Como É Que As Cobras Se Reproduzem?

  • Uma espécie de parto virgem foi encontrado em vertebrados selvagens pela primeira vez, por pesquisadores americanos da Universidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma.
  • Os cientistas encontraram fêmeas grávidas de víboras norte-americanas e analisaram geneticamente os filhotes, o que comprovou que elas são capazes de se reproduzirem sem o macho.
  • O fenômeno se chama partenogênese facultativa e só foi registrado antes em espécies em criadas em cativeiro.
  • Os cientistas dizem que a descoberta pode mudar a compreensão atual sobre a reprodução animal e a evolução dos vertebrados.
  • Até hoje, pensava-se que era extremamente raro que uma espécie normalmente sexuada se reproduzisse assexuadamente.
  • Identificados primeiro em galinhas domésticas, os “partos virgens” foram também registrados recentemente em algumas espécies de cobras, tubarões, lagartos e pássaros.
  • No entanto, tais nascimentos sempre aconteceram em cativeiro, com as fêmeas sendo mantidas longe dos machos.

Como É Que As Cobras Se Reproduzem?Víboras fêmeas podem ter optado por reprodução sem macho. (Foto: Charles Smith e Pam Eskridge/BBC)

Novidades evolutivas Nascimentos virgens em vertebrados geralmente são vistos como “novidades evolutivas”, segundo o professor Warren Booth, que conduziu o estudo questionando a ideia, divulgado na publicação científica “Royal Society's Biological Letters”.

Ele e seus colaboradores examinaram os nascimentos em populações de duas espécies de víboras norte-americanas já conhecidas e separadas geograficamente.

Em um dos grupos, uma em 22 cobras se reproduziu sem o macho. No outro, isso aconteceu com uma das 37 víboras.

“A frequência foi o que mais nos chocou. Isso quer dizer que entre 2,5 e 5% dos filhotes produzidos nestas populações podem resultar de partenogênese”, afirmou Booth.

  1. “Isso é bastante para algo que é considerado novidade na evolução”.
  2. Com ou sem sexo Um parto virgem, ou partenogênese, acontece quando um óvulo cresce e se desenvolve sem ter sido fecundado pelo espermatozoide.
  3. O fenômeno produz um filhote que tem somente o material genético da mãe e é relativamente comum em invertebrados como formigas, abelhas e pulgões.
  4. A reprodução assexuada também acontece com algumas espécies de lagartos, mas ainda é rara em espécies vertebradas sexuadas.
  5. Ainda não está claro se as víboras fêmeas escolheram ativamente se reproduzir desta forma ou se a partenogênese foi estimulada por outro fator, como um vírus ou uma infecção bacteriana.
  6. No entanto, os pesquisadores dizem ser improvável que o mesmo aconteça também entre mamíferos placentários — cujos filhotes se desenvolvem em placentas dentro da mãe.
  7. Isso porque os mamíferos dependem de um processo chamado carimbo genético para se reproduzirem, em que um conjunto de genes de um dos pais domina o outro.
  8. A interação entre os dois materiais genéticos é essencial para que seus embriões se desenvolvam normalmente.

Publicações Recentes

Como É Que As Cobras Se Reproduzem?Jararaca Pintada (Bothrops pubescens) se alimentando de um anuro.

As serpentes ou cobras, como são popularmente conhecidas, são animais alongados, desprovidos de patas, pálpebras móveis e orelhas. Com um corpo escamoso e um tanto esquisito, são parentes próximas de jacarés, tartarugas, lagartos e, surpreendentemente, até das aves. Ainda que o formato geral do corpo de uma serpente não seja muito variável, dentre as mais de 3.700 espécies do mundo, algumas chamam a atenção por suas peculiaridades, como as grandes sucuris (Eunectes spp.), e seu tamanho colossal, as cascavéis (Crotalus spp.) e seu icônico chocalho ou mesmo as coloridas (nem sempre!) e graciosas cobras corais (Micrurus spp.).

No Brasil, temos mais de 390 espécies de serpentes, distribuídas por toda a extensão do país. Ao norte, desde a úmida Floresta Amazônica, passando pelo Cerrado, à seca Caatinga, até as áreas de Mata Atlântica e, por fim, no extremo sul, nos campos do Pampa.

Neste último bioma, ocorrente apenas no Rio Grande do Sul, podemos encontrar serpentes nos mais diversos ambientes.

Seja em árvores, típico lugar da cobra-cipó (Philodryas olfersii), seja em meio à área de campo nativo, ambiente da conhecida e cruzeira (Bothrops alternatus), dentro de banhados e açudes, onde podemos encontrar a “inofensiva” cobra-água (Helicops infrataeniatus), ou mesmo ocultas sob a terra, o caso da cobrinha-cega (Epictia munoai).  Assim, como os vários locais onde podemos encontrar serpentes, os itens alimentares consumidos por elas também são diversos. Ainda que todas sejam carnívoras, suas presas são diversas, como: aranhas, lacraias, lesmas, sapos, ratos, outras serpentes e diversos outros tipos de presas.

As serpentes vivem em diversos ambientes, possuem diversos tipos de presas e mesmo de predadores, portanto, cada espécie tem um papel importante na cadeia alimentar (por exemplo, controle de roedores ou alimento para falcões). Quando o ambiente natural é alterado de alguma forma, as espécies que antes viviam nele são impactadas, podendo até virem a ser extintas.

O bioma Pampa, em território nacional, sofreu uma degradação de quase 40% de toda a área nativa, apenas nos últimos 20 anos. Em consequência de toda essa área convertida (seja em áreas de agricultura ou silvicultura), houve uma acentuada perda de biodiversidade, entre os grupos diretamente impactados está o das serpentes.

Atualmente, a região mais conservada do pampa gaúcho, os campos rochosos de solos rasos (áreas de difícil acesso a mecanização e conversão do solo), se estendem pelos municípios de Quaraí, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Uruguaiana e Alegrete, uma área extremamente prioritária para a conservação dos répteis no Pampa.

Assim, visando futuras estratégias de conservação de serpentes, partindo da ideia que é preciso conhecer para preservar, um estudo está sendo desenvolvido em uma área de campos rochosos do Pampa (Serra do Caverá), localizado no município de Rosário do Sul-RS.

Pretendemos descobrir que espécies vivem nessa região, que tipo de ambientes elas frequentemente utilizam, de que se alimentam e outros aspectos ecológicos gerais.

Essas informações servirão como base para futuros estudos e, principalmente, na tomada de decisões envolvendo a conservação da biodiversidade e do bioma Pampa.

Texto: Conrado Mario da Rosa

Como as Cobras se Reproduzem

As cobras se reproduzem através da cópula.

 Na fase de reprodução das cobras o macho insere um de seus hemipênis (órgãos sexuais), que então se estende e libera esperma na cloaca da cobra fêmea.

As cobras podem colocar ovos (ovíparas), gerar seus filhotes no útero, como a cascavel (vivíparas) ou manter seus ovos dentro do corpo até a saída dos filhotes (ovovivíparas).

Tudo começa quando a fêmea libera um perfume especial (feromônio) para atrair o macho, que começa a cortejar a fêmea, batendo com seu queixo na parte de trás de sua cabeça, rastejando sobre ela. Quando ela está desejosa, levanta a cauda.

Nesse ponto, ele enrola sua cauda em torno da cauda dela para que a base de suas caudas se encontre na cloaca (o ponto de saída para excreções e fluido reprodutivo) e então a cópula acontece.

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Reprodução das Cobras

Como É Que As Cobras Se Reproduzem?

As cobras fêmeas se reproduzem uma ou duas vezes por ano, contudo os métodos de parto variam entre as espécies. Algumas cobras dão à luz filhotes formados, enquanto outras colocam ovos. Algumas inclusive combinam esses métodos, guardando os ovos internamente até que se rompam, dando à luz filhotes já formados.

No geral, as cobras não sentam sobre seus ovos como as galinhas e costumam abandonar seus ovos ou filhotes logo após que os colocam para fora. Em alguns casos, podem chegar a proteger os ovos e filhotes por alguns dias depois que nascem.

Cobra coloca ovo?

Sim, uma cobra ovípara coloca ovo e o desenvolvimento dos filhotes ocorre inteiramente fora do corpo da mãe, que também não choca os ovos ou os protege na grande maioria das vezes. A cobra Coral verdadeira é um exemplo de cobra que coloca ovo, assim como a Surucucu e a Jiboia.

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Cobra que não coloca ovo

A Cascavel é um exemplo de cobra que não coloca ovo, assim como a Sucuri. Ambas são vivíparas.

Uma cobra que não coloca ovo pode ser vivípara, onde os seus filhotes se desenvolvem dentro do útero, ou ovovivípara, onde os ovos existem, mas são mantidos dentro do corpo e também eclodem em seu interior.

Nos dois casos os filhotes já saem completamente formados do corpo da mãe.

Órgãos reprodutivos das cobras

As cobras machos possuem dois pênis e dois testículos, chamados de hemipênis, que surgem de sua cloaca no momento da cópula, mas apenas um pênis é utilizado por vez.

Os machos possuem, inclusive, um “pênis preferido” para usar. O esperma do macho é inserido na cloaca das fêmeas, por onde saem seus dejetos e também o seu odor natural.

Ter dois pênis facilita um número maior de cópulas em pouco tempo.

Como acontece a reprodução dos répteis? • Tiendanimal Blog

Existem inúmeros répteis e de diferentes tamanhos, desde uma pequena lagartixa até um grande crocodilo. Por tanto a sua reprodução também varia segundo as particularidades de cada espécie.

Antes de falar como se reproduzem os répteis, faremos um pequeno resumo para que conheças os diferentes tipos de reprodução em répteis:

  • Ovíparos: põem ovos
  • Vivíparos: não põem ovos
  • Ovovivíparos: os ovos permanecem dentro do corpo até que as crias estão prestes a sair da casca.

A maioria dos répteis são ovíparos: iguanas, varanos, geckos, tartarugas, alguns camaleões (outros são ovovivíparos). Apenas algumas lagartixas e cobras como a boa, a cobra cascavel e a cobra-de-água-viperina são vivíparas.

Os ovos são amnióticos, podem ser depositados em terra no lugar da água e mantêm a cria protegida da dessecação mediante o líquido amniótico.

Isto lhes permite desenvolver-se e sobreviver em entornos secos, tal e como o fariam no meio aquático.

Como é o tipo de reprodução dos répteis?

Como na maioria dos animais, os répteis se reproduzem sexualmente e a fecundação sempre é interna. Apenas algumas espécies de lagartos e uma família de serpentes se reproduzem mediante partenogénese, na qual a mãe não precisa de fecundação para criar.

Incubação do ovo: Como é o ovo amniótico?

Os ovos dos répteis, como já comentamos anteriormente, são amnióticos, estão preparados para sobreviver no clima seco.

Por um lado, compõe-se de uma casa exterior dura e porosa que protege o embrião dos golpes, das condições atmosféricas e dos depredadores; contudo, é o suficientemente permeável como para permitir a passagem do oxigénio e o dióxido de carbono do exterior.

Por outro lado, o interior, com um saco com líquido amniótico que humedece o embrião e outro saco que recolhe os seus resíduos. Além do mais, o ovo contém uma grande quantidade de gema que garante a nutrição do embrião.

A incubação dos ovos é uma parte fundamental da reprodução dos répteis e funciona bastante diferente que em outros animais. Segundo a espécie e a temperatura do ninho, a incubação durará entre 6 e 12 semanas, aproximadamente.

Devido à baixa temperatura do corpo da maioria dos répteis, utilizam outros elementos naturais que soltam calor na hora da postura, como por exemplo a luz do sol direta.

Nesse caso, quase sempre se desenvolvem sozinhos, sem o cuidado dos seus progenitores.

Espécies que protegem os ovos até a eclosão são os crocodilos e as cobras, ao contrário das tartarugas marinhas, que os abandonam uma vez feita a postura.

Curiosamente, a temperatura da incubação resulta, em muitos casos, determinante na hora de que as crias sejam machos ou fêmeas; uma temperatura baixa implica no nascimento do sexo menor e uma temperatura elevada o sexo maior, que dependerá de cada espécie.

Esperamos que tenhas gostado deste novo artigo e agora conheças melhor como é a reprodução dos répteis e o processo de incubação dos ovos. Se quiseres saber mais sobre esta grande família de animais, não hesites em escrever-nos!

Ajudante Técnico Veterinário especializada em etologia canina. Tiendanimal me permite trabalhar no que mais me apaixona: o mundo animal.

Consigo conciliar o meu trabalho com voluntariados em protetoras, santuários, reservas e qualquer evento ou atividade relacionada.

Tenho participado de diversos seminários e cursos relacionados com a educação canina, as aves, a primatologia e muito mais. Desfruto a aprender cada dia mais destes incríveis companheiros com os que temos a sorte de conviver.

Jararacas e Cascavéis têm estrutura placentária – AUN USP

Jararacas e Cascavéis têm estrutura placentária

São Paulo (AUN – USP) – Jararacas (Bothrops jararaca) e Cascavéis (Crotalus durissus) possuem estrutura placentária.

Essa é a principal descoberta de um estudo comandado pela pesquisadora do Instituto Butantan Selma Almeida-Santos.

A pesquisa será transformada na tese de doutorado de Selma e as primeiras conclusões foram apresentadas em um Simpósio de Reprodução Animal, que aconteceu na Universidade de São Paulo no mês de julho.

Tanto as Cascavéis como as Jararacas são vivíparas, isto é, não colocam ovos e dão à luz a filhotes vivos. �, portanto, a mãe que dá ao feto alimento, oxigênio, água, entre outras coisas.

“O que eu acho interessante neste trabalho é que nós estamos descrevendo uma forma de placentação: que é uma estrutura que permite ao embrião ficar no corpo da mãe por bem mais tempo”, conta a pesquisadora.

O estudo já comprovou que por essa placenta passam gases da mãe para o feto â?? principalmente o oxigênio.

Além da estrutura placentária, há um vitelo (como a gema do ovo de galinha) e Selma pretende descobrir qual a importância dele para o desenvolvimento do embrião.

“Na história evolutiva, serpentes e lagartos representam um elemento intermediário entre aves e mamíferos”, lembra a pesquisadora.

“Então, se a gente realmente descobrir isto [a importância da estrutura placentária], a gente mostra uma semelhança muito maior desses répteis com os mamíferos, por exemplo, do que com as aves e crocodilos”, ressalta.

A pesquisadora comparou o ciclo reprodutivo das duas serpentes e descreveu os respectivos aparelhos reprodutores, que apresentam dois ovários e dois ovidutos.

Nos ovidutos são observados a região infundibular (que corresponde à trompa no ser humano) e o útero, que é, por sua vez, dividido em útero posterior, que serve para armazenar os espermatozóides, e útero anterior, onde ocorre a gestação.

� muito importante para essas serpentes o armazenamento de espermatozóides porque tais espécies copulam no outono, pouco antes da chegada do inverno. Como o período de gestação dura de quatro a cinco meses, a fecundação não pode acontecer logo depois da cópula, para que os filhotes nasçam em um período mais quente.

“Para um réptil que é um animal, como o pessoal fala, de sangue frio [Ectotérmicos] a dificuldade dele em obter calor é muito maior do que a nossa”, explica Selma. “Então é interessante que elas guardem este esperma para que na primavera, quando começa a esquentar, aconteça este desenvolvimento embrionário”, completa.

A Bothrops jararaca é uma serpente de corpo delgado, que pode atingir até 130 centímetros de comprimento e a Crotalus durissus, que tem um corpo mais robusto do que a primeira, pode chegar a 160 centímetros. Ambas tem hábitos noturnos e são encontradas em áreas abertas, como campos de cultivo, o que acarreta em um número elevado de acidentes com seres humanos.

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Cobra – Wikipédia, a enciclopédia livre

 Nota: Para outros significados, veja Cobra (desambiguação).

Cobra
Classificação científica
Famílias
A cobra-de-capelo indiana, Naja naja, é considerada por muitos como a cobra arquetípica.
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Henophidia

  • Aniliidae
  • Anomochilidae
  • Boidae
  • Bolyeriidae
  • Cylindrophiidae
  • Loxocemidae
  • Pythonidae
  • Tropidophiidae
  • Ungaliophiidae
  • Uropeltidae
  • Xenopeltidae
  • Xenophidia
  • Acrochordidae
  • Atractaspididae
  • Colubridae
  • Elapidae
  • Hydrophiidae
  • Viperidae

Cobra é uma denominação genérica, utilizada frequentemente na língua portuguesa como sinônimo para serpente.[1]

É também uma denominação comum entre europeus para designar espécies asiáticas, da subordem Ophidia e do gênero Naja.[2] O nome é uma abreviação de cobra-de-capelo ou cobra-capelo.[3]

A maior parte das cobras põe ovos e a maior parte destas os abandona pouco depois da ovoposição. No entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retêm os ovos dentro dos seus corpos até se encontrarem prestes a eclodir.

Recentemente, foi confirmado que várias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico.

A retenção de ovos e os partos ao vivo são normalmente, mas não exclusivamente, associados a climas frios, sendo que a retenção dos descendentes dentro da fêmea permite-lhe controlar as suas temperaturas com maior eficácia do que se estes se encontrassem no exterior.

Uso do termo

Cobra pode se referir a:

  • Qualquer membro do gênero Naja, também conhecidas como cobras típicas;
  • Qualquer membro do gênero Boulengerina;
  • Qualquer membro do gênero Aspidelaps;
  • Qualquer membro do gênero Pseudohaje;
  • Paranaja multifasciata;
  • Cobra-rei;
  • Rinkhals;
  • Micrurus fulvius;
  • Hydrodynastes gigas.

Espécies mais conhecidas

  • Cascavel
  • Coral-verdadeira
  • Falsa-coral
  • Surucucu
  • Urutu
  • Cobra-de-escada
  • Cobra-do-milho
  • Cobra-verde
  • Muçurana
  • Sucuri
  • Cobraila
  • Jiboia
  • Píton-real
  • Píton-reticulada
  • Cobra-d'água
  • Mamba-negra
  • Cobra-papagaio
  • Naja
  • Caninana
  • Jararaca
  • Jararacuçu-do-brejo

Referências

  1. ↑ «Dicionário da Língua Portuguesa.» ????. Porto Editora. Consultado em 21 de setembro de 2010 
  2. ↑ «Michaelis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa». Editora Melhoramentos. Consultado em 21 de setembro de 2010 
  3. ↑ Oxford. 1991. The Compact Oxford English Dictionary. Second Edition. Clarendon Press, Oxford. ISBN 0-19-861258-3.
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Cobras virgens grávidas existem – e são comuns

A partenogênese é um fenômeno da biologia que ocorre quando seres vivos geram filhotes sem se relacionarem sexualmente com um parceiro. As abelhas funcionam assim.

Se o óvulo não é fecundado nascem zangões, se acontecer a fecundação, a larva se transforma em uma abelha propriamente dita.

Já se sabia que algumas espécies de cobra também conseguem fazer tal ação, mas um estudo realizado com pesquisadores das universidades de Tulsa e do Estado da Geórgia, apontam que o número de cobras que se reproduzem ainda virgens é muito maior do que se imagina.

O consenso que vigorava até agora era que as cobras se utilizavam da partenogênese se não encontrassem um parceiro, ou quando eram colocadas em cativeiro.

A novidade apontada pelos pesquisadores é que cobras fêmeas também utilizam da técnica quando estão em ambiente selvagem e/ou com machos da espécie. Dessa forma, a ação deixa de ser uma necessidade e passa a ser uma estratégia reprodutiva e evolutiva.

“Esperamos mudar essa concepção de que este é um fenômeno raro, para algo potencialmente importante na evolução dos vertebrados, ocorrendo em populações próximas de nós.

Estabelecendo isso, deveríamos começar a pensar em como isso pode afetar populações pequenas ou em perigo”, afirmou Warren Booth, ecologista da Universidade de Tulsa e um dos responsáveis pelo projeto, em entrevista ao site CBS News.

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Há dois tipos de partenogênese: 1- a obrigatória, em que a reprodução ocorre de maneira exclusivamente assexuada, e 2- a partenogênese facultativa, quando o animal consegue descendentes fazendo sexo ou não. Entre as 21 espécies de cobra analisadas, apenas uma demonstrou se demonstrou obrigatória, todas as outras variam entre a reprodução sozinha ou com a de um parceiro.

O estudo ainda não conseguiu descobrir quais são as motivações que fazem a cobra decidir se reproduzir autonomamente, mas sabe-se que a escolha não pode ser feita sempre, pois os animais possuem números limitados de ovos. Outra dúvida que permanece é sobre os filhotes nascidos de uma partenogênese. Não se sabe, por exemplo, se essas cobras também conseguem se multiplicar usando a mesma técnica.

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Sem macho, cobra se reproduz sozinha em zoo de Campinas

Rose Mary de SouzaDireto de Campinas

Uma serpente fêmea isolada em cativeiro, sem contato com um macho, é mãe de dois filhotes. A espécie caiçaca ou jararacão (Bothrops moojeni) vive na Casa dos Animais Interessantes, do Aquário Municipal de Campinas, e que fica no Zoológico do Bosque dos Jequitibás.

Um exame de DNA será feito pelo Instituto Butantan para confirmar se houve partenogênese
Foto: Rose Mary de Souza / Especial para Terra

O fato do réptil procriar sem o acasalamento é raro e a hipótese provável é que ocorreu uma partenogênese, ou seja, uma reprodução assexuada – algo muito incomum em um vertebrado -, segundo a bióloga do aquário, Denise Polydoro.

Os dois filhotes são sobreviventes de uma ninhada de 23 ovos dos quais 20 não se desenvolveram (atrésicos). Dos três ovos restantes, vingaram apenas os dois filhos já que do terceiro ovo o filhote estava morto.

A serpente está em Campinas desde 2006, proveniente do Zoológico de Sorocaba, também interior de São Paulo. Desde então ela não teve contato com nenhum outro exemplar de sua espécie.

Em janeiro de 2010 a serpente também chegou a pôr ovos, porém nenhum dos filhotes sobreviveu.

DNA“Vamos fazer O exame de DNA para confirmar a partenogênese”, afirmou a bióloga Denise. De acordo com ela o teste será conduzido pelos pesquisadores do Instituto Butantan, de São Paulo que irão à cidade para a coleta de material. Na ocorrência do ano passado, não houve tempo de se fazer a coleta para o DNA, já que os filhotes não sobreviveram.

Denise explica que a reprodução assexuada de fêmeas mantidas em cativeiro isoladas de machos já foi registrada em pelo menos em duas espécies brasileiras: Bothrops moojeni e Bothrops insularis.

Filhotes separadosApós o nascimento os dois filhotes foram separados da mãe por precaução a fim de evitar algum acidente como serem predados, explicou a bióloga. Eles foram colocados, separados entre si, em uma caixa de vidro dentro de uma sala com aquecimento controlado.

A serpente pesa quase 2 kg e está com 1 m e 40 cm de comprimento. Ela é muito agressiva e o seu bote, que pode ser tanto no sentido horizontal como na vertical, pode alcançar a distância de um terço do seu comprimento.

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  • Foto: Reuters

Fonte: Especial para Terra

Como as cobras se reproduzem? – Maiores do Mundo

Como as cobras se reproduzem? Olas põe ovos ou dão a luz? Hoje você vai descobrir as cobras tem 3 métodos.

Leia também:  Como Perceber Que Uma Relação Acabou?

As cobras são répteis incríveis e não só pelo seu enorme tamanho, quantidade de veneno e características que algumas espécies possuem.

Muitas desses animais possuem formas bem estranhas de se reproduzirem e que estão presentes em apenas alguns específicos.

Aí surge uma grande pergunta, como as cobras têm seus filhotes, as cobras põe ovos? Bom, vamos responder a pergunta de como as cobras nascem nesse vídeo.

Então, como as cobras se reproduzem?

Bem, depende das espécies de cobras, a maioria das cobras põem ovos, isso mesmo cobra põe ovos amigo, enquanto outros dão à luz a bebês cobrinhas.

Então cuidado quando for pegar o ovo das galinhas no mato e não trazer um de cobra, será qual o sabor do omelete de um ovo de cobra em? Aposto que você também pensou isso.

As cobras têm três métodos diferentes de reprodução, vamos explicar cada uma delas a seguir.

Ovíparas:

A maioria das espécies de serpentes, cerca de 70% são consideradas ovíparas, o que significa que põem ovos.

Os ovos, como os das aves, devem ser incubados, ou pelo menos mantidos quentes, até que os filhotes estejam totalmente desenvolvidos e prontos para emergir da casca.

Na maioria dos casos, as cobras fêmeas abandonam os ovos pouco depois de colocá-los. Mas há algumas espécies que se enrolam em torno dos ovos para incubar-los.

Vivíparo:

Neste método reprodutivo não há nenhum ovo presente, é o mais semelhante ao dos mamíferos, como nós humanos.

Espécies de cobras que são consideradas vivíparas dão a luz a cobrinhas em desenvolvimento através da placenta e um saco vitelino. Isso é algo muito incomum entre os répteis.

Uma cobra sucuri bota ovo? Ou ela tem filhotes?

Jibóias e sucuris ( anacondas-verdes ) são dois exemplos de cobras vivíparas, o que significa que elas dão à luz a descendentes vivos, e nenhum ovo está envolvido em nenhum estágio do desenvolvimento.

Ovovíparo:

Podemos pensar no método ovovivíparo como uma “mistura” entre uma espécie de cobra que tem ovos e uma que dá à luz.

Em espécies de serpentes que são fêmeas ovovíparas desenvolvem os ovos dentro de seu corpo. Quando os bebês nascem, a fêmea ainda retém os ovos dentro de seu corpo.

Basicamente, os ovos eclodirão dentro da fêmea, mas os bebês eventualmente nascerão completamente formados e ativos sem casca alguma.

Os filhotes nascem vivos e fora de seus ovos. As muitas espécies de cascavel são ovovivíparas, o que significa que elas dão à luz depois de desenvolver e reter os ovos dentro de seus corpos.

São curiosidades bem interessantes você num acha? Conheça o canal Maiores do mundo no youtube e veja diversas curiosidades como essa.

  • Veja também:
  • As cobras mais mortais do mundo
  • A maior cobra do mundo no guinness book
  • Cobra real a devoradora de cobras

Sexo animal: como é que as cobras fazem?

Se você já parou para observar as cobras com mais cuidado, então deve ter percebido que esses animais não possuem órgãos genitais muito aparentes — como acontece com, digamos, os cães, por exemplo, cuja genitália está ali para todo mundo ver. Sendo assim, você sabe como é que as serpentes fazem para se reproduzir?

O básico

De acordo com Lacy Perry do site how stuff works, o mecanismo de reprodução é basicamente o mesmo para a grande maioria das mais de 3 mil espécies de cobras que existem espalhadas por todo o planeta — exceto na Antártida. Quando uma fêmea está pronta para acasalar, ela começa a deixar um rastro de feromônios que eventualmente é percebido por um macho sexualmente maduro.

O macho, então, começa a seguir o rastro e, depois de encontrar a pretendente e se “enroscar” com ela, ele introduz o hemipênis — que é como seus órgãos sexuais se chamam — na cloaca da fêmea e libera o esperma. Esse processo geralmente dura menos de uma hora (embora existam espécies que passam o dia todo nisso), e a fecundação ocorre no interior da cobra.

As fêmeas costumam se reproduzir entre uma e duas vezes por ano e, enquanto algumas espécies põem seus ovos — e os filhotes se desenvolvem fora do corpo da mãe —, outras dão a luz cobrinhas já formadas, e há as que combinam os dois métodos, expelindo os bebês depois de os ovos eclodirem em seus ventres. Vale lembrar que também existem espécies capazes de se reproduzir sem a presença de um macho, criando clones de si mesmas.

Rituais curiosos

  • Segundo Joseph Castro do site Live Science, o cortejo das sucuris (Eunectes murinus) e das serpentes do gênero Thamnophis, por exemplo, tem início quando as fêmeas finalmente despertam de seu período de hibernação — o que ocorre alguns dias após de os machos acordarem.
  • Assim, depois que os “rapazes” captam os feromônios de uma fêmea, uma porção deles forma uma espécie de massa toda enroscada e ficam sobre ela — e todos tentam o possível para que a cortejada libere a sua cloaca.

Entretanto, algumas vezes os machos acabam perdendo a paciência, e usam a força para que a fêmea se torne receptiva. Para isso, eles sufocam a pobre coitada para que ela — em uma resposta ao estresse — abra a cloaca para liberar fezes ou seu odor natural, enquanto isso os machos aproveitam para acasalar.

Mais contorcionismo

Apesar da estratégia da massa “copulante” descrita acima, de acordo com Joseph, muitas espécies preferem uma abordagem mais mano-a-mano mesmo. Conforme explicou, o comum é que depois de o macho perceber o rastro de feromônio de uma fêmea receptiva, ele siga o odor até encontrá-la. E caso já exista outro macho no pedaço, os dois concorrentes podem se enfrentar em um combate de força.

Os machos da família das víboras e da família Colubridae, por exemplo, normalmente iniciam o duelo se medindo, enquanto se enroscam e seus corpos ficam na posição vertical. Então, um macho tentará vencer o outro colocando o queixo sobre a cabeça do oponente e empurrando para baixo. É quase como uma competição de braço de ferro, na qual o perdedor deve procurar uma nova fêmea para copular.

Já o vencedor poderá usar de várias artimanhas para conquistar a fêmea, como vibrar o seu corpo junto ao dela ou, ainda, massagear a pretendente com o queixo para deixá-la excitada. No entanto, segundo Joseph, embora as técnicas de acasalamento de algumas cobras sejam conhecidas, a verdade é os rituais utilizados pela maioria delas ainda não foram adequadamente documentados.

Hemipênis

Antes de finalizar, achamos que seria interessante incluir aqui uma descrição mais detalhada sobre os hemipênis, os órgãos sexuais das cobras. De acordo com Joseph, os machos contam com dois pênis que aparecem a partir da cloaca no momento da cópula, e cada um recebe o esperma produzido por seu testículo corresponde.

Curiosamente, apenas um pênis é utilizado por vez, e parece que, assim como ocorre com destros e canhotos — ou com o rapaz que possui dois pipis —, as cobras têm um órgão favorito sobre o outro. No entanto, a presença de dois órgãos sexuais nas serpentes é uma adaptação que permite que os machos possam copular com mais de uma fêmea em um curto intervalo de tempo.

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