Como É Que As Borboletas Se Reproduzem?

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem?

As borboletas fazem parte dos invertebrados mais populares e adorados do mundo. A forma delicada da borboleta e a diversidade de cores que as suas asas podem ter, fazem com que esse inseto seja um animal extremamente chamativo e curioso, tanto pela morfologia como pelo ciclo de vida.

Se você quer saber a reprodução das borboletas, como nascem as borboletas, descobrir como vivem e aprender sobre a metamorfose delas, continue lendo esse artigo do PeritoAnimal. Vamos explicar detalhadamente todos esses aspectos da reprodução das borboletas.

Antes de explicar detalhadamente como é o ciclo das borboletas, é preciso saber que elas fazem parte dos animais invertebrados, concretamente, da ordem dos lepidópteros. Apesar das espécies mais conhecidas sejam diurnas, a maioria das borboletas são animais noturnos. Os animais diurnos recebem o nome de Rhopalocera e as noturnas Heterocera.

Entre as curiosidades sobre as borboletas, se encontra seu aparato bucal pois, conta com uma trompa muito fina que se enrola e desenrola.

Graças a esse mecanismo, as borboletas adultas são capazes de liberar o néctar das flores, seu principal alimento. Durante esse processo, também cumprem o papel de animais polinizadores.

Nas fases mais iniciais da vida, no entanto, esses insetos se alimentam de folhas, frutas, flores, rizes e talos.

Onde vivem as borboletas?

É possível encontrá-las em todo o mundo, pois algumas espécies são capazes de sobreviver inclusive em zonas polares. A maioria delas preferem áreas mais quentes com vegetação abundante. Algumas, como a borboleta monarca, migram em diferentes regiões durante o inverno, com o objetivo de concluir o ciclo reprodutivo.

A metamorfose da borboleta é uma das principais curiosidades, pois o ciclo reprodutivo e de nascimento seguem alguns passos específicos. Continue lendo e saiba mais sobre a reprodução das borboletas.

A expectativa de vida de uma borboleta varia dependendo da espécie. Algumas sobrevivem apenas algumas semanas enquanto outras superam um ano. Além disso, fatores como as condições climáticas e a quantidade de alimento são determinantes para a sobrevivência.

O corpo das borboletas se divide em três partes, cabeça, tórax e abdômen. A cabeça apresenta duas antenas, enquanto no tórax surgem seis patas e duas asas. No abdômen estão os órgãos vitais, incluindo o aparelho reprodutor. Machos e fêmeas apresentem dimorfismo sexual, sendo esses de maior tamanho nos machos. Também é possível observar diferenças de cores entre ambos.

O ciclo das borboletas começa com o processo reprodutivo, do qual conta com duas etapas, o cortejo e o acasalamento.

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem?

Para saber como nascem as borboletas é importante que você tenha em conta que o cortejo é um passo crucial.

Os machos realizam o voo de reconhecimento para procurar as fêmeas, chamam a atenção através de piruetas, espalhando feromônio.

Da mesma maneira, as fêmeas correspondem ao chamado liberando seus próprios feromônios, que os machos são capazes de perceber a quilômetros de distância.

Alguns machos, ao invés de buscá-las, permanecem em repouso sob folhas ou árvores e, começam a liberar os seus feromônios para atrair potenciais parceiros. Quando localizam a fêmea, o macho bate as asas sobre ela, com o objetivo de impregnar suas antenas nas pequenas escamas que libera. Essas escamas contém feromônios e contribuem para a fêmea esteja pronta para o acasalamento.

O seguinte passo da reprodução das borboletas é o acasalamento. As duas borboletas unem as pontas dos abdômen, cada uma olhando em direção diferente, para que se produza o intercambio de gametas.

O macho introduz no abdômen da fêmea seu órgão reprodutor e libera um saco denominado espermatóforo, do qual contém o espermatozoide. O orifício da fêmea recebe o saco e ele realiza a fertilização dos ovos, dos quais se encontram no interior do corpo.

Na maioria das espécies, o acasalamento se produz em um local onde os exemplares podem permanecer estáticos, como uma rocha ou folha. Durante o processo, as borboletas ficam vulneráveis ao ataques de predadores, pelo que algumas desenvolvem a capacidade de acasalar enquanto voam. Esses são os processos básicos para entender como se reproduzem as borboletas.

O seguinte passo no ciclo das borboletas é a metamorfose que se produz desde o momento em que a fêmea libera os ovos. Dependendo da espécie, falamos de cerca de 25 e 10.000 ovos.

Os ovos são postos em folhas, talos, frutos e ramas de diferentes plantas, cada tipo de borboleta utiliza uma espécie vegetal específica, da qual contém os nutrientes necessários para desenvolver o exemplar em diferentes etapas.

Apesar da quantidade de ovos depositados pelas fêmeas, apenas 2% chega a idade adulta. A maioria é devorada por predadores ou morre devido aos efeitos climáticos, como fortes ventos, chuva e etc. A metamorfose das borboletas segue as seguintes etapas:

  1. Ovo: medem poucos milímetros e apresentam diferentes formas, cilíndrica, redondos, ovalados e etc;
  2. Larva ou lagarta: uma vez que eclodem, a larva se alimenta do seu próprio ovo e continua comendo para crescer. Durante essa etapa, é capaz de mudar seu exoesqueleto;
  3. Pupa: alcançado o tamanho ideal, a lagarta deixa de se alimentar e fabrica uma crisálida, seja com folhas ou com sua própria seda. Na crisálida, seu corpo se transforma para gerar novos tecidos;
  4. Adulta: finalizado o processo de metamorfose, a borboleta adulta rompe a crisálida e emerge na superfície. Deve esperar pelo menos 4 horas antes de voar, durante esse período, bombeia fluidos corporais para que o corpo endureça. Quando é capaz de voar, buscará um companheiro para repetir o ciclo reprodutivo.

Agora que você já sabe como nascem as borboletas, deve estar se perguntando quanto tempo elas demoram para sair da crisálida? Não é possível oferecer uma quantidade de dias determinados pois esse processo varia de acordo com a espécie, a possibilidade que cada uma tem de se alimentar durante a etapa de larva e as condições climáticas.

Por exemplo, se estão em baixas temperaturas as borboletas permanecem mais tempo na crisálida, uma vez que esperam a chegada do sol para surgir.

Apesar de parecer que se encontram isoladas, na realidade elas percebem as mudanças de temperatura que se produzem no exterior.

Geralmente o mínimo de tempo que uma larva permanece em uma crisálida são entre 12 e 14 dias, no entanto, pode ser estendido até dois meses se as condições não são boas para a sobrevivência.

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem?

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Bibliografia

  • Calvo, R. “Reproducción de Oenomaus ortignus (Lepidoptera: Lycaenidae) en Barva, Heredia, Costa Rica”. Revista de Biología Tropical, 56 (1) 1998.
  • Morales Mafla, J.; Ortiz Celorio, M. (2003). Reproducción en cautiverio de tres especies de mariposas (Lepidoptera: Rhopalocera) con fines de educación y conservación en el Zoológico de Cali. Universidad Autónoma de Occidente, Santiago de Cali.
  • Pisanty, I.; Caso, (2006). M. Especies, espacios y riesgos. Monitoreo para la conservación de la biodiversidad. Instituto Nacional de Ecología, México.

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Metamorfose das borboletas: estágios e importância

A metamorfose das borboletas é um evento fantástico que nos mostra como um animal pode ser diferente nas suas fases de vida.

Quando falamos em metamorfose, estamos dizendo que esses animais sofrem mudanças em seu corpo até se tornarem adultos.

Como seus indivíduos jovens e adultos são completamente diferentes, dizemos que a metamorfose das borboletas é completa.

Esse tipo de metamorfose garante menor competição entre os jovens e os adultos de uma mesma espécie, uma vez que apresentam hábitos de vida bastante distintos. Muitas pessoas sequer sabem que borboletas e lagartas são, na realidade, a mesma espécie em diferentes estágios de desenvolvimento.

As borboletas são animais que, como as mariposas, formam a Ordem Lepidoptera, uma das muitas ordens de insetos existentes.

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Dentre as características desses animais, podemos citar a presença de dois pares de asas, as quais são cobertas por pequenas escamas, e a espirotromba, uma estrutura longa e enrolada usada na alimentação.

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Brasil existe uma grande diversidade de espécies de lepidópteros, sendo muitas delas endêmicas.

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Como ocorre a metamorfose da borboleta

A vida de uma borboleta pode ser dividida em quatro estágios: ovo, larva(lagarta), pupa (ou crisálida) e adulto (imago). Os estágios imaturo e adulto são completamente distintos, o que caracteriza uma metamorfose completa. A seguir falaremos um pouco mais de cada um.

Após a fecundação, a borboleta fêmea adulta inicia a busca por onde colocará seus ovos. Normalmente, os locais escolhidos são as folhas de uma planta, que geralmente serão utilizadas como alimento quando seus filhotes nascerem.

As borboletas ficam atentas para a textura da folha a fim de garantir que ela não se quebrará após a postura dos ovos. Os ovos, geralmente, são cilíndricos e pequenos.

Eles demoram de 5 a 15 dias para eclodir, dependendo da espécie, e liberar as larvas, conhecidas popularmente como lagartas.

As lagartas apresentam um corpo alongado e cilíndrico, com cores variadas e, muitas vezes, pelinhos que causam alergias e queimaduras quando tocados.

As cores das lagartas possuem diferentes papéis.

Algumas têm coloração que indica perigo, outras têm cores que as fazem ser confundidas com outras espécies, e existem, ainda, aquelas com cores que ajudam na camuflagem.

Durante a fase de lagarta, esses animais alimentam-se intensamente de diferentes partes de vegetais, causando sérios problemas em locais com plantações. É dessas folhas que a lagarta retira seus nutrientes e a água de que precisa para sobreviver. A borboleta fica na forma de lagarta de 1 a 8 meses, aproximadamente, dependendo da espécie.

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem? As borboletas sofrem várias mudanças ao longo do seu desenvolvimento.

Durante o estágio de lagarta, ocorrem várias mudas enquanto o animal cresce, geralmente de cinco a oito centímetros.

Depois de algum tempo, a lagarta prende-se em uma superfície pela porção posterior de seu corpo e por meio de fios de seda, e inicia-se a formação da crisálida — um estágio imóvel, em que o animal sobrevive graças às reservas nutritivas acumuladas na fase de lagarta. O estágio de crisálida pode durar de uma a três semanas, dependendo da espécie observada.

Quando a borboleta apresenta-se formada, a crisálida abre-se e o inseto pode sair do seu interior. A borboleta adulta (ou imago) está numa fase da vida em que pode voar e reproduzir-se, o que não ocorre nos outros estágios.

Diferentemente da fase de lagarta, a borboleta adulta alimenta-se de substâncias na forma líquida, tais como néctar de flores e frutos em decomposição, uma vez que não apresenta mais maxilas, e sim um aparelho bucal adaptado ao hábito de sugar.

A fase adulta pode durar de cinco dias a um ano, dependendo da espécie.

A borboleta adulta é a fase mais bela do animal em razão da sua variedade de cores que encanta qualquer observador. Quase não é possível acreditar que ela já foi uma lagarta, não é mesmo?

Você sabia que a cor da lagarta não determina a cor da borboleta adulta? Dessa forma, se a lagarta é verde, a borboleta não será necessariamente verde. A coloração na fase adulta é determinada por fatores genéticos.

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Importância da metamorfose para as borboletas

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem? Borboletas adultas e lagartas, apesar de serem estágios de vida de uma mesma espécie, apresentam grandes diferenças.

As borboletas apresentam metamorfose completa, com estágios imaturo e adulto bastante diferentes entre si. Essa diferença é importante, pois cada um desses estágios é especializado em diferentes recursos, reduzindo-se, desse modo, a competição.

Enquanto as lagartas se alimentam de partes dos vegetais, como as folhas, as borboletas adultas se alimentam de néctar ou líquidos de frutos.

Isso se deve ao fato de que, nas diferentes fases de vida, esse animal apresenta peças bucais adaptadas para dietas também distintas. Enquanto lagartas possuem peças bucais mastigadoras, as borboletas possuem peças bucais sugadoras.

Não podemos nos esquecer também de que as lagartas são incapazes de voar, diferentemente das borboletas, que são animais voadores ativos.

Descubra como ocorre a reprodução das borboletas

Como É Que As Borboletas Se Reproduzem?

“Legalmente permitida, a criação de borboletas contribui com a conservação do meio ambiente. Quando as vemos em florestas, parques e jardins significa que a qualidade ambiental está propícia, já que elas sobrevivem em locais com flora rica e fontes de água cristalinas”, ressalta Osmar Salles de Figueiredo, proprietário do maior borboletário do país e professor do Curso CPT Criação de Borboletas.

Com corpo constituído de cabeça, tórax e abdômen, a borboleta apresenta órgão reprodutor localizado na região abdominal.

Assim como ocorre com a maioria das aves, macho e fêmea da borboleta são diferenciados por dimorfismo sexual no tamanho (o macho é maior) e nas cores.

Quanto à reprodução das borboletas, ela ocorre com a liberação do feromônio pelo macho seguida do acasalamento. Vejamos abaixo com mais detalhes:

Liberação dos feromônios

Na natureza, a borboleta macho corteja a fêmea para atraí-la para a cópula. Tudo tem início com o voo de rastreio em busca das borboletas fêmeas.

Atraídas pela liberação do feromônio do macho, elas também liberam feromônios, estes detectados pelo macho até mesmo a longas distâncias.

Quando isso ocorre, ele pousa em folhas e ramos para aguardar a chegada das fêmeas.

Nesse momento, a borboleta macho bate as asas, sobre a borboleta fêmea, para liberar minúsculas escamas constituídas de feromônio. O objetivo é fazer com que a fêmea se prepare para se acasalar com ele. No ápice do acasalamento, ambos permanecem unidos pelo abdome.

Como ocorre o acasalamento?

Durante a cópula, o casal de borboletas troca gametas.

Em outras palavras, com a introdução do órgão reprodutor na fêmea, o macho libera seu saco espermatóforo para a fertilização dos ovos na parte interna da fêmea.

Normalmente, macho e fêmea se mantêm imóveis ao se acasalarem, o que os torna alvo de predadores. Por isso, algumas espécies de borboleta se acasalam no ar.

De lagarta a borboleta

Após o acasalamento, tem início uma das fases mais incríveis: a metamorfose. Tudo começa com a liberação dos ovos pela fêmea fertilizada. De acordo com a espécie de borboleta, podem ser liberados até 10 mil ovos.

Entretanto, embora sejam muitos, somente 2% deles se tornam borboletas adultas. Assim que eclodem, as larvas se alimentam dos ovos de onde saíram e se tornam crisálidas.

Com o passar de 14 dias, elas se tornam lindas borboletas.

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Leia o artigo “Criação de borboletas.”

Fonte: peritoanimal.com.br

Por Andréa Oliveira.

Andréa Oliveira 15-01-2020 Pequenas Criações

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Borboleta (Ordem Lepidoptera) – Mundo Educação

Reino Animalia Filo Arthropoda Classe Insecta

Ordem Lepidoptera

Borboletas são artrópodes pertencentes à Classe Insecta. Assim, apresentam corpo dividido em cabeça, tórax e abdome; um par de antenas, três pares de patas, e também asas, estas encontradas somente nesta classe, embora nem todos os seus representantes as possuam. Nesse caso específico, há escamas coloridas em tais estruturas, conferindo padrões que variam fortemente, de acordo com a espécie. Tais animais são muito parecidos com as mariposas, e tanto estes quanto aqueles representam a ordem Lepidoptera. Informalmente, para facilitar o estudo dos lepidópteros, convencionou-se considerar borboletas e mariposas como componentes de dois grupos distintos: o Rhopalocera e o Heterocera, respectivamente. Este último é o mais representativo dessa ordem (mais de 85% dos indivíduos). Existem cerca de 20 mil espécies de borboletas, encontradas em todo o mundo, com exceção das regiões glaciais. No Brasil, há pelo menos 3.100 espécies diferentes desses insetos. Diferentemente das mariposas, são animais diurnos. Borboletas apresentam fases da vida bem características: ovo, larva (lagarta), pupa (crisálida), imago (borboleta jovem) e adulto (borboleta propriamente dita). Quando lagarta, a borboleta se alimenta predominantemente de vegetais, e de forma voraz, já que assim armazenará substâncias nutritivas para quando permanecer em forma de crisálida. Nessa fase, ela permanece dependurada, de cabeça para baixo, e tempos depois se transforma num inseto adulto, exuberante. Nessa última etapa, se alimenta basicamente de néctar, utilizando-se de seu aparelho bucal sugador, chamado probóscide, ou espiritromba. Tal fato faz com que esse animal auxilie na polinização de diversas flores, ao visitar várias delas em um único dia levando consigo o pólen. No entanto, também existem aquelas que não se alimentam nessa fase da vida. Borboletas geralmente reproduzem-se sexuadamente. No entanto, algumas podem dar origem a novos indivíduos por meio da partenogênese. Os ovos são lançados aleatoriamente no solo ou, mais frequentemente, são depositados em locais nos quais há grande oferta de alimentos para as lagartas. Por Mariana Araguaia Bióloga, especialista em Educação Ambiental Como É Que As Borboletas Se Reproduzem? Borboleta-monarca encerrando a etapa de crisálida, tornando-se uma borboleta propriamente dita.

Publicado por: Mariana Araguaia de Castro Sá Lima

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Acasalamento da Borboleta – Butterfly AC

A vida de uma borboleta possui quatro estágios. Ela começa no ovo, geralmente preso à parte de baixo de uma folha, que eclode na forma larval da borboleta, a lagarta. O trabalho da lagarta é consumir alimento suficiente para se sustentar durante a sua transformação em borboleta. Essa transformação ocorre no estágio pupal, quando o inseto ainda está dentro da crisálida.

Finalmente, uma borboleta adulta emerge da crisálida. Enquanto a borboleta larval é feita para se alimentar, a adulta tem como principal função o acasalamento. Uma borboleta monarca se alimenta de uma planta leitosa.As borboletas se reproduzem do mesmo modo que outros animais. O espermatozóide de um macho fertiliza o óvulo de uma fêmea. Machos e fêmeas da mesma espécie se reconhecem pelo tamanho, cor, forma e estrutura de veias das asas, características específicas de cada espécie. As borboletas também podem reconhecer umas às outras através de feromônios ou odores. Durante o acasalamento, os machos utilizam os órgãos entrelaçantes do abdômen para se agarrar às fêmeas.Muitos machos de borboletas fornecem mais do que apenas espermatozóides para suas parceiras. Eles produzem também o espermatóforo, um conjunto de espermatozóides e nutrientes que as fêmeas necessitam para produzir e botar os ovos. Alguns machos coletam nutrientes específicos para produzir espermatóforos melhores na tentativa de atrair uma parceira. Entretanto, algumas fêmeas não têm escolha. Em algumas espécies, os machos acasalam com as fêmeas antes que elas deixem a crisálida ou logo que saem do casulo. Em muitas espécies, os machos e as fêmeas são parecidos, mas geralmente as fêmeas possuem abdômens maiores para carregar os ovos.

Nesta imagem montada, uma borboleta monarca emerge de sua crisálida, expande e seca suas asas.

As fêmeas armazenam o espermatozóide em uma bolsa chamada bursa até que estejam prontas para botar os ovos. Elas fertilizam os ovos enquanto os colocam, usando os últimos espermatozóides recebidos. Por esse motivo, machos de algumas espécies deixam uma substância que seca, tornando-se uma película no abdômen da fêmea, para evitar que ela acasale com outros parceiros. As fêmeas botam os ovos de uma vez só ou em lotes de centenas, dependendo da espécie.

Uma borboleta precisa tomar cuidado ao botar os ovos. Eles precisam se manter aquecidos e com o nível correto de umidade. Umidade demais

pode fazer o ovo apodrecer ou ser atacado por fungos. De menos, faz o ovo secar. As lagartas também precisam começar a se alimentar logo depois de sair do ovo, então, na maioria das vezes, as fêmeas botam os ovos diretamente em algum tipo de planta que a lagarta irá consumir.

Geralmente, os ovos se prendem à parte de baixo de uma folha, escondidos dos predadores.

Algumas espécies de borboletas utilizam ninhos de predadores, como os formigueiros, como proteção, disfarçando os ovos com os feromônios que eles utilizam para reconhecem outros insetos de sua própria espécie.

Apesar de todo o esforço das borboletas fêmeas para proteger seus ovos, poucas chegam à idade adulta. Formigas, pássaros e outros animais podem comer os ovos. As lagartas e borboletas são aperitivos populares, apreciados por vários animais, desde pássaros até

morcegos. Alguns insetos também se escondem dentro ou em volta das flores para caçar borboletas adultas. A crisálida da borboleta também possui algumas defesas contra predadores. Em todos os estágios de sua vida, no entanto, a borboleta pode ainda sucumbir por causa de fungos ou doenças.

Video sobre o acasalamento da borboleta…..

Borboleta – Wikipédia, a enciclopédia livre

 Nota: Para outros significados, veja Borboleta (desambiguação).

Borboleta
Classificação científica
Famílias
Greta oto em Avaré, em São Paulo, no Brasil
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Papilionoidea
  • Hesperiidae
  • Papilionidae
  • Pieridae
  • Nymphalidae
  • Lycaenidae
  • Riodinidae
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As borboletas, panapanás ou panapanãs[1], são insetos da ordem Lepidoptera classificados nas super famílias Hesperioidea e Papilionoidea, que constituem o grupo informal “Rhopalocera”. Como outros insectos de holometabolismo, o seu ciclo de vida consiste em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago (Adulto). Os fósseis mais antigos conhecidos de borboletas são do meio do Eoceno, entre há 40 a 50 milhões de anos.[2]

As borboletas demonstram polimorfismo, mimetismo e aposematismo. Algumas, como a Borboleta-monarca, migram longas distâncias. Algumas borboletas desenvolveram relações simbióticas e parasíticas com insectos sociais tais como as formigas.

Algumas espécies são pestes pois enquanto larvas podem danificar culturas ou árvores; porém, algumas espécies são agentes de polinização de algumas plantas e as lagartas de algumas borboletas (por exemplo, as da subfamília Miletinae) comem insectos nefastos.

Culturalmente, as borboletas são um tema popular nas artes visuais e literárias.

Etimologia

“Borboleta” vem de “belbellita”, termo originado na palavra “belo”.[1] “Panapaná” e “panapanã” vêm do tupi panapa'ná.[3] Na língua portuguesa, o termo “panapaná” também é um substantivo coletivo para borboleta.[4]

Anatomia

Macrofotografia de uma borboleta

As borboletas têm dois pares de asas membranosas cobertas de escamas, que apresentam formas e cores variadas, além de peças bucais adaptadas a sucção. Dispõem de um órgão especial, a espirotromba, formada pelas maxilas, no aparelho sugador de insetos lepidópteros, que, em repouso, permanece enrolada, formando uma espiral que se estende quando querem sugar o néctar.

Distinguem-se das traças (mariposas) pelas antenas retilíneas que terminam numa bola, pelos hábitos de vida diurnos, pela metamorfose que decorre dentro de uma crisálida rígida e pelo abdómen fino e alongado. Quando em repouso, as borboletas dobram as suas asas para cima.

A borboleta pode ter o peso mínimo de 0,3 gramas e as mais pesadas podem chegar a pesar 3 gramas; alguns tipos de borboletas podem chegar a medir até 32 centímetros de asa a asa.[carece de fontes?]

Ciclo de vida

Lagarta, a larva da borboleta.

O ciclo de vida das borboletas engloba as seguintes etapas:

  1. ovo (fase pré-larval)
  2. larva (chamada também de lagarta ou taturana)
  3. pupa (crisálida) que se desenvolve dentro do casulo
  4. imago (fase adulta)

Durante a fase de lagarta, elas alimentam-se vorazmente e criam reservas alimentícias.

Quando a larva está pronta para virar crisálida (estado intermediário por que passam os lepidópteros para se transformarem de lagarta em borboleta), dependuram-se numa folha por um par de falsas pernas, de cabeça para baixo, assim que a pele de suas costas se abre, a larva se sacode e surge uma crisálida. As adultas vivem dessas reservas e complementam sua dieta absorvendo o néctar das flores e os sucos das frutas. A fase adulta pode durar de duas semanas a três meses dependendo da espécie.

Taxonomia

  • Superfamília Hesperioidea
    • Hesperiidae Latreille
  • Superfamília Papilionoidea
    • Papilionidae Latreille, 1802
    • Pieridae Duponchel, 1835
    • Nymphalidae Swainson, 1827
    • Lycaenidae Leach, 1815
    • Riodinidae Grote, 1895

Ver também

  • Borboletário

Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.275
  2. ↑ Hall J.P.W., Robbins R.K., Harvey D.J. (2004).

    “Extinction and biogeography in the Caribbean: new evidence from a fossil riodinid butterfly in Dominican amber”. Proceedings of the Royal Society of London B 271: 797–801. [1]

  3. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição.

    Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 255

  4. ↑ «O Coletivo de Borboleta» 

Ligações externas

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Borboleta

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Borboleta

  • Borboletas no Brasil
  • Borboletas da Principado de Astúrias – Espanha
  • Fotos de borboletas na Europa
  • Borboleta.org – Tudo sobre Borboletas
  • FIOCRUZ – Fundação Osvaldo Cruz
  • Borboletas de Portugal
  • Portal da biologia
  • Portal da entomologia
  • Portal da zoologia

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Larvas: Metamorfose é processo característico de muitos animais

Olhe para você. Você sempre foi assim como é hoje?Vamos pensar em um homem com oitenta anos de idade.

Ele foi sempre como se apresenta hoje? Este homem já foi um bebê, uma criança, um adolescente, um adulto jovem, um adulto e se tornou um senhor, um homem velho.

Mas, a estrutura básica de seu corpo sempre foi a mesma (cabeça, tronco e membros). Será que isso acontece com todos os animais?

No caso de uma borboleta, será que ela sempre foi daquele jeito que nós vemos? Você já viu uma taturana?

Aparentemente, taturanas, borboletas e mariposas são animais muito diferentes. As taturanas comem muito e rastejam. As borboletas e as mariposas voam. As primeiras se alimentam do néctar das flores, enquanto muitas mariposas nem sequer se alimentam (sabia?).

Metamorfose

Se capturarmos uma taturana (lagarta) e montarmos um vivário, cuidando dele corretamente (alimentando a taturana com folhas da árvore em que foi encontrada, limpando o local com frequência e deixando pequenos gravetos disponíveis para ela) presenciaremos uma grande transformação.

Chegada uma determinada época, depois de ter crescido e comido muito, a taturana (lagarta) se recolherá, em um casulo (invólucro “feito de fios”) e ocorrerá uma metamorfose.A lagarta deixa de ser lagarta, sua forma e sua estrutura mudam. Seu corpo passa a funcionar de um outro modo.

Na verdade ocorre a transformação de um ser em outro, a lagarta “vira” uma borboleta.

Dizemos que a lagarta é a fase larval (a criança) das borboletas e mariposas. Mas não são apenas as borboletas ou as mariposas que têm em seu ciclo de vida “corpos” tão diferentes, sendo o jovem uma lagarta comilona e o adulto um belo ser alado.

Larvas de outras espécies

As abelhas também possuem larvas que vivem nas colmeias. Os anfíbios – algumas salamandras, os sapos e as rãs – colocam na água seus ovos, dos quais também sai uma larva. No caso das salamandras assemelham-se às formas adultas de um modo geral.

Mas as larvas de sapos e rãs são os conhecidos girinos.Camarões, carrapatos, águas vivas, estrela-do-mar, lombrigas (aquele parasita dos intestinos humanos), cochas (os caramujos), possuem formas distintas nos seus ciclos de vida.

Esses e muitos outros animais possuem fases larvais.

Você já encontrou uma goiaba com bicho? Pois é, o bicho da goiaba é a fase larval da mosca-da-fruta. Então, aquelas larvas brancas que, às vezes, podemos ver no lixo, são larvas de mosca. Você já ouviu fala em bernes? Eles também são larvas de mosca que se abrigam e se alimentam da pele de alguns animais, inclusive do homem.

Ninfa, a forma intermediária

Mas, não é apenas a fase larval que diferencia o ciclo de vida dos animais. Nos insetos e em alguns aracnídeos (carrapatos) há uma outra fase, conhecida como ninfa. Essa é a forma intermediária entre a larva e o inseto adulto (o adolescente). Em alguns casos, como o das baratas e gafanhotos, o inseto se desenvolve até a fase de ninfa dentro do “ovo”.

Assim, as baratas e gafanhotos sem asas que vemos por aí são insetos jovens. Esses já têm “cara” de baratinhas e gafanhotos, apesar de ainda passarem por fases de crescimento até tornarem-se adultos com asas completas.

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