fisionomia não corresponde ao ideal que lhes é vendido, por exemplo, pela indústria pornográfica.”

Para Inês, “a ideia falsa de que as mulheres são menos sexuais cria culpa em qualquer iniciativa sexual, como é o caso da masturbação.” Conhece mulheres que não se masturbam e que nunca tiveram um orgasmo, e acredita que há quem não consiga ter prazer nas relações sexuais porque não sabe (ou nem sequer chega a tentar) fazê-lo sozinha.

Quanto ao orgasmo feminino, é tudo uma questão de aprendizagem.

 “O orgasmo feminino aprende-se, e saber chegar lá sozinha é meio caminho andado para se conseguir fazê-lo com outra pessoa”, disse a ginecologista, relembrando a importância da masturbação na descoberta do “mapa geográfico” de cada mulher.

Para além disso, na masturbação, os orgasmos são normalmente mais rápidos e intensos do que numa relação sexual – estas ganham pela componente afetiva, que torna os orgasmos mais recompensadores.

Mas para quem não se masturba, os argumentos são vários: acham a masturbação um ato demasiado solitário, estão numa relação e têm uma vida sexual ativa, ou não se masturbam, pura e simplesmente, porque não querem.

E, ao contrário do que se possa pensar, uma vida sexual satisfatória e a prática da masturbação podem ser independentes – há mulheres que nunca se masturbaram, e que ainda assim têm muito prazer sexual.

Sofia (nome fictício), por exemplo, sabe que a masturbação é importante na descoberta do próprio corpo, mas nunca sentiu necessidade de o fazer. “Sinto que me conheço bem o suficiente.” Tem 26 anos, namora desde os 15, e por isso, a masturbação nunca foi, sequer, uma hipótese. “Nunca tive curiosidade e nunca pensei fazê-lo, até porque comecei a namorar muito cedo.”

Acredita que homens e mulheres são muito diferentes, e que a masturbação é mais para eles. “Acho que não temos tanta necessidade, ou até vontade de o fazer. Até certo ponto, diria que passamos bem sem relações sexuais, e sem nos masturbarmos”.

Joana (nome fictício), também considera que, quer a necessidade, quer o hábito, são muito mais masculinos do que femininos. “Acho francamente que sim: os homens precisam muito mais do que nós.

Tem 28 anos, namora desde os 14 e nunca se masturbou, nem nunca sentiu necessidade disso, talvez por ter iniciado cedo a sua vida sexual. Encara a prática com naturalidade, mas assume que não se imagina a fazê-lo. “É estranho, não sei.

Acho que é por causa da sensação das mãos a tocarem e a sentirem esta parte do corpo.”

Para Bárbara (nome fictício), “nunca calhou” – tem 28 anos e namora desde os 18. Não se masturba, mas considera-se bastante aberta em relação a todas as dinâmicas sexuais. “Não sou púdica em relação a isso”. Até agora, nunca o fez, porque nunca sentiu necessidade. “Se não estivesse numa relação, e sentisse necessidade de o fazer, fazia.”

E nisso, estão as três de acordo – nunca se masturbaram, mas não põem de parte a hipótese de um dia o virem a fazer. “Não posso dizer que nunca o farei. Só que até agora nunca aconteceu, e nunca senti necessidade de o fazer. Não sei se algum dia sentirei”, disse Sofia.

A masturbação pode ser indicada como terapêutica em certos problemas sexuais ao nível da excitação, ou quando existam dificuldades em chegar ao orgasmo. E nesses casos, as mulheres perguntam sempre se não há outra opção”, disse a ginecologista.

Mas esta não é a postura habitual de quem não se masturba. Maria do Céu Santo disse à MAGG que, para além de não serem particularmente recetivas à masturbação, as mulheres não gostam de falar sobre ela, nem de admitir que se masturbam.

Quando a masturbação lhes é sugerida como solução para algum problema, a reação é sempre a mesma. “A masturbação pode ser indicada como terapêutica em certos problemas sexuais ao nível da excitação, ou quando existam dificuldades em chegar ao orgasmo.

E nesses casos, as mulheres perguntam sempre se não há outra opção.”

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