Como É Que A Terra Se Formou?

Para estudarmos o planeta Terra, é necessário fazer referências à galáxia na qual estamos inseridos: a Via Láctea. Essa referência é necessária para entendermos a disposição dos planetas, suas órbitas, semelhanças, diferenças e outros assuntos que nos ajudam a entender o que acontece dentro e fora da Terra.

Nosso planeta é um dos oito que estão no Sistema Solar orbitando em torno de uma estrela central: o Sol. Essa órbita permite o desenvolvimento da vida devido à temperatura que chega até nós, o que chamamos de radiação solar.

Leia também: Projeções cartográficas – representações da Terra em uma superfície plana

Formação e características do planeta Terra

Estima-se que nosso planeta tenha sido formado há, mais ou menos, 4,6 bilhões de anos.

De lá pra cá, a Terra passou por constantes mudanças, algumas nítidas, outras bem longas e que os seres humanos não percebem.

Tais mudanças podem ocorrer de fatores internos, como a energia do núcleo, ou fatores externos, como chuvas, processos erosivos, ação humana.

A formação do Sistema Solar foi resultado de um colapso entre grandes estrelas, o que gerou uma grande junção de energia. Essa energia, posteriormente, formou os componentes do sistema, como o Sol e demais planetas.

A Terra, há 4,6 bilhões de anos, era umamassa de matéria magmática que, ao longo de milhões de anos, resfriou-se. Esse resfriamento deu origem a uma camada rochosa, a camada litosférica. Esse período é chamado de Era Pré-cambriana.

Ao longo desses bilhões de anos, várias mutações aconteceram no planeta, muitas violentas, como os terremotos e maremotos, também conhecidos por abalos sísmicos. Esses abalos ocorrem de dentro para fora, nas camadas internas da Terra, alterando de forma significativa a superfície terrestre.

Outras mudanças menos violentas foram graduais, como a formação da camada de gases que envolvem o planeta, a atmosfera.

Essa camada protege-nos da forte radiação solar que atinge a Terra, permitindo que haja vida.

No entanto, no início dos tempos, há bilhões de anos, a Terra era um lugar inabitável, com erupções vulcânicas constantes, com altas temperaturas e bastante perigoso.

Os movimentos do planeta, como a rotação (em torno de si) e a translação (ao redor do Sol), possibilitaram uma forma esférica da Terra, que é achatada nos polos. Essa forma recebe o nome de geoide. Seu interior é algo inóspito, e, até pouco tempo atrás, desconhecido.

Como É Que A Terra Se Formou? Modelo do formato geoide da Terra.

Com o desenvolvimento da tecnologia, a medição dos abalos sísmicos tornou possível conhecer o interior do planeta.

As ondas sísmicas provocadas por esses abalos atravessam grandes regiões, podendo ser rastreadas e fornecer informações valiosas sobre a estrutura interna da Terra.

Seu interior ainda possui a camada magmática de bilhões de anos atrás. A cada 33 m de profundidade, estima-se que a temperatura suba 1 ºC.

Na superfície terrestre, camada em que vivemos, podemos encontrar diversos minerais utilizados no cotidiano.

A crosta, como é conhecida a superfície, recobre todo o planeta, seja nos continentes (crosta continental), seja nos oceanos (crosta oceânica).

No fundo dos mares e oceanos existe o assoalho oceânico, local em que compostos de silício e magnésio (sima) podem ser encontrados com frequência. Nos continentes, silício e alumínio (sial) dão consistência a quase toda essa superfície.

Camadas internas do planeta Terra

Por dentro, nosso planeta tem uma estrutura feita em camadas, cada uma com várias características específicas.

Pelos estudos realizados até hoje, podemos classificá-las, de forma geral, em três principais: crosta (oceânica e continental), manto (superior e inferior) e núcleo (interno e externo).

Podemos comparar essa estrutura com a de um abacate: a casca da fruta sendo a crosta, a poupa sendo o manto, e o caroço sendo o núcleo.

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A crosta, a casca externa do planeta, é a camada superficial, podendo ser chamada de litosfera. É nessa camada que estamos, que se localizam relevos, oceanos, mares, rios, biosfera, e outros.

Para os seres humanos, é a camada em que há o desenvolvimento da vida. Para ter-se uma ideia, a espessura da crosta pode variar de 5 km a 70 km. Mesmo com esse tamanho, ela é só a “casca” do planeta, o que revela a imensidão dele.

A crosta oceânica, como o nome diz, é a parte que está abaixo do mar, tendo de 5 km a 15 km de espessura. É menos espessa do que a crosta continental. Ela pode ter uma espessura de 30 km a 70 km, sendo a parte do planeta que forma os continentes.

Já o manto está situado a uma profundidade que pode variar de 70 km a 2900 km. Nessa grande área, está localizado o magma, uma camada viscosa que envolve o núcleo e é responsável pela movimentação das placas tectônicas, situadas na litosfera.

O manto superior está abaixo da litosfera, numa profundidade de até, aproximadamente, 670 km. Nele encontramos a astenosfera, uma área de característica viscosa que permite a movimentação da crosta ao longo de milhares de anos, modificando o relevo terrestre.

No manto inferior, localizado a uma profundidade de 670 km a 2900 km, encontramos a mesosfera, parte sólida dessa estrutura que chega próximo ao núcleo. Ele é sólido devido à pressão exercida pelo peso da Terra.

Como É Que A Terra Se Formou? Esquema representando as camadas internas da Terra: crosta, manto superior e inferior, e núcleo.

O núcleo é a camada mais profunda do planeta, chegando a 6700 km. O núcleo interno é sólido, com vários compostos minerais, entre eles níquel e ferro.

Essa camada é responsável pelo campo magnético que existe ao redor do planeta. Já o núcleo externo é líquido, tendo uma espessura de, aproximadamente, 1600 km.

A temperatura nessa região pode chegar a 6500 ºC.

Veja também: Por que vulcões entram em erupção?

Estrutura externa do planeta Terra

A superfície terrestre é a camada externa do planeta. Nela há o encontro de três camadas: a hidrosfera (o conjunto de águas), a biosfera (a vida, os biomas) e a litosfera (as rochas e os minerais).

Além disso, há na superfície terrestre a atmosfera, o conjunto de gases que permite a respiração e protege o planeta dos raios solares, para que eles não cheguem com tanta intensidade. É basicamente formada por oxigênio, nitrogênio e água, mas contém outros elementos químicos.

A hidrosfera é de onde o ser humano retira recursos para sua sobrevivência, como água, alimento (peixes e crustáceos), recursos minerais marinhos (petróleo), além de usar os oceanos, mares e rios para o transporte de pessoas e/ou cargas.

A biosfera e a superfície terrestre são conceitos que se assemelham em alguns momentos, pois fazem referência à existência de vida na Terra. No entanto, a superfície terrestre abrange mais elementos, como a hidrosfera. Na biosfera, nós temos os elementos orgânicos e inorgânicos e os seres vivos, que auxiliam na prosperidade da vida do planeta.

Na litosfera, temos a formação de continentes e ilhas, as terras emersas. É uma das poucas áreas do mundo conhecidas de forma direta pelo ser humano.

Movimentos terrestres

Na órbita da Terra, nosso planeta realiza dois movimentos cruciais para o desenvolvimento da vida: a translação e a rotação.

Rotação é o movimento realizado pelo planeta em torno do seu próprio eixo, sendo uma volta em torno de si.

Esse movimento, realizado no sentido anti-horário, ou seja, de oeste para leste, tem como consequência direta a existência de dias e noites.

Além disso, o Sol é visto primeiro na parte leste do mundo, por isso o Japão é conhecido como “a terra do Sol nascente”. Esse movimento dura, em média, 23 h 56 min ou 24 h (o dia solar).

Translação é o movimento realizado em torno do Sol. Uma translação completa significa um ano para a sociedade, pois esse movimento tem a duração de 365 dias e 6 h. Devido a isso, a cada quatro anos, um dia é colocado a mais no mês de fevereiro, surgindo o ano bissexto, com 366 dias.

Os dois movimentos são feitos simultaneamente, ao mesmo tempo. Por conta da força da gravidade e do imenso peso do planeta, eles não são percebidos. No entanto, os dias e as noites (rotação) e a existência das estações do ano (translação) mostram-nos quão viva é a Terra. Se quiser saber mais sobre esses movimentos, acesse: Movimentos da Terra.

Curiosidades sobre o planeta Terra

Quando comparamos a Terra com outros planetas, inúmeras curiosidades podem surgir. Vejamos algumas.

Como É Que A Terra Se Formou? Dos oito planetas, sete tem nomes de deuses romanos.

  • A Terra é o único planeta do Sistema Solar que não recebeu o nome de um deus. Os outros planetas — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno — receberam nomes de deuses romanos.
  • A Terra é o único planeta do Sistema Solar em que a água pode ser encontrada nos três estados: sólido, líquido e gasoso.
  • Ocorrem terremotos a cada dois minutos no planeta.
  • Daqui a 140 milhões de anos, o dia terá 25 horas. Isso porque a rotação da Terra estará mais lenta, o que aumentará a quantidade de horas em um dia.
  • Nosso planeta é chamado de Terra, mas 70% de sua superfície são cobertos de água: os oceanos.
  • Após a Revolução Industrial, estudos apontam que a temperatura terrestre aumentou 0,8 ºC.
  • Existe um forte campo magnético ao redor da Terra, o que possibilitou a confecção de bússolas, que ajudam na localização terrestre.
  • Durante alguns momentos na história, como a Idade Média, acreditava-se que a Terra era o centro do Universo.
  • Galileu Galilei comprovou, em 1613, que a Terra não era o centro do Universo, mas foi obrigado, pela Igreja Católica, a negar sua teoria. Em 1992, o papa João Paulo II pediu desculpas a Galileu pelo equívoco religioso e reconheceu formalmente sua teoria.
  • O buraco mais profundo da Terra está na Rússia, medindo 12,2 km de profundidade.
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Publicado por: Átila Matias

Planeta Terra: informações que você precisa saber

O Planeta Terra é um dos planetas que fazem parte do Sistema Solar e é o terceiro planeta mais próximo do Sol. A sua formação ocorreu há bilhões de anos, assim como a existência de vida aqui . Algumas teorias explicam sua origem, como a teoria da nebulosa solar.

A Terra é considerada um planeta telúrico e possui sua estrutura interna dividida em: crosta terrestre, manto e núcleo. Além da estrutura externa, há também a interna que corresponde à litosfera, hidrosfera, biosfera e atmosfera, que são o que oferece as condições favoráveis para a existência de vida aqui.

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Características do Planeta Terra e sua formação

O Planeta Terra, também conhecido como mundo, planeta azul ou planeta água, tem cerca de 70% da sua superfície coberta por água. A existência dessa substância em seu estado líquido, juntamente à presença do oxigênio e a capacidade de reciclar gás carbônico fazem da Terra um planeta com características únicas.

Apesar das grandes descobertas astronômicas, não há ainda como afirmar que exista um planeta com características tão peculiares capaz de propiciar a existência dos seres vivos. E a Terra não é “viva” apenas sob a ótica biológica, mas também sob a ótica atmosférica, geológica e física, uma vez que tudo isso está em constante transformação.

Quanto à sua formação, estima-se ocorreu há aproximadamente 4,56 bilhões de anos. A teoria mais aceita atualmente sobre a origem do Sistema Solar, e consequentemente do nosso planeta, é a teoria da nebulosa solar, proposta em 1644 por René Descartes, reformulada em 1775 por Immanuel Kant e, posteriormente, em 1796 por Pierre-Simon de Laplace.

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Essa teoria acredita que os planetas do Sistema Solar, entre eles o nosso, formaram-se a partir do colapso de uma nuvem que estava rotacionando em alta velocidade e contraiu-se.

Acredita-se que o Sol foi formado a partir da concentração central da nuvem, e os planetas a partir das partículas remanescentes.

Algumas teorias dizem que a vida surgiu na Terra um bilhão de anos após a sua formação.

Além de apresentar condições favoráveis à existência de vida, a Terra também possui recursos naturais (renováveis e não renováveis) que propiciam a manutenção dessa existência.

É por meio desses recursos que os seres vivos mantêm-se, pois são retirados recursos minerais, fontes de energia, alimento, entre outros.

Em meio à história evolutiva, o homem adaptou-se às condições apresentadas pela Terra e aprimorou suas habilidades, retirando dela aquilo que era necessário à sua sobrevivência de forma cada vez mais precisa.

Quanto ao seu formato, corresponde a um esferoide, tendo seus polos um tanto achatados.

Dados gerais do planeta Terra

Diâmetro  Aproximadamente 12.756,2 km
Área da superfície Aproximadamente 510.072.000 km2
Massa 5,9736 x 1024 kg
Distância do Sol Cerca de 149.600.000 km
Satélite natural 1 (Lua)
Período de rotação 23 horas 56 minutos e 4 segundos
Período de translação 365 dias 5 horas e 48 minutos
Temperatura média 14ºC
População terrestre Aproximadamente 7.722.522.000 habitantes

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Como o planeta Terra é dividido?

O planeta Terra é um dos quatro planetas do Sistema Solar de composição rochosa, conhecidos também como telúricos ou terrestres. Esses planetas rochosos possuem uma estrutura interna semelhante dividida em:

Camadas internas da Terra

Como É Que A Terra Se Formou? A Terra divide-se em crosta terrestre, manto e núcleo.

A crosta é também conhecida como litosfera e corresponde à camada mais externa da Terra, formada por rochas e minerais, como silício, magnésio, ferro e alumínio. Possui em média 10 quilômetros sob os oceanos e entre 25 e 100 quilômetros sob os continentes.

Nela, são encontrados os continentes, as ilhas e o fundo oceânico. Além disso, observa-se que ela não é uma camada inteiriça, pois há divisões que formam grandes blocos rochosos conhecidos como placas tectônicas, que se movimentam e podem provocar tremores na superfície terrestre.

O manto localiza-se entre a crosta terrestre e o núcleo. É conhecido como camada intermediária, que se divide em manto superior e manto inferior. Ele pode apresentar profundidade de cerca de 30 a 2900 km abaixo da crosta e, ao contrário dela, o manto não é sólido.

Com temperatura média de até 2.000°C, essa camada é composta por material magmático (em estado pastoso) composto principalmente por ferro, magnésio e silício. A movimentação do magma, conhecida como correntes de convecção, provoca a movimentação dos blocos rochosos que compõem a crosta terrestre.

O núcleo é a camada mais interna da Terra e divide-se em núcleo externo e núcleo interno. É também a camada que apresenta a maior temperatura, que, segundo cientistas, pode alcançar 6.000°C.

Ele é formado por ferro, silício, níquel e, apesar das altas temperaturas que deveriam manter esses compostos no estado líquido, o núcleo apresenta elevada pressão, que acaba por agrupar essas substâncias, mantendo-as sólidas.

Leia também: Camadas da Terra – conheça a estrutura interna do nosso planeta

Estrutura externa da Terra

O que diz respeito à parte externa do planeta Terra, há também uma classificação de sua estrutura.

Como É Que A Terra Se Formou? As camadas externas da Terra são: biosfera, atmosfera, litosfera e hidrosfera.

– Atmosfera

Corresponde a uma camada gasosa que envolve todo o Planeta Terra. Ela é formada por gases mantidos pela gravidade, cuja principal função é proteger o planeta da radiação solar emitida, filtrando-a, além manter a temperatura média da Terra, fazendo com que não haja uma grande amplitude térmica.

A atmosfera também impede que a Terra seja atingida por fragmentos rochosos. Essa camada possui a divisão das subcamadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera, exosfera.

Hidrosfera

Corresponde à camada que compreende os corpos hídricos do Planeta Terra. Abrange não só os oceanos, mas também os mares, os rios, os lagos e as águas subterrâneas.

– Biosfera

Corresponde ao conjunto de ecossistemas que compreendem a Terra. Basicamente, diz respeito aos grupos de seres vivos que a habitam. Esses ecossistemas encontram-se desde os pontos mais elevados do planeta até as partes do fundo oceânico.

Planeta Terra no Universo

Como É Que A Terra Se Formou? A Terra possui o maior satélite natural do Sistema Solar, a Lua.

A Terra é um dos oito planetas que compõem o Sistema Solar, localizado na Via Láctea. É considerado o maior em diâmetro e densidade dentre os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte).

Esse planeta não é estático, portanto, realiza diversos movimentos, sendo os principais: o movimento de rotação, que consiste no movimento ao redor do seu próprio eixo, originando o dia e a noite, e o movimento de translação, realizado ao redor do Sol, dando origem ao ano civil e às estações do ano.

A Terra tem um único eu maior satélite natural do Sistema Solar, a Lua, que influencia fortemente nas marés, em virtude da força gravitacional que existe entre esses astros. Por conta do posicionamento desse satélite em relação ao nosso planeta e ao Sol, é possível observar as quatro fases lunares (nova, cheia, minguante e crescente).

Leia também: Por que a Lua não cai na Terra?

Curiosidades sobre o Planeta Terra

  • Você sabia que a Terra não é plana?Os cientistas utilizaram várias técnicas para chegarem a essa conclusão. Atualmente, a geodésia é a ciência que faz estudos a respeito das dimensões, forma e gravidade do planeta e nos permite afirmar que a Terra tem o formato arredondado.
  • A rotação da Terra diminui gradualmente, contudo, de maneira praticamente imperceptível aos seres humanos. Essa diminuição é de aproximadamente 17 milissegundos a cada 100 anos e provoca o aumento da duração do dia.
  • A Terra não foi nomeada segundo o método romano de designação, ao contrário dos outros sete planetas do Sistema Solar.
  • Por Rafaela Sousa
  • Graduada em Geografia

Formação inicial da Terra foi muito mais rápida do que se pensava, diz estudo

Um novo estudo sugere que a formação da Terra foi muito mais rápida do que as teorias normalmente aceitas pelos cientistas.

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O planeta se formou há cerca de 4,54 bilhões de anos, e seu estágio inicial – quando era um protoplaneta – foi formado em um processo que durou, acredita-se, algumas dezenas de milhões de anos.

Mas o novo artigo do Centro de Formação de Estrelas e Planetas (StarPlan) afirma que, na verdade, essa etapa foi bem mais rápida.

Os pesquisadores por trás do estudo afirmam que a proto-Terra durou apenas cinco milhões de anos. Em uma escala astronômica, isso é extremamente rápido. Para compreender melhor, imagine que os 4,6 bilhões de anos de existência do Sistema Solar correspondam a um período de 24 horas – nesse caso, a proto-Terra se formou no que corresponde a cerca de um minuto e meio.

De acordo com teorias mais tradicionais, a proto-Terra teria se formado por colisões aleatórias entre corpos planetários cada vez maiores ao longo de um tempo equivalente a cerca de 5 a 15 minutos das 24 horas no exemplo mencionado acima. Já o estudo do StarPlan sustenta uma teoria mais recente sobre a formação de planetas através da acreção de poeira cósmica, e não de colisões.

A ideia da formação por acreção afirma que os planetas são formados através da acumulação de poeira cósmica, um processo no qual a poeira atrai cada vez mais partículas através da gravidade.

“Começamos a partir do pó, essencialmente”, disse o pesquisador Martin Schiller, autor principal do estudo.

Ele explica que a formação planetária aconteceu com “objetos de tamanho milimétrico, todos reunidos, chovendo sobre o corpo em crescimento e fazendo o planeta de uma só vez”.

Como É Que A Terra Se Formou? Disco protoplanetário ao redor do jovem Sol (Imagem: Shutterstock)

Para o estudo, os pesquisadores usaram as mais precisas medições de isótopos de ferro (diferentes versões do elemento ferro) publicadas cientificamente até o momento.

Depois de examinar isótopos em diferentes tipos de meteoritos, eles perceberam que apenas um tipo de meteorito tinha um perfil de ferro semelhante ao da Terra: os Condritos-CI.

Então, os pesquisadores descrevem a poeira desse tipo de meteorito como a melhor aproximação existente para a composição geral do Sistema Solar.

Em outras palavras, teria sido uma poeira como essa que se juntou ao gás, e juntos foram canalizadas para um disco de acreção orbitando o Sol ainda em fase de crescimento.

Esse processo durou cerca de cinco milhões de anos e os planetas foram feitos do material contido nesse disco.

Agora, o estudo estima que o núcleo ferroso da proto-Terra também se formou durante esse período, arrancando ferro acumulado do manto do proto-planeta. Eventualmente, esse protoplaneta se tornou a Terra que conhecemos hoje.

No início, a composição dos isótopos de ferro no material que compõe a Terra era diferente do mais tarde se tornou. Provavelmente isso aconteceu porque o calor do Sol jovem os alterou.

Depois de algumas centenas de milhares de anos, a área onde a Terra estava se formando tornou-se fria o suficiente para que a poeira não aquecida que veio de mais longe se tornasse parte do disco de acreção da proto-Terra.

Essa poeira que veio de longe contém um ferro que é encontrado hoje no manto da Terra. Por isso, faz sentido que “a maior parte do ferro anterior já tenha sido removida do núcleo”, disse Schiller.

“É por isso que a formação do núcleo deve ter acontecido cedo”, concluiu.

Se a hipótese de que a Terra se formou pela colisão aleatória de outros corpos planetários fosse real, “você nunca conseguiria comparar a composição de ferro da Terra com apenas um tipo de meteorito”, de acordo com o pesquisador. “Você obteria uma mistura de tudo”.

Como É Que A Terra Se Formou? Ilustração que imagina como seria a proto-Terra (Jochen Stuhrmann)

A nova descoberta também pode ajudar a explicar a origem de outros planetas. Se a conclusão do estudo estiver correta, significa que outros mundos podem crescer muito mais rápido do que se pensava.

Já existem algumas evidências disso, de acordo com dados de milhares de exoplanetas em outras galáxias, disse o copesquisador do estudo Martin Bizzarro, professor do StarPlan.

“Quando entendemos esses mecanismos em nosso próprio Sistema Solar, podemos fazer inferências semelhantes sobre outros sistemas planetários da galáxia”, disse ele.

Com a nova abordagem, os cientistas poderão até explicar quando e com que frequência a água é acumulada durante a formação do planeta.

“Se a teoria da acreção planetária rápida realmente estiver correta, a água provavelmente será apenas um subproduto da formação de um planeta como a Terra”, disse Bizzarro.

Com isso, “os ingredientes da vida como a conhecemos provavelmente seriam encontrados em outras partes do universo”.

Fonte: Live Science

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Origem da Terra

A Terra se formou a partir de uma grande explosão ocorrida no Sol há cerca de 4,5 bilhões de anos.

Com a detonação solar, milhares de rochas se espalharam pelo espaço. Algumas, contudo, foram atraídas pela força gravitacional do Sol e começaram a girar em torno do astro.

Uma delas deu origem ao planeta Terra.

Neste momento, após a explosão, a Terra estava superaquecida. No entanto, no cosmos, as temperaturas são negativas, o que provocou um esfriamento de fora para dentro. Com este processo, começa a criação das massas rochosas, que dão origem à crosta terrestre.

Este esfriamento liberou gases que formaram a atmosfera. Acredita-se que a partir daí, as moléculas de hidrogênio e oxigênio se uniram e deram origem à água. Outra teoria afirma que a água chegou ao planeta através dos meteoritos que se chocavam com a Terra, pois estes continham cristais de H2O em sua composição.

Seja qual for a explicação sobre a origem do líquido, a partir deste instante, começou a chover e a consequência foi o aparecimento dos oceanos primitivos.

Assim, lentamente, surgiram as condições para o nascimento da vida na superfície do planeta.

Estrutura da Terra

A estrutura da Terra está constituída por três partes principais: crosta terrestre, manto e núcleo (externo e interno).

Como É Que A Terra Se Formou?

Crosta terrestre

Trata-se da parte mais externa da Terra formada por rochas de granito, basalto e matéria orgânica. Tem 5 km a 80 km de espessura, e é onde se encontram as montanhas, planaltos, planícies, dentre outros. Neste meio, se desenvolvem as atividades dos seres viventes.

A crosta terrestre se encontra dividida em duas:

  • Crosta continental: parte externa que está estruturada por rochas ricas em silício e alumínio.
  • Crosta oceânica: parte submersa pelas águas constituída por rochas compostas de silício e magnésio.

Manto

O manto é uma camada intermediária de magma pastoso, situada entre a crosta e o núcleo, com 2.900 km de extensão.

Por isso, é bastante instável, o que provoca movimentos nas placas tectônicas da crosta terrestre. Importante lembrar que o magma é expelido pelos vulcões durante as erupções.

Núcleo terrestre

O centro do planeta é composto por ferro que forma o campo magnético e se divide em duas partes: o externo e o interno.

O núcleo externo se encontra localizado a uma profundidade de 2900 km a 5150 km e é feito de ferro em estado pastoso. Sua temperatura está em torno de 3000 ºC

Por sua vez, o núcleo interno tem uma temperatura média de 6500 ºC e está composto basicamente por ferro e níquel. Apesar das altas temperaturas, o núcleo interno é sólido, por causa da enorme pressão a que está submetido.

Dados sobre o planeta Terra

  • Diâmetro da Terra: 12.742 km
  • Raio: 6.371 km
  • Área da superfície: 510.100.000 km²
  • Área: 148.900.000 km²

Órbita da Terra

  • A órbita da Terra é a trajetória que o planeta percorre ao redor do Sol.
  • Este movimento, chamado de translação, dura aproximadamente 365 dias e a distância percorrida é de pouco menos de 150 milhões de quilômetros.
  • A velocidade média da Terra neste percusso é de 29,78 km/s.
  • Temos outros textos sobre o assunto para você:

Saiba como a Terra se formou e a importância de Hutton para geologia

Como É Que A Terra Se Formou?Marco André Malmann, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

O que as rochas têm a dizer? Para os geólogos, a resposta a essa pergunta reside no conhecimento do passado do planeta. Entendendo como ocorreram os processos que levaram à formação da Terra, é possível interpretar os sinais que as rochas dão a partir de uma datação geológica. No século XIX, James Hutton, por meio de uma geologia científica, destacou a importância do tempo no processo geológico. “Ele começa a perceber que a evolução da geologia necessitava de um período enorme, defendendo que a Terra guardava marcas de um tempo muito profundo”, destaca nas linhas abaixo o geólogo Marco André Malmann, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A seguir, o professor nos conta desde a origem da Terra à importância de James Hutton para a criação da geologia moderna. Com a palavra, Marco Malmann.

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Sobre a origem da Terra

A Terra surgiu há cerca de 4.5 bilhões de anos, juntamente com o sistema solar, que foi originado a partir da nuvem primordial. No centro dela, a concentração de matéria fez surgir o Sol e em torno da nuvem havia corpos menores, que deram origem aos planetas e planetóides.

Nasciam os planetas terrestres, como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte; o cinturão de asteróides; e os planetas gasosos, incluindo Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Além desses astros, quando o sistema solar se formou, existiam mais planetas e suas órbitas eram caóticas. Logo na origem da Terra, há cerca de 4.

5 bilhões de anos, ela sofreu um choque de raspão com um planeta menor, que se destruiu, tirando parte da crosta e do mando da Terra e os fragmentos resultantes dessa colisão deram origem à Lua.

As primeiras rochas que se tem conhecimento são datadas desse período, ou seja, um registro geológico da geração das primeiras crostas. Para se ter uma ideia, a rocha mais antiga que temos conhecimento e a Gnaisse Acasta, que tem 4.8 bilhões de anos. Já o registro orgânico mais antigo, no caso bactérias, está em torno de 4.3 bilhões de anos.

A Terra inicial era totalmente diferente da de hoje. Não havia oxigênio, os mares não tinham a mesma composição química de hoje, pois havia ferro dissolvido na água. A Terra era um planeta nu, sem vegetação, com chuvas mais ácidas.

Além disso, o Sol era aparentemente mais frio do que é hoje e a radiação era muito maior por não ter camada de ozônio. As primeiras formas de vida foram as bactérias anaeróbicas, que resistem em ambientes nocivos.

A partir daí, começa a surgir os oceanos e a vida.

O surgimento dos minérios

Algumas bactérias começaram a se modificar e a liberar o oxigênio. Em um primeiro momento, isso alterou a natureza dos oceanos.

Sendo assim, o oxigênio livre na água começou a acumular em grandes quantidades, reagindo com o ferro e com outros elementos da água, gerando óxido de ferro, ou o minério de ferro.

Além disso, a entrada de oxigênio na atmosfera alterou a forma como os processos geológicos atuavam. Com isso, as rochas também passaram a sofrer com o intemperismo químico, conjunto de fenômenos físicos e químicos que levam à erosão.

Há cerca de 600 milhões de anos, a Terra passou a ser povoada por seres primitivos, que também atuaram como agentes erosivos, conhecidos como a fauna de Ediacara. Esses seres deram origem aos vertebrados e invertebrados.

As teorias sobre a formação do planeta

O pensamento sobre a formação da Terra não é recente. Ele inicia com os filósofos gregos.

A primeira concepção que se tinha era a de que o planeta era uma esfera com um fogo interno que sairia para diferentes câmaras ao redor da Terra, que seriam os vulcões.

Na idade média, a formação da Terra passa a ser dominada por um pensamento religioso das escritas da Bíblia, pregando que o planeta estava no centro do Universo.

No final da Idade Média, alguns filósofos começam a reparar que as escritas bíblicas sobre a formação da Terra não eram totalmente corretas. Tínhamos duas correntes filosóficas: uma que defendia os preceitos da Bíblia a e outra que dizia que a Bíblia estaca correta, mas que a natureza mostrava sinais de evolução que não estavam descritas nela.

Esses pensamentos resultaram no que Darwin estava propondo em sua teoria da evolução. Darwin quando esteve na Patagônia e na Argentina entrou em contato com fósseis.

Já no Chile, ele descreve um terremoto e fica impressionado, associando essas modificações às transformações que a Terra passou ao longo de sua formação, concluindo que ela não era fruto simplesmente da obra e da graça de Deus.

No final do século XIX, as ciências ditas naturais eram misturadas. Darwin, então, trocava informações com Charles Lyell e James Hutton. Na época, Darwin propõe que o planeta tinha mais de seis mil anos, tempo defendido pela Bíblia, já que a evolução precisava de um período muito maior para existir.

Reforçando essa teoria, durante suas pesquisas, James Hutton encontrou na Inglaterra rochas sedimentares. Ao analisá-las, percebeu diferentes camadas, defendendo a concepção de “tempo geológico”. Essas rochas despertaram em Hutton a curiosidade sobre o tempo geológico.

Sendo assim, ele defende que o tempo geológico é muito maior do que o defendido pela Igreja.

Ou seja, a partir dos estudos da história geológica, é possível determinar, por meio da idade de uma rocha, onde existem, por exemplo, minério, petróleo, ou carvão.

A geologia procura saber as condições existentes no planeta ao longo de sua evolução para entender o porquê que certos lugares têm determinados minerais e outros não. O petróleo no mundo foi formado em torno de 120 e 60 milhões de anos, no período Juro-Cretácio.

Sendo assim, isso permite procurar petróleo nos lugares certos. Se for conhecido de que forma o planeta evoluiu, bem como a idade de um depósito de rochas, podemos saber quais minérios ele possui.

A importância de James Hutton para a geologia

Hutton teve um papel fundamental na geologia, pois conseguiu mostrar, exercendo uma geologia mais científica, a importância do tempo no processo geológico. Ele começa a perceber que a evolução da geologia necessitava de um período enorme, defendendo que a Terra guardava marcas de um tempo muito profundo, bem maior do que o registrado nas rochas.

James Hutton descobriu que um metro de rocha poderia corresponder, por exemplo, a sedimentos provenientes tanto de um evento de deposição única e rápida no tempo, como um aterramento, ou de milhões de anos para se formar.

Ele, na verdade, afirmou as ideias do Darwin sobre a idade da Terra, defendendo que era preciso de muito tempo para que as rochas se formem.

Até o surgimento de James Hutton, praticamente a geologia não existia. Quando sua obra “Teoria da Origem da Terra” é publicada, em 1788, ele transforma todos os conceitos observados sobre as rochas em uma ciência, questionando de forma científica os preceitos vigentes defendidos pela Igreja.

Ou seja, transforma a geologia em uma ciência, defendendo que ela deva ser feita na base da observação, analisando como as rochas se relacionam entre si. Dessa maneira, segundo seus preceitos, para entender a evolução do planeta, havia de se entender como as rochas estão relacionadas.

James Hutton introduziu o conceito de que era preciso compreender o passado para entender o presente.

James Hutton começou a separar o conhecimento dos biólogos, que estudavam a evolução da vida, dos naturalistas, que estudavam a evolução na Terra. Ele começou a fazer descrições detalhas das rochas dentro de uma teoria concisa e a associar seus estudos ao tempo, dando características de ciência a essas descrições. Nascia, assim, a geologia moderna.  

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Como a Terra nasceu?

Estamos muito acostumados a viver na Terra, e para nós parece que ela sempre existiu. Mas isso não é verdade: em algum momento, mais ou menos 4,6 bilhões de anos atrás, nosso planeta se formou. E como a Terra nasceu? Esta foi a pergunta enviada pela leitora Ana Beatriz Kutil Mejia.

Como É Que A Terra Se Formou?

Representação artística da formação do Sistema Solar. (imagem: NASA/JPL-Caltech)

“Para contar essa história, a gente precisa voltar muito, mas muito mesmo no tempo, antes de existir o nosso próprio Sistema Solar”, responde a geógrafa Tânia Maris Pires Silva, coordenadora do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina.

Existia, naquele tempo, uma grande nuvem de poeira e gás em uma enorme região do espaço.

“Esses pedaços de pedra espacial colidiram e se uniram pela força da gravidade, que atrai os objetos entre si por meio da interação de suas massas”, conta a pesquisadora.

Quando os pequenos pedaços começaram a se unir por causa da gravidade, formaram uma nuvem de pedras espaciais, que começou a girar.

“Nesse processo, o material mais denso foi ficando no centro da nuvem e o restante, jogado para a periferia. A grande quantidade de matéria que ficou no centro originou o Sol, e a matéria que foi jogada para a periferia formou anéis.

Cada anel deu origem a um planeta”, completa o geofísico Eder Molina, da Universidade de São Paulo.

Resumindo, o planeta Terra – como ou outros planetas do Sistema Solar – se formou a partir de pedaços de rocha que “sobraram” após a formação do Sol, graças à ação da força da gravidade. “Ela foi fundamental para a formação do universo e continua sendo muito importante na transformação dele”, encerra Tânia.

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