Como E Que Apareçe A Pedra Do Rim?

A pedra nos rins, também chamada de cálculo renal, é uma massa semelhante a pedras que podem-se formar em qualquer local do sistema urinário. Geralmente, a pedra nos rins é eliminada através da urina, sem causar sintomas, mas em alguns casos pode ficar presa nos canais da urina, gerando dor intensa e sangue na urina.

  • O tratamento é feito, geralmente, com ingestão de líquidos e ingestão de remédios, podendo nos casos mais graves ser necessária a realização de cirurgia.
  • Como E Que Apareçe A Pedra Do Rim?
  • Caso tenha suspeita de que pode estar com pedra nos rins, selecione os sintomas:

Em alguns casos, os indivíduos podem, ainda, apresentar falta de urina, se a pedra obstruir o seu canal de passagem. Para saber mais sobre os sintomas de pedra nos rins veja: Sintomas de pedra nos rins.

Tratamento para pedra nos rins

O tratamento para pedra nos rins é, geralmente, feito em casa e inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios indicados pelo médico, como analgésicos ou antiespasmódicos, como Paracetamol ou Buscopan.

Além disso, quem tem pedra nos rins deve também ter cuidados com a alimentação, evitando o sal e bebendo um copo de suco de laranja todos os dias, por exemplo. Para saber mais sobre os cuidados alimentares para quem tem pedra nos rins veja: Alimentação para pedra nos rins.

Em alguns casos, os pacientes podem optar pela cirurgia a laser para pedra nos rins, que consegue eliminar pedras até 5 mm, prevenindo que fiquem presas e provoquem dor. Porém, nos casos mais graves, pode ser indicado o internamento do paciente para fazer injeções de remédios analgésicos, como Tramadol, ou realizar cirurgia para pedra nos rins.

Como E Que Apareçe A Pedra Do Rim?

Um bom tratamento natural para pedra nos rins é o chá de quebra-pedra porque tem ação diurética e facilita a eliminação das pedras. Saiba como preparar esse chá em: Remédio natural para pedra nos rins.

Em grande parte dos casos a pedra nos rins é eliminada naturalmente através da urina sem que a pessoa se aperceba, porém em alguns casos as pedras podem obstruir as vias urinárias causando grande dor e desconforto, sendo necessário nesses casos ir no hospital logo que possível. Aprenda a identificar se está com pedra nos rins em Como saber se tenho pedra no rim.

Causas das pedras nos rins

As causas das pedras nos rins, também conhecidas como cálculos renais, podem estar relacionadas a pouca ingestão de líquidos, alimentação, fator genético e pode ser agravada devido algumas doenças. Assim, algumas das causas das pedras nos rins incluem: 

  • Cálculo renal de cálcio: de origem hereditária e deve ser tratado com uma alimentação com baixo teor de sódio e de proteínas, e recomenda-se tomar diuréticos. O tratamento pode ser feito através da diminuição do consumo de alimentos ricos em oxalato e em gorduras, toma de um suplemento de cálcio para facilitar a fixação do oxalato no intestino.
  • Cálculo renal de ácido úrico: pode ser causado pelo consumo excessivo de alimentos ricos em proteínas que geram aumento do ácido úrico na corrente sanguínea. Neste caso o tratamento pode ser feito com a toma de alopurinol e com uma dieta com baixo teor de purina.
  • Cálculo renal de cistina: de origem hereditária, pode ser tratado com quantidades macicas de líquidos, álcalis e D-penicilamina, quando necessário.
  • Cálculo renal de estruvita: pode ser causado devido a uma complicação de uma infecção no sistema urinário. Seu tratamento pode ser feito através da toma de antibióticos e cirurgia para retirada dos cálculos, pois tendem a ser grandes.

Ao realizar os exames que diagnosticam o cálculo renal o médico poderá identificar qual tipo de cálculo que o indivíduo possui, fazendo uma análise à sua composição, e assim indicar o melhor tratamento.

Para todos os tipos de pedra nos rins, o principal tratamento recomendado é a ingestão de aproximadamente 3 litros de água por dia e muito repouso, pois nem sempre é necessário o internamento hospitalar, pois as pedras podem ser naturalmente expelidas pelo organismo. 

Além disso, as pedras nos rins também podem ser causadas por doenças raras como a Hiperoxalúria primária ou secundária, por exemplo.

 Estas doenças promovem um acumulo de Oxalato no corpo devido a deficiências em algumas enzimas que iriam digerir este composto, acabando assim por sobrecarregar os rins, o que conduz ao surgimento de pedras.

Estas doenças podem ser tratadas com suplementos probióticos contendo a bactéria viva Oxalobacter formigenes, que produz energia através do consumo de Oxalato, sendo por isso muito eficaz na sua eliminação. 

Cálculo renal. Composição do cálculo renal – Mundo Educação

O cálculo renal, ou “pedras nos rins”, é ocasionado pelo acúmulo de fosfato e oxalato de cálcio nos rins. Esse cálculo é responsável pela cólica de rins

A cólica de rins é uma das dores mais fortes que existe, ela aparece de uma forma aguda na região lombar e se torna cada vez mais intensa se não houver tratamento. Estima-se que cerca de 15 % da população mundial já sofreu ou sofre deste mal. Tudo começa pelo aparecimento dos chamados cálculos renais, que nada mais são do que sais cristalizados.

Como E Que Apareçe A Pedra Do Rim? Cálculo renal: sais cristalizados Nosso objetivo nesse contexto é abordar a composição desses sais, vejamos como se formam: As substâncias químicas fosfato de cálcio e oxalato de cálcio são excretadas diariamente pelo nosso sistema urinário. Ou melhor, seria bom que fossem, mas infelizmente elas podem se acumular nos rins e permanecer por lá. É aí que tudo começa: essas substâncias são insolúveis e quando não excretadas corretamente, vão se acumulando. As chamadas “pedras de rins” são produtos do acúmulo de fosfato e oxalato de cálcio no organismo. O problema não começa de um dia para outro, o processo natural de precipitação de sais insolúveis leva cerca de dois a três anos para formar um cálculo renal. As pedrinhas podem tomar proporções variadas dependendo do tempo de acúmulo, e quanto maior a pedra mais intensa será a dor sofrida pelo paciente. Pedras menores são eliminadas pela própria urina, mas no caso de pedras com diâmetro maior se faz necessária a retirada através de cirurgia. Uma dica importante para evitar o aparecimento de cálculos renais: beba bastante água, 2 litros por dia já é suficiente para ajudar na eliminação dos sais insolúveis.

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Como E Que Apareçe A Pedra Do Rim? Já sentiu dor nessa região?

Publicado por: Líria Alves de Souza

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A dor é nos rins ou nas costas? Entenda a diferença

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Você está sentindo um incômodo na região lombar, mas não sabe se é dor nos rins ou nas costas? Como os rins ficam abaixo da caixa torácica e apoiam-se nos músculos das costas, nem sempre é fácil identificar a origem do problema. 

No entanto, é preciso investigar as causas e descobrir qual região está sendo afetada, já que as dores nos rins podem indicar sérias complicações renais. Continue a leitura para descobrir como identificar a origem da sua dor!

Dor nos rins: o que pode ser?

A dor nos rins pode indicar diferentes problemas que acometem os órgãos, podendo ser de simples alterações em sua função até um quadro de câncer mais grave. Abaixo, você confere as principais causas:

Cálculo renal

O cálculo renal – popularmente conhecido como pedra nos rins – é uma das condições mais comuns que causam dor nos rins, provocando o aparecimento de dor intensa que pode direcionar-se para a barriga ou órgão genital.

Infecção

A infecção do rim é causada por um tipo específico de infecção do trato urinário que começa na uretra ou na bexiga e passa para os rins. Normalmente, a dor aparece com mais intensidade no fundo das costas. A infecção renal é considerada uma condição potencialmente grave, já que afeta um órgão vital. 

Cistos

Os cistos são uma espécie de bolsa arredondada cheia de água que se forma no interior do rim em decorrência da obstrução de um dos dutos presentes no órgão. A dor provocada pelos cistos é considerada uma das mais difíceis de distinguir da dor lombar e é comum que ela se intensifique ao caminhar.

Hidronefrose

Este problema renal é caracterizado pelo inchaço no rim devido ao acúmulo de urina, causada por uma obstrução no ureter. Assim como a infecção renal, a hidronefrose também provoca dores na região do fundo das costas.

Trombose da veia renal

Ocorre devido a um coágulo que bloqueia a veia renal, responsável por transportar o sangue para fora dos rins, podendo provocar morte das células e dor aguda. Pacientes que sofrem com pressão alta, colesterol elevado e diabetes têm maiores riscos de desenvolver a condição.

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Câncer

O câncer de rim é o terceiro mais frequente do aparelho geniturinário e necessita de atenção especial para realizar o diagnóstico quanto antes. O estágio inicial da doença, geralmente, é assintomático. O paciente só passa a sentir dor e desconforto à medida que o tumor cresce e passa a exercer pressão contra as raízes nervosas da região lombar.

Dor nos rins ou nas costas: como diferenciar?

A dor nos rins ou nas costas pode ser identificada observando-se alguns critérios que ajudam a saber a origem do problema. Conheça as principais diferenças entre os dois tipos de dores:

Localização

Geralmente, a dor nos rins ocorre abaixo da caixa torácica em um ou em ambos os lados da coluna, na região próxima à virilha e no fundo das costas. Por outro lado, a dor nas costas pode aparecer em qualquer parte das costas, principalmente na região lombar.

Gravidade da dor

A dor que tem origem nos rins é mais aguda, forte, constante e aparece repentinamente, principalmente quando se trata de pedra nos rins. Já a dor nas costas pode variar de leve a grave e é caracterizada por pontadas, sensação de queimação ou perfuração.

Alívio da dor

A dor nos rins é muito difícil de ser aliviada, sobretudo quando o paciente está com cálculo renal. Nesse caso, independente da posição, a dor não desaparece. A dor nas costas possui características mecânicas, ou seja, piora com um determinado movimento e pode ser aliviada em outras posições.

Sintomas característicos

Além dos fatores acima, é importante ficar atento à presença de outros sintomas que podem ajudar a identificar se a dor é nos rins ou nas costas. De maneira geral, a dor nos rins pode ser acompanhada de:

  • dor ao urinar;
  • micção frequente;
  • febre;
  • náuseas ou vômitos;
  • urina amarelada, vermelha ou marrom;
  • urina com sangue e
  • urina com cheiro forte.

Os principais sintomas que podem acompanhar a dor nas costas são:

  • rigidez ao longo da coluna;
  • dor no pescoço;
  • irradiação da dor para a perna;
  • dificuldade de locomoção;
  • fraqueza muscular nos pés e
  • perda de sensibilidade nos membros inferiores.

A importância da consulta médica

Caso você note sintomas característicos da dor nos rins, não hesite em procurar a ajuda de um urologista quanto antes. Como vimos, a dor renal pode ser provocada por diferentes causas. Identificar a origem do problema é fundamental para realizar o tratamento mais adequado para seu caso e evitar maiores complicações à saúde.

Pedras nos rins: causas, sintomas e tratamentos

Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês O cálculo renal é uma das piores dores que alguém pode sentir Ilustração: Erika Onodera/

Estamos falando de uma condição dolorosa marcada pela formação de pedrinhas que obstruem o sistema urinário. Popularmente conhecida como pedra nos rins, essa formação endurecida pode surgir nos rins e atravancar outro ponto do canal urinário. Como o ureter, canal que transporta a urina até a bexiga, é muito estreito, a partícula acaba emperrada. Em decorrência da tentativa de expulsão, surge a dor intensa.

Os rins funcionam como dois grande filtros do sangue. Além de água para formar a urina, eles retêm diversos elementos, como cálcio, ácido úrico e oxalato. Quando essas moléculas aparecem em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-las, surgem cristais ou agregados que se avolumam e viram os cálculos. O tamanho deles varia bastante.

Existe ainda um quarto tipo de pedra, mais raro, a estruvita. Diferentemente das outras, essa acomete principalmente mulheres. Sua origem está associada a uma infecção causada pela bactéria Proteus mirabillis, que altera o pH da urina, facilitando a agregação de partículas de magnésio, fosfato e amônia.

A formação pode chegar a 11 centímetros, ocupando todo o espaço do rim. Como é mais mole, o xixi consegue passar por ela e assim não há dor. Um perigo, porque o problema não é notado e se prolonga — e o rim pode acabar seriamente afetado.

Sinais e sintomas

– Cólica que começa na região lombar e migra para outras áreas
– Dor no baixo ventre
– Sangue na urina
– Náuseas e vômito

– Vontade e fazer xixi a toda hora

Fatores de risco

  • – Abuso de sal na alimentação
    – Ingestão em excesso de alimentos ricos em cálcio e proteínas
    – Pouco líquido na dieta
    – Altas temperaturas (muita transpiração e falta de hidratação adequada deixam a urina mais concentrada, aumentando a aglomeração das partículas)
  • – Obesidade
  • – Predisposição genética

– Hipertensão

A prevenção

A dieta é um fator preponderante no controle do problema. Para evitar a cristalização dos sais, o organismo precisa de água, portanto uma das primeiras regras é tomar bastante líquido.

Uma maneira de checar se a quantidade é suficiente é atentar para a cor do xixi, que deve ser clarinho – se estiver amarelado, significa que está muito concentrado e pode propiciar a formação das pedras.

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Maneirar no sal, nos embutidos (como linguiça, salsicha e salame), enlatados e macarrões instantâneos é outra medida aconselhada.

Alimentos com alto teor de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) também exigem moderação, quando já existe propensão a pedras desse tipo.

Pessoas com alta concentração de ácido úrico no sangue devem ainda reduzir a ingestão de cerveja, carne vermelha e frutos do mar, uma vez que eles elevam ainda mais as taxas.

Alguns especialistas recomendam ainda cuidado com os suplementos de cálcio. O mineral é importante para o organismo, mas a suplementação só pode ser feita com recomendação médica. Do contrário, a sobrecarga pode resultar no problema renal.

O diagnóstico

As intensas dores provocadas pelos cálculos em geral são o ponto de partida para a detecção do problema. Urina muito densa e escura ou com pontos de sangue é outro sinal de alerta. Exames laboratoriais do xixi analisam a acidez e a presença de cristais ou infecção.

Para investigar o tipo de cálculo e o local em que está estacionado, o médico solicita um exame de tomografia. Raio x e ultrassom são outras opções. Por serem transparentes, as pedras formadas por ácido úrico não aparecem nesses exames.

A tomografia helicoidal é um recurso para flagrar esse tipo de massa.

Procedimentos mais invasivos, a urografia excretora e a intravenosa são feitos com injeção de corante para mapear a área e detectar pedras menores e outras alterações importantes do trato urinário.

O tratamento

Quando é pequena, a pedra costuma ser expelida naturalmente. Basta aumentar a quantidade de líquido ingerido ou, caso o médico ache necessário, injetado na veia.

Dependendo do tamanho, procedimentos entram em ação para fragmentar o cálculo e viabilizar sua eliminação. Uma das opções é a litotripsia extracorpórea, a menos agressiva para o organismo. Nela, ondas eletromagnéticas destroem o material sólido.

Na tradicional técnica percutânea, é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para retirar o cálculo. O procedimento exige internação de até cinco dias para recuperação.

Hoje uma técnica mais simples, batizada de uretero-nefrolitotripsia flexível, detona as formações duras com o laser de um aparelho introduzido pela uretra. Nesse método, porém, às vezes uma tentativa é insuficiente. Então, é preciso repetir a cada duas semanas, por até quatro sessões, sempre com anestesia geral. O pós-operatório compensa, porque a pessoa recebe alta no mesmo dia

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Pedras nos rins (Litíase renal)

A litíase renal é uma doença causada pela formação de depósitos de minerais (vulgarmente conhecidos como “pedras” ou “areias”) no interior dos rins…

  • » O que é?
  • A litíase renal é uma doença causada pela formação de depósitos de minerais (vulgarmente conhecidos como “pedras” ou “areias”) no interior dos rins, sendo mais frequente nos homens do que nas mulheres.
  • Em algumas situações, por exemplo quando a urina se torna cronicamente muito concentrada, pequenos minerais (normalmente de cálcio ou de ácido úrico), que são normalmente filtrados pelo rim, vão-se acumulando neste, podendo cristalizar e formar, assim, conglomerados chamados cálculos.
  • Estes cálculos que se formam nos rins podem começar a deslocar-se através das vias urinárias, descendo pelos uretéres (canais que ligam os rins à bexiga) até à bexiga.

Dependendo do tamanho dos cálculos, estes podem conseguir passar através das vias urinárias mais ou menos facilmente. Alguns cálculos de pequenas dimensões (pequenas “areias”) podem eventualmente ser expulsos na urina de forma espontânea.

Pelo contrário, alguns cálculos de maiores dimensões podem não conseguir passar através do aparelho urinário, ficando retidos (= “encravados”) nos uretéres ou na bexiga. São estes cálculos maiores que podem precisar de ser removidos pelo médico.

  1. » Quais os sintomas?
  2. Geralmente, as manifestações da litíase renal surgem devido à deslocação dos cálculos através das vias urinárias.
  3. O sintoma mais típico da litíase renal é a dor, chamada cólica renal, que surge precisamente devido à descida e passagem do cálculo através das vias urinárias.
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A cólica renal é uma dor muito intensa que aparece de repente na metade inferior das costas, na cintura ou nas costelas, podendo também ir até à região genital. É uma dor do tipo cólica – isto significa que a dor aumenta e diminui de intensidade, alternadamente, ao longo do tempo.

A dor não alivia em nenhuma posição, sendo que normalmente não se consegue estar parado (as pessoas que sofrem de cólica renal estão geralmente muito agitadas e irritadas). Habitualmente, a cólica piora ao beber água, pelo que se deve evitar.

  • » Como se diagnostica?
  • O diagnóstico de litíase renal faz-se normalmente com base na história das queixas do doente e na observação deste pelo médico, sendo geralmente necessário pedir alguns exames para confirmar o diagnóstico, nomeadamente:
  • · Análises ao sangue;
  • · Análises à urina;
  • · Radiografia do abdómen (raio-x);
  • · Ecografia renal.
  • Poderão ser pedidos outros exames mais específicos, caso o seu médico considere necessário.
  • » Como se trata?
  • O tratamento da litíase renal depende do tamanho do cálculo, da sua composição (do tipo de mineral que o constitui) e das possíveis complicações que lhe possam estar associadas (por exemplo, se o cálculo tiver uma infeção associada).
  • Assim, os cálculos mais pequenos e não complicados poderão ser expulsos espontaneamente na urina, sem necessitar de nenhuma intervenção particular. Pelo contrário, existem outros tipos de cálculos que poderão necessitar de uma intervenção médica mais específica, designadamente:
  • · Litotrícia – é um procedimento em que se recorre a uma máquina que produz ondas de choque de alta energia (invisíveis) que destroem os cálculos, sendo os pequenos restos resultantes eliminados espontaneamente na urina;
  • · Cirurgia – pode ser necessário operar para conseguir remover o cálculo.
  • Para além disto, para controlar a dor da cólica renal, poderá:
  • · Tomar medicamentos para as dores ou espasmos;
  • · Evitar beber água, enquanto tiver dor;
  • · Aplicar calor no local da dor, de preferência húmido (ex: tome um banho quente).
  • » Como prevenir?
  • Para evitar que a litíase renal volte a aparece, deve:
  • · Beber água em abundância (exceto durante os episódios de dor, visto que a agravam), cerca de 2-3 litros por dia;
  • – Adequar a sua dieta (siga as recomendações do seu médico);
  • · Dependendo do tipo de cálculo, o seu médico pode ainda recomendar a toma de alguns medicamentos específicos que ajudam a prevenir a formação de novos cálculos.
  • Complicações são raras porque é uma situação habitualmente detetada e tratada sem demora devido à intensidade dos sintomas.
  • Fonte:  Portal a Saúde/ Portal do Utente

Dor nos rins: quais as causas? Beber bastante água evita problema?

O consumo adequado de líquidos é importante para evitar problemas nos rins

Junto ao cérebro, coração, fígado e pulmões, os rins integram o grupo de órgãos mais importantes para a nossa sobrevivência. Talvez isso explique a intensidade com a qual eles se manifestam quando algo não vai bem.

Uma vez detectado algum problema no sistema urinário, a mensagem é clara: você sente uma dor aguda na parte inferior das costas, e ela é tão forte e constante que fica impossível de ignorá-la. Nessas horas, a melhor saída é ir direto para o pronto-socorro.

Antes de saber quais são as principais causas da dor nos rins, é preciso esclarecer onde se localizam essas estruturas e quais suas funções. Situadas ao lado da coluna vertebral, eles têm a forma de um feijão e medem de 10 cm a 12 cm de comprimento.

Os rins se conectam por meio de artérias e veias aos vasos sanguíneos mais importantes do seu corpo —a artéria aorta e a veia cava — e também se ligam à bexiga por meio de um tubo fino chamado ureter.

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Qual a função dos rins?

Agora vejamos como é que os rins trabalham. Todos os dias, tudo o que você come e bebe gera um lixo (toxinas) que vai direto para o sangue. Os rins, juntamente com o fígado, são encarregados de limpar (filtrar) toda essa sujeira. Para executar essa tarefa, eles são dotados de minúsculos filtros (néfrons). Todos os fluídos extras são expelidos na urina).

  • Enquanto a faxina é feita, os rins também regulam a quantidade de substâncias como o sódio, dosam o cálcio, avisam o corpo sobre a produção de células sanguíneas (hemoglobinas) encarregadas de espalhar o oxigênio pelo corpo e ainda controlam a pressão.
  • O que gera a dor
  • Apesar de a filtragem e a drenagem serem as funções mais importantes dos rins, o que geralmente se relaciona com a dor nos rins é uma atividade menos nobre: a produção da urina.

Para descartar o que não serve, os órgãos têm canais que se confluem —formando o ureter — e drenam, por meio de contrações musculares, o xixi até a bexiga. Quando falamos em dor nos rins ou cólica renal, ela se relaciona à dificuldade de levar a urina para a frente.

Causas comuns e incomuns

Quase sempre, o desconforto está associado a um bloqueio. A urina que devia descer pelo ureter fica parada (estase) e, conforme o xixi continua sendo produzido, gera inchaço e mal-estar. As principais obstáculos para a drenagem da urina são as pedras ou cálculos,formados pela concentração de substâncias como cálcio, ácido úrico etc.

O problema é mais comum entre os homens: um em cada 10 terá uma crise de cólica renal ao longo da vida, enquanto as mulheres serão afetadas em uma proporção de uma em cada 35.

É importante salientar que as pedras podem estar nos rins sem que a pessoa sinta dor alguma. Porém, ao eliminá-las, os órgãos sofrem uma pressão para forçar a passagem pelo ureter. É aí que aparece o desconforto intenso.

Mas há outros fatores que levam à dor nos rins:

– Pielonefrite É uma infecção causada por bactéria que se instala na bexiga e avança até alcançar os rins.

A dor é aguda, o quadro é grave e pode até levar a uma septicemia (infecção generalizada do sangue). Nesse caso, a dor renal é mais contínua e está associada à febre e à perda de apetite.

Nos casos de uma infecção de urina, acompanhada de dor lombar forte, é preciso investigar.

– Endometriose Quando a doença se localiza próxima ao canal por onde passa a urina, ele se estreita, dificultando a passagem do líquido. Nessas situações, trata-se de uma obstrução que ocorre fora do canal (extrínseca) —algo pressiona a região e a dor aparece.

Genética Algumas pessoas já nascem com uma obstrução. Isso também gera a dor.

Causas mais raras:

– Tumor renal Quando ele está em crescimento, é possível sentir uma dor leve e contínua, que aparece e desaparece. Às vezes, a sensação dolorosa é mais forte.

Mas é preciso lembrar que em cada 10 pessoas, sete não sentem absolutamente nada. Em geral o problema é descoberto em um exame de rotina. A maior parte das pessoas, quando o sintoma se manifesta, verá sangue no xixi.

A dor, nesse caso, só aparece nos casos mais avançados.

– Cistos hemorrágicos Na hora do sangramento, você pode sentir dor, que é confundida com dor renal, mas aparece sempre junto a uma queda de pressão e sangue na urina.

– Infarto renal Pessoas com mais idade, pressão alta, colesterol elevado e diabetes correm maior risco de ter um infarto renal. Como os rins estão conectados a artérias, uma delas pode se fechar. Isso provoca uma dor aguda que só vai passar após atendimento médico.

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O que esperar da consulta

Na grande maioria das vezes, uma pessoa com dor nos rins será examinada em um pronto-socorro.

Se esta é a primeira vez que isso acontece com você, saiba que é preciso observar as características da dor, isto é, entender como a sensação dolorosa se manifesta.

Ser capaz de descrever o que sente para o médico ajudará a descobrir mais rapidamente o que está acontecendo.

Os especialistas revelam que muitos pacientes chegam ao consultório achando que estão com um problema renal devido a um mito popular. Basta a pessoa ter uma dor nas costas que descreve ao médico como dor nos rins. Mas, após o exame, é diagnosticada apenas uma lombalgia, ou seja, dor na musculatura lombar.

Como diferenciar a dor nos rins da dor lombar

– A dor nos rins (dor renal em cólica ou cólica renal) aparece do nada (é aguda) e vem em salvas, ou seja, é forte, melhora, depois volta. Sobe, desce e é intensa. Pode estar associada a náuseas, vômitos e sangramento na urina. Você se revira em dor e ela não passa. Nas mulheres a sensação pode irradiar até a vagina; nos homens, até os testículos.

– Dor lombar (ou lombalgia) aparece de vez em quando e pode ser uma sensação de peso, pontada ou queimação. A mais comum é em pontada. É mais fraca e quase sempre está associada ao movimento. O incômodo é mais forte ao abaixar ou ao fazer as atividades do dia a dia.

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Exames que o médico pode pedir

Depois de ouvir a história do paciente e examinar seu corpo, o primeiro exame que o médico pode pedir é um ultrassom para investigar a existência de uma pedra. Mas o teste que define a localização e o tamanho do cálculo é a tomografia computadorizada.

Ainda deve ser feito um exame de urina que, em 90% dos pacientes com cólica renal, está alterado e revela a presença de sangue que não pode ser visto a olho nu.

Como é o tratamento

Quando se confirma a cólica renal, geralmente o paciente está no hospital e a primeira providência é controlar a dor. Para isso, o tratamento indicado é o uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

Para quem busca uma solução caseira, os especialistas dizem que, infelizmente, não há nada a ser feito. Um banho de banheira ou uma compressa quente aliviam, mas só por pouco tempo.

Como prevenir a dor nos rins

A causa mais comum das cólicas renais são as pedras, e algumas providências reduzem as chances de uma recaída. A orientação geral, que serve para todo tipo de cálculo, é tomar bastante líquido.

Existe até uma fórmula para saber a quantidade ideal para você. Basta multiplicar 30 ml pelo total de seu peso. Por exemplo, se você pesa 70 kg, deve tomar 2,1 litros (30 ml x 70 kg =2,0 litros).

Outra boa forma de saber se você está se hidratando corretamente é observar a cor do seu xixi. Se ele estiver claro na maior parte do tempo, está tudo certo. Mas se for amarelo escuro ou laranja, é sinal de que você está bebendo pouca água.

Evite bebidas que ajudam a formar pedras

A pergunta que vem em seguida é: mas nessa conta entra somente água ou podemos incluir todo tipo de líquidos? A resposta é sim, podemos considerar tudo! As únicas exceções são as bebidas que ajudam a formar as pedras. Então, evite consumir em excesso:

  • Refrigerantes;
  • Isotônicos;
  • Chá-preto.

Alguns alimentos e nutrientes podem promover ou inibir a formação de pedras. Quando identificada a origem ou uma tendência ao cálculo, a dieta deve ser personalizada, mas ela sempre será uma grande aliada do combate à dor nos rins.

Entre os nutrientes que levam à formação de cálculos temos o cálcio em excesso ou a sua falta, ácido úrico, oxalato, excesso de proteínas e sódio. Como fatores que inibem sua produção contamos com o citrato, magnésio, potássio, além da ingestão adequada de cálcio, fibras, bem como líquidos para manter a urina clara.

Regras gerais da nutrição para todo o tipo de cálculo

– Consuma menos proteína e menos sódio: para isso, retire o sal da mesa, controle o consumo de carnes e evite ao máximo os embutidos (linguiças, salsichas etc.), enlatados e alimentos industrializados.

– Aumente a ingestão de fibras: frutas, hortaliças, legumes, leguminosas e cereais integrais são boas fontes da substância.

Se o médico já identificou o cálculo que está causando a dor nos rins (veja abaixo os tipos mais comuns), controle o consumo de alimentos, de acordo com cada tipo:

Pedra de cálcio

  • Ingira a quantidade ideal do mineral: 1000 mg a 1200 mg por dia. Leite e derivados, vegetais verde-escuros (rúcula, couve, espinafre) e peixes são boas fontes do nutriente;
  • Atente-se à boa ingestão de água;
  • Modere a ingestão de oxalato (veja abaixo).

Oxalato

  • Evite comer espinafre, beterraba, oleaginosas, chocolate, chá-preto;
  • Controle o consumo de vitamina C. A ingestão de altas doses dela aumenta o risco de cálculos de oxalato;
  • Capriche na hidratação.

Ácido úrico

  • Fuja de alimentos ricos em purinas como miúdos e carne vermelha em excesso;
  • Evite bebidas alcoólicas, sobretudo a cerveja;
  • Reduza o consumo de frutose (açúcar contido nas frutas).

Aposte em alimentos protetores:

  • Tomar duas a três xícaras de café ao dia reduzem o ácido úrico;
  • Vitamina C em baixas doses (até 500 mg) também controlam o ácido úrico;
  • Coma mais banana, que é rica em magnésio e evita ou reduz a formação dos cristais de oxalato de cálcio;
  • Aposte em sucos cítricos diluídos em água (limão, acerola) para aumentar a ingestão de citrato, que inibe a produção de pedras.

Quando a dor não passa…

Se nem os medicamentos e nem as mudanças na dieta e no estilo de vida adiantarem, é possível que o seu médico sugira a remoção das pedras por meio de ultrassom ou endoscopia. Raramente se faz necessária uma cirurgia convencional.

E os casos só aumentam

A Associação Americana de Urologia (AUA, na sigla em inglês) publicou em 2014 uma guia em que relata o aumento de casos nas últimas décadas, relacionando o problema à dieta, ao avanço da síndrome metabólica —a pessoa tem pressão alta, elevadas taxas de colesterol e açúcar no sangue e excesso de gordura na linha da cintura —, doenças crônicas como o diabetes e a obesidade, além do aquecimento global e a resistência aos antibióticos. Todos esses fatores também se conectam às doenças do coração, à hipertensão (pressão alta) e ao diabetes.

Na síndrome metabólica, a questão central é a resistência insulínica, que envolve algumas questões como a menor capacidade de excreção de ácido úrico. Outra questão apontada é a alta ingestão de carboidratos, que eleva a excreção de cálcio pela urina. Contudo, ainda não se sabe o que vem primeiro: as pedras ou todas essas doenças.

Segundo o documento da AUA, a impressão que se tem é que os cálculos podem ter efeitos duradouros ou decorrem de fatores de risco cardiovascular. Saber disso, talvez, pode ajudar as pessoas a entenderem que a cólica renal seja um evento sentinela. Isso significa que a dor nos rins pode ser a ponta do iceberg de algum outro problema maior que merece ser observado.

A boa notícia é que, embora os estudos com forte evidência científica sejam poucos, eles são suficientes para garantir que as pedras podem e devem ser prevenidas. Se é assim para elas, também é para as terríveis cólicas renais.

Fontes: Alex Meller, urologista e médico assistente da disciplina de urologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp); Flavio Trigo Rocha, urologista, professor livre-docente de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-SP); Isolda Prado, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

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O que fazer quando tenho uma cólica de rim?

Os sintomas da litíase urinária (“pedra nos rins”) são muito variados.

Podem se manifestar através de infecções urinárias, sangue na urina, dor nas costas e a temida cólica renal. A cólica renal é uma dor muito intensa que surge repentinamente na região lombar de um dos lados e pode irradiar para abdome, testículos e para vagina.

Normalmente vem associada a náuseas e vômitos. A presença de febre pode significar que tenha uma infecção associada e sinaliza uma situação mais preocupante. A cólica renal significa que um cálculo está obstruindo o trânsito da urina dos rins para a bexiga.

Isto gera acumulo de urina no rim, aumento de pressão e consequente dor intensa.

Habitualmente é necessária a ida ao pronto-atendimento para analgesia e controle da dor. Isto é feito através de medicamentos injetáveis de forma intravenosa.

Após controle da dor, sugere-se a realização de algum exame radiológico para detectar a causa da cólica renal.

O exame mais utilizado é a tomografia computadorizada sem contraste, que permite descrever o local onde a pedra está, o tamanho dela, grau de obstrução no rim e outras informações importantes para decisão de tratamento.

Baseado no quadro clínico, ou seja, se a dor melhorou ou não e os dados da tomografia, habitualmente pode-se seguir dois caminhos:

  • Paciente é internado para controle da dor e eventualmente ser submetido à um procedimento cirúrgico para remover o cálculo. Atualmente, as cirurgias para tratamento de pedras são realizadas por procedimentos chamados de endourologia, onde através de óticas, microcâmeras, endoscópios, fibras de luz e laser os cálculos são fragmentados e removidos sem corte algum. Isso permite uma recuperação rápida e alta hospitalar precoce.
  • Paciente recebe alta do pronto-socorro, orientado a procurar um urologista e acompanhar o quadro. Esta opção normalmente é escolhida quando paciente melhorou completamente da dor, não tem sinais infecciosos e os exame radiológico demonstrou que a pedra se encontra em situação passível de ser eliminada (geralmente pedras menores que 6-7 mm, nas porções mais baixas do ureter em direção à bexiga e sem grande dilatação renal). O urologista deve monitorar esta pedra até ser eliminada ou removida pelas mesmas técnicas descritas acima (endourologia).

No pronto-atendimento, o médico deve expor ao paciente as duas opções expostas acima e em conjunto devem decidir qual caminho seguir.

Dr Antonio Corrêa Lopes Neto – CRM 81986
Coordenador do Depto de Litíase Urinária e Endourologia da SBU-SP

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