Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Enfim chegamos a 2019. Apesar da torcida contra do Bug do Milênio, de Nostradamus e dos Maias, o mundo não acabou (ainda) e estamos chegando à reta final de mais uma década em nosso calendário.

Apenas 20 anos depois do Bug do Milênio ter criado caos nas empresas que começavam a utilizar computadores para a maior parte de seus processos e as principais mentes da tecnologia tiveram de concentrar seus esforços em fazer o calendário das máquinas não bugar quando chegássemos ao ano 2000, hoje vivemos em um mundo onde as máquinas já têm a capacidade de aprender a consertar esse tipo de bug sozinhas, sem o auxílio de um operador humano — e sem desespero generalizado.

Mas não foi apenas a passagem da computação básica para um mundo com IAs nos celulares que mudou nesses vinte anos.

Em 2019, nossas vidas estão bem diferentes do que elas eram em 1999, e qualquer viajante do tempo que saísse de 1999 e parasse por aqui provavelmente acharia que muito mais tempo se passou em sua viagem.

Não só as máquinas avançaram muito mais do que poderíamos imaginar nesses 20 anos, mas nossos próprios hábitos e modo de vida já mudaram tanto que as coisas que fazíamos em 1999 parecem tão antiquadas que dá a impressão de que “uma vida”, e não apenas duas décadas, se passou nesse meio tempo.

Essas são algumas das mudanças que aconteceram nesse período:

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Na longínqua 1999, a internet ainda engatinhava aqui no país, com a nada saudosa internet discada. O primeiro provedor de internet banda larga chegaria ao país apenas em 2000, então em 1999 o único modo de usar a internet era a partir de uma conexão discada via modem.

E não pense que os modems da época eram parecidos com os roteadores atuais: para acesso discado, os modems eram componentes de hardware instalados internamente no slot PCI do computador, ou ligados em uma porta serial.

A conexão, além de lenta, estava ainda sujeita aos preços abusivos de contagem de pulsos praticados pelas operadoras de telefonia da época, já que, para “entrar na internet”, era preciso ocupar a linha telefônica.

Assim, a internet não era tanto um local de entretenimento como hoje, mas sim uma ferramenta quase que exclusiva para trabalho e estudo, onde se navegava apenas o mínimo possível apenas para conseguir o que se precisava fazer. Os mais espertos (e que não precisavam acordar cedo) esperavam a meia-noite para poder navegar à vontade, já que após esse horário era cobrado apenas 1 pulso por ligação, independente de sua duração.

Hoje, com planos de dados das operadoras de celular e as redes Wi-Fi públicas, mesmo quem não paga uma internet banda larga (que te permite ficar conectado o dia inteiro por um preço infinitamente menor do que as companhias telefônicas cobravam em 1999) consegue passar a maior parte de seu dia conectado, e hoje o nosso maior problema não é mais esperar por um horário específico para acessar a internet, mas sim saber o que fazer com nossas vidas quando ficamos sem sinal.

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Esse era outro contratempo da internet discada que tínhamos em 1999: ou se acessava a internet ou se usava o telefone, nunca ambos ao mesmo tempo (a não ser que sua família fosse “rica” e tivesse mais de uma linha telefônica em casa).

Como o acesso era pela linha telefônica, sempre que alguém usava a internet era como se o telefone estivesse sendo usado e, mesmo que você morasse em uma família antissocial que raramente recebia telefonemas de amigos e familiares, qualquer tempo maior do que quinze minutos acessando a rede era motivo para levar bronca da mãe e liberar o telefone porque alguém podia estar tentando ligar para casa naquele momento (ênfase no “podia”, porque nunca tinha ninguém tentando ligar em casa em momento algum).

Hoje, não só esse problema não existe mais como é possível usar a internet e fazer uma ligação telefônica ao mesmo tempo usando o mesmo aparelho, algo que provavelmente faria nossas mães se benzerem caso mostrássemos isso para elas em 1999.

Programas de TV são mais importantes do que o cinema

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Em 1999, o que não faltaram foram grandes filmes que mudaram o modo de se fazer cinema. Naquele ano, tivemos a estreia de clássicos como Matrix, Beleza Americana, As Virgens Suicidas, A Múmia e Quero Ser John Malkovich, todos roteiros inovadores que não precisavam ser inspirados em outras mídias para serem sucesso de público e crítica. Isso não quer dizer que não tínhamos boas produções também para a TV (1999 foi um ano incrivelmente bom para os fãs de animações, pois contou a estreia de clássicos do gênero como Futurama, Du, Dudu & Edu, Uma Família da Pesada e Bob Esponja), mas o escopo desses projetos era muito menor do que o que víamos sendo preparados para as telonas.

Hoje, a coisa se inverteu, já que já passamos pela Era Dourada da TV e estamos vivendo a era dos streamings, como a Netflix.

Enquanto programas como Game of Thrones geram muito mais buzz do que qualquer filme do ano, é também na TV e nos streamings que está a maior parte da inovação em mídia audiovisual (em shows como Black Mirror, Killing Eve, A Maldição da Casa Hill e tantos outros), enquanto o cinema se tornou uma máquina de adaptações de histórias em quadrinhos, jogos de videogames e animações antigas da Disney — o que mostra a clara vantagem em qualidade e inovação que as séries têm hoje sobre o cinema.

E o modo de curtir uma série também mudou: em 1999, ao se falar em “assitir série” o televisor era automaticamente o aparelho em questão, já que as baixas velocidades da internet discada e as poucas opções de programas onde se fazer download (o Napster foi lançado em 1999, por sinal) não colaboravam muito para com a cultura de assistir vídeos pelo computador.

Você não precisa mais esperar pelo fim do download para ouvir suas músicas

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Em 1999, o exercício de se escutar uma música nova era bem mais complicado do que hoje: você poderia esperar a música tocar na rádio para gravá-la em uma fita K7 e poder escutar depois sempre que quisesse (com o bônus da voz do apresentador do programa atrapalhando os segundos finais e às vezes até o meio da música), comprar um CD do artista por causa da única música que você gosta dele, ou então tentar fazer um tortuoso download através de programas como Napster/Kazaa/Emule e derivados.

Mas mesmo o download não era uma ciência exata: além de ser demorado (estamos falando de 1999, quando a única internet existente por aqui tinha velocidade máxima de download de 50Kb/s), o download era sempre uma “caixinha de surpresas”, e as chances de ser realmente a música que você tinha feito o download ilegal eram as mesmas de o arquivo na verdade ser um trecho somente em áudio de algum filme pornô — ou, nos piores casos, um vírus travestido de música.

Com programas como Spotify, Deezer e até mesmo o YouTube, ouvir nossas músicas preferidas e descobrir novos artistas é um exercício muito mais simples do que há vinte anos. Mas, apesar disso, tem algo que não mudou: aquele clique cheio de medo de quando fazemos o download de um novo arquivo de áudio. Afinal, baixar músicas pelo Kazaa em 1999 foi o precursor do “gemidão do ZAP”.

Criar playlists é muito mais simples do que queimar CDs

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Outra facilidade que surgiu com os aplicativos de streaming de música foi a criação de playlists que podem ser acessadas de qualquer lugar. Você só precisa escolher quais são suas músicas preferidas, criar sua playlist, e então é possível acessá-la de qualquer computador ou smartphone conectado na internet.

Em 1999, a coisa era um pouco mais difícil.

Para colocar todas suas músicas preferidas em um só lugar, era precisa primeiro fazer o download delas por programas específicos (com todos os perigos existentes nesse tipo de operação), ter acesso a um computador com um gravador de CD, comprar um CD virgem, e então fazer a “queima” do CD com suas músicas preferidas.

Caso a ideia fosse apenas para ser usado no computador, era possível criar CDs de MP3 com cerca de 500 músicas.

Mas, se a intenção fosse rodar esse CD em qualquer aparelho de som, dificilmente era possível colocar mais do que 15 músicas em uma única mídia, já que os aparelhos de som da época não “liam” arquivos de MP3. Então quem gostava de música (e quem trabalhava como DJ), além de fazer esse processo dezenas de vezes, ainda era obrigado a andar por aí com uma pasta pesada e, por que não, cafona, chamada “porta-CDs”, que eram basicamente as pochetes dos DJs de festa de aniversário.

Você não precisa sair de casa para alugar filmes

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Há vinte anos, decidir qual filme assistir no final de semana era um programa da família: todo mundo se arrumava, ia para a locadora na sexta-feira assim que tivesse acabado o expediente (porque chegar muito tarde significava que todos os filmes novos já não estariam mais disponíveis) e andava pelos corredores da locadora atrás de alguma coisa interessante — mas sem se prolongar muito, porque demorar demais para escolher era dar brecha para que outras pessoas viessem e “roubassem” de você os filmes bons. Muita gente fazia amizade com os atendentes da locadora, não somente para receber recomendações certeiras e agilizar o processo de procura por um bom filme, como também para dar aquele “jeitinho brasileiro” de ter uma unidade do lançamento da semana reservada para você debaixo do balcão.

Agora, esse sentimento de urgência simplesmente não existe mais.

Com serviços online que oferecem os últimos lançamentos por um preço módico de “locação virtual”, como o NET Now, por exemplo, é possível alugar qualquer filme sem sair de casa e sem medo de chegar tarde demais e não ter mais nenhuma cópia daquilo que você queria assistir.

Ou, se você não liga muito para lançamentos, sempre existe a Netflix.

É verdade que uma coisa não mudou de 1999 para cá: naquela época, se gastava muito tempo na locadora olhando filme por filme da prateleira até decidir qual alugar; agora, gastamos muito tempo olhando o catálogo da Netflix até decidir qual filme assistir. Contudo, se acharmos o filme escolhido uma porcaria, podemos simplesmente escolher outro sem pagar nada além por isso, enquanto na época das locadoras isso não era possível, pois se pagava por filme alugado (e ainda tinha de devolver a fita VHS rebobinada, senão pagava multa).

Leia também:  Como Salvar Uma Orquidea Que Esta Morrendo?

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Além de acabar com a dinâmica das idas às locadoras, os serviços de streaming também mudaram outra coisa no modelo de negócio audiovisual: os intervalos comerciais.

Antigamente, mesmo pagando para ter acesso a um conteúdo diferenciado pelos canais de TV a cabo, o usuário ainda era obrigado a aturar seu programa sendo interrompido diversas vezes para a exibição de comerciais (o que ainda acontece nos canais de televisão).

Mas essa é uma prática que perdeu força com a chegada dos serviços de streaming, que cobram uma mensalidade bem menor do que as companhias de TV a cabo e permitem que seus assinantes fiquem o dia inteiro assistindo a diversos programas sem nenhuma interrupção para comerciais.

Além disso, esses sistemas também aboliram a grade de programação, e todos os programas podem ser assistidos a qualquer momento, com a possibilidade de pausá-los ou voltar em qualquer cena que queira ver novamente.

Enquanto há 20 anos nós precisávamos ficar de olho no relógio para não perder o episódio do dia de Friends — e que seria interrompido pelo menos duas vezes para a divulgação de comerciais — hoje podemos assistir a todas as temporadas da série em uma só sentada e sem ver um único comercial durante todo esse tempo.

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Uma das vantagens de nossa tecnologia atual é que estamos sempre conectados a tudo: amigos, trabalho família. E a maior desvantagem é justamente estarmos conectados a tudo o tempo todo.

Em 1999, quando falávamos em tirar férias nós realmente tirávamos férias: o período era completamente nosso, íamos viajar e durante esse tempo não ouvíamos falar de trabalho.

Hoje, o período de férias não é mais exatamente um tempo de total descanso, mas mais uns dias com menores obrigações e carga de trabalho menor, já que a todo tempo somos lembrados via e-mail, pelo grupo de WhatsApp da empresa ou pelas redes sociais sobre o que a empresa está fazendo e qual será o nosso papel no andamento das coisas quando voltarmos.

E por todas as melhorias que a tecnologia tem nos proporcionado, nos fazer ficar preocupados com a reunião de segunda-feira enquanto estamos sentados na praia tomando água de coco definitivamente não é uma delas.

É possível saber em primeira mão aquilo que os seus ídolos pensam

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Há vinte anos, revistas de fofocas e de celebridades eram algumas das publicações mais vendidas do mundo, e todas vendiam a mesma ideia: era preciso comprá-las para saber o que os seus ídolos estavam fazendo ou falando por aí.

20 maneiras como a tecnologia mudou a sua vida nos últimos 20 anos

Como É Que A Tecnologia Mudou As Nossas Vidas?

Apenas 20 anos depois do Bug do Milênio ter criado caos nas empresas que começavam a utilizar computadores para a maior parte de seus processos, e as principais mentes da tecnologia tiverem de concentrar seus esforços em fazer o calendário das máquinas não bugar quando chegássemos ao ano 2000, hoje vivemos em um mundo onde as máquinas já têm a capacidade de aprender a consertar esse tipo de bug sozinhas, sem o auxílio de um operador humano — e sem desespero generalizado.

Mas não foi apenas a passagem da computação básica para um mundo com IAs nos celulares que mudou nesses vinte anos. Em 2019, nossas vidas estão bem diferentes do que elas eram em 1999.

Não só as máquinas avançaram muito mais do que poderíamos imaginar nesses 20 anos, mas nossos próprios hábitos e modo de vida já mudaram tanto que as coisas que fazíamos em 1999 parecem tão antiquadas que dá a impressão de que “uma vida”, e não apenas duas décadas, se passou nesse meio tempo.

Essas são algumas das mudanças que aconteceram nesse período:

Passamos mais tempo conectados à internet do que fora dela

Em 1999, a internet ainda engatinhava no país, com a nada saudosa internet discada. A conexão, além de lenta, estava ainda sujeita aos preços abusivos de contagem de pulsos praticados pelas operadoras de telefonia da época, já que, para “entrar na internet”, era preciso ocupar a linha telefônica.

Assim, a internet não era tanto um local de entretenimento como hoje, mas sim uma ferramenta quase que exclusiva para trabalho e estudo, onde se navegava apenas o mínimo possível apenas para conseguir o que se precisava fazer. Os mais espertos (e que não precisavam acordar cedo) esperavam a meia-noite para poder navegar à vontade, já que após esse horário era cobrado apenas 1 pulso por ligação, independente de sua duração.

Hoje, com planos de dados das operadoras de celular e as redes Wi-Fi públicas, mesmo quem não paga uma internet banda larga (que te permite ficar conectado o dia inteiro por um preço infinitamente menor do que as companhias telefônicas cobravam em 1999) consegue passar a maior parte de seu dia conectado.

É possível falar ao telefone e usar a internet ao mesmo tempo

Outro contratempo da internet discada que tínhamos em 1999: ou se acessava a internet ou se usava o telefone, nunca ambos ao mesmo tempo.

Como o acesso era pela linha telefônica, sempre que alguém usava a internet era como se o telefone estivesse sendo usado.

Hoje, não só esse problema não existe mais como é possível usar a internet e fazer uma ligação telefônica ao mesmo tempo usando o mesmo aparelho, algo que provavelmente faria nossas mães se benzerem caso mostrássemos isso para elas em 1999.

Programas de TV são mais importantes do que o cinema

Em 1999, o que não faltaram foram grandes filmes que mudaram o modo de se fazer cinema. Naquele ano, tivemos a estreia de clássicos como Matrix, Beleza Americana, As Virgens Suicidas, A Múmia e Quero Ser John Malkovich, todos roteiros inovadores que não precisavam ser inspirados em outras mídias para serem sucesso de público e crítica.

Isso não quer dizer que não tínhamos boas produções também para a TV (1999 foi um ano incrivelmente bom para os fãs de animações, pois contou a estreia de clássicos do gênero como Futurama, Du, Dudu & Edu, Uma Família da Pesada e Bob Esponja), mas o escopo desses projetos era muito menor do que o que víamos sendo preparados para as telonas.

Hoje, a coisa se inverteu, já passamos pela Era Dourada da TV e estamos vivendo a era dos streamings, como a Netflix.

Enquanto programas como Game of Thrones geram muito mais burburinho do que qualquer filme do ano, é também na TV e nos streamings que está a maior parte da inovação em mídia audiovisual (em shows como Black Mirror, Killing Eve, A Maldição da Casa Hill e tantos outros), o que dá vantagem em qualidade e inovação das séries de hoje sobre o cinema. 

Não é preciso esperar pelo fim do download para ouvir música

Em 1999, o exercício de se escutar uma música nova era bem mais complicado do que hoje: você poderia esperar a música tocar na rádio para gravá-la em uma fita K7 e poder escutar depois sempre que quisesse (com o bônus da voz do apresentador do programa atrapalhando os segundos finais e às vezes até o meio da música), comprar um CD do artista por causa da única música que você gosta dele, ou então tentar fazer um tortuoso download através de programas como Napster/Kazaa/Emule e derivados. Mas o download não era uma ciência exata: além de ser demorado (estamos falando de 1999, quando a única internet existente por aqui tinha velocidade máxima de download de 50Kb/s), o download era sempre uma “caixinha de surpresas”, e poderia ser outra música ou algum vírus. Com programas como Spotify, Deezer e até mesmo o YouTube, ouvir nossas músicas preferidas e descobrir novos artistas é um exercício muito mais simples do que há vinte anos. 

Criar playlists é muito mais simples do que gravar CDs

Outra facilidade que surgiu com os aplicativos de streaming de música foi a criação de playlists que podem ser acessadas de qualquer lugar. Você só precisa escolher quais são suas músicas preferidas, criar sua playlist, e então é possível acessá-la de qualquer computador ou smartphone conectado à internet. Em 1999, a coisa era um pouco mais difícil.

Para colocar todas suas músicas preferidas em um só lugar, era precisa primeiro fazer o download delas por programas específicos (com todos os perigos existentes nesse tipo de operação), ter acesso a um computador com um gravador de CD, comprar um CD virgem, e então fazer a gravação do CD com suas músicas preferidas.

Caso a ideia fosse apenas para ser usado no computador, era possível criar CDs de MP3 com cerca de 500 músicas. Mas, se a intenção fosse rodar esse CD em qualquer aparelho de som, dificilmente era possível colocar mais do que 15 músicas em uma única mídia, já que os aparelhos de som da época não “liam” arquivos de MP3.

Então quem gostava de música (e quem trabalhava como DJ), além de fazer esse processo dezenas de vezes, ainda era obrigado a andar por aí com uma pasta pesada, chamada “porta-CDs”.

Você não precisa sair de casa para alugar filmes

Há vinte anos, decidir qual filme assistir no final de semana era um programa da família: todo mundo se arrumava, ia para a locadora na sexta-feira assim que tivesse acabado o expediente (porque chegar muito tarde significava que todos os filmes novos já não estariam mais disponíveis) e andava pelos corredores da locadora atrás de alguma coisa interessante. Agora, esse sentimento de urgência simplesmente não existe mais. Com serviços online que oferecem os últimos lançamentos por um preço módico de “locação virtual”, como oferecidos por empresas de TV a cabo, por exemplo, é possível alugar qualquer filme sem sair de casa e sem medo de chegar tarde demais e não ter mais nenhuma cópia daquilo que você queria assistir. É verdade que uma coisa não mudou de 1999 para cá: naquela época, se gastava muito tempo na locadora olhando filme por filme da prateleira até decidir qual alugar; agora, gastamos muito tempo olhando o catálogo da Netflix até decidir qual filme assistir. Contudo, se não gostarmos do filme escolhido, podemos simplesmente escolher outro sem pagar nada além por isso, enquanto na época das locadoras isso não era possível, pois se pagava por filme alugado (e ainda tinha de devolver a fita VHS rebobinada, senão pagava multa).

Você tem a opção de não precisar assistir comerciais no intervalo da programação

Além de acabar com a dinâmica das idas às locadoras, os serviços de streaming também mudaram outra coisa no modelo de negócio audiovisual: os intervalos comerciais.

Antigamente, mesmo pagando para ter acesso a um conteúdo diferenciado pelos canais de TV a cabo, o usuário ainda era obrigado ter seu programa interrompido diversas vezes para a exibição de comerciais (o que ainda acontece nos canais de televisão).

Mas essa é uma prática que perdeu força com a chegada dos serviços de streaming, que cobram uma mensalidade bem menor do que as companhias de TV a cabo e permitem que seus assinantes fiquem o dia inteiro assistindo a diversos programas sem nenhuma interrupção para comerciais.

Além disso, esses sistemas também aboliram a grade de programação, e todos os programas podem ser assistidos a qualquer momento, com a possibilidade de pausá-los ou voltar em qualquer cena que queira ver novamente. 

Leia também:  Como Conquistar A Ex Namorada Que Virou Amiga?

Não é mais possível tirar férias de verdade

Uma das vantagens de nossa tecnologia atual é que estamos sempre conectados a tudo: amigos, trabalho família. E a maior desvantagem é justamente estarmos conectados a tudo o tempo todo.

Em 1999, quando falávamos em tirar férias, nós realmente tirávamos férias: o período era completamente nosso, íamos viajar e durante esse tempo não ouvíamos falar de trabalho.

Hoje, o período de férias não é mais exatamente um tempo de total descanso, mas mais uns dias com menores obrigações e carga de trabalho menor, já que a todo tempo somos lembrados via e-mail, pelo grupo de WhatsApp da empresa ou pelas redes sociais sobre o que a empresa está fazendo e qual será o nosso papel no andamento das coisas quando voltarmos. E por todas as melhorias que a tecnologia tem nos proporcionado, nos fazer ficar preocupados com a reunião de segunda-feira enquanto estamos sentados na praia tomando água de coco definitivamente não é uma delas.

É possível saber em primeira mão aquilo que os seus ídolos pensam

Como a tecnologia mudou a nossa vida

A tecnologia faz parte do dia-a-dia da generalidade das famílias. Hoje mais do que nunca, a realidade dos portugueses (e da população mundial) foi afectada de forma inesperada e irreversível.

E, embora o tema do webinar não se restringisse ao período de confinamento, a conversa acabou por rumar, inevitavelmente, para este período temporal, já que foi aí que se assistiu ao tão esperado salto tecnológico.

Os meios digitais foram um “contributo enorme para ir ultrapassando com o mínimo impacto possível” os condicionamentos provocados pela pandemia da Covid-19, defendeu Inês Drummond Borges, directora de marketing da Worten. Algo visível desde as novas interacções de grupo – encontros com amigos e familiares (de todas as faixas etárias) por videoconferência – ao comportamento dos portugueses enquanto consumidores.

Veja ou reveja aqui o vídeo do webinar “Dá para imaginar a vida sem tecnologia?”

Uma das áreas que cresceu exponencialmente neste período foi a das vendas online, uma ideia confirmada por Inês Drummond Borges, partilhando o caso da Worten, que, ainda assim, nunca fechou portas por integrar o comércio de bens de primeira necessidade.

Em comparação com o período homólogo do ano passado, na quarentena o comércio online da empresa de tecnologia cresceu sete vezes mais; uma tendência que se manteve mesmo com as medidas de desconfinamento – há, por esta altura, três vezes mais vendas do que em igual período em 2019.

Procura de computadores cresceu na quarentena

Quando questionado acerca das dúvidas mais frequentes durante o confinamento, Bernardo Almeida (bernas19),  youtuber de tecnologia, foi peremptório: as pessoas queriam ser aconselhadas relativamente a laptops. Segundo o youtuber, os seus seguidores foram levados a comprar esse equipamento por causa do teletrabalho e das aulas online, sendo que os seus “vídeos sobre computadores portáteis dispararam as visualizações”.

Inês Drummond Borges confirmou que as vendas desses equipamentos dispararam, mas destacou também outros que foram muito procurados, confirmando os novos hábitos dos portugueses, nomeadamente impressoras, headphones, arcas frigoríficas, máquinas de café, robôs de cozinha e máquinas de fazer pão.

Novas dinâmicas familiares com apps e gaming

As novas tendências das rotinas familiares alastram-se a diversos campos da vida pessoal, como destacou Ana Garcia Martins, do blogue “A Pipoca Mais Doce”, que foi explorando as aplicações disponibilizadas nos últimos meses. Além das novas funcionalidades de lazer, “os ginásios conseguiram adaptar-se muito rapidamente” ao seu encerramento, com aulas online de grupo ou individuais.

A blogger procurou também novas atividades em casa, por exemplo com videojogos, uma área de interesse do seu filho Mateus. “Temos assistido a um movimento intergeracional” no que diz respeito ao gaming, frisou Inês Drummond Borges, defendendo que este campo pode fortalecer a “empatia” entre pais e filhos.

Rosário Carmona e Costa, psicóloga clínica e psicoterapeuta de crianças e adolescentes, garantiu que há “mais-valias dentro das perturbações de crescimento”, como no “autismo e novas formas de chegar ao outro” ou “dislexia”.

A autora do livro “iAgora? Liberte os seus filhos da dependência dos ecrãs” acredita que a tecnologia tem o potencial de trazer “ganhos terapêuticos e familiares brutais”, sendo importante que os progenitores se interessem pelos temas que atraem os filhos.

O teletrabalho alterou a nossa noção de tempo?

Perante a mudança de paradigma provocada pela pandemia da Covid-19, os portugueses tiveram de se adaptar a novas dinâmicas profissionais e pessoais. Algo que Ana Garcia Martins já vinha a sentir há mais tempo, uma vez que a sua profissão – assim como a de Bernardo Almeida – não tem horários fixos.

A blogger disse que “se perdeu um pouco o limite do que é sensato”, pelo que se tornou natural “receber e-mails de trabalho às duas da manhã e responder às duas e meia”. Tal conduz, inevitavelmente, a uma “relação promíscua” entre a dimensão profissional e pessoal.

“Se não impões as tuas barreiras é difícil porque elas não estão lá”, anuiu o youtuber de tecnologia.

De seguida, Rosário Carmona e Costa confirmou que este é um tema frequente nas suas consultas, onde é questionada “como é que nós definimos os nossos limites?”.

Além disso, a quarentena aumentou também a ansiedade e o medo de “não estar a dar conta do trabalho”.

No entanto, tal é provocado por uma situação inesperada e volátil e, “como em qualquer coisa nova, precisamos definir as nossas regras”, afirmou a psicóloga.

No ar ficou a questão se os hábitos tecnológicos que adquirimos na quarentena vieram para ficar. Para a directora de Marketing da Worten esta é “a pergunta para a qual ainda ninguém tem realmente a resposta, já que o grau de incerteza dos próximos meses não permite dar uma resposta conclusiva.”.

O impacto da tecnologia em nossas vidas

Estamos vivendo o ápice da influência tecnológica em nossas vidas, nunca antes na história deste país, tínhamos o hábito de pegar o celular quando acordávamos ou quando deitávamos. Ainda pior, um estudo feito pelo The Guardian, apontou que mais de 50% das pessoas levam o aparelho para o banheiro, dentre estes, 16% saíram com o celular infestado de bactérias fecais.

Não vamos tão a fundo nos novos hábitos, aliás, que tal voltarmos a meados da década de 90, para quem tem idade.

Lembram-se de como era a sua infância? Já contei noutro post, se não houvesse internet, como foi a minha, confesso que fui uma criança feliz, tive oportunidade de brincar na rua, jogar futebol quase todos os dias, andar de bicicleta pela cidade, sem que meus pais se preocupassem. Você deixaria seus filhos a solta por qualquer que seja o município? Aí está.

Muitas pessoas questionam, por que as crianças de hoje em dia não andam mais de bicicleta, jogam futebol, não estão mais na rua brincando como “crianças normais”. O medo, a insegurança nos trouxe isto, não foi apenas o avanço tecnológico e seus videogames, ou foi? Não vejo assim.

Voltando aos dias atuais, já pensou como seu cotidiano é modificado pela presença da tecnologia? O que está mudança de hábitos nos trouxe de benefícios e malefícios que vamos explanar um pouco, no final deste post, quero muito ouvir sua opinião sobre o texto, sua história de infância e também o que pensa para o futuro, vamos debater, temos muito o que aprender um com os outros.

Quais foram os benefícios da era tecnológica as nossas vidas?

Você ainda pensa que não houveram benefícios? Acha que os aparelhos que estão a sua volta são mera futilidades que não são necessários na sua vida? Penso que não.

Uma televisão de LED, muitas vezes mais leve, fina e esbelta consome em média ⅕ do que as antigas telas de tubo, agora imagine quantas novas TVs tem no mundo e o quanta energia foi poupada. Tudo bem, diversas outras tecnologias estão consumindo o que não consumíamos antes, mas a TV foi um caso de sucesso.

Acha que um smartphone é apenas para você passar o tempo e quiçá telefonar? Usamos o telefone como parte integrante de nosso corpo, você o leva de lá pra cá, está com ele sempre a postos, para qualquer novidade ser absorvida. Quem gosta de manter a segurança familiar pode usar aplicativos para saber onde seus filhos estão, basta configurar no smartphone.

A comunicação ficou muito mais fácil, a transmissão de notícias e informações a alguns toques na tela.

Lembram do telefone fixo? O fulano não está em casa, como fazíamos para encontrá-lo? Hoje, você tem um telefone fixo? A comunicação foi uma das categorias que mais se beneficiaram com a tecnologia.

Notícias que só eram entregues em papel jornal, um dia após terem acontecido, hoje estão minutos na rede mundial de computadores. Seu pai lia o jornal diário, talvez ainda o faça, mas e você?

Fotografias, ah como eram as fotos. Lembro que minha família pouco era de revelar “os retratos”. Tínhamos um álbum e outro de fotos de quando éramos crianças, mas nada comparado com as milhares de poses que acumulam nos discos virtuais.

Notou a diferença? As fotos hoje velhas tiradas por verdadeiras máquinas fotográficas hoje são raridades. Todo mundo com seu celular, por mais barato que seja, já consegue fazer imagens de qualidade melhor do que alguns anos atrás. Não sei se você é como eu, mas também não revelo tantas fotos.

Meu método de armazenamento é o seguinte: tenho integração de meu celular com minha conta de disco virtual, toda foto nova, ao conectar em uma rede sem fio, é enviada para este disco. Quando tenho um tempo, vou lá e separo as melhores, destas eu classifico-as em pastas, e vou acumulando, como meu álbum virtual.

Ao receber visitas, antigamente chegam os álbuns todos empoeirados para que as pessoas pudessem apreciar, era lindo. Hoje, as imagens ficam tocando na tela da TV. Confesso que o método atual é melhor.

Nunca mais perdi fotos, pode o celular, computador ou qualquer outro dispositivo parar de funcionar, mas elas estão lá, para eu acessá-las quando e onde quiser. E você como faz com suas fotos? Quero a opinião também nos comentários 😉

Outro grande aliado da tecnologia, por não dizer o que mais influenciou na vida das pessoas é o computador. Ele adentrou os lares brasileiros de forma incontrolável a partir dos anos 2000, quando popularizou a venda.

Lembro do nosso primeiro computador, todo branco, gigantesco, processador 200 Mhz, com leitor de CD e kit multimídia (aquelas caixas de som), uma fortuna na época. Fazíamos pouco com aquilo, rodando MS-DOS e Windows 95.

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Meu pai até usava a trabalho, eu com cerca de 15 anos obviamente estava interessado pelos joguinhos. Foi uma mudança de hábito quando o computador passou a ser parte de nossas vidas. Comecei a fazer alguns trabalhos de escola, redigia trabalhos de conclusão que naquele tempo escreviam a mão.

De tanto redigir trabalhos aperfeiçoei minha técnica de datilografia, hoje consigo teclar de forma mais rápida e usando mais dedos, não o famoso cata milho. Deixo este artigo para você ler, como foi inventado o computador.

O uso do computador se intensificou quando surgiu a bendita internet. Na cidade em que morava a internet era discada, isto por volta de 2002. Conectávamos às 14 hrs de sábado e desligava só domingo a noite, para contar apenas 1 pulso e a internet não custar muito. Lembro do primeiro e-mail, @bol.

Sei que você já teve um bol, não teve? A internet de fato foi algo que mudou a minha vida, passava muito tempo ligado nela, aprendendo coisas, conversando com amigos, baixando coisas. Tenho certeza que para muitas pessoas aconteceu o mesmo. Hoje, passamos mais tempo ligados a rede mundial de computadores do que à frente da televisão.

Escute o nosso podcast sobre o que mudou com a chegada da internet. A internet me possibilitou abrir uma porta do mercado de trabalho, diversas novas vagas de emprego surgiram por causa dela.

E-commerce é outro ponto benéfico trazido com a enxurrada tecnológica, a comodidade de comprar online, receber o produto sem sequer precisar sair de casa é um ponto bastante positivo a meu ver. A facilidade de comparar preços e pagar um valor mais justo só existe por causa da internet.

A internet trouxe além das comodidades, empregos, redes sociais, entretenimento. Você pode se entreter na internet facilmente navegando por redes sociais, assistindo vídeos, conversando com amigos, enfim, uma infinidade de coisas.

Mas o que vejo de mais interessante no entretenimento que surgiu muito tempo após o surgimento da internet, foram os canais de TV por streaming. A Netflix é algo fabuloso. Mudou mais uma vez a forma de como monto meu cotidiano. Dificilmente passo um dia sem assistir “apenas um episódio” de alguma série.

Até assinar tinha aversão à Netflix. Dizia que eu não iria assinar, achava supérfluo. Que tonto. Quem tiver a oportunidade, assine, não irá se arrepender. Vai realmente mudar a sua vida. Há tanto conteúdo interessante para assistir lá dentro, desde documentários a filmes.

Aliás aqui no site, temos um especial onde acompanhamos os lançamentos e saídas da Netflix, você deveria acompanhá-lo também.

A tecnologia nos presenteou ainda na saúde. Aliás, a saúde sempre foi uma área com muita pesquisa. O envolvimento da tecnologia com o setor de saúde é maior que até mesmo o surgimento do computador.

Os aparelhos que usamos hoje, nos mostram onde um osso foi quebrado, onde estamos com células “apodrecendo”, onde possamos estar feridos, mostram o quanto de sal, açúcar, e outros existem em nosso sangue, e quanto isto afeta em nosso bem estar.

Cirurgias feitas por braços mecânicos, tão precisos, milimetricamente. Não dá para dizer que a tecnologia não nos beneficiou com a saúde, talvez este o maior feito.

Malefícios que o impacto tecnológico causou em nossas vidas

Mas, a enxurrada de novidades não é um mar de rosas. Tivemos problemas provindos deste avanço, que podemos citar.

A quantidade de informações que absorvemos todos os dias tem nos tornado mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, jamais deixar o celular de lado, essa dependência de estar conectado. Escute o nosso podcast sobre dependência em internet, ouvirá muitas verdades nele.

Não é comprovado, mas alguns estudos apontam que as pessoas tem criado mais problemas de visão que o habitual, pelo frequente uso de computadores e smartphones, em que os olhos ficam vidrados, sem mudar o ponto de foco, por muito tempo. Posso ter sido uma estatística neste argumento. Faz 10 anos que uso óculos, tenho 1,75 graus de miopia, provavelmente pelo excessivo uso de telas. Seria este o mal da minha profissão? Talvez não só este.

Obesidade é outro fator que vem encadeando as nossas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, a comodidade de comprar online, não precisamos mais ir até a loja é um dos fatores. Passarmos tempo nas redes sociais ao invés de encontrar com as pessoas, trabalhar em frente ao computador, são estes e outros diversos fatores que nos trouxeram o sedentarismo.

Quais outros malefícios e benefícios você vê com a tecnologia, que influenciaram as nossas vidas. Confira também o ONCAST #20, onde falamos sobre isto com Rene de Paula Jr. Deixe seu comentário, quero debater o assunto com vocês, vamos lá =)

6 fatos que mostram como a tecnologia mudou nossa vida em 10 anos

Dez anos é um período suficiente para a tecnologia evoluir tanto que não conseguimos mais lembrar como era viver sem ela. Coisas básicas do nosso dia a dia ficaram mais fáceis de se fazer com simples toques nos celulares.

Você percebeu o que mudou? Se lembra como era viver sem internet, smartphones e aplicativos? Se não, reunimos seis fatos para refrescar a sua memória e mostrar como a tecnologia mudou a nossa realidade nessa última década.

Confira!

Passamos mais tempo conectados à internet 

Há 10 anos a internet não era um centro de entretenimento como hoje, mas uma ferramenta para usar no trabalho ou para estudar. Navegava-se o mínimo possível para conseguir fazer o que realmente era necessário.

Nos dias de hoje, com planos de dados e redes Wi-Fi gratuitas e públicas, é possível ficar o dia todo conectado, seja trabalhando, seja estudando ou só navegando pelos sites: fazendo compras, assistindo a filmes e vídeos ou entrando em contato com amigos e familiares.

É possível fazer de tudo no mundo on-line! Nem sabemos mais como viver se não estivermos conectados ou com sinal do celular, não é mesmo?

Vemos mais filmes em casa 

Estamos vivendo a era do streaming de filmes e séries, como com a Netflix e a HBO Go, plataformas pagas que possuem um catálogo variado com produções de vários gêneros e de diferentes anos. Na TV e nos streamings, vemos a maior parte da inovação em mídia audiovisual.

Há 10 anos tínhamos que ir ao cinema ver os lançamentos ou nas locadoras de fitas ou DVD para assistir aos filmes desejados. Hoje em dia, as produções estão disponíveis on-line ou em programas para fazer o download. Também existem os serviços que oferecem filmes por um preço de “locação virtual”.

É possível alugar um filme sem correr o risco de não ter mais nenhuma cópia do que você queria assistir. 

Ouvimos música sem precisar fazer download 

Hoje em dia, com programas como Spotify, Deezer ou mesmo pelo YouTube, conseguimos ouvir músicas, criar playlists e descobrir novos artistas de forma simples e rápida.

Podemos usar essas plataformas nos computadores ou como aplicativos nos smartphones.

Não existe mais aquele trabalho de procurar a música em plataformas não confiáveis, nem de esperar um longo tempo para fazer o download ou sair de casa para comprar o CD, nem ter o risco de baixar vírus nas máquinas. Cada download era uma surpresa…

Todo mundo tem um smartphone

Em 2009, os smartphones estavam deixando de ser apenas ideias. O telefone fixo ainda era mais usado, havia orelhões nas ruas e o celular ainda era algo de luxo, sem nada de smart comparado aos aparelhos atuais.

Com os lançamentos da Apple e Samsung, os smartphones viraram um artigo de sobrevivência para trabalhar e realizar tarefas simples do dia a dia, como organizar listas, anotar lembretes, usar o GPS, pedir comida e transporte… Os celulares servem para tudo; quase não fazemos mais ligações por nos comunicarmos por mensagens e outros tipos de interações pelas redes sociais. Inclusive temos um aplicativo para cada rede. 

O que mudou com os smartphones também foi o fato de não precisarmos sair com uma câmera fotográfica ou até mesmo ter uma.

As câmeras dos smartphones são de alta qualidade e estão conosco para onde formos, assim não temos o risco de deixar de registrar um momento especial em foto ou vídeo.

Além disso, os smartphones já permitem salvar as fotos em nuvem e compartilhar nas redes sociais rapidamente. 

Pedimos comida, transporte e compramos por aplicativos 

Como dissemos no tópico acima, hoje em dia pedimos comida e fazemos compras de supermercado por meio de aplicativos, ainda mais por sempre termos menos tempo para fazer as coisas que são básicas para a vida.

Assim, não pegamos filas e nem perdemos tempo cozinhando, pois tudo já chega pronto até nós. Além de comidas, compramos inúmeros artigos on-line, por isso muitas lojas tiveram que se adaptar para sites.

As lojas on-line reduziram os custos e aumentaram os clientes por oferecerem mais variedade e preços mais baixos. 

Outro hábito que adquirimos rapidamente foi usar os transportes por aplicativo, como Uber e 99. Com preços mais acessíveis do que táxis e oferecendo mais conforto do que no transporte público, hoje são aplicativos comuns nos smartphones.

E tudo facilita o uso desses transportes: as pessoas não investem mais em carros pelo alto custo e pelo fato de as cidades estarem saturadas de veículos.

E é fácil para o motorista saber o caminho até o seu destino usando aplicativos de GPS, como Waze. 

Não carregamos mais livros 

Quem ama ler e sempre carrega livros para todos os lugares agradece a tecnologia por facilitar a leitura. Não é necessário levar mais livros pesados e grandes dentro das bolsas, pois é possível comprar um Kindle ou outros leitores de e-books, que são como tablets exclusivos para se ter acesso a livros e ocupam menos espaço e pesam menos do que um livro de 200 páginas.

Lembrou de algumas coisas que mudaram e reparou como elas estão presentes na sua vida? É incrível pensar que em uma década tanta coisa importante mudou! Agora, é aguardar para saber o que vai acontecer nos próximos 10 anos! Enquanto isso, acompanhe o nosso blog e confira outros posts sobre como a tecnologia continuará mudando a nossa vida: 

Internet das Coisas: como ela pode mudar o futuro

O que é big data e como isso pode mudar o futuro

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